Um pouco sobre o Marco Governamental da Internet

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Eu vejo o ato discursivo de um esquerdista, especialmente da extrema-esquerda, como um fenômeno natural a ser estudado. Esse fenômeno prevê que eles pratiquem fraudes para qualquer bloco de conteúdo que distribuam, seja por via oral ou escrita. Fraudar o discurso passa a ser, para eles, uma espécie de vício.

Assim como esperamos que um fumante inveterado saia do escritório para fumar a cada 1 ou 2 horas, no mínimo, esperamos que o esquerdista lance suas fraudes intelectuais de forma incessante enquanto luta para capitalizar (se for funcional) em prol de seu beneficiário.

Por exemplo, uma legislação que atende pelo nome de “Marco Civil da Internet” já começa fraudando o debate em seu título, pois, na verdade, é um Marco Governamental de Internet. O objetivo é claro: fazer com que o cidadão pense que existe uma iniciativa popular e não dirigida ao invés de uma ação a mando do governo.

Se o Marco Governamental já começa com segunda intenções em seu título, é óbvio que podemos esperar motivações torpes por trás do resto de seu conteúdo, como podemos ver no trecho abaixo:

Art. 11. Na provisão de conexão à Internet, cabe ao administrador do sistema autônomo respectivo o dever de manter os registros de conexão, sob sigilo, em ambiente controlado e de segurança, pelo prazo de um ano, nos termos do regulamento.
§ 1o A responsabilidade pela manutenção dos registros de conexão não poderá ser transferida a terceiros.
§ 2o A autoridade policial ou administrativa poderá requerer cautelarmente a guarda de registros de conexão por prazo superior ao previsto no caput.
§ 3o Na hipótese do § 2o, a autoridade requerente terá o prazo de sessenta dias, contados a partir do requerimento, para ingressar com o pedido de autorização judicial de acesso aos registros previstos no caput.

Para descobrir o truque basta conhecer a língua portuguesa. “Autoridade administrativa” com poder de requerer a guarda de registros de cidadãos comuns tem um nome: o estado, que é administrado pelo PT. Não passa da vontade de espionar o que qualquer pessoa faz na rede. Elementar…

Ou seja, o Marco Governamental da Internet não passa de uma nova versão do AI-5, só que para Internet.

Abaixo, Paulo Eduardo Martins aborda outro aspecto (menos perigoso, mas também danoso) do Marco Governamental da Internet:

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2 COMMENTS

  1. Cada vez eu gosto mais desse Paulo Eduardo Martins. Tinha que fazer dupla com a Sherazade em São Paulo, para ver se aumentam as vozes contra essas mais de mil e uma noites de terror antidemocrático! PQP! Os caras não desistem!!!

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