E não é que as gatinhas do FEMEN eram lideradas por um homem?

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Fonte: Folha de S. Paulo

O grupo feminista Femen ficou conhecido nos últimos anos pela forma incomum de chamar a atenção para os direitos das mulheres: mostrando os seios.

Não houve topless na sessão de “Ukraine Is Not a Brothel” (“A Ucrânia não é um bordel”), documentário da australiana Kitty Green apresentado nesta quarta-feira (4), fora de competição no Festival de Veneza. Mas o barulho foi grande mesmo assim.

O primeiro longa a mostrar os bastidores do grupo formado na Ucrânia revelou que Viktor Svyatsky, tido como um simples consultor do Femen, na verdade é um dos criadores do movimento e o liderava até um ano trás.

“Eu não sabia o papel de Viktor”, conta a cineasta de 28 anos que passou 17 semanas viajando com o grupo, filmou mais de 100 protestos pela Europa e exibiu o longa pela primeira vez em Veneza acompanhada de Sasha e Inna Shevchenko, duas das mais conhecidas integrantes do Femen.

“Essa é a verdade por trás do movimento e nós queríamos contar a verdade, por isso estamos aqui”, conta Inna. “Viktor nos deu a compreensão completa do que o movimento poderia ser, mas ele não faz mais parte do grupo. Ele foi o detonador de tudo, mas agora o Femen tem mães.”

O documentário mostra o fundador do Femen como um homem agressivo e manipulador, que se recusou inicialmente a aparecer no filme de Green. “Foi bom tê-lo em nossas vidas para sabermos como os homens podem ser grandes canalhas. Mantemos Viktor em nossas memórias para ficarmos mais fortes”, diz Sasha.

GAROTAS FRACAS

Em uma das partes mais paradoxais do longa, Svyatsky explica a razão de ter sido responsável pela organização do grupo: “Essas garotas são fracas”. “Sim, é um paradoxo quando existe um homem liderando um movimento feminino”, admite Inna. “Mas o Femen não foi baseado em teorias. As mulheres começaram a se reunir e havia vários homens no nosso círculo. O problema é que ele sentiu que precisava de mais espaço, porque é um homem. E homens precisam ter o poder.”

O filme sugere que a ideia de escolher garotas bonitas para protestar de topless veio também de Svyatsky, mas as suas integrantes negam.

“Infelizmente não posso dizer que Viktor não seja real, mas o modo de protestar foi uma decisão coletiva. Éramos nós na rua gritando, não vamos esquecer isso”, rebate Sasha, sempre lembrando que o Femen agora se espalhou para 10 filiais na Europa, com sede em Paris.

“Não aguentávamos ficar mais sob seu controle. Agora temos várias líderes”, finaliza Sasha.

Meus comentários

O discurso de Sasha é inconvincente no limite do infinito. Patético e infantil. Ora, se as FEMEN tinham “várias líderes”, então poderiam superar o comando de Viktor. Mas, ao dizer que não aguentavam mais ficar sob o controle dele, estão dizendo que a liderança delas é um desastre.

É claro que as FEMEN são uma criação artificial que existe para fins unicamente políticos. Contraditórias ao extremo, usam mulheres bonitas para protestar contra a “opressão machista”.

A revelação de que no fundo elas eram apenas as Amélias de alguém do sexo oposto mais esperto que elas só ajuda a criar uma diversão sádica enquanto observamos mais contradições surgirem a cada expressão que proferem.

No fundo, acho que elas não estão nem aí. Elas recebem salário, assim como prostitutas recebem sua paga. E, como já nos revelou Alain Soral, o termo “prostituta” lançado sobre elas não é um enfeite retórico.

Viktor era um empresário, e as mulheres do FEMEN suas funcionárias. That’s business… mas os esquerdistas funcionais ainda botam fé nessa picaretagem toda. Evidentemente, o ridículo maior fica para os que levam o FEMEN a sério.

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4 COMMENTS

  1. Quando a Bruna Themis saiu do Femen Brasil, ela falou que a Sara recebia ordens não só da Ucrania, mas tb de de um homem, o Andrey Cunha, vindo de partido politico, inclusive.

  2. Falando em FEMEN, eis que é anunciada a criação da filial mexicana, que promete lutar contra a moral católica local. Já nós vamos ficar sentados esperando isso acontecer e aviso que provavelmente os mexicanos não serão tão calminhos quanto europeus ou brasileiros, pois levam o catolicismo mais a sério que tais povos. Também não me parece que o FEMEN de sombrero irá atacar, por exemplo, a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe (que o simples fato de estar em perfeitíssimo estado após quase meio milênio e ser feita de um tecido extremamente frágil e que apodrece em pouco tempo já diz muito, acrescido pelos fatos de ter escapado incólume a bombas, ácido, incêndios e outras coisas), até porque se isso ocorresse seria o mesmo que aquela malograda tentativa de pichar o Cristo Redentor no Brasil.
    Ainda sobre o grupo comandado por um homem, eis que tunisiana Amina abandonou o grupo e agora o acusa de islamofobia. Enquanto isso, nós aqui ficamos vendo o circo pegar fogo de camarote e sem precisar fazer qualquer coisa, pois ela já está sendo feita, bem naquela base do tiranossauro que salva os humanos dos velociraptores sem saber que o faz.

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