Brasil247 e a apologia da escravidão – Pt. 3 – Criticar a escravidão de cubanos virou, para Padilha, um ato de “xenofobia”

13
57

escravos2

Fonte: Brasil247

O discurso do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, rebateu duramente as críticas contra o programa Mais Médicos, do governo federal, nesta segunda-feira 26. O petista disse que não irá tolerar preconceito e xenofobia contra os médicos estrangeiros que começam a chegar para trabalhar no País.

Além do presidente do CRM-MG, João Batista Gomes Soares, o recado de Padilha também serviu para os colunistas Eliane Cantanhêde, da Folha de S.Paulo, que afirmou que profissionais cubanos vieram num “avião negreiro”, e Reinaldo Azevedo, da revista Veja, que os chamou de “escravos de jaleco do Partido Comunista”.

Leia abaixo reportagem da Agência Brasil (Padilha: governo não vai tolerar preconceito contra médicos estrangeiros), de Yara Aquino, repórter da Agência Brasil:

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta segunda-feira 26 que o governo não vai tolerar qualquer incitação ao preconceito e à xenofobia contra os estrangeiros que estão no Brasil para trabalhar no Programa Mais Médicos. Padilha participou hoje do início das atividades de acolhimento e avaliação de médicos estrangeiros, em Brasília.

“Não admitimos qualquer incitação ao preconceito e à xenofobia. Temos que receber de braços abertos médicos e médicas que aceitaram esse chamamento para vir atender à população brasileira que não tem médicos”, disse Padilha a jornalistas após a cerimônia.

Padilha reiterou as críticas ao presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, João Batista Gomes, que disse que orientaria os médicos brasileiros a não socorrerem erros dos colegas cubanos. “Essa recomendação é omissão de socorro e é uma afronta ao Código de Ética Médica. Nenhum médico pode se negar a atender ou a socorrer qualquer brasileiro ou brasileira”, afirmou.

De acordo com o ministro, o governo tem segurança jurídica sobre a determinação para que os conselhos regionais de Medicina concedam registro provisório aos os estrangeiros que participam do programa. A determinação está na medida provisória (MP) que cria o Programa Mais Médicos. “Temos segurança jurídica, o próprio procurador-geral doTrabalho disse claramente que a MP estabelece o processo de registro desses profissionais. Os conselhos têm que seguir a lei. Temos segurança jurídica disso.”

Ao discursar na cerimônia de acolhimento a cerca de 200 médicos estrangeiros, Padilha pediu desculpas por problemas no alojamento em Brasília, onde profissionais reclamaram do número excessivo de pessoas. Segundo o ministro, serão feitos ajustes em Brasília e em outros locais, caso seja necessário. “Aqui em Brasília estamos programando o deslocamento desses profissionais para outras estruturas para ficarem mais bem acomodados”. Os estrangeiros recebem treinamento em oito capitais com duração de três semanas.

Meus comentários

Agora, é o momento da ameacinha. Quando Padilha diz que não vai admitir “qualquer incitação ao preconceito e à xenofobia”, tenta se esconder debaixo dos médicos quando na verdade as condenações morais estão sendo lançadas aos governos do Brasil e de Cuba. O primeiro, por contratar trabalho escravo, e o segundo por escravizar sua população.

Basicamente, a heurística usada pelo cidadão que não está enlouquecido pela ideologia petralha é simples: “Médicos que venham trabalhar sob condição de escravidão, e que não passem pelo exame Revalida, devem ter sua atuação questionada, e o questionamento é feito principalmente aos dois governos que promovem essa palhaçada”.

É uma covardia extrema, por parte de Padilha, fingir que quando criticamos a atuação de dois governos irresponsáveis e amorais estamos na verdade sendo preconceituosos contra os cubanos.

Não, não estamos. Assim como quando criticamos a ditadura bolivariana da Venezuela, não estamos sendo preconceituosos contra os venezuelanos, e, quando criticamos as FARC, não significa que estamos praticando xenofobia contra colombianos.

Até por que população cubana não é escravocrata, mas sim o governo cubano, assim como a população colombiana não é terrorista, mas sim as FARC, e nem mesmo o povo venezuelano é totalitário, mas sim o governo bolivariano de lá.

Tentar se esconder debaixo de cidadãos cubanos, quando na verdade estamos criticando o governo cubano (e o governo brasileiro por tabela) é covardia demais.

Não dá para descer mais baixo que isso, Sr. Padilha.

Anúncios

13 COMMENTS

    • Para complementar, há este texto do Bob Fernandes em que ele vem falar que há argumentos contrários e favoráveis a diversas coisas adotadas pelos marxistas-humanistas-neoateístas no poder, como cotas, médicos cubanos e Bolsa Família e outras coisas. Achei que pende mais para o lado MHN da coisa. Segue o vídeo que estava junto:

      http://www.youtube.com/watch?v=0EWIdGwNJ88

      Observe que ele acaba meio que caindo na comparação que o Reinaldo fez daquela conversa do Lula e do Cabral.

  1. “Assim como quando criticamos a ditadura bolivariana da Venezuela, não estamos sendo preconceituosos contra os venezuelanos, e, quando criticamos as FARC, não significa que estamos praticando xenofobia contra colombianos.”

    Exato.

    Não sei vc escreveu no seu site essa forma metonímica de raciocínio que impera nessa país, que confunde um povo, ou mesmo um indivíduo com seu governo, ou nação, como se fossem duas coisas que sempre estão de acordo e inseparáveis.

    Vejo todos os dias falarem: “os americanos fizeram isso e aquilo”, quando vc vai pesquisar descobre que era uma empresa ou um grupo de pessoas que não representam de maneira alguma o país e muita vezes estão contra.

    Aqui no Brasil ninguém mais nota essa diferença por que essas ideologias coletivistas tomaram conta do pensando do cidadão médio. Esqueceram que as pessoas agem conforme a sua vontade e muitas vezes cometendo crimes para tirar alguma vantagem. O que tem o país delas haver com isso? Se muitas vezes elas tão cagando para as leis…

    Se os médicos cubanos tivessem o poder de escolher (que eles não têm) e resolvessem sair de Cuba, de acordo com esse raciocínio, o brasileiro concluiria: Cuba está fugindo de Cuba.

Deixe uma resposta