Marcelo Freixo e a essência de um Black Bloc

7
88

marcelo-freixo

A semana não começou bem para o PSOL. E olhe que na semana passada o presidente do partido, Ivan Valente, em uma encenação ridícula, falou que acionaria Rachel Sheherazade por incitação ao crime. Ele provavelmente pensou: “Agora é a hora da capitalização!”. Como já vimos suficientemente por aqui neste blog, a acusação de Valente era mais falsa do que os efeitos visuais do Kraken na versão original do filme “Fúria de Titãs” (de 1981). Mas, por outro lado, foi muito fácil demonstrá-lo como um apologista das FARC, esta sim uma verdadeira máquina de morte e destruição.

Pois bem. A semana começou com a morte do jornalista Santiago, logo na segunda-feira pela manhã. Foi aí, e somente aí, que boa parte da população brasileira começou a perceber que o PSOL é especialista em basear grande parte de seu discurso na apologia ao crime. Ei, esperem aí… na verdade PSOL, PSTU, PCdoB e PT fazem exatamente o mesmo discurso. Observem, por exemplo, a extrema violência praticada pelo MST (aliado do PT), ferindo gravemente 30 policiais. A diferença entre o MST e o Black Bloc é que o PT perdeu o controle deste último, enquanto controla o primeiro.

Seja lá como for, a bola não demorou a cair para o lado de outro político do PSOL, o famoso Marcelo Freixo – que ficou conhecido no Brasil pelo fato do personagem Diogo Fraga, do filme Tropa de Elite 2, ter sido inspirado nele. Agora, depois da morte de Santiago e das declarações comprometedoras de Sininho, Freixo está na mídia tentando a todo momento se justificar pelas supostas ligações com os terroristas do Black Bloc.

Mas a grande verdade é que ele não pode negar que, em essência, sua base moral é exatamente a mesma dos Black Blocs. Veja o vídeo abaixo, do ano passado, logo após ele ter defendido o direito dos vândalos usarem máscaras:

A melhor forma de investigarmos alguém é por sua agenda. Um sujeito que defende o direito de bandidos mascarados poderem continuar usando máscara boa coisa não é. Mas a coisa piora quando ele declara algo como “método é método”. Isto é, para ele os atos não devem ser julgados por sua moralidade, mas por sua eficiência. E isso explica muita coisa.

Pior ainda é quando ele legitima “qualquer movimento que visa a construção de uma sociedade mais justa”. Ora, colocar a ideia de “legitimação a priori a partir de causa alegadamente mais justa” junto com o frame “método é método” significa exatamente a promoção de absolutamente qualquer coisa (não importa o quão bárbara seja) desde que seus pares estejam convencidos de que a causa justifica tudo. Qualquer um que tenha sido minimamente cético em relação a discursos políticos sabe que todo o discurso de Freixo não passa da senha que psicopatas e seguidores (de psicopatas) precisam para saciar sua sede de sangue e destruição.

Nosso problema maior não é com os Black Blocs, que, mesmo tendo cometido vários atos criminosos (pelos quais eles são responsáveis), em muitos casos hoje estariam jogando God of War III em casa, não fosse pelo incentivo à prática do crime que recebem a partir de discursos que lhes dão sanção moral para a violação de leis ou quaisquer regras éticas que virem pela frente.

Marcelo Freixo tem a essência de um Black Bloc, mas não é um deles. Ele é um incentivador (e até manipulador) deste tipo de gente, por causa de seu discurso baseado em justificação de atrocidades a partir de discursos com foco na obtenção de sanção moral. É um discurso que cheira a pólvora e carne queimada.

Anúncios

7 COMMENTS

  1. A essência dessa MERDA, Luciano, é que estamos diante dos “DEFENSORES DOS POBRES E DAS MINORIAS OPRIMIDAS” que EXPLORAM DESAVERGONHADAMENTE a pobreza e a situação de FRAGILIDADE EMOCIONAL (PSICOLÓGICA) alheias pra CAPITALIZAR LUCROS POLÍTICOS A CURTO PRAZO oferecendo uma chantagenzinha financeira PORCA.

    Cê me dá licença agora, Luciano…

    Ô seus trôxas funcionais que seguem os líderes políticos que se beneficiam MORALMENTE & FINANCEIRAMENTE EM CIMA DE VCS, tomem VERGONHA nessa cara (caso um rojão desses ainda não tenha deformado ela) e voltem pra raça humana (e pras suas casas) de novo!

    Não precisam se retratar publicamente, apenas pratiquem a tática (legítima) de FINGIR QUE VAI CAGAR e SUMAM! desses ambientes altamente PERIGOSOS, ARRISCADOS, INÚTEIS E CONTRAPRODUCENTES pra vcs mesmos (e pras pessoas que vcs mais amam)!

    Quer mudar o seu país? Começe por tentar fazer uma auto-reflexão sincera e isolada do grupo. Visite o outro lado escuro da lua (sem preconceitos) e procure por outras fontes “FORA DO EIXO” mídia-ninja-globo-black-bloc (e blogs bancados pelo governo).

    E, caso ainda creia em Deus, peça a ele uma força (não tô falando da sindical), ORA PORRA!

  2. “Como já vimos suficientemente por aqui neste blog, a acusação de Valente era mais falsa do que os efeitos visuais do Kraken na versão original do filme “Fúria de Titãs” (de 1981).”

    Peraí, Luciano… Eu sou fã desse filme. Não tem nada “falso” ali. Aquele Kraken foi feito em stop-motion, a técnica especial de animação 3D mais “verdadeira” que existiu nefi mundu. O boneco usado era bem real, diferente da versão atual digitalizada. ;¬)… Ali naqueles movimentos tinha peso, gravidade, concretude. Vc podia ficar com a segunda versão como exemplo. |¬D

    Abs pra ti

Deixe uma resposta