O COI e o totalitarismo politicamente correto: querem punir Isinbayeva por não apoiar o comportamento gay

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Fonte: Esporte UOL

O Comitê Olímpico Internacional considera entrar com uma ação contra a saltadora russa Yelena Isinbayeva, uma  embaixadora da Juventude Olímpica, após seus comentários sobre a nova lei ‘anti-gay’ russa.

A russa, que conquistou o ouro no Mundial de Moscou em agosto, gerou polêmica ao falar sobre a norma e sobre homossexualidade.

“Vamos considerar isso no seu devido tempo”, declarou o presidente do COI Jacques Rogge ao ser questionado sobre os comentários e o cargo de embaixadora da Juventude Olímpica da russa.

Isinbayeva foi criticada por atletas de todo o mundo ao falar, na época do Mundial de Moscou, que ser homossexual é um “problema”. “Nós nos consideramos pessoas normais, vivemos os garotos com as garotas, as garotas com os garotos. Isso vem desde sempre. Não estamos proibindo que alguém participe da competição mesmo que tenha relações fora das tradicionais”, disse, aio defender a lei.

A atleta será a apresentadora e carregará a tocha dos Jogos de Inverno, que serão disputados em Socchi, em 2014.

O presidente do COI não entrou em detalhes sobre qual tipo de ação nem quando eles agirão contra a russa, mas já declarou que não irá mais pressionar o governo russo sobre a lei.

“Recebemos garantias informais e formais (do governo russo)”, disse. “Estamos realizando os Jogos em um país que possui sua soberania. O COI não pode esperar ter influência nos assuntos de um Estado soberano. Estamos restritos em poder e ação na posição de convidados”, concluiu.

Meus comentários

O grande problema na luta contra o politicamente correto é que suas vítimas ainda não perceberam o frame correto a ser utilizado em toda essa questão.

Não há absolutamente nada de errado em alguém criticar a leitura do Corão, o casamento heterossexual, a leitura de um livro de Dawkins, o ato de assistir um show de rock, ou o comportamento gay. Todos comportamentos são passíveis de crítica, e devemos lembrar isso sempre. A partir do momento em que não podemos mais ser críticos em relação a quaisquer comportamentos, deixamos de viver em uma sociedade civil.

Se uma religião pode ser criticada, um comportamento/orientação sexual também pode.

Ao invés de ficar na defensiva, qualquer um que tenha sua liberdade de expressão tolhida deve partir para a ofensiva em termos argumentativos. Quem está errado é o censor da liberdade de expressão, e não aquele que emitiu uma opinião que alguns considerem desagradável. É por isso que a luta por uma sociedade civil depende daqueles que se rebelem contra o politicamente correto.

Temos que dizer claramente: “O mero ato do COI abrir a boca para falar em punição a Isinbayeva é uma aberração moral vinda de pessoas com uma extrema deformação de caráter”. Não passa da criação de uma nova era de trevas e ignorância, onde determinados assuntos não podem ser discutidos.

Eis a dica: não há motivo algum para você se defender quando um energúmeno quiser limitar seu direito de expressão (quando ele não está sendo usado para coagir diretamente alguém). Você está moralmente justificado a esculhambar em público quem tentar restringir esse seu direito inegociável.

É isso que Isinbayeva deveria começar a fazer.

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9 COMMENTS

  1. Dúvida:

    “Se uma religião pode ser criticada, um comportamento/orientação sexual também pode.”

    Talvez muitos esquerdistas responderão ” Essa comparação é absurda! A religião é uma escolha, e seus valores morais são criados pelos homens. Já a orientação sexual é própria da pessoa, não há escolha, ela nasce assim! Comentário homofóbico!”

    O que fazer?

    Normalmente não comento, mas sempre acompanho seus artigos! Parabéns pelo post! Abração!

    Luiz Antonio

    • Luiz,

      Na verdade, todos os comportamentos são opcionais, INDEPENDENTES da orientação ou tendência de alguém.

      Mesmo assim, também existe tendência de crer em Deus, na maioria das pessoas.

      Provavelmente o argumento do esquerdistas é que “se há tendência, não há escolha, e se não há escolha, não é mais comportamento”, o que é um absurdo lógico.

      O fato é que independente de existir uma tendência a um comportamento, todos os comportamentos podem ser criticados, e não ha um argumento para dizer que comportamentos originados de tendencias/orientações devam ser mais protegidos de crítica.

      Abs,

      LH

  2. Oi Luciano… estava pensando esses dias a possibilidade de atrair as feministas para o lado conservador(ou pelo menos as pessoas que estão no feminismo para o lado conservador) e penso que se deveria trazer uma interpretação conservadora para os problemas que as feministas tentam combater.

    Um deles seria a tal da “cultura do estupro”. Reinterpretando isso do ponto de vista conservador, a “cultura do estupro” seria a impossibilidade de carregar armas para se defender, o afastamento de homens do seu convívio, o incentivo para acabar com a coragem e vontade de proteger as mulheres já que elas deveriam ser iguais a eles e a impunidade(quantos estupradores pegam alguma pena? Se pegam a pena é pesada). Tudo isto parece estar de acordo com uma visão conservadora e poderia atrair feministas para o lado conservador.

    O que acha?

    • Entendo que essa é uma posição muito bem sustentada em termos darwinistas. Aliás, o homem tem praticamente o dobro de produção de testosterona e força física que a mulher, o que justifica a maioria de seus argumentos, não como uma lei, mas como uma ideia interessante a ser defendida.

      Abs,

      LH

  3. Chupa (isso não é bem uma ofensa para eles! ui!), Movimento Gay! Salve, Nany People:

    “A Parada Gay, depois que começou A RECEBER DINHEIRO PÚBLICO, […] virou uma micareta – todo dia no Brasil tem uma. […] eu acho que você, se instiga as pessoas a irem para a rua, a fazer coisas… tipo: “ah, a gente exige direito” – DIREITO VOCÊ NÃO EXIGE, VOCÊ CONQUISTA.”

    http://www.youtube.com/watch?v=LrKUa41T170

    A partir de 37m30s até 38m42s.

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