Abriu-se a porteira: mais um escravo cubano consegue fugir e vai para os EUA

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É, realmente o caso da fuga da escrava cubana Ramona abriu a porteira, conforme eu havia previsto no texto Até que enfim alguém teve coragem: cubana deixa Mais Médicos e diz que vai pedir asilo político ao Brasil. Agora, segundo a Folha de São Paulo, menos de uma semana depois outro médico cubano escravo buscou sua liberdade:

O médico Ortelio Jaime Guerra é o segundo caso registrado de cubano que abandona o programa federal Mais Médicos.

Assim como sua compatriota Ramona Matos Rodriguez, ele buscou os Estados Unidos como forma de não voltar a Cuba. Os EUA possuem um programa de vistos específicos para profissionais cubanos em missão no exterior que não querem retornar à ilha.

Em sua página no Facebook, Guerra contou, na madrugada desta segunda-feira (10), ter deixado o posto em Pariquera-Açu (SP) e já estar nos Estados Unidos.

“Meus amigos de Pariquera-Açu, eu preciso que vocês saibam que tive que ir embora de lá sem falar isso pra ninguém por questões de segurança”, diz o médico na rede social, em um misto de português e espanhol.

“Estou bem, agora nos Estados Unidos, e ainda que considere preciso dar este passo sempre me sentirei muito orgulhoso de minha terra e minhas raízes”, postou o médico.

Segundo seu perfil, ele é especialista em nefrologia, formado no Instituto Superior de Ciências Médicas de Camaguey. O médico cubano deixou o trabalho há 16 dias.

O prefeito José Carlos Silva Pinto (PSC) disse que se surpreendeu com a atitude de Guerra. “Ele teve todo o nosso amparo enquanto esteve na cidade”, disse.

Outros dois médicos intercambistas, também cubanos, trabalham em Pariquera-Açu. Segundo o prefeito, eles não souberam dizer a razão de o colega ter deixado o programa, mas disseram que seria provavelmente por um motivo pessoal.

A secretaria de saúde da cidade paulista confirma a desistência do médico, sem dar mais detalhes. O Ministério da Saúde também confirma a saída do médico cubano do programa, mas diz ainda não ter mais informações.

Procurada, a Embaixada dos Estados Unidos não confirma a informação e afirmou que não comenta casos individuais.

Estão no Brasil cerca de 7.400 médicos cubanos, vindos ao país por meio de um acordo triangulado pela Opas (Organização Pan-Americana da Saúde).

Entendo que alguns de nós estejamos dessensibilizados com as atrocidades do governo petista, por isso é possível que alguns não percebam de primeira a gravidade do que o médico cubano Ortelio Jaime Guerra conta.

Ele simplesmente nos disse que teve que ir embora de Pariquera-Açu sem falar com ninguém “por questões de segurança”. Ao que parece, ele não tem que temer a polícia castrista apenas, como a polícia brasileira atuando em favor do governo petista.

Esse é o grande horror de toda a situação: um escravo cubano, perdido em território brasileiro, tem que temer nossa polícia por fugir de seus donos.

Parece óbvio que a situação criada pelo governo brasileiro, trazendo barbáries escravagistas ao nosso território em pleno século 21, cria uma situação que muitas vezes se parece um pesadelo. Principalmente para os cubanos aprisionados por aqui.

Sorte que Ortelio Jaime Guerra finalmente pôde acordar de um sonho macabro que infelizmente era real demais. Que ele viva o sonho da liberdade nos Estados Unidos.

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5 COMMENTS

  1. Mais notícias sobre o assunto e agora sabemos que são mais do que só dois cubanos que deixaram o programa Mais Médicos:

    http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2014/02/11/ao-menos-27-cubanos-ja-se-desligaram-do-mais-medicos.htm

    http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/02/24-cubanos-deixaram-mais-medicos-para-ministro-e-insignificante.html

    Em comparação com a Venezuela, favorecem a fuga de médicos cubanos as dimensões continentais de nossa nação, bem como aqui é um daqueles momentos em que a esculhambação geral torna-se favorável à liberdade dos profissionais em questão. Nunca agradecemos tanto pelo malfeito generalizado, ao menos nesse aspecto.
    E também temos confirmado que a cubana que se tornou conhecida agora trabalhará para a Associação Médica Brasileira por R$ 3 mil. O principal da coisa aqui nem a função administrativa que ela irá desempenhar, mas sim os conhecimentos que ela possui e que agora ficam compartilhados com a associação que foi contra a importação de médicos cubanos.

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