Rotina esquerdista: Quem é de direita não pode contestar doutrinação marxista em salas de aula, por ser partidário

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Última atualização: 30 de janeiro de 2013 – [Índice de Rotinas][Página Principal]

Imagine a seguinte situação: em um belo dia você resolve contestar a doutrinação sofrida pelo seu filho em sala de aula e faz uma reclamação formal à direção da escola. Em resposta, ouve o seguinte: “Você é de direita, logo não pode contestar a aula em relação a algum viés de esquerda”.

Basicamente, a mensagem traduzida nesta rotina é fraudulenta até dizer chega, vendendo a ideia de que uma vez que alguém tenha tomado algum partido em qualquer questão não pode reclamar de isonomia de tratamento. Tecnicamente, é uma variação da falácia ad hominem.

O problema é que o raciocínio é mais falso que Rolex comprado na 25 de março. Simplesmente não faz o menor sentido colocar no mesmo plano o reclamante de um serviço (ou estado) e aquele que faz o serviço (seja ele vindo do estado ou não).

Em outras palavras, a função de uma escola é ensinar os alunos, mas, a partir do momento em que este ensino é prejudicado por um professor que usa a sala de aula para pregar sua agenda particular, temos um problema gravíssimo, pois sua função não está sendo exercida adequadamente. Já qualquer pagador de impostos não tem qualquer restrição e pode, enquanto cidadão, emitir os julgamentos que quiser. Assim, não se pode exigir a mesma isenção do reclamante do serviço do que o fornecedor do serviço, principalmente quando existem regras para este fornecimento do serviço.

É como em um jogo de futebol: se Atlético e Cruzeiro estão jogando e o juiz puxa a sardinha para o Cruzeiro, é natural (e justo) que o jogador do Atlético reclame. Afinal, a função do juiz não está sendo praticada adequadamente.

E se levássemos esse raciocínio torto do esquerdista (ao dizer aquele que toma um partido não pode criticar a doutrinação em salas de aula) à frente, ele poderia ser aplicado à esta própria rotina, pois, se o esquerdista toma um partido, então a opinião dele contra à crítica à doutrinação em sala de aula também não poderia ser ouvida. Como se nota, é um raciocínio tão torto que se auto-destrói.

Por isso mesmo, se algum esquerdista tentar usar este tipo de truque quando você denunciar a doutrinação marxista feita em salas de aula, aplique o truque de volta a ele, e, em seguida, ridicularize-o perante o público.

Exemplo da reversão:

– Seguem aqui as evidência de doutrinação marxista praticada no colégio X.

– Você não tem moral para fazer esta denúncia. – diz o esquerdista.

– Por que não?

– É por que você toma partido, sendo de direita. Encontrei uma comunidade sua onde você diz que acessa o site do Luciano Ayan. Assim, não pode criticar um professor que também toma partido em sala de aula, pois você é igual a este professor…

– Sendo assim, você também tomou partido, sendo de esquerda, e, portanto, não pode criticar minha crítica à doutrinação marxista, pois você toma partido sobre críticas feitas ao que é ensinado em sala de aula, portanto você é igual a mim e ao professor em questão…

– …

– É claro que estou tirando na sua cara! Teu raciocínio não faz sentido, pois não é função minha ser apartidário (o que nunca ocorre, na verdade). A obrigação de não tomar partido é daqueles que nos vendem serviços a partir do estado, por exemplo…

A partir daí é só partir para o escracho.

Em tempo, um meme, que vale o comentário:

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Parece que a expressão “se o estado é laico, então…” dá um tom de revanchismo. Mas eu proponho a mensagem “O Brasil é um estado laico, portanto…”, pois o fato do Brasil ser laico é um argumento contra a doutrinação marxista em salas de aula.

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7 COMMENTS

  1. Luciano, mais uma ronda:

    1) Em Humaitá, as coisas irão piorar nos próximos dias após a prisão de índios tenharim acusados de matar três desaparecidos, que ainda não foram encontrados. Isso fez os tenharim e outras tribos próximas declararem estado de guerra. Pode estar cada vez mais próximo o primeiro grande conflito realmente étnico e poderá envolver de ambos os lados pessoas de ancestralidade indígena;

    2) Que o Laerte não saiba desta, mas nos Estados Unidos consideraram justo que um rapaz que diz se sentir menina usasse o banheiro e estão dizendo que a escola violou esse direito;

    3) Possível efeito “clara em neve”: diz Marco Feliciano que quanto mais beijaços acontecerem, mais fortalecida ficará a candidatura presidencial dele;

    4) E novamente continuo perguntando a você se não valeria a pena falar mais sobre o que ocorre na Ucrânia, que creio ser o primeiro conflito entre o gramscismo (União Europeia) e eurasianismo (Rússia): de coisas mais atuais, o presidente ucraniano, Viktor Yanucovitch, revogou as leis antiprotesto e anistiou os detidos, enquanto um oposicionista denuncia graves torturas;

    5) Enquanto isso, sobre o terror tocado no sábado, há mais esta lenha do Reinaldo com o vídeo que mostra o rapaz que tomou três tiros, antes do ocorrido em questão, perseguindo um policial, tendo a situação revertida.

  2. Perfeito Luciano, na minha opinião só faltou falar da arrogância e imoralidade da escola/do professor em achar que sabem o que é melhor aos filhos melhor que os pais e tentarem descaradamente “chega pra lá” no pai ou na mãe.

  3. Isso vem de uma confusão entre a noção de ausência de neutralidade do conhecimento (que é um princípio importante em hermenêutica, mas que não exclui, em si, a neutralidade) e a ideia, bastante infantil, de se permitir fazer tudo o que o outro fizer (ou pensar que se faça), especialmente na ausência de punição.
    Como não há diferença ética entre um esquerdista e um traficante de drogas, é muito comum que professores mal-intencionados e bem pouco profissionais façam uso de instrumento público para apropriação particular, como se fosse a coisa mais normal que existisse. É óbvio que isso não se restringe à escola.
    A lei tem defesa específica quando esse duplo-padrão envolve partidos. Nos demais casos, o pau pode comer.

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