Os jogos dos quais devemos fugir na discussão sobre a invasão de propriedade e roubo de animais do Instituto Royal

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O maior truque da extrema-esquerda para desviar o foco da questão da invasão de propriedade e roubo de cachorros beagle do Instituto Royal (assunto do qual tratei ontem), é fustigar uma discussão sobre a moralidade do uso ou não de animais para pesquisas científicas.

Aquele que adentrar esta discussão já deu a vitória ao esquerdista, pois este terá conseguido seu intento: tornar seu ato de incitação ao crime (ou participação nele, em alguns casos) palatável para o público que acompanhar o debate.

Entretanto, a discussão sobre a moralidade ou não do uso de animais em pesquisas científicas pertence a outro foro: o da filosofia moral aplicada aos direitos dos animais. É nessa esfera que discutimos as leis que queremos, de forma a implementar valores morais nos quais acreditamos.

Por outro lado, não é momento de discutirmos essa questão, pois a extrema-esquerda “travou” o debate ao colocar uma categoria específica de seus militantes em ação para invadir o Instituto Royal e roubar 200 cães da raça beagle que lá estavam. Como não poderia deixar de ser, os Black Blocs colaboraram com depredações e até a destruição de um carro da polícia.

E por que não é o momento de discutir esta questão? Porque a extrema-esquerda, ao invés de discutir o assunto, resolveu já tomar uma ação como se a discussão estivesse fechada. De forma fascista, quebraram a lei e destruíram anos de pesquisa de um instituto que atuava dentro da lei. É por isso que digo que os radicais da extrema-esquerda voltaram à era tribal.

Vejamos uma possível discussão sobre a moralidade do uso de animais em pesquisas, que seria muito pertinente: poderíamos substituir o uso de animais em pesquisas, por criminosos violentos condenados. Usar seres humanos que renegaram a vida em sociedade, em substituição a cães e outros animais, seria até melhor para as pesquisas. Eu defendo essa proposta, que ao mesmo tempo em que salva os animais de serem usados em pesquisas, ainda dá uma utilidade a criminosos violentos que renegaram a sua humanidade, e podemos, enfim, fazê-los ser úteis à sociedade. Esta é uma ótima sugestão dada por uma leitora deste blog.

Entretanto, isso não me dá o direito de criar um esquadrão de pessoas, invadir um presídio, sequestrar 150 criminosos, e levá-los a um instituto clandestino onde faremos pesquisas com eles. Para aqueles que defendem a invasão do Instituto Royal: deu para entender ou preciso desenhar?

O fato de nós acharmos uma situação imoral (e eu acho imoral o fato de criminosos violentos receberem alimento gratuito e não darem nada em retorno à sociedade), não me dá o direito de quebrar a lei. O fato de eu achar imoral a impunidade de menores, não me dá o direito de invadir uma unidade da Fundação Casa e fuzilar vários deles. O fato dos ativistas radicais acharem que animais não devem ser usados em pesquisas (e eu acho que devemos discutir o assunto) não dá o direito a eles de invadir o Instituto Royal e roubar 200 cães que são de propriedade alheia.

A partir do momento em que buscamos racionalizações grotescas e desavergonhadas como pretexto para cometermos crimes à vontade, renegamos os conceitos básicos de uma civilização. E, a partir desse momento, não há debate, pois não se discute com criminosos confessos.

Por isso, quem está debatendo a “moralidade do uso de animais em pesquisas” com essa gente está caindo na ingenuidade de achar que os invasores do Instituto Royal querem debate. Pelo contrário, eles querem quebrar a lei e fazerem sua vontade pelo uso da força, igual às “regras” das sociedades tribais. Para enganar a patuleia, lançam a discussão moral na mídia para fingir que está havendo um debate público. Mas quem invade um ambiente para roubar animais não está mais debatendo, pois já deu a “sentença”. Eles disseram: “Eu acho errado usar animais em pesquisas, portanto vou invadir o local e roubar os animais. E fim de papo!”. O debate, para eles, já acabou. Quem não percebeu está dormindo no ponto.

Quando você disser que é “imoral o ato de invadir o Instituto Royal para roubar animais”, eles poderão retornar com: “Então você acha certo pesquisas com animais?”. Se você cair no jogo de entrar neste segundo debate, terá dado a vitória ao esquerdista.

Ao contrário, devemos dizer que, independente de nossa posição quanto ao uso de animais em pesquisas, a questão deve ser discutida em termos civilizacionais, ou seja, dentro das regras da lei. Se alguém não concorda com a lei, que lute para  mudá-la. Mas invadir um instituto para roubar os animais que lá estão não é um debate, mas uma sentença aplicada por pessoas que se acham juízes das questões públicas das quais participam. Ou seja, eles não são apenas foras da lei, como também se acham acima da lei.

O truque de partir para a discussão da moralidade do uso de animais em pesquisas, porém, tem sua maior paga quando eles convencem a platéia de que os invasores “querem o bem dos animais”, e que os opositores da invasão do instituto “querem ver os animais sofrendo”. Se eles conseguirem esse intento, terão conseguido transformar seus atos criminosos em atos morais. Como sempre, eles não dão ponto sem nó.

A discussão, na verdade, é uma só, e não devemos abandoná-la: independentemente da posição de alguém em relação ao uso de animais em pesquisas, qualquer um que se recuse a debater a questão para se definir como um juiz universal, a ponto de se arvorar no direito de cometer crimes ou incitação a barbáries em nome de sua “causa”, recusou os conceitos básicos de uma sociedade civil e se torna uma ameaça à segurança nacional, tanto quanto os terroristas da Al Qaeda.

Quem acha que “está certo, portanto pode cometer crimes à vontade” é um inimigo da civilização, seja um artista global, seja apenas um militante empolgado usando frases de efeito que aprendeu nas redes sociais.

Me lembro de uma vez em que eu discuti via telefone com criminosos que haviam sequestrado duas funcionárias que estavam sob minha gestão. Não existiu debate, e os bandidos apenas libertaram as duas rapidamente por medo da polícia. Da mesma forma, não devemos debater com pessoas que incitam o crime de invasão de propriedade, mas denunciar que estamos, de forma grotesca, vivenciando a prática de grupos terroristas como já fazem os militantes da PETA lá fora.

Quem já sabe como os adeptos da PETA não se furtam em matar 90% dos animais que roubam, sabe qual é o risco de tolerarmos o comportamento de pessoas que não entendem os conceitos básicos de uma sociedade civil.

Este é o único debate importante no momento sobre esta questão: o que devemos fazer diante da postura de prática de crimes (assim como incitações ao crime) cometidas por ativistas radicais que simulam “defender os animais”?

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30 COMMENTS

  1. Isso que eu chamo de tema polêmico, sou contra o uso animais em testes, pq realmente sofrem, mas entendo a questão levantada por vc. Acho que os testes deveriam ser feitos em presidiários(com consentimento), oferecendo alguma redução de pena como moeda de troca. Mas, com certeza, a galera dos direitos dos manos nunca permitirá isso.

    • “Consentimento” pra quê? Num código penal feito à moda antiga, sem frescuras modernas (isto é, feito para garantir o direito à vingança), servir de cobaia poderia perfeitamente fazer parte do “cardápio” à disposição do juíz. 😉
      Sahudaçoens reaccionárias e imperialistas 😛

  2. Luciano, segue mais uma série de coisas com relação a essa história:

    1) Você viu este hangout?

    http://www.youtube.com/watch?v=mjSf3Hw1-uY

    Observe-se que ele fala não apenas na invasão do Royal, mas também sobre a dinâmica do Black Bloc e do Anonymous, fora aquela denúncia de que eles são pagos para fazer o fuzuê que fazem;

    2) Uma coisa que surpreende em marxistas-humanistas-neoateístas é o quanto que grupos aparentemente não relacionados usam as mesmíssimas táticas. Dizem os invasores do Royal que só fizeram o que fizeram por reação a uma suposta falta de diálogo do instituto para com eles. Isso não te lembra muito a história de terem usado marreta, pé-de-cabra e placa de trânsito para invadir a reitoria da USP e depois decisões judiciais muito estranhas não darem reintegração de posse porque a dona do imóvel não quis dialogar com os que o invadiram? Seria bom ver se não há ativista que seja uspiano. Segue também o que o Reinaldo disse sobre o assunto;

    3) E já que falamos de black blocs, a PM paulista vai investigar a participação dos encapuzados nos protestos de São Roque;

    4) E novamente, como já disse antes, se o Instituto Royal descobriu a cura do câncer nos beagles roubados, ela foi perdida para todo o sempre, pois os animais furtados serão doados justamente por não se haver conseguido manter as condições dos experimentos que estavam sendo feitos.

  3. Eu modestamente discordo desse negócio de presidiário ser usado como cobaia no lugar dos bichos. Basta você considerar o fato de que muitos dos “criminosos violentos” estão na cadeia sem ter cometido nenhum crime (já que, afinal de contas, a nossa justiça não é exemplo para ninguém) para perceber que levar essa idéia a sério é assumir o risco formidável de submeter inocentes a um sofrimento imerecido.

    Também acredito que o debate moral é facilmente vencido se você considerar que muitos esquerdistas usam Maquiavel para justificar os vandalismos alegando que “os meios justificam os fins”. Ora, se é verdade que fins nobres justificam meios nefastos, então não é moralmente condenável usar animais como cobaias uma vez que este método, ainda que “cruel”, implica em benefícios finais compensatórios às moléstias dos meios. Para negar isto, o louco terá que admitir que salvar vidas humanas não é uma finalidade suficientemente boa.

    • Mas perder tempo de vida na prisão por causa de erros judiciários (ou pior ainda, por causa de pilantragem policial pura e simples), isto pode, né? Uma pessoa condenada injustamente a, digamos, 15 anos de prisão, mas que é libertada após cumprir, digamos, “apenas” 5 anos, ….. quem ou o quê vai acrescentar mais 5 anos à duração da vida dessa pessoa?

  4. Ninguem nem sabia qual era o tipo de experiência promovida no royal ! E nesses labs a segurança biológica é nível 2 e 3 ! Eles poderiam ter feito uma merda homerica ! E tudo pela propaganda ! Tentaram se levantar apoiando os professores mas tomaram pau, agora querem proteger os animais ! E pelo que ando vendo no facebook a propaganda deu certo ! É pq não tenho como mandar o link, mas está circulando uma foto de um cachorro mordendo um cartaz escrito:” Testa na sua mãe” ! A galera foi a loucura !

    • FATO, cara, o Facebook está cheio de imagens malucas e muitas delas mostram animais maltratados em outras circunstância para dizer que são os beagles do Royal. Eu já conquistei alguns inimigos por fazer postagens anti-ativismo animalesco, esse pessoal se deixa levar pela chantagem emocional dos ativistas. Os comentários que saem nas postagens da Folha de S. Paulo sobre esse assunto são de chorar, um mais delinquente que o outro.

      • Facebook está nojento de fato por causa desse circo que eles criaram. Eu compartilhei UMA reportagem falando sobre o porquê dos testes com animais e uma outra ironizando o fato deles se dizerem defensores, mas só levaram os cachorros, deixaram os ratos, foi o bastante pra rolar discussão e AMEAÇA DE MORTE, é, estão nesse nível, depois eles querem chamar os outros de nazistas, psicopatas, etc..mas o que eles fazem/falam que é digno de tais.
        Concordo com o que Reinaldo Azevedo disse, acho que quem reclama dos testes, que fala que a indústria farmacêutica só quer faturar, quando ficarem doentes não usem os remédios, antibióticos, dentre outros que foram testados em animais….se descobrirem um câncer, que sejam usados como cobaias porque é isso que os doentes estão sugerindo:que testem nas pessoas que tem câncer.
        Tenho minha cachorra e posso dizer que a amo, mas em primeiro lugar minha família. Esse negócio de bicho igual gente não existe.

      • Ah, e claro, como muito bem exposto pelo Luciano, tiraram o foco da marginalidade deles pra colocar a discussão dos testes em pauta. Uma insanidade atrás da outra. Não adianta falar da invasão mesmo, eles sempre retornam babando, bufando que você quer animais sofrendo. Não há diálogo racional. É defendendo bandidagem mesmo e um monte de gente dando corda. Não vou nem chegar perto da petição contra os testes, em outro momento assinaria, mas toda essa situação me enoja.

  5. O pessoal de extrema-esquerda sempre foi hipócrita e relativista. Governo Militar 64-85, 400 mortos = pior aberração do mundo, USSR, 70 milhões paraíso. Os reaças devem apanhar mas se nos apanharmos da PM foi truculência. Eles não conhecem limites e tampouco tem princípios ou morais… as revoluções de esquerda são um belo exemplo disso. Esse pessoal Black Bloc é a mesma coisa ” se precisar roubar, quebrar ou matar estou disposto – tudo em nome da causa”….

  6. Luciano, se vc entrar na pagina oficial da socialite Luiza Mell no facebook, vc verá um monte de comentarios bizarros, endoçando e pior, dizendo algo do tipo: ” deviam ter queimado aquela merda com todos os cientistas dentro” ou mesmo o Reinaldo Azevedo que vem recebendo ameaças e mais ameaças depois de escrever artigos no blog dele. Alias vi um comentario de uma menina que diz que estar pra virar advogada e que se voluntariaria para defende-los. Segue abaixo o link da Luiza Hipócrita Mell. Abraços

    https://www.facebook.com/LuisaMellOficial?fref=ts

  7. Não sou contra invasão de propriedade alheia e sou contra os Black Bostas. Só que há um porém na sua discussão. Cães não são propriedade. Podem não ler, não construir, mas são animais sensientes e merecem respeito assim como eu e você. PS: não estou dizendo que sou à favor ao ocorrido, só que sou totalmente contra apropriação de seres sensientes, em outras palavras, escravidão.

    • Henrique,

      Algumas perguntas sobre seu código ético:

      1 – Se é moral invadir a propriedade alheia, então não há mais leis de direito a propriedade, certo?
      2 – “Cães não são propriedade” <- Sim, são. É permitido por lei ter a posse de animais de estimação.
      3 – "só que sou totalmente contra apropriação de seres sensientes" <- Se eles não tem a racionalidade que temos, como é que podemos ter um animal de estimação senão for através da propriedade deles? Lembremos que não fazemos argumentação aristotélica com eles…
      4 – "em outras palavras, escravidão" <- Escravidão é baseada em trabalhos forçados. Animais de estimação não trabalham…

      Coisa braba o discurso, não acha?

      Dá uma revisada aí por favor.

      Abs,

      LH

      • “<- Escravidão é baseada em trabalhos forçados. Animais de estimação não trabalham…"

        Não dá ideia, Luciano, senão daqui a pouco até a Praça Xavier de Brito da minha infância (carinhosamente chamada pelos tijucanos aqui do Rio de 'praçinha dos cavalinhos') será invadida por esses lunáticos seguidos da ala dos black-blocs urrando gritos pelo fim da escravidão animal.

        Os porcos estão soltos e mandam todos pastar. E a maioria das ovelhinhas obedece.

        Esse caso dos beagles me mostra que devemos lidar com esquerdistas radicais (e com os dissimulados moderados, caviar…) como se lida quando defronte a um leopardo faminto.

        Com esquerdistas NÃO PODE haver recuo; quanto mais se cede mais tornam-se intolerantes e sem limites. Lutam pelos "direitos dos bichos" (ou de qualquer outra demanda inventada) mas SÃO ELES que agem como animais selvagens que precisam ser COLOCADOS no seu devido lugar e que só entendem a linguagem do ADESTRAMENTO mais invasivo. É aquilo:

        "A FRAQUEZA ATRAI A AGRESSIVIDADE"

      • 1) Foi um erro meu escrever um não na frente da frase. Infelizmente não a posso corrigir lá. Correção: sou totalmente contra invasão de propriedade alheia.
        2) Humanos inventaram a ideia de propriedade de uma vida. Você não tem proprietário. Cão também não. Cão tem guardião. Alguém que cuida dele. Cães são adotados por humanos. Quando se fala “meu filho”, o pronome é possessivo, entretanto não há possessão.
        3) Como afirmei na resposta anterior, adoção. Fazer ou não argumentação com eles não implica nada. E eles têm sim sensiência e certo grau de racionalidade.
        4) Cachorro num laboratório não é voluntário, é escravo. Escravo cuja função é ser torturado para o “bem da ciência”.

        Possíveis casos:
        1) Animais usados em aprendizagem é algo totalmente desnecessário. Há alternativas: filmes, simuladores, multimídia, cadáveres adquiridos de forma não cruel, voluntários (eu já fui voluntários em experimentos [não aprendizagem] diversas vezes, mas nunca em pesquisa de remédio), in vitro e métodos não invasivos.
        2) Animais usados para testes de cosméticos é estúpido. Se alguém quer ficar ‘mais bonito’, fique, mas não à custa dos outros. Nenhum animal merece ser aprisionado e torturado para alguém passar um creme no rosto. Beleza não justifica tortura.
        3) Já o caso dos remédios é algo controverso e mais complicado. Há alguns veganos que aceitam, outros não (minha opinião é irrelevante à discussão). Alguns julgam pesquisas de fármacos com animais não humanos desnecessárias e falaciosas, outros julgam estas pesquisas necessárias apesar de saberem que não são conclusivas. A história já mostrou que o efeito de remédios em diferentes espécies pode ser bem diferente, por razões óbvias. Há diversos remédios que já foram ao mercado e retirados por ‘efeitos adversos’. Pesquise por “list of withdrawn drugs”. De acordo com Allen Roses, mais de 90% dos remédios funcionam em 30 a 50% dos humanos. Allen Roses era pesquisador da GSK (GlaxoSmithKline), atualmente é professor da Duke University School of Medicine. Não sei de onde ele tirou estes números e se são realmente corretos, mas tem ao menos um fundo de verdade e mostra como a indústria farmacêutica tem muito a evoluir. Pesquisas de fármacos usam métodos de testes desenvolvidos há 50-80 anos, sem muita evolução. Há alternativas como revisões sistemáticas, simulações computacionais, testes automatizados in vitro que poderia testar diversos fármacos de uma só vez em vários tipos celulares.
        Em inglês se costuma falar nos 3 Rs: replacement, reduction e refinement. Entretanto na prática se está muito longe disso. É bastante comum, em universidades, experimentos em animais sem nenhuma função (estou há 11 anos em universidades e já vi acontecer). 3 animais serem mortos para um ‘estudo’. Amostra com 3 indivíduos não pode nem virar estatística para a própria espécie, quanto mais para outra. Sem contar que os animais foram mortos ao final por ser mais barato do que contratar um veterinário para tomar conta. Certa vez perguntei a um aluno de doutorado que fazia testes em ratos: “por quanto tempo você procurou por alternativas para não usar ratos?”. A pessoa me olhou com uma cara de ‘Ops!’. Ou seja, a pessoa nunca procurou por alternativas, o orientador não o orientou a tal e o comitê de ética da universidade (australiana) também não. Vale ressaltar que muitas vezes animais não são sedados em experimentos e há pouquíssimos grupos no mundo inteiros que buscam alternativas. Alternativas serviriam não só acabar com a tortura como para melhorar o resultado da pesquisa. É notório que pesquisas científicas e publicações são comumente viciadas. É como aquele professor velhinho que criou um modelo ou um novo campo e que virou a pessoa-referência para tudo naquele campo de pesquisa, mas sempre renega novas ideias e – por causa disso – deixa-se de pesquisar novas ideias e certas pesquisas não são publicadas.

      • Anderson Silva, favor, leia mina correção na qual há explicitamente dito que sou contra invasão de propriedade alheia. Como já afirmei, não sou à favor de Black Bostas. E sou de direita.

  8. Começo a pensar cada vez mais que esse país vai acabar caminhando para uma guerra civíl, nem sei se esse não é o plano dos que estão no poder.

    Mas a verdade é uma só, esses ativistas, os black bostas e esquerdistas, não passam de covardes, sempre foram e sempre serão, deixe que venham no primeiro sinal de reação e enfrentamento, vão fazer o que sempre fazem, correr pra mamãe-estado gritando que sofreu truculencia cheio des lágrimas nos olhos.

    Em grupinhos são muito corajosos, mas derrube um, só um, e vai ver os outros fugindo como baratas. O esquerdista é um frouxo incompetente, incapaz de fazer qualquer coisa por si só, por isso vive correndo pra debaixo da saia do estado.

    Se tivessem apanhado de algum segurança do instituto Royal, mesmo depois da invasão de propriedade, garanto que ainda iriam querer processar a instituição por agressão!

    Acho que o momento da conversa já passou, esse momento já foi e é sempre rejeitado pelo lado agressor, agora é hora de descer a borracha nesses merdinhas!

    Se os fins justificam os meios, então apoio descer o cassete nesse povo, que quebrem ossos, fiquem cegos, com sequelas, que me importa, o fim de manter a ordem social é mais importante que meia dúzia de manés infantilizados ficarem inteiros!

    Esse é o jogo que eles querem, que tenham…

  9. Depois do resgate, foram festejar o sucesso em uma churrascaria. comeram dois carneiros, três leitões, uma vitela e alguns queria carne de javali ou capivara.
    Pode ter certeza que se um deles estiver com água batendo no pescoço e a salvação é fazer o teste em um animal, o cara dá sua própria mãe.

  10. Só uma observação. É impossível o uso de presidiários para teste de medicamentos. E não digo isso por motivos éticos. Mas porque não existe um histórico anterior de sua saúde deles que dê segurança. Como testar o os efeitos de um medicamento em alguém que pode ter um histórico de uso de drogas, ter abusado no consumo de álcool … má alimentação … e por aí vai … Estudo científico requer tornar o máximo de variáveis constantes.
    É necessário manter o indivíduo em total controle de assepsia, temperatura, humidade, alimentação controlada, etc.
    E, normalmente, é necessário um acompanhamento por um longo período no uso de uma droga para saber se ela pode causar algum efeito colateral no seu uso prolongado …
    Enfim, o vídeo abaixo dá uma boa resumida em algumas questões.

    • Maurício,

      “É necessário manter o indivíduo em total controle de assepsia, temperatura, humidade, alimentação controlada, etc.”

      Isso me fez pensar que os animais nesse ponto estão psico e emocionalmente MUITO MAIS APTOS em SUPORTAR esse tipo de condição porque eles NÃO POSSUEM O DESEJO e muito menos o CONCEITO DE LIBERDADE, que pra os pets (e seus primos da selva) não passa de atitudes e percepções (impressões imediatas do mundo ao redor) de auto-preservação (que por óbvio irão LIMITAR o ser).

      No homem essa autopreservação se confronta e se confunde O TEMPO TODO com a busca dessa condição de liberdade que vai além do corpo, das circunstâncias imediatas, da luta pela sobrevivência.

      “E, normalmente, é necessário um acompanhamento por um longo período no uso de uma droga para saber se ela pode causar algum efeito colateral no seu uso prolongado…”

      Não há ser humano que aguente isso. A própria reação humana de desconforto (psicossomática) a uma situação de PRIVAÇÃO & CONTROLE dessas, e que pode levar uma pessoa a enlouquecer, COMPROMETE o próprio experimento científico em si. Essa variável acho que não pode ser prevista e nem calculada quando a cobaia é o homem, mas no caso de um beagle podemos concluir que desse problema os cientistas não precisam se preocupar.

      ———

      Alguns problemas da cobaia humana:

      -Mesmo que haja consenso da “cobaia”, com contrato social de responsabilidade assinado e tal, o NÚMERO de cobaias ficará SEMPRE A QUEM dos avanços científicos que necessitarão cada vez mais de cobaias. Não sei como resolver essa OFERTA X DEMANDA do “mercado de cobaias”.

      Uma ideia seria continuar com as políticas de esquerda que FOMENTAM a criminalidade sem limites pra gerar mais matéria-prima. Só acho um tanto contraproducente para os avanços da Ciência, porque vai chegar numa hora em que os produtos não terão aonde serem comercializados e consumidos a não ser pelas próprias cobaias que restarem.
      |¬)

      ———

      Mais uma vez:

      1- animais não buscam liberdade;

      2- animais não estão isentos da dor por questões morais (que tb é um treco humano), mas é a moral humana que tem impedido de fazer os animais sofrerem mais e adoecerem menos. Vcs nunca foram a um zoológico, pô? A intervenção humana na NATUREZA é FUNDAMENTAL até para a sobrevivência de certas espécies que, se deixadas livres, pela TEORIA DARWINISTA!, já teriam desaparecido; pelo visto esses ‘ativistas-dos-animais-que-esquecem-de-tomar-o-remedinho-feito-com-cobaia-animal’ nunca ouviram falar da situação do urso panda.

      3- não é destruindo os contratos sociais que mantém a moral coletiva segura de si mesma que eu vou resolver o problema dos animais que são alvo da perversão de algumas pessoas que NÃO APRENDERAM, NÃO ASSIMILARAM A EMPATIA NEM PELA SUA PRÓPRIA ESPÉCIE QUE DIRÁ PELAS OUTRAS, CERTOS VALORES ÉTICOS & MORAIS CRIADOS PELO PRÓPRIO HOMEM (SEJA PELA REVELAÇÃO DOS CÉUS, SEJA PELO ESFORÇO INTELECTIVO DA FILOSOFIA, SEJA PELA SUPRESSÃO DE CERTOS PROBLEMAS MATERIAIS GERADORES DE CONFORTO E POR ISSO GERADORES DE MELHOR CONVIVÊNCIA SOCIAL).

      • Todos ficamos chocados com aquele vídeo onde três putas esmagam com os pés um filhote de cachorro totalmente indefeso. Tem um outro vídeo desolador onde uma menininha de uns 2 aninhos é atropelada e esmagada SEGUIDAMENTE por vários veículos numa área comercial por mais de 10 minutos. Se não me falhe a memória os dois casos se passaram em países COMUNISTAS, onde o valor da vida (seja humana ou animal) foi relativizado.

        O jogo é duplo: no Ocidente tentam desmoralizar a sociedade liberal, conservadora, meritocrática e capitalista usando melancias revolucionárias e bichinhos assustados e desfigurados; enquanto que no Oriente dominado pela MESMA estratégia, pode-se cozinhar cachorros com batata (como nas Coreias- mais os Norte- e no Vietnã), comer insetos fritos (como na China), alimentar pragas (como na Índia) e abandonar fetos humanos (quase nascidos) na sarjeta.

        Nessa loucura socialista são as crianças que sofrem: adoecem em depressões ou em revoltas contra os pais por causa do churrasco de aniversário ou viram bichos desprezíveis entre sua própria espécie.

        Vamos acordar dessa matrix enquanto é tempo!

    • O Pirúla é aquele tipo meio arrogante, meio gente boa, que atira pra todo lado e acaba uma hora acertando, e que usa MUITO o ‘dois pesos e duas medidas’ (fez isso com o Olavo negativamente, em vez de aprender com ele ao invés de julgá-lo precipitadamente; faz isso aí no vídeo positivamente quando fala de um cientista da qual ele não conhece preservando a credibilidade do mesmo dando-lhe o benefício da dúvida).

      Mas ele toca nuns pontos interessantes para um debate FORA desse caso lá no Royal (e de tantos outros casos) puramente CRIMINOSOS.

      Pra mim essa questão dos presidiários-cobaias não tem saída mesmo.

  11. Chega a ser patético uma pessoa ter que escrever um post mostrando o silogismo RIDÍCULO apontado. Que em resumo é: “Se você defende a lei então não gosta de animais.” É triste que ainda tenha gente que caia nisso, como aponta o Luciano. De qualquer forma, já que o povo precisa de remédio para essa cegueira infame, então tomemos. Só que depois a coisa parece usar a mesma arma do inimigo e um bom texto fica um pouco menor e facilmente desarticulável: Como você imagina colocar um criminoso violento em uma sala cheia de mocinhas de jaleco para fazer testes que podem causar dor e desconforto? Não será sempre possível anestesiar o criminoso pois isso afeta o teste em muitos casos. Os testes requerem acompanhamento diário. O criminoso dorme lá? Um dos pontos favoráveis dos beagles é exatamente sua docilidade. Dessa forma o post usa a mesma arma do inimigo: Beagles são bonitinhos, vamos salvar eles…eba!!!! Criminosos são feiosinhos, vamos ferrar com eles…eba!!! Precisamos discutir e pensar melhor as coisas. TODOS NÓS. Outra coisa: Já que estamos falando de lei: A menos que eu esteja enganado há apenas SUSPEITA de participação de black blocs nisso. Então, vamos esperar a lei, certo? Quando não temos razão podemos fazer qualquer coisa e sair quebrando tudo. Quando temos razão precisamos tomar MUITO cuidado para não perdê-la. Abraços.

  12. Tem um detalhe ignorado propositalmente pelo LH que desmonta todo o discurso frameoso e desonesto dele: se os testes estavam realmente acontencendo, os direitos dos animais estavam sendo violados…É o que herois fazem, salvam vitimas vulneraveis e inocentes. 🙂

    • Onde está o discrso frameoso e desonesto? Então as curas e avanços no qual até mesmo os autodeclarados “defensores de animais” que abandonam animais e matam animais usufruem destroem então direitos dos animais? E quando um predador come uma presa não seria direitos dos animais violados?

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