E entra em cena o ceticismo político para resolver de vez o problema da falsa rotulagem de nazismo e fascismo como regimes “de direita”

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Quando tentam me comparar a outros analistas políticos do Brasil, tendo a rejeitar a comparação, pois tenho um estilo particular, influenciado por métodos que, a meu ver, funcionam. Defendo que, aos poucos, estes métodos sejam utilizados, pois vejo que geram resultados.

Não tenho nada contra outros analistas políticos no geral, e acho muitos deles cultos e fornecedores de ótimas informações. Vários livros que consultei foram indicados por eles. Mas meu método é diferente.

E o que defino como “meu método”? Simples. É a aplicação de três paradigmas na política: a dinâmica social (para avaliações dos comportamentos, além da mera observação de discursos), o ceticismo político (para investigação das afirmações politicas de seus oponentes) e o duelo cético (para desmascaramento público de oponentes que queiram capitalizar em cima de você e seu grupo com informações falsas). A aplicação destes três paradigmas, então, é o que chamo de “meu método”. É por isso que o blog se define como “Ceticismo e dinâmica social na investigação da religião política”.

No que constitui a diferença de meu método em relação aos demais? Antes de eu mostrar a diferença, veja este vídeo com uma entrevista de Reinaldo Azevedo, onde ele explica seu posicionamento político:

No vídeo, ele comete dois erros que são extremamente dificultados pelo meu método. Ele não é um cético político, mas alguém da direita que é um misto de liberal e conservador. Eu não me encaixo como liberal ou conservador (e nem como libertário, optando pelo paradigma que desenvolvi, o neo-iluminismo, que pode absorver alguns aspectos de conservadorismo, libertarianismo e liberalismo). Entretanto, eu sou de direita, tanto quanto Azevedo. A diferença é que eu uso o ceticismo político.

No ceticismo político, as afirmações que geram benefício político para seu oponente são priorizadas para questionamento. Em suma, devemos ter um alarme nos informando quando uma alegação política é proferida por um esquerdista, um humanista, ou qualquer adversário nosso em questões públicas. Aplicar o ceticismo político significa ter esse alarme pronto para ser ativado quando nos defrontamos com uma alegação política do outro lado. E o que é uma alegação política? É toda aquela que, se aceita, dará benefício a uma pessoa ou grupo sobre outra pessoa ou grupo. No momento em que o “alarme” é ativado devemos dizer algo como “parou, parou, tem uma fraude aqui…”, e explicar a fraude cometida didaticamente para a plateia. Isso resume, em uma casca de noz, o ceticismo político, junto com o duelo cético.

No caso de Azevedo, ele não prestou muita atenção à duas alegações, que automaticamente geram benefício aos esquerdistas. São elas:

  1. Nazismo e fascismo são regimes “de direita”.
  2. Ambos são “de direita” pois não ligam para a justiça social. A esquerda é que se preocupa com a justiça social.

Meu texto anterior sobre o assunto, Como a dinâmica social resolve o problema da rotulagem equivocada de nazismo e fascismo como regimes de direita, já desmascarava a afirmação 2, usando um pouco do ceticismo político com um tanto da observação comportamental pela dinâmica social. Sendo assim, a afirmação 1 também é falsa. Não entrarei em maiores detalhes quanto a isso, e recomendo que os interessados cliquem no link citado neste parágrafo.

Se já sabemos que a esquerda não pode ser rotulada como “aquela que luta pela justiça social”, mas como aquela que “luta para inchar o estado, usando de vários pretextos, todos baseados em discursos coletivistas mais falsos que menstruação de travesti”, então temos que investigar o “benefício” gerado pelo discurso onde alguém tenta ao mesmo tempo (1) rotular nazismo e fascismo como de direita, (2) rotular a esquerda como “promotora da justiça social”.

No primeiro caso, o benefício, para o esquerdista, é conseguir imputar à direita a culpa por vários crimes que na verdade estão nas costas da esquerda. Quando alguém diz que os marxistas mataram 100 milhões de pessoas no século XX, eles dizem “e a direita matou os judeus no Holocausto”. Mas, como mostrei, não há uma nesga de direitismo na postura dos hitleristas. No segundo caso, o benefício é ainda mais evidente: se na arte da guerra política, afirmar-se do lado do povo gera uma paga política automática (em termos de popularidade perante uma boa parcela do eleitorado), é claro que aquele mais esperto irá usar este recurso. O discurso falso de “justiça social” ou “eliminação da desigualdade” é apenas um recurso para conquistar corações e mentes, mas, conforme já mostrei, não é congruente com o comportamento dos esquerdistas, que lutam para criar uma quarta classe, ainda mais poderosa que aquela que chamam de “burgueses”. Esta quarta classe, ultra-poderosa, é composta pelos donos dos estados inchados, e dos grandes empresários que se aliam a estes estados inchados. Assim, o esquerdismo, em termos objetivos, luta pela desigualdade com um discurso focado em uma alegação política (“lutamos contra a desigualdade”) que não é questionada pela direita suficientemente.

Quando Azevedo cai nos dois jogos da esquerda (1 e 2, conforme citei anteriormente), não está usando o ceticismo político. Ele não está usando o alarme que eu inseri praticamente em meu subconsciente para identificar, à partida, as alegações políticas de meus oponentes. A regra, para mim, é simples e mais clara que a neve: se a afirmação de meu oponente gera um benefício para ele (ou ao grupo dele), então devo priorizá-la para questionamento. Se a afirmação for falsa, pelo duelo cético, é minha obrigação (e não dele, pois ele recebe vantagens pelo aceite da alegação) desmascará-la em público.

Creio que já deixei claro que o ceticismo político, acompanhado pelo duelo cético (e acompanhando a dinâmica social, da qual falei no texto anterior), nos ajuda com facilidade a criarmos “escudos” contra as fraudes intelectuais que tem beneficiado os nossos oponentes. Não sou humilde ao reconhecer o diferencial deste método.

Quando um esquerdista diz que “nazismo é de direita”, por causa da afirmação “esquerda quer justiça social, a direita não quer, e o marxismo quer justiça social, o nazismo não quer”, investigamos esta última comparação, pois ela dá a paga política imediata que o esquerdista quer na guerra política. Ele simplesmente quer se posicionar perante uma larga fatia do eleitorado para a obtenção de votos para os candidatos que ele apoia.

Mas é muito fácil provar que o marxista jamais quis “justiça social”, e vemos isso na vida nababesca dos líderes marxistas de países como China, Coréia do Norte, Cambodja, Cuba, Venezuela e vários outros nos quais a única coisa que eles fizeram foi usar o poder para esmagar seus opositores. O discurso de “justiça social”, dito por marxistas, é exatamente igual a afirmação “sou inocente”, dita por um criminoso que está para ser condenado, ou a frase “não é nada disso que você está pensando”, dita por uma mulher que foi pega na cama com o amante por seu marido. A meu ver, frases não congruentes com o comportamento e que só servem para enganar os incautos devem ser desmascaradas o mais cedo possível, e é nossa responsabilidade fazê-lo quando nos defrontamos com aqueles que querem obter benefícios valendo-se de diversos logros e embustes.

Assim, se fosse um cético político, Reinaldo Azevedo teria dito: “Eu sou contra regimes de esquerda, como nazismo, fascismo e marxismo, que usam coletivismos abstratos para inchar o estado e poder oprimir seus adversários”. Um entrevistador poderia questioná-lo: “Mas os marxistas dizem que querem a justiça social, enquanto os nazistas não”. Ele poderia ter devolvido esta: “Mas todos nós sabemos que os marxistas jamais quiseram justiça social, senão não teriam construído vidas tão luxuosas para os líderes destes estados inchados. Podemos encontrar, por exemplo, líderes do MST vivendo em casas luxuosas, e uma líder dos sem teto com um carro de R$ 100.000 reais. Só uma criança que não passou do primário, ou então alguém vítima de lavagem cerebral, acreditaria no truque de que ‘marxistas lutam pela justiça social’. Na verdade, toda a história nos mostra que eles só querem inchar estado através de coletivismos abstratos, para poder usar o poder de forma plena, esmagando seus oponentes. Nazismo, fascismo  e marxismo são esquerdismo puro-sangue”.

Creio que isto mostra a diferença do que é aplicar a dinâmica social, o ceticismo político e o duelo cético na política.

Reinaldo Azevedo é um ótimo cronista político. A meu ver, ele ficaria ainda melhor com uma boa dose de ceticismo político.

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18 COMMENTS

  1. É tudo bla-bla-blá. Esse negócio de direita, esquerda e raio que o parta, não significa nada. Conforme mesmo o que o Reinaldo fala, depende qual é a intenção do cara de te chamar de esquerdista ou direitista, não é não? Eu me guio pela razão e a lógica. O que é certo, o que é errado. Quais os valores que vc defende? Eis o que devia ser o horizonte de todos. O diabo é que tem que se colocar rótulos em tudo. É na política, na religião e sei lá maio o quê. Eis a verdade. Abs.

    • Berlatto, vocÊ diz: “Eu me guio pela razão e a lógica. O que é certo, o que é errado. “.

      Mas todos dizem isso, não?

      Basta vermos os impostos pagos, para saber a diferença entre direita e esquerda. Dizer que “não significa nada” é ignorar o principal da questão.

      Att.

      LH

    • O Olavo de Carvalho já resolveu essa pendenga. A questão não é diferenciar esquerda & direita “pelos valores que vc ou eu defendemos”, pelo discurso externo dos slogans facilmente absorvidos, pelos ideais professos; a questão é:

      1-Importa menos saber “pelo quê” vc luta (ou acredita, ou defende) do que “contra quê” vc luta, descrê e protege.

      2-Em que esquemas de poder vc está inserido; a que grupos de poder vc deve satisfações?

      Um cara pode si declarar de direita e estar contribuindo para o aumento dos impostos…

      Um outro pode si declarar de esquerda é não admitir o ateísmo militante…

      Nossas motivações internas podem nos colocar em ambientes que consideramos politicamente hostis.

      Aí a coisa fica mais clara, acho eu.

      Mas, de um modo geral:

      -Esquerdistas tendem a endeusar o aumento do Estado para solucionar problemas e demandas que eles mesmos criam.

      -Esquerdistas creêm no homem como um “animal” naturalmente bom mas desviado dessa “natureza boa” pela realidade do mundo, que é mau. Acreditam que apenas pela ação e concentração de poder político e econômico (temporal) podem “remoldar integralmente” o ser humano para que daí o mundo possa voltar tb a ser bom. Enfim, confiam numa AUTO-SALVAÇÃO do homem e desprezam por isso qualquer ideia de transcendência (por isso a religião ser considerada a inimiga número um dessa patotinha e religiosos serem a sua principal refeição).

      -Direitistas admitem a complexidade do mundo e sabem- são mais HUMILDES e SINCEROS CONSIGO MESMOS- que não pode haver solução imediata que abarque todos os males desse mundo a tempo hábil. Não se arvoram os “fazedores de mundo melhor”. Já se dão por satisfeitos em manter o que dá certo, avançar no que pode e combater os entraves à liberdade de expressão, à livre iniciativa e à propriedade privada.

      -Esquerdistas acreditam somente no FUTURO e passam a vida inteira tentando convencer a platéia de que é uma ‘ótima idéia’ confiar nele e na promessa que ele carrega embaixo do braço de “mundo melhor”. E por isso estão sempre a viver da NEGAÇÃO de tudo que existe, da negação da realidade efetiva. E acabam com isso se tornando indivíduos MEGALOMANÍACOS, HISTÉRICOS ou PSICOPATAS.

      -Direitistas acreditam na TENSÃO SAUDÁVEL entre a contingência do presente e a experiência do passado. Por isso que desconfio que a maioria absoluta dos avanços na Ciência & Tecnologia, na Filosofia, nas Artes, vieram desse lado do espectro humano. Aliás, é mais um MITO das esquerdas dizer que a direita é OBSOLETA, atrasada, retrógrada… Muito pelo contrário, o PASSADO é o IMPULSO, A FORÇA PROPULSORA que CATAPULTA o progresso humano. A mentalidade esquerdista, uma sucessão de hiatos, MEMÓRIAS SELETIVAS VOLÁTEIS (MSVs) e ESQUECIMENTOS que acabam FOSSILIZANDO o próprio pensamento de esquerda.

      Ah! E um exemplo clássico de que estamos num ambiente esquerdista é frequentarmos uma instalação de Arte Contemporânea (com suas honrosas exceções).

      Acho que é por aí.

      • Bem legal lembrar as ótimas observações do Olavo, mas seguem as minhas divergencias…

        -Esquerdistas tendem a endeusar o aumento do Estado para solucionar problemas e demandas que eles mesmos criam.

        Ou então apenas querem poder e a forma para isso é aumentar o estado. Os funcionais torcem pelo macho-alfa na conquista de poder no estado totalitário pelo processo vicário.

        -Esquerdistas creêm no homem como um “animal” naturalmente bom mas desviado dessa “natureza boa” pela realidade do mundo, que é mau. Acreditam que apenas pela ação e concentração de poder político e econômico (temporal) podem “remoldar integralmente” o ser humano para que daí o mundo possa voltar tb a ser bom. Enfim, confiam numa AUTO-SALVAÇÃO do homem e desprezam por isso qualquer ideia de transcendência (por isso a religião ser considerada a inimiga número um dessa patotinha e religiosos serem a sua principal refeição).

        Ou então apenas podem fingir ter essa crença para obter o BENEFÍCIO que essa crença pode provar. Assim, o esquerdismo se reduz mais a um discurso de propaganda do que uma crença de fato. Mas alguns ainda podem, funcionalmente, crer de fato.

        -Esquerdistas acreditam somente no FUTURO e passam a vida inteira tentando convencer a platéia de que é uma ‘ótima idéia’ confiar nele e na promessa que ele carrega embaixo do braço de “mundo melhor”. E por isso estão sempre a viver da NEGAÇÃO de tudo que existe, da negação da realidade efetiva. E acabam com isso se tornando indivíduos MEGALOMANÍACOS, HISTÉRICOS ou PSICOPATAS.

        Ou, no caso dos psicopatas, pode ser que tenham escolhido o discurso esquerdista especialmente pelo benefício que ele pode prover. 😉

        Tirando essas diferenças, ótimo material postaste aqui.

      • “Bem legal lembrar as ótimas observações do Olavo,[…]”

        Luciano, na verdade o que tá escrito aí foi apenas baseado nele (e em outros, inclusive acho que tem até vc no pitaco |¬)), saiu de bate-pronto; uma rala tentativa de apreensão do conhecimento. Tô me esforçando pra ser mais “original”, mas já me contento- por hora- em dizer (repetir) com minhas próprias palavras o que aprendi . ;¬)

        Abração pra ti.

        PS: realmente a tua grande sacada foi essa do ‘beneficiário’ e do ‘funcional’. Deu uma “limpada” no ambiente político/cultural e colocou essa ‘relação de amor & ódio’ numa situação de embaraço pra fazer a gente se divertir. :¬)

  2. Seu pensamento crítico é ótimo. Como tenho aprendido com vc Luciano. Obrigada por compartilhar seus estudos, suas reflexões…pois tudo isto me fez ver melhor aquilo que eu já não gostava e não sabia explicar o porquê.

  3. Sua posição assemelha-se aos princípios que sempre adotei, mas para os quais não possuía suas as nomenclaturas técnica. Agora, com as definições vem a oportunidade de ampliá-los e aprofundá-los, uma vez que, como tudo indica, serão extremamentes necessários nesses dias bicudos que vivemos.

  4. Pelo visto o Reinaldo ainda não conseguiu entender que o nazismo basicamente operacionaliza o racismo e o antissemitismo do próprio Marx. Veja este link e que se preste atenção a este trecho:

    A gente sabe por que o PSOL, o PSTU e o MST são contra o leilão. Eles se dizem socialistas e anti-imperialistas. Também são nacionalistas. Nacionalismo de esquerda é, do ponto de vista da teoria, um bicho mais esquisito do que o ornitorrinco, que tem bico, pelo, pata com membrana e rabo de castor. Além disso, mama e bota ovo. Descobriu-se que é mamífero, réptil e ave. Os machos têm ainda uma glândula extremamente venenosa. Poderia ser pior: imaginem serpentes voadoras com hábitos noturnos… Adiante.

    Os próprios comentadores lembraram que o nazifascismo é essencialmente esquerdista em sua fórmula e que, portanto, nacionalismo esquerdista não é um conceito tão alienígena assim.

  5. Luciano,aquele seu post anterior mostrando que o Nazismo/Fascismo são
    de esquerda e que tem um link da professora Ana Carolina que vai direto ao site do Liberdade Econômica no qual eles colocaram o seu texto e o de Ana,e lá tem um sujeito que acha que refutou todos os seus argumentos e saiu como vitorioso.Acho que vc deveria dar uma olhada para desmascará-lo.

    • Gabrielle,

      Eu li o post do tal de Alencar, e é a mesma farofa de sempre, que já foi refutada neste texto:

      http://lucianoayan.com/2013/10/21/e-entra-em-cena-o-ceticismo-politico-para-resolver-de-vez-o-problema-da-falsa-rotulagem-de-nazismo-e-fascismo-como-regimes-de-direita/

      Basicamente, ele diz “esquerda é pró igualdade social, direita é contra, nazismo é contra igualdade social, esquerda é a favor de igualdade social, logo, nazismo é de direita”.

      Mas a alegação “esquerda é a favor da igualdade social” vale tanto quanto um peido. É uma afirmação tão válida quanto o discurso de alguém que alega ter visto um lobisomem no quintal, ou um extraterrestre perto da churrascaria.

      A “diferença” entre marxismo e nazismo, que ele alega existir, NA VERDADE NÃO EXISTE.

      Se não existe como uma diferença no mundo real, não pode ser usada como um diferenciador entre esquerda e direita.

      Repare que todo o truque de Alencar é a repetição do mesmo parangolé de sempre “olha, no nazismo havia a segregação, portanto não é igualdade, então não é esquerda”.

      Se ele acha que usar uma alegação mais falsa que nota de três reais é refutação, então a coisa vai muito mal para a esquerdalha.

      ABs,

      LH

  6. “É mais fácil encontrar um E.T. numa churrascaria do que existir um regime de esquerda que realmente lute pela igualdade social.” — Kalki Avatara 😛

    E a propósito, você teria algo a dizer sobre o sinistro fato da igrejola pseudocética do James Randi abrigar debaixo do mesmo guarda-chuva: materialistas empedernidos, ILUSIONISTAS profissionais e “evangélicos fanáticos”? 😉

  7. Depois de ler o sexto parágrafo deste texto acho que finalmente entendi o que você quer dizer com ceticismo político.

    Quando eu vi as notícias sobre a invasão do Instituto Royal e o furto dos beagles percebi, graças ao que aprendi aqui no blog, que se tratava de uma tática de guerra política. Pensei que seria difícil a direita eliminar o efeito político que aquilo tinha causado. Pensei que não teira jeito quando vi uma página direitista do facebook tentando capitalizar em cima da propaganda esquerdista sem contestá-la ( https://www.facebook.com/photo.php?fbid=419004638201535&set=a.276260619142605.47869.140140766087925&type=1&relevant_count=1 ). Por fim notei o empenho que você teve em analisar minunciosamente o caso dos beagles e expor todas as fraudes. Para mim foi algo surpreendente porque eu, neste caso, tentaria apenas capitalizar em cima da propagando do oponente. Agora percebo que não posso deixar nada passar quando o meu “alarme” apitar.

    Agora ficou claro para mim o que você quer dizer com: “No ceticismo político, as afirmações que geram benefício político para seu oponente são priorizadas para questionamento. Em suma, devemos ter um alarme nos informando quando uma alegação política é proferida por um esquerdista, um humanista, ou qualquer adversário nosso em questões públicas.”

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