Frames fundamentais para Aecio Neves tratar a questão dos escravos cubanos

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aecio

Eu suspeito de absolutamente tudo que um esquerdista diz. Se ele for da extrema-esquerda, como os petistas, aí é que não acredito em praticamente nada mesmo. Qualquer coisa que digam deve ser submetida a um extensivo escrutínio cético. Abaixo é dito que o deputado federal Bruno Araújo, que seria conselheiro de Aécio Neves, teria dito para “Aécio parar de criticar o programa Mais Médicos”. Veja abaixo, a partir do texto de Ilimar Franco, de O Globo (que, segundo os petistas, é parte da imprensa que quer derrubá-los – imagine então se fosse aliada a eles):

Conselheiro do tucano Aécio Neves, o deputado Bruno Araújo (PE), quer que o partido pare de dar murro em ponta de faca. Acha, por exemplo, improdutivo criticar o Mais Médicos. Ele afirma que “o programa tem o apoio da população”. Além disso, para quem é atendido na ponta o debate sobre o regime de contratação dos cubanos não importa.

Estranho Ilimar Franco não ter colocado as frases proferidas por Bruno Araújo. Jornalistas sérios, que eu saiba, colocam as frases completas atribuída aos outros. Somente aí o leitor pode medir melhor as intenções dos declarantes, ao invés do puro julgamento do “jornalista” dizendo “ele quer isso” ou “ele optou por isso”. Sem os discursos de Bruno, para serem avaliados, podemos justificadamente suspeitar que Ilimar muito provavelmente está mentindo e distorcendo os fatos.

Mas vamos supor, a título de argumento, que realmente Bruno Araújo tenha proferido algo como: “Eu discordo de Aécio Neves criticar o Mais Médicos, pois isso nos fará perder votos. Ao contrário, acho que ele deve dizer que a forma de contratação de médicos cubanos, sob regime escravo, não importa, já que a população é atendida”. Se Bruno realmente disse isso ou algo próximo a isso (e Ilimar deve ser questionado para apresentar suas evidências a esse respeito), então isso significaria que o PSDB é um partido de frouxos, além de politicamente iletrados. Esse tipo de conselho, politicamente, só seria aceitável àqueles com algum grau de retardo, no mínimo.

Mas o que Aécio poderia então dizer em relação aos Mais Médicos? Simples, vamos aos frames:

  • O programa Mais Médicos surgiu por que a população os forçou a fazer isso, a partir das manifestações de Junho. Só que o programa surgiu para corrigir a demolição da saúde pública feita pelo PT, que está no poder desde 2002.
  • Agora é hora de melhorar o programa e deixar de fazê-lo ser apenas um “remendo” para esconder as falhas na saúde pública. É preciso de um investimento real em saúde, com infra-estrutura e uma carreira pública para os médicos.
  • Com a carreira pública para os médicos, o cidadão tem a certeza de ser atendido, sem a necessidade do uso de escravos, o que rejeita nossas conquistas civilizacionais, nos levando à uma moral típica das eras tribais. Não podemos aceitar escravidão.
  • Criticar a escravidão dos médicos cubanos é apoiá-los. Por isso, queremos que eles fiquem no Brasil, mas que suas famílias também possam ser trazidas. Imaginem como é horrível ficar tão longe de suas famílias, somente por que um governo ditatorial não permite que as famílias deles fiquem por aqui, pois, se ficassem, eles jamais retornariam à Cuba.
  • Para quem é atendido, a forma de contratação dos médicos cubanos deve importar ainda mais, pois não queremos escravos alugados que irão embora daqui um ano, ou, no máximo, três. Queremos profissionais que fiquem por aqui como cidadãos brasileiros. Queremos dar essa carreira a eles. Por isso, ser contra a escravidão dos cubanos é torcer para eles ficarem por aqui pelo tempo que quiserem, sem dar soluções temporárias e imorais para esconder os problemas.
  • Petistas vão dizer que devemos manter a escravidão de cubanos, pois senão, o governo de Cuba pedirá os escravos de volta. Nada que uma denúncia ao Tribunal de Haia não resolva, pois podemos exigir que Cuba mande as famílias de todos os médicos cubanos para cá. Se Cuba sequestrar as famílias dos médicos cubanos, isso é um crime contra a humanidade, que pode ser resolvido em um tribunal internacional que trata os mais graves crimes de guerra.
  • Qualquer um que diga que isso é ficar contra o Mais Médicos está deliberadamente mentindo a serviço do PT para esconder o fato de que eles contratam escravos e são moralmente incapazes de viver em sociedade civil.
  • Mensagem ao cidadão brasileiro que é atendido por um médico escravo de Cuba: “Pense que essa pessoa tem uma família, que está sequestrada por um governo sanguinário. É melhor que esse médico tenha uma carreira no Brasil, ao invés de ser obrigado a voltar para Cuba ao fim de um contrato, deixando você sem atendimento. Ficar a favor da abolição da escravidão para os médicos cubanos significa tanto lutar para garantir atendimento, como também é muito mais moral e civilizado.”

Note que no discurso acima, a regra fundamental da guerra política está mantida. Deve-se optar pela postura assertiva, ao invés de ficar na defensiva sem motivo, que é a pior postura possível em embates políticos. Aécio não tem motivos para ficar “se defendendo” do discurso do PT ter vendendo a ideia de que “ficar contra o aluguel de cubanos escravos é ficar contra o programa Mais Médicos, e, portanto, contra a população carente”. Ao contrário, ele deve atacar tanto a imoralidade por trás da contratação de escravos (e lançar uma proposta alternativa, beneficiando tanto os escravos cubanos como os profissionais brasileiros) como também apontar as culpas do PT no ato de lançar mentiras para tentar defender o indefensável.

Isso é muito melhor que aceitar “conselhos” vindo de gente aliada à extrema-esquerda. No dia em que Aécio aceitar conselhos de inimigos em guerra, é sinal de que tomou a decisão pela derrota. No caso de Bruno, se ele realmente falou o que disse, é um “espião” do PT. Mas ele ainda tem o benefício da dúvida, pois ainda não vimos as frases que ele tenha verbalizado, omitidas, convenientemente, do texto de Ilimar Franco. Aí o ônus da prova passa para Ilimar Franco.

Quando eu falo de ceticismo político, é disto que falo: o ato de questionar quaisquer alegações políticas. Alegações políticas são aquelas que, se aceitas, geram benefício ao seu adversário político. Este texto que você acabou de ler é um legítimo exemplo da aplicação do ceticismo político, assim como exemplo da aplicação dos paradigmas da guerra política, que estão mais próximos da dinâmica social. Dinâmica social e ceticismo político são, a meu ver, paradigmas aliados, que encorpam nossas análises e permitem que, enfim, consigamos entender e reagir aos eventos do mundo, principalmente nas questões políticas.

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17 COMMENTS

  1. Não adianta querer tapar o Sol com a peneira. É aceitar os termos do adversário e perder a guerra já no princípio da conversa. Princípio 2 de David Horowitz! Os médicos cubanos, se é que são médicos, são agentes políticos que vieram ao Brasil para desempenhar sua agenda revolucionária. O currículo de formação científico de um médico cubano é equivalente ao de um assistente de enfermagem brasileiro. Já a formação política é a de um comissário russo stalinista.
    O programa Mais Méd… Mais Comunismo não é resposta às manifestações esquerdalhas do meio do ano. Cuidado com essa linha de raciocínio. As coisas são o que são. Não se confunda o “iceberg” com apenas sua ponta. Há muitos anos os baderneiros esquerdopatas cortam vagas de cursos de Medicina pelo Brasil todo. Uma rápida pesquisa no Google esclarece facilmente. Mais. Há vídeos no YouTube mostrando entrevistas em Cuba – Repito. Cuba! – de estudantes de Medicina aguardando sua futura vinda para o Brasil. Se não me engano, 2 006. É! 2 006. Princípio 1!
    “Remendo”? “Investimento”? Que conversa é essa? Parece o Mitt Romney. Deixem a iniciativa privada seguir sua natureza. Não importa quão pequena seja uma comunidade, sempre há uma igreja ou templo. E médico também. Ou havia. Eu nasci em uma comunidade que tinha cerca de 5 000 habitantes. E tinha médicos. Plural! E quando aumentou um pouco, já apareceu um hospital. Iniciativa privada. Hoje, tudo sucateado e às moscas. Por quê? S.U.S.! Petista enchendo o $@(0 e dando palpite. “Victory lies on the side of the people.” Princípio 6! Vai em Inglês, já que eu não concordo com traduzir “people” como “povo”. Essa palavra não tem significado para um anglo-saxão. “People” é “pessoas”.
    “Carreira pública de médicos”? Desde quando Estado soluciona esse tipo de problema? Estado não faz parte da solução, mas do problema. Sempre! Em que lugar do mundo um sistema público de saúde funcionou? England? Canada? Melhor mudar de opinião, com a ajuda do Google. Novamente, é cair no engodo do adversário, pois já admite o inadmissível. Salve-nos, David Horowitz! Qualquer estudante e profissional da área médica tem de ter vocação para ajudar o próximo e não precisa da tutela do Estado (Ainda mais um socialista!) para isso. Eu sou do tempo em que médico aceitava um porco ou uma galinha como pagamento. A patotada hoje nem sabe como é um porco. Não entendem quando eu falo que “focinho de porco não é tomada”. Ou que “quem tem pena é galinha”. Ficam olhando apatetados.
    Qualquer brasileiro decente e com vergonha na cara tem de negar ser atendido por um comissário cubano. Ponto final! O resto é blablablá. O que eu digo é que a canalha petista é constituída de feitores de escravos e que eu não confraternizo com o inimigo. Princípio 3! E o “escravo” cubano não quer ser libertado. Ele quer transformar você (!) em escravo. Princípio 4! Ele não se considera escravo. Ele é doutrinado desde o berço. É comunista desde as fraudas! E se o camarada cubano quiser desertar, que se apresente aos norte-americanos, que lhe fornecem cidadania norte-americana. Isso mesmo! Cidadania norte-americana! Está no Google! Princípio 5!
    Luciano, você não acertou na mosca neste seu texto. Pareceu eleitor do Aécio. Deve ser ressaca natalina.
    A única diferença entre os sodomitas do P.S.D.B. e do P.T. é que os primeiros passam a vaselina antes. Mas o rabo da estória continua sendo o seu!
    Eu sugiro a todos a leitura do texto essencial http://lucianoayan.com/2012/07/08/a-arte-da-guerra-politica-ii-os-principios/, por um tal de Luciano Ayan. Ninguém conhece esse autor. Que não estava de ressaca, mas afiadíssimo! Ressalvada a discordância na tradução. 😉

    • Marcos Ronald,

      Vamos lá…

      Não adianta querer tapar o Sol com a peneira. É aceitar os termos do adversário e perder a guerra já no princípio da conversa. Princípio 2 de David Horowitz!

      Se você reler o livro de Horowitz com cuidado verá que ele relembra que em nosso cenário político temos um ambiente multifacetado, e existem MOMENTOS DIFERENTES para se agir. Na introdução, ele até lembra que os democratas ganharam pois sabem usar até propostas conservadoras em alguns momentos. Em suma, a guerra de posição é baseada em posições claras.

      Os médicos cubanos, se é que são médicos, são agentes políticos que vieram ao Brasil para desempenhar sua agenda revolucionária. O currículo de formação científico de um médico cubano é equivalente ao de um assistente de enfermagem brasileiro. Já a formação política é a de um comissário russo stalinista.

      Quando sair meu livro sobre a questão cubana, você poderá ver estudos mostrando que uma parte (aproximadamente 10 por cento) dos médicos cubanos importados são agentes, mas isso tem diminuido por causa da demanda. Isso vem a partir de pessoas que DESERTARAM de Cuba. Por isso, ao invés de atacar os médicos cubanos, eu os defendo, e os CONVIDO a mostrarem de fato sua capacidade ao fazerem o exame Revalida.

      O programa Mais Méd… Mais Comunismo não é resposta às manifestações esquerdalhas do meio do ano. Cuidado com essa linha de raciocínio. As coisas são o que são. Não se confunda o “iceberg” com apenas sua ponta. Há muitos anos os baderneiros esquerdopatas cortam vagas de cursos de Medicina pelo Brasil todo. Uma rápida pesquisa no Google esclarece facilmente. Mais. Há vídeos no YouTube mostrando entrevistas em Cuba – Repito. Cuba! – de estudantes de Medicina aguardando sua futura vinda para o Brasil. Se não me engano, 2 006. É! 2 006. Princípio 1!

      Desculpe-me, mas aí você apontou apenas que os médicos brasileiros foram prejudicados por uma ação do governo. Isso deve ser claramente exposto e ao que parece a proposta oposta à do PT tem apontado isso, especialmente a partir dos políticos do DEM.

      Alias, todas as informações que vc postou não estão negadas pelo meu texto…

      “Remendo”? “Investimento”? Que conversa é essa? Parece o Mitt Romney. Deixem a iniciativa privada seguir sua natureza. Não importa quão pequena seja uma comunidade, sempre há uma igreja ou templo. E médico também. Ou havia. Eu nasci em uma comunidade que tinha cerca de 5 000 habitantes. E tinha médicos. Plural! E quando aumentou um pouco, já apareceu um hospital. Iniciativa privada. Hoje, tudo sucateado e às moscas. Por quê? S.U.S.! Petista enchendo o $@(0 e dando palpite. “Victory lies on the side of the people.” Princípio 6! Vai em Inglês, já que eu não concordo com traduzir “people” como “povo”. Essa palavra não tem significado para um anglo-saxão. “People” é “pessoas”.

      O livro de Horowitz claramente apresenta os princípios de uma maneira breve e depois os detalha mais. Este capítulo é importante:
      http://lucianoayan.com/2012/07/12/a-arte-da-guerra-politica-vi-politica-e-principios/

      Note que o próprio Horowitz propõe a ideia de vouchers a partir do estado AO INVÉS de permitir que os sindicatos de professores continuem ficando com verbas injustificadas. Ou seja, ele sabe que PURISMO é pedir para perder. Se você se opor ao regime cubano, mas mantendo a saúde pública, você POLARIZA a discussão na questão de valores, e ainda CONSIDERA o ambiente político e social atual, onde o país está devastado por uma overdose do pensamento de esquerda. Não é um momento para propor substituição de saúde pública pela saúde privada no Brasil, mas sim promover iniciativas PRIVADAS para a economia, para que em um momento futuro não precisamos confiar em saúde pública mais.

      Propostas políticas devem ser feita PENSANDO NO MOMENTO POLÍTICO. Desculpe-me, mas vc não está fazendo uma PROPOSTA POLÍTICA, mas reescrevendo seus valores em forma de proposta política. Esquerdistas não fazem isso.

      “Carreira pública de médicos”? Desde quando Estado soluciona esse tipo de problema? Estado não faz parte da solução, mas do problema. Sempre! Em que lugar do mundo um sistema público de saúde funcionou? England? Canada? Melhor mudar de opinião, com a ajuda do Google. Novamente, é cair no engodo do adversário, pois já admite o inadmissível. Salve-nos, David Horowitz!

      Atenção, atenção!

      Por princípios, DEVEMOS reduzir o tamanho do estado naquilo que for factível reduzir. Entretanto, existe o serviço público. No Brasil, atualmente, não podemos abolir a saúde pública. Aliás, ela é uma das preocupações mais críticas da população atual no que tange ao serviço público. Horowitz propõe a elaboração de propostas PRAGMÁTICAS, que estejam, NA MEDIDA DO POSSÍVEL, alinhadas com nossos valores morais.

      Eis a proposta do governo:

      * Privilegiar a contratação de escravos cubanos para esconder as falhas no sistema de saúde público

      Eis minha proposta;

      * Fazer com que os cubanos que queiram possam ficar definitivamente. E que tenham que disputar os cargos em uma carreira pública. De qualquer forma, o estado terá que investir em médicos.

      Pela minha proposta, eu jogo a pressão para que o estado seja RESPONSABILIZADO pela saúde pública que oferece, e aí sim, eles não teriam mais pretextos para se defender de sua ineficiencia.

      Note que minha proposta é pragmática.

      Veja a sua proposta: “O estado não deve oferecer saúde pública”.

      Sabe o que acontece? O esquerdista te tira do debate mostrando pessoas sem assistência e VOCÊ NEM TERÁ SUA OPÇÃO DISCUTIDA A SÉRIO NO DEBATE PÚBLICO.

      Enfim, fazer propostas políticas não significa apenas pegar seus valores e escrever no papel, dizendo “está aqui minha proposta política”. Se assim fosse, política não seria uma arte. 😉

      Qualquer brasileiro decente e com vergonha na cara tem de negar ser atendido por um comissário cubano. Ponto final! O resto é blablablá.

      Desculpe-me, mas não é assim que o ser humano funciona. O ser humano funciona por AUTO-INTERESSE e quem não entender isso está fora da atuação política. Quem não tem médicos a disposição, vai recorrer aos médicos cubanos. Ponto final.

      O que eu digo é que a canalha petista é constituída de feitores de escravos e que eu não confraternizo com o inimigo. Princípio 3!

      Engraçado é que o inimigo quer defender a escravidão de cubanos. E eu proponho POLARIZAÇÃO nesta questão. Desculpe-me, mas minha proposta é ADVERSÁRIA da proposta do PT. A sua, me desculpe a sinceridade, NEM PARTICIPA DO DEBATE.

      E o “escravo” cubano não quer ser libertado. Ele quer transformar você (!) em escravo. Princípio 4!

      Se assim fosse, eles não teriam seus passaportes retidos, nem teriam suas famílias ficando em Cuba. Este é o ponto a ser denunciado.

      O próprio Fidel sabe que, quando exposto à outras realidades com mais liberdades, A GRANDE MAIORIA QUER FUGIR. Sempre foi assim em regimes socialistas (que se baseiam na doutrinação das pessoas), por que na questão cubana seria diferente? A meu ver, você não está avaliando o contexto desta discussão…

      Ele não se considera escravo. Ele é doutrinado desde o berço. É comunista desde as fraudas! E se o camarada cubano quiser desertar, que se apresente aos norte-americanos, que lhe fornecem cidadania norte-americana. Isso mesmo! Cidadania norte-americana! Está no Google! Princípio 5!

      E em que parte de meu texto eu sou contra os cubanos buscarem cidadania norte-americana. Aliás, esta é uma ALTERNATIVA que eu defendo para eles. Mas isso não será feito para quem tiver suas famílias em Cuba. Por isso, devemos propor levar a questão para o Tribunal de Haia, para que as famílias de médicos cubanos estejam com eles nos países em que eles estiverem. 😉

      Estratégia, meu caro… 😉

      Luciano, você não acertou na mosca neste seu texto. Pareceu eleitor do Aécio. Deve ser ressaca natalina.

      Os Estados Unidos se aliaram à Russia para vencer os nazistas. Depois, ficaram contra os russos. Isso é estratégia de guerra. Bater o pézinho e dizer “não discuto meus valores, e minhas propostas políticas são apenas meus valores transcritos” não é jogar a guerra política, mas abdicar dela para perder sempre.

      Apoiar o PSDB para se livrar do PT é uma opção pela esquerda mais moderada.

      A única diferença entre os sodomitas do P.S.D.B. e do P.T. é que os primeiros passam a vaselina antes. Mas o rabo da estória continua sendo o seu!

      Tem uma diferença que você não percebeu. O PT quer implementar censura de mídia e implementar o bolivarismo. O PSDB ainda está distante dessa opção.

      Tem certeza de que quer defender voto nulo?

      Eu sugiro a todos a leitura do texto essencial http://lucianoayan.com/2012/07/08/a-arte-da-guerra-politica-ii-os-principios/, por um tal de Luciano Ayan. Ninguém conhece esse autor. Que não estava de ressaca, mas afiadíssimo! Ressalvada a discordância na tradução

      O texto é de David Horowitz, a tradução é que foi minha. E recomendo lerem o LIVRO COMPLETO, para em especial o capítulo sobre política e princípios. http://lucianoayan.com/2012/07/12/a-arte-da-guerra-politica-vi-politica-e-principios/

      Política não é tão fácil quanto você pensou, meu caro. É uma arte! Como Howoritz fala, as vezes é como jogar xadrez ou poquer.

      • Colocar palavras na minha boca muito diferentes do que eu afirmo não contribui e dá mal exemplo. “Veja a sua proposta: “O estado não deve oferecer saúde pública”. Mentira! Mostre onde eu disse isso! Esse par de dois não ganha essa rodada.
        O resto da sua réplica não precisa de tréplica. É resto e só. Você parece o Obama acusando o Romney. Esquece que nada disputamos aqui. O blogue é seu e ponto final! Eu fiz uma crítica construtiva a um texto equivocado e fraco para contribuir. Você viu estrume e eu adubo. De qualquer modo, eu não sou adepto do fogo amigo. Xeque-mate!

      • Marcos Ronald, vamos lá

        Colocar palavras na minha boca muito diferentes do que eu afirmo não contribui e dá mal exemplo. “Veja a sua proposta: “O estado não deve oferecer saúde pública”. Mentira! Mostre onde eu disse isso! Esse par de dois não ganha essa rodada.

        Veja o que você disse: “Carreira pública de médicos”? Desde quando Estado soluciona esse tipo de problema? Estado não faz parte da solução, mas do problema. Sempre! Em que lugar do mundo um sistema público de saúde funcionou? England? Canada? ”

        Eu entendi que esse é o discurso padrão que idealiza uma sociedade em que a saúde seja privada, não?

        O resto da sua réplica não precisa de tréplica. É resto e só. Você parece o Obama acusando o Romney. Esquece que nada disputamos aqui. O blogue é seu e ponto final! Eu fiz uma crítica construtiva a um texto equivocado e fraco para contribuir.

        Ok, entendo sua crítica construtiva, mas eu entendi como uma argumentação que trazia OBJEÇÕES, que eu precisava tratar.

        Se futuramente eu utilizar este conteúdo em algum livro ou ensaio sob elaboração, tratarei as suas objeções.

        A meu ver, repito: vejo que sua objeção parte da não negociação de seus valores, e à transposição de seus valores para propostas políticas. A meu ver, ficamos mais distantes de vitórias contra esquerdistas se formos por esse caminho.

        Abs,

        LH

      • Do meu ponto de vista, a estratégia delineada pelo Luciano está perfeita. Ataca os pontos negativos do programa sem atacar o programa e os médicos cubanos.

        Acho um tanto estranha a proposta do leitor deste blog, o sr. Marcos Ronald. O que ele está indicando é uma proposta ultrarradical, frontalmente oposta ao ultrarradicalismo de esquerda, ou seja, a mim, a proposta do sr . Ronald radicaliza para a extrema-direita o debate político.

        Não acho uma tática inteligente a ser aplicada no Brasil atual, que vive o resultado de mais de 50 anos de doutrinação maciça e permanente da população brasileira por agentes esquerdistas na imprensa, no cinema, na TV, no rádio, no teatro, nas escolas, universidades e, até mesmo, nas principais religiões.

        Em minha opinião, se o PSDB adotar a estratégia sugerida pelo sr. Ronald estará, mais uma vez, a caminho da derrota e, desta vez, tudo me faz crer, será definitiva.

        Se o sr. Ronald leu mesmo o ensaio de David Horowitz sobre a guerra política, deve se lembrar que Horowitz afirma, e com total razão, que a decisão de uma eleição democrática está nas mãos do povo e assim, na guerra política, o lado que desejar vencer TEM QUE OUVIR O POVO!

        Por exemplo, lê-se na página 8 do livo de Horowitz:

        “Em termos políticos, as “vítimas” são os ‘derrotados’ [underdogs], os pobres coitados, isto é, o próprio povo. Num concurso político democrático, o vencedor é aquele que persuade o povo a se identificar com ele. Numa democracia, este é o primeiro – e talvez o único – princípio da guerra política: O lado do ‘coitados’ [“underdog”], que é o lado do povo, vence.”

        Ora, a revista VEJA desta semana, se referindo apenas ao estado de São Paulo, segundo maior campo de batalha do PT em 2014, afirma na seção Holofote (pg. 31):

        “Apesar de liderar as pesquisas, Geraldo Alkmin sabe que terá uma campanha difícil para a reeleição. O sucesso do Mais Médicos, aprovado por 78% dos paulistas em pesquisa encomendada pelo PSDB, servirá de combustível para a candidatura de Alexandre Padilha (PT). Para tentarem conter o rival, os marqueteiros de Alckmin estão gravando cenas em santas casas pelo estado, para mostrar que a gestão de Padilha no Ministério da Saúde levou grande parte delas à falência.”

        Assim, a “voz do povo” com relação ao Mais Médicos, segundo pesquisa feita pelo próprio PSDB é favorável ao programa e atacá-lo como sugere o sr. Ronald é se autoderrotar nas eleições de 2014, caso Horowitz esteja certo – e eu tenho ccerteza de que ele está!

  2. Luciano.

    Excelente abordagem da questão. Parabéns.

    Permita-me uma singela sugestão: encaminhe por email esse texto ao Aécio Neves.

    É possível que ele nem tome conhecimento do email, que poderá ser filtrado por sua assessoria, mas existe também a possibilidade de, afortunadamente, chegar ao seu conhecimento.

    Digo isso porque o Aécio tem uma postura muito provinciana para uma atuação política em espectro nacional, mas podemos torcer para que ele fique um pouco mais malandro, e assim alavancando, enfim, sua carreira. E o Brasil necessita urgentemente da alternância de poder. Depois poderemos, com mais fôlego e lastro temporal, ocuparmo-nos da implementação das estruturas político partidárias no pensamento liberal conservador.

    De qualquer modo você, Luciano, não tem nada a perder…

    Abraços.

  3. Luciano, não sei se você já viu, a resposta do Danilo Gentili a um meme no site dele: http://www.respondendoidiotas.com.br/?p=315

    Fiquei impressionado, respondeu em altíssimo nível. Destaque para o início: “Cibermilitante tenta diminuir meu trabalho ocultando a verdade e manipulando os fatos através de um meme que editou para pintar o santo e o demônio, conforme sua religião política e agenda socialista precisam no momento.”

    Note que ele utiliza o termo “religião política”, acho que ele anda lendo seu blog hein rs

    • Estou estabelecendo uma data, mas, em formato virtual, deve ser até metade de janeiro. A meu ver, o adiamento de 2 meses foi providencial, pois simplesmente ele será o meu primeiro livro, e não apenas um ensaio. Mesmo com a questão cubana de fundo, dois capítulos ali, no mínimo, dão A JUSTIFICATIVA INICIAL para o meu sistema de pensamento.

      Abs,

      LH

  4. A única ressalva em relação à proposta de retirar os médicos de Cuba, é uma questão um pouco polêmica, tem que ver com a forma de produzir de Cuba, a verdade é que aquele país está na merda, só esquerdosos doentes dizem o contrário, mas não se pode penalizar toda uma população (que depende de forma simbiótica do Governo) por causa de nossos problemas, quero dizer que retirar essa mão de obra de Cuba, apesar de ser uma ideia louvável, deve ser feita com a certeza de que está tirando o sustento do Governo e, em consequência, dos cubanos, que dependem dos fundos adquiridos com a venda da mão de obra desses médicos. É certo que o Governo os usa como escravos, inclusive um argumento recorrente é de que esses médicos são formados de graça pelo regime, e que, portanto, devem fidelidade, é de uma torpeza incrível tal fala, porém não dá pra negar que deve ser impactante a retirada de 6000 médicos e suas famílias de um país como aquele.

    Acho que o Brasil e a América Latina tinham era que lutar pela queda daquele regime, e cuidar de nossos próprios médicos.

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