Jogo esquerdista: Ausência deliberada de senso de proporções

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Última atualização: 23 de agosto de 2013 – [Índice de Jogos] [Página Principal]

O esquerdista padrão vive quebrando todas as regras relacionadas ao contrato social, todos eles fundamentais para uma sociedade civil. Muitos não se furtam em quebrar as leis. A maioria deles não dá a mínima para a lógica. Outros não ligam para coisas como ética e moral. Não raro, esquerdistas justificam crimes em prol de sua causa. Quando descobertos, vestem uma expressão angelical, sempre justificando seus atos.

Por isso, esse jogo é tão importante para o esquerdista. Para justificar seus atos, sejam eles crimes jurídicos, morais ou intelectuais, basta usar a falácia tu quoque, dizendo que o “outro fez também” (ou então “fez pior”). Mas o detalhe é que nessa instância da falácia, o esquerdista não compara eventos similares em termos de gravidade.

Imagine, por exemplo, que vários esquerdistas de perfil gayzista resolvam linchar até a morte alguém que chamou um grupo de homossexuais de “boiolas”. Neste jogo, o esquerdista poderá dizer: “Na verdade nós não matamos ele, mas fizemos poesia concreta, e nosso ato não é criminoso perto do crime hediondo de ofensa cometido por ele”. Claro que alguém em sã consciência achará estranho justificar a morte de um oponente apenas por que este praticou uma ofensa contra seu grupo, mas com um tanto de teatro o esquerdista convencerá muitos da patuléia de que apenas deu um “troco justo”.

Um outro exemplo inclui a recente agressão de gayzistas contra Marco Feliciano em um vôo. Praticamente todo esquerdista ao se manifestar diz: “E foi pouco! Pois o que ele faz contra os gays é muito pior”. Só que Marco Feliciano apenas exprimiu argumentos criticando o comportamento gay, enquanto os gayzistas do vôo não só o agrediram fisicamente como praticaram coação de forma absurdamente fascista. É claro que responder um argumento, mesmo que incômodo, com coação e agressão jamais seria justificado moralmente.

Quando dizemos ao esquerdista que os regimes apoiados por eles mataram 100 milhões de pessoas no século XX, muitos deles rebatem dizendo que outros “fizeram muito pior”. No caso, eles podem citar, por exemplo, os “crimes cometidos em guerras por países capitalistas”. Em outra variação, ainda mais bizarra, eles dizem que “nada se compara aos bilhões mortos por Deus na Bíblia”. Mas nos dois casos o esquerdista está apenas te enganando com um jogo sujo, pois não podemos comparar os crimes de um governo contra seu próprio povo (no caso dos governos marxistas) com as ações de guerra de um governo contra outro, e, da mesma forma, independente de alguém acreditar em Deus ou não, não se pode justificar mortes causadas por uma pessoa com mortes causadas por um Deus.

Em todos os exemplos acima, podemos identificar um padrão. O esquerdista, ciente de que o oponente não cometeu atos tão abjetos quanto os dele (ou dos grupos que ele defende), tenta arrumar um “vocês também fizeram”, mas sempre citando eventos menos graves do que os cometidos por ele ou por pessoas do lado dele. Sabendo disso, uma encenação teatral cuidará para que muitos aceitem a comparação abominável enquanto ele tenta justificar atos indefensáveis.

Note que não estou entrando no mérito da tentativa de justificar um ato imoral por uma suposta imoralidade praticada pelo outro lado. Eu não concordo com este posicionamento, mas nem é disso que estou falando. Estou tratando de uma situação onde, caso aceitemos que imoralidades suas podem ser justificadas por imoralidades de seus oponentes, ainda assim teríamos um erro ao pinçar pequenos delitos ou falhas cometidas pela outra parte para justificar verdadeiras aberrações.

Em resumo, é nisto que se constitui este jogo: manifestar uma tremenda falta de senso de proporções para tentar justificar um ato seu dificilmente justificável, citando “falhas” da outra parte que são fichinha perto dos atos cometidos por você, mas, para enganar a platéia com a comparação ridícula, ainda caprichar em uma encenação teatral.

Preste atenção quando o esquerdista for obrigado a explicar atrocidades cometidas por ele, por um grupo que ele defende ou mesmo por diversos adeptos de sua ideologia, e perceba quando ele tentar se justificar. Espero que você se divirta na próxima vez que vir um esquerdista em ação com este método. Mas não se esqueça, é claro, de denunciar as fraudes, pois todas as instâncias deste jogo são homéricos embustes.

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11 COMMENTS

  1. Luciano, lembra das vezes em que falei da distorção estatística do Mapa da Violência, em que inventam “negros” somando as categorias “preto” e “pardo” (mestiço, podendo incluir aí quem não tem qualquer ancestralidade africana) do IBGE e inclusive sonegam os números separados por categoria conforme o estado para que se passe a impressão de que aqui seria um lugar que genocida negros (incluindo a invenção de que a região Norte seria a recordista de morte de negros, quando na realidade lá morrem mais mestiços, até porque a maioria absoluta da população de lá o é e se declara orgulhosa como mestiça)? Pois bem, eis que achei este vídeo do Clarion de Laffalot (que bebe da água marxista-humanista-neoateísta, mas pode ser o marxismo-humanismo-neoateísmo que serve para combater o marxismo-humanismo-neoateísmo) em que ele joga por terra a história de que aqui seria um lugar em que mulheres são mortas em uma razão assustadora e que a casa seria o ambiente mais perigoso do mundo, sendo preferencial que uma brasileira esteja no Afeganistão, Iraque ou Somália para que não seja assassinada:

    http://www.youtube.com/watch?v=hxH7ZPEgjY8

    Tudo bem que o Clarion acabou se esquecendo de falar da tal má fé de terem inventado negros para ocultar que a grande maioria das pessoas mortas no país é mestiça (até porque estamos falando de um país onde a maioria das pessoas identifica-se como mestiça, leia-se “parda”, ou branca), mas ainda assim não vamos negar que o cara mandou bem ao falar de estatística. Como já disse antes, passou da hora de se falar desse Mapa da Violência, pois o mesmo está com umas más fés tão patentes que na prática acaba ocultando a real compreensão do fenômeno da violência em um país como o nosso, em que não há tensões religiosas ou étnicas e que uma mesma família pode ter alguém muito rico ou muito pobre e todos se confraternizarem em um churrascão.

    • Existe uma manipulação clara dos números. Mas esses dados seriam mais completos se mostrasse quem mata mais. Obviamente são os homens que matam mais, tanto homens quanto mulheres. Dado a natureza mais violenta dos homens. É facilmente verificável comparando o número de presos entre homens e mulheres.

      • Primeiro: Homens matam mais pois homens são mais fortes do que mulheres. Mesmo mulheres sendo mais agressivas e mais agressoras (não violentas) do que homens.
        http://revistaepoca.globo.com/vida/noticia/2011/10/elas-batem-eles-apanham.html

        Segundo: O foco da discussão são AS VÍTIMAS, não os agressores. Pois está sendo discutido sobre uma Lei de PROTEÇÃO ao sexo que sofre mais violência. E as maiores vítimas de violência são os homens, não as mulheres.

        Terceiro: Independente de quem mata ou morre mais, leis sexistas são leis sexistas independente do contexto.
        Mas se fosse para criar alguma lei de proteção sexista, é para criar uma lei de proteção sexista para o sexo que é a maior vítima de violência, ou seja, se era para criar alguma lei de proteção sexista, é para criar uma lei específica para proteger o homem e não para mulher como criaram.

        Quarto: Você ainda possui alguma dúvida de que o nosso governo esquerdista não está nem aí pra combater os crimes, mas sim em fazer demagogia, combate de classes, jogar homem contra mulher, etc?

  2. Luciano, bom dia. Já tive esse tipo de discussão com conhecidos esquerdistas. Eles sempre contra-argumentam citando supostos crimes do capitalismo: como a escravidão e matança de povos africanos, resultado da busca de territórios e riquezas naturais, principalmente depois da ascensão do capitalismo. A esquerda sempre alega números muito duvidosos de mortos.
    Não sei se você já fez isso, mas seria interessante fazer um artigo elencando e refutando os supostos crimes do capitalismo que a esquerda imputa.

    Abraço!

  3. Quando eles vem com essa sacanagem, duas coisas se deve dizer: primeiro, chamando-o de burro, por que para o capitalismo funcionar tem que haver paz e ordem. Quanto mais dependentes comercialmente são os países menos provável que eles lutem entre si, até no Guia Politicamente Incorreto da História, menciona esse fato e os estudos sobre o assunto.

    Foi com a revolução industrial que a mortalidade infantil diminuiu muito e deu uma chance de um pobre progredir sem precisar ter um nome ou se submeter a um senhor feudal, aumentando sensivelmente os conforto desses mesmo pobres. Uma da coisas negativas do capitalismo é justamente propiciar que intelectuais inúteis proliferassem para falar mal do único sistema que deixa que eles mesmos existam, caso contrário estariam com enxadas na mão e não ficariam o dia todo em bibliotecas pensando bobagens.

    Segundo: assaltar o assaltante te faz, por acaso, inocente? Então não vem limpar bosta na merda que não dá certo.

  4. Luciano, só para constar, mais uma dos black blocs em Sampa, protestando contra a Veja em evento marcado via Facebook, mas fazendo exatamente o que ela noticia (ainda mais que pôs os mascarados na capa e acabou meio que quebrando o pacto de silêncio mafioso que eles queriam que continuasse). Nas redondezas, um carro com o vidro quebrado (e que tentaram incendiar) e uma casa pichada com os dizeres “morra, burguesia” (provavelmente feito por alguém que mora em um lugar minimamente decente e tem três refeições ao dia). Além desses dois eventos, vidros quebrados na Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (que é ao lado da sede da Abril) e outros para-brisas de carros quebrados (dizem os black blocs que não picham carros particulares, mas no protesto anterior, além de depredarem uma concessionária da Chevrolet, picharam um EcoSport novinho que estava estacionado em uma das transversais da Rebouças).
    Resta agora saber a mando de quem estão. Segue abaixo vídeo da manifestação (observe que agora só se vê encapuzado e nada de pessoas comuns):

    http://www.youtube.com/watch?v=demTbVMaxsg

    Se os caras quiserem mostrar que são mesmo anarquistas e que não são cooptados pelo PT, que também protestem contra Haddad e Dilma, uma vez que até agora só estão protestando por coisas que interessam ao partido que está nos poderes municipal de São Paulo e federal.

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