Lá vem o Papa Francisco falar besteira sobre a Venezuela: apaziguamento desaforado ao estado da arte

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Esse Papa Francisco de vez em quando dá umas bolas foras que me deixam espantado. Na notícia “Papa pede perdão recíproco e diálogo sincero na Venezuela”, ele se supera:

O Papa Francisco fez nesta quarta-feira (26) na Praça de São Pedro um apelo aos líderes políticos e ao povo venezuelano, em sua maioria católico, para que predominem “o perdão recíproco e um diálogo sincero”.

“Eu espero vivamente que cessem o mais rápido possível as violências e as hostilidades e que todo o povo venezuelano, começando pelos líderes políticos e institucionais, se mobilize para favorecer a reconciliação nacional”, completou o papa argentino durante a audiência geral, em uma referência às três semanas de protestos que deixaram pelo menos 14 mortos e 140 feridos.

Esta reconciliação nacional “deve ser feita por meio do perdão recíproco e de um diálogo sincero, respeitoso da verdade e da justiça, capaz de enfrentar os temas concretos para o bem comum”, recomendou.

“Enquanto asseguro minha oração constante e fervorosa, em particular pelos que perderam a vida nos confrontos e por suas famílias, convido a todos os fiéis a elevar súplicas a Deus, para que interceda maternalmente Nossa Senhora de Coromoto, e que o país recupere rapidamente a paz e a concórdia”, completou.

Este foi um pedido particularmente longo, em comparação com os apelos habituais do pontífice sobre outros conflitos.

O primeiro papa latino-americano fala pouco sobre as questões de seu continente, atento ao papel de pastor universal.

Em junho do ano passado, Francisco recebeu o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, sucessor de Hugo Chávez. Na ocasião, falou sobre “a contribuição decisiva” e “a presença histórica” da Igreja católica.

Em novembro, o líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, pediu ao sumo pontífice que intercedesse a favor do diálogo político ante as “ameaças” e a “chantagem” do “regime” de Maduro.

Hugo Chávez, que morreu em março de 2013, era católico, como muitos venezuelanos, mas sua política socialista e nacionalista era questionada pelos conservadores católicos.

O pior tipo de personalidade/comportamento que pode surgir na guerra política é o apaziguador. Nada contra quem tente apaziguar brigas injustificadas. Mas e quanto a verdadeiros dilemas em uma guerra política? Aí sinceramente não dá para defender o apaziguamento.

Veja alguns exemplos do quão abjeto é o apaziguamento em política:

  • Imagine que uma mulher esteja fugindo de um estuprador. Um apaziguador pode aparecer e falar para “avaliar ambos os lados”, tanto o do estuprador como o da potencial vítima. Quem sabe ela não tenha que ceder e deixar de correr, certo?
  • E que tal um sujeito que esteja vendo sua cada ser invadida por meliantes, e resolve colocar uma barricada? O apaziguador pode aparecer e pedir para este sujeito tirar a barricada, para chegar a um meio-termo entre o morador e os invasores.

Em suma, o que o Papa pede é exatamente o que o apaziguador dos exemplos acima requer. Diante de uma distorção do senso de proporções, coloca um governo ditatorial violento no mesmo pé de igualdade que manifestantes pacíficos se opondo à tirania.

É claro que não é o momento de “perdão recíproco”, pois quem deve satisfações neste momento é o governo de Nicolas Maduro. A população manifestante não precisa pedir desculpas de nada. E não precisa do “perdão” de ninguém.

Aliás, quem devia pedir “perdão” é o Papa, por ter feito uma afronta tão grande aos manifestantes venezuelanos.

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30 COMMENTS

  1. Querido Ayan,
    Não vejo as palavras do Papa como uma “bola fora”. O que me parece, além do “guia” nas palavras do Santo Padre feito pela matéria, é que ele não sabe qual é a situação política da Venezuela.

    Digo isto porque vejo que muitos brasileiros não têm ideia da situação política brasileira em relação às manifestações. É necessário olhar por esse lado de ignorância também.

    No caso do Papa, acredito que, quando não se sabe, além de rezar, se deve fazer um discurso mais diplomático.

    • Caro Orlando jr., sou católico dos mais devotos, mas concordo com o Luciano. Não acredito que o Papa desconheça a REAL situação política venezuelana, ainda mais sendo um latino-americano.

      Nessas horas, dá saudade do Bento XVI e – tratando-se de enfrentamento do comunismo – também de João Paulo II. Naturalmente, não vou abandonar minha fé católica por causa de um papa.

  2. Mais sobre a venezuela:

    1) Tupamaros saqueando carros estacionados em um condomínio:

    http://www.youtube.com/watch?v=–Ss5kMKcO8

    2) Estudante toma capacetada de membro da Guarda Nacional Bolivariana:

    http://www.youtube.com/watch?v=BG1H5j2j7PY

    3) Reinaldo dos Santos, esotérico brasileiro radicado no México e que vem tendo bom grau de acerto sobre muitas coisas da Venezuela, pede para que as pessoas continuem com as barricadas:

    http://www.youtube.com/watch?v=zjn5ru3LBic

    Tenho cá minha impressão de que ele manje de Gene Sharp e tenha dado um verniz místico à coisa toda;

    4) Depoimento de Juan Manuel Carrasco, vítima da Guarda Nacional Bolivariana:

    http://www.youtube.com/watch?v=1d-8qLRTsog

    5) Já há descontentamento entre os militares e também entre os integrantes da Guarda Nacional Bolivariana com Maduro;

    6) Já há marcha convocada para esta quinta;

    7) O jornalista Andrés Oppenheimer, de The Miami Herald, deixa dez perguntas para Maduro, reproduzidas no argentino La Nación;

    8) E quem olhar para a página de Facebook Somos más del 46% – Venezuela notará que já se vê nas ruas veículos transportadores de mísseis nas ruas de nosso vizinho mais a norte, com farta documentação fotográfica. Pelo que estão falando, isso seria uma estratégia para tentar assustar o povo, uma vez que não se consegue imaginar que vão lançar esses mísseis contra os próprios venezuelanos pelo óbvio motivo de que queimaria muito o filme do país na comunidade internacional;

    9) Enquanto isso, mais um motivo para desconfiar da Rússia além do que está ocorrendo na Ucrânia (que agora corre o risco de ver separatismo acontecer). Iremos perguntar quando a Guerra Fria voltará;

    10) Por fim, os marxistas-humanistas-neoateístas brasileiros, a exemplo do que ocorreu quando da ida de Yoani Sánchez a São Paulo, tiveram de enfrentar militância contrária ao marxismo-humanismo-neoateísmo quando iam protestar em favor da Venezuela:


    • 0 1º Papa Comunista por isso que em tempo deixei a Igreja Católica e fui procurar Igrejas Evangélicas Saudade do Papa Bento 16 e do João Paulo 2ª

  3. O papa errou. Fato. O que não significa muito para um católico, explico:
    Infalibilidade Papal é diferente de Impecabilidade Papal: Simão errou várias vezes na Bíblia. Mário Bergoglio errou neste episódio. O cargo de Pedro/Francisco porém, acreditamos, é infalível. O que quero dizer com isso é que um Papa não pode ser questionado por um católico quando estiver cumprindo ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE seu papel de Pontífice. Na situação em que foi descrita no texto, porém, ele não estava cumprindo o seu papel de Pontífice, mas de chefe de estado. O erro que ele cometer nessa condição não afeta suas funções eclesiais e, por tanto, pode ser questionado e criticado sim.

    Luciano, porque eu estou aproveitando esse espaço para fazer essa pequena ação de esclarecimento? Simples: eu estou imaginando os “católicos” da Teologia da Libertação, os “católicos Jujubas” (o do mesmo tipo que permite perversidades esquerdistas apenas porque “não pode julgar o amiguinho”) e alguns ativistas de esquerda usando essa declaração do Papa para dirimir do católico o seu ímpeto em apoiar a reação dos venezuelanos, tetando-nos fazer sucumbir sobre nosso livro de regras e nos fazendo perder espaço nos debates cotidianos. Então, eu gostaria de deixar para os católicos que lerem essa mensagem a seguinte passagem da Bíblia que se encaixa como um poderoso frame para se defender dessa tática esquerdista/relativista:

    “11. Quando, porém, Cefas (Pedro) veio a Antioquia, resisti-lhe francamente, porque era censurável.”(Gálatas 2,11)

  4. Nenhuma novidade, há tempos estudiosos como Malachi Martin apontam a tomada da Igreja Católica pelos comunistas, de fato o Concílio Vaticano II foi o começo da vitória dos marxistas, daí que vieram o discurso pacifista, Teologia da Libertação e derivados, a não condenação do comunismo (Metz Accord), o esquecimento (até com fraude) das mensagens de Nossa Senhora ( Fátima, Portugal, em maio de 1917). A Igreja Católica foi talvez a maior responsável pelas vitórias sobre os comunistas na América Latina, México, isso foi detectado por Moscou, e já nos anos 60 o plano estava traçado, conseguiram o Vaticano II, mas até então era preciso formar quadros, ir aos poucos eliminado a “velha guarda”, atualmente a maioria dos padres é marxista, acho que o Papa Franscisco também é, pelos discursos, ele é socialista fabiano, globalista, nessa linha, enfim, acabou.

  5. Eu tenho uma opinião diferente. O Papa se dirige a eleitores de ambos os lados, que sofrem as consequências de suas atitudes, seja por estarem certos ou por estarem enganados, e não aos militantes exclusivamente. A grande maioria de pessoas que simplesmente apóia o governo sem ter noção do que as espera no futuro e os cientes que se rebelam contra o poder tirano, seja nas ruas ou por boa vontade são a maioria.

  6. È preciso dizer a verdade e doa a quem doer,sem medo da reação dos que querem tapar o sol com uma pineira. Esse Papa é um esquerdista e ele jamais ira falar contra seus pares esquerdistas. Já que comunga da mesma ideologia.

    Pensemos se João Paulo Segundo fosse ainda Papa como ele reagiria a essa situação ?
    Ora ! Na década de 1980 era a Polônia, terra do então Papa João Paulo Segundo é que era pisada pelos comunistas. Vejam link : Vencendo a opressão – a vida na Polônia da década de 1980 http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1807

    Com certeza a situação na Venezuela iria ativar a memória de João Paulo Segundo sobre o tempo que o povo da Polônia sofria a tirania sobre as botas dos comunistas.

    A verdade é essa a eleição antecipada de novo Papa só fez piorar as coisas no Catolicismo,esperava que a eleição de novo papa fosse a solução para um Vaticano atolado em escândalos de padres pedófilos,financeiros e etc. Não foi a solução final,na verdade só piorou as coisas,pois ninguém pensou que a eleição antecipada pudesse trazer o pior papa da história recente.

    Não admitir isto por parte dos católicos só vai piorar as coisas. Os problemas que esse Papa argentino trará é muitíssimo pior do que os trazidos por “padres” pedófilos,cuja solução era só puni-los exemplarmente. Agora ! O que fazer com o Papa esquerdista ?

    Que ofende um povo inteiro. João Paulo Segundo deve estar se revirando no túmulo de raiva.

  7. Gostaria de deixar algumas citações dos papas anteriores sobre o Comunismo:

    PIUS IX (1846-1878):
    “Overthrow [of] the entire order of human affairs”
    “You are aware indeed, that the goal of this most iniquitous plot is to drive people to overthrow the entire order of human affairs and to draw them over to the wicked theories of this Socialism and Communism, by confusing them with perverted teachings.” (Encyclical Nostis et Nobiscum, December 8, 1849)

    LEO XIII (1878-1903):
    Hideous monster
    “…communism, socialism, nihilism, hideous deformities of the civil society of men and almost its ruin.” (Encyclical Diuturnum, June 29, 1881)

    Ruin of all institutions
    “… For, the fear of God and reverence for divine laws being taken away, the authority of rulers despised, sedition permitted and approved, and the popular passions urged on to lawlessness, with no restraint save that of punishment, a change and overthrow of all things will necessarily follow. Yea, this change and overthrow is deliberately planned and put forward by many associations of communists and socialists” (Encyclical Humanum Genus, April 20, 1884, n. 27).
    sect “that threatens civil society with destruction”

    “…We speak of that sect of men who, under various and almost barbarous names, are called socialists, communists, or nihilists, and who, spread over all the world, and bound together by the closest ties in a wicked confederacy, no longer seek the shelter of secret meetings, but, openly and boldly marching forth in the light of day, strive to bring to a head what they have long been planning – the overthrow of all civil society whatsoever. Surely, these are they who, as the sacred Scriptures testify, ‘Defile the flesh, despise dominion and blaspheme majesty.’ (Jud. 8).” (Encyclical Quod Apostolici Muneris, December 28, 1878, n. 1)

    Socialists debase the natural union of man and woman and assail the right of property
    “They [socialists, communists, or nihilists] debase the natural union of man and woman, which is held sacred even among barbarous peoples; and its bond, by which the family is chiefly held together, they weaken, or even deliver up to lust. Lured, in fine, by the greed of present goods, which is ‘the root of all evils, which some coveting have erred from the faith’ (1 Tim. 6:10.3), they assail the right of property sanctioned by natural law; and by a scheme of horrible wickedness, while they seem desirous of caring for the needs and satisfying the desires of all men, they strive to seize and hold in common whatever has been acquired either by title of lawful inheritance, or by labor of brain and hands, or by thrift in one’s mode of life.” (Encyclical Quod Apostolici Muneris, December 28, 1878, n. 1)

    Destructive sect
    “…socialists and members of other seditious societies, who labor unceasingly to destroy the State even to its foundations.” (Encyclical Libertas Praestantissimum, June 20, 1888)

    Enemy of society and of Religion
    “…there is need for a union of brave minds with all the resources they can command. The harvest of misery is before our eyes, and the dreadful projects of the most disastrous national upheavals are threatening us from the growing power of the socialistic movement. They have insidiously worked their way into the very heart of the community, and in the darkness of their secret gatherings, and in the open light of day, in their writings and their harangues, they are urging the masses onward to sedition; they fling aside religious discipline; they scorn duties; they clamor only for rights; they are working incessantly on the multitudes of the needy which daily grow greater, and which, because of their poverty are easily deluded and led into error. It is equally the concern of the State and of religion, and all good men

    Saint Pius X (1903-1914)
    should deem it a sacred duty to preserve and guard both in the honor which is their due.” (Encyclical Graves de Communi Re, January 18, 1901, n. 21)

    SAINT PIUS X (1903-1914):
    The dream of re-shaping society will bring socialism
    “But stranger still, alarming and saddening at the same time, are the audacity and frivolity of men who call themselves Catholics and dream of re-shaping society under such conditions, and of establishing on earth, over and beyond the pale of the Catholic Church, ‘the reign of love and justice’ … What are they going to produce? … A mere verbal and chimerical construction in which we shall see, glowing in a jumble, and in seductive confusion, the words Liberty, Justice, Fraternity, Love, Equality, and human exultation, all resting upon an ill-understood human dignity. It will be a tumultuous agitation, sterile for the end proposed, but which will benefit the less Utopian exploiters of the people. Yes, we can truly say that the Sillon, its eyes fixed on a chimera, brings Socialism in its train.” (Apostolic Letter Notre Charge Apostolique [“Our Apostolic Mandate”] to the French Bishops, August 25, 1910, condemning the movement Le Sillon)

    BENEDICT XV (1914-1922):
    The condemnation of socialism should never be forgotten
    “It is not our intention here to repeat the arguments which clearly expose the errors of Socialism and of similar doctrines. Our predecessor, Leo XIII, most wisely did so in truly memorable Encyclicals; and you, Venerable Brethren, will take the greatest care that those grave precepts are never forgotten, but that whenever circumstances call for it, they should be clearly expounded and inculcated in Catholic associations and congresses, in sermons and in the Catholic press.” (Encyclical Ad Beatissimi Apostolorum, November 1, 1914, n. 13)

    PIUS XI (1922-1939):
    “No one can be at the same time a good Catholic and a true socialist.”
    Socialism, fundamentally contrary to Christian truth
    “… For Socialism, which could then be termed almost a single system and which maintained definite teachings reduced into one body of doctrine, has since then split chiefly into two sections, often opposing each other and even bitterly hostile, without either one however abandoning a position fundamentally contrary to Christian truth that was characteristic of Socialism.” (Encyclical Quadragesimo Anno, May 15, 1931, n. 111)

    Socialism cannot be reconciled with Catholic Doctrine
    “But what if Socialism has really been so tempered and modified as to the class struggle and private ownership that there is in it no longer anything to be censured on these points? Has it thereby renounced its contradictory nature to the Christian religion? This is the question that holds many minds in suspense. And numerous are the Catholics who, although they clearly understand that Christian principles can never be abandoned or diminished seem to turn their eyes to the Holy See and earnestly beseech Us to decide whether this form of Socialism has so far recovered from false doctrines that it can be accepted without the sacrifice of any Christian principle and in a certain sense be baptized. That We, in keeping with Our fatherly solicitude, may answer their petitions, We make this pronouncement: Whether considered as a doctrine, or an historical fact, or a movement, Socialism, if it remains truly Socialism, even after it has yielded to truth and justice on the points which we have mentioned, cannot be reconciled with the teachings of the Catholic Church because its concept of society itself is utterly foreign to Christian truth.” (Ibid. n. 117)

    Catholic Socialism, a contradiction
    “[Socialism] is based nevertheless on a theory of human society peculiar to itself and irreconcilable with true Christianity. Religious socialism, Christian socialism, are contradictory terms; no one can be at the same time a good Catholic and a true socialist.” (Ibid. n. 120)

    PIUS XII (1939-1958):
    The Church will fight to the end, in defense of supreme values threatened by socialism
    “[The Church undertook] the protection of the individual and the family against a current threatening to bring about a total socialization which in the end would make the specter of the ‘Leviathan’ become a shocking reality. The Church will fight this battle to the end, for it is a question of supreme values: the dignity of man and the salvation of souls.” (“Radio message to the Katholikentag of Vienna,” September 14, 1952 in Discorsi e Radiomessaggi, vol. XIV, p. 314)

    The state can not be regarded as being above all
    “To consider the State as something ultimate to which everything else should be subordinated and directed, cannot fail to harm the true and lasting prosperity of nations.” (Encyclical Summi Pontificatus, October 20, 1939, n. 60)

    JOHN XXIII (1958-1963):
    “No Catholic could subscribe even to moderate socialism”
    “Pope Pius XI further emphasized the fundamental opposition between Communism and Christianity, and made it clear that no Catholic could subscribe even to moderate Socialism. The reason is that Socialism is founded on a doctrine of human society which is bounded by time and takes no account of any objective other than that of material well-being. Since, therefore, it proposes a form of social organization which aims solely at production, it places too severe a restraint on human liberty, at the same time flouting the true notion of social authority.” (Encyclical Mater et Magistra, May 15, 1961, n. 34)

    PAUL VI (1963-1978):
    Too often Christians tend to idealize socialism
    “Too often Christians attracted by socialism tend to idealize it in terms which, apart from anything else, are very general: a will for justice, solidarity and equality. They refuse to recognize the limitations of the historical socialist movements, which remain conditioned by the ideologies from which they originated.” (Apostolic Letter Octogesima Adveniens, May 14, 1971, n. 31)

    JOHN PAUL II (1978-2005):
    Socialism: Danger of a “simple and radical solution”
    “It may seem surprising that ‘socialism’ appeared at the beginning of the Pope’s critique of solutions to the ‘question of the working class’ at a time when ‘socialism’ was not yet in the form of a strong and powerful State, with all the resources which that implies, as was later to happen. However, he correctly judged the danger posed to the masses by the attractive presentation of this simple and radical solution to the ‘question of the working class.’” (Encyclical Centesimus Annus − On the 100th anniversary of Pope Leo XIII’s Rerum Novarum, May 1, 1991, n. 12)

    Fundamental error of socialism: A mistaken conception of the person
    “Continuing our reflections, … we have to add that the fundamental error of socialism is anthropological in nature. Socialism considers the individual person simply as an element, a molecule within the social organism, so that the good of the individual is completely subordinated to the functioning of the socio-economic mechanism. Socialism likewise maintains that the good of the individual can be realized without reference to his free choice, to the unique and exclusive responsibility which he exercises in the face of good or evil. Man is thus reduced to a series of social relationships, and the concept of the person as the autonomous subject of moral decision disappears, the very subject whose decisions build the social order. From this mistaken conception of the person there arise both a distortion of law, which defines the sphere of the exercise of freedom, and an opposition to private property.” (Ibid, n. 13)

    BENEDICT XVI (2005 – present):
    “We do not need a State which regulates and controls everything”
    “The State which would provide everything, absorbing everything into itself, would ultimately become a mere bureaucracy incapable of guaranteeing the very thing which the suffering person − every person − needs: namely, loving personal concern. We do not need a State which regulates and controls everything, but a State which, in accordance with the principle of subsidiarity, generously acknowledges and supports initiatives arising from the different social forces and combines spontaneity with closeness to those in need. … In the end, the claim that just social structures would make works of charity superfluous masks a materialist conception of man: the mistaken notion that man can live ‘by bread alone’ (Mt 4:4; cf. Dt 8:3) − a conviction that demeans man and ultimately disregards all that is specifically human.” (Encyclical Deus Caritas Est, December 25, 2005, n. 28)

    fonte: http://www.tfp.org/tfp-home/catholic-perspective/what-the-popes-have-to-say-about-socialism.html

  8. É a praga do “outroladismo”, que subverte a lógica e o bom senso mais elementares. Não dá pra querer paz com quem quer te destruir. Simples assim.
    Churchill é que sabia das coisas.

  9. Jesus apelava ao perdão sim, mas não aliviava quando era pra descer a lenha nos que mistificavam a Religião em seu próprio proveito. “Raça de víboras” era uma expressão recorrente nas falas do Senhor para se referir àqueles que vendiam o povo em nome do poder.

    Exemplo concreto: quando estava para ser entregue de bandeja aos sumo-sacerdotes fariseus: “Ai daquele pelo qual o Filho do Homem for entregue!” Uma coisa é o perdão, que absolve o agressor da cobrança por Justiça diante de Deus. Outra coisa é o indulto: isenção do delinquente diante da Justiça dos Homens.

    Quando eu digo, como católico, que Francisco é inócuo como Pontífice (na menos pior das hipóteses), ainda tem gente que me chama de cismático. Haja paciência!

  10. “um sujeito que esteja vendo sua cada ser invadida ” – seria casa.

    Quanto a fala do Papa, a única coisa que tenho a declarar é que ele falou uma enorme bosta flamejante. Putz!

  11. Não é bem por aí, Luciano.
    Entendo que espera-se um posicionamento mais energético de um líder político ao tratar de assuntos internacionais que envolvem violência contra inocentes, mas daí a confundir um papel de apaziguador com o papel de um equilibrista, já é desviar-se da crítica.

    Apaziguar não pode significar “dar vez” para ambos os lados da contenda. Note que:
    1) Francisco destacou que a trégua deve partir do governo;
    2) Ele fala em “perdão recíproco”. Embora seja um conceito mais compreensível para um cristão – causando desconforto em quem se desviou um pouco ou muito desse caminho filosófico – é muito diferente de “fazer as pazes e deixar que cada lado possa exercer o papel que pretende, de forma ordenada e consentida”.

  12. Quando me presenciei a euforia com que Leonardo Boff entusiasticamente comentava a escolha do Cardeal Bergoglio para ocupar o trono do Vaticano, fiquei meio perplexo. Pensei: por que esse idiota acha que o Papa abrirá a porta do Vaticano ao comunismo? Ele tinha razão. Realmente, o Papa é pop, o Papa Franciscus Primus é um teólogo da libertação. O quê mais poderia sair de um clérigo da América Latina?
    Leiam a carta de Dom Bertran de Orléans e Bragança ao apóstata ocupante da cátedra de Petrus e me digam se Leonardo, o Boff, não tem razão:

    http://www.paznocampo.org.br/destaques/Reverente_e_Filial_Mensagem.pdf

    http://monarquista.com.br/mensagem-ao-papa-francisco-do-principe-dom-bertrand/

    Grato pela atenção.
    Marcos Braga

  13. Mais uma bola fora de Francisco. Por um lado dá demonstrações de humildade e compaixão, por outro parece fazer concessões a idéias estapafúrdias em favor de esquerdopatas. Embora católico, não posso concordar com certas manifestações do representante da minha igreja.

  14. Olha aí Luciano – http://oandarilho01.wordpress.com/2014/02/28/quando-um-burro-fala/#more-2211
    Este é uma réplica burra do Leonardo Bruno, pois os dois defendem cegamente e sofismaticamente tudo o que se opõe ao catolicismo romano.
    Eu acho que nem deverias se rebaixar respondendo a um idiota que luta contra o esquerdismo externo, mas defende quando este esquerdismo é intra (pelo menos neste caso).
    O cara vem aqui, lê os seus textos, bebe na fonte, emula de certa forma as suas idéias, mas quando lê algo que vai contra suas paixões, ele simplesmente lhe chama de burro em um dos seus textinhos.
    Não estou aqui puxando o seu saco, só que eu odeio injustiça, e mais ainda burrice passional.
    Aliás este tal aí é um burro mesmo, o Leonardo Bruno é inteligente, mas um estelionatário intelectual quando fala especificamente sobre o catolicismo romano. Imagina o que o “conde” vai falar quando ler o seu texto sobre o papa marketeiro (como todo bom esquerdista).

    • Olá, Paulo!
      Fiquei confuso: quem é Leonardo Bruno? Por acaso sou eu, “mesclado” com Leonardo Boff?
      Você indicou meu artigo, parece ter dado uma olhada de leve no blog, mas parece que não entendeu bem a proposta do artigo. Pra que fique claro, usei o conhecido ditado popular, mas não chamei nem ao Luciano Ayan e MUITO MENOS ao papa Francisco de burros. Não se irrite com o estilo literário.

      Ademais, o objetivo do artigo é comentar a postura católica para meus leitores. A menção ao Luciano foi caráter secundário.

      • Taí, o andarilho virtual aqui tb não o conhecia. Não vi nada ali que pudesse assustar e causar revolta a algum cristão católico ou cético-ateísta.

        Gostei da sua ‘vibe’. 🙂

    • Paulo, lamento mas vc não conhece o Leonardo Bruno e está usando de falácia ad hominem pelo pouco que vc leu desse texto dele e que pelo visto lhe causou um profundo incômodo. Ele não é burro, estelionatário, idiota… Ele sabe da infiltração revolucionária no seio da Igreja, ele conhece bem os pontos-de-vista do Ayan (até já o elogiou certa vez), ele não ignora a situação midiática papal…

      E não, não estou aqui a puxar o saquinho de ninguém. É só um problema de falta de informação e de apego emocional.

      Quando ele fala de catolicismo ele usa as ferramentas próprias e LEGÍTIMAS pra isso. E fala com propriedade e paixão (vc conhece alguém que se dedica a busca pela verdade sem ter paixão pelo que faz??). Se eu não gosto do tom dele o problema é meu, não dele e muito menos do papa, da Igreja e do catolicismo.

      Abs

      • *Corrigindo: o texto não é do Leonardo Bruno (vulgo Cavaleiro Conde)

  15. Eu quero fazer crer que o Papa não conheça a realidade Venezuela, portanto, não vejo como um bola fora, Luciano, mas uma falta de informação sobre a Venezuela. Deve estar mal assessorado.

  16. Que Deus tenha misericórdia de mim, se estiver errada a respeito do que o Santo Padre disse.
    Mas penso que Francisco, sabe quem são esses mal feitores sim, e o que eles bem pretendem…
    Agora não é hora de nivelar o inimigo com a vítima, mas sim colocar em seu devido lugar aqueles que estão contra o bem, dar-lhe fama de bom mocinho não é carácter Cristão. Ora, Jesus conhecia bem seus inimigos por isso mesmo não os defendiam ( Não estou jugando o Papa dizendo que o defenda) e sabia o quão duro eram seus corações.
    Pensando por outro lado, o Papa é conduzido pelo Espírito Santo, sendo assim, o Espírito sopra aonde Ele quer. Com tudo isso, podemos fazer uma analogia a parábola do Joio e do trigo, onde o patrão soube determinar o tempo exato que arrancaria o Joio, deixando que o trigo crescesse juntos, pra depois do tempo estabelecido pelo patrão os empregados arrancaria o joio pra ajuntar o trigo no seleiro. O Papa está no lugar do patrão guiado pelo Espírito Santo de Deus.
    Sabemos que diante dos fatos onde está a maldade, precisamente então há uma guerra posta em que o perdão é a maior arma a ser gerada.

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