De novo racismo contra Joaquim Barbosa? Sim, de novo. Agora é a vez de José Rainha, ex-líder de ladrões de terras.

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Por um bom tempo, José Rainha ganhou a vida incentivando atos terroristas e criminosos, baseados em invasão e roubo de terras. Um sujeito que tem isso como seu ganha pão não pode ser nenhuma referência de caráter, mas, em seu mais recente ataque a Joaquim Barbosa, ele realmente se excedeu em termos de desonra e falta de dignidade.

Segundo a notícia do Terra, José Rainha diz que “Joaquim Barbosa nega sua raça e age como dono de engenho”.

O dia em que o negro entrou na Casa Grande e se encantou com os anéis, ele é tão reacionário quanto o dono de engenho. E o dia em que o negro nega a sua raça, seu sangue e sua história, ele é tão branco como o dono de engenho. O que se está fazendo com o Judiciário é uma vergonha”, disse. “Este País mudou de casa grande e senzala? O que ele mudou? Nada. É um dono de engenho!”, afirmou.

A declaração ocorreu após Rainha ter almoçado nesta última quarta-feira com João Paulo, prestes a ir para a prisão, pelos crimes do Mensalão. Ainda na tentativa dele imputar racismo a Joaquim Barbosa, veja mais:

Para o líder sem-terra, a condenação de João Paulo representa o preconceito que o partido e os movimentos sociais sofrem no País. “Os trabalhadores, negros, miseráveis e sem-terra não têm voz e vez. Aqueles que ocupam cargo que representariam sua classe de origem se negam a ela para defender exatamente os donos de engenho de olhos azuis”, disse o líder, que considera o deputado um preso político.

No texto De Paulo Henrique a Paulo Nogueira é sempre a mesma coisa: manifestações de racismo abominável, agora contra Joaquim Barbosa tratei de mostrar a amoralidade por trás deste jogo da esquerda: atacar seus adversários, fazendo uso de racismo, ao mesmo tempo em que alegam “lutar pelas minorias”. Não vou repetir os argumentos daquele texto. Ao invés disso, tratarei de outro aspecto que eu não havia mencionado lá e que é ainda mais abjeto.

Pelo que se nota do discurso de Rainha, um negro pode ser vítima de racismo se for opositor do PT. Até aqui nada de novo: é o mesmo critério trotskista de Paulo Henrique Amorim e Paulo Nogueira. Rainha é ainda mais acintoso ao dizer que Barbosa “nega a sua raça”, pois fica a favor “dos donos de engenho, de olhos azuis”, emulando um discurso já utilizado por Lula.

Os critérios de Rainha são claros:

  • Quem ficar contra o PT, se for negro, renega sua raça
  • Quem estiver a favor do PT, mesmo sendo racista, está “a favor dos negros”
  • Logo, ficar contra o PT é racismo
  • Ainda por essa lógica, quem atacar um negro que faz algo que o PT não gosta, com acusações racistas contra essa pessoa, não está sendo racista
  • Atacar “brancos de olhos azuis” também não é racismo

Percebe-se que a mistura de falta de ética com a falta de lógica impera no discurso petralha.

Finalmente, o maior crime moral de Rainha é desrespeitar a população negra, tratando-os não como indivíduos com desejos e expectativas de acordo com suas personalidades e histórias de vida, mas como coletivos abstratos usados como único propósito da mais suja instância da guerra política.

Qualquer pessoa de qualquer raça deveria se sentir afrontado com um discurso que diz que “o critério para alguém merecer ser de sua raça é aliar-se ao PT”. Não dá para ser mais desrespeito do que isso.

Rainha basicamente quer dizer que “o negro que não se aliar ao PT não merece ser respeitado”. O racismo do ex-líder do MST parece não ter limites.

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10 COMMENTS

  1. Ayan, Sou um grande fã da forma como vc disseca essas pessoas e destrói seus argumentos, mas particularmente fiquei impressionado naquele texto em que vc ensinou aquele rapaz que divulgou uma imagem de um negro oferecendo uma banana a mulher… “quem se defende está perdendo!” espero um dia ter tamanha sagacidade

    • O QUE DIFERE O SER HUMANO, NÃO É SUA COR OU RAÇA MAS SIM O SEU CARÁCTER, OU TEM OU NÃO TEM, SE NÃO TIVER , É UMA ESCÓRIA, UM CRÁPULA, QUE NÃO SERVE PARA NADA, APENAS QUER SER SERVIDO. ACONTECE QUE AS LEIS ABJETAS, ESTÃO TORNANDO OS VALORES TAMBÉM ABJETOS! QUEM MUDARÁ UMA INFELICIDADE DESSAS????

  2. O problema com a sociedade é a falta de experiência em lidar com consequencialistas, e achar que apologistas de crime (em nome do “bem comum” ou “causa nobre”) são muito diferentes dos criminosos praticantes em si. A diferença entre o Sakamoto e um marginal comum, por exemplo, é que o Sakamoto é o bandido que deu certo, e por isso não pratica crimes (pelo menos abertamente). Mas a mentalidade que justifica o comportamento criminoso está lá.

  3. Cara nem gosto do José Rainha muito menos do pt ou de qualquer partido de esquerda ou de direita no brasil é tudo a mesma merda. Mas vc com toda a sua digamos capacidade de dissecação moral escorregou ao dizer ou insenuar que é falar de “brancos de olhos azuis”. Tenho certeza que vc sendo quem é e tendo toda essa sagacidade que tem sabe que racismo é sistema de poder sendo assim só pode ser racista quem pertença a raça dominante então como assim meu jovem??? (o termo raça empregado aqui é no sentido sociologico e histórico ok)

  4. infelizmente esse povo não aceita negros no comando seja pt psb psdb dem , para eles lugar de negro =e na senzala, e nos que queremos ve r democracia ficamos tristes pois vemos um sujeitom desaqualificado tentando sujar a imagem de uma pessoa decente como dr joaquim so porque ele é nehgro

  5. A mídia não devia nem comentar um caso tão idiota como esse. Que de útil ele faz, fez ou fará por esse país ? nada, então deixe-o bostejar bastante . Mídia, esqueça-o.

  6. Luciano, falando em racismo, o Sargentelli deve estar se revirando no túmulo se ouviu falar deste texto aqui. Como pode observar, temos o caso de blogueiras de orientação marxista-humanista-neoateísta que dizem representar as negras
    destilando ódio contra… um cara que resolveu seguir o caminho do pai do ziriguidum, telecoteco e balacobaco e cuja aparência denota evidente ancestralidade africana. Observe-se que as tais blogueiras não conseguem tolerar que:

    1) Alguém tenha continuado o cargo do falecido Osvaldo que lidava com as mulatas de outro mundo;

    2) As pessoas estejam descobrindo que “mulato(a)” não vem de “mula”, mas sim do árabe muwallad e era um termo usado originalmente para designar alguém que fosse filho de árabe com natural da Península Ibérica;

    3) Mulheres escolham arrasar na passarela do samba, ao que chamam isso de machismo, mesmo que as mulheres tenham de vontade própria escolhido isso;

    4) As pessoas se vejam como mestiças, uma vez que o termo “mulata” significa alguém que tem tanto ancestralidade africana quanto caucasiana;

    5) O dito “mulatólogo” basicamente irá selecionar as que forem mais talentosas no samba.

    Observe-se que o tal “mulatólogo” insiste em querer conversar com o dito movimento negro (sem notar que na realidade é movimento MHN que usa pessoas de ancestralidade africana como inocentes úteis), ainda que esteja querendo processar os que desceram a lenha e o acusaram de um monte de coisas.
    Dando uma pesquisada, olhei o face do referido Júlio e o que vejo se não uma série de fotos de pessoas igualmente de origem africana juntas dele e sorrindo os mais verdadeiros sorrisos? Logo, isso demonstra que o cara é querido pela cena do samba, assim como foi seu antecessor espiritual Sargentelli, algo que se pode ver aqui. No blog do cara, veja o tanto de gente MHN que o xinga de um monte de coisas pelo simples fato de ele ser mulatólogo e ter criado seu próprio emprego em vez de trabalhar para um patrão qualquer em um carguinho qualquer sob risco de ser demitido. Observe-se também que o Júlio César em questão defende com unhas e dentes que se dê espaço para a passista autodidata da comunidade, como se pode provar nesta crítica ao concurso de nova mulata Globeleza. Caso você olhe as postagens do primeiro link do blog dele que publiquei, notará que o mesmo apagou algumas postagens que devem ter sido bem pesadas, o que obviamente gerou coro de MHNs dizendo que ele seria censor e pedindo que ele os processasse. Aliás, o mulatólogo deixou a seguinte notificação extrajudicial para uma de suas críticas mais exaltadas:

    De: Assessoria Well Brasil para Preta Mãe

    Lamentamos profundamente que as suas críticas se transformaram em crime de racismo e injuria ao chamar Julio César que é negro de “Preto Fracassado, Preto Colonizado, fazer associação indevida de sua profissão com crime de estupro, associá-lo a discriminação a mulatas e outras acusações fraudulentas”.

    A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.

    A Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997, alterou o artigo 140 do Código Penal, que trata do crime de injúria.

    Conforme leciona Damásio de Jesus: “O artigo 2º da Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997, acrescentou um tipo qualificado ao delito de injúria, impondo penas de reclusão, de um a três anos, e multa, se cometida mediante ‘utilização de elementos referentes a raça, cor, religião ou origem’.

    A alteração legislativa foi motivada pelo fato de que réus acusados da prática de crimes descritos na Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 (preconceito de raça ou de cor), geralmente alegavam ter praticado somente injúria, de menor gravidade, sendo beneficiados pela desclassificação. Por isso o legislador resolveu criar uma forma típica qualificada envolvendo valores concernentes a raça, cor, etc., agravando a pena. Andou mal mais uma vez.

    De acordo com a intenção da lei nova, chamar alguém de ‘negro’, ‘preto’, ‘pretão’, ‘negrão’, ‘turco’, ‘africano’, ‘judeu’, ‘baiano’, ‘japa’ etc., desde que com vontade de lhe ofender a honra subjetiva relacionada com cor, religião, raça ou etnia, sujeita o autor a uma pena mínima de um ano de reclusão, além de multa” (Código Penal anotado, 8ª ed., São Paulo, Saraiva, p. 437).

    Nessa mesma linha argumentativa salienta Celso Delmanto que “comete o crime do artigo 140, § 3º, do CP, e não o delito do artigo 20 da Lei nº 7.716/89, o agente que utiliza palavras depreciativas referentes a raça, cor, religião ou origem, com o intuito de ofender a honra subjetiva da vítima” (Celso Delmanto e outros. Código Penal comentado, 6ª ed., Renovar, p. 305).

    Não se desconhece, ainda, a posição daqueles que defendem que é impossível falar em crime de preconceito de raça quando na essência todos os homens (e mulheres) são componentes de uma única raça: a raça humana. Segundo os defensores de tal doutrina, tal fato impediria a distinção que se faz na lei a respeito de raças, e não havendo raças (no plural), a unidade racial seria óbice intransponível à pretensa distinção e conseqüente discriminação ensejadora da tipificação penal.

    A verdade, porém, é que para a legislação penal brasileira, conforme consagrado na jurisprudência e na doutrina a conduta de dirigir-se a outrem o chamando de “negro”, ou mesmo “negro de merda” como na hipótese aventada, não restará configurado o crime de racismo.

    Estão sendo identificados todos os que postaram comentários discriminatórios e os que são considerados crimes estão sendo notificados a polícia e a nossos Advogados para as providência cabíveis.

    Em hipótese alguma, permitiremos a associação da imagem de Julio César com ofensas a Mulatas que está no dicionário pois ele nunca o fez, tão pouco a estupros de outras épocas.

    Isso é um crime gravíssimo e usaremos de todos os caminhos possíveis para punir os criminosos seja na esfera criminal ou na judicial com indenizações pelos danos causados ao meu cliente.

    Sem mais, agradeço.

    Leandro Maia
    Assessoria Well Brasil
    http://www.wellbrasil.com.br

    Sim, exatamente isso que você leu: a MHNizada está se batendo sobre as tamancas porque o cara não aceitou ficar como cordeirinho e vai buscar nem que seja no inferno aqueles que MHNizaram em seu blog e, mais ainda, o chamaram de diversos epítetos nada honrosos. Como se observa, Júlio César nem de longe é tão famoso quanto Joaquim Barbosa, mas está sendo bem mais proativo que o ministro do STF. Observe-se também outra coisa: é um cara de ancestralidade africana indo contra os que supostamente dizem saber melhor do que ele ou aquelas a quem empresaria o que é melhor para ele ou aquelas a quem empresaria. O principal da coisa toda aqui é que podemos estar vendo um exemplo importante e aquele pontapé inicial para que outras pessoas ofendidas por MHNs busquem seus direitos. Talvez fique criada boa jurisprudência para esse lance todo, que pode ser usada inclusive para aquilo que nada tem a ver com a cor ou a ancestralidade de alguém. Ficaríamos contentes de ver MHNs se borrando de medo de soltar até mesmo um “burguês” contra alguém, bem como tremerem violentamente nas bases caso alguém resolva processar por crime contra a honra por ter sido chamado de “fascista” (adjetivo que pela nossa lei é simultaneamente calúnia, difamação e injúria). O que podemos dizer é que fica bem provado que gramscista não só não tem jogo de cintura quando se depara com o inesperado como também odeia que os outros sambem, tal qual aquela madame citada por João Gilberto. E vamos cantando um ótimo samba:

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