Não caia da cadeira: segundo Alexandre Padilha, quem criou o PCC foi… o PSDB

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Depois de trabalhar no livro sobre os escravos cubanos, sempre que vejo Alexandre Padilha visualizo um psicopata. Que ele não reclame, nem seus correligionários. Eu não disse que ele é um psicopata, apenas que eu tenho a impressão de estar diante de um ao vê-lo discursando. (Como já disse, não sou psiquiatra para dar diagnósticos de psicopatia a quem quer que seja)

Mas depois da entrevista de Alexandre Padilha falando de sua pré-candidatura, essa impressão fica ainda mais forte. Aí não há princípio de caridade que o salve. Leia:

Segundo Padilha, o PCC surgiu no governo do PSDB:

A população vive insegura, o sentimento das pessoas é de insegurança. E, nestes vinte anos, o que nós vimos foi a criação do PCC, em vez de o PSDB conseguir criar uma política de segurança, uma polícia mais presente, mais próxima da população, com ações cada vez mais inteligentes. O PCC é uma criação dos vinte anos do governo do PSDB, não existia antes e hoje tem.

Ele recebeu o questionamento a seguir: “Como assim, para o sr. o PCC, organização criminosa que opera de dentro dos presídios paulistas, é criação dos tucanos?”. E, em seguida, reforçou o que havia afirmado:

Foi uma criação no governo deles. Vinte anos atrás, quando eles assumiram o governo, não tinha o PCC, e agora tem. Falta coragem ao governo do Estado de São Paulo para enfrentar o que precisa ser enfrentado.

Na lógica de Padilha, uma organização que surge durante um governo é cria deste governo. Se for assim, eles teriam que reconhecer terem criado os Black Blocs… pois eles surgiram no governo do PT. Essa é a consequência da aplicação da “lógica” petista.

Mas falando sério agora. O PCC surgiu em 1993, no governo de Fleury (1991-1995), que foi antecedido por Orestes Quércia (1987-1991) e André Franco Montoro (1983-1987). Aliás, todos do PMDB, partido aliado do… PT.

Aliás, a prefeita de São Paulo entre 1989 e 1993 foi Luiza Erundina. E entre 1993 1997 foi Paulo Maluf, da base aliada petista.

Assim, fica fácil demonstrar a monstruosidade moral de Padilha. A capacidade de mentir que ele possui ultrapassa todos os limites conhecidos de perfídia. Também pudera: ele é “o cara” por trás da importação de escravos cubanos.

Não que eu defenda o PSDB, pois não me canso de reclamar da falta de oposição deles em relação ao PT. Como agravante, o PSDB é um partido pusilânime no combate ao crime. Mas o PT caminha em um nível ainda pior: é um incentivador de crimes. Sua participação no Foro de São Paulo, junto com as FARC (que fazem o PCC parecer uma gangue mirim), tornam a declaração de Alexandre Padilha uma piada tão grande como se a Cicciolina fosse acusar sua vizinha que gravou um sextape de promiscuidade.

Para finalizar, podemos relembrar gravações em que o PCC deixa claro que eles estão “fechados” com o PT (pedindo votos para os petralhas) e orientando sua turma a matar o governador Geraldo Alckmin

Até para mentir é preciso de certos limites de ridículo. Mas Padilha não tem noção deste tipo de limite. Bizarro.

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8 COMMENTS

  1. Característica importantíssima de petista: saber mentir. Fazem com tanta tranquilidade que nem oposição se assusta. O problema é que uma grande parcela dos que adulam o PT acredita. Lamentável!

  2. Belo texto, Luciano. Acrescento que a reação do Alckmin a esta declaração monstruosa foi pusilânime. O governador não deveria responder ao Padilha, e sim processá-lo por calúnia e difamação.

  3. Luciano, o resto da ronda do dia:

    1) Mais uma para suspeitarmos que “coxinha” ressignificado para “mauricinho” ou “patricinha” é na realidade ação única e exclusiva de marxistas-humanistas-neoateístas para tentar alterar o imaginário popular usando-se do incerto que cerca a origem das gírias: a prefeitura paulistana lança um dicionário com jargões da cidade, entre eles o tal “coxinha”. Esse dicionário é online, mas a hora em que acessei estava fora do ar. Reinaldo Azevedo resolveu falar a respeito e sobre o apelido Supercoxinha que deu a Fernando Haddad, mas dá para ver que o mesmo não está mesmo muito a par da gíria em questão, pois diz que nunca ouviu alguém chamar policial de “coxinha” (um dos sinônimos que está no dicionário). Ele deveria ter ouvido uns raps de artistas paulistanos para saber que essa gíria como denominador de policial é pra lá de usada pelos moradores da periferia. O que eu não vi mesmo até hoje, e antes da campanha que começou por parte dos MHNs, é alguém usar tal termo para definir os tais almofadinhas, aumentando ainda mais minha suspeita de tentarem mudar o imaginário popular e direcioná-lo contra os inimigos dos MHNs.
    Além do Reinaldo, também falou algo sobre isso o Constantino;

    2) Está confirmado que Kaddafi mandou mesmo derrubar o avião em que 157 morreram;

    3) Briga no Pussy Riot pelo fato de duas de suas integrantes terem participado de um show da Madonna. Será esquerda caviar? Afinal, esturjões vêm da Rússia, mas talvez por lá haja coisas mais caras do que as ovas desse peixe cartilaginoso;

  4. A pergunta que faltou foi: “Então, o senhor está afirmando que o PT foi uma criação da ditadura militar, já que ele não existia antes da ditadura, e somente passou a existir durante o governo Figueiredo?

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