O ano em que a hegemonia da esquerda brasileira foi quebrada

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globonews

Este foi 2013. Embora ainda surjam aqui e ali alguns adeptos do direitismo depressivo (que se baseia em dizer “está tudo acabado”), a grande verdade é que neste ano o pensamento de direita finalmente quebrou a hegemonia do pensamento de esquerda.

Tivemos, por exemplo, o lançamento dos ótimos livros O Mínimo que Você Precisa Saber para Não ser um Idiota, de Olavo de Carvalho, O Manifesto do Nada na Terra do Nunca, de Lobão, A Esquerda Caviar, de Rodrigo Constantino, e Década Perdida, de Marco Villa. Destes livros, nenhum vendeu menos do que 15.000 cópias, ao passo que os livros de Olavo e Lobão beiram as 50.000 cópias vendidas.

Mesmo que alguns destes autores sejam mais comedidos, e alguns deles usem, a meu ver, luvas de pelica, estamos diante de um ótimo sinal. Existe uma demanda pelo pensamento de direita, até por que a população brasileira tende à direita.

Quebra da hegemonia não significa dominância cultural, mas o fim de um consenso forçado (ou, como diria Nélson Rodrigues, uma unanimidade burra), no qual apenas ideias de esquerda são toleradas. Diante disso, Reinaldo Azevedo, além de escrever seu blog na Veja, também passou a escrever para a Folha de São Paulo. Aos seus quadros, a Veja adicionou Lobão, Felipe Moura Brasil e Rodrigo Constantino. Em outras palavras, há um pensamento de direita ocupando um espaço antes era praticamente censurado por esquerdistas, o que é importantíssimo.

Em tempo, ao final deste post estão os vídeos do programa Globo News, do dia 28/12/2013, em que William Waack entrevistou Bolivar Lamounier, Luiz Felipe Pondé e Reinaldo Azevedo. O quê? Três pensadores da direita sendo entrevistados na GloboNews? Imagine o ranger de dentes dos esquerdistas…

Por isso mesmo, se 2013 foi o ano em que a hegemonia esquerdista brasileira foi quebrada, 2014 é o ano em que devemos lutar pela nossa liberdade de expressão, pois, exatamente por causa da ascensão da direita, o governo socialista do PT fará tudo para conseguir censurar a mídia e a Internet.

Por isso, desejo um 2014 com lutas ainda mais ferrenhas, nas quais nos defrontaremos com fraudes muito mais elaboradas (verdadeiras arquiteturas de fraudes), e com adversários muito mais desesperados e irritadiços.

Feliz 2014 a todos!

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32 COMMENTS

  1. Foi excelente o programa com Lamounier, Pondé e Reinaldo. Tanto pela competência dos convidados como pela do mediador, William Waack. Entretanto, considero que o tempo não foi suficiente para dar maior clareza ao debate.

  2. Também concordo que o debate foi ótimo. Entretanto, em minha opinião, ainda está num nível muito acima do povão que é quem vai definir o cenário de 2014 a 2018. Dizer que ser liberal é defender a liberdade do indivíduo e que ser anti-liberal é ser contra essa liberdade pode não significar muito para, por exemplo, um jovem da chamada geração Y, se não estiverem atrelados à fala, exemplos simples que materializem para o eleitor o que isso representa em termos práticos.

      • Acho que a matéria publicada pelo Luciano hoje (2/1/14 – “De Paulo Henrique a Paulo Nogueira é sempre a mesma coisa: manifestações de racismo abominável, agora contra Joaquim Barbosa”) deixou bem claro, entre outras coisas, o que é ser contra e a favor da liberdade individual.

        Muito boa matéria! 🙂

    • Taí um belo ponto para ser desenvolvido. A população de um modo geral ficou assim; só entende as coisas nesses termos de ganhos e vantagens. Se não tô enganado, o nosso Luciano e o Horowitz já falaram disso.

      Mostrar pra esse povão o quanto NÃO vale a pena votar na extrema-esquerda, o quanto é desvantajoso a CURTO e média prazo votar nessa gente.

      Uma das minhas metas pra esse ano é DESMONTAR parágrafo por parágrafo TODO o programa político eleitoral do PSOL e entregar pro eleitorado carioca uma versão mais enxuta e INTELIGÍVEL pra quem preza seus interesses mais imediatos (sou do Rio e preciso priorizar isso). Não sei se vou conseguir, mas vou pelo menos tentar.

      • Excelente.

        Apelar ao auto-interesse das pessoas é essencial.

        Estou escrevendo agora sobre as fraudes de lei da mídia (até por que meu livro sobre a moral psicopática+questão cubana já está pronto), e tenho dedicado um espaço para explicar O GANHO para o cidadão, especialmente o mais pobre, de ter uma imprensa livre.

        Abs,

        LH

  3. Ótima a observação de Reinaldo Azevedo: O Conservador não é aquele que quer conservar as injustiças. Conservador é aquele que, muito embora veja a necessidade de mudanças em setores da sociedade, reconhece que essa não pode ser conseguida pelo solavanco das instituições democráticas, porque sabe, por meio da experiência histórica desastrosa das nações que trilharam esse caminho, que sem elas (instituições democráticas) não´é possível efetivo progresso.

    • Mas aí eu vejo um problema: note que o Reinaldo Azevedo PRECISOU se explicar. Quando você está se explicando, na guerra política, já está perdendo.

      O RÓTULO deveria ser auto-explicativo. Por exemplo, já vimos algum esquerdista explicar o rótulo PROGRESSISTA? Ele não precisa, pois o rótulo já carrega conotação positiva (“progresso”). Ou mesmo o rótulo LIBERAL, usado por esquerdista norte-americanos? O rótulo já carrega conotação positiva (“liberdade”).

      A meu ver, a parte da direita que usa o rótulo conservador comete um erro estratégico terrível ao usar um rótulo que REQUER explicação…

      Abs,

      LH

      • Luciano, até pode ser um “erro estratégico”, mas considero um procedimento necessário. Nós sabemos que termos como “direita” ou “conservador” foram relegados a um campo semântico extremamente negativo, de modo que, mesmo sendo preciso adotar uma postura quase pedagógica – ou didática -, é preciso justamente explicar para as pessoas que isto não procede, que direita ou conservador não é inerentemente ruim. No momento em que a pessoa se dirige a um público que já foi doutrinado nas salas de aula (escolas, sobretudo) e pelas mídias mais variadas (filmes, internet, “intelectuais”, etc.), é um recurso necessário mostrar o erro neste julgamento. Se ninguém desconstruir (o termo é suspeito, eu sei, mas o repertório das ciências sociais/humanas não serve para um lado apenas se for bem utilizado por quem o conhece) esta associação, mesmo que em um nível mais simples, a demonização continua. Compreendo a sua posição e suas razões para este comentário seu, mas se resumirmos tudo a “estratégia” visando algo mais imediato – por mais urgente e necessário que seja fazer isto – e não construirmos uma base conceitual sólida, livre destas acusações infantis e que seja de conhecimento amplo (sem as distorções costumeiras), acredito que as coisas serão mais complicadas.

      • O leitor Alex “has a point”, Luciano. Você também tem 🙂 De modo que fica a pergunta: se os rótulos “direita” e “conservador” passaram a significar *coisas ruins* na cabeça do povão, quais são os rótulos novos que você sugere para substituí-los? Neste ponto você está certo, «desconstruir» as re-significações da esquerda leva tempo, e precisamos de alguns resultados “para ontem”.

      • Qual seria a opção aí, Luciano?

        Trocar o rótulo, guardar o rótulo na gaveta e esquecê-lo por um tempo… ? Porque no caso do termo ‘conservadorismo’ não vejo muita saída, ao contrário de ‘direita’ que poderia ser substituída simplesmente por ‘oposição’ .

        Acho que ‘OPOSIÇÃO’ é o termo mais adequado mesmo, porque acaba “forçando” um lugar dentro desse espectro esquerdista de ‘oposição interna permitida’ (que acaba falseando a dinâmica política pra platéia), fazendo essa cambada que se diz “oposição” tb sucumbir pelo seu próprio livro de regras.

        E ficou muito boa essa resumida de fim de ano, principalmente essa parte final.

        Abs

      • Olha…

        Como o JMK disse, o rótulo conservador está aí. É preciso de um trabalho hercúleo para explicar por que o conservadorismo é positivo para uma larga parte da população.

        Se existir esse esforço, tudo bem, mas acho que o esforço tira poder de fogo da direita.

        Quanto ao termo oposição, acho ótimo.

        Abs,

        LH

      • Tem razão o Lucianohenrique: “Se você não consegue entender alguma coisa sem receber explicações, significa que continuará não entendendo, apesar das explicações”. Trecho do livro 1Q84 de Haruki Murakami.

        Neste ponto a esquerda teve sucesso ao conseguir transformar em geleia os conceitos, facilitando o proselitismo falacioso da sua doutrina. É preciso resgatar o verdadeiro sentido das palavras para que elas sejam entendidas sem necessidade de explicações.

  4. Foi o ano também que esse blog apareceu a mim. Muito obrigado Luciano!

    Cara, talvez eu não tivesse conhecido D. Horowitz e Saul Alinsky tão cedo se não fosse o seu trabalho.
    A partir desse blog que comecei me interessar mais pela guerra política – conclusão: larguei o direitismo depressivo!

    Luciano, acho que você já deve ter visto esse artigo do Alexandre Borges no MSM [http://migre.me/hfen7]; se já tiver visto, uma pergunta: tem um artigo sobre esse mesmo conceito do Alexandre aqui no seu blog? Se não viu, veja-o, é interessantíssimo.

    Conhece esse site aqui [http://www.truthrevolt.org/]? O Alexandre Borges disse que é uma façanha do Horowitz – https://www.facebook.com/AlexandreBorrges/posts/608060852585063.

    Feliz Ano Novo pra você e para todos os leitores deste blog!

  5. Continuemos a comer pelas beiradas e conquistando gente com discernimento para o lado da logica e da razao. Chega de slogans vazios e palavras de ordem que so trazem miseria, fim da liberdade e perseguiçao.

  6. E essa hegemonia vai acabar da forma mais tragicômica possível!

    Casos como o do maluquete Paulo Ghiraldelli vão ser cada vez mais frequentes. Vamos ver esquerdistas pirando em praça pública neste ano de 2014, podem esperar!

    Este ano vai ser muito divertido hahahahaha

    Aproveito para desejar um Feliz Ano Novo para você, Luciano! Feliz Ano Novo para todos os que acompanham o blog. E pros esquerdistas também, já que eles vão garatir as nossas risadas futuras

  7. Luciano, parece que o combate ao marxismo-humanismo-neoateísmo está derrubando por vez aquela fama de que seria carrancudo e sem qualquer senso de humor. Você viu este clipe em uma levadinha meio manguebit?

    http://www.youtube.com/watch?v=O1tnPfb8mgE

    De brinde, você leva esta esta entrevista com Anita Leocádia Prestes descendo a lenha no PT (ou o MHN que serve de inocente útil no combate ao MHN) e um dos raros momentos em que podemos agradecer aos marxistas-humanistas-neoateístas por algo que eles fazem: devido àquela lei que quer inserir nem que a força mulheres na política, pode ser que neste ano tenhamos menos tempo de propaganda eleitoral gratuita (incluindo aí os partidos MHNs que fizeram passar essa lei), conforme se pode ler nesta sakamotice. E aqui caímos naquela tônica histórica básica de o MHN brasileiro fazer trapalhadas que o fazem se ferrar nos passos mais cruciais para avanço de agenda.

  8. Não sei se você me considera um desses direitistas pessimistas, mas eu não me julgo um, eu acho que existe esperança sim, ela só está bem longe do braslixo.
    seasteading dot org.

    • E se for com esse tipo de mentalidade, essa esperança “está distante” de qualquer país. Em qualquer país, existem esquerdistas obtendo resultado. Em qualquer país, existem direitistas que aprenderam a revidar. Mas, em qualquer país, existem direitistas derrotistas, embora no Brasil eles estejam em maior número.

      Regra de Alinsky: “poder não é o que você tem, mas o que o seu inimigo pensa que você tem”. 😉

      Abs,

      LH

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