Eita esquerda (não tão) moderada: Zezé Perrella critica veículos e diz que falta “coragem” de votar uma Lei de Imprensa

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Fonte: Portal Imprensa

Nesta terça-feira (10/12), em um desabafo durante reunião na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), o presidente do colegiado, senador Zezé Perrella (PDT-MG), condenou o tratamento dado por parte da imprensa no caso sobre o transporte de drogas feito com o helicóptero da empresa de sua família.

De acordo com a Agência Senado, Perrella defendeu que a Polícia Federal descartou, com base em ligações telefônicas dos presos, o envolvimento de seu filho, o deputado estadual Gustavo Perrella (Solidariedade-MG), e de sua família.
“Hoje a Polícia Federal soltou um relatório dizendo que a família Perrella não tem nenhum envolvimento. Já passou da hora de revermos a Lei de Imprensa”, opinou. “A maioria deles não tem nenhuma responsabilidade com o que escreve. Deturpam a moral das pessoas.”
O senador disse que tomou “pancada” a semana inteira com matérias distorcidas, dirigidas, tentando denegrir a imagem de “um jovem deputado de apenas 23 anos”. “Quero ver agora o que a imprensa vai dizer”, enfatizou.
Para ele, tem faltado ao Congresso Nacional “coragem” para votar “uma legislação forte” contra os desvios da imprensa. “Na internet, blogueiros escrevem o que querem escrever e não acontece nada. Eu quero ver se a mídia vai dar o mesmo destaque agora.”
Os senadores Ivo Cassol (PP-RO), Sérgio Souza (PMDB-PR), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Luiz Henrique (PDMB-SC), Ricardo Ferraço (PMDB-ES) lamentaram a abordagem da imprensa no caso e prestaram solidariedade a Zezé Perrella e a sua família.

Meus comentários

E para quem diz que eu só desço o sarrafo no PT…

Zezé Perrela é mais um da esquerda (não tão) moderada que nos ajuda a evidenciar um fato: o totalitarismo está no DNA dos esquerdistas. Os petistas estão obcecados de maneira mais incisiva com leis de mídia por que eles são de extrema-esquerda. Mas esquerdistas moderados também entregam o ouro…

Como sempre, o discurso é vago (até por que se não fosse, o público perceberia as fraudes intelectuais).

Vejamos o jogo da vagueza intencional: “Hoje a Polícia Federal soltou um relatório dizendo que a família Perrella não tem nenhum envolvimento. Já passou da hora de revermos a Lei de Imprensa. A maioria deles não tem nenhuma responsabilidade com o que escreve. Deturpam a moral das pessoas.”

Deixe-me testar o discurso dele. Perrela diz que não há “nenhuma responsabilidade” no que “a mídia” escreve. Duas instâncias de vagueza intencional.

O que configuraria irresponsabilidade, por exemplo? Divulgar que havia drogas em um helicóptero pertencentes a políticos é irresponsabilidade ou um fato? Perrela é vago por que sabe que se ele disser “eu sou contra divulgarem fatos descobertos pela polícia na mídia” confessará seu totalitarismo. Tudo que a mídia publicou pode ser considerado “irresponsabilidade”? O que seria “responsabilidade” neste caso? Quem é “a mídia” que fugiu dessa “responsabilidade” que ele quer”?

Ele também diz que precisamos de uma “lei de imprensa”. Que direitos a lei de imprensa deveria “proteger” neste caso?

Em suma, temos mais um caso de deputado de esquerda que, por seus interesses pessoais, já entrou na campanha do PT por censura à mídia. Lamentável, lamentável… Com certeza, Perrela entra para a lista dos “amigos do peito” do PT.

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4 COMMENTS

  1. Embora sua colocação esteja perfeita, não se pode negar ao Deputado o benefício da dúvida. Ele pode estar sendo sincero ao expressar sua mágoa contra o que acredita ter sido a causa de seus sofrimentos recentes – desde que a sua (dele) inocência seja verdade.

    No entanto, há um aspecto sobre esse assunto que, em minha opinião,precisa ser melhor pensado, que é a mancha que fica sobre os falsamente acusados – quando sua inocência é comprovada – depois que tudo é esclarecido.

    O livro A Era do Escândalo, de Mario Rosa, consultor de imagem, trata desse assunto com vários exemplos de pessoas e empresas que se viram envolvidas em escândalos, mas que foram inocentadas e que tiveram muito trabalho para refazer sua imagem. Em entrevista ao sítio do jornalista Alberto Dines, o Observatório da Justiça, o autor do livro, cuja leitura recomendo, embora seja uma livro de 2004 e acho que deve se encontrar esgotado, faz o seguinte comentário:

    “Acho que a imprensa vem cometendo muitos erros, isso é notório. Mas não acho que devemos fazer com a imprensa aquilo que muitas vítimas dela dizem ter sofrido. Demonizar a imprensa não a faz melhor. Criar uma crise de imagem contra ela não nos torna mais seguros contra a má informação. Acho que muito mais importante é estabelecer parâmetros de maior transparência dentro da imprensa, de uma forma que deveria ser adotada por opção da própria imprensa, e não de fora para dentro. Por exemplo: por que não publicar regularmente um balanço com todos os investimentos publicitários, veículo por veículo? Até para que o leitor possa constatar o quanto cada veículo é imparcial. Outro exemplo: por que as operações empresariais da imprensa não podem ser mais públicas? A imprensa sempre diz que exerce um papel público. Tornar mais públicos os seus meandros não atenderia ao interesse público? São questões como essas que teremos de amadurecer e responder.”
    (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/comuniquese–24632)

    Como em todos os casos em que há injustiças, acredito que um debate honesto da Sociedade sobre esse tema levaria a resultados positivos para todos os envolvidos. Entretanto, como a estratégia do partido governante para a tomada do poder sempre se sobrepõe ao interesse público, justificar a censura com base nos argumentos do Deputado do PDT é matar o paciente para curar a doença.

    • Concordo em parte.
      A imprensa, como forma de se valorizar, deveria promover uma autodepuração. O que vejo de dificuldade hoje para isso é o Concurso Nacional de Sabujice, promovido à sorrelfa com o dinheiro do contribuinte.
      De fato, o único controle que deveria haver sobre mídia era o controle do cidadão. Por outro lado, em respeitado ao postulado constitucional de defesa da honra, deveria a Justiça criar vergonha a aplicar o tripé da responsabilidade civil, já existente no ordenamento jurídico.
      Quando qualquer veículo publicasse algo, sem a devida apuração e as cautelas necessárias, que posteriormente se comprovasse o enxovalhamento de inocentes, a responsabilidade civil deveria comportar não somente o desagravo em nome do ofendido, com igual espaço, tempo e outros critérios objetivos, como a reparação do dano moral deveria ser exemplar, de elevado cunho pedagógico, a evitar que se repetisse tal atitude.
      Mas neste país que exalta a miséria e o coitadismo, a honra é o que menos conta. Qualquer pedido de dano moral é logo interpretado como “tentativa de enriquecimento ilícito”

  2. Havia drogas no Helicóptero. Ponto. O helicóptero era de propriedade da empresa da família do senador. Ponto.
    Onde está a “perseguição”?

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