Brasil247 e a apologia da escravidão – Pt. 5 – Hélio Doyle joga a definitiva pá de cal no “caso” tentando provar que médicos cubanos não são escravos

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Nos quatro posts anteriores, mostrei matérias do Brasil247, todas a favor do aluguel de serviço escravo pelo governo brasileiro. Os textos eram  (1) Se FHC fez, então Dilma também pode fazer, (2) A realidade petralha imita a piada do Vanguarda Popular, (3) Criticar a escravidão de cubanos virou, para Padilha, um ato de “xenofobia” e (4) Mais um truque de frame para tentar coibir as manifestações contra a escravidão cubana e novas contradições quânticas.

Em todos os quatro artigos desmascarados, pudemos ver um empilhamento inacreditável de falácias e fraudes intelectuais, sempre tentando justificar o injustificável.

Neste post, onde concluo esta série, avalio o conteúdo da propaganda, digo, artigo de Hélio Doyle, no qual ele tenta defender a tese de que os médicos cubanos não são escravos. Só que Doyle comete tantas, mas tantas fraudes intelectuais, que nem mesmo o formato de citar primeiro a notícia para depois adicionar comentários é o suficiente. É preciso comentar parágrafo por parágrafo das principais partes.

Aliás, para entendermos um pouco sobre quem é Doyle, basta sabermos que ele é um dos que lutam para implementar a censura na mídia brasileira, a mando do PT. Assim, não estamos diante de um “especialista em assuntos cubanos”, mas de alguém do bando petralha. Claro que isso não é motivo para desqualificarmos seus argumentos, mas sim para investigarmos o conteúdo discursório dele com mais atenção.

Comecemos:

Parece que o último argumento contra a contratação dos médicos cubanos é a remuneração que vão receber. Pois é ridículo, quando prevalecem fatos, indicadores internacionais e números, falar mal do sistema de saúde e da qualidade dos médicos de Cuba.

Aqui o truque de Doyle tenta nos dizer que a apresentação de um motivo adicional para criticarmos a contratação de escravos cubanos implica no abandono dos motivos anteriores. Ledo engano, pois o sistema de saúde cubano é tão contestável que nem mesmo o governo brasileiro irá submetê-los ao Revalida. Quer dizer, todos os outros médicos podem ir para o Revalida, menos os cubanos. É como tentar arrumar uma credencial para não passar pelo teste do bafômetro e tentar nos vender a ideia de que são as pessoas mais sóbrias do pedaço. Não cola…

A revalidação de diploma também não é argumento, pois os médicos estrangeiros trabalharão em atividades definidas e por tempo determinado, nos termos do programa do governo federal.

Claro que é argumento, pois se os médicos trabalharão em atividades definidas e por tempo determinado, mais um motivo para que eles revalidassem seus diplomas.

Para tentar provar que não existe trabalho escravo no caso dos cubanos, ele usa duas comparações grotescas.

Vamos à primeira:

1 – Uma empreiteira brasileira é contratada por um governo de país europeu para uma obra. Essa empreiteira vai receber euros por esse trabalho e levar àquele país, por tempo determinado, alguns engenheiros, geólogos, operários especializados e funcionários administrativos, todos eles empregados na empreiteira no Brasil. Encerrado o contrato no país europeu, todos voltarão ao Brasil com seus empregos assegurados. Quem vai definir a remuneração desses empregados da empreiteira e pagá-los, ela ou o governo do país europeu? É óbvio que é a empreiteira.

Falsa analogia. Pois o trabalhador que trabalha para a empreiteira pode pedir demissão e trocar de país, o que não ocorre com os médicos cubanos, a não ser no caso dos desertores. Ao final do contrato da empreiteira, é verdade que os profissionais podem retornar ao Brasil, mas podem também voltar apenas para finalizar sua mudança definitiva para o outro país. Isto é, o ganho da empreiteira, assim como o ganho do profissional, não está vinculado a nenhuma coerção, o que mostra a total diferença entre o caso citado por Doyle e a escravidão dos médicos cubanos.

2 – Os governos do Brasil e de um país africano assinam um acordo para que uma empresa estatal brasileira envie profissionais de seu quadro àquele país para dar assistência técnica a pequenos agricultores. O governo brasileiro será remunerado em dólares pelo governo africano. A estatal brasileira designará alguns de seus funcionários para residir e trabalhar temporariamente no país africano. Quem vai definir a remuneração dos servidores da empresa estatal brasileira e lhes fará o pagamento, a estatal brasileira ou o governo do país africano? É óbvio que é a empresa estatal brasileira.

Novamente, falsa analogia. Basicamente, o exemplo é o mesmo do anterior, com a diferença de que a empresa no exemplo de Doyle é estatal. Mas uma coisa é uma empresa estatal, da qual uma pessoa pode se demitir, e outra completamente diferente é um estado, especialmente totalitário, que aprisiona seus habitantes.

Por que, então, tem de ser diferente com os médicos cubanos? Eles não estão vindo para o Brasil como pessoas físicas, nem estão desempregados. São servidores públicos do governo de Cuba, trabalham para o Estado e por ele são remunerados. Quando termina a missão no Brasil (ou em qualquer outros dos mais de 60 países em que trabalham), voltam para Cuba e para seus empregos públicos.

Aí é que ele chafurda de vez, e nos ajudar a mostrar que a situação dos médicos cubanos é totalmente diferente. Mesmo que eles não venham para o Brasil como pessoas físicas, poderiam ter a chance de não vir, mas isso não é possível pois Cuba é um país praticamente socialista, e, como tal, totalitário. Por isso, seus cidadãos são vistos como gado, ou, no máximo, escravos.

Ademais, não estamos falando da prestação de serviços de desenvolvimento de software, manipulação de faturas ou qualquer outro serviço terceirizável. Falamos de medicina, uma atividade crítica que não se terceiriza, a não ser que possamos fazer aquele que vende o serviço prestar contas.  Se um médico cubano cometer um erro médico, vamos processar Cuba? Fica claro que não faz sentido algum para qualquer governo terceirizar este tipo de coisa.

Mas tudo fica mais divertido daqui por diante…

Não teria o menor sentido, assim, que esses médicos, formados em Cuba e servidores públicos cubanos, fossem cedidos pelo governo de Cuba para trabalhar no Brasil como se fossem pessoas físicas sendo contratadas. Para isso, eles teriam de deixar seus postos no governo de Cuba. Como não faria sentido que os empregados da empreiteira contratada na Europa ou da estatal contratada na África assinassem contratos e fossem remunerados diretamente pelos governos desses países.  Trata-se de uma prestação de serviços por parte de Cuba, feita, como é natural, por profissionais dos quadros de saúde daquele país.

A mente de Doyle realmente não funciona de acordo com os paradigmas democráticos. Note que ele usa a expressão “não faz sentido” duas vezes para coisas que fazem todo sentido para quem entende o que é uma democracia.

Por exemplo, um sujeito que trabalha no Banco do Brasil presta serviço ao estado, mas ele pode abandonar o serviço e se tornar consultor de vendas na França. E isso faz todo o sentido. Assim como um sujeito que trabalha para uma empreiteira contratada na Europa ou uma estatal contratada na África pode pedir sua demissão e ir trabalhar nesses países. E isso faz todo o sentido.

Prestar serviços para o estado não é o problema, mas sim não poder quebrar esse vínculo, e não ter opções, o que é típico do trabalho escravo.

É exatamente em cima deste argumento que a antiga lei do passe foi extinta, pondo fim a uma época em que os jogadores de futebol tinham vínculos eternos com seus clubes. Hoje em dia os contratos são limitados a cinco anos, e podem ser rescindidos por multa. Essa evolução no mundo do futebol mostra que sabemos a diferença entre um trabalho escravo e um trabalho livre.

Ter seus serviços negociados por uma consultoria, empreiteira ou qualquer outro tipo de empresa, mesmo estatal, jamais configura trabalho escravo, por causa da opção de ir e vir da pessoa contratada.

São obviedades assim, que a mente de Doyle não consegue apreender, e que tornam o ato de refutá-lo uma moleza.

A outra crítica é quanto à remuneração dos médicos cubanos. Embora menor do que a que receberão os brasileiros e estrangeiros contratados como pessoas físicas, está dentro dos padrões de Cuba e não discrepa substancialmente do que recebem seus colegas que trabalham no arquipélago. É mais, mas não muito mais. Não tem o menor sentido, na realidade cubana, que um médico de seus serviços de saúde, trabalhando em outro país, receba R$ 10 mil mensais.

É a terceira vez que Doyle usa um “não tem o menor sentido” para algo que faz todo o sentido. Se no Brasil paga-se 10.000 reais por profissionais de medicina no programa Mais Médicos, significa que este valor foi estipulado com base no mercado. Se os médicos cubanos são tão bons quanto seus contratantes alegam, então eles tem “mercado” pelo mundo. Não faz sentido pagar menos para eles, lembrando que em um país democrático já não trabalhamos com a hipótese de trabalho escravo.

A mente de Doyle pensa assim: “não faz sentido pagar o mesmo valor para um escravo que eu pago para um trabalhador livre”. Sim, isso é verdade. Mas temos que considerar a não-escravidão do profissional quando vamos argumentar sobre sua situação.

E, embora os críticos não aceitem, há em Cuba uma clara aceitação, pela população, de que os recursos obtidos pela exportação de bens e serviços (entre os quais o turismo e os serviços de educação e saúde) sejam revertidos a todos, e não a uma minoria.

Ora, então a coisa melhorou ainda mais para o meu argumento. Se realmente a população de Cuba já aceitou que o valor de seu trabalho seja “revertido a todos”, então o governo brasileiro não precisaria pagar nada a Cuba, mas sim diretamente aos médicos cubanos. Daí, se for verdade o que Doyle diz, eles poderiam fazer doações ao governo cubano. Mas é claro que Doyle e o PT não vão querer isso, certo?

O que Cuba ganha com suas exportações de bens e serviços, depois de pagar aos trabalhadores envolvidos, não vai para pessoas físicas, vai para o Estado.

Aleluia! Descobrimos a paranormalidade. O governo cubano é o único estado que não é administrado por pessoas físicas. Provavelmente devem ser entidades etéreas ou espíritos. Ah, eu me divirto…

A possibilidade de ganhar bem mais é que faz com que alguns médicos cubanos prefiram deixar Cuba e trabalhar em outros países como pessoas físicas. É normal que isso aconteça, em Cuba ou em qualquer país (não estamos recebendo portugueses e espanhóis?) e em qualquer atividade (quantos latino-americanos buscam emigrar para países mais desenvolvidos?). Como é normal que muitos dos médicos cubanos aprovem o sistema socialista em que vivem e se disponham a cumprir as “missões internacionalistas” em qualquer parte do mundo, independentemente de qual é o salário. Para eles, a medicina se caracteriza pelo humanismo e pela solidariedade, e não pelo lucro.

Esse Doyle, como advogado de defesa do governo cubano, é bem chinfrim. De novo, se aceitarmos que ele acredita no que fala, então basta pagar R$ 10.000 a cada médico cubano e mandar o governo cubano sorver pirongas. Se Doyle fala a verdade, então os médicos que querem deixar Cuba, deixarão, e os médicos que “não ligam para salário” podem doar quase tudo para os irmãos Castro. Simples assim. Em suma, não há um traço da argumentação de Doyle que justifique a contratação de mão escrava.

É difícil entender isso pelos que aceitam passivamente, aprovam ou se beneficiam da privatização e da mercantilização da medicina e da assistência à saúde no Brasil.

Não, é difícil para um coletivista exacerbado como Doyle entender que não precisamos de trabalho escravo para atender a demanda de médicos no Brasil. Podemos pagar R$ 10.000 por mês para cada médico de Cuba, China, França, Zaire, Taiwan, Tanzânia, Cazaquistão, Estados Unidos e o que valha. Se passou pelo Revalida, tem chances de disputar o mercado aqui e neste caso será bem-vindo.

Claro que Doyle tenta nos convencer, através de uma instância do jogo Se não for do meu jeito, é contra os pobres, que ele está a favor da população carente, mas não precisamos saber muito sobre falácias para notar que a própria presença de médicos espanhóis, portugueses e de outros países que não se submetem a trabalho escravo prova que não precisamos de trabalho escravo e nem de pessoas que não se submetam ao Revalida para que esta demanda seja atendida.

Em suma, que Doyle vá tentar enganar outro. De preferência alguém que não conheça suas falácias preferidas: o falso dilema e a falsa analogia.

***

Ver o restante da série aqui:

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22 COMMENTS

  1. Cara eu to brigando em vários sites com âmbito de esquerda sobre esse assunto…
    Estranhamente todos os meus comentários somem!
    Bug estranho… rs.

  2. Não tem outra. Não há um argumento moralmente aceitável para

    1. Contratar o governo de Cuba, ao invés de cubanos
    2. Não passar os médicos nessa contratação citada em (1) pelo Revalida

    Aí o que começa com uma fraude só pode prosperar com novas fraudes. É só mapear as falácias e se divertir…

    A esquerda vai ficar muito irritada. 🙂

    • Caro Luciano,

      Conforme a gente vai estudando os métodos da esquerda coisas desse tipo tende a se mostrar com uma OBVIEDADE monstruosa E VERGONHOSA (e, não há dúvida, a sua metodologia tem me favorecido bastante, pois é SIMPLES & DIRETA já que não se apega a crenças religiosas ou opiniões subjetivas que podem servir- E SERVEM- como arma pra esquerda usar, um BUMERANGUE que eu mesmo acabo jogando sem me dar conta da sua funcionalidade) .

      E fica a dica: esquerdistas TEM PAVOR, cagaço paranóico (‘THE HORROR! THE HORROR!) de passarem VEXAME em público. Esse é o principal tendão-de-aquiles dessa gente cínica, traiçoeira, ENDINHEIRISTA (ISTO É, AMANTES DO DINHEIRO FÁCIL E NÃO BATALHADO) e perversa (mesmo que inconsciente no caso dos chimpanzés funcionais).

      abs

  3. Essa notícia aqui mostra mais da imundície

    http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2013/08/28/opas-leva-r-243-milhoes-para-trazer-cubanos/

    O Ministério da Saúde levou à internet na noite passada o papelório do acordo que firmou com a Organização Pan-Americana de Saúde para trazer 4 mil médicos de Cuba. Numa “subcláusula” da cláusula terceira, o documento anota o custo do atravessador. A intermediação renderá à Opas R$ 24,3 milhões. A cifra corresponde a 5% do valor total do contrato: R$ 510,9 milhões.

    O acordo foi assinado na quarta-feira (21) da semana passada. Três dias depois, começaram a desembarcar no Brasil os primeiros 400 médicos de Cuba. A vigência do contrato é de três anos. Mas os pagamentos, descobre-se agora, serão integralmente feitos neste ano de 2013. O “cronograma de desembolso” está registrado no “Anexo III”.

    Neste mês de agosto, foram liberados os primeiros R$ 100 milhões. Em setembro, sairá a segunda e mais gorda parcela: R$ 300 milhões. Em novembro, os restantes R$ 110,9 milhões. Não há no texto nenhum vestígio do valor do salário a ser pago aos médicos cubanos. O dinheiro será repassado pela Opas à ditadura de Havana, que irá remunerar seus profissionais como bem entender.

    O “Anexo II” do contrato divide os gastos em cinco categorias: 1) Diárias: R$ 1,3 milhão; 2) Passagens: R$ 12,2 milhões; 3) Serviços de terceiros – pessoa física: R$ 469 milhões; 4) Serviços de terceiros – pessoa jurídica: R$ 4 milhões; 5) Custos indiretos (5%): R$ 24,3 milhões.

    Gerida pelo ministro petista Alexandre Padilha, a pasta da Saúde rendeu-se à transparência por pressão, não por opção. No escuro, deputados e senadores ameaçavam barrar a tramitação da medida provisória que instituiu o programa Mais Médicos. Padilha enviou-lhes uma cópia dos papeis.

    De resto, a Procuradoria da República abriu em Brasília inquérito para apurar se há violação aos direitos humanos dos médicos cubanos. Os documentos serão requisitados.

    Link pro acordo: http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/arquivos/pdf/2013/Ago/27/OPAS_27022013.pdf

  4. “Quem vai definir a remuneração desses empregados da empreiteira e pagá-los, ela ou o governo do país europeu? É óbvio que é a empreiteira.”

    E tem mais uma falacia aqui, é a empreiteira que define o salario, desde de que siga as leis trabalhistas do pais em que ela esta trabalhando, ao contrario desse caso dos escravos cubanos, esses médicos vão trabalhar em território nacional segundo as leis trabalhistas cubanas.

    • A fraude é mais a fundo…
      A remuneração está definida: R$10.000,00 , porém por algum motivo obscuro quem bota a mão no dinheiro é o governo, e ele repassa o que “sobrar” pro médico.

  5. “”Aleluia! Descobrimos a paranormalidade. O governo cubano é o único estado que não é administrado por pessoas físicas. Provavelmente devem ser entidades etéreas ou espíritos. Ah, eu me divirto…”””

    Ri muito deste trecho.

  6. Luciano,
    O site da esgotosfera petista “Brasil247.com” chamou um suposto médico cubano chamado Juan Delgado pra dar entrevistas, justamente um coronel cubano disfarçado, pra falar essa pérola: “somos escravos da saúde e dos doentes”.
    Abaixo transcrevo o que foi escrito no site brasil247 e depois comento:

    “A frase foi dita pelo médico cubano Juan Delgado, de 49 anos, que foi vaiado e hostilizado por médicos do Ceará, numa imagem que envergonhou o Brasil e, postada no 247, foi compartilhada por 185 mil pessoas; ao desembarcar no Brasil, foi chamado de “escravo” e se disse “impressionado” com a manifestação. “Isso não é certo, não somos escravos. Os médicos brasileiros deveriam fazer o mesmo que nós: ir aos lugares mais pobres para prestar assistência”; que sirva de lição aos médicos que agiram com selvageria em Fortaleza e também a seus detratores na mídia brasileira; Conselho Federal de Medicina ainda não condenou agressão, que descamba para xenofobia e racismo”

    Agora, vejam o que falam deste sujeito chamado Juan Delgado, na internet:

    “El coronel Juan Delgado y el regimiento . … published by Departamento de Orientación Revolucionaria del Comité Central del Partido Comunista de Cuba …”

    LINK ONDE O NOME DELE APARECE: http://openlibrary.org/publishers/Departamento_de_Orientacio%CC%81n_Revolucionaria_del_Comite%CC%81_Central_del_Partido_Comunista_de_Cuba

    Enfim, será pura coincidência ?

  7. Luciano, há um tempo atrás foi aprovada a PEC da empregadas. Literalmente transformando o chefe de uma pessoa fisica numa jurídica para dar mais direitos trabalhistas às empregadas. A esquerda apoiou em massa tal projeto, dizendo que a era da escravidão das empregadas tinha acabado.
    Não tem como a gente montar um paralelo daquele discurso com o atual?
    A esquerda, literalmente, está dizendo: escravizar empregadas não pode, escravizar cubanos, tá tranquilo.

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