Para defender os rolezinhos, petista Eduardo Guimarães cria novas raças: baianos, pobres, favelados, etc.

16
82

Rolezinho

Quando achamos que a extrema-esquerda já atingiu seu limite de fraudes intelectuais, sempre aparece um petista retinto para nos demonstrar que este limite pode ser sempre superado.

Um dos mais ardorosos jornalistas governistas, Eduardo Guimarães, atingiu novos parâmetros de argumentação psicótica no texto “Criminalização de ‘rolezinhos’ gera explosão de racismo na Internet”. Leia-o:

Em 1951, foi promulgada a Lei 1390/51, mais conhecida como Lei Afonso Arinos. Proposta por Afonso Arinos de Melo Franco, proibia a discriminação racial e a separação de “raças” diferentes que, até então, era aceita.

A lei Afonso Arinos acabou se revelando ineficiente por faltar rigor nas punições que previa mesmo em casos explícitos de discriminação racial em locais de trabalho, em estabelecimentos comerciais, em escolas e nos serviços públicos.

Em 1989, o governo José Sarney promulgou a Lei 7716/89, mais conhecida como “Lei Caó”. Proposta pelo jornalista, ex-vereador e advogado Carlos Alberto Caó Oliveira dos Santos, essa lei determinou a igualdade racial e o crime de intolerância religiosa.

Apesar de ser menos usada do que deveria, a lei 7716/89 inibiu fortemente o racismo explícito no país por tê-lo tornado inafiançável. Contudo, a leniência da Justiça mesmo com os casos mais graves continua estimulando o racismo aberto em vários setores da sociedade e, sobretudo, em regiões específicas do país – sobretudo no Sul e no Sudeste.

Onde andará o Ministério Público e a mesma Justiça que foi tão ágil em dar permissão aos shoppings para barrarem a entrada daqueles que essa “juventude” chama de “negrada” e de “baianada”? Com a palavra, o doutor Rodrigo Janot, Procurador Geral da República Federativa do Brasil.

.Como evidência do “racismo” na Internet, Guimarães cita a imagem abaixo:

rolezinhos

Vamos esclarecer toda essa bagunça criada por Guimarães.

A partir do momento em que a opinião pública entendeu o racismo como algo abjeto (com muita justiça, diga-se de passagem), grande parte da esquerda optou por ressignificar o termo de forma ridícula e descabida. Basicamente, o que eles fazem é esvaziar o termo racismo de sentido de forma que, quase sempre que ouvimos eles gritarem “racismo”, já podemos suspeitar de embuste. Como sempre, a esquerda presta um desserviço aos grupos que finge defender.

Na ótica estapafúrdia de Guimarães, os protestos contra os rolezinhos são “racismo”. É evidente que na imagem citada por Guimarães vemos uma ou outra instância de preconceito racial, mas totalmente descompromissado e geralmente baseado em provocação juvenil – que existe de todos os lados, como, por exemplo, esquerdistas criticando “brancos de olhos azuis”. O mais risível surge quando, segundo ele, pobres, favelados, baianos, nóias e funkeiros são raças, o que é absolutamente patético.

Um pouco sobre a questão da zoação de alguém devido ao estado em que nasceu. Qualquer paulista, gaúcho ou mineiro já foi satirizado por alguém que mora em outro estado. O mesmo pode ocorrer com baianos. Em muitos casos, as pessoas se sentem incomodadas com essas brincadeiras. Mesmo que exista o incômodo, não temos um caso de de racismo, pois não existe raça baiana, paulista ou mineira.

Em relação a serem pobres e favelados, é verdade que muitos praticantes de rolezinhos são moradores de favelas e pobres. Mas é exatamente por isso que deviam dar o exemplo e pararem de invadir shoppings para fins que não os de consumo. Enfim, cidadãos pobres e favelados precisam de uma melhor representação do que os adeptos de rolezinhos.

Seja lá como for, confundir a maioria das críticas feitas aos adeptos de rolezinhos como “racismo” é uma demonstração cabal de que a capacidade que um esquerdista radical possui de maquiar a realidade parece realmente não ter fim.

Anúncios

16 COMMENTS

  1. Pelo critério de Guimarães, Lula, após seu comentário sob a (homo)sexualidade do povo de Pelotas, deveria ser tachado de racista (detonou uma naturalidade gaúcha) e homofóbico (debochou de uma condição sexual). Por razões óbvias, nem em sonhos Guimarães iria aventar esse tipo de associação…

  2. Luciano, só para lembrar que há pelo menos duas notícias que achei sobre rolezinho que valeriam a pena que você comentasse, uma sobre a ministra da Igualdade Racial dizendo que o medo dos rolezinhos vem dos brancos e que a PM cotidianamente associaria negros a crime. E a ministra, não estaria associando brancos a tudo que é ruim e obrigando negros a fazer rolezinho, mesmo que os fatos mostrem que tinha gente de todas as cores no tal rolezinho e igualmente gente de todas as cores fugindo do rolezinho? O outro é o Paulo Ghiraldelli (sim, ele) comentando sobre o assunto. Além disso, temos também o Gilberto Carvalho abrindo as asinhas em relação a essa história, algo em que o Reinaldo já desceu o sarrafo também.
    Abaixo, segue um hangout que considerei muito bom, entre a Bruna Luiza do Garotas Direitas e o Paulo Eduardo Martins do SBT paranaense:

  3. Forçar uma oposição de classes para fazer proselitismo político já é extremamente ridículo, vamos combinar. Tem que babar muito na gravata pra comprar a ideia. Quando um sujeito chega a afirmar o que esse Guimarães afirmou, vemos que débeis mentais do mais alto grau de delírio são levados a sério no Brasil (o que, convenhamos, não é de se espantar). Não teve uma vez que fui a um shopping e não tinha um pobre e/ou mano. Por outro lado, não teve uma vez que conversei com um marxista, e ele não tenha falado bobagem. Contudo, tais cretinices possuem seu lado bom: além de exercitar o desmascaramento de pseudo-pensadores, podemos exercitar também o saudável e necessário riso.

  4. Estes que estão a serviço do ideario do ParTido, e a desserviço do povo brasileiro, precisam constantemente fabricar este tipo de contenda para justificar sua eterna “luta de classes”.

    Jamais vi qualquer tipo de manifestação deles aos brasileiros natos descendentes de outras etnias. Ou no ponto de vista deles não são admissiveis as expressões bairristas / regionais “baiano”, “nordestino” e outros mais ou menos agressivos mas absolutamente normais classificar de “turco” aquele com quem vc fez um negocio que não lhe foi muito satisfatorio, ou pensar / mandar o “xing ling” voltar para China porque vc comprou dele uma mercadoria que não lhe agradou, ou exigir cotas nas universidades porque os “japas” tomam todas as vagas…aliás, isto sim tem a ver com raças.

    Os proprios militantes chamavam “carinhosamente” o, outrora caguetado e falecido, Luiz Gushiken de “china”. Isto não é racismo?

    Ademais, nenhum destes se levantou em favor dos trabalhadores dos shoppings, muitos deles das periferias que tem sua remuneração baseada nas vendas efetivadas. Ora, por obvio, que um dia a menos de vendas resultará em uma remuneração menor no final do mês. De seguranças a gerentes de lojas, o número de trabalhadores varia conforme a dimensão do shopping, mas certamente é maior que o número de manifestantes da última manifestação do MTST (500 a 800 dependendo da fonte).

    Não estou afirmando que todo rolezinho resulta em arrastão ou depredação ou coisa do gênero, mas tampouco estes que se revoltam contra a determinação judicial de restrição ao acesso simultaneo de grandes aglomerações nos shoppings não se manifestam quando uma determinação judicial determina que uma partida de futebol seja jogada com portões fechados em função de algum fato que o justifique, por exemplo, uma briga entre torcedores.

  5. Coloquei seu texto la no blog da cidadania para ver a reação.
    1-Será que vai aprovar ou vai censurar.
    2-qual será o contra ponto.
    3- quantos vão chamar lo de tucano, fascista, racista.

  6. Outra vez os psicopatas vermelhos testando limites, tentando ganhar território e reduzindo a liberdade, a segurança e a tranquilidade do cidadão de bem. Sempre acompanhado de um discurso de dar náusea.

  7. Mais um rolezinho noticioso:

    1) Um esquerdista ovas de pacu (pois, como verão no vídeo, não dá para imaginar que fosse comprar caviar) foi ao Rolezão Popular em frente ao Shopping Campo Limpo e… esqueceu o filho dentro do Uno no qual foi para o referido evento. Ele foi de Uno? Por que se transportou em um objeto que é mercadoria fetichizada que oprimiria as cidades? Por que não foi de transporte coletivo ou de bicicleta, como tanto os gramscistas querem que nos desloquemos por regra?

    http://www.youtube.com/watch?v=0JeFwcAJRaw

    Em que pese o ato totalmente sem noção, ao menos ele não levou a criança para algo de que ela não tem condições de consentir ou saber o que é, tal qual faz quem leva seus petizes para engrossar o público da Marcha das Vadias;

    2) Comentário da psicóloga Ana Cláudia Scarazatto. Em que pese ela subscrever um pouco o discurso dos defensores de rolezinhos, ainda há algo que se aproveite em sua fala:

    http://www.youtube.com/watch?v=TGUSgtVAqnM

    3) Um cara despolitizando o rolezinho em um vídeo que pode servir em relação a quem fica dizendo que se age racista ou elitistamente quando se é contra isso:

    http://www.youtube.com/watch?v=cshwErrZV4M

    4) Porém, eis que depois de sociólogos, antropólogos, advogados, psicólogos e jornalistas, eis que temos o economista Luiz Gonzaga Belluzzo querendo amaciar para o lado de quem causa pânico em shopping:

    http://www.youtube.com/watch?v=Am1pRCld4qY

    O texto do Mino Carta a que ele se refere é este;

    5) E Campinas fica apreensiva em relação aos rolezinhos, pois as liminares conseguidas pelos shoppings Iguatemi local e D. Pedro foram derrubadas. Ativismo judicial?

    6) Parece que ficou desconfortável para o PT chamar para si a responsabilidade do rolezinho e ele empurra o filho feio para o PSDB. O que Aécio Neves faz? rebate a bolinha que pinga em seu campo;

    7) Além de Campinas, Goiânia também se prepara para possíveis rolezinhos;

    8) Mais gente amaciando para o lado dos rolezentos: Fernando Canzian e Vanessa Barbara;

    9) Um ponto de vista jurídico da coisa, com Gustavo Romano, que também embarca naquela onda de dizer que seria preconceito racial e social ser contra isso;

    10) Algumas meninas explicam o rolezinho e achei o vídeo de uma delas:

    http://www.youtube.com/watch?v=ygsa-SEf_ew

    11) E a Veja São Paulo também fez matéria sobre o assunto:

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=X1mtOeJVAnU

    Por incrível que pareça, pode haver alguma espontaneidade popular que seja no tal fenômeno que fez crescer os olhos dos marxistas-humanistas-neoateísas;

    12) Porém, ao contrário do que dizem os MHNs, a maioria das pessoas reprova os rolezinhos, independente de idade ou classe social. Não se falou na pesquisa, mas também creio que possamos imaginar que gente de todas as cores também não goste do que vem sacudindo os shoppings;

    13) Segue o que o Reinaldo disse sobre o assunto nesta sexta:

    a) Uma manifestante que esteve no Rolezão Popular do MTST acaba morrendo pela boca e falando que nunca foi barrada em shoppings;

    b) Coluna dele na Folha sobre esse assunto.

  8. Mais uma série de notícias sobre o assunto:

    1) Vejam o que marxistas-humanistas-neoateístas fazem com alguém que é contra o rolezinho na frente do JK Iguatemi (que fechou as portas para evitar a entrada desse pessoal) e por um acaso fez a besteira de querer argumentar com uma manifestação:

    http://www.youtube.com/watch?v=Nniq3_bqaFM

    Sim, uma multidão contra um cara e proferindo calúnias contra ele, como chamá-lo de “racista”, “fascista” e outras coisas. Sim, aquela posição fechada pelos ditos intelectuais agora transfigura-se em agressões. Outra coisa é que parece estar claro no vídeo quem é funcional e quem tem algum grau de benefício na turba;

    2) Nesse mesmo evento, pouco antes podemos ver uma tentativa de apropriação dos MHNs do ritmo preferidos pelos rolezentos (dentro daquela lógica de que querem se passar por representantes legítimos do povo):

    http://www.youtube.com/watch?v=9dH5gMkVXE4

    3) Sobre o assunto, seguem outros momentos do referido evento:

    http://www.youtube.com/watch?v=KfAZNys8oVA

    http://www.youtube.com/watch?v=HAx6exjgXoY

    http://www.youtube.com/watch?v=uqDkObZPbec

    http://www.youtube.com/watch?v=pOC6rgybTdE

    http://www.youtube.com/watch?v=bO4E_La4YLc

    http://www.youtube.com/watch?v=fMP-lFxNato

    http://www.youtube.com/watch?v=ewQy4Nxoi44

    Notaram o quanto que a MHNizada quis cavar falta? Tudo indica que alguém pobre e/ou negro entre sem problema algum no JK Iguatemi em ocasiões normais. Logo, isso mostra que não haveria como se considerar a administração do referido estabelecimento como racista e/ou elitista.
    Porém, eis que os próceres do marxismo-humanismo-neoateísmo fecharam na ideia de que barrar rolezinho seria racismo e/ou elitismo e precisam desesperadamente “provar” isso e caracterizar a administração do referido shopping nas qualificações que eles querem que ela seja qualificada nem que na porrada. Logo, criaram um evento chamado “Rolé Contra o Racismo no JK Iguatemi” e foram fazer um fuzuê básico na porta do referido shopping.

    Vendo que aquele pessoal quer comprovar uma tese em relação à qual já haviam fechado previamente uma conclusão e só procuravam elementos para tentar “prová-la”, o pessoal do JK obviamente fechou as portas para evitar confusão e militância política dentro de suas dependências. Para facilitar a “comprovação da tese”, chamaram várias pessoas de entidades que dizem defender as pessoas de origem africana e lá foram eles tentar entrar em um shopping que também fecharia as portas se houvesse um monte de gente querendo entrar na violência e defendendo outras coisas. Como não conseguiram entrar, obviamente que já tinham o pretexto que queriam para ir fazer um BO com a acusação que lhes interessava.
    Também pedirei que prestem atenção à semelhança desse evento no JK Iguatemi com outro realizado em 2011:

    http://www.youtube.com/watch?v=OVrRN_kPlbg

    Sim, as mesmas palavras de ordem e, se perigar, grande número das pessoas que estiveram lá também estiveram no evento mais recente (se alguém quiser comparar os dois eventos, que fique à vontade e podem até mesmo ir mostrando os frames). Se “Palmares não vive mais” e eles dizem “faremos Palmares de novo”, teremos de lembrar para eles que Zumbi tinha escravos:

    http://www.youtube.com/watch?v=bjB64raROI4

    3) Segue mais uma do Reinaldo sobre a coisa;

    4) Mais um falando sobre a tentativa de politizar o rolezinho:

Deixe uma resposta