Mais um esquerdista adepto da bandidomania se entrega: eis a lógica bizarra de Lelê Telles

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É nos esquerdistas mais empolgados, como Lelê Telles (não é ela, é ele, acredite se quiser), colunista do Brasil247, que vemos os interesses por trás da proteção aos criminosos profissionais em detrimento dos civis. Em seu texto Raquel Sheherazade: a rainha dos coxinhas, Lelê ficou mais próximo de um lelé, partindo para a baixaria infantilóide. Como de costume, pinçarei as partes mais divertidas, ao invés do texto completo.

Comecemos:

[…] o colega de bancada, Joseval Peixoto, levantou a bola perguntando se Raquel era a favor da violência. Ouçam o que ela disse: “absolutamente, eu defendo as pessoas de bem desse país que foram abandonadas à própria sorte, não tem polícia, não tem segurança pública…, elas estão desesperadas obviamente. Então, o que eu fiz não foi defender a atitude dos justiceiros, eu nem precisaria estar explicando isso aqui, o que eu defendi foi o direito da população de se defender, quando o Estado é omisso, quando a polícia não chega, isso tá na lei, todo cidadão tem o direito de prender um meliante em flagrado (sic) delito…” 

Vamos começar pelo final, não havia ali nenhum meliante em flagrante delito, deixemos isso claro. O rapaz não era acusado de ter cometido nenhum crime no momento em que foi agredido por socos, chutes e golpes de capacete e teve o seu pescoço preso a uma tranca de bicicleta.

O Lelê é um ignorante em Código Penal, pois vejam o que diz o Art. 302:

“Art. 302. Considera-se em flagrante delito quem:
I – está cometendo a infração penal;
II – acaba de cometê-la;
III – é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração;
IV – é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração.”

Ou seja, o termo “flagrante” segundo o código penal não significa que o crime tenha que ser cometido no exato momento em que é contido ou retaliado. Então, é claro que podemos ter um caso claro de prisão de um meliante em flagrante delito no caso do bandidinho do poste.

Agora voltemos ao início, Sheherazade começa sua defesa dizendo que defende os cidadãos de bem, mas na verdade ela está a defender os cidadãos de bens e a incriminar um adolescente pobre e negro.

Para começar, Lelê não tem a declaração de renda dos motoboys que prenderam o bandidinho do poste. Então, o truque de fingir uma guerra de classes, tentado aqui, é mais falso que propaganda dublada da L’oreal Paris. Além do mais, é ridículo dizer que a rejeição ao crime ocorre somente contra pobres e negros. No México, por exemplo, cidadãos se uniram para combater narcotraficantes, que tem dinheiro de sobra. A ideia de que criminosos são vítimas de retaliação do cidadão civil somente “por serem pobres” não passa de uma chantagem emocional vergonhosa.

Como os agressores ainda não foram presos, o que se sabe até agora é que foi cometido, naquela madrugada de sexta-feira, um crime violento e covarde contra um adolescente indefeso, crime perpetrado por 30 brutamontes que malhavam os músculos na praia de Copacabana.

Mas sabemos que o sujeito não só era perigoso, como também conseguiu causar tantos danos a um colega (marginal) de abrigo quanto 30 civis conseguiram causar a ele. Assim, ele não era nem um pouco “indefeso”. O tal bandidinho indefeso só existe na imaginação de Lelê…

Por que defender os insandecidos agressores significa para Sheherazade “defender as pessoas de bem”?

Será por que os agressores do bandidinho do poste não tem como profissão a prática de crimes? Enquanto isso, o bandidinho do poste tinha uma ficha corridíssima…

Em seguida, a jornalista afirma que as tais “pessoas de bem foram abandonadas à própria sorte, não tem polícia, não tem segurança pública”. Mas com mil diabos, Sheherazade só poderia estar falando do jovem espancado e acorrentado a um poste de luz, porque ele era o abandonado, foi em seu auxílio que a polícia não apareceu, para socorrê-lo das mãos brutais de seus agressores, foi a sua total vulnerabilidade que deixou claro que não há segurança pública.

Olhem só o nível de distorção da realidade do sujeito. Temos quase 95% dos crimes contra civis não apurados pela polícia. Temos aproximadamente o mesmo número de crimes não evitados contra os mesmos civis. Mas basta que um (apenas um) crime ocorra contra um marginal profissional para ele dizer que “é um horror a polícia não aparecer para socorrê-lo”.

Mas será que no próximo crime cometido contra um civil Lelê aparecerá dizendo que “a vítima foi abandonada pela polícia que não apareceu para socorrê-la”? É claro que não.

Não nos esqueçamos que Sheherazade havia chamado o rapaz agredido de marginalzinho. Mas numa reportagem da revista Veja do Rio de Janeiro, nessa semana, fica claro que o jovem não cometia crime algum quando foi perseguido pelos marginaizões bombados. Ele ia à praia.

Quem quer que diga que Lelê não é criativo em suas fraudes é no mínimo injusto. Ele é um fraudador talentoso. Dá gosto de refutá-lo.

Como, por exemplo, o novo critério criado por ele, segundo o qual alguém só é marginal se estiver cometendo um crime no exato momento (seja lá qual referencial ele use) em que é capturado. Ora, se olharmos para o relógio neste exato momento, os agressores do bandidinho também não estão cometendo um crime. Então, segundo a lógica lelé de Lelê, também devem ser inocentados…

O jovem tem 15 anos e vive em abrigos. Em depoimento à polícia, ele disse que o pai morreu assassinado e desde os 13 anos ele perambula pelas ruas. Como se vê, um perigo para os homens de bem.

Mais uma regra nova: agora quem tem uma história triste de infância não traz perigo para alguém. Digam isso para as vítimas do Jason Voorhees..

Na quinta-feira, o deputado federal Marcos Feliciano fez um pronunciamento defendendo Raquel, disse o nobre deputado: “Ela apenas demonstrou compreensão pela atitude de pessoas ordeiras e de bem, que apenas extravasaram um sentimento que tem tomado grande parte da sociedade, já que autoridades legislativas não se preocupam em apresentar leis que realmente intimidem quem envereda para o crime, mas ao contrário, tentar atacar quem se indigna numa odiosa inversão de valores.”

Pessoas ordeiras e de bem não saem por aí espancando covardemente um garoto de 15 anos, deputado. Quem faz isso é um criminoso. Estão a defendê-los porque são pessoas de bens, digamos logo a verdade.

Aqui de novo temos o replay do truque dizendo que a agressão ao bandidinho do poste é luta de ricos contra pobres, quando, na verdade, a maioria da população pobre apoia atos contra marginais. Alias, linchamentos de marginais ocorrem mais nas periferias do que nas regiões mais luxuosas das cidades. Isso é elementar: os cidadãos pobres são as vítimas mais potenciais de crimes. Informação esta, naturalmente, omitida por Lelê.

Digamos logo outra verdade incontestável, não há nenhum registro de que esse infeliz garoto de 15 anos, execrado pelo coxismo e chamado de marginalzinho, tenha cometido qualquer crime naquela fatídica noite. Isso é apenas criminalização da pobreza.

Repetição do truque de dizer que um crime só existe se for “cometido na hora”. Parece até propaganda de bolinho de bacalhau. “Só é bom se consumido na hora”…

Lelê é um fanfarrão.

Lembremos as palavras de Raquel a dizer que “o contra-ataque aos bandidos é o que chamo de legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado contra um estado de violência sem limite. E, aos defensores dos Direitos Humanos, que se apiedaram do marginalzinho preso ao poste, eu lanço uma campanha: faça um favor ao Brasil, adote um bandido”. Raquel deu o exemplo adotando os bandidos dela, 30 marmanjos covardes e demofóbicos.

Boa tentativa essa de dizer que apoio a um grupo é uma “adoção”. Mas a metáfora não faz o maior sentido. Lelê apoiou o marginalzinho do poste, mas não o adotou. Assim como Raquel não adotou os 30 agressores do bandidinho. Falar a verdade sobre alguém não é adotá-lo. A esquerda não entende as noções mais básicas de discurso.

Por que um garoto que não cometia crime algum, a não ser ter a audácia de ir à famosa praia da Zona Sul com os amigos, recebe a alcunha de bandido pela jornalista?

Realmente Lelê criou um novo mantra insano: “Crime é crime só se for praticado na hora!”.

Será que um sujeito desses não tem vergonha de cometer uma fraude por parágrafo? Seja lá como for, estamos aqui para desmascarar este tipo de gente.

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7 COMMENTS

  1. só quem mama nas tetas do PT pode defender bandido! Aliás é o que esse governo tá fazendo, levando nosso país ao caos!
    Alguém nesse país tem força pra liderar uma militância contra essa ditadura petista insuportável???

  2. Já é hilário ver os revolucionários sanguinolentos pedindo paz e fazendo apelos à razão, mas acho que podemos fazer a coisa ficar ainda mais engraçada.

    Que tal lançarmos a seguinte campanha: “O povo unido pelo fim da impunidade! Aqueles que defendem a bandidagem devem ser submetidos à justiça popular!” ?

    Sakamongo e companhia “ostentando” uma bela escolta policial coxinho-fascista… Ia ser materia pra rir até o final do ano.

  3. Se eu desse de cara com esse sujeito que parece não tomar banho há um bom tempo, e o reconhecesse, cometeria um crime “na hora”, como é do gosto dele. Só uns socos, não sou assassino.

  4. Bom, pelo menos o texto segue o mantra das esquerdas anacrônicas. O manual do politicamente correto do senhor Lelê, o bom mocinho que qualquer senhora de outro planeta adoraria ter como genro, já é de domínio público, e por isso mesmo só leva no bico os inocentes úteis . Tentar entender o que Raquel disse é exigir demais de uma mente doutrinada. São tantas asneiras que deixaria Freud eufórico devido ao vasto deserto a pesquisar. A única contribuição (se é que podemos usar este termo) que gente como o senhor Lelê dá é o argumento pronto a quem não tem a mínima condição de viver em sociedade. Basta decorar e colocar um “O, senhor…”, na frente da fala. Os infratores, meliantes, ladrões, assassinos, que aterrorizam os cidadãos, EM SUA MAIORIA POBRE, VIU, SENHOR LELÊ, já vem com o discurso prontinho que aprenderam com seus professores insanos: “… a culpa é da sociedade”. Aliás, da sociedade que banca a farra desse movimento progressista anacrônico que está destruindo a nação, jogando todos contra todos: negros, brancos, homo, heteros, religiosos, homens, mulheres, índios. E ESSE SUJEITO AINDA TEM A FALTA DE CARÁTER DE DIZER QUE QUEM APOSTA NA BARBÁRIE, NO DESREGRAMENTO, NA VIOLÊNCIA CEGA E ANTI-SOCIAL É O ANARCOCOXISMO (que termo bonitinho, será que ele conseguiu criar sozinho?)!!! QUEM ESTÁ DIVIDINDO O BRASIL, QUEM JOGA UNS CONTRA OS OUTROS, QUEM ESTÁ APOSTANDO NA BARBÁRIE É JUSTAMENTE O SENHOR E QUEM, POR INTERE$$E OU FALHA COGNITIVA, DE QUEM O SENHOR LELÊ DEFENDE!!!

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