O PT tentando conquistar a última trincheira: vejamos a obsessão de um dos sindicatos do PT em implementar a ditadura via controle de mídia

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Frank

O Sindicato dos Bancários, órgão do aparelho do PT, se embrenha na árdua luta para implementar a censura no Brasil. O objetivo é o mesmo de sempre: transformar o Brasil em um enorme curral do partidão. Com uma mídia submissa às ordens do Planalto, enfim estará concretizada a tão almejada ditadura petista. Game over.

Por curiosidade, acabei recebendo um exemplar da Folha dos Bancários, número 5.708, edição de 22 e 23 de outubro de 2013, que contém um texto intitulado “Oligopólios violam democracia”, com os tradicionais embustes em defesa do projeto de censura de mídia criado pelo PT.

Como sempre, eles deixam pontas soltas, nas quais onde entregam o ouro. O principal truque deles é usar, em estilo completamente orwelliano, a substituição do termo “ditadura” por “democracia”. Assim, eles criam um frame mais falso que sorriso de político:

Sem o direito à comunicação, que pressupõe acesso à informação e poder de difundir ideias, não há democracia.

Segundo eles, há grupos que “não tem direito à comunicação” ou “ao poder de difundir ideias”. Mas esperem um pouco: é claro que não existe o “direito” de difusão de ideias em organizações tanto privadas como estatais, pois os proprietários destas organizações definem o que será expressado lá ou não. Por exemplo, se alguém quiser pedir horário na Globo para defender a Al Qaeda, terá que comprar um horário. Ou então torcer para que os executivos da emissora queiram divulgar esse conteúdo gratuitamente. Aliás, se alguém quiser usar alguma emissora governista pedindo espaço gratuito para publicar conteúdo contra a Comissão da Verdade, não irão permitir. Se nem mesmo em entidades estatais existe o “direito à livre difusão de ideias”, como é que funcionaria este novo “direito”? Na verdade o tal “novo direito” seria a retirada do direito dos donos das organizações de mídia decidirem o que publicarão ou exibirão por lá. Isso não tem outro nome senão censura.

Vamos refutar todo o truque de uma maneira mais didática: hoje em dia todos os cidadãos possuem o direito de expressar suas opiniões, desde que consigam espaço na mídia, o que pode ocorrer de duas formas principais: interesse por parte da organização em arrumar uma notícia (ou seja, você é notícia), ou então a compra de um espaço para divulgação de material por você. Em ambos os casos, não há censura à mídia, pois temos uma organização tomando a livre decisão do que será divulgado. Mas quando um conteúdo é forçado goela abaixo de uma organização de mídia, não temos mais a livre decisão do que será divulgado. Se isso não é censura, sexo forçado não é estupro.

Justiça seja feita: as redes estatais devem se submeter a decisões populares, e se estes notarem algum viés na mídia do governo, fazem bem em denunciar. Mas para organizações particulares, qualquer solicitação de submissão a vontades do governo (seja ele endossado por sovietes ou não) é censura.

O jornal do sindicato usa o embuste de dizer que 70% da mídia pertence a menos de 10 famílias, citando os casos de gente como Sílvio Santos, a família Marinho e Edir Macedo. Isso é verdade, mas para a maior parte dos ramos de negócio, temos uma larga fatia destinada a alguns poucos empresários. Em todos os casos, é parte da democracia existir a preferência das pessoas por algumas organizações.

Um grande aliado no PT em seu jogo ditatorial é Frank de La Rue (foto), relator das Nações Unidas pela Liberdade de Expressão. Acho que já é a décima vez que vejo a extrema-esquerda do Brasil citar Frank de La Rue. Podemos entender que o jogo funciona da seguinte forma: “Ei, achamos um sujeito da ONU que defende censura a mídia. Como a ONU é uma ‘marca’ que tem bom recall, vamos citá-lo o máximo que conseguimos, para convencer os mais ingênuos de que esta é a posição da ONU.”

Em todo caso a posição de La Rue é uma miséria:

As grandes concentrações, oligopólios ou monopólios violam o direito da sociedade de estar informada com diversidade e pluralismo. E violam o direito que temos cada um de construir livremente nossos pensamentos e opiniões. Porque a concentração de meios provoca um enfoque único nas ideias, uma espécie de indução de uma só posição.

Tudo seria muito bonitinho não fosse o truque sujíssimo que suas palavras escondem. Seu principal estratagema é a vagueza intencional. Note que ele diz que “falta diversidade e pluralismo” e cita um “direito violado”, além de um “enfoque único nas ideias”, com “indução de uma só posição”.

Mas esperem. Vejam as perguntas que ele não responde:

  • Qual diversidade tem sido bloqueada pela mídia atual do Brasil?
  • Qual pluralismo tem sido restringido pela mídia atual do Brasil?
  • Quem está tendo seu direito violado à consciência? Qual grupo em específico?
  • Se há um enfoque único nas ideias, qual enfoque é este? Qual deveria ser o enfoque?
  • Se há indução de uma só posição, qual é essa indução? Qual é a outra posição que deveria ser induzida? Ou outras?

Ele não responde pois sabe que não vai conseguir uma resposta que esconda a intenção da sua propaganda.

Por exemplo, minorias tem sido representadas na mídia satisfatoriamente, até por que hoje são um público comprador reconhecido. Se algum grupo minoritário se sente discriminado por uma hipotética postura da mídia, que lance essa questão para o debate público. Aliás, pode-se encontrar evidências de favorecimento excessivo a algumas minorias. É exatamente por isso que devemos forçar o debate. Se alguém está reclamando de alguma discriminação, ou de alguma “falta de espaço”, que seja claro em relação às reinvindicações. Ou será que o pessoal é intencionalmente vago por que na verdade quer dizer que está solicitando mais tempo de propaganda para o PT disfarçada de notícia?

O mesmo artigo mostra Laurindo Leal Filho dizendo que a parcialidade da mídia vem do fato de a comunicação estar concentrada nas mãos de “poucas e poderosas famílias” (sempre o truque da falsa guerra de classes):

Como elas fazem parte da mesma classe social, as mensagens que transmitem são iguais, impedindo a veiculação de opiniões que contrariem os seus interesses políticos.

Já está bem claro que na luta pela censura a vagueza intencional se torna o recurso preferido da tropa petralha. Se ele diz que a mídia da “elite opressora” impede a “veiculação de opiniões” que contrariem seus interesses políticos, quais são as opiniões vetadas? Por que ele não é claro?

Por que, como sempre, ele não conseguirá dar sequer um exemplo convincente sem demonstrar segundas intenções. E, de novo, a vagueza intencional serve para esconder o fato de que ele quer censurar as opiniões de que ele não gosta. Pois, se tivesse uma crítica objetiva a fazer quanto a “opiniões não veiculadas adequadamente” ele a afirmaria, ao invés de escondê-la sob o manto da vagueza deliberada.

A similaridade absurda do discurso de Frank de La Rue com o de Laurindo Leal Filho mostra que o jogo já entrou em estágios mais elevados. Eles atuam com discursos sincronizados, dizendo sempre mesma coisa, usando o frame de “democratização da mídia” para uma tentativa torpe e abjeta de censura com fins ditatoriais.

O fato do Sindicato dos Bancários pertencer ao aparelho do PT também explica muita coisa. E o fato de quase todas as entidades ligadas ao FNDC  também serem parte do aparelho petista nos faz constatar o óbvio: o uso de sovietes para tentar legitimar uma ação totalitária.

Esta é a última trincheira que, se conquistada pelo PT, nos transformará em mais uma ditadura de extrema-esquerda, nos moldes da Venezuela, Cuba, Equador, Bolívia e Venezuela.

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15 COMMENTS

  1. Acuma? *Como elas fazem parte da mesma classe social, as mensagens que transmitem são iguais, impedindo a veiculação de opiniões que contrariem os seus interesses políticos*.
    Quer dizer que o Esquenta da Regina Case representa qual classe social mesmo? As *elites*?
    Meu amigo, the situation is very afrodescendant.

  2. O que mais me desespera é estarmos indefesos diante disso tudo.

    Não temos como reagir e não podemos fazer nada para frear os descalabros que a extrema esquerda comete.

    Estamos como que amarrados a um trilho só vendo o trem se precipitar sobre nós.

  3. Marcelo Madureira – que nunca foi de direita – e o fim do Casseta & Planeta. Na verdade eu diria que o que estão tentando é oficializar a censura, porque extra-oficialmente, ela já existe.

  4. Pra conseguir rebater, o importante é começar ridicularizando essa ideia de que censura = liberdade. Sem dó. É um argumento facilmente ridicularizável, e se isso não for feito, qualquer tentativa de argumentar será em vão.

    Depois de chamar a atenção por meio da ridicularização, quando o esquerdopata baixar a bola e tentar argumentar, aí sim partir para argumentos, do tipo:

    -o monopólio da mídia existe por causa do governo, e se ele quer acabar com o monopólio, deveria facilitar a entrada de novos players, afinal é ele que autoriza novas concessões, via Ministério das Comunicações e Congresso Nacional.

    -pergunte por que a mídia em geral, se é de direita, não fala quase nada sobre “O mínimo”, de Olavo de Carvalho, sucesso de vendas, topo da lista dos mais vendidos há semanas.

    e por aí vai. Mas só depois da ridicularização. Argumentos sem frame não valem nada.

  5. Luciano, mais uma para você comentar e que vai na linha disto: em tempos de cotas, há no Enem sobrerrepresentação das categorias demográficas “preto”, “pardo” (mestiço, podendo aqui incluir quem não tem qualquer ancestralidade africana, mas sendo usado de má fé pelos marxistas-humanistas-neoateístas para engrossar uma categoria de “negros” que supostamente seria a soma com a categoria “preto”) e “índígena” em relação àquilo que o IBGE mostra no Censo.
    E isso gera as seguintes dúvidas:

    1) Será que em situações sem cotas não haveria um número de pardos (leia-se mestiços) entre os aspirantes a uma vaga na faculdade, algo que aconteceria sem maiores incentivos? Já cheguei a ler estudos mostrando que a composição dos corpos de estudantes nas faculdades brasileiras reflete com alto grau de fidelidade a de nossa população, o que demonstra não haver barreira a quem se prepara direito;

    2) Já que o critério é autodeclarativo, quantos podem ter repetido o que fez o candidato ao Itamaraty?

    3) Já que no Brasil alguém com aparência caucasiana ou mesmo naturalmente loiro pode tranquilamente ser mestiço (pardo, segundo critérios do IBGE), quantos dos que podem sossegadamente comprovar ancestralidades outras que não a amaldiçoada pelos MHNs e usaram desse recurso caso restasse alguma dúvida?

    4) Poderemos chegar a uma situação em que as disputas entre os cotistas estarão mais acirradas que aquelas entre os não-cotistas a ponto de valer mais a pena concorrer sem declarar ao mundo que você precisaria de uma ajudinha estatal para entrar na faculdade?

  6. Luciano eu tenho curiosidade ve-lo num hangout (pode até usar máscara se quiser permanecer anon) mas seria interessante ouvi-lo, acho que também traría bastante gente para o seu site. O colega ali pediu de como resistir e você diz “A reversão deste processo está na mão da direita, se esta souber jogar o jogo político. A esquerda tem cometido tantas, mas tantas bobagens que é só caprichar.” Teria como você fazer uma série ‘Revertendo o jogo’, pois agora muitos já podemos debater, e identificar as táticas que os esquerdistas usam… queremos saber agora o melhor jeito de prosseguir. Porque os caras tem idéias burras e vão quebrar o país mas isto não significa que não possam continuar fazendo essas cagadas!

  7. “Ei, achamos um sujeito da ONU que defende censura a mídia. Como a ONU é uma ‘marca’ que tem bom recall, vamos citá-lo o máximo que conseguimos, para convencer os mais ingênuos de que esta é a posição da ONU.”

    Não sei o quanto vocês conhecem sobre a ONU, mas não me surpreenderia se a ONU realmente tivesse essa posição!

    A ONU é uma organização monopolista formada por burocratas que não foram eleitos por ninguém e não respondem a ninguém. São fonte de inumeros escandalos de desvio de dinheiro e hoje está aparelhada por ditadores de paises africanos. São também responsáveis indiretamente por inumeros genocidios em várias partes do mundo.

    Tudo isso é fácilmente comprovável!

    Existem vários livros que denunciam essa organização criadora de caos global, nenhum que eu conheço em portugues, a maioria são em ingles! Um dos livros é Tower of Babble de Dore Gold, ex-embaixador de Israel na ONU.

    Tudo que vem da ONU deve ser avaliado com imenso ceticismo.

    Um fato comprovado é que todos (senão a maioria) dos funcionários da ONU que denunciaram alguma irregularidade da organização foram sumáriamente demitidos. A ONU é uma organização corrupta que tem como lema preservar sua imagem e não resolver qualquer problema real ou aliviar qualquer sofrimento humano.

    Muito cuidado ao acreditar em qualquer coisa dita pela ONU ou em qualquer um que a use como referencia de qualquer coisa que seja supostamente boa!

  8. Luciano, mais notícias sobre o que nos cerca:

    1) Depois daquela totalitarizada no Senado, o grupo de reforma política da Câmara dos Deputados aprovou o voto facultativo. Terá de ir para o Senado novamente, mas agora vai com mais força;

    2) Gostei desta análise do Leão Serva sobre os equívocos do pessoal do Passe Livre. Tudo bem que Leão Serva nem de longe é alguém que combata marxismo-humanismo-neoateísmo, mas ele dá uma grande sinalização para essas pessoas: tenham um grande grau de conhecimento das coisas práticas da vida, senão serão tão delirantes quanto aqueles a quem dizem combater. Ele conseguiu propagar um bom grau de conhecimento sobre planejamento de transporte coletivo para que fique eficiente e acho isso essencial a quem é anti-MHN justamente para não falar por indiretas que é um alguém nefelibata;

    3) Viu o estado em que ficou a fachada da câmara de vereadores de Natal? Observe pelas pichações quem fez essa bagunça toda e que fiquemos muito atentos, pois são os mesmos que estão fazendo coisas também por aqui.

    • Luciano, sugiro que veja este vídeo que mostra o tamanho da destruição que os black blocs fizeram no terminal Parque D. Pedro II. Observe que eles portaval coquetéis molotov, bem como havia um monte de bandeiras vermelhas e pretas (anarcossocialistas), mais faixas específicas do Black Bloc. Veja que queimaram um ônibus, bem como depredaram outro, fora acabarem com caixas eletrônicos, catracas do terminal, telefones públicos e um quiosque da Telefônica. Outra coisa para se ver (e para suspeitar de conluio desde sempre) é que levaram para o terminal uma representação de uma catraca feita de papelão e a queimaram (aqui, o auto-de-fé típico do Passe Livre, cujo símbolo é um cara chutando uma catraca).
      Novamente os encapuzados (que a Globo insiste em dizer que estão infiltrados, mas o vídeo do UOL mostra que estavam lá desde sempre) acabam soltando esta nota em que usam a velha retórica de proteção mafiosa e dizem para o pessoal não quebrar bancos nem atacar PMs, fora que ontem soltaram esta nota usando da rotina de “crime é o que os outros fazem, não nós”. Pelo visto eles estão já com receios de serem enquadrados como organização criminosa, mas ainda não estão conseguindo alegar coisas diferentes de “Black Bloc não é grupo, mas tática” ou as rotinas anteriores das quais falamos. Acrescente-se aí a menina que mostrou para o mundo ver no YouTube as ameaças que recebeu em sua página do Face, fora aquela repórter da Record que relatou a hostilidade de que foi vítima.

  9. Esses dias deparei-me com um site que, embora possua um forte viés religioso, contém vários artigos interessantes que tratam de política, como marxismo cultural, socialismo fabiano, inclusive com alguns históricos sobre os temas,
    Em particular, recomendo a leitura dos seguintes artigos:

    1) “O PNDH-3 — Criação de uma Ditadura Marxista no Brasil?” (http://www.espada.eti.br/pndh3.asp). Interessante notar que este artigo, escrito em janeiro de 2010, previa diversos atitudes políticas que ou já ocorreram ou estão em fase de implementação, como censura de mídia, utilização de coletivos não-eleitos, revanchismo dos revolucionários (hoje levado a cabo pela Comissão da Verdade), marxismo cultural, dentre outros temas.

    2) “O Marxismo Cultural e a Destruição da Linguagem” (http://www.espada.eti.br/marxcultural.asp)

    3) “A Sociedade Fabiana e Seus Membros Atuantes no Passado e no Presente” (http://www.espada.eti.br/fabianos.asp)

    4) “O Triste Caminho Até o Socialismo: O Que Acontece Quando a Propriedade Privada Deixa de Ser um Direito” (http://www.espada.eti.br/socialismo.asp)

    Peço que aqueles que se dispuserem a ler estes artigos desconsiderem algumas menções a Deus ou a presença de alguns termos religioso: foquem a leitura nos fatos e no conteúdo dos textos.
    Comentem suas impressões sobre os textos!

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