Deputado petista quer demissão de Augusto Nunes por este ter dado espaço a Lobão no Roda Viva

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O deputado petista João Paulo Rillo quer questionar a TV Cultura sobre a indicação do jornalista Augusto Nunes para comandar o programa Roda Viva, o que tem acontecido desde 26 de agosto de 2013. 

O que Rillo não esperava é que suas alegações, que contém um sem número de fraudes intelectuais, não passaram pelo menor exame cético neste blog. Um pouco mais a partir da matéria do Portal Imprensa:

O deputado estadual João Paulo Rillo (PT-SP) pretende questionar a TV Cultura sobre a indicação do jornalista e colunista da Veja, Augusto Nunes, para o comando do “Roda Viva”. Ele alega que o apresentador é “um soldado de José Serra” no programa.

De acordo com a Revista Fórum, Rillo acredita que desde que o jornalista assumiu a atração, em 26 de agosto deste ano, ficou claro que o programa sofreu uma guinada. “Ele tem um lado, até aí tudo bem, todos temos. Porém, o sujeito faz questão de demonstrar esse lado, e de forma violenta. Ele é tucano e todo mundo sabe disso”, afirmou o parlamentar.

Para o deputado, o apresentador “ultrapassou o limite” na última segunda-feira (2/12), quando o entrevistado do programa foi o músico Lobão. “A gota d’água é levar esse sujeito [Lobão] que precisa ser tratado urgentemente. Ele sofre da Síndrome de Estocolmo, se apaixonou por quem o prendeu. Não tenho a menor dúvida que a ida do Lobão ao programa foi pensada e organizada pelo Augusto Nunes, ele é o antijornalista e antipetista”.

Rillo pretende questionar a Fundação até que Nunes seja removido da função. “Vou usar todas as ferramentas que meu cargo me permite utilizar para tirar esse sujeito de lá. O Roda Viva, que é um programa importante, não pode continuar sendo um programa do PSDB”, concluiu.

Vamos aos fatos: Augusto Nunes substitui Mário Conti, que sempre foi conhecido por sua admiração pelos petistas. Sendo assim, substituir Conti por Nunes significa que tanto podemos ter alguém que admira petistas como alguém que não admira petistas na direção do programa Roda Viva. Mas Rillo diz que Nunes é “o antijornalista e antipetista”. O que ele quer dizer? Se alguém toma a orientação contra o PT é “antijornalista”, mas se busca o caminho contrário é “jornalista”. Assim fica claro que Rillo usa como critério de validação do “jornalismo” de alguém a aderência que possui ao petismo. Bem típico de ditaduras.

Rillo também diz que Nunes é um “soldado de José Serra” no programa, mas esconde informações relevantes: Mário Conti foi demitido após ter convidado FHC ao programa mesmo após a direção ter dito que não queria que ele fosse convidado.

O mais divertido (e o que detona todas as alegações de Rillo) é ver a lista de convidados do programa Roda Viva em 2013, depois da entrada de Augusto Nunes. Com exceção de Lobão (que nem aparece na lista, pois seu programa foi muito recente, e a última atualização dessa lista é do mês passado), o resto é majoritariamente composto de pessoas alinhadas à esquerda. Temos até a presença de Tarso Genro, um dos principais líderes do PT.

O que fica claro é que Rillo é um totalitário que não admite vozes discordantes. Após mais de uma dezena de entrevistados pelo programa, a mera convocação de Lobão, como única voz discordante, gerou toda essa fúria no deputado petista. Fica provado que eles não aceitam a presença de vozes discordantes, e essa é a principal acusação que podemos fazer contra eles na questão da liberdade de imprensa. O comportamento de Rillo só prova o quanto eles são inimigos da pluralidade de opiniões.

Como se isso não fosse suficiente, no próprio programa onde Lobão esteve presente, tivemos jornalistas de extrema-esquerda para questioná-lo, como Júlia Duailibi e Alex Solnicki. Este último conseguiu a proeza de dizer que os Black Blocs eram de direita “por que usavam máscaras”.

Por que esse blog se chama Ceticismo Político? Simples: por que criei o paradigma de ceticismo político, no qual devemos priorizar as alegações de nossos inimigos políticos para serem questionadas.

Rillo disse que Nunes privilegiava os “tucanos”. Resultado da investigação: nenhum líder tucano foi chamado para o programa. Rillo disse que Nunes é “agressivo”. Resultado da investigação: nenhuma evidência foi apresentada pelo deputado petista. Rillo disse que a presença de Lobão é o cúmulo. Resultado da investigação: a participação de Lobão como entrevistado foi em um programa onde repórteres do PT puderam questioná-lo duramente (e não se deram bem, diga-se). Rillo diz que o programa agora é “do PSDB”. Resultado da investigação: em que mundo alternativo vive alguém que diz que programas do PSDB dão 1 hora e meia de arena para o líder petista Tarso Genro?

Quando eu digo que basta um esquerdista abrir a boca para que se comece uma investigação, é disso que estou falando. A quantidade de fraudes intelectuais que eles lançarão é tão grande que a análise do discurso oponente se torna praticamente um passatempo, como fazer palavras cruzadas.

Resumo da ópera: Rillo mentiu do início ao fim para esconder seu principal interesse, que é censurar a mídia e proibir opiniões contrárias ao PT.

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9 COMMENTS

    • Sai semana que vem. Incluí, de última hora, um capítulo que havia retirado anteriormente. Após pronto, vi que a inclusão desse capítulo, com alguns pequenos ajustes, finalmente faz jus ao meu objetivo original.

      O ensaio é sobre escravos cubanos, mas agora é um ensaio sobre a moral psicopática da esquerda, tomando como pano de fundo o caso da postura petista quanto aos médicos cubanos. 😉

    • Essa aversão do PT a toda e qualquer opinião discordante é prova da sua falta de capacidade em argumentar os próprios pontos de vista.

    • Putz! Não, CaioBruno1. Acabei me ‘esquercendo’… Tô ainda no meio do cortejo fúnebre mundial, reverenciando o ‘Grande Líder’ comunista Nelson Mandela. Eu só sô um, pô… A múmia do Chávez que espere.
      |¬D

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