Do marxismo cultural ao marxismo real: Os empregos que as mulheres não podem ter na China

6
88

estud_china

Iludidos, os esquerdistas funcionais que devotam sua vida ao marxismo cultural no Ocidente acham que criarão um “mundo novo”. O problema é que o marxismo, quando dá certo, mostra que esses funcionais com certeza ficarão ressentidos com o resultado de suas ações, conforme podemos ver no texto “Os empregos que as mulheres não podem ter na China”, da BBC Brasil:

Os estereótipos que marcam a vida das chinesas começam logo na infância, como fica claro em uma visita ao parque temático Eu Tenho Um Sonho, em Pequim.

Lá, as crianças podem “testar” dezenas de carreiras, vestindo os uniformes de cada uma delas. Juíz? Decorador de bolos? Apresentador de rádio? Basta para os pequenos pegar seu ingresso e assumir um papel.

Mas, mesmo neste mundo imaginário, as crianças, e seus pais, assumem papéis rígidos em relação ao gênero.

A atração mais popular entre as meninas, por exemplo, é a oportunidade de se vestir como aeromoça.

Depois de arrastar pequenas malas pela cabine de um avião falso, elas aprendem a servir refeições a partir de um carro em miniatura.

“Ajeitem os uniformes!” é uma das ordens dadas às meninas enquanto ficam paradas em linha reta.

Os meninos, entretanto, optam por se vestir como agentes alfandegários e guardas de segurança, com uniformes tão completos que incluem armas de brinquedo e pequenos coletes à prova de balas.

Só para homens

Mas essa noção presente na infância dos chineses de que as mulheres não podem ou não devem fazer o mesmo trabalho que os meninos se estende até a universidade e para além dela.

Ao sul de Pequim, na Universidade de Minas e Tecnologia da Província de Jiangsu, um grupo de estudantes de engenharia de mineração são a inveja da instituição.

Eles fazem um dos cursos considerados uma garantia de emprego após a formatura.

Mas este programa tem um requisito de entrada claro: é só para homens.

“A lei trabalhista da China sugere que o trabalho de mineração não é adequado para as mulheres, por isso pedimos que as mulheres que se abstenham de se registrar nesse curso”, explica Shu Jisen, um dos professores do departamento.

Esta universidade não é a única. Segundo o Ministério da Educação, as mulheres da China são proibidas de estudar uma variedade de cursos, como engenharia civil e naval, sob a justificativa de “respeito à sua segurança”.

Em uma universidade em Dalian, no norte da China, as mulheres são impedidas de estudar engenharia naval porque “elas não conseguiriam suportar meses a bordo de um navio”, disse um funcionário de admissão à BBC.

Razões ligeiramente diferentes são dadas para restringir bastante o número de mulheres que podem estudar na Universidade Popular de Pequim, que tem uma quota rígida e permite que apenas 10% a 15% do corpo discente seja formado por mulheres.

Um funcionário do departamento de admissão da universidade se recusou a ser entrevistado pessoalmente, mas disse por telefone à BBC que as mulheres não tinham permissão para entrar na universidade em grandes números, por não haver oportunidades de trabalho suficientes para elas após a formatura – já que as chinesas são proibidas de ter empregos “masculinos”.

O departamento de engenharia de minas da universidade de Jiangsu cita argumentos semelhantes. As mulheres não seriam capazes de transportar o equipamento para mineração por ser muito pesado, e não conseguiriam escapar de uma mina rápido o suficiente em caso de emergência, explicam.

“Alguns trabalhos são realmente inadequados para as mulheres”, Shu Jisen argumenta.

“Se elas insistirem em trabalhar nessas áreas, será um desperdício de energia que poderia ser melhor utilizado em outro lugar.”

Fim das limitações

Alguns se recusam a aceitar essas razões. Uma pequena, mas corajosa, rede de estudantes e advogados está lutando contra as restrições às mulheres no mundo profissional.

Usando barbeadores elétricos, elas rasparam suas cabeças em uma série de protestos, bem divulgados, que aconteceram em todo o país no ano passado.

“É uma explícita discriminação de gênero”, afirma uma das estudantes ativistas, Meili Xiao.

“Ninguém desafiou essas universidades antes e disse que essas regras estavam erradas. Por que ninguém quer mudar nada? Isso me deixa muito zangada.”

Na cantina da universidade em Jiangsu, jovens dizem que não conseguem aceitar as restrições.

“Se alguém pode suportar condições de trabalho difíceis, essa pessoa deve ter permissão de fazê-lo”, explica uma estudante.

“As universidades devem acabar com as limitações e permitir que as pessoas façam escolhas por conta própria, e não apenas impedi-las.”

Cotas de gênero

A rede de ativistas também está lutando contra cotas de gênero em muitas universidades chinesas que favorecem os homens simplesmente porque eles têm pior desempenho nos estudos.

Nos últimos anos, mulheres de todo o país tiraram as notas mais altas nas provas para entrar nas melhores faculdades da China. Mas as escolas querem que seus cursos tenham um equilíbrio entre os sexos, e por isso reduzem os padrões de admissão para os meninos, deixando as jovens com notas mais altas de fora.

O Ministério da Educação da China insiste que não permite definir cotas de gênero na admissão de alunos, “exceto em academias militares e escolas de defesa e segurança pública”, segundo a agência estatal de notícias, Xinhua.

No entanto, não oficialmente, em muitas escolas há cotas fixas, de acordo com ativistas.

Eles esperam erradicar todas as políticas escritas que proíbem as estudantes de se registrarem em qualquer curso. Essa é uma meta que, de acordo com a ativista Xiao Meili, pode ser alcançada em um ano.

E os preconceitos ocultos contra as mulheres na educação? Este é um desafio ainda maior.

“O sexismo está presente em todas as esferas da sociedade chinesa, e as pessoas estão tão acostumadas que é fácil ignorá-lo”, diz Xiao.

“As pessoas se acostumaram com a ideia de que os homens podem fazer as coisas melhor do que as mulheres. Mas quando as mulheres começaram a se sobressair, surgiu um medo e isso se tornou algo problemático”, acrescenta.

Vamos aos fatos: sociedades livres são melhores para as mulheres, com certeza. Mas tudo o que os marxistas culturais querem, inclusive as feministas, é criar uma sociedade não-livre, pelo inchaço estatal.

Quando conseguirem, será aquilo que Yuri Bezmenov disse sobre os idiotas úteis:

Anúncios

6 COMMENTS

  1. Se o Brasil tornar-se socialista (que é bem possível) todas essas mulheres das marchas das vadias vão ter que ficar em casa e cozinhar quá quá quá!

  2. Engraçado que pra essas feministas o bom é ser homem. Desprezam tudo associado à mulher, e amam, querendo tomar para si, tudo o que o homem faz. Esse feminismo (basicamente o pai da teoria do gênero) na verdade odeia a mulher e a feminilidade.

      • Luciano.

        Sobre esse assunto veja o post do Reinaldo Azevedo.

        http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/escrava-cubana-que-atuava-no-mais-medicos-do-candidato-padilha-deserta-e-perseguida-pela-pf-de-dilma-que-atua-a-servico-dos-irmaos-castro-e-pede-asilo-em-gabinete-de-caiado-deput/

        Blog
        Reinaldo Azevedo

        05/02/2014 às 5:11

        Escrava cubana que atuava no “Mais Médicos” do candidato Padilha deserta, é perseguida pela PF de Dilma, que atua a serviço dos irmãos Castro, e pede asilo no gabinete de Caiado, deputado do DEM. Ou: Contrato de médica pode ser indício de caixa dois eleitoral
        Médica cubana na Câmara exibe contrato com uma tal “Sociedade Mercantil Cubana”, que ninguém sabe o que é (Pedro Ladeira/FolhaPress)

        [ Médica cubana na Câmara exibe contrato com uma tal “Sociedade Mercantil Cubana”, que ninguém sabe o que é (Pedro Ladeira/Folhapress). ]

        Que título forte, não é, colegas? Será que exagero? Acho que não. O caso é complicado mesmo. Vou lhes contar uma história que envolve trabalho escravo, tirania política e, não sei não, podemos estar diante de um caso monumental de tráfico de divisas, lavagem de dinheiro e financiamento irregular de campanha eleitoral no Brasil. Vamos com calma.

        O busílis é o seguinte. Ramona Matos Rodríguez, de 51 anos, é uma médica cubana, que está em Banânia por causa do tal programa “Mais Médicos” — aquele que levou Alexandre Padilha a mandar a ética às favas ao transmitir o cargo a Arthur Chioro. Ela atuava em Pacajá, no Pará. Como sabemos, cada médico estrangeiro custa ao Brasil R$ 10 mil. Ocorre que, no caso dos cubanos, esse dinheiro é repassado a uma entidade, que o transfere para o governo ditatorial da ilha, e os tiranos passam aos doutores apenas uma parcela do valor — cerca de 30%. Os outros 70%, na melhor das hipóteses, ficam com a ditadura. Na pior, nós já vamos ver.

        Pois bem. No caso de Ramona, ela disse receber o correspondente a apenas US$ 400 (mais ou menos R$ 968). Outros US$ 600 (R$ 1.452) seriam depositados em Cuba e só poderiam ser sacados no seu retorno ao país. O restante — R$ 7.580 — engordam o caixa dos tiranos (e pode não ser só isso…). Devem atuar hoje no Brasil 4 mil cubanos. Mantida essa proporção, a ilha lucra por mês, depois de pagar os médicos, R$ 30,320 milhões — ou R$ 363,840 milhões por ano. Como o governo Dilma pretende ter 6 mil cubanos no país, essa conta salta para R$ 545,760 milhões por ano — ou US$ 225,520 milhões. Convenham: não é qualquer país que amealha tudo isso traficando gente. É preciso ser comuna! Mas vamos ao caso.

        Ramona fugiu, resolveu desertar. Não consegue viver no Brasil com os US$ 400. Sente-se ludibriada. Ocorre que os cubanos que estão por aqui, o que é um escárnio, obedecem às leis de Cuba. Eles assinam um contrato de trabalho em que se obrigam a não pedir asilo ao país — o que viola leis nacionais e internacionais. Caso queiram deixar o programa, não podem atuar como médicos no Brasil — já que estão proibidos de fazer o Revalida e só podem atuar no Mais Médicos — e são obrigados a cair nos braços dos irmãos Castro. A deportação — é esse o nome — é automática.

        Pois bem. Ramona quis cair fora do programa. Imediatamente, segundo ela, passou a ser procurada pela Polícia Federal do Brasil. Acabou conseguindo contato com o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), que é médico, e está agora refugiada em seu gabinete — na verdade, no gabinete da Liderança do DEM. Ali, ela está a salvo da ação da Polícia Federal. Não poderão fazer com ela o que fizeram com os pugilistas cubanos quando Tarso Genro era ministro. Eles foram metidos num avião cedido por Hugo Chávez e devolvidos a Cuba.

        Vejam que coisa… Ramona sabia, sim, que receberia apenas US$ 1 mil pelo serviço — só US$ 400 aqui. Até achou bom, coitada! Afinal, naquele paraíso de onde ela veio, cantado em prosa e verso pelo petismo, um médico recebe US$ 25 por mês. A economia, como se sabe, se movimenta no mercado negro. Ocorre que a médica, que é clínica geral, disse não saber que o custo de vida no Brasil era tão alto.

        A contratante
        O dado que mais chama a atenção nessa história toda, no entanto, é outro. Até esta terça-feira, todos achávamos que os médicos cubanos eram contratados pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), que é um órgão ligado à OMS (Organização Mundial de Saúde), da ONU. Sim, a Opas é uma das subordinadas ideológicas do regime dos Castro. Está lotada de comunistas, da portaria à diretoria. De todo modo, é obrigada a prestar contas a uma divisão das Nações Unidas. Ocorre que o contrato da médica que desertou é celebrado com uma tal “Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Cubanos”.

        Que estrovenga é essa, de que nunca ninguém ouviu falar? Olhem aqui: como Cuba é uma tirania, a entrada e a saída de dinheiro são atos de arbítrio; dependem da vontade do mandatário. Quem controla a não ser o ditador, com a colaboração de sua corriola? Assim, é muito fácil entrar no país um dinheiro como investimento do BNDES — em porto, por exemplo —, e uma parcela voltar ao Brasil na forma, deixem-me ver, de doação eleitoral irregular. E o mesmo vale para o Mais Médicos. Nesse caso, a tal Opas podia atrapalhar um pouco, não é? Mas eis que entra em cena essa tal “Sociedade Mercantil Cubana”, seja lá o que isso signifique.

        A Polícia Federal não poderá entrar na Câmara para tirar Ramona de lá. O contrato com os cubanos — e, reitero, é ilegal — não prevê asilo político. A Mesa da Câmara também não pode fazer nada porque o espaço da liderança pertence ao partido.

        Vamos ver no que vai dar. O primeiro fio que tem de ser puxado nessa meada é essa tal “Sociedade Mercantil”, que não havia aparecido na história até agora. Quantos médicos vieram por intermédio dela? O que isso significa em valores? Quem tem o controle sobre esse dinheiro?

        Texto publicado originalmente às 2h32

        Por Reinaldo Azevedo

Deixe uma resposta