O melhor debate sobre o comportamento dos petistas em relação ao Mensalão

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katiarabello

Dos debates promovidos pela Veja sobre o Mensalão, este, de 21 de novembro, é o que mais me interessou (embora eu não tenha assistido todos, então eu posso dizer que é o que mais me interessou dentre os que assisti – risos).

Motivo? Ele foca quase exclusivamente nos comportamentos petralhas, ao invés de tratar mais do Mensalão em si.

Reinaldo Azevedo, Marco Antonio Villa, Carlos Graieb e Augusto Nunes questionam pontos que seriam por si só suficiente para constranger qualquer petralha, se eles tivessem algum tipo de consciência.

Por exemplo, por que os petralhas se emocionam com a prisão de Genoíno e Dirceu, mas não falam absolutamente nada de Kátia Rabelo (foto) e Marcos Valério?

Por que os petralhas reclamam do estado de saúde de José Genoíno mas escondem o fato de que ele recusou um exame do IML no dia de sua prisão?

E assim, sucessivamente, o programa vai nos lembrando de um estilo de vida que pode ser resumido em um colecionamento de contradições.

É por isso que a prisão dos mensaleiros nem é tão relevante para mim. O mais importante é capturar e expor o comportamento dos petralhas, mostrando que a linha trotskista de pensamento impera na militância atualmente.

Exatamente por isso, eles são nocivos. E se você não se lembrar de motivos para explicar ao público por que petralhas são nocivos para a democracia, o vídeo abaixo pode lhe dar uma série de argumentos:

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4 COMMENTS

  1. É interessante que o PT está usando o Joaquim, mesmo o Joaquim estando atacando-os. Mesmo que ignoremos que os presos (do PT somente) podem ser facilmente usados como mártires agora, se o PT conseguir colocar na cabeça do povo que o STF é arbitrário e portanto inimigo do povo, terá facilidade em implantar lá seu domínio usando a força do povo.

    Ou seja, o PT tem uma jaula, e está em cima dela. Dentro da jaula tem um monte de panos vermelhos (que são os bodes espiatórios, tais como médicos, evangélicos, “burgueses”, STF, direita, oposição, Veja…), e à frente tem vários touros (o povo) amarrados. O PT está atiçando os bois contra esses panos vermelhos (sabemos que é o movimento do pano que enfurece o boi, mas ignoremos por hora). Quando os bois estiverem atiçados, serão soltos e irão por conta própria se jogar dentro da jaula do PT, destruindo os panos e sendo presos, estando prontos para o abate.

    Isso claro, se as coisas continuarem fluindo desse jeito.

    O mensalão pode ter tirado alguns dos cabeças do partido do jogo ativo, mas como sabemos que eles são psicopatas, serão apenas um sacrifício para o avanço do partido.
    Se acabarem soltos por intervenção do governo, por outro lado, saberemos que existe uma dependência estratégica com esses velhos e o ataque a eles pode se mostrar uma chave para uma virada.

  2. Oi Luciano.

    O estado de revolta popular é incentivado e favorece o PSOL, que considera, veja só!, o PT como partido de direita!

    Na ótica do PSOL o PT é conservador demais e não está avançando o movimento revolucionário, como deveria, para implantar no Brasil o paraíso cubano.

    Em uma coisa os militantes do PSOL tem razão quando dizem: “Não temos integrantes eleitos, mas temos o poder”. E podemos notar que estão certos pelos alvoroços que fizeram com os black-blocs terroristas induzindo os políticos eleitos a adotarem agendas revolucionárias mais radicais contra sua própria vontade. Isso com certeza É PODER.

    Para os que acham impossível as coisas piorarem, observem os movimentos sórdidos do PSOL, Freixo, Wagner Moura, celebridades globelezas e LTDA…

    O Brasil já está no abismo e prestes a adentrar ao poço do abismo e da barbárie institucionalizada.

    Para os cristãos eu digo: Que Deus tenha piedade de banânia…

    Abraços.

  3. Luciano, você viu o Sakamoto neoateizando para cima do crucifixo do STF? Porém, lendo-se o texto com mais atenção, veremos que o neoateísmo é apenas um disfarce do real propósito da postagem, como se pode ver por este parágrafo:

    Mas não importa qual seja o nível de nervosismo de Joaquim Barbosa ou de ironia de Marco Aurélio Mello, todos os dias as câmeras vão focar aquele impávido crucifixo que ornamenta o plenário do Supremo, lembrando que, sim, alguns são mais iguais que os outros.

    Como dá para ver, ao dizer que “alguns são mais iguais que outros”, ele quer falar do mensalão tucano, bem como não é preciso dizer que ele está espezinhando Joaquim Barbosa e Marco Aurélio Mello por estes terem tido papel importante no resultado do julgamento.
    Nesse ressentimento marxista-humanista-neoateísta contra a sentença, temos também os dois primeiros parágrafos:

    De tanto assistir às transmissões das sessões do Supremo Tribunal Federal, creio que seria capaz de fazer uma maquete do plenário de memória. Descrever os trejeitos, os cacoetes dos ministros, quem bebe mais água ou se contorce por conta da tachinha na cadeira.

    Se por um lado, essa midiatização leva magistrados a jogarem decisões para a plateia (o que, obviamente, é ruim porque nem sempre a massa tem razão), por outro temos um processo pedagógico de como funciona o Judiciário, que é a maior caixa preta dos Três Poderes. Não chego a falar de transparência total porque, para ela acontecer, teríamos que colocar câmeras em gabinetes, corredores, restaurantes caros, clubes para adultos, enfim, mas já é uma ajuda.

    Sim, por vias indiretas ele está querendo dizer que a prisão dos mensaleiros é jogada para a plateia, bem como diz claramente que a opinião do povo não deve ser pensada caso contrarie o marxismo-humanismo-neoateísmo em “porque nem sempre a massa tem razão”, bem como usa o recurso da caixa-preta do Judiciário, uma vez que este contrariou o que queria o PT.
    Porém, o mesmo blogueiro não nota que foi sob esse crucifixo que foram aprovadas decisões totalmente contrárias ao cristianismo, o que prova que a presença do tal objeto não influenciou nem um pouco aquilo que os ministros fizeram. E como postagem do Sakamoto sempre é demolida pelos comentários que o referido blogueiro disse não ler e não dar importância, sempre vale a pena ver a saraivada de críticas que o blogueiro disse que não presta atenção. Alguns até perguntaram se não há contradição em ele defender o neoateísmo sendo professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, ainda que outros tenham notado que a menção ao crucifixo tenha sido só mesmo para descer lenha no Supremo.

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