Que controle de frame, que controle de frame… deputado federal do DEM capricha ao desmascarar um jornalista petista que defendia escravidão

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mandeta

Sempre gosto de citar bons exemplos, pois este é um blog de análise e estratégica política, com foco na guerra política contra a esquerda, especialmente a extrema-esquerda.

Geralmente a extrema-esquerda tem se dado bem ao controlar o frame. Mas quando alguém da direita (ou neste caso será de centro ou esquerda moderada?) consegue usar os frames a seu favor, faço questão de citá-lo para que fique o exemplo de como todos nós devemos agir em qualquer esfera do debate público, seja em uma atuação na rede social, seja em uma palestra contra os oponentes.

O deputado federal Luiz Henrique Mandetta foi questionado por um jornalista petralha, ultra-confiante, que comemorava a importação de médicos cubanos. O que o petralha não esperava é que as respostas de seu entrevistado fossem tão demolidoras.

O amigo César Oliveira, leitor deste blog, fez o seguinte post no Facebook, que me deixou lisonjeado pela citação. César resume bem a eficiência do discurso de Mandetta:

Perfeito. Esse deputado entende de guerra política, ao estilo David Horowitz, assertivo e combatente, ao tomar clara posição de defensor dos médicos, dos doentes, das liberdades individuais e da saúde popular: “na guerra política existem dois lados: amigos e inimigos. Sua tarefa é definir você próprio como o amigo de um eleitorado tão grande quanto possível que seja compatível com seus princípios, enquanto define o seu oponente como o inimigo sempre que conseguir” (política é guerra de posição); “agressão é geralmente vantajosa pois política é uma guerra de posição, que é definida pelas imagens que ficam” (na guerra política, o agressor geralmente prevalece). Estraçalhou o repórter petista, ao estilo Luciano Henrique Ayan, como um desmontador de falácias. Perfect! O controle de frame foi extraordinário, associando o governo do PT ao tráfico de escravos e a aliado de ditaduras sanguinárias: “medo é uma ferramenta poderosa e indispensável. Se o seu oponente o define de forma negativa o suficiente, ele irá diminuir sua habilidade de oferecer esperança…” (posição é definida por medo e esperança). Sobre a expressão “frame”, segundo Luciano Ayan, “controle de frame significa usar a arte da ressignificação de uma maneira estratégica e pragmática para obter resultados desejados”.

Essa é a idéia! Tanto quanto Mandetta entendeu os conceitos da guerra política, vejo que vários leitores também tem compreendido. Não sei se Mandetta leu este blog, ou se leu Horowitz. O que importa é que ele adotou os princípios da guerra política adequadamente, e César notou isso muito bem. Notar o uso do controle de frame e como ele é indispensável na guerra política é um passo decisivo para a criação de uma verdadeira consciência política para a direita.

Vejam o vídeo:

Esta é a postura que devemos ter sempre que formos falar com nossos opositores políticos.

Quando eu falo das respostas que Jair Bolsonaro e Marco Feliciano devem dar a gente como Jean Wyllys, é deste tipo de assertividade que eu falo. Quando eu falo das respostas que os teístas devem dar aos ataques dos neo-ateus, também é deste tipo de postura combativa a que me refiro. E, principalmente, quando eu falo que há um povo de direita que anseia por uma reação anti-esquerdista, é deste tipo de reação que precisamos para mostrar que eles devem apoiar nossas ideias no debate público, e não as ideias da esquerda, e que devem votar nos candidatos que apoiamos,e não nos candidatos da esquerda.

Consciência política significa principalmente entender o contexto da guerra política na qual estamos inseridos. Em seguida, devemos reconhecer que ou entramos para vencer, ou entramos para perder. E, por último, se realmente quisermos obter resultados, devemos jogar o jogo político no melhor que conseguirmos.

O vídeo com as respostas de Mandetta ao jornalista petista espertinho (que com certeza voltou muito bravo para casa) é uma pequena aula neste sentido.

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18 COMMENTS

  1. Luciano, como você classificaria, em termos de jogos políticos e dinâmica social, essa intriga entre Julio Severo e Olavo de Carvalho (e os católicos em geral, também)?

    Essa atitude do Julio Severo realmente foi uma facada nas costas…

    • Jogo? Que jogo?!

      hehehehe… Desculpe, Anon, não resisti.

      O Julio Severo a meu ver é bem fraquinho em termos de jogos políticos. O Olavo é de outro nível, mas tinha que revidar um ataque desnecessário de Julio.

      Att.

      LH

    • Já tava mais que na hora né. O Luciano resgatou a esperança que já tinha morrido de alguma saída pro Brasil. PT pode ter duda, nós temos Ayan e sempre que dá uso meu contato com publico para desmascarar as fraudes esquerdoides.

  2. Gostei de ver, na prática, um político agindo de acordo com as suas teorias, Luciano. Dá até uma ponta de esperança para o cenário político do momento.
    Acompanho seu blog há algum tempo, mas evito comentar, pois não tenho o que acrescentar e me falta conhecimento. Mas já que estou a comentar, parabéns pelo trabalho.

  3. Luciano, mais um capítulo da guerra dos marxistas-humanistas-neoateístas contra os brasileiros: agora somos acusados de xenofobia por criticar que as chinesas tenham ganho o leilão de Libra, sendo que antes o fomos porque médicos pediam que os cubanos fizessem o Revalida. Aqui estamos vendo em tempo real uma característica bem MHN: querer enquadrar o grupo que eles consideram como inimigo em um determinado arquétipo, nem que na base do martelo e do pilão, caso os mesmos se manifestem contra algo que interessa a um determinado atingimento de agenda.
    Logo, este país que sempre recebeu pessoas e empresas de fora com braços abertos agora é um antro de xenofobia porque os MHNs assim o querem e, caso contestemos as circunstâncias de algumas coisas suspeitas sem que isso signifique que odiemos estrangeiros, mais de xenófobos seremos acusados. Porém, note aqui que a coisa fica muito grande, pois é um punhado de MHNs contra centenas de milhões de brasileiros que não aceitam ser chamados de xenófobos, ainda mais que aqui temos de lembrar da natural volubilidade do eleitor que não é formalmente integrante de um partido político.

    • Isso é MUITO engraçado, cidadão. Mostra bem a cretinice deles.

      Quando era com o FHC, era entreguismo, quando é com eles, é xenofobia.

      Eu vou é rir, e ver eles se matarem.

      • Complementando o assunto, segue o que o Nivaldo Cordeiro fala a respeito do assunto, inclusive falando do que terá de ser feito em termos de defesa nacional:

  4. Mais uma aula de jogo político, vejam esse Tumblr: http://governismodoencainfantil.tumblr.com

    Provavelmente é mantido por radicais da extrema-esquerda psolista, e só contém ataques ao governo do PT. Percebam várias coisas aí:

    1 – Como a ideologia esquerdista é um Leviatã insaciável. É uma competição para ver quem é mais esquerdista do que quem, é um acusando o outro de não ser esquerdista o suficiente.

    2 – Tem algumas táticas interessantes de capitalização nos “erros” do PT, de propaganda, corrosão de imagem e moral. Sugiro a todos tentar “entender” como eles fazem isso, será muito útil depois.

    3 – É deveras divertido ver os esquerdistas se digladiando entre si. Que se matem uns aos outros mesmo.

  5. Olá Luciano. Venho acompanhando seu site há algum tempo. Lia muito sem blog que desmascarava o neoateismo. Quase enveredei pra esse caminho, mas eu me incomodava muito com certas posturas da turma do Eli Vieira, então comecei a me afastar desse pessoal.

    Queria te perguntar uma coisa, quais são suas referências? Gosto da sua argumentação e de como você aborda a questão do esquerdismo e neoateismo, foi você que desenvolveu ou seguiu o método de alguém?

    Abraço.

    • Hm, são muitas influências que se juntaram, e vêm tanto de autores da esquerda como da direita.

      De início, minha influencia principal é o James Randi, com seu método assertivo de refutação dos oponentes. Também sou influenciado pelos 4 autores neo-ateus no ato de atacar com assertividade às crenças oponentes.

      Na direita, Olavo de Carvalho e David Horotiwz são influencias, mas também Ann Coulter, Tammy Bruce, Mark Levin, Jonah Goldberg e outros.

      Da esquerda, incluo como influencias Saul Alinsky, Gene Sharp, etc.

      Fora do mundo filosófico, minha base é a cultura da investigação de fraudes em TI, e portanto isso me ajuda com o viés da captura de fraudes na interação humana, pois é o ambito da engenharia social.

      Sobre controle de frame, recomendo todos os livros de Lakoff.

      Por fim, o ceticismo político é criação minha.

      Abs,

      LH

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