Haddad, o iletrado em ciência, diz que “acredita na evolução da espécie”, mas mostra que não sabe nada de darwinismo…

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Que Fernando Haddad tinha uma educação duvidosa, quanto a isso ninguém tinha dúvidas. Como esquecer do “cabeçário”, de quando ele ainda era ministro? Ver abaixo:

Mas nada supera a interpretação que ele faz da teoria de Darwin, na notícia abaixo (do Estadão), onde ele faz uma crítica à ação policial na Cracolândia:

O Prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), afirmou na tarde deste sábado, dia 25, que a ação da Polícia Civil na Cracolândia não teve impacto no Programa Operação Braços Abertos e que acha pouco provável que haja novas ações policiais como as da última quinta-feira, 23, na qual cinco pessoas ficaram feridas.

“Eu sempre acredito na evolução da espécie.O ser humano comete erros, mas novos e não os antigos”, disse o prefeito durante a posse do Conselho Participativo Municipal no Palácio Convenções, no Anhembi.

Na prefeitura. Haddad disse que uma beneficiária do programa começa já nesta segunda-feira, 27, a trabalhar na copa do gabinete.”A estratégia é movê-los de lugar para que eles percam o hábito de verem aquele lugar (Cracolândia) como o único a ser frequentado.”

Segundo o prefeito, a mulher, que não teve o nome revelado, tem 42 anos e está grávida do sexto filho. Haddad disse que o acompanhamento da assistência da saúde viu nela um potencial de recuperação de curto prazo. “Nós achamos que, pela condição dela, nós deveríamos tentar oferecer uma oportunidade para ela já sair”.

É nisso que dá ficar recebendo doutrinação marxista ao invés de conteúdo escolar técnico de fato. O resultado é uma ignorância do início ao fim em qualquer assunto relevante, especialmente em termos de ciência.

Sei que alguns leitores não acreditam na teoria de Darwin, mas eu sim. Mas, independentemente de alguém acreditar ou não em Darwin, todos hão de concordar com o que de fato diz a teoria evolucionista. E ela não fala em mudança comportamental como uma base para a evolução das espécies, mas sim que alguns “erros”, como sub-produtos evolutivos, são de fato úteis.

Assim, alguns erros de julgamento podem ser inúteis, na análise do indivíduo (e não que a ação da polícia seja um erro de julgamento, muito pelo contrário – na verdade foi um baita de um acerto), mas permanecerão, se forem úteis para a espécie.  Não que ele saiba a diferença entre indivíduo ou espécie, evidentemente.

Há quem ache que estou levando a sério demais o que Haddad falou. Não. Estou atribuindo o valor adequado a uma frase estúpida e cientificamente risível proferida por um sujeitinho que já foi ministro da educação.

Bem, eu acredito em evolução da espécie, mas não acredito na “evolução” de indivíduos como Haddad.

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15 COMMENTS

  1. Luciano, sem querer ser o advogado do diabo, você não acha que faz mais sentido ele ter usado “evolução da espécie” querendo fazer a referência a “evolução da sociedade humana”? Sei que coerência não é uma das virtudes de esquerdistas, mas acho que faz mais sentido ele ter usado um conceito “sociológico” do que “biológico” visto que esse tipo de gente repete jargões de ciências humanas o tempo todo.

      • Sim rsrsrs mas vai dizer que você nunca ouviu alguém dizer algo como “Na época da bíblia, a humanidade não tinha evoluído ainda, por isso adoravam deuses, apedrejavam mulheres e faziam essas coisas bizarras” Imagine um cientificista neoateu sem-vergonha dizendo isso, vê se não bate com o que o Haddad tá falando? rsrsrsrsrsrsrs

      • Não bate, pois evolução de espécie é uma mudança NA ESPÉCIE. A confusão aí é com a evolução individual, que não tem nada a ver com a teoria da evolução das espécies. 😉

        Nem os autores neo-ateus usam essa terminologia, até por que iam se queimar, pois eles DEFENDEM Darwin, mesmo que Dawkins erre feio na questão memética.

      • Mas também acho que foi exatamente o que ele usou, típico papinho dos intelectuais do final do século retrasado que achavam que a espécie estava melhorando até chegar na perfeição.

  2. Bom texto, Luciano. Só discordo quanto ao ponto do Haddad não ser capaz de evoluir. Ao menos em sentido “biológico”, com um ancestral haddadiano, e sofrendo influências da seleção artificial petista, é possível haver modificações que alterem a espécie, passando de Homo sapiens a Homo imbecilus.

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