A deformação ética de Gregório Duvivier: “tem graça rir do opressor, não do oprimido”. O problema é a vagueza intencional…

23
265

Gregorio-Duvivier-Jesus-Cristo-polemica_ACRIMA20131223_0020_15

Não há como negarmos. O humorismo chapa branca é uma realidade, e a forma de lidar com esta realidade é uma só: o boicote aos anunciantes deste tipo de gente. A pergunta é: por que o boicote é tão relevante? Por que estamos diante de pessoas com as quais não se pode discutir. Esquerdistas defendem X, mas no momento seguinte defendem oposição a X, conforme sua conveniência.

Em um post anterior, Fábio Porchat disse que era um absurdo censurar piadas. Mas, em entrevista a um site comunista, o sócio de Porchat, Gregório Duvivier, disse exatamente o oposto: “[…] não existem temas proibidos, existem abordagens proibidas”. Como sempre, o esquerdista radical é um censor nato.

Avaliemos o que ele disse após responder a seguinte pergunta: “Há muita dúvida sobre se há ou não limites para o humor. O que você quer dizer quando afirma que “nem toda piada é válida”?”

É uma ótima pergunta! Realmente se se tem limites para o humor, é uma grande questão da humanidade. Acho que limite é uma palavra muito forte. Não acho que tem limites, proibições. Mas o que tem é o bom senso, a educação quase, até inteligência um pouco.

Ok, ótimo. Belo critério (risos). A partir de agora, sem “proibições” (mas o discurso mudará daqui a pouco), basta então acusar o oponente de “falta de bom senso”, que temos um problema na piada do outro? O recurso utilizado por Duvivier é o da vagueza intencional. Na hora de estabelecer uma “regra”, ele é claramente vago para poder manipular o que “pode”  e o que “não pode” conforme sua conveniência. Parece que já temos um padrão de discurso aqui…

Acho que a responsabilidade existe ou tem que existir para tudo. No cinema você está comovendo as pessoas. Então, você não pode fazer aquilo sem noção do alcance que está tendo. No humor também. Por exemplo, no Porta dos Fundos parece que a gente não tem limites, mas a gente tem vários. Volta e meia vamos filmar alguma coisa e dizemos “Não… isso aí está sendo agressivo um pouquinho demais”, e a gente fala que passou do limite e não faz.

Até aqui, pelo uso dos critérios vagos de forma deliberada, podemos supor que o limite está naquilo que dá benefício político a Duvivier.

Senão vejamos: relembremos os três posts que eu fiz sobre a questão do especial de Natal em que eles ridicularizaram a religião cristã (1, 2 e 3). O que eles deixam bem claro é que, se eles atendem a grupos específicos, então não há limites para o que possa ser feito contra esses grupos em termos de ridicularização.

A meu ver, eu não tenho problema algum, por não ser religioso. Mas como liberal e adepto do discurso racional, não podemos tolerar a ideia de que “se for contra o inimigo do Duvivier, tudo pode, mas se for a favor dos amigos dele, nada pode”, pois isso é trotskismo, configurando na moral psicopática, que inviabiliza a vida em sociedades civilizadas.

Pessoas decentes discutiriam critérios. Por exemplo, está liberada a ofensa a símbolos que o oponente valorize, por mais queridos que sejam? No caso das feministas, a teoria de gênero. No caso dos cristãos, Jesus Cristo. No caso dos marxistas, todas as crenças esquerdistas. No caso do movimento LGBT, todo o discurso deles. No caso de grupos de indivíduos, tudo seria liberado desde que não surgisse uma ameaça à integridade de indivíduos. Por isso, piadas dizendo “Duvivier deve ser linchado” ou “Feliciano deve ser vítima de agressão” seriam completamente amorais. Mas o resto pode…

Notaram o que é discutir critérios racionais? Entretanto, vejamos a vagueza de Duvivier para estes critérios:

Alguns esquetes já foram assim. Por que, assim, a gente pode rir de tudo? Eu não sei. Tem coisas de que não vale a pena rir. Das minorias, por exemplo. Ou rir de um sofrimento real das pessoas. Não tem graça rir dessas coisas. Tem graça você rir do poder, você rir do opressor, não do oprimido.

Para começo de conversa, “sofrimento real” ainda é subjetivo. Imaginemos por exemplo aquela senhora do interior que não tem nada na vida, mas usa a religião como fonte de consolo. Ela pode se sentir extremamente ofendida com o vídeo da Porta dos Fundos quanto à religião cristã. Mesmo assim, para quem não tem respeito pela religião cristã, o vídeo é engraçado. Portanto quando ele fala sobre o que “tem graça” ou “não tem graça”, esquece-se (socialistas tem essa falha mental) de que indivíduos valorizam coisas diferentes, sofrem por coisas diferentes e reagem aos eventos do mundo de maneiras diferentes.

Aquela senhora que vive em uma reunião consumida pela seca e tem como valor a crença cristã com certeza é uma “oprimida” diante do “opressor” Duvivier. Isso só para usarmos a dialética de guerra de classes que ele gosta tanto.

O humor, muitas vezes, cai na “presa fácil”, fica chutando cachorro morto e batendo em quem já apanha há séculos e séculos. Não tem graça você rir de gay porque é homofóbico, não é mais humor, tem um momento em que deixa de ser, ou o racismo. Não porque é uma piada que você pode tudo e ela não tem salvo-conduto para você ser escroto. Se for assim, você mata alguém e diz “não, foi só uma piada”, é stand up.

É difícil saber o que é falha de caráter ou falha cognitiva no discurso acima. Aqui o truque é tratar os seres humanos não como indivíduos, mas como classes. Na visão de Duvivier, temos uma “classe” opressora de um lado, e uma “classe” oprimida do outro. Esse discurso, no entanto, é mais falso que as risadas de fundo do “A Praça é Nossa”.

Se alguém “matar outra pessoa”, não é humor, mas um assassinato. Então esse tipo de hipótese exagerada de Duvivier está fora da discussão (não que eu diga que ele discuta algo, que fique bem claro).

Vamos aos fatos: heterossexuais, homossexuais, homens, mulheres, brancos, negros, amarelos, vermelhos, esquerdistas, direitistas, etc. Pessoas que atendam a um ou mais atributos desses são indivíduos, e quase todos sofrem, em maior ou menor nível. Não existe isso de “classe que sofre” e “classe que faz sofrer”. Rir de um gay é o mesmo que rir de um heterossexual. Rir de um ateu é o mesmo que rir de um católico. Rir de um negro é o mesmo que rir de um branco. Goste Duvivier ou não, se ele quiser debater racionalmente verá que não existem essas classes abstratas sugeridas por ele.

Se ele afirmar que rir de um gay é homofobia, terá que reconhecer que rir de um heterossexual é heterofobia. Se ele afirmar que rir de uma mulher é machismo, terá que reconhecer que rir de um homem é femismo. E assim, sucessivamente.

Por exemplo, se ele entende que rir do cristianismo é lícito, então rir de qualquer outra cosmovisão também é lícito, não importa se esta cosmovisão pertence a uma minoria ou não. Quem quer que não reconheça essa obviedade lógica, automaticamente está declarando censura para fins puramente políticos.

A piada tem que atender às mesmas responsabilidades que todo o resto. No Porta a gente fez um vídeo sobre o racismo chamado “KKK” que é todo mundo vestido de Ku-Klux Klan e a gente ali ri do racista e não do negro.

Aqui ele cita um evento extremo, que não faz o menor sentido na discussão, pois não temos em nossa sociedade uma briga entre KKK e negros. No Brasil muito menos. Por outro lado, pode-se rir da política de cotas. Alias, pode-se rir de um negro ou branco a qualquer momento também. O critério de Duvivier continua sendo vago, muito vago…

Portanto, não existem temas proibidos, existem abordagens proibidas. Você pode falar de racismo, de negros; agora, tem que se rir do racista, o objeto a rir é ele, senão é bullying, se está caçoando sem nenhuma função social.

Aha, estava demorando… Está aí o critério de Duvivier: a risada tem que servir para atender aos objetivos políticos dele. Se não atender, então a piada é “bullying”. Só que desse jeito alguém poderia explicar (para o público, não para Duvivier, obviamente) que bullying é exatamente isso que ele faz: acusar alguém de bullying de forma injustificada é a forma mais terrível de bullying que existe.

Como diria Ben Shapiro em Bullies, a prática de bullying é essencial para o discurso esquerdista. Basicamente, eles ficam o tempo todo fingindo defender as minorias (quando na verdade defendem falsas guerras de classes, com demandas injustificadas), para simular que seus oponentes são contra essas minorias.

O truque é simples até demais. Querem ver?

Apenas uma parte dos negros é a favor das cotas. Muitos se sentem humilhados com a política de cotas. Mas daí, se alguém fica contra a política de cotas, esquerdistas vão dizer que você “é contra os negros”. Da mesma forma, muitas mulheres rejeitam o feminismo. Se alguém ficar contra as demandas do feminismo, eles dirão que “você é contra as mulheres”. Esse discurso já está tão batido que me surpreende que alguém ainda caia nisso. (Devemos cada vez mais criar uma prática de conscientização pública destes jogos)

A partir do momento em que um sujeito que jamais defendeu uma minoria convence o público de ser “defensor da minorias”, passa a fazer coisas como pedir verba estatal e principalmente viver a vida sob um double standard, pelo qual ele pode fazer as barbáries que quiser, por ser um “defensor das minorias”.

É a isso que se resume a “ética” de Duvivier: um jogo de palavras e encenação buscando fingir-se de defensor de minorias, praticando bullying contra oponentes a partir de um empilhamento absurdo de fraudes intelectuais (incluindo vagueza intencional e simulação de guerras de classes).

Quem frauda tanto o debate como Duvivier já se mostra incapaz do convívio social aceitável em sociedades civilizadas. Para estes só podemos sugerir que as pessoas decentes boicotem seus anunciantes.

Em tempo: este blog não se posiciona basicamente contra as piadas do Porta dos Fundos (entendo que se os cristãos se sentiram ofendidos, devem reagir, apenas isso), mas contra o padrão duplo que configura uma ética deformada e inaceitável para qualquer discussão moral que possamos ter.

Alguns memes abaixo, que recebi e faço questão de divulgar:

Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar
Anúncios

23 COMMENTS

  1. Gregório Duvivier acabou de demonstrar nessa entrevista que ele é um “comediante militante de esquerda”.

    Bem, se os membros do “Porta dos Fundos” se acham no direito de atacarem ideologicamente os cristãos, automaticamente os mesmos tem o direito de auto-defesa.

    Eu aposto com qualquer um aqui que se um boicote aos produtos que financiam esse programa surtir efeito esse pessoal vai alegar que é ilegal o boicote.

    Militante de esquerda tem problemas seríssimos de cognição.

    Temos que ficar preparados para tudo o que vem dos esquerdistas.

  2. Aproveitando o ensejo recomendo…

    Artigo excelente do Prof. Olavo postado no http://midiasemmascara.org

    http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/14820-uma-observacao-e-duas-notas.html

    Uma observação e duas notas

    Escrito por Olavo de Carvalho | 05 Janeiro 2014
    Artigos – Movimento Revolucionário

    [ Enquanto a humanidade não entender que aqueles que a estimulam a “tomar nas mãos as rédeas do seu próprio destino” estão somente sugerindo que ela entregue essas rédeas nas mãos deles, as perspectivas da liberdade no mundo continuarão se estreitando cada vez mais. ]

    Até hoje ninguém respondeu satisfatoriamente – nem responderá jamais – à minha observação de que o socialismo-comunismo é a fusão de poder político e poder econômico, portanto um acréscimo formidável dos meios de controle social e opressão. Já ouvi tudo quanto é xingamento quando digo isso, mas nenhuma refutação.

    Também ninguém responderá à constatação de Hans-Hermann Hoppe de que a passagem das antigas monarquias para o republicanismo democrático trouxe a deterioração da vida social, o aumento exponencial da criminalidade e a escalada sem fim do intervencionismo estatal.

    Não há um só advogado da democracia contra o socialismo que não esteja consciente de defender nada mais que um mal menor. Alguns, no fundo, reconhecem até que o mal menor é apenas um caminho mais longo para o mal maior. Isso coloca-os numa posição de desvantagem no confronto com os socialistas e comunistas, que não têm satisfações a prestar à realidade histórica e que em geral são mesmo psicopatas insensíveis a quaisquer escrúpulos de consciência. Mas em todo caso é melhor falar com um freio na boca do que não falar de maneira alguma.

    O problema, no fundo, é que tanto a democracia quanto o socialismo são filhos da mentalidade revolucionária, isto é: ambos consistem essencialmente em fazer promessas que não podem cumprir. Ambos rejeitam categoricamente a antiga noção de que o curso das coisas depende de fatores incontroláveis e proclamam que “o homem” deve tomar nas mãos o seu próprio destino – esquecendo que, na prática, isso sempre e invariavelmente resulta em que alguns poucos homens passarão a decidir o destino dos outros.

    Em grande parte, o crescimento dos meios de opressão não depende de nenhuma escolha política, mas do simples progresso da ciência e da técnica. O grampo generalizado que tanto escandaliza o público, os aviões teleguiados com câmeras que vasculham o interior das casas, os simples arquivos eletrônicos de informações que colocam todo mundo à mercê da chantagem governamental são avanços técnicos formidáveis, cuja criação custou tão caro que só o Estado poderia financiá-los, o que imediatamente faz do cidadão a vítima inerme da aliança inevitável entre conhecimento científico e poder, transmutando em piada macabra a promessa iluminista de que a ciência libertaria a humanidade da opressão e das trevas. Nenhum desses processos, que superam infinitamente as mais loucas ambições de poder absoluto de Hitler e Stálin, depende de uma adesão ideológica ao socialismo ou à democracia capitalista. Onde quer que haja um Estado, ele tem a seu serviço as tecnologias mais caras e a própria complexidade crescente da administração pública o forçará a usá-las mais dia, menos dia. Por toda parte continua a cumprir-se assim, mesmo depois da extinção dos dois grandes regimes totalitários, a profecia de Jacob Burckhardt, enunciada no umbral do século XX: “A autoridade reerguerá a cabeça, e será uma cabeça temível.”

    Mais claramente ainda, é o progresso mesmo da tecnologia que viabiliza o controle do fluxo de informações, reduzindo a massa popular a um estado de ignorância por vezes completa do real estado de coisas. Com ou sem este nome, a censura, a supressão dos fatos indesejáveis, tornou-se a rotina da grande mídia internacional democrática como outrora o foi na URSS e ainda é no comunismo chinês. Dificilmente a KGB terá algum dia empreendido uma operação-abafa tão vasta e tão bem sucedida quanto a ocultação dos documentos falsos de Barack Hussein Obama pela mídia americana ou o completo sumiço do Foro de São Paulo, por dezesseis anos, nos jornais e canais de TV do Brasil.

    Enquanto a humanidade não entender que aqueles que a estimulam a “tomar nas mãos as rédeas do seu próprio destino” estão somente sugerindo que ela entregue essas rédeas nas mãos deles, as perspectivas da liberdade no mundo continuarão se estreitando cada vez mais, e a própria liberdade de percebê-lo será exercida por um número cada vez menor de pessoas.

    ***

    Amigos e leitores perguntam-me sobre as próximas eleições. Elas não me interessam de maneira alguma. Por meio do funcionalismo público e da rede de “movimentos sociais”, o PT e os partidos de esquerda seus aliados controlam o Estado, não somente o governo. Qualquer não-petista que seja eleito presidente terá de dançar conforme a música ou sofrer o destino de Fernando Collor de Mello.
Eleger um presidente não é prioridade. A prioridade é criar uma militância e um esquema de poder, fora do governo, para dar sustentação a um presidente antipetista no governo quando for possível e conveniente elegê-lo. Um presidente que só tem o apoio do eleitorado difuso, sem uma militância organizada por perto, pronta para o que der e vier, é um pato de barro sentado num estande de tiro.

    ***

    Uma pesquisa recente (v. http://vejamos.com.br/apenas-8-dos-alunos-brasileiros-terminam-o-ensino-fundamental-com-conhecimentos-adequados/) mostrou que só oito por cento dos estudantes do ensino fundamental adquirem os conhecimentos adequados.

    Enquanto existir um Ministério da Educação essas coisas continuarão acontecendo. A idéia de que a educação é incumbência do Estado, não da sociedade, é uma das mais destrutivas que já passaram pela cabeça humana.

    Publicado no jornal Diário do Comércio.


    Artigo interessante do Lobão postado na http://veja.abril.com.br abordando temática semelhante a esse post do Luciano, a saber: o “discursinho” vago amoral e aético dos esquerdopatas.

    Lobão

    Eu, coxinha

    O militante de esquerda é o mauriçola gauche, é aquele tipo que se traveste de ativista de passeata e gasta o seu tempo útil em manifestações inúteis, no afã de exorcizar sua flacidez comportamental, sua virgindade existencial, sua pequena farsa pessoal

    Durante esses últimos anos, venho recebendo de parte da militância petista uma série de adjetivações pretensamente desqualificadoras, que poderiam ter algum efeito não fosse eu um cara desgrilado, um ser alegre a cantar.

    Mas, depois do lançamento do Manifesto do Nada na Terra do Nunca, a petizada militante se enfureceu. Na verdade, antes mesmo de o livro chegar às livrarias, houve quem clamasse pela sua proibição ou queima imediata. A minha estreia como colunista de VEJA aumentou essa fúria, que culminou em um ataque apoplético coletivo por ocasião da minha participação no Roda Viva. Um ilustre deputado petista chegou a pedir a cabeça do Augusto Nunes por ter convidado para o programa um “doente mental” (eu).

    E, com aquela falta de imaginação, de humor e de argúcia, característica de certas mentes esquerdistas, puseram-se a vociferar palavras de ordem e impropérios contra mim: “Reacionário!”, “filhinho de papai!”, “coxinha!”. Isso para não citar os mais cabeludos (bicha, maconheiro, cheirador, matricida, esquizofrênico…).

    Mas vou concentrar a atenção no “coxinha”, que é o mais recente qualificativo do curto vocabulário dessa rapaziada.

    Após esses mais de dez anos do PT no governo, a sociedade está percebendo como se forma o aparato de repressão política, censura e difamação montado pelo partido. Se você tem alguma objeção a ele, vira um pária político, moído e asfaltado pela máquina de propaganda estatal, cujos operadores — blogueiros e militantes de plantão na internet — se encarregam do trabalho sujo, na forma de ataques pessoais e truculentos disparados contra qualquer alma que se insurja contra a ideologia oficial. A tática desses operadores é achincalhar o oponente baseados em sua própria e nanica estatura moral.

    O simulacro de impropério é construído em torno da miserabilidade do ofensor, que, ofendido com a própria natureza, desanda a chamar os não alinhados daquilo que mais enxerga em si mesmo, na vã tentativa de escapar de sua jocosa e aflitiva condição. Sendo o grande alvo dessa patocracia delirante a classe média — e sendo o militante de esquerda uma espécie de burguês pós-moderno —, o xingamento “coxinha” aparece como um desses casos de projeção psicológica flagrante.

    O militante de esquerda é o mauriçola gauche, é aquele tipo que se traveste de ativista de passeata e gasta o seu tempo útil em manifestações inúteis, no afã de exorcizar sua flacidez comportamental, sua virgindade existencial, sua pequena farsa pessoal. É invariavelmente um “multiculturalista”, que acredita que um rap é superior a Bach. É o sujeito moldado na previsibilidade comportamental dos doutrinados, que expele seu déficit de percepção da realidade através da soberba convicção dos imbecis. Refém da uniformidade acachapante dos clichês entrincheirados em sua mente vacante, profere as frases mais gastas e cafonas que se pode imaginar.

    Para esse tipo de pessoa, tenho aqui um par de versos de Adam Mickiewicz (1798-1855) que cairá como uma luva:

    “Tua alma merece o lugar a que veio

    Se, tendo entrado no inferno, não sentes as chamas”.

    Assim, convido todos aqueles que, como eu, são agraciados pela esquerda com essas e outras adjetivações a acolhê-las com benevolência e humor, com a percepção de estarmos sob a égide de frouxocratas histéricos que teimam, em sua monomania vã e molenga, em nos assolar com seus fantasmas internos e suas abissais impossibilidades.

    E, usando o rebote como mantra, proferirei, contrito: coxinhas de todo o Brasil, uni-vos!

    O cantor e compositor Lobão é colunista de VEJA.

    Leia também: A era do rebelde chapa-branca

    Abraços a todos.

  3. “Se ele afirmar que rir de uma mulher é machismo, terá que reconhecer que rir de um homem é femismo.”

    Femismo, velho?

    “Femismo” é a desculpa que o Movimento Vitimista dá para as feministas que seguem o discurso feminista ao pé da letra (discurso de ódio contra homens e religião).

    Se compramos a desculpa do femismo, então temos que aceitar também que “deturparam Marx”, “Stalin era de direita”, e todas as desculpas seguindo essa mesma linha, que as ideologias de esquerda fabricam para se dissociar de seus evidentes fracassos práticos e torpeza moral.

  4. O que mais me deixa puto e ,que quando ele diz que nao devemos rir do “oprimido”,e,sim,do opressor,ele se passa como a pessoa que pode definir quem e um outro.Mas quem disse que individuos podem ser classificados em opressores e oprimidos?
    Vejamos.Ninguem(exceto um ditador iraniano) nega que os judeus foram oprimidos durante o regime nazista,certo?
    Bem,nao os nazistas.Para eles,os judeus e que eram os opressores.Nao adiantaria vc explicar as incontaveis mortes de judeus.
    E isso que a extrema esquerda quer:definir quem e ou nao passivel de ser ridicularizado.
    Esquece a extrema esquerda que tal ato e amoral.Como bem escreveu o Luciano,ou todos podem ser ridicularizados ou ninguem pode.Nao tem meio termo.

  5. Isso é a luta de classes escarrada e cuspida sem nenhum compromisso com a realidade.

    Não importa se o Lenin está no poder – o socialismo, o povo – continuam sendo os “oprimidos”.

    Não importa se o PT está no poder, os mensaleiros são os “oprimidos”

    Não importa se o lobby gayzista tem poder absurdo – a ponto de censurar o Phil Robertson e pressionar a A&E – os cristão são opressores, os gays são oprimidos.

    Não importa se Israel está cercado por países que negam o holocausto e desejam exterminar os judeus dali – os mulçumanos são os oprimidos, os judeus são os opressores.

    Não importa se as mulheres tem mais leis que as beneficiem e que homens morram 10 vezes mais que elas. O homem é o opressor, a sociedade é patriarcal, e as mulheres são as oprimidas.

    Todo esse discurso é meramente político e não pautado na realidade. No máximo pode ter sido real há 100, 200 anos. Não há inquisição, não tem bruxas sendo mortas. Se tem são casos isolados de patologias específicas condenadas pelos próprios cristãos. Se 100.000 deles morrem anualmente – aí sim é uma epidemia cultural de ódio e difamação. Se toda mídia é chapa branca e a folha apoia o Mujica, ainda assim são acusados de serem vendidos e extrema-direita. Mesmo que Rockfeller admita ABERTAMENTE seu apoio e simpatia à Cuba, Fidel continua chamando os grandes capitalistas de imperialistas.

    É a máxima: “Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é.”

  6. Essa babaquice de fazer concessão ao politicamente correto é que vai fazer o grupo deles naufragar

    Ninguém aguenta humorista politicamente correto, será que essas bestas não entendem isso?

  7. Não sei se o boicote aos patrocinadores do PT dos fundos será uma arma eficaz e praticável. Principalmente por que no Brasil, tirando a Samsung e a Apple, não conheço marcas muito competitivas – DE FATO. Na maioria das vezes o consumidor opta por uma marca, mais pelo custo associado do que pela qualidade da opção. Em termos de qualidade não existe muita competição.

    Acho que uma alternativa talvez sja se cancelar a inscrição no canal, que foi o que eu fiz. Algumas das marcas patrocinadoras são opções, a meu ver, sem alternativa. Da lista, as que mais me chamaram a atenção foram as seguintes:

    VIVO
    Moro no Rio de Janeiro. A Vivo é a menos pior das operadoras por aqui. Possui uma boa cobertura e tem velocidade razoável – quando a gente consegue se conectar.

    PÃO DE AÇÚCAR
    Moro no Leblon. O Pão de Açúcar é o maior supermercado do bairro. A alternativa é o supermercado Zona Sul, um supermercado de bolso, mais caro e que não suportaria, jamais, o assédio dos católicos e evangélicos do bairro se todos deixassem de comprar no Pão de Açúcar.

    VISA
    Das quatro bandeiras que conheço (as outras três são o DINER’S, a MASTERCARD e o AMERICAN EXPRESS) é a mais comum de se encontrar quem aceite … no Brasil e nos Exterior. Para quem costuma viajar para o exterior vais ser um sufoco se não possuir um catrtão VISA.

    LG
    Posso estar enganado, mas das amrcas que eu conheço é a que tem produtos mais baratos e que, até onde é do meu conhecimento, são de desempenho razoável.

    É óbvio que estou olhando para o meu próprio umbigo, por isso resolvi ecrever aqui. Para ter um sentimento – se possível – do que acontece em outras regiões.

    Os demais patrocinadores são descartáveis mesmo, mas osque apontei acima são os que menos alternativas têm.

    • Vamos lá:

      VIVO
      Atualmente a maioria das pessoas utilizam dois chips nos celulares, em ligações emergenciais ou de prioridade utilize o vivo, nas outras utilize outra operadora.

      PÃO DE AÇUCAR
      Em São Paulo por exemplo, existem O EXTRA, O CARREFOUR, O DIA, entre outros mercados menos conhecidos. Pão de açucar inclusive é um dos mais caros. Em bairro de pobre mercado é o que não falta.

      VISA
      É aquilo, no que não dá pra escapar não dá pra escapar. Mas é muito bom não depender de cartão de crédito NENHUM. Eu não dependo, portanto VISA já me perdeu a muito tempo, só compro coisas a vista, ou debitadas diretamente pelo cartão do banco.

      LG
      Como alternativa temos SAMSUNG, DELL, entre outras dependendo do produto. LG também são as que mais dão defeito, mas que apresentam indíce regular de atendimento à queixa em sites como o “reclame aqui”.

      “Poder é aquilo que seu inimigo pensa que você possui”.

      Propaganda NEGATIVA é algo que o brasileiro definitivamente não conhece.
      Já passou da hora de aprender.

  8. “é mais falso que as risadas de fundo do ‘A Praça é Nossa’.” kkkkk

    Realmente, A Praça é Nossa tem uma claque que é a campeã da risada forçada

  9. Um exemplo de humor chapa-branca foi esse video sobre ruralista, índios e meio ambiente. Representa bem o tal humor político que Duvivier prega. O que me admirou não foi o vídeo pouco engraçado, mas os comentários(maioria de jovens) dando “KKKK” parecia q tinham q achar graça para darem um de engajados:
    http://www.youtube.com/watch?v=Q6gMkDuayMQ&feature=share&list=UUEWHPFNilsT0IfQfutVzsag&index=7
    .
    Podem verificar não tem graça de verdade, mas tem aquela piadinha q os ruralistas são FDP q querem destruir o meio ambiente e os índios são vítimas eternas do sistema

  10. Um exemplo de humor chapa-branca foi esse video sobre ruralista, índios e meio ambiente. Representa bem o tal humor político que Duvivier prega. O que me admirou não foi o vídeo pouco engraçado, mas os comentários(maioria de jovens) dando “KKKK” parecia q tinham q achar graça para darem um de engajados:
    http://youtu.be/Q6gMkDuayMQ
    .
    Podem verificar não tem graça de verdade, mas tem aquela piadinha q os ruralistas são FDP q querem destruir o meio ambiente e os índios são vítimas eternas do sistema

  11. O capitalista Gregório Duvivier, visto com frequência fazendo propagandas na tv para ícones “imperialistas” e consumistas, é alguém que faz uma única personagem. O “indignado” unicamente com o sucesso alheio. O clássico socialista do dinheiro dos outros.

  12. Vem cá… Vocês acreditam em cobra falante, parto virginal, aparição de santa, hóstia que vira sangue, e ainda não querem ser ridicularizados? Complicado hein, parceiro.

    • Eu sou ateu, portanto não creio em nada do que você disse. Porém, acredito muito menos em Duvivier, humorista dependente de verbas estatais, que só zoa os cristãos, e peida para islâmicos. Você crê em Duvivier? E ainda quer cagar regra? hehehehe…

    • Ninguém é obrigado a ser ateu ou teísta qual é a parte do CUIDA DA TUA VIDA você não entendeu? esse discurso fajuto de cobras falantes e blá blá blá não cola sempre haverá pessoas que tem ou não uma religião lide com isso.

Deixe uma resposta