Ceticismo político nível “hard”: quando um esquerdista diz usar “fatos decisivos” para defender impunidade a criminosos violentos

26
153

estatistica

Se tem algo que deixa esquerdistas excitados é ver criminosos violentos livres da prisão. Com um tal de Adriano Facioli (que usa o nickname Frank Jaava), já comentado neste blog, a coisa não podia ser diferente. Veja abaixo um vídeo onde ele apresenta dois “dados decisivos” para definir que punir criminosos violentos não é uma boa ideia. Na sequência, farei a refutação aos embustes:

Ah, isso vai ser engraçado. Ah se vai…

Vamos ao primeiro “dado decisivo” dele. Segundo Facioli, a taxa de reincidência de criminosos do sistema prisional comum é de 70%, enquanto a taxa de reincidência de criminosos que cumprem penas alternativas é de 12%. Logo, para ele, é mais lógico optar por penas alternativas ao invés de prisão.

Quem chega a uma conclusão dessas com esses dados com certeza nunca viu um sistema de gestão de incidentes de TI em sua vida. Fico imaginando a cena: Facioli é contratado para gerenciar um help desk de TI, e descobre que os incidentes são catalogados em cinco tipos: P1, P2, P3, P4 e P5, sendo P1 incidentes de alta gravidade e P5 incidentes de baixa gravidade. Assim um incidente P1 é capaz de parar uma organização, já um incidente P5 não passa de uma mensagem errada, por exemplo, em um site de comércio entre empresas, que não afeta nenhuma transação. 90% dos incidentes do tipo P5 são resolvidos e encerrados, não resultando em nenhum registro de problema. Por outro lado quase todos os incidentes do tipo P1 são convertidos em registro de problema, pois quase sempre resultam em consequências adversas para o negócio. Eis que o gerente de serviços de TI Facioli propõe uma ideia mirabolante: para reduzir os impactos para o negócio, basta eliminar todos os registros de incidentes de tipos mais graves e registrá-los como tipo P5, ou seja, de baixa gravidade. Com certeza, seria a decisão mais estúpida da história da gestão de TI…

E é exatamente esse o tipo de lógica que o infeliz usa. Ao invés de querer saber os motivos para existirem penas alternativas (que seriam os incidentes de tipo P5), ele finge ignorar a realidade para dizer que penas alternativas tem sido aplicadas a criminosos violentos, resultando na redução da criminalidade, o que é flagrantemente falso. Assim como não adianta registrar um incidente tipo P1 como P5 (o que não vai mudar a gravidade do incidente), não adianta “registrar” um criminoso que merece reclusão como um que merece pena alternativa. Por exemplo: lembremos do caso do sujeito que perdeu o emprego após ter ajudado a depredar a prefeitura do Rio nas manifestações deJunho. Esse com certeza é um candidato a penas alternativas, e dificilmente vai reincidir no crime. Entretanto, se ele fosse um estuprador em série, dificilmente seria candidato a essas penas alternativas. Em suma: não adianta deixar criminosos violentos profissionais impunes com o objetivo de fazê-los desistir da prática de crimes violentos.

Como se nota, o tal primeiro “dado decisivo” de Facioli não significa nada em favor de que devemos usar penas alternativas para criminosos violentos para reduzir o risco da população ser vitimada pelos crimes destes indivíduos.

O segundo “dado decisivo” é ainda mais constrangedoramente fraudulento, e que também pode ser demolido com um exemplo nos mesmos moldes daquele usado na gestão de serviços de TI – esse tipo de exemplo é ótimo, pois vemos as estatísticas funcionando no mundo real, ao invés da mania de alguns pseudo-intelectuais de “mentir com estatísticas”.

Há um conceito interessante, utilizado para a área de qualidade de software, que é a taxa de “bugs escapados”. Aliás, após a primeira medida de contingência, a resiliência aos bugs se mantém, e, portanto, não adianta executar os mesmos testes.

Imaginemos, então que tenhamos amostras sob testes, de acordo com o paradigma de Facioli e o meu. No dele, penas são limitadas a 3 meses (com medidas socio-educativas). No meu, crimes violentos são punidos com, em média, 10 anos de prisão. Ele promete uma taxa de “bugs escapados” de 30%, enquanto ele diz que em minha proposta tenho 60%. Ele quer usar as duas taxas, isoladas, para dizer que tem um “dado decisivo” a favor da proposta dele. Vamos testar?

No mundo das penas alternativas e leves de Faccioli, imaginemos que 100 estupradores recebam pena de 3 meses cada 1. Em seguida, vão para as ruas, e, com a taxa de 30% de “bugs escapados”, imaginemos que 30 deles irão reincidir no estupro. Como esses reincidentes são especialistas no que fazem, imaginemos que eles sejam presos 3 meses, em média, após o segundo estupro pelo qual cada um deles é condenado. Como eles já assistiram a medida sócio-educativa, depreende-se que ela não funcione mais. Assim, esta é a escalada da violência na proposta de Facioli:

  • janeiro de 2014: amostra de 100 estupradores presos, com 18 anos cada 1
  • abril de 2014: 100 estupradores libertos, após medida sócio-educativa
  • setembro de 2014: 30 estupradores presos, da leva de janeiro de 2014

A partir daí, para cada período de 6 meses (estou supondo, em média, 3 meses para reincidência, e esse número pode ser discutido), teríamos 30 estupros. Com 60 estupros a cada ano, poderíamos chegar a um índice de 2400 estupros (2500, com os 100 estupros das condenações iniciais), para estes 100 estupradores.

Agora veja a proposta onde sugere-se a aplicação de penas de no mínimo 10 anos para crimes violentos:

  • janeiro de 2014: amostra de 100 estupradores presos, com 18 anos cada 1
  • janeiro de 2024: 100 estupradores libertos, após encarceramento
  • abril de 2024: 60 estupradores presos, da leva de janeiro de 2014

A partir daí, para cada período de 10 anos (e ainda supondo, em média, 3 meses para reincidência), teríamos 60 estupros. Com 60 estupros a cada 10 anos, poderíamos chegar a um índice de 180 estupros (280 estupros, com os 100 estupros das condenações iniciais), para estes mesmos 100 estupradores.

Veja. Isto não é uma comparação entre duas porcentagens, mas sim entre duas porcentagens relacionadas a consequências diferentes por causa da probabilidade de ocorrência dos impactos. Estes dois últimos dados foram omitidos da argumentação de Facioli. Quando investigamos os dados cientificamente, nunca podemos aceitar números soltos como ele tentou fazer.

Alguém pode contestar o número de 2500 estupros totais na hipótese de Facioli, onde, após a primeira condenação, 30% reincidem no crime, e só trabalhamos com penas alternativas de no máximo 3 meses. O número poderia ser, ao invés de 2500, uns 1000, 880 ou até um pouco menos, de acordo com variáveis, como o tempo em que a reincidência vai ocorrer. Por exemplo, imaginemos que em média as reincidências ocorram a cada 6 meses. Ou um ano?

Não importa, mas é praticamente impossível que ele consiga causar tanto dano quanto nas propostas onde pedimos que criminosos violentos fiquem trancafiados o maior tempo possível, com vistas a proteger seres humanos decentes.

Na proposta de Facioli, ele está deliberadamente condenando 30 mulheres a serem estupradas (lembremos dos 30% de reincidência, da proposta dele), poucos meses após uma leva de 100 estupradores terem sido condenados em uma data base de avaliação (janeiro de 2014, no meu exemplo). Na minha, estou postergando a libertação desses bandidos, mesmo sabendo da taxa de 60% de reincidência, para o máximo de tempo possível, no mínimo 10 anos após eles terem cometidos os crimes.

Vamos revisar a proposta de Facioli: “Eu proponho a alternativa A, onde tenho 30% de chances do risco ocorrer, mas os pontos desse risco ocorrer existem, no mínimo, a cada 6 meses nos próximos quarenta anos. Luciano propõe a alternativa B, onde há 60% do risco ocorrer, mas os pontos desse risco ocorrer existem a cada 10 anos, apenas. Logo, a alternativa A é a melhor”. É claro que qualquer pessoa em sã consciência que assistir a essa apresentação irá “plotar” os números em um Excel e dizer “Facioli, sua apresentação está terminada”. Ele que agradeça de não ser ridicularizado em público.

Recapitulando as duas propostas de Facioli. Na primeira, ele diz que devemos tratar criminosos violentos da mesma maneira que tratamos criminosos “light”, com penas alternativas, pois neste último caso temos 12% de reincidência. O problema é que ele omitiu o fato de que os que recebem penas alternativas quase nunca são criminosos profissionais de fato. Na segunda, ele diz que se tivermos uma consequência social grave (a reincidência de um criminoso violento), que se repete de 6 em 6 meses, com taxa de risco de 30%, esse cenário é melhor do que termos a mesma consequência social grave, se repetindo de 10 em 10 anos, com taxa de risco de 60%.

Sei que esse texto foi um pouco mais complexo do que o habitual, e mostra algumas análises que auditores normalmente fazem para pegar fraudadores, mas é evidente que Facioli tenta enganar o leitor com duas informações falsas. Eis as duas conclusões:

  1. Em relação à primeira proposta, não há uma nesga de evidência de que aplicar penas alternativas para criminosos violentos vai reduzir a taxa de reincidência para o mesmo nível do que temos hoje para os crimes leves que recebem penas alternativas
  2. Já em relação à segunda proposta, onde temos uma taxa de reincidência de 30% (após 3 meses de reclusão), comparado a uma taxa de reincidência de 60% (após 10 anos de reclusão), é evidentemente melhor mantermos o criminoso encarcerado por mais tempo.

Sei que Facioli vai ficar chateado.  Sei que ele caprichou na fraude, usando algumas encenações tentando parecer “racional” (o sujeito tomando decisão em cima de “dados decisivos”), mas um auditor que gosta de testar alegações sobre o mundo usando um Excel não ia deixar passar o truque.

Como consolo, ele ao menos pode contar aos amiguinhos que aprendeu uma lição online. Sorte dele que não foi pego apresentando um Power Point com essas propostas em uma organização, pois ser humilhado publicamente com o uso de estatísticas enganadoras em apresentações corporativas é algo realmente dolorido.  E tudo em prol de ver criminosos soltos mais cedo para que eles possam executar seu instinto assassino contra cidadãos indefesos?

Antes que digam que isso é “mobbing” ou “bullying”, desculpe: enroladores, picaretas e desonestos precisam ser expostos. Quem sabe assim não aprendam uma coisa ou duas.

Anúncios

26 COMMENTS

  1. Dá até medo trabalhar na empresa do Luciano, deve-se tomar cuidado com boletos de táxi, recibos de almoço hehehehehe

    Texto fantástico, deu para sentir o que é a análise de um auditor, agora dá para entender pq vc pega fraudes da esquerda tão fácil. Esse poder analítico parece um dom divino…

    é mesmo uma investigação de fraudes em outro nível… let’s raise the bar!

    • O luciano olha para os funcionários já evidenciando a fraude que irão usar para explicar o atraso no cartão de ponto — até as tiazinhas da limpeza estão correndo dele, porque estão diminuindo a quantidade de detergente depositado no balde para limpeza dos corredores, e ele já está desconfiando 🙂

  2. “papel aceita tudo”, já dizia um sabio amigo meu.

    mas depende tambem da vontade que o outro tem para comprar uma ideia (ou produto) e aceitá-la como verdade absoluta.

    para alguns esta falacia soa como música harmoniosa, para muitos como ruido incômodo.

    cabe a pessoas como vc, luciano, identificar e apontar estes embustes deliberadamente fabricados.

    abs.

  3. Prezado,

    Estou tentando entender sua argumentação. estou tendo dificuldade, principalmente no trecho em que diz:

    “Com 60 estupros a cada ano, poderíamos chegar a um índice de 2400 estupros”

    Como é que, como 60 estupros a cada ano, chegamos aos 2400 estupros?

    Confesso que consegui assisitir o vídeo do Frank Jaava até o fim com muita dificuldade e mau humor. Por isso talvez esteja falhando agora.

    Se for este o caso, peço que me desculpe.

  4. Prezado Luciano,

    Pode desconbsiderar meu último comentário (se este chegar atemo). Fiquei empacado naquele ponto porque não se dizia o período de tempo (40 anos) em relação ao qual estavam sendo comparadas as propostas. Quando resolvi “desempacar” e ir adiante, entendi os 2400 estupros.

    Peço desculpas pelo trabalho que acabeidando a você.

  5. Ahahahaha. Luciano operando em modo Olavo: não basca desmascarara e mostrar os truques e cretinices. É preciso humilhar o sujeito, e se possível, ainda dar uma xingadinha.

    Ahahaha. Minha admiração pelo site tá aumentando, na exata medida em que as bordunas descem com mais força nos lombos dos trapaceiros.

    Eu não achei o texto mais complexo do que o habitual. (2)

  6. Luciano, tem algo de fundamental que notei nesse discurso comum que diz que prender não funciona, uma visão da função da prisão e de uma diferença de valor atribuído ao criminoso e ao inocente. A visão de que a prisão DEVE SERVIR AO CRIMINOSO E NÃO AO CIDADÃO INOCENTE. A função seria principalmente para integrar e não para proteger o inocente, o inocente é que deve arcar com os riscos de ser vítima de crimes. Claro que isso implica em uma valorização do bandido ao invés do inocente.

  7. Faltou dizer que um criminoso de alta periculosidade deve ser encarcerado PELO RESTO DA VIDA. Que mané dez anos? O cara sai com 28, no auge do vigor físico e sedento de sangue honesto para se lambuzar.
    Esse tipo de impostura de sujeitinhos de óculos chinfrosos me dão náusea.

  8. Eu achei o texto mais complexo que habitual [1]

    Bem Luciano, poderíamos dizer que se o JAAVA quer baixar o máximo possível a reincidência, ele que introduza então a pena de morte um vez que a reincidência é de 0%. Além do mais ele parte da premissa incorreta de que a cadeia serve para reeducar. O melhor exemplo para mim é o cartão amarelo no rugby. Quando um jogador está fazendo muitas faltas e atrapalhando o andamento do jogo ele ganha um amarelo e fica fora do jogo por 10 minutos. Esse medida não é usada para reeducar o jogador e sim para que ele não atrapalhe o andamento do jogo. O cadeia serve para pessoas que não seguem as leis e atrapalham o andamento da sociedade. O que poderia sim ser mudado nas cadeias é talvez introduzir trabalho ou fazerem os detentos estudarem (caso eles queiram)… agora os marmanjos ficam lá só coçando o saco enquanto as pessoas do lado de fora precisam ralar. Eles poderiam construir casas ou limpar ruas, afinal de contas, mante-los na cadeia custa dinheiro!

  9. A minha proposta é um pouco diferente:

    Frank Jaava deve acolher em sua casa os libertos (DE CRIME HEDIONDO) com pena alternativa durante um prazo de 3 meses, educando-os com um programa de educação elaborado por ele mesmo, Mantendo-os com sua própria grana, e permitindo um contato muito proximo dos libertos com membros de sua própria família.
    Se tudo correr bem (embora exista a possibilidade de 30% de dar em merda), essa será a maneira mais fácil de considerar seu argumento medíocre.
    Frank Jaava: Pratique o Neo esquerdismo e talvez você possa ser levado a sério!

  10. Luciano, como você deve saber dos quadrinhos, o Batman é tão atormentado quanto os inimigos dele em Gotham, que por sinal foram criados pelo próprio Homem-Morcego após sua ação contra o crime. Pois bem, eis que no Rio de Janeiro ele acaba de criar um inimigo, o Tiozão do Leblon, conforme verá abaixo:

    http://www.youtube.com/watch?v=k8iy3eehwa8

    Tudo bem que, como estamos em uma sociedade gramscista, ele fica mais para Batzarro, bem como o Tiozão do Leblon erra ao chamar de “direitista” a contraparte carioca do Melhor Detetive do Mundo, mas aqui dá para ver uma coisa: em que pese o manifestante ter recebido apoio do Diário do Centro do Mundo, dá para ver que quem combate o marxismo-humanismo-neoateísmo já está perdendo a vergonha de falar na rua. Observe-se que o Tiozão do Leblon, em que pese parecer esquerdista em algum grau, fala claramente do lance de o Brasil não ser o país tão racista e classista que o MHN insiste em dizer que seria. A senhora que fala ser de direita não falou claramente para as câmeras que o tal golpe comunista em curso é o Foro de São Paulo, o que fará alguém não tão inteirado a respeito das jogadas marxistas-humanistas-neoateístas ficar achando que ela fala doideiras. Porém, como pode notar, já está circulando entre a população comum o sentimento de que algo não está tão certo assim nas manifestações de rua e no governo.
    E já que estão falando de rolezinhos, pesquisa diz que 82% dos paulistanos são contra eles, o que significa que gente de todas as classes sociais e etnias é contra isso.

    • O Batman tem um problema que poucos sabem qual é: ele não pode viver em lugares muito quentes, ensolarados, abaixo da linha do Equador, senão o cérebro dele cozinha e a inversão revolucionária passa a ditar as regras do detetive de Gotham.
      Rsss

      Mas voltando, essa filmagem (onde os tiozinhos se ENROLARAM nos argumentos) só prova uma coisa, Cidadão: a importância FUNDAMENTAL de estudarmos- E MUITO- os métodos e comportamentos da esquerda (os jogos e rotinas), pra quando nos depararmos com essa CRETINADA-ÚTIL (incluindo os gringos franceses que filmavam o doc.) a gente poder espalhar no ambiente o gás do riso do Coringa entre a platéia, vendo essa molecada socialista tomar chá de MUDEZ e sumiço.

      Ah se eu sou aquele tiozinho, aquela tiazinha com a câmera na mão… O problema é que, sendo eles os promotores do qui-pro-có, é claro que a humilhação pública seria devidamente retirada da edição final.

      “Porém, como pode notar, já está circulando entre a população comum o sentimento de que algo não está tão certo assim nas manifestações de rua e no governo.”

      Por isso que eu acho que as badernas já programadas pelos MHN pros próximos meses vão dar água. A conscientização- como alguém por aqui bem falou- segue num movimento geométrico, vai ficando cada vez MAIOR a cada HORA.

      E dentro dessa realidade, a tática é DEIXAR A ESQUERDA APARECER NO CENÁRIO PÚBLICO E INCENTIVÁ-LA A FALAR.
      ;¬)

      Mas precisamos cutucá-los MAIS com a vara ‘reacionária’ curta.

      • Cidadão & Cia do Ayan,

        *Notícia EXTRAORDINÁRIA!

        Acabo de descobrir que o nosso Bruce Wayne militante mora perto da minha casa, num Bairro ao lado! O cara tb- vejam só que coisa- trabalha de protético.

        Tô precisando dar um revisada mesmo na arcada dentária, pegar umas dicas de tratamento…

        Acho que vou fazer uma visita em Marechal Hermes e procurar o ‘Cavaleiro das Trevas Dialéticas’ e perguntar pra ele: “why so serious com aquele senhor no Leblon?”… E tentar colocar um sorriso amarelo naquele rosto, quem sabe.

        Que qui cês acham? |¬D

    • Cidadão,

      Agora que fui analisar com mais calma o “combate do século” entre o Bátima fêra-da-fruta e o terrível ‘Tiozão do Leblon’.

      Eu na hora não me dei conta que estava diante de uma discussão entre um beneficiário da ESQUERDA CAVIAR e um funcional-IDIOTA-ÚTIL-RAIVOSO.

      Como resumiu bem o Reinaldo Azevedo, uma verdadeira SURUBA IDEOLÓGICA se materializou em pleno verão carioca, pegando alguns incautos de surpresa.

      É esse calor desumano aqui no Rio. Acaba produzindo esse tipo de coisa.

      Só achei uma pena a senhorinha fotógrafa não ter sido melhor aproveitada na edição final.

      http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/cultura/cineasta-da-esquerda-caviar-condena-o-batman-no-leblon-ou-esse-pais-tem-jeito/

      http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/uma-suruba-ideologica-no-leblon/

      PS: Ah! A tiazinha de direita conservadora do vídeo chama-se Marta Serrat (ou com ‘e’ no final). É jornalista, milita contra a pedofilia junto a bancada evangélica do senador Magno Malta e já até apareceu em programas da TV aberta.

  11. Luciano, eu estou lendo a notícia sobre a ação da polícia civil na Cracolândia. Pude constatar vários comentários:

    “VIOLÊNCIA,SÓ GERA VIOLÊNCIA, FATO. PARABÉNS PREFEITO HADDAD VOCÊ ESTÁ ANOS LUZ Á FRENTE DESSAS MENTES RETRÓGADAS QUE NÃO ENTENDE O ÓBVIO,AINDA MAIS SE TRATANDO DESSE TIPO DE INFRATORES QUE NÃO TEM NADA A PERDER,SÓ NÓS.!!!”

    “Eu só digo uma coisa para essas pessoas que não entendem o que o prefeito Haddad inteligentemente quer fazer: VIOLÊNCIA,GERA VIOLÊNCIA, mas com inteligência e habilidade se consegue muita coisa. O que falta para o brasileiro é entender que o problema é complexo,muito complexo e o povo brasileiro precisa se instruir melhor e para isso só tem um jeito: EDUCAÇÃO, EDUCAÇÃO E EDUCAÇÃO.”

    Desse estilo. Te IMPLORO por um artigo sobre essa rotina da violência gera violência. Outra, a alegação falaciosa de que o problema do uso das drogas é falta de educação; não há como explicar o consumo de drogas por pessoas de classe-média/alta que tem acesso às melhores escolas.

  12. E Luciano, admito: odeio números, contas percentuais e estatísticas. Mas prometo- como aluno regular e altamente disciplinado (ah tá, sei! Rsss)- que vou reler e me esforçar pra entender a lógica desse texto.

  13. Luciano, desta aqui você precisa falar. Sim, isso mesmo: greve geral de autônomos contra o governo cubano. A polícia tentou partir para cima, mas o próprio povo resolveu conter os gorilas. Além disso, o líder da coisa está falando sem qualquer pudor do ocorrido, sabendo que a mídia internacional iria perguntar sobre ele caso ele fosse sumido (isso sem esquecer que poderiam haver moções de repúdio de diversos países, como ocorreu com o suicídio recente de prisioneiros). Seguem dois vídeos:

    http://www.youtube.com/watch?v=VrS3jvqIbw0

    http://www.youtube.com/watch?v=6LjXtCmHSNU

    Sabemos que nos tempos atuais o governo cubano está de alguma forma tentando “fazer a revolução antes que o povo a faça”, mas sabemos que sem muito resultado. Fica parecendo a mim que esses cubanos que protestam de alguma forma tiveram acesso aos materiais de Gene Sharp e estão usando seus preceitos de algum jeito. Claro que nada impediria que Cuba se tornasse um país gramscista e na prática a coisa continuasse na mesma apenas mudando algumas coisas e dando a aparência de democracia, mas é grande a chance de ocorrer por lá o que ocorreu no Leste Europeu, em que as populações de praticamente todos os países repudiam o comunismo e em algumas nações há inclusive proibição de exibição de símbolos comunistas e tratamento de partidos de tal matiz como o Ocidente trata os agrupamentos nazistas. Vamos ficar atentos ao que ocorre e descobrir se há mais coisa nessa história toda.

Deixe uma resposta