Universidade do governo terá aulas de marxismo… e o que podemos fazer com isso?

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brainwashing

Eu critico a atitude de boa parte da direita, que se resume a observar o que a esquerda faz contra eles, e em seguida reclamar, como se fosse um desabafo, mas geralmente deixar por isso mesmo. Mas em muitos casos podemos fazer uma limonada a partir de limões lançados contra nós.

Antes, veja a notícia do Estadão (“Universidade do governo terá aulas de marxismo”):

Para o representante do PDT no Ministério de Dilma Rousseff, os trabalhadores de hoje precisam de uma maior compreensão política. “Estamos vivendo um período de despolitização geral no Brasil, em todas as áreas. Os trabalhadores são peça fundamental na discussão política. Eles são os agentes que constroem com seu esforço, com seu trabalho…”, explica.

A Universidade do Trabalhador vai usar a expertise do Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento, projeto sob a tutela, desde 2004, da Casa Civil, com cerca de 100 mil matrículas. A ideia, porém, é aumentar exponencialmente o atendimento na nova plataforma online de ensino, que terá capacidade técnica de atender simultaneamente até 250 mil pessoas e cerca de 1 milhão de trabalhadores por dia. “Vai ser um negócio grandioso”, garante o ministro. Discute-se, até mesmo, uma internacionalização do programa, que poderia ser acessado em países do Mercosul, como Argentina, Uruguai e Venezuela.

O primeiro convênio foi firmado com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde o catarinense Manoel Dias concluiu o curso de Direito. Segundo o professor João Arthur de Souza, do Departamento de Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC, a universidade vai receber R$ 2,5 milhões pelo contrato de dois anos, dinheiro que será usado para pagar bolsas a estudantes e contratar técnicos para o projeto. A equipe responsável pela definição dos novos cursos tem 30 a 40 alunos bolsistas e profissionais de várias áreas, como Psicologia, Pedagogia, Estatística, Computação, Letras, Economia, Sociologia e Administração.

Cursos sem partido. O professor da UFSC disse que os cursos serão “apartidários”, embora admita que abordarão o contexto no qual estão inseridas as tecnologias. “O trabalhador precisa entender o impacto do que ele está fazendo na sociedade.” A próxima da fila será a Universidade de Brasília (UnB), que fechará convênio com o governo ainda em 2013. Mais três instituições virão em 2014.

Na visão do ministro do Trabalho, a Pasta deve passar a desempenhar, em 2014, o papel de “intermediadora” na relação entre os trabalhadores e as empresas. “Hoje o mundo mudou, há de ter mais negociação. Isso ajuda no crescimento, na geração de empregos. O trabalhador bem tratado produz mais, trabalha com mais prazer.”

De acordo com o especialista José Pastore, professor de Relações do Trabalho da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), a qualificação profissional é, de fato, uma questão crucial, mas ter como foco “politizar” os trabalhadores é uma medida “defasada”, que não resolve o problema da baixa produtividade do mercado de trabalho brasileiro.

“Uma economia globalizada exige competência, eficiência e produtividade. Muito mais conhecimento das tecnologias e do sistema de produção do que propriamente de ciência política.” Para o professor, o foco deve estar na qualidade da educação básica. Ele conta que conhece um recrutador que faz testes de ditado com candidatos a vagas para profissionais com curso superior completo porque sempre tem os que são reprovados nessa fase.

Já vi comentários no Facebook dizendo coisas como “Pronto, danou-se, agora lá se vai o uso do dinheiro público para ensino de marxismo”. Ao contrário, em visualizo ótimas oportunidades na questão acima.

Para começo de conversa a doutrinação em marxismo já acontece em escolas públicas, portanto não teremos nada de novo. Mas a grande novidade é que essa plataforma é de ensino online, ou seja, teremos conteúdo disponível em grande quantidade fora do recinto de salas fechadas, que dão poder extremo aos doutrinadores escolares.

Atenção para este detalhe: o uso de salas fechadas, onde um professor fica a sós com o aluno, dá um poder extremo ao professor doutrinador, pois os alunos tendem a respeitar o professor (portanto, o visualizam como uma autoridade), e, por isso, ele pode usar essa autoridade para inserir suas ideias de forma mais fácil nos alunos. Para facilitar a vida do professor, o ambiente universitário cria ambientes de socialização nos quais o aluno será submetido à pressão psicológica e exclusão social caso não concorde com a massa cujo cérebro foi lavado pelo professor.

Já no ensino virtual, a coisa é diferente. O sujeito pode ser doutrinado em marxismo em uma aula online, e, no momento seguinte, ser ridicularizado nas redes sociais pelas ideias que aceitou. Além de tudo, é mais fácil obter o conteúdo da aula e desmascarar o próprio conteúdo ensinado. Podem ser criados até blogs onde a pessoa pode assistir a aula X em um dia e, 24 horas depois, ver as doutrinações da aula todas refutadas.

Em suma, o mar de oportunidades está aberto. É hora de nadar nele de braçadas.

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7 COMMENTS

  1. Os revolucionários socialistas dominaram de tal modo a esfera cultural e política que se sentem dispostos à exposição pura e simples. Não temem sair de um ambiente controlado, como uma sala de aula. Consideram seus opositores ineptos.
    A guerra está declarada! Que vença o melhor!

    • Prezado, nos defina o que é “o melhor” no seu conceito?

      Nem sempre vence “o melhor”. Quando se trata do totalitarismo, sempre vence “o pior”.Na década de 1930, na Alemanha, Hitler e o nazismo venceram. Dificilmente alguém em sã consciência poderá dizer que a guerra que se travou até àquela ocasião foi vencida pelo ” melhor” e que foi “o melhor” para a Alemanha e para a humanidade.

      Hoje, no Brasil, o que há de pior é a esquerda radical.

      Me desculpe, mas essa ideia de uma guerra tradicional com dois lados equilibrados, igualmente honestos e igualmente dignos disputando em condições perfeitamente justas e em que apenas “o melhor” vencerá é no mínimo, considerando a boa fé de quem o diz, um devaneio romântico e no máximo uma falácia para enganar quem ainda não acordou.

      Não há uma “guerra” quando apenas um “lado” pode falar.

      Quando apenas os alinhados com “um dos lados” consegue emprego numa estatal ou num órgão do governo .

      Quando apenas um “lado” pode escrever o que quer nos jornais, na Internet.

      Quando apenas um “lado” é representado no teatro, cinema e na televisão.

      Quando provas de nivelamento do Enem tem questões em que apenas as respostas de um dos “lados” são aceitas como corretas, mesmo que contrariando os fatos.

      Quando mestrandos e doutorandos só conseguem suas teses se estiverem alinhadas com um dos “lados”.

      Quando professores ensinam a nossos filhos a História com as distorções de um dos “lados”.

      Quando alunos são alfabetizados com cartilhas que os doutrinam num dos “lados”.

      Que guerra é essa da qual você fala como se fosse uma guerra “justa” em que o “melhor” vencerá?

  2. A matéria diz que será apartidário… O ideal seria alguns conservadores/liberais darem cursos. O próprio Olavo falou em mandato de segurança para isso. Seria uma ótima “batalhar” no próprio espaço que eles mesmo criaram.

  3. Há alguns meses fiz um curso neste CDTC sobre Marx, só por curiosidade. Não era nada mais que um antigo panfleto comunista, em forma de quadrinhos, que havia sido escaneado e posto online. Se eles esperam doutrinar alguém via EaD vão ter que melhorar muito. A propósito, o curso foi tirado do ar.

  4. Paulo Roberto em seu comentário não disse nenhuma mentira. Espero que o dono do blog divulgue essa palhaçada por aqui, que é pra detonar mesmo. Tenho esperança que mais e mais pessoas despertem para a farsa que é o comunismo, socialismo, marxismo, etc, etc, etc.

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