Pobres hermanos: Povo argentino agora só pode gastar US$ 50 por ano em compras na internet

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Fonte: Estadão

BUENOS AIRES – O governo argentino ampliou, nesta quarta-feira, restrição para as compras no exterior pela internet para evitar a saída de dólares do país. A medida, publicada no Diário Oficial, limita a duas compras por ano, por pessoa, com um limite total de US$ 25 sem ter de pagar imposto alfandegário. O consumidor que gastar mais que o limite estabelecido será classificado como importador. E, como tal, deverá submeter-se a várias outras condições e barreiras para realizar suas compras online.

A nova norma complementa medida editada na terça-feira, que impôs ao consumidor a obrigatoriedade de apresentar uma declaração juramentada à Administração Federal de Rendas Públicas (Afip, pela sigla em espanhol), equivalente à Receita Federal, para realizar qualquer compra pela internet no exterior.

Na medida precedente, o limite de US$ 25 já havia sido estabelecido para a cobrança de tarifa de 50% do valor da transação, incluindo custos de envio.

No preâmbulo da medida, a Afip argumentou que, “grande incremento” produzido no uso do sistema de compras no exterior pela internet “dificulta o controle do serviço de alfândega”. Para facilitar esse trabalho, continuou o argumento, “é necessário implementar medidas tendentes a contar com maior informação para a liberação desses envios”.

Ambas as medidas baixadas nos dois últimos dias ocorrem em momentos de forte queda das reservas e disparada do câmbio.

Nesta quarta-feira, o mercado de câmbio viveu um dos dias mais agitados em quase 12 anos, com uma alta da cotação do dólar oficial mais acentuada que a do paralelo. O oficial subiu 3,41%, a 7,075 pesos (compra) e 7,125 pesos (venda), enquanto a alta do paralelo foi de 2,45%, elevando o valor da moeda a 12,10 (compra) e 12,15 (venda). Ritmo similar a este só foi registrado em 18 de abril de 2002. A desvalorização da moeda, em janeiro, já acumula quase 10%.

Defesa. O chefe de Gabinete de Ministros, Jorge Capitanich, justificou que as restrições têm o objetivo de “defender o dinheiro dos argentinos e a indústria nacional”. Em sua rotineira entrevista à imprensa, o ministro disse que, “das transações via internet, 65% vêm de Hong Kong e China, através de uma estratégia muito agressiva, e pretendemos garantir que existam operações transparentes e fiscalmente sustentáveis”.

Capitanich deixou claro que o governo poderia adotar novas medidas para controlar ainda mais o mercado de câmbio, para evitar a saída de divisas. “Tudo que for de caráter ilegal, vamos combatê-lo com uma só ferramenta: a lei”, afirmou. E pediu ajuda da Justiça para combater os cambistas, mais conhecidos como arbolitos (arvorezinhas, em português), que operam com o dólar “blue”, como é chamado o paralelo. “Pretendemos que a lei seja acompanhada também pelo Poder Judicial porque aqueles que efetuam transações ilegais têm de estar submetidos à Constituição e às leis.”

Nesse cenário, o ministro voltou a criticar quem compra dólares no mercado paralelo e a imprensa por divulgar os valores das cotações do câmbio paralelo. “Insistem em transmitir informação sobre um mercado não transparente, onde predominam transações associadas ao narcotráfico e à lavagem de dinheiro”, acusou. O ministro não considerou, no entanto, que nas casas de câmbio ilegais, ou as cuevas (cavernas), como são mais conhecidas no país, se amontoam cidadãos comuns que querem resguardar suas economias de uma inflação furiosa, beirando os 30%, e de uma forte desconfiança sobre a economia do país.

Historicamente, os argentinos sempre se refugiaram no dólar para poupar. Porém, o governo fechou essa possibilidade em 2012, ao proibir a compra de divisas para guardar.

Meus comentários

E enquanto isso, os cidadãos argentinos são obrigados a ver a presidente Cristina Kirchner gastar uma fortuna em jóias, além de usar um rolex que vale cerca de US$ 20 mil.

Populações que permitem inchados estatais brutais como o ocorrido na Argentina (hoje uma ditadura socialista) sempre serão ridicularizadas com afrontas como essa.  Esse é um dos motivos pelos quais eles precisam tanto de suas leis de mídia.

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6 COMMENTS

  1. Luciano, voltemos ao Brasil, pois vou te perguntar se já viu isto, com direito a vídeo embaixo:

    http://www.youtube.com/watch?v=G8U2LAsNPGE

    Pelo tipo de pichação (palavras “punk” e símbolo de anarquia), é coisa que pode remontar a black blocs. Observe-se também que há marxistas-humanistas-neoateístas descendo a lenha e chegando a chutar a van em que a presidente se encontrava. Seguem também outros vídeos sobre o episódio na Arena das Dunas, sendo o primeiro antes da chegada dela:

    http://www.youtube.com/watch?v=IHzGjX0r0sU

    Como pode ver, havia punks na jogada (não saberei se black blocs) e eles já estavam de ânimos acirrados, o que pode ter ocasionado as pichações que vimos no primeiro vídeo que passei. Segue outro ângulo do ocorrido do primeiro vídeo:

    http://www.youtube.com/watch?v=8L9isjrX8iE

    Voltando ao primeiro vídeo, há alguns comentários que podem dar alguma ideia, pois tem gente dizendo que isso teria sido coisa de gente do PSTU (que é dissidência do PT), o que mais uma vez pode significar que as coisas não estão tão unanimistas assim dentro da seara do marxismo-humanismo-neoateísmo, em que pese os partidos não tão gramscistas serem tresloucados o suficiente para por vezes fazerem o servicinho sujo que os gramscistas de raiz precisariam fazer e sequer contavam com isso. Outra coisa nos comentários que atentaram é sobre a deficiência da segurança da Presidência da República. Nunca que em outros lugares iriam conseguir pichar um veículo que carregasse chefe de Estado.

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