“É uma covardia o que fizeram comigo”, diz aluno da UFSC acusado de racismo. Mas ele precisa começar a se ajudar antes…

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Fonte: Diário Catarinense

Igor Westphal tem 24 anos, está na 10ª fase do curso de Engenharia Mecânica da UFSC e diz: não sou racista. Pivô de uma revolta que se transformou em uma manifestação contra o racismo na Reitoria da universidade ontem pela manhã, o estudante diz que foi alvo de um grande mal entendido e que só queria estimular o debate. 

— Não compactuo com racismo, intolerância religiosa, violência ou atentados às liberdades civis, de associação e trabalho das pessoas — disse.

A foto de um homem negro, ajoelhado diante de uma mulher, também negra, oferecendo um cacho de bananas como se fosse um buquê de flores foi compartilhada por Igor no grupo da UFSC na rede social Facebook.

Grupos de defesa da comunidade afrodescendente do estado se manifestaram contra a publicação e chegaram a pedir a expulsão do aluno para a reitora da UFSC, Roselane Neckel.

Igor diz ter procurado os manifestantes para se explicar, mas não foi ouvido. A integrante da ONG Gestos e Movimento Negro Luciana Freitas diz que foi uma decisão coletiva.

— Ele pede para falar conosco, mas a gente entende que isto seria desnecessário. O coletivo achou que não tem que fica perguntando pra ele ou pedindo pra se retratar. Engraçado que ele posta a foto, sem qualquer comentário, e diz que queria estimular o debate. Deveria ter se posicionado melhor — diz ela.

Abaixo, a entrevista feita por e-mail com Igor sobre o assunto:

Hora de Santa Catarina – O que motivou a publicação da foto no grupo da UFSC? Qual era tua intenção com a postagem?

Igor Westphal –
 Nunca foi para ofender qualquer pessoa, religião ou etnia. Não compactuo com racismo, intolerância religiosa, violência ou atentados às liberdades civis, de assossiação e trabalho das pessoas. Eu não criei aquela imagem. Essa imagem foi criada por um grupo de humor nigeriano, composto por pessoas negras e em um país de maioria negra e circula pelo mundo inteiro. O meu único intuito foi que as pessoas conversassem sobre aquele tema. Estimular o pluralismo de idéias. Pessoalmente, creio que a referida foto tem muito mais a ver com a chacota que o grupo de humor nigeriano quis fazer da situação de pobreza extrema fruto das tentativas de secessão por meio de guerras civis entre etnias diferentes e pelos séculos de exploração britânica, independência tardia e democracia instável.

Hora de Santa Catarina – Tua atitude foi o motivo principal da manifestação desta quarta-feira. Pediram, inclusive, tua expulsão da UFSC. Até que ponto esta repercussão te atingiu?

Igor Westphal – Apesar de ter de parar todas minhas atividades diárias eu estava de consciência limpa, tranquilo e crente que isso tudo seria resolvido com uma conversa franca. Eu tentei contato com os organizadores dessa perseguição, ANTES E DEPOIS do ato, tentei contato com os criadores das páginas que estão me difamando para o Brasil inteiro sem sucesso, além de não vir até mim para esclarecer, evitam qualquer tipo de conversa. Infelizmente, se esforçaram tanto em me difamar que o discurso de ódio que estão proferindo chegou até a minha mãe e isso deixou ela em estado de choque. Ela está chorando a tarde inteira. Meus pais são idosos e doentes, vieram do interior, da roça, moram em cidade pequena e está sendo uma tortura para eles. A guerra deles é justíssima, mas eles pensaram nisso quando resolveram empregar a violência, o ódio e a difamação como meios para isso? Que tipo de exemplo de sociedade inclusiva eles querem dar?

Hora de Santa Catarina – Que tipo de providência tu tomaste depois do fato ser exposto nas redes sociais?

Igor Westphal –
 Em nenhum momento ninguém perguntou minha opinião sobre a foto. Você é vigiado e julgado a revelia em tribunais de exceção. Eu gostaria de citar Gustave Le Bon, pioneiro do estudo das massas e autor do clássico “The Crowd”: “É supérfulo comentar que a incapacidade das massas de raciocinar a frente de certos eventos e então mostrar espírito crítico, impede eles de serem capazes de discernir o certo do errado e formar um julgamento preciso sobre qualquer matéria. Julgamentos de multidões são julgamentos forçados, nunca adotados depois de discussão.”

Hora de Santa Catarina – Se pudesse, o que diria para as pessoas que foram na UFSC pedir sua expulsão?

Igor Westphal –
 Vocês não representam a classe negra. Vocês representam vocês mesmos. A classe negra não precisa de representante, eles são pessoas com liberdade para serem diferentes uns dos outros. Amigos pessoais e desconhecidos negros vieram me defender em público e me oferecer um ombro amigo, principalmente quando isso começou a afetar a minha família. Vocês que estão invadindo o CTC e outros centros para incomodar os outros alunos e para tentar me encontrar e sabe-se lá fazer o que comigo, vocês representam vocês mesmos. Mesmo que vocês continuem nessa empreitada covarde o tempo que for, eu não vou deixar de ouvir Emicida, Rashid e Projota, não vou me afastar dos meus amigos negros e mestiços, nem vou deixar de me relacionar com alguma menina por ela ser negra ou mestiça como eu já fiz várias vezes. Eu não vou perder a confiança sobre a pessoa que eu sou nem um segundo. Ao usar o ódio, a ameaça e a violência, vocês deslegitimam tudo aquilo que foi conquistado em termos de “igualdade de fato” por outros grupos negros que não enxergam a vida como “nós” e “eles”. É uma covardia o que fizeram comigo.

MEUS COMENTÁRIOS

Alguns leitores reclamam que a esquerda está muito avançada no jogo político, e, portanto, “está tudo perdido”. Já refutei essa ideia injustificadamente depressiva mostrando exemplos de que a esquerda joga muito bem, mas em muitos casos a direita nem sequer percebe que há um jogo acontecendo. Se a esquerda está jogando, mas a direita não, então não há um “jogo perdido”. Há um jogo no qual os dois times tentam fazer gol na mesma meta. É claro que a esquerda vai vencer, pois grande parte da direita joga a favor da esquerda. Para estes digo: “Quando boa parte da direita (inclusive você) entrar no jogo, voltamos a conversar, ok?”

Um exemplo claro é o de Igor Westphal, que reclama estar sendo vítima de “covardia”, mas ele mesmo não se ajuda. Ao invés disso, ele joga a favor do inimigo o tempo todo.

Justiça seja feita: a última resposta dele é mais ou menos, embora ele se justifique demais e ataque de menos. As outras respostas, no entanto, são apenas atos suicidas, de uma ingenuidade de dar dó.

Por exemplo, há um momento em que a integrante da ONG de extrema-esquerda diz: “Ele pede para falar conosco, mas a gente entende que isto seria desnecessário. O coletivo achou que não tem que fica perguntando pra ele ou pedindo pra se retratar. Engraçado que ele posta a foto, sem qualquer comentário, e diz que queria estimular o debate. Deveria ter se posicionado melhor”.

Quer dizer que o Igor pediu validação para a ONG? Se ele pediu validação para a ONG, então, pela dinâmica social, deu a prova social que eles queriam. Ele, sem querer, definiu a ONG como os juízes para a questão. Ao invés disso, ele deveria se recusar a falar com a ONG, e dizer que a ONG não tem legitimidade para defender os negros (o que ele até fez na última resposta, mas aí já era tarde demais).

A primeira resposta dele, aliás, é um primor de ingenuidade. Ele diz: “nunca foi para”, “não compactuo”, “eu não criei aquela”. Regra básica da guerra política: “Quem se defende, está perdendo”.

Ao contrário, ele deveria ter escrito algo como: “Grupos que fingem que essa imagem é ofensiva são realmente hipócritas, incapazes de um diálogo em sociedade civil. Visualizar racismo onde não existe é histeria, e precisamos nos proteger disso. Por que eles não me perguntaram a intenção por trás da publicação da imagem? Se perguntassem, saberiam que a intenção era uma crítica social. Mas como eles não querem o diálogo, tentam, de forma imunda, evitar o debate. Surpreende que pessoas de nível universitário ajam de maneira tão anti-civilizada”.

Qualquer um que ler as mensagens das ONG’s que ficaram contra o Igor, verá este tipo de assertividade. Logo, é com a mesma assertividade que ele deve responder. Claro que deve-se incluir uma defesa aqui ou ali, mas o foco deveria ser na resposta assertiva.

Sempre tenho falado da dinâmica social, mas creio que preciso ser mais detalhado e elaborar um guia “how to”, o que começarei a fazer em breve neste blog.

Enquanto isso, só posso dizer os fatos: por uma análise da dinâmica social, Igor Westphal ajudou o seu adversário de maneira vibrante. É claro que ele já perdeu esse jogo. Até por que lutou para perder.

Mensagem final ao Igor: “Isso que você está fazendo com você próprio é covardia, no sentido de que a esquerda tem sua ajuda para te vencer. O jogo político entre vocês virou marmelada.”

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30 COMMENTS

  1. Luciano, de tanto você martelar a gente, já estou pegando o jeito. Semana passada, numa roda de bate-papo, uma pessoa chegou a me chamar de preconceituoso. Seguindo a sua orientação, não me defendi em nenhum momento e ainda consegui denunciá-lo para o grupo, na frente dele. Foi orgásmico vê-lo colocar o rabo entre as pernas. Obrigado pelos ensinamentos.

  2. Esses caras não me representam.
    Sou negro, e só a idéia da imagem dos macacos me parece engraçada rs.

    Todo mundo é zoado por alguma característica. Branco demais, magro demais, orelhudo, dentuço, cabeçudo, ossudo, gordo, olhudo, bocudo, narigudo, desengonçado, falsa opção sexual. Tudo isso é aceito, porque a zombaria com a cor da pele deve ser motivo pra expulsar alguém de uma universidade, ou promover discurso de ódio contra ele pra todo o Brasil?

    Zoar alguém por causa da sua cor de pele é completamente diferente de tratar alguém diferente por causa da cor da pele – provavelmente boa parte dos negros nessa universidade aproveitaram a cota, essa sim racista. E se um negro se sente acuado mediante piadas com sua cor de pele ele é um frouxo.

  3. Falar sobre negros, homossexuais e mulheres no Brasil é viver pisando em ovos. Por esse motivo não estimulo o debate sobre tais temas, pois a democracia brasileira está corrompida, se é que algum dia existiu de fato. A maioria corre desses assuntos para não se complicarem no cotidiano, ou seja, uma minoria literalmente dita o que a maioria precisa pensar e fazer, absurdo.

  4. Gosto muito dos seus textos, e acho mesmo que a atitude dele deveria ter sido mais próxima da indicada por você. Mas é MUITA INGENUIDADE, para dizer o mínimo, postar uma foto dessas e não imaginar que vai dar M%$#da!
    Teria mesmo que dar a tal explicação do humor nigeriano, sobre a falta de comida, etc. Postar só a foto, sem nenhum comentário é dar MUITA munição, e de graça, aos racistas às avessas.

  5. Antes de mais nada:

    “Luciana Freitas diz que foi uma decisão coletiva.”

    “conosco” “a gente” ” O coletivo achou que não tem que fica perguntando”

    Essa semana, principalmente desde ontem, estou pensando muito num ponto central das filosofias direita x esquerda: coletivismo x individualismo. É muito triste ver as pessoas perderem sua identidade dentro dos grupos, o ambiente universitário não tem quase indivíduos, cada vez mais as pessoas estão incapazes de agirem individualmente, só são capazes de se moverem em blocos, e os blocos vão absorvendo oque há de mais extremo entre seus membros e ficando mais alinhados com várias agendas esquerdistas ao mesmo tempo, não existe separação, os blocos agem em várias frentes com todos os seus componentes, não é surpreendente que não existam diferenças de pensamento? Todas sumiram? O indivíduo é de fato a “menor minoria” e sem dúvidas a que mais importa, esse pensamento ainda será capaz de sufocar mais a capacidade empreendedora do brasileiro que já é minúscula, empreender é algo individual, ou de alguns indivíduos, não de “coletivos”. Essa é geração que quer crescer e dominar a política, incapaz de se expressar individualmente, incapaz de manter um relacionamento com alguém que pense diferente, porque eles só pensam, falam e agem de forma coletiva, não são mais um conjunto de sujeitos, mas se tornaram um grande bloco de operações que só funciona com um grande volume de peças. Essa filosofia coletivista levada a esse extremo, que tenho visto, é realmente assustadora.

    Sobre o sujeito ai, pô, até gostei das respostas, bem melhores que eu esperava.

    Claro que temos que destacar a parte negativa: “séculos de exploração britânica” (pois foi só pra agradar os grupos que o atacaram), “A guerra deles é justíssima”, “Que tipo de exemplo de sociedade inclusiva eles querem dar?” (atribuindo intenções positivas para pessoas mal-intencionadas), “Mesmo que vocês continuem nessa empreitada covarde o tempo que for, eu não vou deixar de ouvir Emicida, Rashid e Projota, não vou me afastar dos meus amigos negros e mestiços, nem vou deixar de me relacionar com alguma menina por ela ser negra ou mestiça como eu já fiz várias vezes.” (tentativa desesperada de se defender como se acusação de racismo não fosse absurda).

    Mas me surpreendi positivamente com: “Infelizmente, se esforçaram tanto em me difamar que o discurso de ódio que estão proferindo chegou até a minha mãe e isso deixou ela em estado de choque. Ela está chorando a tarde inteira. Meus pais são idosos e doentes, vieram do interior, da roça, moram em cidade pequena e está sendo uma tortura para eles.” (excelente demonstração do mal causado pela crueldade dos militantes), “Você é vigiado e julgado a revelia em tribunais de exceção.” (bom controle do frame, mostrando a verdadeira face dos militantes), “eles são pessoas com liberdade para serem diferentes uns dos outros.” (não são um grupo homogêneo, excelente).

    Ele tem muito a melhorar, de fato, principalmente em sua assertividade, focando no ataque a esses grupos desonestos, esse texto foi excelente, por me fazer enxergar coisas que não tinha percebido, como a “legitimidade” que ele dá para o grupo ao se sujeitar a eles, parece realmente muito importante.

    E por fim: Gostei do “Sempre tenho falado da dinâmica social, mas creio que preciso ser mais detalhado e elaborar um guia “how to”, o que começarei a fazer em breve neste blog.”, você já deve ter percebido que gosto muito quando você faz uma abordagem mais prática. kk

    • Daniel.

      Isso me faz lembrar daquele filme: Jornada nas Estrelas – A Invasão dos BORGs.

      Quando a coletividade BORG se aproxima para a colonização do oponente, é transmitida uma mensagem muito peculiar.

      “Nós somos o BORG.”
      “Vamos assimilar sua individualidade na coletividade.”
      “O modo de vida como você conhece mudará definitivamente.”
      “Toda resistência é fútil”
      “Nós somos o BORG.”

      Observamos que a identidade do coletivo “borg” (singular) abarca todas as identidades individuais “nós” (plural).

      Isso mostra clara e definitivamente o grau de imbecilidade dessa cambada de coletivistas capiléticos estúpidos. Eles não se importam com o aprimoramento de suas individualidades. O importante é seguir a mentalidade da “abelha rainha” diluindo suas individualidades na coletividade.

      Abraços.

  6. Luciano.

    “Sempre tenho falado da dinâmica social, mas creio que preciso ser mais detalhado e elaborar um guia “how to”, o que começarei a fazer em breve neste blog.”

    Acho uma excelente ideia!

    Vejamos: o rapaz ai do evento estuda engenharia mecânica, um curso extremamente puxado, que exige seu tempo integral. Observamos também que ele diz ser de família pobre, da roça, e portanto deve trabalhar para obter alguma renda. Eu sei disso porque sou graduado em física e economia, trabalho com administração e segurança de redes e infraestrutura em TI com sistemas Unix e open-source software, e tenho amigos que seguiram engenharia. Portanto conheço as dificuldades e nossas batalhas pessoais.

    O que eu quero dizer com isso?

    Quero salientar que muitos jovens atualmente gostariam de estar aptos e devidamente ferramentados intelectualmente para essa guerra política, mas o tempo é limitado e o universo e informações atualmente é astronômico. Simplesmente não há tempo hábil para estudar tudo o que queremos, e nem mesmo tudo o que necessitamos. Eu mesmo tenho de ser extremamente seletivo em minha literatura para poder trabalhar. Meus clientes não me pagam para eu ficar estudando métodos de guerra política, e exigem com justiça os resultados objetivos dos projetos e suportes contratados.

    Veja Luciano! Se você tivesse que se dedicar à carga disciplinar do curso de engenharia mecânica, como esse rapaz o faz, e ainda tivesse que trabalhar para ganhar sua vida, pergunto então: haveria mais tempo disponível para pesquisar e efetivamente escrever o livro que você está escrevendo? É obvio que não! Não podemos fazer tudo o que queremos na vida. Por isso mesmo é necessário somarmos nossas habilidades e competências intelectuais, montarmos uma equipe, trabalharmos em equipe, cada um na sua especialidade, uns colaborando com os outros, para implementarmos correta e primorosamente o projeto da direita consciente e lúcida.

    Achei uma excelente ideia sua fazer esse “How To”. Vejo isso como extremamente útil, material de primeiríssima utilidade, e já que você está mais dedicado e focado nesse universo intelectual das técnicas de dinâmica social e guerra política, e tendo o necessário talento para tal empreendimento, acho que seria a pessoa ideal para nos brindar com esse “manual”, digamos assim… Por favor, considere seriamente essa ideia.

    Então my friend? Mãos à obra! Estamos aguardando o seu “Open Source How To”, about social dynamics and political war, thanks.

    Abraços e felicidades.

  7. Luciano, pensando bem não dá muito pra consertar uma coisa que já começa errada.
    Vamos ver friamente, será que a melhor forma de criar um debate é mostrar um negro dando um cacho de bananas pra mulher lá? Claro que não, a gente não pode defender isso
    Pra mim isso foi uma cagada, um desequilíbrio, + – como o feliciano ter falado que a áfrica é um continente amaldiçoado e depois ter que vir defender cotas pra mostrar como não é racista.É tudo um desequilíbrio, um erro tentando compensar outro, o melhor é ser equilibrado e não fazer nenhuma merda impulsiva sem pensar, como esse moleque fez.

    • Desculpe-me, mas vamos transpor para o exemplo dos neo-ateus. Eles aceitariam serem culpados por uma piadinha? De jeito algum. Se eles não estivessem cometendo crime de racismo DE MANEIRA FORMAL, aceitariam a acusação? também não.

      Quanto mais recuarmos nestes princípios, mais damos autoridade moral aos oponentes. O fato é que não há evidência de racismo na foto. Há uma EXPECTATIVA dos grupos radicais em imputar racismo ao rapaz que postou a imagem.

      Abs,

      LH

      • Se ele tivesse botado uma legenda explicando o contexto do troço, explicando que é uma piada feita pelos próprios nigerianos sobre a pobreza do país, aí sim falar de racismo seria forçar a barra
        Mas do jeito que ficou, sem saber quem fez nem de onde veio nem a intenção nem nada, a interpretação era óbvia: ah, negro… banana…macaco!

      • Crowley,

        Mas aí o problema está na interpretação do outro lado.

        Crime é crime. Não há “interpretação”. Nós não achamos que uma mulher foi estuprada. Ou ela foi estuprada ou não foi. Nós não achamos que alguém levou um tiro. Ou levou um tiro ou não levou.

        É a mesma coisa para o racismo.

        Se ficarmos no “ah, meu adversário pode interpretar assim”, então temos que colocar a culpa no nosso adversário, e não em nós próprios.

        Em suma: QUALQUER ato de vitimismo injustificado é um crime moral. Os culpados são os manifestantes das ONG’s e não quem postou a foto.

        Abs,

        LH

  8. Luciano.

    Outra observação interessante é notar o modo como a porta voz da ONG referiu-se à organização usando o termo “coletivo”:

    “— Ele pede para falar conosco, mas a gente entende que isto seria desnecessário. O coletivo achou que não tem que fica perguntando pra ele ou pedindo pra se retratar. Engraçado que ele posta a foto, sem qualquer comentário, e diz que queria estimular o debate. Deveria ter se posicionado melhor — diz ela.”

    Isso me faz lembrar daquele filme: Jornada nas Estrelas – A Invasão dos BORGs.

    Quando a coletividade BORG se aproxima para a destruição do oponente, é transmitida uma mensagem muito peculiar.

    “Nós somos o RORG.”
    “Vamos assimilar sua individualidade na coletividade.”
    “O modo de vida como você conhece mudará definitivamente.”
    “Toda resistência é fútil”

    Isso mostra clara e definitivamente o grau de imbecilidade dessa cambada de coletivistas capiléticos estúpidos, que proliferam como meningocócicos na nossa sociedade. São a meningite da cultura brasileira da atualidade.

    Abraços.

  9. Luciano, já que falamos de região Sul, citemos sobre os senegaleses em Passo Fundo. Observe-se que eles são totalmente diferentes da população local, mas eles próprios dizem que não sofreram qualquer discriminação dos locais, sendo no máximo olhados com curiosidade, assim como qualquer brasileiro olha curioso para qualquer estrangeiro (uma vez que identificáveis com certa facilidade). Observe-se também que o máximo de preocupação que eles geram para a população passo-fundense é sobre sua situação ilegal, com a natural preocupação de que possa haver algum bandido no meio de gente de bem e que se esteja aproveitando do status humanitário das concessões de refúgio. Logo, acaba sendo mais uma coisa que joga por terra a história de que aqui seria pior para os negros do que a África do Sul do apartheid, recibo que já vimos alguns marxistas-humanistas-neoateístas quererem passar para comprovar a história de que seríamos um país em que o racismo seria política disfarçada de estado.

  10. Racismo é crime. Por isso, a imputação falsa e intencional de racismo a outra pessoa, que é juridicamente similar à imputação de um crime de roubo, de estupro, de pedofilia ou de homicídio, segundo o artigo 138 do Código Penal brasileiro, constitui crime de calúnia. Quero ver algum esquerdista destes me dizer que sou racista: além de responder por processo criminal, faço de tudo para tirar até o último centavo do patrimônio dele.

  11. além de responder por processo criminal, faço de tudo para tirar até o último centavo do patrimônio dele.(2) heheheeheeh Ameaço processar e processo qualquer um que me chame de homofóbico e machista!Não há lei especifica para homofobia , mas há para incitação de ódio , hahahah É assim que se faz.

  12. Negros criam arte satírica para negros se divertirem no coração da África. Quando um branquelo chucrute repassa aqui no Brasil, sofre linchamamento moral..
    Mas que fase!

  13. Deixa de ser burro Igor, da proxima vez coloca um banner de militante do PT, daí voce pode até postar um negro e um macaco junto que não dáh problema nenhum……

  14. Deixa eu ver se entendi: nego coloca foto com um forte cunho racista, que pode ser facilmente interpretada assim, não põe legenda nenhuma… E queria estimular o debate? Cutucou onça com vara curta. Desculpe, mas, sim, foi racista.

    Porém, sim, esquerdovitchs têm uma facilidade enorme em encontrar pêlo em ovo. Certa vez, numa discussão, um sujeito me acusou de racismo apenas porque eu não gosto de ter de ouvir funk com um cretino que não coloca um fone de ouvido, estando dentro de um ônibus. Porém, nesse caso, acho que pegou mal mesmo.

    Falou!

    • Ian,

      Olha só como a argumentação é problemática:

      Deixa eu ver se entendi: nego coloca foto com um forte cunho racista, que pode ser facilmente interpretada assim, não põe legenda nenhuma… E queria estimular o debate? Cutucou onça com vara curta. Desculpe, mas, sim, foi racista.

      Quem define se algo é racista? Um fato objetivo, que pode ser objetivamente testado, ou uma INTERPRETAÇÃO TENDENCIOSA do evento? Se é preciso ter legenda para “evitar dúvidas”, então ele não pode ser acusado de racismo, a não ser que a legenda desse a interpretação racista. Note que você assume que alguém precisa se defender sem EXISTIR PROVAS de que alguém cometeu um crime.

      Desculpe-me, mas se algúem QUIS INTERPRETAR ALGO como racismo POR TER DÚVIDAS SE A IMAGEM É RACISTA (por “não ter legenda”), o problema está em quem INTERPRETOU.

      Ele só poderia ser acusado de racismo se não fosse necessária nenhuma INTERPRETAÇÃO SUBJETIVA…

  15. Tirando o politicamente correto e tudo mais, ainda existe espaço para o bom senso. Eu sou torcedor do Grêmio e não foram poucas as vezes que acabei discutindo com algum outro torcedor devido à esta coisa de “macaco” como apelido dos torcedores do Inter. Eu entendo – e sei -, que a ideia por trás da alcunha nada tem a ver com negros MAS é inegável que a torcida colorada no Sul detém o maior número de torcedores negros e a associação é facilmente feita, seja por alguém de boa vontade, seja por um canalha que quer se aproveitar da situação. “Dar o ouro pro bandido” pode implicar em acabar como vilão da história.

    O debate que nós propomos é vital mas existem armadilhas sérias em jogo. Ainda não dá de ir tão longe, com uma imagem como a que esse guri postou. Eu entendo a complexidade dela e acho, inclusive, que o tal grupo nigeriano se utilizou de um estereótipo clássico do racismo para trabalhar outras questões (é claramente uma sátira das relações entre homens e mulheres, pautada com uma imagética da submissão do negro ante o branco) MAS só se sabe de tudo isso com um contexto. Ele foi contextualizar a imagem depois da polêmica e, da primeira vez que postou, pareceu provocação barata.

    É claro que, MESMO contextualizando, a shitstorm iria ser fortíssima. Nesse sentido, é uma questão de escolha: vale a pena, em nome da liberdade de expressão, ser pivô de uma baixaria, com custo pessoal alto (ser expulso do curso)? Isso é uma decisão pessoal e eu não condeno quem não a toma porque, provavelmente, eu não a tomaria.

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