Como transformar a censura do MAV-PT em uma credencial

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Havia uma época no cinema, principalmente entre os anos 70 e 80, em que vários filmes foram censurados, principalmente por entrarem em contradição com os “bons costumes”. Esses filmes eram censurados por cenas de sexo, violência ou drogas. Alguns desses filmes foram literalmente “banidos”, ficando vários anos sem poderem ser exibidos em alguns países.

Curiosamente, tempos depois essas proibições eram revertidas em promoção. Não raro vimos obras como Calígula e Cannibal Holocaust (só para citar dois exemplos) ostentando dizeres como “Proibido durante X anos” ou “Banido em Y países”. A censura sofrida por esses filmes tornou-se, então, uma credencial. Vários filmes “cult” surgiram assim.

O que isso tem a ver com o atual cenário da guerra política na Internet? Absolutamente tudo.

O que vemos hoje em dia é a tentativa desonrosa e indigna por parte de militantes petistas de retirar conteúdo da Internet que eles não gostem. Foi exatamente esse o motivo que os levou a derrubar o perfil de Olavo de Carvalho.

Aliás, o perfil de Olavo já foi recuperado. Foi um belo trabalho da resistência de direita na Internet, que agiu para a retomada. Falta agora esse mesmo tipo de movimento em prol do retorno da página Meu Professor de História Mentiu pra Mim, que foi censurada há mais de um mês, pela mesma escória.

Na maioria dos casos, quem é censurado tende a se desanimar. Enquanto isso, no caso dos divulgadores de filmes radicais dos anos 70 e 80, eles usavam a censura como se fosse um prêmio.

Certa vez, em um fórum da Internet, vi um sujeito falando que seu filme preferido havia sido banido em 5 países. Um outro disse: “Você  não viu nada, pois o Cannibal Holocaust, este sim, foi banido em 20 países”. No advento da censura estatal, não demorou para que esta censura começasse a ser utilizada como meio de promoção desses filmes. Mais dia, menos dia, esses filmes terminavam liberados nos países que originalmente os censuravam. Mas o status de “filme censurado” ficava no ar, como se fosse uma espécie de troféu.

A lógica é mais simples do que parece. Se o objetivo desses filmes era chocar, a censura que sofriam era uma credencial neste sentido. Quase como se esta censura dissesse: “É, este filme realmente chocou”. Em alguns casos, os filmes nem eram lá essas coisas. Mas o rótulo “Banido em X países” já lhes garantia uma boa bilheteria. Na época do primeiro Robocop, em 1987, o filme quase ganhou a classificação X (dada somente a filmes pornôs), devido as cenas de violência. Depois, a censura foi reduzida para PG-17, mas a promoção foi ótima.

Em outras palavras: se o intuito de algo é quebrar os padrões vigentes, a censura recebida pode ser uma credencial dizendo “é, realmente esses padrões foram desafiados”. O item censurado passa a ganhar um status especial que não teria antes da censura.

Se assimilarmos essa lógica, não deveríamos jamais nos desanimar diante da tentativa de censura do oponente, mas nos motivarmos ainda mais. Aquele que foi censurado pode retomar seus espaços censurados, ou até criar novos espaços. O importante é apenas manter o conteúdo em um backup ou em formas alternativas de divulgação. No caso das redes sociais, ao invés de deixar tudo publicado no Facebook, que se usem blogs, o Tumblr e afins.

Um exemplo do que estou afirmando, ainda no que diz respeito ao cinema, pode ser visto em A Serbian Film, um filme de segunda categoria que teve como maior parte de sua promoção o fato de ter sido fortemente censurado:

Mas é difícil imaginar filme que mais se promoveu pelo fato de ter sido censurado do que Cannibal Holocaust, de 1979:

Eu não estou dizendo que a má qualidade de ambos os filmes os fez ser censurados, mas sim que, mesmo que sejam fracos, ganharam notoriedade acima do esperado por causa da censura que sofrida.

Pois bem. Se a turma do MAV-PT está tão dedicada a censurar conteúdo de direita na Internet, especialmente no Facebook, é hora de usarmos o mesmo princípio dos marqueteiros do cinema que tiveram filmes censurados.

A partir de agora, quem for censurado, que ostente isso como se fosse forma de auto-promoção. Algo como: “Nosso ataque foi tão fulminante que a esquerda petista não tolerou e tentou censurar, mas estamos aqui de novo!”.

Entre nós, devemos também começar a reconhecer o status daqueles que foram censurados, aumentando ainda mais a promoção daqueles que recebem o “carimbo” de qualidade da esquerda, ou seja, que foram tão certeiros em seus ataques a ponto de merecer a censura deles.

Doravante, devemos tomar a ação censória do MAV-PT como a eleição de pessoas da direita à elite dentre estes últimos. E por que são elite? Por que fizeram ataques tão contundentes e certeiros a ponto de que a escória da esquerda decidisse gastar um esforço para censurá-los. O censor é a escória do lado de lá, e o censurado é a elite do lado de cá.

Se fizermos isso, os censores petistas estão lançando limões contra nós, automaticamente convertidos em limonadas por nós.

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16 COMMENTS

  1. Mitou, Luciano. O Flatuff precisa ler esse texto urgente. 🙂

    Como dizem os venezuelanos, “quem cansou, já perdeu”. Não podemos cansar, avante!
    E grato por ter avisado que a página do Olavo está de volta.

  2. Muito boa a notícia da volta da página do Olavo no Facebook.

    A ideia de um carimbo ou selo de qualidade informando : “Censurado pelos esquerdistas” também é ótima e foi – e ainda é – um recurso que os próprios esquerdistas usam quando colocavam no seu currículo que foram “exilados políticos”.

  3. BOm saber que a página do Olavo voltou. COMO vc mesmo disse, falta agora arranjar um Habeas Corpus para a página Meu Professor de História Mentiu pra Mim. Claro, com uma ENORME TARJA avisando: fomos CENSURADOS por XX dias pela mídia chapa branca, e estamos de volta para continuar incomodando, e muito, pelo jeito!

  4. Qualquer “golpe” ou “pedido de golpe” dará pretexto para a esquerda dizer que somos fascistas e não queremos eleger governantes democraticamente, supondo-se que a “intervenção” se concretize, haveria pressão da esquerda internacional, inclusive dos EUA e da ONU, não haveria reconhecimento do governo “militar”, a situação ficaria pior devido aos bloqueios e embargos que viriam e a esquerda teria muito mais pretextos para difamar o pensamento de direita. A estratégia certa para se vencer a esquerda não é essa, apesar de me agradar o conteúdo da Marcha, digo com o coração na mão que não a apoio, são pessoas que pensam como nós, mas estão agindo impulsivamente e, de certa forma, estão ajudando o lado errado.

  5. Luciano e demais, fugindo um pouco do assunto, eu queria compartilhar com vocês um acontecimento daqui do Amazonas que talvez vocês não saibam.
    Venho trazer para vocês um fato que denuncia a ainda mais a hipocrisia e descaramento de um esquerdista.

    Érika Kokay veio até o Amazonas como a Presidente da CPI da Pedofilia para verificar o caso do prefeito de Coari-AM Adail Pinheiro acusado pelo crime de exploração sexual de crianças e adolescentes.
    O primeiro descaramento deste ser chamado Érika Kokay está em aceitar ser membro de uma CPI contra pedofilia já que esta foi autora e mediadora do IX Seminário LGBT na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) – Seminário sobre o tema: Respeito à Diversidade se Aprende na Infância — Sexualidade, Papéis de Gênero e Educação na Infância e na Adolescência – http://tinyurl.com/mfx2a65

    Neste seminário, a Psicóloga Tatiana Lionço no seu discurso, em síntese, diz que as crianças e adolescentes não devem ser censurados em brincadeiras de natureza sexual, pois assim estes teriam um desenvolvimento na sua sexualidade de maneira mais equilibrada. Nesta fala dela, ela sempre tenta, como a maioria dos gayzistas, misturar o significado de amor com sexo, como se este fosse coditio sine qua non do outro. Ou seja, podemos controlar tudo de uma criança para educá-la e ensiná-las os seus limites, mas se limitarmos os sexualidade, nós os desequilibramos psiquicamente.
    É nesta fala dela que sai a frase: “deixem as crianças brincarem em paz”. Como podemos ver neste vídeo editado pelo Jair Bolsonaro: http://www.youtube.com/watch?v=ZCLZrbDQLrc .

    Ora, como é que pode uma criatura que idealiza e preside um seminário onde se faz apologia a “pedossexualidade”, ser presidente de uma CPI contra pedofilia.

    O segundo descaramento, foi ela criticar e chamar o Tribunal de Justiça do Amazonas de frouxo, pela suposta morosidade no caso do prefeito de Coari-AM como em outros casos – http://tinyurl.com/kygnblw .

    O melhor foi a resposta do desembargador Flávio Pascarelli, onde ele fala que quem está sendo beneficiado por morosidade processual é ela em um processo no STF – http://tinyurl.com/krmwbxc .

  6. Você não tem idade para saber disso, mas nem imagina o frisson que era assistir fitas piratas dos filmes “Je Vous Salue Marie” e “O Último Tango”. O primeiro teve até sessões clandestinas em porões da PUC-SP, na época em que o Mercadante era um mero presidente da Apropuc…

  7. caraca, to velho mesmo, eu assisti Canibal Holocausto no cinema, nem me lembro quando foi, gostaria até de assistir novamente, hehehehe. Boa lembrança.

  8. Muito boa a ideia!

    Um detalhe: pra que eles não possam se orgulhar de alguma coisa ou nos acusarem “justamente” do que eles são, não derrubem página de esquerda. Essa questão de denunciar, só em último caso.

    Tem uns adolescentes aqui nas comunidades direitistas que ficam brincando com essa situação. Esses caras tem que lembrar que TOTALITARISMO, é coisa de esquerda, não direita.

    Pra eles não terem o que falar de nós nesse sentido, não incentivemos a censura da nossa parte.

  9. Uma boa analogia, é preciso ostentar a censura… É meio que senso comum a ideia de que TUDO que é censurado foi censurado por seus méritos, já que o que faz um estado censurar é o que o afronta e coisas que afrontam estados que censuram são sempre boas (não é bem assim mas é a ideia geral). Então, naturalmente, se um estado censura algo de teor político, filosófico e intelectual (mais sério do que um filme com cenas de violência ou pornografia), é sim um troféu a ser exibido.

    Em tempo: Cannibal Holocaust é o único filme que eu guardo na estante da minha época de fanático por cinema gore e splatter. Tem algo sobre ele que me interessa sempre e dificilmente uma imagem pode ser mais brutal do que uma índia grávida de oito meses sendo forçada a abortar com pedradas em sua barriga. A arte imita a vida né? Na vida real, alguns índios enterram bebês recém-nascidos o que é ainda mais cruel e terrível. Mas para a esquerda, são eles os que sabem viver.

    • Ah, e só pra adicionar outra coisa que me ocorreu agora: uma das tribos que o filme apresenta são os yanomami… Sim, a tribo que pratica infanticídio.

      http://www.proyanomami.org.br/v0904/index.asp?pag=noticia&id=3980
      Se puderem, façam a leitura deste texto, é bom para induzir o vômito.

      O trecho é brilhante (os parênteses são meus): “Os estudos do doutor Erwin concluíram que as índias matam os filhos por qualquer malformação da criança (prestem atenção nisto) ou se o sexo do bebê não corresponde ao esperado. “Os yanonami, principalmente os grupos mais afastados, preferem que o primeiro filho seja homem. Então a mulher comete o infanticídio para não esperar tanto tempo para engravidar novamente”, disse. (isso não é sociedade patriarcal, tá?)

      Isso explica a quase inexistência de malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas como a Síndrome de Down entre os Yanomami. Em 2003, por exemplo, o DSY não registrou nenhum caso”.

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      V

      pt.wikipedia.org/wiki/Eugenia_nazista

      Desculpa estar fugindo do sentido do texto original mas eu não consigo me controlar quando toca nesse assunto e, quanto mais cavo, mais fico revoltado com a atrocidade moral que acontece neste país.

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