Eles que são esquerdistas que se entendam: Candidato de pele branca é aprovado por cotas raciais na 1ª fase do Itamaraty

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Fonte: G1

RIO – A questão racial está gerando novos atritos dentro do Ministério das Relações Exteriores. E desta vez a polêmica é no processo seletivo para o Instituto Rio Branco, que seleciona os candidatos que servirão nos quadros da diplomacia brasileira. Dentre os 10 nomes de candidatos aprovados dentro das cotas para afrodescendentes, divulgados nesta terça-feira (10), está o de Mathias de Souza Lima Abramovic. Segundo pessoas que prestaram o concurso deste ano, Mathias é branco de olhos verdes.

Para concorrer dentro das cotas, basta que o candidato se declare “afrodescendente”. Não há verificação da banca. Tampouco o edital do processo seletivo define os critérios para concorrer como afrodescendente. O benefício é válido apenas para a primeira fase, de onde somente as 100 maiores notas são classificadas para a segunda etapa. As cotas reservam um adicional de 10 vagas para afrodescendentes e outras duas para deficientes, totalizando 112 candidatos que continuarão na disputa. Nesta edição do concurso, 6.490 brigam por uma das 30 vagas disponíveis.

Morador do Rio, Mathias ficou com nota final 47.50, quase dois pontos a menos que o último candidato aprovado na livre concorrência. Em seu perfil no Facebook, há uma foto onde ele aparece com uma camisa com os dizeres “100% negro”. Na legenda da imagem, o candidato complementa: “com muito orgulho – feliz happy”. Ele já desativou sua conta na rede social.

Cássio Vinícius Coutinho Silva é negro e colega de estudos de Mathias em um cursinho preparatório no Rio. Segundo Cássio, o companheiro de aulas faltou com a ética no caso, apesar de a leitura literal do texto do edital do concurso dar margem para que ele se declare afrodescendente. Cássio também concorreu pelas cotas, mas ficou fora dos 100 aprovados. Para ele, a banca do processo seletivo deve aprimorar o conceito de afrodescendente e aplicar uma verificação do postulante:

– Somos discriminados pelo que aparentamos ser na rua, e não pelo que somos. Qualquer pode se sentir como um negro, mas no final é a cor da pele que conta. Ele não era alvo do programa, que é para vítimas de preconceito. Se esse incidente for ignorado, pode abrir precedentes para os outros anos – afirmou.

Mathias é médico com CRM ativo. Em 2011, ele também chegou a ser aprovado na primeira fase do concurso, mas à época ainda não havia o benefício das cotas previsto no edital. Segundo Cássio Vinícius, Mathias comentava com colegas que se sentia de fato negro, apesar de uma carteira o identificar como pardo.

O GLOBO entrou em contato com Mathias, mas ele preferiu não dar entrevistas, alegando que ele deveria se concentrar nos estudos neste momento. A reportagem também acionou o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (CESPE/UnB), responsável por organizar o processo seletivo para o Instituto Rio Branco, mas ainda não obteve resposta.

De acordo com um dos candidatos que também estudou com Mathias e preferiu não se identificar para não sofrer eventuais retaliações no concurso, o caso só enfraquece políticas afirmativas que o Itaramaty tenta empregar na última década. Ele lembrou ainda que, como a afrodescendência é autodeclaratória no processo seletivo, o benefício pode ser utilizado por candidatos de má-fé:

– Esse tipo de postura não apenas causa prejuízos à admissão de candidatos efetivamente afrodescendentes, como, também, pode deslegitimar uma política pública séria e efetiva – afirmou o candidato.

Meus comentários

O mais divertido é o comentário de um tal Cassio Vinícius, que disse: “Qualquer pode se sentir como um negro, mas no final é a cor da pele que conta.”

Mas a esquerda diz exatamente o oposto. Nas reclamações de travestis masculinos pedindo para usar os banheiros das mulheres, eles dizem que o que conta é a sensação de alguém sobre si próprio, e não sua condição exterior.

Assim, se alguém se sentir mulher (mesmo sendo homem), deverá ser considerado uma mulher. Pela mesma lógica, se alguém se sentir negro, mesmo sendo branco, deverá ser considerado um negro.

De novo, não fui eu que criei essas regras novas de lógica da era do politicamente correto, e sim os esquerdistas. Eles que são esquerdistas que se entendam.

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18 COMMENTS

  1. Luciano, só para complementar esse assunto, você leu este texto do Klauber Pires falando sobre as tentativas de se reduzir a mortalidade entre os jovens “negros” (sempre lembrando aqui que tal termo, em contexto marxista-humanista-neoateísta brasileiro, significa pegar um monte de gente miscigenada, categoria “pardo” do IBGE, e somá-la às pessoas da categoria “preto” do Censo)? Sempre lembro que a malandragem estatística em questão fez com que a região Norte subitamente se tornasse a região onde mais se mata negros no país, sendo que por lá a maioria da população é mestiça de branco e índio e é muito provável que o assassino também seja mestiço de branco e índio.

  2. Recomendações aos vestibulandos não-negros
    1) Se você deixar de ingressar na universidade mesmo tendo média superior a de um ingressante cotista, busque na justiça o direito de ingresso.
    A Declaração Universal dos Direitos Humanos está a seu favor:

    DUDH – Artigo 26°

    1. Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional dever ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.

    A Constituição da República Federativa do Brasil está a seu favor:

    Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:

    II – prevalência dos direitos humanos;

    VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;

    Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    XLII – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;

    E os antecedentes históricos também estão a seu favor: A Suprema Corte dos EUA, de onde foi importada esta idéia esdrúxula, já declarou que nos EUA o sistema de cotas é inconstitucional e constitui prática racista.

    2) Busque uma liminar para ingressar e começar o curso, não um mandado de segurança, pois este serve para “garantir direito líquido e certo” e como a questão ainda não está juridicamente definida seu mandado de segurança tem muita chance de ser indeferido.

    3) Se você perder, no próximo vestibular declare-se negro. Autodeclaração é o critério aprovado, e quem questionar sua autodeclaração terá que provar que você não é negro segundo algum critério científico aceitável em um tribunal – o que desnudará o conteúdo racista das políticas de cotas.

    • Este rapaz ainda pode meter um processo se o ingresso dele for negado se alguma comissão for formada para declará-lo como não negro, isto é tribunal de exceção, o que é vedado pela constituição, além disto isto configura racismo.
      Já pensaram que lindo seria um branco processando uma comissão formada por esquerdistas por racismo?
      Mas muito provavelmente como o sistema jurídico brasileiro não tem mais pé e nem cabeça, este direito dele será negado.

  3. Muito bom!

    Eu já tinha tido essa ideia, mas ainda não executei

    É uma excelente maneira de bagunçar essa palhaçada de sistemas de cotas: todo mundo se declarar negro

  4. É legal como esse caso deixa claro como dia o preconceito das cotas: discutiram se, mesmo sendo 100% branco, o aluno era afrodescendente ou não, pra ter acesso às vagas. Em outras palavras, descendente de africano, para eles, é burro/incapaz, não importando suas condições financeiras, histórico, lugares onde estudou, etc.

  5. “Assim, se alguém se sentir mulher (mesmo sendo homem), deverá ser considerado uma mulher. Pela mesma lógica, se alguém se sentir negro, mesmo sendo branco, deverá ser considerado um negro.”
    Luciano, essa lógica esquerdista é muito bem expressa pelo Grouxo Marx: “Afinal, você vai acreditar em mim ou nos seus próprios olhos?” 😀

  6. Não vi graça nenhuma nesta história.

    Se esse rapaz tivesse cartinha do partido, essa história não seria divulgada nem publicada.
    Como ganhou manchetes, ela significa que de agora em diante os direitos legalizados serão fornecidos somente para quem o estado decidir que merece, isto é, os privilégios sempre foram privilégios. “Direitos” é slogan de campanha eleitoral – grata David em http://frontpagemag.com/2013/david-horowitz/fight-fire-with-fire/.

    Vivemos já o tempo da piedosa ameaça totalitária – o divisor das águas: conosco ou contra nós.

    E grata a você, Luciano, que conseguiu de uma vez por todas me fazer entender que vivemos uma guerra, e preciso definir minha posição para minimamente sobreviver enquanto AINDA há tempo. Espero que outros – bem graúdo$ – também percebam para garantirmos espaço público.

    Senão, se continuar nessa balada, logo, logo, veremos o “paredón” comunista. Note que a Rede Globo já capitulou.

  7. Er… Julgar alguém pela cor da pele não era considerado racismo? Se a cota é por cor da pele, então o governo federal é racista. Acho que vou me divertir muito com essa. 😀 😀 😀

  8. Isso era obvio que aconteceria. Cada vez mais apareceram malandros querendo se aproveitar da lei estúpida. Essa questao sera facilmente resolvida por nossos burrocratas. Depois de anunciarem leis com os direitos virão mais leis com os deveres dos negros. Hehehe. Ja pensaram a cartilha dos deveres dos gays?

  9. A UNB é um celeiro de protonazistas. Há alguns anos atrás, segundo a VEJA, ela meteu os pés pelas mãos ao declarar como afrodescendente um candidato, mas negou a seu irmão a cota, por considerá-lo branco. Eles eram gêmeos.

    Metaforicamente falando, ali também se queimam livros. Durante um debate, uma professora anti cotista foi impedida de falar, e os demais, favoráveis, lidaram com ela com condescendência, assim como tivessem ganhado o debate, que não houve.

    Imagino o tipo de livre pensadores, intelectuais, e profissionais que devem estar se formando por ali.

  10. Luciano, o pessoal do Nação Mestiça acaba de jogar duas bombas no colo dos marxistas-humanistas-neoateístas no poder:

    1) Aqui, estão desancando legal a antropóloga Maria Eunice de Souza Maciel por ela dizer que os gaúchos são filhos do estupro de índias missioneiras, conforme ela declarou em matéria do G1. Logo, ela está dizendo que uma significativa parte dos gaúchos teria de sentir vergonha de ser mestiça, mesmo que seus ancestrais de etnias diferentes tenham feito sexo de maneira consentida. Observe-se o quanto que ela quer associar mestiçagem a estupro e o quanto que essa é uma tática típica de MHNs quando querem dividir uma população. Fazem questão de introjetar na mente das pessoas a ideia de que a miscigenação brasileira seria análoga a episódios como o das escravas sexuais coreanas na Segunda Guerra Mundial ou, mais recentemente, o uso de estupro como arma de guerra nos Bálcãs;

    2) O deputado Edson Santos (PT-RJ) quer que se excluam das cotas aqueles mestiços que tiveram aparência branca, conforme se pode ver em matéria d’O Globo. Logo, ele acaba caindo em algo muitíssimo parecido àqueles estudos nazistas para determinar se alguém é judeu pelas proporções do corpo. Outra semelhança com o nazismo: querer escancarar a árvore genealógica de Mathias Abramovic para ver se ele de fato tem algum ancestral negro (com direito ao deputado dizendo que não vale a pessoa achar um ancestral que tenha vindo no século XVI), o que lembra muito o que ocorreu na Alemanha nazista com os Mischlinge (pessoas de ancestralidade parcialmente judia), em que alguns chegaram a ser soldados de Hitler e outros, enviados para os campos de concentração conforme obviamente o grau de adesismo ou contestação ao regime em questão.
    Diz Edson Santos que tem de prevalecer o critério da aparência e da cor para as cotas. E aqui caímos na questão de o que seria aparência de negro, pois há na África subsaariana tanto gente com lábios grossos, narizes mais largos do que compridos e rostos arredondados (quenianos, bantos, zulus e outros) como aqueles com rostos angulosos, narizes mais compridos do que largos e lábios finos (etíopes, por exemplo). Sobre cor, cairíamos naquela história sobre a partir de que ponto da escala cromática a pessoa seria cotizável. Imaginemos que alguém de ancestralidade 100% africana, mas com feições puxando para o etíope e em seu DNA possuindo um gene de albinismo não expresso (uma vez que condição recessiva) casa-se com alguém de ancestralidade 100% caucasiana e dessa união nasça uma criança mulata que herda o gene de albinismo do lado africano, mas herda um gene dominante de produção de melanina do lado europeu. Em tese, essa pessoa mulata terá a cor de pele europeia e traços que não são os de um africano que se assemelhe a um banto, o que a tornaria inelegível para as tais cotas segundo Edson Santos.

    Obviamente que o tal critério de cotas à Edson Santos também tornaria inelegíveis outros tantos mestiços de ancestralidade africana por simplesmente não se parecerem tanto assim com negros (e quantos são os brasileiros que são visivelmente mestiços mas sua aparência fica exatamente no meio do caminho, a ponto de os chamarmos de “morenos”?). Logo, como se pode observar, a trollagem do Mathias em relação ao Itamaraty (que em seu edital não estabeleceu nada além da autodeclaração para que alguém se beneficiasse com cotas) chegou a este nível.

  11. você deixar de entrar em um concurso público por conta da cor da sua pele é racismo puro, a criação de tribunais raciais é o cúmulo do racismo, essa lei é abjeta, mesmo no caso de que se defenda a redução do Estado, não se pode compactuar com essa lei, inconstitucional, não importa quantas vezes o STF diga o contrário.

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