Vejamos como a esquerda cuida dos favelados: “Não é bom abrir vias em favelas”

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Fonte: Brasil247 (em sua sessão Favela247)

Urbanista especializado em favelas Manoel Ribeiro defende, na coluna de Fernando Molica do jornal O Dia, que não é necessário abria vias em favelas, e que os projetos de infraestrutura devem preservar o caráter popular das comunidades.

Ele acredita que a manutenção dos padrões urbanísticos originais das favelas, com suas vielas estreitas, escadarias e espaços onde não chegam automóveis fazem com que esses lugares sejam menos consumíveis à classe média, e assim, além de manterem seus aspectos originais, ainda os protegem de uma possível gentrificão.

Para Manoel Ribeiro, tanto o  Santa Marta quanto o Pavão/Pavãozinho são bons exemplos de favelas com vias não carroçáveis que permitem um bom transporte de pessoas e com manejo racional da descida do lixo, e que a instalação de hidrantes dispensaria a necessidade de vias abertas para os carros de bombeiros.

Meus comentários

A inteligibilidade do discurso de Manoel Ribeiro depende de que conheçamos a esquerda como ela é, não como ela diz ser. A esquerda diz que se preocupa com os pobres. Mas um mero olhar cético, lançado a partir de fora, nos mostrará que eles dependem da miséria dos pobres para inchar o estado. Logo, a preocupação real com os pobres estará sempre em último lugar na lista de prioridades.

De um lado temos propostas para abrir vias em favelas. Do outro temos Manoel Ribeiro, dizendo que essa vias não devem ser abertas. Quais os argumentos em favor disso? O “caráter popular das comunidades” deixará de ser preservado. A ideia, no fundo, reside em afastar os pequenos confortos da classe média dos habitantes da favela.

Mas por que um esquerdista faria uma proposta tão torpe? Simples: pessoas que tem algum nível de conforto típico da classe média tendem a nutrir algumas expectativas da classe média, isto é, a luta pela manutenção do pouco que conseguiram, ao invés da aderência a princípios socialistas.

Ou seja, em prol da manutenção das “comunidades” de forma que eles possam capitalizar mais em cima de sua população, esquerdistas lutam para aniquilar oportunidades de tornar a vida dos favelados melhor e mais confortável. Por que eu não estou surpreso?

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16 COMMENTS

  1. Poxa, achei que ia detonar a notícia, até que foi bem rápido! Eu odiei com todas as forças essa análise desse especialista de favelas, ele gosta da pobreza e não dos pobres. Acho que ele não quer que as favelas acabem, ou o que ele vai fazer com a especialidade né?

  2. Político esquerdista no poder: “Nós nos importamos com os pobres!”

    *Le proposta de pavimentar vias nas favelas*

    O mesmo: “Na-na-na-ni-na-não: eles querem o que? Virar classe média? Uh, nojo só de pensar”

  3. Se esse e contra abrir vias em favelas porque devemos preservar o ” carater popular das favelas”,sera que ele seria contra o combate a seca no Nordeste por tentar por fim a tradicao das pessoas simples daquele lugar orarem pro Padre Cicero(famoso Padim Cico) mandar chuva na terra seca?

  4. Luciano.

    Vão ai alguns vídeos que se encaixam bem nesse seu post.

    Abraços.

    05/01/14 – Tuma Júnior detona membros do PT
    Comentário do jornalista Políbio Braga /Porto Alegre/RS

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=RrqV4DDMLcE

    05/01/14 – A nova classe, paga com nosso dinheiro
    Comentário do jornalista Políbio Braga – Porto Alegre/RS

    http://www.youtube.com/watch?v=9V5atnq6e-U&feature=player_embedded

    05/01/13 – Doutrinação de crianças

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=YjGT556cGlg

    05/01/14 – O Brasil real

    http://www.youtube.com/watch?v=3DGLLzH9YHM&feature=player_embedded

  5. Sei que tem um grupo na máquina do estado (confesso que não sei qual instituição) que tenta fazer um programa para dar o título de propriedade ao favelado através do usucapião. Por incrível que pareça (ou não), a defensoria pública é contra, pois traria a lógica da especulação sobre as favelas. A defensoria portanto é a favor de criar alguma Lei do tipo concessão do espaço ao favelado, dessa forma ele teria endereço formal e outras burocracias necessárias, mas não a propriedade do terreno. Esse é outro exemplo de como a esquerda age para manter o pobre no cabresto.

    • Rafael, eu tb defendo esse tipo de política- o do título de propriedade ao favelado através do usucapião- que NINGUÉM que eu conheço (porque TODO mundo vive ESQUERDANDO E ANDANDO pra vida) defende (ou siquer cogita). É isso- junto a outras ações, claro- que vai resolver a situação de quem mora em favela. A maioria dessa população- E A MAIS POBRE- é composta por imigrantes provindos, na maior parte, do Nordeste e Norte do país. Boa parte desse povo, se pudesse VENDER sua propriedade legalmente, voltariam pra sua terra natal com o dinheiro da venda no bolso e na vontade de refazer a vida.

      A especulação- sem exageros- é boa, e o governo local poderia entrar como COMPRADOR e INVESTIDOR PÚBLICO de boa parte dessas áreas.

      Já existe uma classe-média (e até MÉDIA-ALTA) que vive DENTRO dos morros e favelas cariocas e que NINGUÉM admite.

      Alguém acredita que essa massa de gente não quer USUFRUIR MAIS AINDA dos benefícios e confortos do asfalto?

      Viram o preço duma quitinete na Rocinha pós-UPP?

      Convivo praticamente só com gente de esquerda (ou esquerdizada por automatismo grupal). Sempre quando o papo tenta “subir o morro” e eu cismo de abrir minha boca, a choradeira e o ranger-de-dentes é geral.

  6. Por que eu não estou surpreso… Muito, mas MUITO antes dêu começar a perceber e compreender a dinâmica social formada por uma hegemonia de esquerda (socialista), o tipo de discurso existente era só esse mesmo…

    A favelização da cidade- e da ALMA carioca- TAMBÉM é culpa desses inteléqui-léqui-tuais de esquerda que foram criando essa mitologia (falsa) e convencendo o POVO OTÁRIO (tanto do asfalto quanto do morro) que a melhor coisa a se fazer é ESQUECER DOS BENEFÍCIOS MATERIAIS, INTELECTUAIS E URBANOS de se viver numa realidade de classe-média. Passou-se a prevalecer a ‘MEDIOCRIDACIA SOCIAL’ como forma de sanar as diferenças sociais e econômicas.

    Pô, eu vivi boa parte da minha vida (desde a infância) convivendo com a favela e o morro, de frente pra eles e por dentro deles. Por causa da violência AGRAVADA PELA PRÓPRIA FAVELIZAÇÃO houve em vários bairros aqui do Rio uma EMIGRAÇÃO gradual e popular pra outros confins menos piores (muitos- como eu- optaram pelo subúrbio). Com o advento das UPPs, está havendo agora o oposto, pelo menos na região da Grande Tijuca. O subúrbio é que virou OPÇÃO pra bandidagem. Aliás, estarei retornando brevemente para meu antigo bairro e não vejo a hora de me interagir com as pessoas que ficaram, pra saber como andam as coisas e quais são de verdade os desejos da maioria que é OBRIGADA a ficar ENCALACRADA morando num espaço exíguo e quase sem PRIVACIDADE. Tenho alguns vizinhos de edifício que foram ANTIGOS moradores de favela-morro…

    (*ADENDO: E pros empadinhas vermelhos de plantão: ME RECUSO PIAMENTE DE CHAMAR ESSES LUGARES INDIGNOS DE COMUNIDADE! ‘Comunidade’ qualquer porção social é. Sei bem onde esses malandróvisks esquerdistas querem chegar usando esse termo genérico: mostrar PARA O POVO DA FAVELA E DO MORRO que nas “comunidades” existe um ‘BEM COMUM’ que é ‘COMPARTILHADO POR TODOS’: a ‘SOLIDARIEDADE’, que alavanca a ‘FORÇA DO COLETIVO’ e cria as condições propícias para uma ‘HARMONIA ÚNICA’ , uma ‘NOVA’ forma de ‘CONSTRUÇÃO DO AMOR’, ‘DO RESPEITO’ E ‘DA UNIÃO’ que trará inevitavelmente um ‘FUTURO MELHOR’ pra todos que vivem ali)

    …e que tiveram a “OUSADIA”, a “PETULÂNCIA” de experimentarem novas tendências socio-econômicas fora do seu ambiente socio-econômico original.

    O Rio nesses lugares é mesmo um paradoxo: as partes mais altas num morro possuem as melhores vistas da cidade (e alguns imóveis os maiores preços) e ao mesmo tempo as piores condições de acesso, mobilidade, serviços, infra estrutura e segurança. E a classe-média fica chupando o dedo e vendo tudo (todas as POTENCIALIDADES e possibilidades maravilhosas que poderiam surgir vivendo num espaço PRIVILEGIADO GEOGRAFICAMENTE) aqui de baixo.

    “O BRASIL PROVOCA O DESTINO”

  7. FAVELA= CURRAL ELEITORAL

    Quem terá coragem de mexer num vespeiro desses? Não é de hoje que tá CHEIO de político (e inteléqui-léqui-léqui-tual) HABITANDO os morros e favelas (pelo menos aqui no meu esculachado e perdido Rio).

  8. Alem do aspecto citado de manter as pessoas na lama para preservar o poder eu vejo um outro.
    As favelas do jeito que estão são lugares táticamente impermeáveis, impedindo a repressão às quadrilhas tão amadas pelos petistas.
    Abrir vias vai melhorar a segurança pública, e isso eles não querem.

    • Bingo! Eu ia falar disso. Grato por adiantar o meu lado, Guerreiro.

      Quem não sabe que o tráfico lá atrás (e de quebra toda a violência que se seguiu a ele) só pôde CRESCER & APARECER graças a essa “impermeabilidade” (neutralidade geográfica)? Só faltou chamar a Funai! E lembro na época (começo dos anos 80) que todo mundo DE FORA DO MORRO aplaudiu a estratégia governamental. E se não tô enganado, aqui no Rio, quem estreou essa política pública de segurança do ‘SEU PULIÇA, DEIXA O MORRO EM PAZ, FAZ FAVOR’ foi o Brizola.

  9. Vamos tratar os favelados como tratamos os índios. Demarcamos espaços e largamos eles lá, à própria sorte. Chamamos a pobreza de cultura e dizemos que estamos protegendo o seu modo de vida “despojado”.

    • “Vamos tratar os favelados como tratamos os índios.”

      Por favor não dá ideía para os comunistas…hehehe…logo vão desapropriar pessoas em seus apartamentos.
      🙂

  10. A miséria, aparente ou verdadeira, e a criminalidade são combustíveis da esquerda. Eles querem que as favelas continuem com a mesma composição geográfica para dificultar o trabalho da segurança pública, mantendo, assim, a população de bem local como escudo da bandidagem. Devemos abrir ruas sim, pois nenhuma moradia na qual uma ambulância ou um caminhão de lixo não tem como encostar pode ser vista como digna. Assim como não é digna uma moradia que não tem saneamento, emboço, pintura e isolamento térmico adequados. Para fazer tudo isso tem que haver desconcentração populacional e abertura sim de ruas. Alguns terão que sair, mas não há outra forma. Quanto ao complexo da maré, deveriam realocar aquelas pessoas para novos bairros populares construídos ao longo da Av. Brasil (basta criar um trem expresso ao longo da via para resolver o problema de transporte) e liberar a construção de prédios residenciais com 40, 50 andares na área para criar um novo bairro de classe média próximo ao Centro, como fizeram em Dubai e em Miami (Brickell, Downtown e Design District). É preciso denunciar a canalhice do esquerdismo de querer vender a favela como uma “fantástica experiência antropológica”, da qual ela se alimenta enquanto milhares de pessoas se lascam .

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