Aluno que recusou-se a fazer trabalho sobre Marx é, para desespero da esquerda, muito mais esclarecido sobre política do que eles pensam

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Em 1 de outubro, escrevi o post Aluno corajoso se nega a fazer trabalho sobre Marx em sala de aula, mostrando a digna atitude de João Victor Gasparino da Silva, estudante do curso de Relações Internacionais da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), se recusando a fazer um trabalho sobre Karl Marx.

No dia seguinte, publiquei o texto Paulo Ghiraldelli, o filósofo da 25 de março, contra a rebelião estudantil à doutrinação escolar. Ghiraldelli, um adepto da New Left (uma forma de marxismo dissimulada existente nos Estados Unidos), disse que se alguém rejeita fazer um trabalho sobre Marx está “se recusando a aprender”. Entretanto, João Victor mostrou que sabe mais de Marx do que provavelmente qualquer um dos outros alunos já doutrinados. Sim, Ghiraldelli tem motivos para se irritar, mas não pela ignorância de João Victor em relação ao marxismo, mas pelo quanto ele conhece do marxismo a ponto de entender os truques lá contidos.

Em 3 de outubro, lancei mais um post sobre o assunto, Esquerdistas em fúria por que agora a notícia sobre universitário que se recusou a fazer trabalho sobre Marx chegou à grande mídia. Alguns marxistas ficaram bastante irritados com este último post.

Pois bem. Agora, o Diário Catarinense publicou uma entrevista com João Victor, mostrando que Ghiraldelli errou em absolutamente tudo que tinha afirmado. E, como eu havia dito, João Victor é uma pessoa que já fugiu da alienação imposta em salas de aula marxistas, e é capaz de entender o contexto no qual se encontra. Enfim, João Victor já não está mais entre os zumbis que são incapazes de olhar fora da caixa. Ao contrário, ele é um daqueles que hoje sabe que precisa tanto aprender autores da direita, como também estudar autores da esquerda, especialmente para entender como o oponente pensa.

Abaixo, a entrevista dada por João Victor ao jornal:

Em que contexto a carta foi escrita?
João Victor Gasparino —
O contexto é a situação da educação em âmbito nacional, não no âmbito da minha universidade, muito menos contra o professor, mas contra o proselitismo ideológico em todo o meio acadêmico brasileiro, direta e indiretamente.

O propósito era ser um post no Facebook?
João Victor —
Primeiramente seria apenas para o professor, mas repito, não contra ele, apenas expondo minha opinião. Mas uma amiga blogueira do Maranhão, teve a brilhante ideia de publicar na internet, como exemplo.

Como você avalia a repercussão da carta?
João Victor —
Fiquei contente, porque eu queria um debate nacional. Com certeza, era uma panela de pressão prestes a estourar, sabia que tendo a iniciativa a repercussão seria enorme, tanto que atingi o objetivo de levar ao contexto nacional, pois o debate que levantei é uma questão nacional, que envolve todo o meio acadêmico brasileiro. Nas universidades é claro o meio ideológico e comunista e de poder.

Você entregou o trabalho que o professor havia pedido? E o professor ficou sabendo que a carta era para a disciplina dele?
João Victor — Não fiz o trabalho pedido, que era propor três questões sobre Marx. Entreguei a carta como trabalho e o professor já deu nota, mas ainda não vi qual foi.

Porque você é contra o marxismo?
João Victor — Minha educação sempre foi pela liberdade, pela vida, pela justiça acima de tudo. Os regimes comunistas se tornaram genocidas, trouxeram miséria e morte. Vejo que o Brasil caminha para ser uma Venezuela.

Você é filiado a algum partido? Pretende seguir carreira política?
João Victor — Já fui militante e simpatizei com a esquerda, mas não gostei do que vi. Hoje, sou assumidamente de direita. Já pensei em ser político, mas não há partido de direita no Brasil. Tem o PP e o DEM, mas não sinto que eles sejam “realmente” de direita.

Quais são seus planos daqui pra frente?
João Victor — Quero continuar tendo uma produção intelectual voltada à liberdade. Vou criar um blog para expor o que penso sobre a política brasileira e o cenário acadêmico nacional. Sinto que a guerra civil ideológica começou, pois eu apenas expressei o que muita gente gostaria de dizer. Outras pessoas começaram a escrever suas cartas contra a doutrinação socialista universitária e o projeto totalitário na América Latina.

Atenção à direita virtual: usem a postura de João Victor como um exemplo de como os alunos de direita podem efetuar uma resistência, e forneçam todo apoio possível à ele. Me lembro da época em que um aluno neo-ateu, Ciel Vieira, se recusou a rezar o Pai Nosso em sala de aula (ele chegou a usar o termo “bullying”). Aquilo que João Victor fez é exatamente a mesma coisa. Entretanto, João Victor não está recebendo um décimo do apoio que Ciel Vieira recebeu. Detalhe: o número de neo-ateus é muito menor que o de conservadores cristãos.

Em resumo: entendam que o apoio à João Victor é uma ação estratégica, e que ele simplesmente atingiu o casco da navegação dos esquerdistas. Agora é o momento de capitalizar.

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40 COMMENTS

  1. Ele foi genial, muito corajoso, falou bonito. Nossas universidades estão todas infestadas de doutrinação marxista e comunista, mesmo as religiosas.

  2. Gostando de marx ou não, achei bem babaca o rapaz. Se eu fosse escrever uma carta de repúdio pra cada trabalho que tinha uma proposta que eu não acreditasse… faz parte da grade, meu nego! Simbora largar de mimimi e fazer pra passar de ano etc
    O trabalho era só levantar três questões e mostrar que leu a respeito. Poderia ter apenas lido e criticado.

    • Na, boa, você diz “se eu fosse.. eu faria”, mas isso não explica. Qual seria seu INTERESSE em realizar uma ação?

      Além do mais, veja o que o aluno neo-ateu fez: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1070839-aluno-ateu-diz-que-foi-perseguido-por-nao-rezar-na-aula-veja-video.shtml

      A ação feita de denúncia ou rebelião GERA EFEITOS, e esse era o objetivo.

      Portanto um “se fosse eu, eu faria…” não cabe muito bem a não ser que você mostre que seu objetivo é o mesmo do João Victor.

      Att.

      LH

      • Olavo Lin, me responda, pelo comentário da Maria, seu linguajar costumeiro, sinceramente vc acredita que ela percebeu as questões abordadas pelo João Victor.

    • Certamente a opinião da leitora Maria Vitória é a que a maioria dos brasileiros tem adotado desde sempre.

      É a mais confortável, a mais “simpática”, a mais “politicamente correta”, a que menos dá trabalho ao professor – a menos de erros de compreensão e de gramática . . . e a mais apreciada por organizações totalitárias como o Foro de São Paulo e partidos extremistas como o PT.

      É lindo governar um país de Marias Vitória. Pessoas assim não incomodam, apenas seguem o que se lhes manda fazer, levando suas vidinhas sem atrapalhar a classe política. É graças às Marias Vitória que o PT chegou e se mantém no poder há 12 anos.

      O rapaz “babaca” (nas palavras da Maria Vitória) teve uma coisa que a maioria de nosso povo não tem, pelo menos a camada da população com competência intelectual para ler e entender um parágrafo de qualquer texto.

      Ele teve coragem!

      Infelizmente há aqueles muitos que acreditam piamente de que “mais vale um cachorro vivo do que um leão morto”, sem perceber que, num futuro não muito distante, talvez, o “cachorro” acabe tão morto quanto o “leão”.

    • “Gostando de marx ou não”, babaquice é xingar uma pessoa por discordar dela.

      Esse jovem distanciou-se diametralmente da verdadeira babaquice que assola a “intelectualidade” tupiniquim. Esta, sim, um depositário de mediocridade e afetado desprezo pelo debate, pela racionalidade e pelo exame sincero do ponto de vista diferente. Em tal oceano de mesmice babaca, uma ação como a do João Victor ressoa como um bálsamo espantando a podridão.

    • assim como na Alemanha nazista as crianças eram obrigadas a escrever redações explicando o quanto era um ato de humanidade matar deficientes físicos, deficientes mentais, judeus, cristãos, ciganos… fazia parte da grade. Esse é o problema que o ato do estudante levanta: – chega de engolir mentira com farinha e sair por ai dando opinião furada, baseada em doutrinação ideológica pura, que alias é o que você Maria Vitória, fez sem nem mesmo se dar conta disso, mas ta tudo certo, é parte da grade né? o que importa é tirar nota… né?

    • Maria Vitória, morra de inveja. O problema é que o rapaz quis ser bem abrangente no trabalho e não somente levantar 3 questões sobre o assunto. É que vc deve ser adepta de Lei de Gerson e a Lei do menor esforço.

    • Maria Vitoria por favor…. o cara estuda filosofia o trabalho dele vai ser CONTESTAR…
      Simplesmente brilhante! ele aprendeu com apenas 1 materia oque a faculdade de filosofia tenta te ensinar (ou deveria) em 4 anos!

  3. Como professor ache a atitude bem boba professores tem um conteúdo que eles precisam passar
    Ta todo mundo virando vilão hoje em dia
    As vezes tenho que passar conteúdo que não concordo com a abordagem e etc… mas professores também são empregados e nem sempre estão de acordo com o que passam
    PS nao dou aula de sociologia ou qualquer coisa que possa ser julgada como Marxista ou direitista eu dou aula de IDIOMAS

    • Marcio,

      Sei dessa situação e já dei aulas de auditoria de TI. E também havia conteúdo que eu tinha que passar.

      Mas veja que a atitude do aluno é um protesto contra o CONTEÚDO, pois ele demonstrou respeito pelo professor.

      A atitude to aluno jogou a discussão para o cenário público a respeito da DOUTRINAÇÃO ESCOLAR EM MARXISMO, e, só por isso, ela já foi útil.

      Abs,

      LH

    • Ele abordou bem mais que 3 questões sobre Marx e foi além de repetir e foi capaz criticar, postura que se espera de qualquer universitário. Medíocre e bobo seria apenas sintetizar algo sem sequer analisar.
      Na faculdade já fiz trabalho analítico que o professor responsável adorou tanto que repercutiu entre outros professores até chegar no coordenador da disciplina, o qual por ser esquerdopata, não gostou. Azar o dele se acreditava todos os alunos iam escrever um artigo fazendo “resuminho” limitado aos textos disponibilizados. O conhecimento está livre e acessível, não vai atrás quem tem preguiça de sair do cabresto. Já passou da hora de trazer a tona porque não existem livros de Any Rand nas escolas brasileiras. A cegueira maciça, deixaremos nossos filhos e vizinhos cegos? O senhor leu sobre o pai que foi incriminado por fazer ensino domiciliar aos seus filhos? Veja que aos que a criança foi aprovada em 7 lugar no vestibular de direito aos 12 anos. Fez certo o pai que não pagou multa e mando o ECA para aquele lugar. http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/no-brasil-convictos-do-ensino-domiciliar-travam-guerra-judicial/n1597354512421.html e http://www.cacp.org.br/o-homeschooling-esta-liberado-no-brasil/

    • Márcio, na boa, uma pergunta:

      Se você não concorda com a abordagem que deve dar a determinado conteúdo e mesmo assim a apresenta a seus alunos, será que ao fazê-lo, não está traindo sua consciência?

    • Marcio, já eu, como professor, considero o que o João Victor fez muito louvável.

      Aliás, também como professor, você deve saber o quanto é difícil e, por isso, raro um estudante na idade dele conseguir uma autonomia intelectual que lhe possibilite avaliar diferentes perspectivas, escolher por conta própria o que seguir e ainda ter a coragem de tornar pública sua opção, de um modo elegante, sem ataques pessoais, sem xingar ninguém, mostrando os fundamentos de sua decisão. Você, como professor, não admira isso, colega?

      Muitas das “críticas” atiradas ao João VIctor – não me pareceu o seu caso – são carregadas de nítido desconforto pelo fato dele não comungar com as doutrinas esquerdistas, uma voz bem dissonante no meio escolar brasileiro. Sobram os ataques à pessoa do estudante, de “ignorante” a “babaca”, sem dispensar os clichês ofensivos direcionados contra quem se assume de direita.

      Encerro, repetindo as palavras do jovem corajoso:

      “Já fui militante e simpatizei com a esquerda, mas não gostei do que vi. Hoje, sou assumidamente de direita”

    • Ok, entendo sua postura e respeito muito os profissionais da educação. Mas com que frequência o senhor questiona os materiais didáticos que é obrigado a usar? ou coisas do tipo? Os professores não inventaram o marxismo cultural, mas ao não se questionarem sobre o que estão fazendo, seja por medo ou comodismo, tornam-se instrumentos do mesmo. É isso que o aluno aponta em sua carta, não é uma critica ao professor, é uma crítica a falta de senso crítico do professor. Também dou aulas e acredito que aquele que se propõe a ensinar deve ser o primeiro a se questionar constantemente sobre o que esta ensinando, se não ele se reduz a um papagaio.

    • Mas, ninguém virou vilão. Como disse o rapaz, a carta nada tem a ver com o professor, mas com o assunto abordado no trabalho. Marcio, o aluno fez um excelente trabalho. Atitudes bobas quem têm são os alienados.

    • O mané acima é um que posta isso no Facebook dele: “Contra o fascismo e o golpe midiático, o meu orgulho de ter partido e ser do PT.”.

      Ih, rapaz, o cara que apóia uma ditadura e a censura à mídia, é ÓBVIO que não gosta da atitude do João Victor.

      Note como você é baixo: ao mesmo tempo em que defende o poder totalitário para o PT, ainda quer que as pessoas não fujam da doutrinação que o MEC promove em salas de aula.

      Não tem como você notar o quanto é baixo e desprezível…

      Só quem está de fora consegue perceber o quanto você é patético.

    • Pra você Marlon, não passa de “mais um idiota querendo aparecer” por que você é um idota querendo aparecer, assim como todo bajulador barato do PT sua vida não existe, você só existe enquanto puder aparecer para seus amiguinhos esquerdistas e mostrar o quão bom e obediente cachorrinho/capacho você é!

      Pessoas descerebradas como você costumam ser assim, acham que todos são iguais a elas e projetam a si próprias nos outros para se sentirem normais!

      Você é realmente PATÈTICO!

  4. Caramba! falar contra o marxismo pelo que tenho visto, gera uma jihad, uma guerra ´´santa´´. Dá-se pra se ter certeza que se vc é contra as ideias e se vc entende marx e tudo que é desprezível vindo de suas ideias e dos que o utilizam para doutrinar e enfiar bobagens em miolos moles, cria-se um conflito até por quem está ´´ contaminado´´ ou doutrinado por estas ideias, pelo q vejo isso até gera ódio por parte dos esquerdistas e se continuar assim, pode-se começar a policiar as pessoas e tentar agredi-las fisicamente, democracia é o respeito a pessoa e suas ideias,ou seja,o direito que ela tem a discordar e de ter uma visão diferente, mas quando se é contra o marxismo desrespeitam quem tem opinião contrária e a pessoa e agem com ódio contra quem discordar.

    • Também achei o mesmo. Eles elencam uma série de fatos irrelevantes sobre a vida pessoal do cara na tentativa de desqualificá-lo e estereotipá-lo. Por isso fazem questão de colocar “monarquista” no título da matéria. É o mesmo comportamento dos que chamam o Olavão de astrólogo.

      • O ad hominem é absolutamente necessário pros esquerdistas. Sem ele, a guerra política é facilmente vencida pela Direita.

  5. Os professores esquerdistas adoram transmitir a ideia de que são imparciais, de que estão apenas tentando desenvolver o pensamento crítico do aluno em sala de aula, é realmente bom que pessoas como o João Victor criem imunidade a esse discurso.

    *Ainda acho que ele deveria ter feito o trabalho.

  6. Sinceramente, não entendo porque ele não poderia fazer o trabalho de forma crítica. Isso sim, seria bom. Até mesmo para rejeitarmos o trabalho de um pensador, precisamos conhecer a sua obra… não adianta só ficarmos nas leituras de segunda mão.

    • Maite Tosta,

      Essa é a rotina “quem se recusa a fazer trabalho sobre X, é por que não conhece a obra de X”.

      Isso já deu no saco, não acha?

      Aliás, já mostrei que o aluno em questão conhece muito mais de Marx do que muitos radicais de esquerda por aí. Exatamente por isso, ele se recusou a fazer o trabalho.

      Abs,

      LH

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