Ensino pseudo-científico de igualdade de gênero gera boicote a escolas na França

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Pantheon-feminists-Fabienne Roumet Barbe

Era só o que faltava! Qualquer um sabe que essas teorias de gênero são uma picaretagem do início ao fim. Agora, o governo francês quer ensinar essa besteira nas salas de aula. Leia, segundo a BBC Brasil:

Uma centena de escolas na França sofrem com um índice elevado de alunos ausentes desde a sexta-feira.

A polêmica surgiu após a criação recente do “ABCD Igualdade”, um programa dos ministérios da educação e dos direitos das mulheres e testado em mais de 600 salas de aula em todo o país, com o objetivo de transmitir às crianças o conceito de igualdade entre homens e mulheres e lutar contra os estereótipos que envolvem ambos os sexos.

O programa pretende pôr fim a ideias homofóbicas e misóginas e mostrar que não existem atividades, inclusive recreativas, específicas para meninos ou meninas – que uma garota pode desejar ser engenheira ou bombeira e um garoto pode querer ser parteiro, por exemplo.

Mas grupos ligados à extrema direita difundiram na internet rumores de que o governo teria tornado obrigatório nas escolas primárias o suposto ensino da “teoria do gênero”, interpretado por eles como sendo algo que visa eliminar as diferenças biológicas e sociais entre os homens e mulheres e promover a homossexualidade.

Igualdade

Especialistas ressaltam que não existe uma “teoria do gênero” e sim os estudos sobre gênero (gender studies), iniciados nos Estados Unidos nos anos 60 e 70, que analisam a construção social da identidade sexual e a questão das desigualdades entre homens e mulheres.

O ministro da Educação, Vincent Peillon, declarou que o ministério “rejeita totalmente a teoria do gênero e a instrumentalização feita por pessoas da extrema direita, que estão difundindo uma ideia que causa medo aos pais de alunos”.

“Queremos promover a igualdade entre homens e mulheres”, afirmou Peillon.

Nesta quarta-feira, o ministro pediu a diretores de escolas para convocar os pais que não levaram seus filhos às aulas após o início dos rumores.

Muitos pais receberam mensagens pelo celular pedindo que não levassem seus filhos à escola na sexta-feira passada e também na segunda-feira desta semana para protestar contra o ensino da “teoria do gênero” e publicaram as mensagens nas redes sociais.

“Eles vão ensinar aos nossos filhos que eles não nascem meninos ou meninas, mas sim que eles escolherão seu sexo depois. Isso sem mencionar a educação sexual desde a escola maternal”, diz uma mensagem reproduzida pelo jornal francês Le Monde.

O Instituto Civitas, ligado a católicos conservadores, também apoia o boicote às aulas, afirmando que o ministério da Educação estaria difundindo a “ideologia do gênero às escondidas sob pressão de movimentos gays e lésbicos”.

Os boatos chegaram a afirmar ainda que o governo estaria promovendo nas escolas primárias uma introdução à sexualidade, com aulas que fariam demonstrações “explícitas” às crianças.

“Nós não falamos nada sobre sexualidade no primário. Na escola, ensinamos a igualdade entre garotos e garotas e não a teoria do gênero”, declarou nesta quarta-feira Najat Vallaud-Belkacem, porta-voz do governo e ministra dos Direitos das Mulheres.

“Falamos que os meninos e meninas podem ter ambições de igualdade em relação às suas escolhas profissionais e aos seus sonhos”, diz a ministra, se referindo ao programa “ABCD Igualdade”.

Boicote organizado

A ideia dos opositores que difundiram os rumores é lançar um dia de boicote às aulas por mês. Na próxima semana, pedidos para faltar às aulas em algumas escolas já foram lançados.

O rumor teria ganhado força, segundo a imprensa francesa, principalmente junto aos pais com baixo nível de instrução e de religião muçulmana.

Em uma escola em Estrasburgo, no leste da França, um terço dos alunos faltou às aulas, sendo quase 90 turcos, ciganos e de origem árabe, segundo o jornal Le Figaro.

Em Meaux, periferia pobre nos arredores de Paris, considerada “zona urbana sensível”, 20% dos alunos faltaram na sexta-feira, segundo a imprensa.

O governo minimiza o impacto dos rumores, afirmando que apenas uma centena das 48 mil escolas francesas foi afetada. Mas o assunto vem ganhando força no país.

É claro que devemos lutar contra a discriminação de mulheres, mas também lutar contra teses pseudo-científicas como a teoria de gênero, que ignora tudo o que sabemos sobre a biologia não só da espécie humana, como das demais espécies.

O ensino da teoria de gênero (ou mesmo do eufemismo “estudos de gênero”) nas escolas é tão anti-científico quanto ensinar o criacionismo da terra jovem. Se o julgamento de Dover ficou famoso por retirar o ensino do Design Inteligente das salas de aula, a teoria de gênero deve sofrer o mesmo destino.

Não é função da escola ensinar teses pseudo-científicas somente para atender agendas políticas, e nisso os pais de alunos estão certíssimos em protestar. Não há nada de “ação de extrema-direita” nesse tipo de protesto, e o mero recurso usado pelos esquerdistas para desqualificar aqueles que fazem o boicote é o suficiente para mostrar que, para defender a fraude da teoria de gênero, eles vão seguir fraudando o debate, agora para desqualificar os reclamantes chamando-os de “extrema-direita”.

Esse é um dos motivos para demonstrarmos o feminismo como pernicioso em termos sociais. Não há nada de útil que as feministas possam trazer, e quaisquer demandas de luta contra a discriminação da mulher podem ser feitas a partir de outros paradigmas racionais além do feminismo (que nada tem de racional).

Ao contrário, o feminismo, sendo tão irracional quanto a leitura na borra do café, só pode gerar nisso mesmo: o uso de dinheiro público em escolas financiando o obscurantismo científico. Já passou da hora da teoria de gênero ser jogada na lata de lixo escolar.

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16 COMMENTS

    • é incrivel como se propaga o falso ceticismo, por exemplo, é comum entre essa ‘new generation’, a adoração da mãe terra como quase uma divindade, (veja New Age), e ai eles falam que adorar um Deus MetaFisico com argumentos cosmologicos e filosoficos, é obscurantismo…

      não é engraçado?

      obvio que nao passa de uma estrategia de bifurcação, nao concorda Luciano Ayan?

      Att

  1. Na Alemanha houve um abaixo assinado por 200.000 pessoas contra o ensino dessa teoria em uma determinada região. (http://www.bvoltaire.fr/josemeidinger/gender-200-000-allemands-lideologie-arc-en-ciel,49152)

    Na Suíça parece que há uma reação também.

    Agora, é preciso destacar algo bem surreal que pretenderiam fazer no País Basco, afim de levar adiante essa teoria: os meninos teriam que deixar de jogar futebol durante o recreio, pois segundo os promotores da iniciativa, a prática dessa atividade é considerada sexista. (http://es.eurosport.yahoo.com/noticias/curiosport-prohibido-jugar-a-f%C3%BAtbol-patio-del-colegio-175429827–sow.html)

    OBS: Peço desculpas por ter postado links em Francês e Espanhol, mas não encontrei os mesmos conteúdos em português.

  2. “Eles vão ensinar aos nossos filhos que eles não nascem meninos ou meninas, mas sim que eles escolherão seu sexo depois.”
    Daqui à pouco vão ensinar que não se nasce humano, mas se escolhe se vai ser humano ou animal irracional depois.
    Se bem que os esquerdistas têm escolhido serem animais irracionais já faz um bom tempo… É, já estão ensinando isso.

    Tem até um indício de que já está ocorrendo no próprio texto:
    “Ao contrário, o feminismo, sendo tão irracional quanto a leitura na borra do café, …”

    Só não dizem isso explicitamente, mas que o esquerdismo leva à falta de raciocínio (típica dos animais) disso não há dúvidas!

  3. Luciano,

    Uma dúvida: pensando na questão dos frames, que você fala, você não deveria usar (por exemplo) a expressão “hipóteses de gênero” ao invés de “teorias de gênero”?

    Ao chamar essas “ideias” de “teorias”, você não estaria dando a elas uma “legitimidade” que elas não têm?

      • Luciano,

        Meu município é governado por prefeita a três mandatos, há uma presidente da República e ao longo de minha educação quem realmente mandou foram mulheres. Aliás, metade das minhas multas de transito tem o charme feminino. Também serviços bancários, médicos, de contabilidade, jurídicos, de TI, etc.
        Você realmente acha que sobrou alguma coisa pelo “que devemos lutar contra a discriminação de mulheres”?
        Elas que se virem! Isso é causa passada feito a Reforma Agrária e a Abolição!

        Abçs.

      • “Ideologia de gênero”, ou mesmo “pretensões ideológicas de gênero”.

        O termo “hipóteses” de certo modo também conferiria legitimidade,

  4. Caro Luciano.

    Veja ai um artigo excelente publicado no ( http://midiasemmascara.org ).

    O artigo trata dessa vigarista ideologia de gênero, mostrando o terrível fracasso da primeira experiência que culminou com o suicídio dos gêmeos envolvidos na experiência.

    Conecte-se ao link para ver as fotos.

    http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/14919-teoria-de-genero-como-seu-primeiro-experimento-fracassou.html

    Teoria de gênero: como seu primeiro experimento fracassou

    Escrito por Le Figaro | 01 Fevereiro 2014
    Artigos – Cultura

    Nota do tradutor:
    O horrendo experimento com os gêmeos Reime realizado pelo mentor da teoria de gênero, o sexólogo neozelandês John William Money (1921-2006), tem sido solenemente ignorado pela grande mídia, ou, quando muito, ocasionalmente mencionado por um ou outro articulista, sempre com o desvelo de não se comprometer, no essencial, a validade de uma noção canônica em exótico ramo da psicologia contemporânea: o gênero em “sentido amplo” (isto é, mais “inclusivo” que o anacrônico binômio masculino-feminino) e suas derivações.

    Todavia, um veículo da grande mídia internacional – o periódico francês “Le Figaro” – tem publicado uma série de artigos instigantes sobre os desdobramentos práticos da ideologia de gênero: as políticas públicas de gênero. Em um deles, elas são descritas como “um conjunto de incitações insidiosas que visam mudar o comportamento dos jovens e substituir, aos poucos, um modelo de sociedade por outro” (1).

    Traduzo aqui Theórie du genre: comment la premiére expérimentation a mal tourné [Teoria de gênero: como seu primeiro experimento fracassou] (2), publicado na edição de 31 de janeiro de 2014 do jornal citado. Nele é descrito o caráter criminoso dos testes efetuados por Money que, como o leitor poderá facilmente constatar, em nada diferiam das técnicas do “Anjo da Morte” no campo de Auschwitz, o Dr. Joseph Mengele.

    Teoria de gênero: como seu primeiro experimento fracassou
    Le Figaro

    Nos anos 60, um médico neozelandês experimentou em dois gêmeos a “teoria de gênero”, convencendo os pais a transformarem um deles em menina. Uma experiência de consequências dramáticas.

    Ainda que a polêmica sobre a teoria de gênero não cesse de crescer, a experiência trágica conduzida na metade dos anos 60 pelo seu criador, o sexólogo e psicólogo neozelandês John Money, volta à superfície, como relatou na quarta-feira o Le Point. Uma experiência frequentemente ocultada por seus discípulos atuais nos estudos “de gênero”, pois, se o fosse (tendo sido conduzida em dois gêmeos canadenses nascidos meninos, sendo que um que deles foi educado como menina) não seria bem vista.

    O especialista em hermafroditismo na universidade americana Johns Hopkins, John Money, definiu desde 1955 o “gênero” como uma conduta sexual que escolhemos adotar, a despeito de nosso sexo de nascença. Ele estudou notadamente os casos de crianças nascidas intersexuais para saber a qual sexo elas poderiam pertencer: aquele que a natureza lhes deu ou aquele no qual foram educadas. Em 1966, os pais iriam oferecer ao controvertido médico a possibilidade de testar sobre seus próprios filhos a teoria de gênero. O casal Reimer eram pais de gêmeos de oito meses. Eles desejavam circuncidá-los, porém a operação não foi bem sucedida em um dos dois bebês, Bruce, cujo pênis foi queimado após a uma cauterização elétrica. Seu irmão, Brian, por sua vez, saiu ileso da operação.

    Adolescência Difícil
    Para John Money (foto ao lado), era a ocasião de mostrar com base em um modelo vivo que o sexo biológico não era mais que um erro. Ele propôs então aos pais desamparados que educassem o filho como uma menina, sem jamais revelarem a ele seu sexo de nascença. Bruce, que desde então passou a se chamar Brenda, recebeu a princípio um tratamento hormonal, pois se queria retirar seus testículos depois de quatorze meses. Doravante uma menina, “Bruce-Brenda” usa saias e brinca com bonecas. Durante sua infância, os gêmeos Brian e Brenda seguem um desenvolvimento harmonioso, fazendo da experiência de sexologia uma vitória. Ao menos foi o que John Money – que mantinha guarda sobre sua evolução – examinando-os uma vez por ano, acreditava. Ele publica então numerosos artigos sobre o assunto, mais um livro, em 1972, “Homem-mulher, garoto-garoto”, no qual afirma que é a educação e não o sexo de nascença que determina se alguém é homem ou mulher.

    Mas se Brenda viveu uma infância sem choques, as coisas se complicaram na adolescência. Sua voz se tornou mais grave e ela se sente atraída por garotas. Pouco a pouco, ela rejeita seu tratamento, substituindo-o por outro, com testosterona. No fundo, ela se sente mais um garoto que uma moça. Desamparado, o casal Reimer conta a verdade a seus filhos. Desde então, Brenda se torna um homem, David, no qual é criado cirurgicamente um pênis e são retirados os seios. Este último se casará com uma mulher, com a idade de 24 anos. Mas esta experiência identitária fora dos padrões deixou desgastes irreparáveis sobre os gêmeos.

    Brian se suicidou em 2002, David em maio de 2004.

    Notas:

    1 – http://www.lefigaro.fr/actualite-france/2014/01/30/01016-20140130ARTFIG00410-la-theorie-du-genre-entraine-l-ecole-dans-l-ingenierie-sociale.php

    2 – http://www.lefigaro.fr/actualite-france/2014/01/31/01016-20140131ARTFIG00151-theorie-du-genre-comment-la-premiere-experimentation-a-mal-tourne.php

    Tradução: Creomar Baptista

    Forte abraço.

  5. Luciano, não valeria a pena falar sobre a nota de condenação que um blog chamado Parada Lésbica deu à atriz Claudia Jimenez por esta ter deixado de ser lésbica? Tudo bem que tanto matéria quanto nota do Parada Lésbica são de quase três anos atrás, mas a coisa acabou se tornando assunto na internet agora. Isso é complementado pelo que ela disse à revista Quem, revelando que sofreu abuso sexual quando criança e que isso a havia deixado com trauma de homens.
    Observe o teor do texto do Parada inclui fofoquinhas dificilmente comprováveis, mais acusações de “homofobia internalizada” e outras coisas. Ela continua sócia de sua ex, a personal trainer Sílvia Torreão, o que significa que sempre terá de estar conversando com ela, como é o normal entre pessoas que têm um empreendimento comum. Porém, é óbvio que irão querer insinuar que elas duas ainda estão tendo algo.

    Imaginando-se que a atriz tivesse trauma de homens, provavelmente este foi sendo desfeito com o passar dos anos e conhecendo homens que não eram como o tal monstro que praticou o que praticou com ela. Que pensemos no tanto de apoio que ela recebeu do Chico Anysio e do pessoal do humor, setor esse majoritariamente masculino. Nas tantas vezes em que ela ficou doente, quantos não devem ter sido os homens que oraram por seu reestabelecimento, isso sem falar dos médicos que a cuidaram. Creio que só isso é mais do que suficiente para alguém deixar de ver homens como seres intrinsecamente maus e que só pensam em estuprar. Claro que essa história seria insuficiente para que alguém mudasse de sexualidade, mas é mais do que suficiente para que alguém constate que aqueles ditos de Valerie Solanas, Andrea Dworkin e outras são puríssima besteira.
    Se ela mudou de sexualidade, isso não é problema nosso, assim como não é problema nosso o que Daniela Mercury fez de sua vida. Porém, é inegável que a cantora recebeu bem menos dedos em riste apontando contra ela do que recebeu a eterna Dona Cacilda e Edileuza. E aqui, no caso, são dedos militantes que podem estar com medo de perder gente com potencial para estar em suas fileiras, em que pese Claudia Jimenez nunca ter militado e ser discreta em relação ao que faz em quatro paredes. São dedos militantes porque o povo comum não esteve nem um pouco aí para o que a menina do Turano fez ou faz em sua vida, tanto que demorou quase três anos para o texto do Parada ganhar a boca do povo. E ninguém pode dizer que Claudia Jimenez é alguém odiada pelo grande público, senão não teria as correntes de oração que recebeu das muitas vezes em que foi internada.

    O tal texto pegou tão mal que quando você lê os comentários, vê até mesmo uma lésbica condenando o que o Parada Lésbica disse. E isso acaba sendo mais uma prova de que o brasileiro em geral adora a Claudia e não quer que a fiquem maldizendo por aí.

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