Como os cristãos podem reagir e obter resultados na tentativa de reverter o genocídio cultural imposto pelo movimento gay contra eles

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Este tipo de pergunta me foi feita em boa quantidade depois da trilogia de textos onde falo do genocídio cultural contra cristãos, potencializado pela tática de desumanização. O “mote” foi não só o beijo gay de duas lésbicas militantes LGBT em um culto público no qual estava Marco Feliciano, como especialmente a campanha de desumanização que eu avisei que ocorreria desde o primeiro texto.

Eis os textos, na ordem em que eles foram publicados:

Por isso, posso dizer que este é o quarto post de uma “série” sobre o genocídio cultural cristão no Brasil e como o movimento gay tem sido usado em uma campanha de desumanização de cristãos nessa estratégia.

Realmente o cenário é desolador, principalmente quando notamos que de um lado a esquerda domina a arte do jogo político, enquanto do outro a direita muitas vezes nem sabe que está jogando.

A meu ver, a coisa começa pelo entendimento de como é o jogo. Aqui estão os principais jogos jogados pela esquerda. Recomendo também a seção Propaganda, com as principais técnicas de propaganda utilizadas no jogo. Da seção Séries, é indispensável a leitura de “A Arte da Guerra Política”, de David Horowitz, e o ensaio “Um Raio X das Regras Para Radicais de Saul Alinsky”. O primeiro é uma tradução da obra de Horowitz e o segundo foi escrito por mim, com base no livro “Rules for Radicals”, de Saul Alinsky. Um vídeo de 100 minutos de Silvio Medeiros é um complemento essencial para o entendimento do material de Alinsky.

Essa é uma bibliografia básica, com leituras rápidas, que o ajudarão a entender as regras do jogo, e exatamente o que está ocorrendo no cenário atual. Sem esse entendimento, não há chance alguma de resultado, e qualquer ação resultará em pontuação para o inimigo.

Um ponto adicional em guerra política é: o grande diferencial na guerra política, para um dos lados, é saber as regras do jogo enquanto seu adversário nem sequer tem noção de que existe um jogo ocorrendo. Quando um dos lados está neste estágio, a vitória é garantida. Basicamente, é o que Sun Tzu já tinha nos avisado há muito tempo atrás: “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.” Assim, não é difícil entender por que a esquerda ganha praticamente todas as batalhas de que participa.

Agora, você vai entender por que recomendo com tanta ênfase que você conheça os livros de Horowitz e de Alinsky.

Um amigo sugeriu que os evangélicos levassem um casal heterossexual para se beijar em um evento da Parada Gay. O problema é que essa tática seria desastrosa, e segundo o material de Saul Alinsky (que funciona, diga-se, de passagem), até contraproducente. Alinsky recomenda, dentre outras regras para seleção de táticas, duas que são especialmente importantes neste caso: “Sempre que possível vá além da experiência do inimigo” e “Escolha táticas que seu grupo gosta”. Que eu saiba, evangélicos preocupam-se com sua reputação, enquanto esquerdistas militantes geralmente agem como se não tivessem nada a perder. Em outras palavras, enquanto militantes gays gostam de fazer papel indigno em público, conservadores cristãos odeiam. Além do mais, os militantes gays não se incomodam nem sequer com a prática de sexo heterossexual em público, como se incomodariam com um beijo? São os evangélicos que se incomodam com atos que consideram lascivos em seus cultos. Portanto, quando as duas lésbicas se beijaram em um culto gay, foram além da experiência do inimigo (pois não é algo que os evangélicos achem comum em seus cultos ou estão preparados para enfrentarem), mas se casais de conservadores cristãos forem praticar o beijo heterossexual na Parada Gay não estarão indo além da experiência do inimigo.

Em resumo, jogar o jogo da guerra política não significa copiar exatamente o que o outro lado faz, especialmente por que cada um dos lados pode ter expectativas, experiências, aptidões e valores diferentes. Quando Alinsky nos diz para “escolher táticas que nosso grupo gosta” é disso que ele está falando. Portanto, quando você for selecionar ações na guerra política, recomendo usar os princípios de Alinsky, e, se lembrarmos que dentre eles está o princípio dizendo para nós “escolhermos táticas que nosso grupo gosta”, isso significa que não precisamos nos tornar monstros para combatermos monstros. Mas se aquele que se defronta com monstros não os combate, será esmagado.

Se o beijo gay em um culto é uma ação na guerra política, as ações mais importantes para a esquerda surgirão no aproveitamento posterior do evento para realização de campanhas de demonização e desumanização do oponente. Novamente, isso já estava previsto por mim desde que li a notícia pela primeira vez. E foi por isso que consegui prever todo um texto do jornal o Globo, do dia seguinte, que foi peça fundamental na propaganda gayzista. Novamente ao aplicarmos a regra de Alinsky dizendo que “devemos escolher táticas que nosso grupo gosta”, junto com um outro princípio alinskyano (“nunca sairmos fora de nossas experiência”), devemos saber que campanhas de demonização e desumanização com base em difamação não são o expertise da direita. Seja esta pessoa um liberal ateu ou um conservador cristão (ou conservador ateu, tanto faz), não há o gosto por difamar o oponente e mentir sobre ele com intuito de causar genocídio cultural. Já do lado da esquerda, chegamos a encontrar pessoas que adoram genocídios.

O que fazer neste caso? Simples. Ao invés de praticar as mesmas mentiras do oponente, basta denunciar as mentiras que ele pratica. Assim, o ato de uma mentira, que gera o capital político para o esquerdista, deve ser retaliado com um desmascaramento, que geraria o capital político em retorno para quem está na direita. Um exemplo está no ótimo post de Reinaldo Azevedo sobre como a BESTA (Blogosfera Estatal) utiliza recursos moralmente abjetos para atacar seus adversários. O título é: Rede suja a serviço dos mensaleiros demoniza atrizes que ousam protestar contra resultado do julgamento. Veja uma parte importante:

Alguém viu algo semelhante acontecer com Tata Amaral, que obteve benefícios da Lei Rouanet para fazer um filme sobre a venturosa vida de José Dirceu? Alguém viu manifestação parecida contra atores e atrizes que já declararam seu apoio ao patriota? Pode ter havido uma coisinha aqui e outra ali, mas não com essa violência. E ATENÇÃO! NÃO DEFENDO ESSE TIPO DE PRÁTICA CANALHA CONTRA NINGUÉM. NEM CONTRA QUEM DETESTO.

Trata-se de uma óbvia e clara campanha de intimidação, a mesma que essa gente promove contra a imprensa independente, contra os juízes independentes, contra os políticos independentes. O que se quer é passar uma mensagem: “Não ousem se opor a nós que acabamos com a reputação de vocês! Não ousem se opor a nós ou serão todos desmoralizados. Não ousem se opor a nós, ou jogamos vocês na boca do sapo”.

Deixo aqui registrado o meu post a título de protesto e solidariedade. Espero que as cinco atrizes continuem orgulhosas de seu gesto. Espero que as cinco atrizes saibam que feio, feio mesmo!, é se solidarizar com larápios e ladrões, usando, para isso, o dinheiro público. Ademais, sabemos que existe uma verdadeira Al Qaeda eletrônica encarregada de praticar terrorismo na rede contra aqueles que são considerados “adversários”.

Isto é, Reinaldo não precisou se rebaixar ao mesmo nível que seus inimigos, mas não podia deixar o ataque barato. Desta forma, um ato de difamação torpe da esquerda, tem que ser retaliado pela direita com um ato de esclarecimento público de como esse ato de difamação é torpe. Uma mentira tem que ser retaliada com um desmascaramento.

Aqui, precisamos retornar a Horowitz, que nos ensina que a letargia significa a vitória de seu oponente. Não espere que ele vá desistir se você disser “Isso é sujo demais para mim, me recuso a participar”. Pelo contrário, pois aí é que ele vai aproveitar para utilizar todas as suas forças em prol de liquidá-lo. Essa é a lei do menor esforço. Os primeiros a serem destruídos são os que não tem potencial de reação. Os mais combativos são deixados para depois, pois é preciso de mais esforço para destrui-los.

Um dos princípios da guerra política para Horowitz é que “o agressor geralmente prevalece”, por isso o controle de frame deve ser uma arte a ser aprendida.

Um exemplo disto é quando o gayzista diz “Como os evangélicos são preconceituosos por não tolerarem um beijo em seu culto” e o evangélico responde dizendo: “Não, não é bem assim, pois em nossos cultos nem um beijo heterossexual seria tolerado”. Seu oponente terá vencido se você fizer isso. Uma resposta mantendo-se na ofensiva seria: “Como podem os gayzistas ser tão amorais a ponto de determinar o que os evangélicos devem aceitar ou não?! Em nossos cultos não toleramos nenhuma manifestação erótica, mas, mesmo se achássemos mais impertinente a manifestação erótica gay, ainda assim movimento gay não tem moral alguma para dizer o que nós devemos ou não tolerar em nossos cultos”.

Outro exemplo é quando o gayzista diz “Mas no passado os evangélicos chutaram uma santa na TV”. Ingenuamente muitos respondem: “É, verdade, isso foi feito no passado, mas não podemos generalizar para todos os religiosos. Não é bem assim, e bla bla bla…”. Horowitz não perdoaria um deslize desses e te diria: quem fica na defensiva está perdendo. Eis o que deve ser dito: “Mais uma vez a amoralidade do gayzista aparece, com uma ausência de senso de proporções. Eles querem comparar a invasão que fizeram de um local de culto, com o ato de um pastor feito em uma TV muito longe de qualquer culto? Pessoas assim decididamente são perigosas por falta de senso de proporções, incapazes de julgar valores em nossa realidade”.

Para cada ataque do outro lado (e perceba que o outro lado só ataca, pois sabe jogar a guerra política), deve surgir um novo ataque do lado oposto. Ou é isso, ou então devemos reconhecer para o público do nosso lado coisas como: “É, realmente nos acovardamos na guerra política, e deixamos o campo para o inimigo. Nos desculpem por nossa eterna omissão!”.

Esse desmascaramento deve ser contínuo e surgir em quantidade colossal. Deve se tornar praticamente um esporte. Lembre-se de que não há alegação política grátis. Se surge um ataque do outro lado, e este ataque não for revidado em quantidade suficiente, seu inimigo coletará o resultado. Logo, não há alegação política grátis. Se você não cobrar o preço de seu inimigo, não há problema: você paga este preço.

Vamos então às lições de casa, para quem quiser atuar na guerra política em específico para tentar reverter o genocídio cultural cristão que está em curso no Brasil:

  1. Ler o livro “A Arte da Guerra Política”, de David Horowitz, que está traduzido na seção Séries (recomendo, para melhor apreensão do conteúdo, a palestra de Silvio Medeiros sobre o livro)
  2. Ler o ensaio “Um Raio X das regras para radicais de Saul Alinsky”, escrito por mim, naturalmente (como quase todo o conteúdo deste blog – risos), que também está na seção Séries
  3. Ler a seção Propaganda, além de Jogos Esquerdistas. Mesmo que ainda existam verbetes a serem adicionados nas duas, há coisas interessantes por lá.
  4. Faça uma busca neste blog por textos sobre frames e controle de frame. Quanto mais ler sobre este assunto, melhor.
  5. Conscientize a maior quantidade de pessoas do seu lado a respeito dessas regras, técnicas e do que realmente está ocorrendo em termos de guerra política no Brasil.

Após isso, você estará mais preparado para atuar na guerra política, e qualquer um pode atuar. Basta você ter uma conta de YouTube ou Facebook, ou mesmo apenas goste de postar em sites na Internet. Esses são exemplos de contextos nos quais você poderá atuar politicamente nesta questão. Seja escrevendo um post de Facebook, um comentário em uma notícia do Terra ou do UOL, ou mesmo editando um blog no WordPress ou vídeo no YouTube, todas estas são possíveis formas de atuação. Você não precisa se tornar um militante profissional, desses que se tornam assalariados da CUT, para agir politicamente. Basta ter vontade e consciência da importância de sua atuação.

Mais um alerta: não pule etapas. Leia o material indicado, absorva o conteúdo e tenha a noção de que seu inimigo já tem noção de que está dentro do jogo. Pode até ser que alguns militantes zumbis da esquerda não tenham essa noção, mas os líderes deles já sabem que há uma estratégia em curso, e eles sabem do que estão falando.

Recentemente, um amigo me comentou, sobre um neo-ateu: “Mas como ele é burro ao dizer isso!”. No que eu repliquei: “Não, ele não é burro, ele é amoral ao mentir desse jeito. Ele é um psicopata até esperto demais! Você é que está comendo poeira.”. Temos que fugir da ideia de que a luta é contra adolescentes imberbes que estão “só de zuera” na Internet. A coisa é muito mais séria que isso.

Eu sei que este breve intróito a respeito de como agir na guerra política é insuficiente, por isso quebrarei minha promessa: falei que este seria o último post da série. Não, não vai. Farei outros dois, sendo um para desvelar as principais fraudes intelectuais que eles tem publicado na Internet para implantar a demonização e desumanização de cristãos, e o outro com alguns frames para que você os utilize em sua participação política nesta questão específica.

Ambos os posts devem aparecer neste fim de semana. Mas, por enquanto, já há um material de leitura para aqueles que ainda não o conhecem.

Abaixo um vídeo interessante como complemento ao tema:

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27 COMMENTS

  1. Se os “direitos devem ser iguais”, então quem acha que todos tem o direito de escarnecer os religiosos tem que achar que, todos tem, também, o direito de escarnecer os homossexuais. Quem acha que essa proposição é falsa, não sabe raciocinar logicamente.

  2. Muito bons os textos dessa sua série, pretendo ler também esses manuais que vc postou;
    Continue o bom trabalho que o outro lado parece incansável!
    Outra coisa, coloca teu facebook ae pra nós acompanharmos, talvez assim possamos aprender, pela prática, uma coisa ou outra sobre atuação virtual.
    abraço

  3. Estamos a direita do PSDB. Acreditamos na liberdade de gays se manifestarem em seus próprios eventos privados, MAS, se o local é um evento privado comandado por um outro grupo, E possui seu próprio código interno – Os indivíduos que foram até lá, MESMO que tenham sido pagantes, E que quebraram a conduta acordada no devido local, DEVEM sofrer todas as sanções predispostas inicialmente. O mínimo de se esperar, é que sejam removidos pelos seguranças do local.
    Para melhor funcionalidade, isso tudo deveria de ser comunicado no ingresso de compra do evento, que o ingressante ao evento CONCORDA CONTRATUALMENTE com as regras ali propostas, e que sofrerá as sanções, como por exemplo, multa de 50 salários mínimos se violar as regras.
    Isso evitaria problemas de gays em eventos evangélicos, e evangélicos em eventos de gays.
    Aliás, a idéia de liberar espaço “público” para eventos privados, como paradas gay e marchas para Jesus, é ridícula. O centro da cidade é dos comerciantes, e não da população da cidade.
    Se alguma ONG deseja fazer seus eventos, então que alugue local para o mesmo.
    E se é necessário uma rodovia ou estrada para fazer uma demonstração, então que os demonstrantes paguem o aluguel ao devido dono da via, que deve de ser cobrado por hora pela obstrução da mesma.
    E se as ONGs não tiverem dinheiro para tal, então que não façam evento nenhum.
    A população não tem culpa se “os príncipes municipais” assinam toda sorte de evento bizarro para agradar seus partidos.

  4. Dez coisas que gayzistas deveriam saber sobre a homossexualidade e temas correlatos (antes de saírem falando bobagens por aí):

    I) A condição da homossexualidade, sobre cuja natureza pouco se sabe (já que o tema tornou-se algo sacrossanto, de modo que sobre ele não mais se pode falar), pulula no terreno dos comportamentos e práticas sexuais e, por isso mesmo, da intimidade dos indivíduos; nessa condição, não pode ser objeto de política pública! Imagine se fôssemos propor políticas para os “punheteiros”, para os adeptos do “fio-terra”, para os que gostam de “apanhar na cara”, para os amantes do “papai e mamãe”? Não faz o mais mínimo sentido;

    II) Alegar que homossexuais, pelo simples fato de serem homossexuais, têm “menos direitos” que os não homossexuais demonstra, além de uma completa falta de compreensão da principiologia do Direito, uma total desatenção com o tema tratado. Em que difere, em termos de direitos civis, um homem que goste de mulheres loiras de outro que prefira morenas? No mesmo viés, qual a diferença jurídica entre um heterossexual e um homossexual? Absolutamente nenhuma;

    III) Propor leis penais que melhor protejam homossexuais em detrimento de heterossexuais é um afronta ao princípio da isonomia (por acaso uma agressão física, por exemplo, torna-se mais grave em si mesma se infligida a um homossexual?);

    IV) À luz do Direito (não me refiro à maçaroca que a prática jurídica brasileira se tornou) homossexuais podem casar-se. Um homem e uma mulher que queiram casar-se terão resguardado esse direito, independentemente da orientação sexual de cada um. A noção mesma de casamento, do ponto de vista antropossociológico, diz respeito ao instituto civil tradicionalmente utilizado para a manutenção ordeira da espécie, o que implica a proteção dos direitos transferíveis à prole, tais como, por exemplo, o de propriedade; tem, portanto, fundamentação eminentemente biológica. Qualquer tipo de união fundamentada em afeto, sexo ou no conjunto dos dois, mas cuja finalidade primeira, ao menos em tese, não seja a de preservação da espécie, não pode ser, por definição, chamada de casamento. Casamento entre pessoas do mesmo sexo, portanto, é algo conceitualmente impossível, já que a razão de ser do instituto do casamento é a proteção da prole e seus direitos. A prova disso é que a manutenção de relações interpessoais, tais como a amizade, que não envolvem a tutela de direitos que se estendem às gerações seguintes, não precisam ser juridicamente tuteladas;

    V) O casamento pressupõe três condições: espécie, gênero e número: quanto à espécie, se uma mulher unir-se a um ornitorrinco, por exemplo, não resulta isso em casamento, pois que não há a possibilidade aí de continuação de nenhuma das espécies; quanto ao gênero, se uma mulher se une a outra mulher, isso também não pode ser chamado de casamento, já que tampouco poderão elas reproduzir-se; por fim, no que tange ao número, tanto faria se essa união contasse com duas, três ou dezenove mulheres e quarenta homens, vez que, ainda que haja aí a possibilidade da procriação, para que a geração seguinte receba os direitos transferidos da geração anterior, é preciso que esta última seja pela primeira conhecida, o que resta inviável em semelhante “suruba”. Para que algo seja chamado de casamento, é preciso que as três condições ali coexistam, pois a falta de uma delas frustraria a possibilidade teórica da preservação da espécie e a tutela dos direitos transferíveis: se mantivéssemos espécie e gênero, abrindo mão do número, poderíamos ter uniões entre um homem e noventa mulheres ou duas mulheres e quatorze homens; se mantivéssemos gênero e número, desconsiderando a espécie, seriam naturais uniões entre uma galinha e um homem ou entre uma mulher e um cachorro; tão absurdo quanto isso é mantermos espécie e número, desconsiderando o gênero;

    VI) O movimento LGBT (a respeito do qual já comentei anteriormente no FB), militância política que não pode ser confundida com a condição mesma da homossexualidade, reserva-se o direito de promover sua agenda, pretensamente reivindicando um respeito que, paradoxalmente, não oferece ao restante da sociedade! Os católicos, evangélicos, espíritas e outros, ainda que não coadunem suas opiniões com as desse movimento, não impõem suas convicções por meio de vandalismo e intimidação; ao contrário, manifestam-nas nos ambientes de que dispõe o Estado democrático, como o parlamento, por exemplo. A manifestação pacífica da opinião religiosa – legítima numa democracia -, entretanto, ofende a sensibilidade afetada do movimento LGBT que, por sua vez, se permite o uso de todos os meios para rechaçar a opinião contrária, ao que não admite repreensão. A prova disso é o que se faz com a bancada evangélica no Congresso (e antes que alguém evoque o principio da laicidade, o Estado laico, por definição, legitima até mesmo a manifestação religiosa);

    VII) Não se pode identificar o movimento LGBT com a maioria da população de pessoas normais de orientação homossexual. Esse movimento nada tem a ver com reivindicação ou proteção de pretensos direitos de homossexuais; ao contrário disso, essa militância, a qual – repito – não pode ser confundida com a maioria da população de pessoas normais de orientação homossexual, submete a condição da homossexualidade a uma situação de extrema exposição com fins de capitalização política, unicamente;

    VIII) Toda discussão em torno de pretensos direitos dos gays gira em torno de argumentação típica de militâncias políticas revolucionárias, mais do que qualquer outra coisa. Há que se ter a clara percepção de que qualquer militância revolucionária existe tão somente em função de um projeto de poder para cuja implementação, legitimação e sustentação a adesão de uma grande parcela da sociedade é essencial, mas a simples declaração pública de um projeto de poder e seus objetivos, dada sua óbvia natureza, é suficiente para frustrá-lo; por isso mesmo, um subterfúgio, não só para mascarar-lhe as verdadeiras intenções, mas também para, denegrindo o status quo, fazer-lhe parecer vantajoso como substitutivo a este, é premissa de todo projeto de poder bem-sucedido;

    IX) Não há na face da Terra comportamento que não seja passível de crítica; está, porém, pretendendo-se que, no universo de todas as possíveis, a conduta homossexual seja elevada a um patamar de sacrossantidade pela qual não possa ser questionada! Repare que se criticam até as religiões, coisas que pessoas consideram sagradas; um simples comportamento sexual, no entanto, não pode mais figurar no mais mínimo comentário discordante ou sequer ser considerada em eventual anamnese psicológica;

    X) A liberdade de pensamento é tutelada nos regimes verdadeiramente democráticos. Concordar, não concordar, ter preconceito, odiar, adorar a Deus etc., numa democracia, são coisas perfeitamente legítimas! Nesse mesmo viés, ser gay é tão legítimo quanto ser, por exemplo, evangélico ou “macumbeiro”: o direito de um pressupõe muito mais o dever de respeitar o direto do outro do que a permissividade mesma para agir como se queira. Dito de outra forma, o ordenamento jurídico é como uma cerca que, mais do que o papel de delimitar até onde se pode ir, tem o de demarcar a partir de onde não se pode prosseguir.

    Por todas essas considerações, a homossexualidade não pode ser confundida com gayzismo, visto que a primeira é mera condição comportamental íntima, enquanto o segundo é ideologia política. Por isso mesmo, repudiar a ideologia não é o mesmo que condenar os adeptos da prática a que essa ideologia nominalmente se refere: ser opositor do gayzismo não equivale a ser “homofóbico”, pelos mesmos motivos que ser contra cotas raciais, por exemplo, não denota ser racista.

  5. Muito bom, Luciano.
    Muito obrigado por esse trabalho. Vou seguir essas dicas.
    Uma coisa que já vimos que os conservadores, e cristãos, e direitistas não tem problema em fazerem é ridicularizarem esses esquerdistas na net e e através de memes, blogs e piadas. Acho que pode ser um dos caminhos a serem explorados.

  6. Esses ativistas gayzistas teleguiados estão submetendo a condição da homossexualidade (que diz respeito única e exclusivamente à intimidade da pessoa, a qual deve ser respeitada como se deve respeitar os brancos, os negros, os magros, os gordos, os índios etc.) a uma situação de extrema covardia e exposição, visto que o homossexual, nesse contexto, deixa de ser uma PESSOA, adepta à livre-escolha e sujeita às mesmas regras a que se submete toda a sociedade, e passa a ser o OBJETO de um POLÍTICA de um governo de e um punhado de ONGs que a gente nem conhece, e que mamam nas tetas do contribuinte.
    Aliás, o tema todo em torno disso (que, não sei se vocês já repararam, nada tem a ver com a homossexualidade em si, mas com a militância política, que precisava eleger uma minoria para usar como argumento para cercear as liberdades da sociedade e, ao mesmo tempo, arrancar dinheiro do governo) é colocado à sociedade de tal maneira covarde que o debate democrático é impossível, pois a simples manifestação em contrário ao que se propõe faz com que o sujeito seja automaticamente acusado de um crime! Por exemplo: se digo que sou contra o casamento gay ou a favor de que os psicólogos tratem homossexuais que queiram compreender ou até mudar sua orientação sexual, sou taxado de HOMOFÓBICO, sem sequer ter a oportunidade de expor meus argumentos! É a censura do pensamento!

  7. Sr Luciano Ayan, admiro vossa senhoria pelo ESTUDO do movimento político e ideológico atualmente vigente no país.

    Em relação ao ‘obter resultados’, enquanto procuro, obviamente, municiar-me de TODAS as indicações em literatura e vídeos vossa, a vida segue e com ela os esquerdopatas.

    Gostaria que fizesse, se não for pedir demais, uma análise CRÍTICA, tanto do texto de um ‘famoso’ sociólogo esquerdista do interior de São Paulo(São José do Rio Preto) e ‘resposta’ dada ao mesmo.

    Grato.

    Segue os textos:

    a)’link’ facebook: https://www.facebook.com/luciano.alvarenga.56/posts/10202174913603031

    b)Texto:
    “(…)Gays e Evangélicos: o rio profundo dessa disputa
    Segundo a poetisa e tradutora Alba Lucis “um mesmo rio deixa correr por debaixo de si muitos outros”. Nesse sentido, o que vemos em termos de temperatura da água, sua velocidade e cor podem não ser, e na maioria das vezes não é, o que se sucede muitos níveis abaixo, onde a água pode estar mais fria, mais escura e numa velocidade diferente. Assim também é a descrição da realidade, das disputas, das coisas, da vida, enfim. As coisas podem não ser o que parecem, quase sempre não são.
    Qual é o rio que realmente corre por debaixo desse Brasil que ora vivemos? Existem muitos brasis em disputa por hegemonia. O Brasil conservador, o Brasil liberal, o Brasil de esquerda e o Brasil de direita, o Brasil religioso e o Brasil ateu, o Brasil tradicional e o Brasil pós-tradicional, o Brasil da capital (Rio de Janeiro e São Paulo) e o Brasil do interior, o Brasil das grandes mídias e o Brasil das redes sociais, o Brasil católico e o evangélico. Estes modelos convergem, se mesclam, divergem se contradizem, se complementam, se negam, se afirmam. Dificilmente um deles conseguirá se firmar integralmente sem a coparticipação de outros, ou, outros.

    Estamos assistindo estes brasis em plena disputa na mídia, no palco político, na internet, nas igrejas, nas discussões em casa, em todo lugar. O debate deixou de ser uma prerrogativa de acadêmicos e colunistas de jornais e ganhou todas as redes, virtuais ou analógicas. Feliciano é o atraso ou outro lado da vanguarda? Ele representa o passado ou um novo presente? Não são questões fáceis, são brasis em busca de afirmação. É o atraso e o moderno se abraçando e se contorcendo nos confundindo sobre quem é quem.
    Anos atrás a ex-prefeita de São Paulo, Marta (não mais Suplicy), disse que era necessário acabar com a família tradicional. Não disse nada além disso, nem ao menos pelo o quê deveria ela, a família tradicional, ser substituída. Mas com essa fala apontou aquilo que deveria, na opinião dela, mudar. Segundo informações, não confirmadas, o Brasil teria cerca de 10% de gays. No Canadá, EUA e Inglaterra esse número não passa de 3%. Mas ainda que seja 10% vale a pena discutir à luz dos brasis em disputa.
    Observando a teledramaturgia global, e os telejornais em geral, nota-se um grande assento na temática gay, especialmente no que trata de preconceito e violência. O mesmo não acontece quando observamos as propagandas e publicidade dos intervalos comerciais da TV. Neste caso, nota-se uma clara intenção em não dar nenhum tom homossexual ou algo que possa ser entendido com tal. Essa postura das empresas e corporações privadas revela uma política de marketing que está mais preocupada com aquilo que a sociedade é do que com aquilo que ela poderia ser, como ficou entendido, pelo avesso, no comentário da ex-prefeita de São Paulo. Por que a empresa TV tem uma postura assumidamente pró-gay e, as empresas que nela anunciam não é parte do que falaremos a seguir.

    Evidentemente que a vida e a cultura em que o gay está inserido, ou procura se inserir, estão naturalmente mais voltadas a uma experimentação social mais liberal e cosmopolita em termos de comportamento, não necessariamente liberal em termos políticos. Nesse sentido, um gay pode ser liberal culturalmente, mas conservador politicamente. A afiliação em massa dos gays nos partidos de extrema direita, na Inglaterra, depois das convulsões sociais neste país em 2011 é uma prova disso.
    Nenhum grupo social seja hetero, monogâmico, étnico, religioso, ateu, indígena, rural ou outro qualquer tem tanta mídia gratuita no Brasil como os gays têm. Das novelas, especialmente globais, passando por uma quantidade avassaladora de reportagens de teor jornalístico, nunca um grupo social foi tão retratado como são os gays na grande mídia nacional. Isso é tão verdadeiro que dificilmente qualquer assunto que resvale algum interesse desse grupo passa sem uma imensa repercussão midiática, ainda que eles representem, segundo dados não confirmados, 10% da população (de acordo com a média dos outros países que é de 3%, é bem provável que aqui seja menos). O que está em questão evidentemente não é a transformação do mundo numa colônia gay, mas certamente trata-se de ser hegemônico do ponto de vista cultural. Mas ao contrário do que se pode pensar, essa hegemonia não significa hegemonia da cultura gay, que na verdade é muito circunscrita, quase toda ela reduzida a temática sexual e familiar.

    O gay é apenas um estratagema, um vetor. Isso é fácil de notar quando observamos que na França, recentemente, uma parcela significativa dos gays marcharam ao lado dos católicos, religiosos e conservadores de todos os matizes contra o casamento e adoção gay. Qual é o pano de fundo? Os gays que marcharam com os religiosos são contra a família e a favor de uma cultura cosmopolita sem tradição. Em uma palavra, estes gays entendem que casais homossexuais são conservadores e tradicionalistas ao adotarem procedimentos e comportamentos dos heterossexuais ao defenderem tanto o casamento como a adoção pelos gays. Marchar junto foi uma aliança tática importante tanto aos conservadores como aos gays fiéis ao legado de 68. Em uma linha, os gays lá, pelo menos uma parte deles, estão mais preocupados em manter o corte cultural fronteiriço, de vanguarda do que ter direitos tradicionais dos casais heterossexuais, que para eles é retrocesso.
    Voltando ao caso do Brasil fica claro ao observador mais atento que o gay é apenas o vetor de outra cultura que se quer instalar no Brasil, e que faça frente e enfraqueça a cultura tradicional, toda ela religiosa, conservadora e interiorana. A demanda dos gays, aqui, por casamento e adoção, se liga mais a cultura tradicional familiar brasileira do que a cultura cosmopolita de vanguarda que é essa sim, a que se pretende instalar o mais rápido possível entre nós e, que certamente é aquela que se tenta vender nos programas de TV Brasil afora. Nesse sentido, os gays são um vetor dessa cultura, mas não necessariamente o tempo todo, nem sempre.

    Mas a disputa por hegemonia não é apenas entre evangélicos versus homossexuais. Os evangélicos não se afirmam apenas em relação aos gays, mas fazem uma luta de trincheira todos os dias contra os católicos e religiosos de todos os tipos. Suas espadas desembainhadas contra as religiosidades negras da Bahia, ainda que tenham assimilado todo o universo semântico e totêmico destas religiões, é uma evidência de que os evangélicos lutam em várias frentes. Assim como do ponto de vista político o PT representa a emergência de uma nova elite, sustentada por uma política que, ainda que conservadora, significou e tem significado um novo papel ao pessoal do andar de baixo, e essa mudança atinge e enfraquece em grande medida os representantes do poder que se sustentavam a partir de uma outra estratégia; assim, também, esse grande e forte embate entre uma cultura gay que se faz emergir – mais por força e iniciativa de grandes grupos de poder do que dos gays propriamente dito – e o os evangélicos, representa dois brasis em disputa. Católicos, gays e evangélicos são apenas uns entre outros grupos em luta pelo máximo de poder e hegemonia neste inicio de século.
    Enfim, a disputa não é entre evangélicos e gays. É entre um Brasil profundo, religioso, conservador e interiorano e outro que quer ocupar seu espaço, cosmopolita, desenraizado, que se individualiza e se desprende de qualquer tradição. Mas é também entre uma cultura religiosa tradicional, católica, e outra que quer ocupar seu lugar, evangélica. À medida que o país se desdobra tentando superar seu atraso social histórico, à medida que amplia a participação subalterna dos pobres via programas sociais de todos os tipos, uma nova e moderna orquestração cultural e comportamental, ligada aos centros culturais do mundo avançado, tenta se impor e prevalecer em contraposição àquele Brasil religioso e interiorano em mudança.

    Olhar o Brasil pelo embate barulhento entre aqueles dois grupos, gays e evangélicos, é ver apenas a lâmina de água que corre superficialmente, perdendo de vista o rio profundo que se desloca e muda tudo. Luciano Alvarenga(…)”

  8. PS: Luciano, comentei em um outro post (duas vezes) um absurdo postado no blog da Dilma onde Joaquim Barbosa é comparado a um macaco, porém, não está aparecendo o comentário com o texto “Seu comentário está aguardando moderação.” Se puder confirmar se foi recebido ou não agradeço, senão vou acabar enchendo de repetições seu blog, desculpe…

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