Acusados de estupro coletivo na Índia são condenados à morte. Não comemorem ainda, pois há um frame perigoso lançado aí.

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Fonte: Opera Mundi

O juiz Yogesh Khanna sentenciou à pena de morte nesta sexta-feira (13/09) os quatro acusados pelo caso do estupro coletivo seguido do assassinato de uma jovem estudante em dezembro do ano passado e que comoveu o país. Khanna justificou a condenação ao afirmar que o estupro seguido de morte é um “caso extraordinário entre os extraordinários”, classificação usada na Índia para crimes bárbaros e traição nacional.

“Este caso exige um castigo exemplar com a morte. Nestes tempos em que os crimes contra as mulheres estão aumentando, os tribunais não podem fechar os olhos”, disse Khanna. O juiz acrescentou que o estupro “comoveu a consciência coletiva” do país. Após escutar a sentença, um dos acusados, o monitor escolar Vinay Sharma, começou a chorar, enquanto muitos dos presentes na sala aplaudiam.

O advogado de Sharma e de outro dos condenados gritou ao juiz que a decisão “não é a vitória da verdade mas a derrota da justiça”. Um forte esquema de segurança foi montado em torno do tribunal, onde se reuniram dezenas de pessoas. A corte já tinha declarado na terça-feira (10) os quatro acusados culpados de 13 crimes, entre eles estupro e assassinato.

Na quarta-feira, a promotoria pediu a pena capital para os acusados, enquanto a defesa defendeu a prisão perpétua. A vítima, uma estudante de fisioterapia de 23 anos, foi estuprada e torturada em Nova Dhéli por seis homens em um ônibus quando voltava para casa do cinema. A jovem morreu 13 dias depois em um hospital de Cingapura

Dos outros dois acusados pelo caso, um era menor de idade quando ocorreram os fatos e foi condenado a três anos de reclusão em uma casa correcional. E o sexto envolvido e suposto líder do grupo se suicidou em março na prisão, segundo a versão oficial.

O crime provocou uma onda de protestos no país e gerou um profundo debate sobre e violência que as mulheres sofrem na Índia.

Desde o ocorrido, há nove meses, a Índia vive um estado de tensão pelas contínuas acusações de agressões sexuais divulgadas pela imprensa local e internacional.

Meus comentários

Antes de tudo, eu acho que o crime de estupro é abjeto, e deveria ser punido com a morte. Eu não diria todo e qualquer crime de estupro, mas sim aquele no qual existe violência física. Os novos “estupros”, como fazer sexo com uma mulher bêbada (enquanto o cara também pode estar bêbado), não se encaixam nessa categoria de crimes violentos.

Enfim, os crimes violentos contra pessoas indefesas devem ser intoleráveis, e passíveis de punição com a pena de morte, em minha opinião. Sob esta ótica, eu teria motivos para comemorar a decisão da justiça indiana, certo? Nem tanto.

Infelizmente, o crime tem sido tratado, até pelo juiz que proferiu a sentença, como uma mensagem “das mulheres contra a violência opressora dos homens”. E aí a porca torce o rabo.

Neste caso, enquanto comemoramos a sentença, podemos às vezes estar reforçando um frame perigosíssimo: “As mulheres merecem mais defesa da justiça do que os homens, no caso dos criminosos não serem mulheres”. Este frame deveria ser substituído por: “Homens e mulheres devem receber tratamento igual pela justiça, e os criminosos que atentarem contra cidadãos honestos de ambos os sexos também”. Tudo isso com a defesa de que as penas para crimes violentos devem ser muito mais severas do que são hoje, pois vivemos em uma cultura de apologia e tolerância ao crime, por causa do pensamento de esquerda.

Ressalto também que acho uma boa prática em nossa sociedade mantermos o instinto de proteger nossas crianças  ou mulheres primeiro dos perigos da vida, mas não podemos tolerar que as mulheres tenham maior direito à proteção da justiça do que os homens. Uma coisa é nosso instinto em relação aos nossos protegidos, outra coisa é a ação da justiça que poderá ser usada como instrumento de uma simulação de guerra de classes.

Podemos sugerir que crimes de terrorismo com base em violência física (o que é diferente de terrorismo intelectual ou terrorismo psicológico) sejam passíveis de pena de morte, e, nessa categoria, incluir tanto estupros com morte quanto latrocínios. Independente do fato da vítima ser homem ou mulher.

Não sei por que, mas suspeito que a esquerda histérica vai dizer que este post defende a violência contra a mulher, enquanto na verdade defende que criminosos praticantes de estupro violento sejam condenados à morte. Contagem regressiva para as acusações histéricas: 5, 4, 3, 2…

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6 COMMENTS

  1. Essa tática, “tudo para as mulheres, abaixo os homens”, já foi usada pelo partido comunista romeno na década de 60. Basicamente o governo compra as mulheres com benefícios e proteção. Mas os homens em geral não aceitam serem tratados dessa maneira, então devem ser prejudicados por qualquer meio possível e mantidos isolados uns dos outros para que não sejam um grupo com voz ativa na sociedade.

    Na Espanha, sob o governo de Zapatero, as mulheres passaram a receber benefícios e cargos públicos caso denunciassem casos de violência doméstica masculina, o que levou ao encarceramento de mais de cem mil homens comprovadamente inocentes – sem qualquer ramificação negativa para as acusadoras – bem como a um aumento massivo no número de divórcios. Agora a Índia sanciona pena de morte para estupradores, enquanto tenta implementar as mesmas leis de auxílio financeiro e oferta de emprego público à mulheres vítimas de violência masculina.

    Aos indianos, talvez seja hora de considerar asilo político em algum país vizinho.

  2. Luciano, uma coisa que fico aqui pensando: como evitar que uma conquista justa se torne aquele primeiro degrau para que os marxistas-humanistas-neoateístas comecem a pleitear outras coisas alegando que se não se está sendo justo do jeito que está ou que aquela conquista anterior foi apenas uma pequena conquista das muitas necessárias para que se faça o que seria a verdadeira justiça e que estaria em um ponto vago no futuro? Pergunto isso baseado naquela história das conquistas gradativas que os MHNs praticaram durante todo o século passado e praticam neste e que começaram com o uso de coisas que o senso comum geral considera como justas (aqui pode ser a condenação aos estupradores, mas também poderia ser o respeito a pessoas independentemente de etnia, sexo, sexualidade, origem, religião ou classe social) como navio quebra-gelo para os absurdos que vemos (ampliação do significado legal de estupro para que se puna um homem por simplesmente olhar para a bunda de uma mulher, dizer que 200 homicídios anuais de homossexuais em um país de milhões como o Brasil seriam prova de genocídio por orientação sexual, cotas, fúria contra crucifixos em repartições e transformação de estado laico em neoateu, dizer que alguém é rico por simplesmente ter um carro qualquer ou uma casa melhor conquistada com o suor do rosto, arrocho tributário etc.).

    PS: O Opera Mundi pode ser enquadrado entre os que distorceram legal a história do estupro coletivo. Veja que eles escolheram uma foto que praticamente só tem mulheres, foto essa tirada de um ângulo próximo, sendo que quando olhamos as manifestações, elas tiveram um monte de homens indignados com o ocorrido.

    • Aí que está… Precisamos conhecer muito a estratégia do pé na porta, que vai pedindo aos poucos algo, para depois lançar pedidos mais ousados. Ao mesmo tempo, vamos notando que nesses outros pedidos, eles vão cometer um sem número de fraudes intelectuais. É aí que devemos ridicularizá-los por isso, e apontar as fraudes, as contradições lógicas e a imoralidade do que eles proferem. Eu não vejo outra alternativa dentro do jogo político que não essa.

      Abs,

      LH

  3. Uma pena alternativa a de morte neste caso de estupro com violência física e comprovação poderia ser a castração e com Penectomia.

    Mas temos que ter punições tão severas quanto ocorrer falso testemunho contra outra pessoa. Se uma acusação levaria o réu a pena de morte, em caso de falso testemunho comprovado, deverá o(a) acusador(a) ter a mesma pena aplicada a ela. Hoje o que vemos é que não há qualquer punição pelo falso testemunho e há vários casos deste tipo.

  4. Luciano, Tem certas coisas que você escreve que é impossível não elogiar a sua sagacidade, a percepção da manipulação da realidade por parte de alguns grupos , não preciso puxar seu saco e nem você precisa disso, mas te acompanho porque com você aprendo muito! mesmo sabendo que as vezes você exagera, mas o bom da diversidade de opiniões é isso!!

  5. Ué, mas o Karl Marx não escreveu que as mulheres também deveriam ser “coletivizadas”, e se algumas se recusam?

    Esse movimento que tende a opor a propriedade coletivizada à propriedade privada se exprime de uma forma completamente animal quando contrapõe o casamento (que é, evidentemente, uma forma de propriedade privada exclusiva) à coletivização das mulheres: quando a mulher torna-se uma propriedade coletiva e abjeta. Pode-se dizer que essa idéia da coletivização das mulheres contém o segredo dessa forma de comunismo ainda grosseiro e desprovido de espírito. Assim como a mulher deve abandonar o casamento em prol da prostituição geral, o mesmo deve acontecer com o mundo da riqueza, o qual deve abandonar sua relação de casamento exclusivo com a propriedade privada para abraçar uma nova relação de prostituição geral com a coletividade.”

    Quero ver o verdadeiro samba que um marxista tem que dançar pra explicar isso aí e condenar o ocorrido a Índia.

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