Por que não apoio “Marcha da Família” e muito menos pedidos por volta dos militares

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Demorou para eu tocar neste assunto, por que “haja saco” para algumas coisas. Mas já não era sem tempo. Felipe Patury, figura pouco confiável, publicou o seguinte em sua coluna na Época:

No próximo dia 22, em São Paulo, sai da Praça da República rumo à Catedral da Sé a segunda edição da Marcha da Família com Deus pela Liberdade. A original fez, em 1964, percurso semelhante dias antes de o ex-presidente João Goulart ser derrubado. Há 50 anos, a organização coube à então primeira-dama do estado, Leonor de Barros, e mulheres de empresários. A atual foi convocada pelas redes sociais, recebeu apoio de lideranças evangélicas, espírita e, pelo Facebook, da apresentadora Rachel Sheherazade, do SBT. O grupo diz contar com a simpatia do filósofo Olavo de Carvalho e até de Denise Abreu, a petista que mandou na aviação civil no governo Lula e ficou famosa por sua predileção por charutos.

Ao que parece a simpatia de Olavo não é tão forte assim. Será que Patury foi desonesto ao não pesquisar o que Olavo disse em seu próprio perfil? Seja lá como for, aqui está:

É claro que apóio a Marcha, mas há um problema. A Marcha de 1964 foi a maior manifestação popular da história do Brasil. Levou dois anos para organizá-la, com o apoio de inumeráveis organizações cívicas muito poderosas e influentes (Maçonaria, Liga das Senhoras Católicas, Associações Comerciais de todo o Brasil, ABI, OAB, etc, etc, além de vários governadores de Estados). Agora vocês não têm um milésimo desse apoio. O simples fato de dar à Marcha o nome da manifestação de 1964 já é uma imprudência. Apóio portanto o conteúdo moral da manifestação, mas não a maneira como a coisa está sendo conduzida. Não fui consultado a respeito e acho mesmo um mau sinal que alguém, após dispensar os meus conselhos e fazer tudo à sua própria maneira, me use de garoto-propaganda.

Várias e várias pessoas já me perguntaram o que acho a respeito disso tudo no Facebook. Agora é o momento de meu parecer: não vejo a coisa com bons olhos.

Há um sério problema na Marcha da Família atualmente. Primeiro, que essa marcha original foi um movimento conservador. E, hoje em dia, não há mais espaço para um movimento conservador, e sim para uma aliança entre liberais e conservadores. Caso contrário, vamos perder em volume. Segundo, quanto mais o frame “conservador” for propagado, menos atraente tudo vai se tornar para os liberais que também são contra a esquerda.

É quando pegamos uma das lições principais de Gramsci e jogamos fora: no momento de se criar ações em guerra assimétrica, quanto mais díspares esses grupos lutando a nosso favor forem, melhor. Basta que tenham um objetivo em comum. Entretanto, se este grupo estipula restrições para a entrada no grupo (ex.: é preciso ser contra o aborto, é preciso ser contra o casamento gay, etc.), menos aderência teremos.

Por esse princípio, Gramsci entendeu que não precisava nem sequer que todos aqueles ao seu lado se interessassem pelo marxismo original. Bastaria que estivessem contra “o capitalismo opressor”, e usassem qualquer configuração de conflitos e luta contra os valores ocidentais que já estaria valendo. Pensando assim, ele retirou várias das restrições daqueles que lutariam ao seu lado, em prol de um ataque em larga escala ao senso comum de direita da população.

Hoje em dia, para ser um gramscista, basta comprar qualquer uma das lutas de classe arbitrárias e ser a favor do inchaço estatal que alguém já será parte do exército gramscista. Não é preciso nem ter lido Marx.

A Marcha da Família, por outro lado, tenta dar uma visão unificada do que seria uma resposta ao pensamento de esquerda no Brasil. O problema é que a Marcha da Família é um movimento de “defesa de valores específicos”, enquanto na verdade o melhor, hoje em dia, seria um movimento de “ataque a valores específicos da esquerda”, independentemente de alguém ser ateu ou religioso, ou de alguém apoiar a família tradicional ou não. (Aliás, eu não vejo problemas na Marcha da Família em si. Acho que eles possuem valores interessantes, mesmo que eu não compartilhe de todos. Só não quero que eles posem como “a direita”. Eu não sou conservador, e sou de direita.)

A Marcha da Família, neste sentido, é prejudicial por trazer, mais uma vez, aquela imagem de John Lithgow no filme “Footlose”, para a direita – para quem não se lembra deste filme, o papel de Lithgow era o de um reverendo que não queria que “ninguém se divertisse”, ou, ao menos, é assim que ele foi percebido. E neste momento não precisamos desta imagem. Precisamos de uma direita mais diversificada, que tenha conservadores, liberais e libertários, todos eles atacando sem dó os cânones da esquerda. Por exemplo, eu tenho visto alguns neo-ateus que debandaram para o liberalismo e hoje atacam a esquerda com uma assertividade e estratégia que os conservadores ainda precisam assimilar. Eu mesmo aprendi a atacar a esquerda de forma assertiva com os neo-ateus, dentre outros. O fato é que a esquerda possui alguns cânones que devem ser atacados, e não precisamos restringir nosso grupo para esmagar ideias como:

  • vitimismos artificiais
  • lutas de classe mais falsas que menstruação de travesti
  • pedidos de inchaço estatal
  • fascismo
  • censura à imprensa e Internet

Ao que parece a Marcha da Família pede muito mais do que luta contra esses itens acima, e, portanto, restringe a participação das pessoas e tenta vender uma imagem muito restrita da direita. Em termos de guerra política, no mínimo isso é contraprodutivo. (Em síntese, eu não tenho nada contra a Marcha da Família, mas temo pela forma como ela pode ser usada. E algo me diz que a esquerda vai se aproveitar muito bem disso. Portanto, tomem cuidado, pessoal da Marcha…)

Como se isso não fosse o suficiente, ainda temos o fato da Marcha da Família ser associada normalmente à Revolução Militar de 1964, que resultou na implementação de uma ditadura. E nesse jogo, algumas das pessoas da direita caem, dizendo que “os militares precisam voltar”. Não, não precisam, e vou dizer o motivo.

O regime militar de fato nos livrou de um bando de psicopatas com sede de sangue. Regimes marxistas conseguiram, no século XX, ceifar 100 milhões de vítimas. Em Cuba, mataram 100.000 pessoas. Dá para imaginar o que fariam no Brasil. Qualquer pessoa em sã consciência deve gratidão aos militares por terem nos livrado de um bando de psicopatas. Ponto.

Por outro lado, o regime militar falhou miseravelmente na guerra cultural. É explicado: aquele que investe seus esforços na luta armada direta tende a se desfocar quanto a guerra cultural. O resultado é que a esquerda marxista nadou de braçada durante o regime militar. Difícil imaginar um desempenho pior, em termos de guerra cultural, do que aquele do regime militar. Merece uma nota zero com louvor.

É uma dura realidade reconhecermos que, se por um lado os militares nos livraram de marxistas sanguinários em 1964, por outro eles não nos agregaram valor algum em termos de guerra cultural e, por isso, não tem mais espaço no ambiente político atual.

O novo ambiente é baseado naquele que consegue o poder a partir de derrubadas de hegemonia existentes e construção de novas hegemonias, a partir de guerras de posição, em termos culturais, e isso envolve a inserção de pessoas na academia, nos jornais e em diversos meios de comunicação. Envolve também aparelhamento e desaparelhamento de instituições ligadas ao estado. Tudo isso sem precisar usar a força. Apenas executar a guerra de posição adequadamente. Neste novo território, ganha quem conseguir ocupar os espaços da melhor forma possível.

No debate público, onde deveríamos focar a maior parte de nossos esforços, ganha quem controlar o frame da melhor forma. É quando, na solicitação por “volta dos militares”, vejo alguns direitistas fazendo propaganda para a esquerda.

É hora em que eu preciso ser duramente honesto, não importando com quem se magoe com o que vou dizer: o pedido por “volta dos militares” quase sempre beira a infantilidade.

Explicarei o motivo, em alguns bullets:

  • tudo o que o esquerdista quer é um governo totalitário, que controle todo e qualquer passo de nossas vidas, e garanta uma vida nababesca aos donos do estado inchado
  • em prol deste ideal, ele dirá que luta pela “democracia”
  • tudo o que o direitista quer é um governo que não controle cada passo de nossas vidas, ou seja, um governo que nos sirva, ao invés de sermos serviçais do governo
  • em prol deste ideal, alguns da direita dizem que devemos “ter a volta dos militares”

Quem quer que não perceba que há algo de gravemente errado nos discursos aí em cima simplesmente não prestou atenção em como funciona a guerra política ou realmente não entendeu a lição número 1 da política.

O que podemos entender é que, com raiva pela situação atual, alguns direitistas jogam um “foda-se” e pedem “que venham os militares”. Ou seja, eles sentem algo e em seguida falam. Mas a fase em que sentimos e automaticamente falamos, especialmente em território aberto, é a infância. É por isso que eu digo que esse comportamento não pode ser tolerável a quem tem mais de 12 anos de idade.

No caso da esquerda, no entanto, eles sentem que precisam do poder totalitário, mas, em público, falam exatamente o oposto, pedindo “democracia”. Qual o motivo pelo qual fazem isso? Por que eles sabem que o frame “democracia” é poderoso, principalmente por que eles viveram sob um regime militar que acusam de ditatorial. Em outras palavras, não importa o quanto eles queiram de totalitarismo (por exemplo, eles apoiam as barbáries de Nicolas Maduro na Venezuela), eles sempre dirão “lutar pela democracia” por que isso dá a eles a autoridade moral necessária. Enquanto isso, alguns da direita dizem “que voltem os militares”, dando ao esquerdista a propaganda dos sonhos dele.

Deixe-me explicar de forma mais didática.

O esquerdista acorda e abre sua agendinha, antes de suas ações políticas, especialmente aquelas envolvendo lançamento de discursos em território aberto. Eis o que ele tem na agenda:

  • Como esquerdista, não posso esquecer da meta de dar poder totalitário aos meus líderes
  • Mas não posso esquecer de dizer que “quero democracia” enquanto faço isso
  • É essencial para mim que alguns direitistas digam que querem “a volta dos militares”
  • É importante que alguns deles façam isso, pois eu direi que eles querem “ditadura”
  • Com isso, poderei vender a mim e aos meus como “lutadores da democracia” e eles como “adeptos da ditadura”
  • Com alguns draminhas lembrando unhas arrancadas no regime militar, poderei me fingir de vítima e transformá-los em vilões

Essa é a verdade nua e crua. Sempre que alguém da direita pediu “volta dos militares”, principalmente depois dos anos 80, sempre terminou fazendo propaganda para os esquerdistas, que estão, a cada dia, obtendo cada vez mais poder totalitário. E quanto mais pessoas da direita pedirem “volta de militares” mais fácil o jogo fica para eles, pois tudo serve como propaganda gratuita para a esquerda.

Eu sei que eles querem o poder totalitário. Qualquer leitor sabe. Mas o que importa, para eles, é como se vendem ao público. E eles tem sido extremamente talentosos ao vender a imagem de “lutadores pela democracia”, e, para isso, precisam de um bando de direitistas “motivados” do outro lado dizendo que querem “a volta dos militares”. Claro que nestes últimos vemos uma ingenuidade absurda e inaceitável. E pior: esses direitistas que pedem “volta de militares” não recebem um centavo dos esquerdistas. Aí não dá. Ser um serviçal, em termos de propaganda para a esquerda, e não receber nada em troca é demais!

Ao pessoal que pede a “volta dos militares”: comecem a cobrar alto dos esquerdistas pela propaganda feita para ajudá-los. Caso contrário, sugiro que deixem essa ideia para lá.

Como alternativa à Marcha da Família e “pedido por volta de militares”, sugiro uma agenda:

  • Apoiar a todos aqueles que sejam contra a agenda da esquerda, sejam eles: ateus ou teístas, heterossexuais ou homossexuais, puritanos ou “largados”, conservadores ou liberais, etc.
  • Não precisamos dizer como os outros devem se comportar, mas definir valores dos quais as pessoas devem fugir, que são os valores da esquerda, como: moral psicopática, apologia a criminosos, cultura do vitimismo, culto ao estado, etc.
  • Devemos rejeitar qualquer “volta de militares”, mas lutar para vencer a guerra cultural. Não há outra opção além dessa.
  • Reconhecer que a esquerda jamais ganhou nada. Foi a direita que perdeu. Basta a direita reconhecer isso e investir em consciência política e estratégia política, que recuperamos o território perdido.
  • Devemos causar rejeição social ao comportamento de esquerda, e saber que esquerdismo é uma falha de caráter, e, em muitos casos, uma doença mental.
  • Devemos, em última instância, revisar o estatuto ético do esquerdismo. Ser esquerdista é moralmente errado.

Com uma agenda como essa (e olhe que nem coloquei todos os itens), podemos enfim gerar danos ao pensamento de esquerda, e eliminar, por parte deles, qualquer propaganda (ao menos aquelas que sejam feitas com base em nosso discurso) que queiram fazer.

Alias, é por isso que esquerdistas dificilmente conseguem me atacar, pois minha agenda é não apenas assertiva, como amplamente amparada pelos princípios da guerra política. Lembremos: temos que falar para um eleitorado tão amplo quanto possível, e não apenas para aqueles que possuem todos os valores iguais ao nosso (ver o texto Política e Princípios, da Arte da Guerra Política, de David Horowitz).

Os esquerdistas sabem que precisam temer meu discurso, pois eles não podem pegar nenhuma parte do que eu digo para usar em favor deles. Eu sou inclusivo, compassivo, tolerante, defensor da pluralidade e ao mesmo tempo ataco-os com uma contundência que poucos conseguem equiparar. Este é o tipo de adversário que devemos ser para a esquerda. Não como o pessoal do “Marcha da Família”, que restringe os que pertencem ao seu grupo, ou aqueles que pedem “volta dos militares”, e, no fundo, quebram o galho da esquerda.

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166 COMMENTS

    • Não existem ideologias brancas, o mais próximo disso é o relativismo moral, que torna instrumento tudo o que toca, cultuando o próprio ego ou a própria patota chauvinista.

      A própria anti-ideologia é um princípio moral que universaliza a defesa do pensamento individual em detrimento das doutrinas universalistas, se tornando uma contradição em si. A defesa da liberdade individual é um princípio e não uma ausência de princípios.

      A noção de que o indivíduo pode pensar oq quiser, segue uma regra de ouro que imoraliza a tentativa de violar a privacidade de pensamento. E mais, pressupõe uma estrutura institucional que pune e protege o indivíduo de ser molestado pelo pensamento dominante, ou seja, de sofrer ameaças, chantagens pela mera diferença de opinião. E mais, impõe que todas as pessoas respeitem as liberdades e privacidade de pensamento do próximo, mesmo que as pessoas discordem desse princípio. Mesmo um comunista querendo censurar um jornal, ele não tem esse direito.

      Entende que “o indivíduo pensar como quiser” passa muito longe de uma anti-ideologia?

    • Fiquei magoado! kkk, porque penso dessa forma (direita), minha vontade e soltar os cachorros em cima desses mensaleiros até que não sobrace nada deles. Mais estou com voce, devemos agir em conjunto por um ideal comum

  1. Mas Luciano. Quando o câncer está tão impregnado no paciente, não adianta mais tomar remédio. Tem que arrancar. E o PT já virou metástase no brasil, e para que o moribundo tenha sobrevida, vão ter que ser arrancadas partes podres de órgãos vitais.

    Eu não concordaria com o pedido de volta de militares, se houvesse alguma esperança nos políticos que aí estão que, mesmo apeando os petralhas do poder, o que vai sobrar para governar? E excetuando-se um e outro, o resto é tudo massa fermentando na mesma latrina.

    E os militares podem ter aprendido um pouco desde então. Afinal o mundo mudou, e eles também. Espero que para melhor (sem esquerdar).

    Infelizmente, a direita e todos que têm horror da esquerda, já dormiram demais. Acho que o remédio vai precisar ser amargo.

    Enfim. Vou continuar lutando para que o povo acorde no voto. Mas, tendo os três poderes de joelhos, fazendo chupetinha pro partidão, fico na esperança de termos o guardião da nação a postos.

    • N.A.,

      Essa “esperança” nos militares não aconteceu na Venezuela, na Argentina e NÃO VAI ACONTECER NO BRASIL. Não dá para alimentar falsas ilusões. Chamar por militares é fazer a propaganda que o PT espera.

      Sempre que apostamos em uma hipótese, devemos pensar em uma viabilidade desta hipótese.

      Mas o que tenho a dizer que é o pedido de volta por militares só ESTÁ AJUDANDO O PT. Essa é a verdade dolorida.

      Abs,

      LH

      • Não aconteceu pq o povo não percebeu que o congresso e as FFAAs destes países foram engolidos e absorvidos pelo Estado, e substituídos pela força bolivariana. Nem os cubanos perceberam, mas nós temos o exemplo do que ocorre e ocorreu nestes países para não repetirmos o mesmo erro. O Paraguay, ao contrário, conseguiu reverter tal situação por ter percebido a tempo, por ter preservado seu congresso e seus militares deste câncer.

      • ORRA. Agora que me apercebi do tema. Porque NÃO apoio a marcha……Poxa, no decorrer do texto você diz ao contrário, que é a Favor. Então COMO FICA ? Quer Por em Dúvida a MARCHA ???

      • O problema, Luciano, é que o brasileiro acostumou a sempre por alguém para fazer seu trabalho. Veja o nosso Legislativo. Estamos acostumados a culpar os outros por nossos problemas, um exemplo: vivem reclamando de políticos corruptos/sujos, mas esquecem que deram seus votos a eles.
        Esse pedido de “volta dos militares”, assim como a apologia a uma “monarquia brasileira”, é apenas reflexo disso. É isso que precisa ser mudado.
        Acredito que podemos usar as guerras política e cultural para tentar convencer a população a deixar esse passivismo de lado e mergulhar na era do ativismo popular.
        Penso que uma revolução poderia até ser bem vinda, mas é preciso esta seja indefectível, que sua organização pense em praticamente tudo para fazer do Brasil um país verdadeiramente melhor. Creio que ambos sabemos que o grau de dificuldade dessa “revolução perfeita” é dos mais altos, é o que me preocupa. Uma revolução só seria útil ao País se fosse liderada por uma direita unida, sólida, o que não vemos ainda por aqui.
        A agenda sugerida no artigo é de grande valor. As pragas vermelhas precisam ser destruídas aos poucos, pois, assim, não poderão mais usar o discurso vitimista, reclamando ter sofrido um golpe injusto, como o fez o presidente deposto da Ucrânia, como tenta fazer Nicolas Maduro.
        É preciso expor toda a sujeira da esquerda, neutralizando suas cabeças uma a uma.

      • Cara, eu entendo tua ansiedade, mas o Luciano levantou pontos super importantes, que não podem ser ignorados. Vamos aos fatos:

        a) não sabemos o que se passa com as FFAA. Considerando que o estado inteiro está mais que aparelhado, não seria viagem supor que boa parte das FFAA também não estariam

        b) a maioria das pessoas entende que algo está muito errado, mas não percebe de forma alguma que estamos a beira de um golpe comunista, muito pelo contrário, se vc fala “comunismo” neguinho te olha esquisito

        c) não existe uma oposição unida: tem um bolsonaro aqui, um feliciano ali… uns poucos jornalistas e blogueiros lá….nada que possa ser levado a sério neste momento

        d) a esquerdalha sabe muito bem que não existe oposição. o que sim existe é a resistência natural da sociedade. O que eles mais querem é que o espantalho da “extrema direita” se materialize. O aparecimento de uma “estrema-direita” pedindo o golpe militar justificaria, no mínimo, o marco da internet, isso se não vier coisa pior.

        e) Note o movimento deles: a Dilma cutucando os militares, inclusive já avisou que colocará o exército na rua durante a copa. Imagina se aparecerem os “golpistas”… o exército sairá das ruas? vc acha que a Dilma colocaria um exército que não é de confiança dela??
        Vc duvida que eles são capazes de cancelar as eleições para “proteger a democracia”?
        Eu não duvido que eles são capazes até de forjar um pseudo golpe para consolidar o regime.
        Cairia como uma luva para eles. tanto que estão fazendo isso:

        https://www.facebook.com/BrasilComBolsonaro/photos/a.385615988210833.1073741828.385602298212202/491418740963890/?type=1

        Uma marcha contra a censura da internet, por exemplo, conseguiria mobilizar os alienados, e até boa parte de esquerdistas orgânicos – inclusive colocando-os numa posição de censuradores, o que seria um ótimo frame. Uma marcha pedindo a volta dos militares? nossa, imagina o tipo de coisa que eles podem fazer com isso – e não estou falando só de munição para propaganda não!

      • Luciano, creio que o contexto hoje é diferente do período militar, hoje se tem muito mais conhecimento de guerra cultural, primeiro acho que alguém deveria (poderia ser voce)instrumentalizar com conhecimentos da arte da guerra politica os militares para que eles possam vencer na luta ideológica, se eles munidos de conhecimento , e podendo aparecer em canal nacional,poderiam facilmente desmascar toda essa balela esquerdista…. bastaria apenas mostrar a verdade que já seria o suficiente para conseguir apoio da população…. acho também que deve ser dado mais ênfase nas denuncias de que há infiltração nas redações de jornais, revistas , televisão,MAV petista ,etc….. isso minaria lentamente a credibilidade, oque no caso poderia acontecer um contra ataque da esquerda, que poderia levar a uma desorientação da população, no entanto seria benéfico, pois obrigaria a população a ter que discernir as noticias, e começar a pensar melhor no que é correto…, vlw…..

      • Não concordo que o pedido pela volta dos militares esteja ajudando ao PT.Com toda sinceridade isso não passa de falácia.O texto deu voltas e mais volta e não deu sugestão nenhuma para solucionar a questão.Só tirou os militares da jogada como se houvesse uma solução melhor do que uma intervenção militar neste momento.O que é preciso fazer é conscientizar as pessoas sobre as verdadeiras intenções do PT.Porém,não temos mais tempo para ficar de conversa fiada e com briguinhas infantis,o tempo de agir é agora.A presença dos militares soa como uma ameaça.É uma carta na manga neste momento,já que o tempo está a cada dia mais se esgotando.Será que vamos esperar o mal acontecer para depois acionar os militares?Depois, em último caso,será tarde demais.Veja a situação na Venezuela.Marchar pela liberdade não é questão moral,mas sim de sobrevivência.Esse foi o tema da marcha.

      • Marcela,

        Imagine que você tenha dois gerentes brigando por uma posição. Um deles diz “que briga pela empresa” e outro diz que “briga por si próprio”.

        Qual frame ganha?

        Suas racionalizações é que dão voltas e chegam sempre ao mesmo lugar: você quer usar o frame “quero intevenção” dando ao oponente o frame “quero democracia” e acha que isso vai funcionar.

        Não vai.

        Abs,

        LH

    • Não se esqueça N.A, que nossas urnas eletrônicas não são confiáveis, se fomos depender delas para mudar esse panorama estamos mal!! Ainda acho que uma intervenção militar se faz necessária, nesse momento delicado em que os antigos fantasmas soviéticos resolveram acordar!!!

      • Eis um fato incontestável, comunista só sai na bala – a linguagem que eles adotam – dificilmente será pelas urnas, se é que sairão. Vide o Maduro: milhares nas ruas pedindo sua saída e os bolivarianos “democráticos” totalitários mandam chumbo na população..

      • Junho de 2013, milhares foram as ruas, quase invadiram a esplanada e o resultado foi: terroristas black Block nas ruas para afugentar a população sob a cumplicidade do congresso. Não, não temos congresso mesmo p0q o mensalão da Dilma está a pleno vapor sob as barbas do judiciário. No Paraguay, não necessitou pressão do povo pq o existia congresso.

      • Se o congresso precisa ser pressionado para cumprir com suas obrigações constitucionais, é pq não temos mais congresso. Não valem o alto salário que recebem (indevidamente). Estamos nos acostumando com algo do qual não devíamos nos acostumar, assim como aceitamos qualquer fantoche incapaz como presidente, como o Aecio por ex, quando deveríamos escolher um candidato com credenciais compatíveis e à altura do cargo de presidente de uma nação.

  2. A Marcha da Familia está solicitando a Intervenção Militar urgente, antes que o Brasil se torne uma Venezuela dominado por Cuba. Comunista se tira à força. Não queremos discutir uma bela história e sim acabar com a possibilidade do Brasil virar Cuba..Quem não pode ajudar que não atrapalhe .

    • Celia,

      Veja seus frames:

      – “solicitando a Intervenção Militar urgente”
      – “comunista se tira à força”
      – “acabar com a possibilidade do Brasil virar Cuba” (via golpe militar)

      Se eu fosse do PT, iria agradecer a você por ter dito o que disse, pois é PROPAGANDA DE GRAÇA PRO PT.

      Em tempo: não vamos nos iludir com “intervenção militar”. Não há chance alguma disso ocorrer.

      Abs,

      LH

      • Discordo totalmente de você. A Marcha está organizada e com apoio dos militares , massonaria e igreja. Você foi infeliz.. Não deveria atrapalhar..se não pode cooperar até o Olavo voltou atra´s depois
        Olavo de Carvalho
        há 13 horas
        Qualquer que seja o caso, a Marcha do dia 22 é uma iniciativa moralmente justa e deve ser apoiada.

      • Exatamente isso! Não há chance de ocorrer uma intervenção militar. Não concordo totalmente com este texto, mas esse ponto é fundamental para que possamos entender como a mudança deve iniciar! Não sou um estudioso da política, mas sei que a “revolução” não deverá ser da mesma forma que em 1964.

      • Estou aprendendo. É óbvio, mas até enxergarmos de fato, demora. Obrigado pelo seu trabalho, professor.

      • Luciano, na boa, o que os esquerdistas querem é que façamos exatamente como vc está fazendo: dizendo que em 64 houve ditadura; que a intervenção é golpe (quando na verdade foi e é, de novo, um CONTRA-golpe); que ainda temos um congresso; que precisamos esperar e etc…

        A esquerda não permitirá, como não permite há mais de 10 anos, uma hegemonia de direita, isso é, me desculpe, utopia e desconhecimento do modus operandi da esquerda.

      • Luciano, funcionou em 64, mas nós, burramente, como alienados políticos que éramos e somos, caímos na fraude da abertura democrática. A esquerda levou mais de 40 anos para construir a hegemonia socialista contando com aparato financeiro, mental, estrutural, ideológico, sistêmico e estratégico da oligarquia transnacional. Nós, sem tal aparato levaríamos quantos anos? Até lá estaremos falando castelhano, como língua oficial, e em moeda cubana ou russa.

      • Espere aí…

        Se na abertura democrática, a esquerda fez a festa, por que a DIREITA NÃO APROVEITOU-SE TAMBÉM.

        Se a esquerda levou mais de 40 anos para construiu sua hegemonia, a direita fez o que? Dormiu?

        Temos que perder essa mania de culpar os outros pelos nossos erros e ASSUMIR RESPONSABILIDADE.

        Abs,

        LH

      • “Se na abertura democrática, a esquerda fez a festa, por que a DIREITA NÃO APROVEITOU-SE TAMBÉM”

        Que direita? Os socialistas fabianos ou as concubinas do PMDB?

        Com exceção dos hoje direitistas virtuais, existe ou existiu direita política?

      • A única direita que existia na época estava cumprindo com suas obrigações de manter a ordem e o progresso, um feito magnânimo, diga-se, dado que nenhum outro governo conseguiu se equiparar minimamente em realizações.
        A única direita que existia na época entregou pacificamente o poder ante a manifestação embusteira chamada “Diretas Já”, do qual todos nós somos responsáveis. Já a ditadura civil do crime organizado não entrega o poder nem com manifestações populares, vide o Brasil, Argentina e Venezuela. Claro que todos nós fomos omissos, acordamos tarde e temos de responder por isso.
        Você quer enfrentar um inimigo terrorista munido até os dentes, financiados pelo Estado, com suporte jurídico e despejados em solo brasileiro diariamente formando seu exército bolivariano, com guerra cultural? Vai levantar um livro ante o fuzil de um guerrilheiro?

      • Mika,

        Vamos ver a realidade como ela é…

        A única direita que existia na época estava cumprindo com suas obrigações de manter a ordem e o progresso, um feito magnânimo, diga-se, dado que nenhum outro governo conseguiu se equiparar minimamente em realizações.

        Se realmente a direita mantinha a “ordem o progresso” devia ser mais fácil de vencer a guerra cultural, não? Com um momento bom, é mais fácil ir para essa guerra. Por que não foi? Temos que atribuir responsabilidades…

        A única direita que existia na época entregou pacificamente o poder ante a manifestação embusteira chamada “Diretas Já”, do qual todos nós somos responsáveis.

        E você acha que não deveríamos ter eleições diretas até hoje?

        Já a ditadura civil do crime organizado não entrega o poder nem com manifestações populares, vide o Brasil, Argentina e Venezuela. Claro que todos nós fomos omissos, acordamos tarde e temos de responder por isso.

        Eu acho que a resposta adequada é ir fortemente para a guerra cultural. Em suma, fazer o que o PT faz.

        Você quer enfrentar um inimigo terrorista munido até os dentes, financiados pelo Estado, com suporte jurídico e despejados em solo brasileiro diariamente formando seu exército bolivariano, com guerra cultural?

        Mas é SÓ ISSO QUE O PT FAZ: guerra cultural. Agora está começando a colher os frutos…

        Veja que o PT escolheu a arma certa (guerra cultural). Gramsci entendeu o jogo. A direita ainda não entendeu…

        Vai levantar um livro ante o fuzil de um guerrilheiro?

        Não… guerra cultural contra ele de novo…

  3. Eu já discordo contigo Luciano. Embora os esquerdistas possam se aproveitar para chamar a direita de ‘golpista’ e ‘fascista’, dependendo de quanta gente esse movimento puder fazer comparecer na rua e se os Black Blocs e cia atacarem pode se trazer à tona uma série de problemas para o debate público como comissão da verdade, financiamento para Cuba, Foro de SP e etc. Não sou um direitista derrotado mas se de acordo com o próprio Olavo de Carvalho a quebra da hegemonia leva de 20-30 anos, o Brasil não pode mais 20-30 de PT e marxismo difundido pelo país. É importante os militares saberem que existe uma porção da população que apoiaria eles caso eles interviessem. Além do mais apesar do governo militar ser associado (exageradamente) à tortura e repressão as FFAA são a instituição mais respeitada do Brasil e muitos pensam no governo militar como um lugar com ordem e progresso. Se a massa sair às ruas em Junho novamente e souberem que essa opção existe… quem sabe.

    Será que os manifestantes Ucranianos deveriam ter feitos seminários para difundir pela população as intenções do Putin? Deveriam os Venezuelanos sair das ruas e ir para a guerra cultural?

    As duas opções são válidas. Além do mais quem disse que o movimento não pode ter libertários ou liberais integrando? O movimento é sim conservador mas nada impede um libertário ou um liberal de ir lá junto. Se os libertários resolverem fazer um protesto contra o Impeachment da Dilma o pessoal conservador comparecerá também.

    Por fim, na política quem faz mais barulho ganha. Você já viu algum grupo católico, evangélico, liberal ou libertário ir no congresso com cartazes e trombetas se manifestar à favor da redução do estado, menos impostos ou da defesa da família. Muito raro…. agora sempre tem dúzias de gayzistas e feministas lá aprovando Kit Gays e cia, contrariando o resto dos 90-95% dos brasileiros. E esse pessoal ganha o que quer. Enfim, acho a guerra válida… mas marcha liberal/conservadora igualmente válida.

    • Macuw.
      Vou fazer o papel do advogado do diabo, ok?
      Embora os esquerdistas possam se aproveitar para chamar a direita de ‘golpista’ e ‘fascista’
      E o dano político disso é gravíssimo…
      de acordo com o próprio Olavo de Carvalho a quebra da hegemonia leva de 20-30 anos
      Eu não concordo com ele. Isso poderia ser válido antes da Internet. Agora, é muito mais rápido…
      É importante os militares saberem que existe uma porção da população que apoiaria eles caso eles interviessem.
      E quanto maior o número, mais mole fica a vida dos propagandistas do PT.
      Se a massa sair às ruas em Junho novamente e souberem que essa opção existe… quem sabe.
      Como eu já disse: aposto na hipótese que isso vai dar vida mole para o PT. Quer apostar? Veremos os resultados práticos dessa marcha…
      Será que os manifestantes Ucranianos deveriam ter feitos seminários para difundir pela população as intenções do Putin? Deveriam os Venezuelanos sair das ruas e ir para a guerra cultural?
      A diferença é que ambas as manifestações tem legitimidade mais fácil por que não pedem golpe, mas lutam contra ditadores. No momento em que Dilma começar a fechar órgãos de imprensa, aí sim é hora do quebra-pau. Agora? Nem pensar…

      • Luciano, acho q vc superestima demais o poder do PT. Digo, a maioria da população AINDA tem ojeriza a coisas como liberação do aborto, legalização das drogas, ativismo gay, desarmamento, etc. É só ver que nas pesquisas online, onde a disparidade da direita contra a esquerda tende a diminuir, Bolsonaro e Sheherazade têm ganhado de goleada. Não acho que a simples propaganda do PT, que está cada vez mais queimado depois de tanto mensalão, seja capaz de mudar isso que está impregnado na alma do Brasileiro.

        Se um agente político, seja militar ou civil, declarar guerra a essas bandeiras da esquerda, ele cai nos braços do povão. Não há propaganda petista que consiga mudar isso.

        Acho que a maior razão pelo PT ter ganhado tanto terreno no ambiente político é o fato de que o PSDB é LITERALMENTE um PT pintado de azul mas com, até 2012, um currículo de escândalos muito maior. Eu mesmo, na minha época de idiota útil, tinha como bandeira de que o PT era “menos pior” que o PSDB. Além de que já ouvi isso de outras pessoas tb.

        Resumindo: acho que se der chance do conservadorismo voltar a falar, depois de quase 20 anos de silêncio, é capaz do mesmo causar muito estrago.

        Se um militar tiver um discurso assertivo, ligando PT a Maduro/Venezuela, lembrando constantemente a população dos desvios hediondos de grana pública pra ditaduras (e tendo culhões de chamar pelo nome: “ditadura”), usar as últimas descobertas reveladas em livros como. por exemplo,”Assassinato de reputações”, etc, acho que ele no mínimo consegue empatar o jogo.

  4. Postaram no FB do Luciano

    “O que eu faria se eu fosse uma governista com medo de perder as eleições presidenciais, o que impediria a continuidade das “mudanças sociais promovidas pela esquerda nos últimos 11 anos”?

    Daria um jeito de convocar o retorno da “Marcha das Famílias com Deus pela Liberdade”. Assim, exatamente e necessariamente com esse nome.

    (Polêmica em 5… 4… 3…)”

      • Muito pelo contrário. Por ex.: A Omissão da Verdade foi instaurada pq começamos a pedir Intervenção há alguns anos atrás. O Mais Médicos (15mil guerrilheiros terroristas até Abril – pq será esta pressa e desespero?) bem como a criação da Guarda Nacional foram implantados pq o governo se surpreendeu com a revolta popular de Junho. A farsa da popularidade entrou pelo cano. O Marco Regulatório entrou na pauta pelos mesmos motivos. Ou seja, nós não mudamos os planos do Foro SP, apenas o ACELERAMOS com nossas manifestações. O maior medo da esquerda é justamente que a Marcha dê certo, do contrário fosse Dilma não agiria pontualmente à manifestação dos militares negociando um aumento salarial cerca de uma semana antes.

        No mais, cientes de que o governo tem o judiciário, legislativo, todo aparato federal, a caneta presidencial, os cofres públicos e a mídia no bolso, é evidente que JAMAIS permitiriam uma eventual hegemonia da direita, eles cortariam a cabeça do dragão antes. Quanto a nós, estamos esperando acontecer o que aconteceu nos demais países latino-americanos: a condição irreversível em que nenhuma autoridade restou para responder à revolta popular. Bela democracia!

        Por último, quando vc afirma que uma intervenção legitimamente constitucional é golpe, vc sustenta o argumento da esquerda que, ao contrário dos direitistas, pouco preocupada está com o que os direitistas dizem sobre eles.

        Abs

      • No mais, cientes de que o governo tem o judiciário, legislativo, todo aparato federal, a caneta presidencial, os cofres públicos e a mídia no bolso, é evidente que JAMAIS permitiriam uma eventual hegemonia da direita, eles cortariam a cabeça do dragão antes.

        A pergunta é: por que um governo socialista tem o judiciário, legislativo, todo aparato federal, a caneta presidencial, os cofres públicos e a mídia no bolso?

        Por que jogaram a guerra cultura, que você nem pensa em lutar.

        Quer dizer, eles mereceram o que tem.

      • Não, Luciano, neste caso em que elles¹³ tem todos no bolso não se trata de guerra cultural, trata-se apenas de suborno, ameaça, chantagem e coação. Nem precisa ideologia para comprar o mau caráter dos defuntos

      • neste caso em que elles¹³ tem todos no bolso não se trata de guerra cultural

        Se trata SÓ DE GUERRA CULTURAL E NADA MAIS. Foi assim que eles conseguirem “ter todos no bolso”.

        Não vamos nos iludir, essa é a verdade.

        A esquerda só está aí por que ATUOU NA GUERRA CULTURAL PARA ISSO. E a direita SE RECUSA a fazer o mesmo.

        Se eu fosse líder militar pensaria: “para que eu iria defender pessoas que nem pensaram em lutar por si próprias?”.

        Sabe a imagem que fica? Do lado de fora?

        Do jogador PREGUIÇOSO E RELAPSO que, incapaz de jogar o jogo, tenta subornar o juiz.

        Isso é feio, muito feio.

        Abs,

        LH

    • Mika – E o mensalão, se não foi suborno foi o que?
      .
      lucianohenrique – O maior caso de corrupção de nossa história.
      .
      U-hum… Luciano, diante de todas as suas respostas ficou evidente o lado que vc ocupa de fato: > se a sua “Guerra Cultural” se resume em reproduzir os mesmos chavões da esquerda, os mesmos argumentos, o mesmo duplipensar, a mesma desonestidade intelectual, os mesmos truques, o mesmo cinismo e etc… então, que VENHAM OS MILITARES! Dia 22/03/14, TODOS NAS RUAS! É agora ou AGORA!

      • Luciano, diante de todas as suas respostas ficou evidente o lado que vc ocupa de fato: > se a sua “Guerra Cultural” se resume em reproduzir os mesmos chavões da esquerda, os mesmos argumentos, o mesmo duplipensar, a mesma desonestidade intelectual, os mesmos truques, o mesmo cinismo e etc… então, que VENHAM OS MILITARES! Dia 22/03/14, TODOS NAS RUAS! É agora ou AGORA!

        – chavões da esquerda
        – duplipensar
        – desonestidade intelectual
        – mesmos truques
        – mesmo cinismo

        Sem nenhum exemplo disso, podemos qualificar isso como ACUSAÇÃO VAGA, o que é um recurso que denuncio facilmente na esquerda.

        Pois bem. Mika: faça o que quiser, e use as decisões que achar conveniente. Mas esteja pronta de, após os resultados negativos conquistados pela direita, SE RESPONSABILIZAR POR ISSO, OK?

        Existem vários resultados possíveis:

        Caso 1: Nenhuma intervenção ocorre. Propaganda é feita para a esquerda. Você é corresponsável por toda a capitalização que a esquerda gerar em cima de associações de direita com “ditadura militar”, ok?
        Caso 2: Uma intervenção ocorre e fracassa. Você é corresponsável por toda a capitalização que a esquerda gerar em cima de criação de mártires da intervenção militar. Ex.: aumento de poder do Chavez.

        Você reconhece que assume estas responsabilidades, e que, depois dos resultados obtidos, eu poderei moralmente aqui neste blog dar um parabéns pelos resultados conquistados para o oponente?

        Abs,

        LH

      • A recíproca é verdadeira, vc será co-responsavel por deixarmos tudo como está? Quando podemos lhe cobrar isso, tem um prazo?

      • Eu sou bem claro: divulgo métodos aqui que JÁ FORAM UTILIZADOS por vários leitores deste blog, MOSTRANDO COMO eles desmoralizam em público ESQUERDISTAS.

        Recebo vários feedbacks dizendo que esses métodos FUNCIONAM no quesito da DESMORALIZAÇÃO PÚBLICA dos esquerdistas.

        Se olharmos todas as histórias de conquista/retomada de poder no Ocidente, elas passam pelo uso dos métodos da guerra cultural.

        O fato é que eu ESTOU COBRANDO VOCÊ por não entrar na guerra cultural. Esta sim a única forma da direita realmente poder fazer alguma coisa.

        Abs,

        LH

      • Lucinano, de que opnião pública vc fala quando sequer a midia a divulga? kkkk…. é cada uma… Dividir p/ conquistar, a meta da esquerda é fracionar a direita, ponto p/ esquerda.

      • Cada vez menos pessoas leem a grande mídia. O uso da Internet tem aumentado.

        De novo, “poder não é o que você tem, mas o que o seu inimigo pensa que você tem”.

        Se você ainda não viu…

      • Mais uma coisa, não subestime a inteligência alheia. O mensalão não foi só simplesmente um caso de corrupção, foi suborno sim. Vc diz que ainda temos um congresso quando todos sabem que não o temos, se tivéssemos Lula estaria enjaulado desde 2006. Ou que os militares deram um golpe para implantar uma ditadura, é o chavão clássico da esquerda, todos sabem disso. Por fim, esse artificio de ameaçar o outro quando acaba o argumento já é manjado, manjadíssimo.

      • Mais uma coisa, não subestime a inteligência alheia. O mensalão não foi só simplesmente um caso de corrupção, foi suborno sim.

        E quem disse que não foi suborno. Eu disse que FOI ALÉM DISSO: foi também o maior caso de corrupção de nossa hist´ria.

        Vc diz que ainda temos um congresso quando todos sabem que não o temos, se tivéssemos Lula estaria enjaulado desde 2006.

        Claro que temos um congresso, mas temos deficiencia na PRESSÃO DE DIREITA sobre este congresso. Ou temos pressão?

        O congresso não manda ninguém para cadeia…

        Ou que os militares deram um golpe para implantar uma ditadura, é o chavão clássico da esquerda, todos sabem disso. Por fim, esse artificio de ameaçar o outro quando acaba o argumento já é manjado, manjadíssimo.

        Eu não estou ameaçando, eu estou RESPONSABILIZANDO, pois entendo que a direita precisa:

        – assumir a responsabilidade por não ter aderido à guerra cultural antes (isso eu sempre escrevi neste blog
        – assumir a responsabilidade por tomar opções erradas na guerra política

        Logo, se a arrogância dos “marchistas” for a tal ponto de achar que são donos da razão e os representantes da sapiência da direita, o negócio é ver no que vai dar e lembrar DE AVISAR ANTES. 😉

        Desculpe-me, mas a noção de responsabilização é parte fulcral do que defendo.

        Abs,

        LH

      • Luciano, que nós somos responsáveis pelo estado atual, pela nossa omissão, até eu já venho frisando declaradamente. É claro que cabe a nós mudar este quadro que já venho alertando há anos e que agora está se concretizando, e nem precisa ser muito inteligente pra isso, basta analisar o movimento e os resultados que vem ocorrendo nos países membros do Foro SP. Acontece que seu ponto de vista diverge dos “marchistas” por um fator crucial do qual vc ainda não respondeu:

        1- Quem vai lutar contra o exercito bolivariano armado terrorista que está se formando nos subterrâneos brasileiros?
        2- Qual autoridade vai acatar a reinvidicação popular? O congresso? Se fosse, já teriam agido quando das manifestações gigantescas de Junho passado.
        3-O que acontecerá quando as FFAAs forem engolidas pela Guarda Nacional terrorista? Já respondo: Basta observar o que ocorre atualmente na Argentina, Venezuela e Cuba, por ex.Milhares nas ruas e o governo federal ignora solenemente. Pq será?.

        Att
        Mika

      • Luciano, que nós somos responsáveis pelo estado atual, pela nossa omissão, até eu já venho frisando declaradamente. É claro que cabe a nós mudar este quadro que já venho alertando há anos e que agora está se concretizando, e nem precisa ser muito inteligente pra isso, basta analisar o movimento e os resultados que vem ocorrendo nos países membros do Foro SP.

        Qual a mudança de quadro? Desde que saíram militares, uma ala da direita vem pedindo “volta de militares”. Nunca mais se conquistou nada no Ocidente com esse discurso…

        Acontece que seu ponto de vista diverge dos “marchistas” por um fator crucial do qual vc ainda não respondeu:

        tanto respondi, que repetirei as respostas:

        1- Quem vai lutar contra o exercito bolivariano armado terrorista que está se formando nos subterrâneos brasileiros?

        O tal “exercito bolivariano”, se for formado, será feito sob um discurso de MANUTENÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS DO PAÍS.

        Ou seja, eles SABEM JOGAR O JOGO, enquanto você deveria fazer exatamente a mesma coisa.

        Em tempo: você está lutando A FAVOR do tal exército bolivariano, ao fazer um discurso que OS AUTORIZA MORALMENTE. É isso de que precisam.

        2- Qual autoridade vai acatar a reinvidicação popular? O congresso? Se fosse, já teriam agido quando das manifestações gigantescas de Junho passado.

        Não existe “reinvindicação popular”. Esse é um mito do qual temos que fugir.

        Existem reinvindicações naturais humanas, e existem INTELECTUAIS de cada um dos lados da contenda que orientam as massas na direção correta. Pergunta: quais intelectuais defendem este ponto de vista pelo lado da direita?

        3-O que acontecerá quando as FFAAs forem engolidas pela Guarda Nacional terrorista? Já respondo: Basta observar o que ocorre atualmente na Argentina, Venezuela e Cuba, por ex.Milhares nas ruas e o governo federal ignora solenemente. Pq será?.

        Todo governo totalitário ignora as manifestações até onde conseguir.

        Abs,

        LH

      • Luciano: “Qual a mudança de quadro?”

        -Vc não notou nenhuma mudança no quadro? Então pq vc afirma que estamos numa semi-ditadura comunista?

        Luciano: “O tal “exercito bolivariano”, se for formado, será feito sob um discurso de MANUTENÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS DO PAÍS.”

        -Se formado? Vc ainda nao percebeu sua formação? Não soube que Dilma decretou sua Guarda Nacional?

        Luciano: “Em tempo: você está lutando A FAVOR do tal exército bolivariano, ao fazer um discurso que OS AUTORIZA MORALMENTE. É isso de que precisam.”

        -Muito pelo contrário, estamos chamando as FFAAs justamente para minar este exercito bolivariano. Isso é óbvio!

        Luciano: “Não existe “reinvindicação popular”. Esse é um mito do qual temos que fugir.”

        -Se não existe, que pressões vc espera sejam feitas no congresso, como vc mesmo instrui? Telepáticos?

        Luciano: 3-“Todo governo totalitário ignora as manifestações até onde conseguir.”

        -Bingo! E agora, como vc mesmo afirmou, nota-se que governos totalitários se manterão até onde conseguir. Este é o ponto. Então me responda de novo: milhares nas ruas e ninguem se mexe, pq será? Só pq é totalitário ou pq não restou uma autoridade para derrubá-los conforme os protocolos oficiais?

  5. Impossível discordar Luciano.

    Mas faço umas observações:

    -A tal Marcha sem dúvida seria interessantíssima se tivesse grande adesão e fosse capaz de demonstrar força. Inclusive vejo no seu tom ‘conservador’ uma chance de atrair os vastos segmentos evangélicos, que até hoje não foram devidamente trazidos para a Direita política. Já toquei neste assunto contigo antes.

    .Mas não tenho grande expectativa. O fato de talvez excluir as alas mais liberais da direita nem é o maior problema neste momento. Mais sério é a falta de organização, de apoios, e o alcance pífio da divulgação.
    A página tem 3mil e poucas curtidas? Quantos de fato são de SP e vão à marcha?

    .No provável caso de o evento resultar em algo muito menor e menos impactante que o evocado, não teríamos aí um grande tiro pela culatra, uma deixa para o ridículo e o escárnio da esquerda, e desmotivação para a direita?

    -Intervenção militar: Na verdade a demanda é por [qualquer] um movimento capaz de demonstrar e exercer Poder perante os grupos e o governo de Esquerda: O Exército representaria o Deus Ex Machina capaz de reverter o quadro em vista…

    .É uma visão boba e sem viabilidade prática, mas isso deveria nos servir de termômetro: É sinal que temos terreno para semear, e que no momento em que surgir um bom porta voz, nosso discurso será bem recebido.

    .Em todo caso, ainda acho possível aproveitar essa fé nas FFAA como via para retificar a históra martelada pelas esquerdas, para desmascarar a imagem de defensores da democracia, demonizando aí seus valores. Isto é, pode ser explorada essa confiança nos militares em oposição à esquerda terrorista e homicida, cuja perseguição foi necessária, justificada, etc.

    -Por fim, entendo que toda essa energia seria muito melhor empregada em pressionar o DEM a lançar a candidatura do Ronaldo Caiado. Vejo como um nome viável e com grande potencial, capaz de aglutinar votos de diversos segmentos da Direita e manifestar nossa força da melhor maneira: com volume de votos.

  6. Concordo totalmente com o Luciano. As razões, em minha opinião, foram muito bem expostas nesta matéria.

    Para conseguir se eleger, a esquerda se uniu, mesmo havendo entre eles divisões impossíveis de se conciliar . A meta deles era a conquista do poder e só se unindo é que poderiam conseguir, o que de fato conseguiram. A direita, se tiver um mínimo de inteligência, deve agir da mesma forma, do contrário estará se autodestruindo. Hoje o inimigo comum é a esquerda, não importa se somos conservadores, libertários, liberais, a favor do aborto ou a favor do casamento gay .

    Em minha opinião, a direita pedir a volta dos militares é um tiro no próprio pé e pode por tudo a perder neste ano de eleições.

    Utilize-se a Internet para convocar um golpe militar contra o governo e se estará dando argumentos para a censura deste meio de comunicação. Basta para isso os censores justificar a intervenção na Internet como assunto de interesse da segurança nacional.

    Não se pode negar que o movimento de 1964 nos livrou de um banho de sangue comunista semelhante ao que acontecia em Cuba e que acontecera recentemente (em relação a 1964) na China de Mao e na Coreia, que acabou sendo dividida. E, por isso, sempre devemos ser gratos aos militares. Mas um golpe de estado é um terreno pantanoso. Nunca se sabe o que pode resultar.

    O próprio movimento de 1964 é um exemplo que não deveria ser esquecido. Começou com a intenção de depor João Goulart e devolver o governo aos civis, convocando novas eleições. Dentro da própria junta militar ocorreu um outro golpe que afastou os moderados e que instituiu a linha dura, aquilo que, aos esquerdistas, dá hoje a desculpa para se proclamarem “vítimas” e injustamente “brutalizados”.

    Não se deve esquecer, também, que foram os militares que acabaram com a direita no Brasil. Todas as lideranças da direita fora extintas no governo militar.

    Enquanto o governo militar eliminava a direita e os principais radicais de esquerda, deixou de dar ao povo a educação política que afastaria para sempre a ameaça vermelha. Por causa dessa falha, criaram-se no Brasil várias gerações de analfabetos políticos os quais, só tinham os doutrinadores marxistas nas escolas, os midiáticos e os jornalistas de esquerda para ifomrá-los e hoje, são so membros dessas gerações pós 1964 que apóiam o PT sem sequer saber o que, na verdade, estão apoiando.

  7. Belo texto. Porém não temos opção. É tudo ou nada. Se a marcha não der certo que seja o começo de algo. Com internet e a globalização das comunicações podemos vencer a guerra cultural de forma mais rápida .
    Não temos opção amigo. Então não atrapalhe !

    • daniel rocha diz:
      Não temos opção amigo. Então não atrapalhe !

      natan diz:
      kkkkkk. não atrapalhe?? vc falaria isso para o seu técnico de MMA se estivesse dentro de um octógono?
      pois o L.A. é um técnico de guerra política. ele se especializou nisso através do estudo de autores da GUERRA POLÍTICA.
      garanto q maioria q está criticando o texto é palpiteira.
      a emoção está tão forte q supera a razão.
      isso q é o foda dos latinos. muito coração e pouca frieza.
      quem dera os brasileiros tivessem a frieza de raciocinar, q o povo norte-americano tem.

      se bem q, no brasil, pelo menos o povo do sul é mais frio.

      • Só pra ilustrar, segundo a ilustração acima: apenas adotar a estratégia da guerra cultural, neste momento crítico do país, seria como impor as regras do octágono a um lutador de MMA em uma briga de rua contra um lutador de Krav-magá… e ainda assim nutrir alguma esperança de q ele possa vencer…
        Dizia Picasso: “Learn the rules like a Pro, so you can break them like an artist”, e a esquerda já está a tempo quebrando tais regras que eles dominam muito bem agora que já possuem a hegemonia cultural. Agora o Estado inchado usa as estruturas (e grana) da própria sociedade para sustentar movimentos q a corromperão de formas inimagináveis. E se a direita perde espaço é por falta de semelhante estrutura, recursos, apoio, especialmente financeiro, e principalmente, por falta de fé nas suas próprias iniciativas.

        Apesar do direitista brasileiro tender a apenas buscar liberdade e ordem o suficiente pra viver sua vida em paz, vejo que há muitos q ainda tem realmente boa vontade pra mudar o quadro caótico em que vivemos, isto é, querem partir pra alguma ação. E isso é ótimo, afinal é inocência demais pensar q a maioria do admirável (e subornável) “gado novo” possa ser virtualmente arrebanhado apenas com uma moral convincente num discurso coerente, mas, de qualquer forma, se tanto uma estratégia quanto a outra irá ajudar a acelerar o movimento que libertará o país desse status quo, então ambas são bem vindas. Não que acredite q elas por si só tenham capacidade de fazer as mudanças que precisam ser feitas, mas por crer q um choque entre elas despertará as ideias e personalidades capazes disso.

        Mas enfim, Ayan, não seria mais prudente apoiar e conduzir os caminhos dessa Marcha ao invés de tentar, moralmente, suprimí-la? Será q depois dessa oportunidade, ou desmotivação, poderá haver outra igual a essa?

      • Só pra ilustrar, segundo a ilustração acima: apenas adotar a estratégia da guerra cultural, neste momento crítico do país, seria como impor as regras do octágono a um lutador de MMA em uma briga de rua contra um lutador de Krav-magá… e ainda assim nutrir alguma esperança de q ele possa vencer…

        E fugir da guerra cultural, neste momento, é deixar de lutar contra um adversário mais forte, é AJUDÁ-LO NA GUERRA CULTURAL. E é só isso que eles fazem.

        Dizia Picasso: “Learn the rules like a Pro, so you can break them like an artist”, e a esquerda já está a tempo quebrando tais regras que eles dominam muito bem agora que já possuem a hegemonia cultural.

        Então, se a direita um dia quiser quebrar as regras, precisa conhecê-las. E é exatamente neste momento que priorizam abandonar esse caminho? Não faz sentido, a meu ver.

        Agora o Estado inchado usa as estruturas (e grana) da própria sociedade para sustentar movimentos q a corromperão de formas inimagináveis. E se a direita perde espaço é por falta de semelhante estrutura, recursos, apoio, especialmente financeiro, e principalmente, por falta de fé nas suas próprias iniciativas.

        Tudo isso resume uma coisa: absoluta falta de estratégia política. A partir daí, passa-se a ajudar o adversário…

        Apesar do direitista brasileiro tender a apenas buscar liberdade e ordem o suficiente pra viver sua vida em paz, vejo que há muitos q ainda tem realmente boa vontade pra mudar o quadro caótico em que vivemos, isto é, querem partir pra alguma ação. E isso é ótimo, afinal é inocência demais pensar q a maioria do admirável (e subornável) “gado novo” possa ser virtualmente arrebanhado apenas com uma moral convincente num discurso coerente, mas, de qualquer forma, se tanto uma estratégia quanto a outra irá ajudar a acelerar o movimento que libertará o país desse status quo, então ambas são bem vindas.

        Não existe isso de “tanto uma estratégia quanto a outra”. Ou uma estratégia é ACERTADA ou NÃO É. Esse é o momento em que ações pouco lúcidas são mais desastrosas.

        Não que acredite q elas por si só tenham capacidade de fazer as mudanças que precisam ser feitas, mas por crer q um choque entre elas despertará as ideias e personalidades capazes disso.

        Desculpe aí. Mas eu vi o argumento daqueles que apoiam intervenção militar. Nunca vi tanta ingenuidade junta. Podemos dizer até que são o lado ingenuo da direita. Se existir um “choque” motivado por essas pessoas, acho que isso mais vai ajudar a esquerda do que atrapalhar.

        Mas enfim, Ayan, não seria mais prudente apoiar e conduzir os caminhos dessa Marcha ao invés de tentar, moralmente, suprimí-la? Será q depois dessa oportunidade, ou desmotivação, poderá haver outra igual a essa?

        Desculpe-me, mas eu tenho meus princípios. E nos meus princípios está a questão de responsabilidade. Nós da direita, temos que assumir a responsabilidade por não entrar na guerra cultural em tempo, e RECUPERAR O TEMPO PERDIDO. Democracia é um princípio QUE NÃO ESTÁ SOB DISCUSSÃO.

        Na guerra política, as pessoas devem se ater aos seus princípios. Portanto, NÃO HÁ APOIO MEU, DE FORMA ALGUMA, A QUALQUER GRUPO QUE CHAME INTERVENÇÃO MILITAR, POIS:

        – isso é propaganda pro oponente
        – isso é anti-democrático
        – isso vai ajudar o adversário
        – isso vai nos desfocar da guerra cultural (ao menos uma parte das pessoas)

        Isso é ser contra tudo que defendo.

        Abs,

        LH

  8. Eu apenas quero te fazer uma pergunta: Por que você acha que os militares que estão hoje no comando, cometerão os mesmos erros dos generais do passado? Não vejo coerência nisso. Outros generais, outros tempos, outras batalhas. Com tudo que está acontecendo no país é fácil perceber que estamos trilhando o mesmo caminho da Venezuela. Segundo li no O GLOBO, a Rússia pretende instalar bases militares na Venezuela, Cuba e outros tantos países. Vamos ficar apenas assistindo a América Latina virar uma nova “URSS”? Ou asseguramos agora nossa liberdade ou seremos capachos dos comunistas. Eu sou da época dos miliares e sinceramente, tenho muitas saudades. Só lamento não terem acabado como o “mal” pela raiz e caso eles retornem que façam o certo.

    • Eu apenas quero te fazer uma pergunta: Por que você acha que os militares que estão hoje no comando, cometerão os mesmos erros dos generais do passado? Não vejo coerência nisso. Outros generais, outros tempos, outras batalhas.

      Para inicio de conversa, não acredito que eles vão cometer os mesmos erros. O fato é que eles são FUNCIONÁRIOS do governo. Quem cometeu erros em 1964 foi o Jango, e o PT não vai cometer os mesmos erros.

      Com tudo que está acontecendo no país é fácil perceber que estamos trilhando o mesmo caminho da Venezuela. Segundo li no O GLOBO, a Rússia pretende instalar bases militares na Venezuela, Cuba e outros tantos países. Vamos ficar apenas assistindo a América Latina virar uma nova “URSS”?

      Desculpe-me, vocês não vão assistir. Sem querer, a meu ver, vocês estão AJUDANDO a transformar o Brasil em uma nova URSS. Com essa Marcha da Família, vocês estão sendo a propaganda ideal que o PT precisa. Eu espero estar errado. Mas vamos avaliar os resultados. Estou avisando antes, e depois eu vou cobrar o resultado…

      Ou asseguramos agora nossa liberdade ou seremos capachos dos comunistas. Eu sou da época dos miliares e sinceramente, tenho muitas saudades. Só lamento não terem acabado como o “mal” pela raiz e caso eles retornem que façam o certo.

      Me dá um exemplo de onde essa fórmula de SUCESSO para “vencer o comunismo” deu certo no mundo, por favor. Gente, vamos colocar os pés no chão.

      Não há outra alternativa que não manter o esquerdismo SOB CONTROLE ATRAVÉS DA GUERRA CULTURAL. É isso que eles estão fazendo, e é por isso que eles COLHEM RESULTADOS.

      • Oi luciano e pessoal do debate, nao seja porque sou pastor batista, conservador quanto a familia tradicional, contra o aborto etc …etal…., vejo que o Luciano tem sim razao em alguns detalhes, no que postou, mas creio que podemos buscar um consenso entre os favor e contras ao Luciano. Que tal a sugestao, de que o Luciano ( que é acompanhado por muitos da direita), possa ser o elemento aglutinador em buscarmos apoios da CNBB, OAB, e demais????. Creio que independente de sua postura liberal etc,,,,, tem um grande peso na formacao de opinioes, sejam essas ou aquelas. Tenho alguns amigos militares com os quais confabulei esses dias, e garantiram que o apoio a Marcha nao tem vies ideologicos no sentido de que ( direita, liberal etc,,,) o que eles querem e justamente mostrar ao pt o poder de forca que tem a sociedade vitimizada como um todo, juntamente com os militares ( convem salientar que temos militares protestantes, espiritas, catolicos, budistas , ateus etc… ), rechacar todas e quaisquer acoes que os esquerdistas possam estar concebendo em relacao ao nosso Brasil. Desculpe a grafia estou no tablet um pouco limitado qto a digitacao.

  9. Nossa!
    Isso não é ponto de vista isso não é opinião pessoal o seu texto é pura exposição de fatos.
    O problema é que no Brasil se exalta e se acha que protestar em frente ao foro de sp seja algo mega power lutador, herói e perder tempo militando como um esquerdoso seja algo digno de aplausos. Eles não imaginam que isso é burrice.
    Não é assim que se ver um esquerdista? Se acham guardiões da democracia lutando em protestos.

    Eles juram que o contexto é o mesmo e usam clichês tipo;
    Isso vai se tornar uma cuba em 2015
    Vai ser um banho de sangue.
    E entram na infantilidade de comparar tal momento com Ucrânia e Venezuela.

    Fazem propaganda para o partido e servindo ao ” Ministério da Verdade” (1984)
    Lutam contra o Estado atual e mau sabem que estão ajudando-o ao invez de prejudica-lo. Não me admirem quando forem lançado no “ministério do amor” (1984) passem também a amar o partido caindo na armadilha bem “intencionada” de O’ Bryan. Estão subversivos e nem sabem.

  10. Luciano mas você tem que entender que um certo nível de dissidência é impossível. Os conservadores e liberais certamente devem se unir na luta contra a esquerda, mas somente nos pontos em que eles tem interesses em comum. Nos pontos em que divergimos podemos sim lutar separados. Por exemplo, se a direita (conservadores, liberais e libertários) se organizar e fundar um partido político no país, certamente haverá discordância dentro do partido! Cedo ou tarde vai aparecer um projeto para votar sobre o aborto ou sobre casamento gay e querendo ou não a direita vai se dividir NESTE assunto em questão. Mas isto não significa que nos separaremos em um projeto sobre o livre mercado por exemplo. Em uma situação como essa que eu apresentei como você esperaria que agíssemos então? Que os conservadores abrissem mão dos seus valores? Ou que os liberais votassem contra a sua verdadeira opinião?

  11. Caro Luciano: o seu raciocinio eh o mais coerente dentre todos os amigos que se levantam contra o “esquerdismo” (aprendi c vc); Acho que precisamos divulgar e compartilhar o seu pensamento com o maior numero de estudantes de politica virtual:

    Se me permite, complemento dizendo que:

    – Seu pensamento tatico estah corretissimo, e as marchas “a favor de alguma coisa…” serao usadas magistralmente pelas esquerdas como energia para se reforçar mais;

    – Os opositores ao “esquerdismo” precisam parar de se autodenominarem “direitistas, conservadores, neo liberais, defesa da familia” – isso apenas divide a nossa oposicao – e na guerra, o lema eh justamente dividir para conquistar, logo…

    – o exercito NAO VIRA SALVAR NINGUEM! Em minha opiniao, olhando de cima para baixo (ONU, ordem mundial, gramcismo, marxismo cultural), veremos que todos os movimentos ativistas iniciaram nas decadas de cinquenta e sessenta; entao, o golpe planejado em 1964 no Brasil foi isolado, comunismo “das antigas”, que foi IMPEDIDO pelos globalistas, pois o processo precisa ser simultaneo, em todo o planeta! Isto explica PORQUE a ditadura militar ofereceu as faculdades para as esquerdas, porque assinou a anistia, trazendo de volta os lideres de esquerda, e outras “fraquezas” politicas!Ademais, todos os nossos atuais oficiais estudaram em faculdades marxistas… a russia tem o seu exercito vermelho, a coreia do norte a maior tropa do planeta, os cubanos estao exportando soldados para a venezuela, a China… vixe; entao, porque o exercito brasileiro, formado e moldado em escolas altamente socialistas/marxistas do nosso pais, NAO VIRA “nos socorrer”…

    – a receita, vc ja explicou muito bem, e eh a base do seu pensamento filosofico: atacar o esquerdismo usando as suas proprias armas e taticas, sem conceder espaço para que “eles” nos atinjam – se entendi direito, eh como uma luta de boxe…

  12. Luciano, por um lado vc acerta em algumas abordagens sobre a necessidade da hegemonia da direita e sobre atacar de forma focada o calcanhar de aquiles da esquerda. Por outro vc diz: “Os esquerdistas sabem que precisam temer meu discurso, pois eles não podem pegar nenhuma parte do que eu digo para usar em favor deles.” No entanto, vc usou o jargão favorito da esquerda, a menina dos olhos: “…ainda temos o fato da Marcha da Família ser associada normalmente à Revolução Militar de 1964, que resultou na implementação de uma ditadura.”

    Ora, qualquer cidadão que viveu aquela época sabe muito bem que não houve ditadura e, sim, um regime militar. Ponto! Você cita um único erro cometido pelos militares: o avanço cultural marxista (que vendeu a ideia equivocada, falsa e maliciosa de que o regime militar foi uma ditadura – e vc comprou), mas não cita os feitos de que toda nação em qualquer lugar do planeta almeja e sonha: um país onde impera a ordem e o progresso, promovida pelos militares, frise-se. <— "…algo me diz que a esquerda vai se aproveitar muito bem disso…" (palavras suas)

    Voce afirma que a esquerda venceu na guerra cultural, ou seja, ocupou todos os espaços, o que fato se concretizou, de modo que é sabido que qualquer direitista ferrenho e destacado vem sofrendo o ônus financeiro, social, político, terrorista e até vital por ousar se opor à hegemonia esquerdista, isto é, o poder federal faz uso escancarado do "assassinato de reputações", quando não de vidas, que ameacem seu regime totalitário. Vide Diogo Mainardi, Boris Casoy, Celso Daniel e tantos outros segundo as estatísticas que demonstram dados crescentes de assassinatos de jornalistas, juízes e morte "morrida" de políticos eminentes. Portanto, há uma contradição em seu discurso, pra não dizer infantil.

    A esquerda cortou as cabeças dos dragões para promover tal hegemonia e vc, ao invés de usar o artifício da esquerda, como vc mesmo recomenda, pretende dar mais tempo para ela concretizar o seu projeto de tomada de poder (em vias de conclusão silenciosa, como se deu nos países chaves da América Latina). O que será que falta para bater o martelo? Apenas a destruição do último pilar de resistência à ditadura comunista: as FFAAs. A não ser que vc acredite que os médicos cubanos são médicos mesmo (que formaram a Guarda Venezuelana); que as fronteiras estão livres por falta de efetivo; que os salários dos militares está defasado por falta de verba, provocando propositadamente a desistência do ofício; que a infiltração de terroristas do Hamaz, Hezbollah, Farcs e outros é fruto do acaso; que a defesa de Battisti é resultado de mera simpatia afetiva; que a Omissão da Verdade seja mera fome instantânea por justiça; que o financiamento dos MST e Black Block tenha como intuito a ação social e etc… Acho que vc ainda não percebeu que a esquerda está formando sua Força Nacional para justamente usá-la como Plano B, em caso da resistência. Na ausência de resistência, ela ganha do mesmo jeito, usando sua força contra o país como se vê hoje na Venezuela.

    Portanto, penso que é preciso visualizar o quadro total e não apenas a questão da hegemonia cultural, que é necessária tb, pregados por vc e Olavo.

    Abs!

  13. Luciano, por um lado vc acerta em algumas abordagens sobre a necessidade da hegemonia da direita e sobre atacar de forma focada o calcanhar de aquiles da esquerda. Por outro vc diz: “Os esquerdistas sabem que precisam temer meu discurso, pois eles no podem pegar nenhuma parte do que eu digo para usar em favor deles.” No entanto, vc usou o jargo favorito da esquerda, a menina dos olhos: “…ainda temos o fato da Marcha da Famlia ser associada normalmente Revoluo Militar de 1964, que resultou na implementao de uma ditadura.”

    Ora, qualquer cidado que viveu aquela poca sabe muito bem que no houve ditadura e, sim, um regime militar. Ponto! Voc cita um nico erro cometido pelos militares: o avano cultural marxista (que vendeu a ideia equivocada, falsa e maliciosa de que o regime militar foi uma ditadura – e vc comprou), mas no cita os feitos de que toda nao em qualquer lugar do planeta almeja e sonha: um pas onde impera a ordem e o progresso, promovida pelos militares, frise-se.

    • Compartilho dessa visão.
      Acho fundamental desfazer essa imagem falsa criada e repetida pela esquerda. Repelindo essa versão desarmam-se as estigmatizações de direitista-defensor da ditadura vs. esquerdistas-lutador pela liberdade.

      A visão negativa sobre o período pode ser dominante em virtude da hegemonia do discurso da esquerda hoje, mas não deve ser por isso que vamos tomá-la como verdade inalterável e aceitar essa versão passivamente.
      Da mesma forma que combatemos a cosmovisão esquerdista em todos os outros aspectos, também podemos combater sua versão da História. E digo isso ainda que tenhamos diversas críticas a fazer sobre a condução econômica e cultural pelos militares no período.

  14. Eu acho que a quantidade de lemas em atos públicos deve ser um pouco mais larga do que você citou, usando temas que podem instigar a curiosidade do eleitor indeciso, sem deixar de unificar o discurso contra valores de esquerda.

    Por exemplo:

    – Contra o gayzismo, não contra os gays.
    – Contra a opressão politicamente correta.
    – Contra o abortismo, não a favor de mudança na lei.
    – Contra as feminazis, a favor das mulheres.
    – Pela liberdade religiosa e de imprensa (usar Santiago Andrade e demonizar black blocs, MST etc).
    – Contra os mensaleiros (lembrando que mensalão mesmo houve apenas um).
    – Solidariedade à oposição venezuelana.
    – Contra o Foro de SP.
    – Demonizar os Ministros do STF petistas.

    E por aí vai. Nesse meio, incluem-se questões como “menos Estado”. Temas assim jogarão na pauta política temas que foram inventados pela direita ou ainda não ganharam a devida penetração, como “gayzismo”, “feminazis”, “Foro de SP” etc.

    Se é correto não se aprofundar em determinados temas para não afastar certos apoios. também não se pode ser raso sob pena de não despertar paixão nas pessoas e não fazer com que certos temas penetrem no debate público.

    • O problema seria colocar pautas citadas em um dos comentários como:
      – Contra o gayzismo, não contra os gays.
      – Contra o abortismo, não a favor de mudança na lei.
      – Contra as feminazis, a favor das mulheres.
      Seria um trabalho gigantesco discursos como esses não soarem como discursos de “reacionários” ou pior a esquerda capitalizar jogando um rótulo de movimento fascista como sempre fazem.
      Sem contar que essas bandeiras poderiam afastar direitistas mais liberais o que dividiria o movimento. A não ser que fossem deixadas diferenças de lado por todos os direitistas…
      A propósito ouvi falar que o partido ARENA foi supostamente refundado. Se conseguiu autorização junto ao TSE não sei se haveriam candidatos a cargos, como de presidente, com visibilidade para as eleições de 2014.

      • O problema é que os discursos soam reacionários por que são complementados por discursos de proibição.

        Ex. “não queremos casamento gay de jeito algum”, “aborto em nenhuma hipótese”.

        Aí fica fácil pro oponente. O discurso não é inclusivo, tolerante, compassivo, etc.

        Agora, se a proposta é por LIBERDADE PARA TODOS, E DIREITO DE MANUTENÇÃO DE COSTUMES E RESPEITO A COMPORTAMENTOS DIFERENTES (QUE NÃO ATINJAM A PESSOAS DIRETAMENTE), a coisa muda de figura.

  15. Eu gostaria de dar meu humilíssimo pitaco, nesta estória de convocar os militares, já que tenho algum conhecimento do meio: a grande maioria da direita acredita que as FFAA são o último baluarte moral contra a bagunça socialista que se avoluma neste país. Porém, conhecendo intimamente o partido dominante e sua política de aparelhamento do Estado, será que as Forças Armadas ficaram imunes a este processo? A minha desconfiança é que não, nas questões que perturbam nossa sociedade o silêncio das Forças Armadas é patente (a despeito das opiniões proferidas por oficiais generais ou oficiais superiores da reserva em clubes militares). E este silêncio não me parece, infelizmente, fruto de algum resguardo tático para uma possível futura intervenção militar no futuro, e sim uma submissão ao governo. Tal submissão, para mim, deriva ou de coerção simples sobre os comandos militares, ou de chantagem para conseguir certos feitos – como o reaparelhamento das forças, que desde os governos militares (suprema ironia) sempre foi algo negligenciado. Ou, o pior de tudo, devido à conduta carreirista de muitos oficiais generais das forças, que se alinham à alta cúpula do governo para poderem conseguir vantagens pessoais, como a ascensão na carreira militar, em detrimento de outros oficiais mais bem preparados. Para esta última afirmação, dou um exemplo, acontecido em época recente:
    30 de março de 2007. Cerca de 200 controladores de voo militares aquartelados nos CINDACTA’s I e IV cruzaram os braços e recusaram-se a trabalhar devido, segundo eles, ao sucateamento dos equipamentos, má remuneração, carga de trabalho elevada, entre outras coisas, apesar da grande imprensa ter insistido que tudo não passava de um movimento grevista para aumento de salários. De todo modo, uma grave insubordinação com quebra da hierarquia militar e passível de sanções, previstas no código militar. Como tais organizações são estritamente militares, e devido à gravidade da situação, o responsável por transmitir às medidas tomadas pelo Comando da Aeronáutica à sociedade deveria ser, obviamente, o Centro de Comunicações da Aeronáutica, ou até o próprio comandante da força à época, o tenente-brigadeiro Juniti Saito. Porém, para minha surpresa, quem tomou as rédeas nesta missão foi o também tenente-brigadeiro José Carlos Pereira, que era simplesmente o presidente da INFRAERO (!). Para compreender tal fato, é como se o comunicado de importantes decisões de uma empresa fosse delegada, ao invés da alta administração da empresa, à uma empresa terceirizada. A INFRAERO era simplesmente uma estatal vinculada ao Comando da Aeronáutica. Mas, descobri, à boca pequena, que o tal brigadeiro era amigo pessoal de nosso presidente eneadáctilo, inclusive tendo o tal brigadeiro avocado a si o comando da aeronave presidencial nas viagens presidenciais ao exterior.
    O caso do amotinamento teve muitos outros desdobramentos, como a desautorização do governo em punir os controladores amotinados pelo Comando da Aeronáutica, mas quero ressaltar o aspecto acima, em que um amiguinho do rei avocou a si, atropelando seus colegas de farda responsáveis pelo assunto, o que para mim já é um alto indício que o aparelhamento político-partidário do governo do PT já chegou, também, às FFAA (se já chegou ao STF, por que não chegaria por aqui?). Daí, temo que não devemos esperar muito o apoio dos militares para um possível novo golpe contra o comunismo.

  16. Entendi o seu ponto de vista e concordo com ele. Lembro que ano passado teve uma manifestação liderada por Silas Malafaia, acho que era marcha para Jesus, tinha obviamente um caráter conservador, mas na minha opinião eles encontraram um excelente frame “liberdade de expressão” contra o PL 122. Acho interessante que manifestações como estas aconteçam, mas é necessário estudar muito bem a forma de difundir os valores, para não fazer gol contra para os esquerdistas. Lembro do Malafaia dizendo “sou a favor da liberdade de expressão até para me criticarem”, na minha opinião discurso perfeito.
    A esquerda “colou” na direita e principalmente nos conservadores o rótulo de autoritários, existe hoje pessoas fazendo um imenso esforço papa retirar esse rótulo, Rodrigo Constantino é um bom exemplo. Pedir intervenção militar é reforçar esse rótulo e os esquerdistas agradecem.
    Acho que as pessoas em geral costumam fugir de posições muito radicais, por outro lado vejo que muitas vezes grupos ultra radicais de esquerda são usados para que esquerdistas um pouco menos radicais pareçam moderados ou “de centro”. Não sei como a direita poderia tirar proveito dos radicais que clamam pelo militarismo ou mesmo dos libertários radicais, que acabam muitas vezes colaborando com a agenda Gramscista.
    Gostaria também de saber de vc Luciano se na sua opinião figuras como Bolsonaro, Marcos Feliciano e o próprio Malafaia ajudam ou atrapalham?

  17. Concordo com cada palavra sua, Luciano. A direita brasileira, especialmente a ala conservadora, é ridiculamente infantil. A esquerda levou décadas para construir sua hegemonia cultural no Brasil, e agora me vem esses conservadores afoitos e acham que em poucos meses, com uma ou duas passeatas, vão reverter o jogo contra a esquerda, e especialmente contra o PT. Santa ilusão.

    Tem outra. Os militares sempre se mostraram incompetentes na guerra cultural. Não há nada que indique que tenham amadurecido nesse quesito durante todas essas décadas. Olavo de Carvalho já disse várias vezes ter ido às altas instâncias das Forças Armadas, alertar os generais sobre o gramscismo esquerdista, durante décadas, tendo sido sempre desprezado. Um general chegou a revelar para ele que usava como principal fonte de informação, não livros e materiais especializados, mas sim matérias de jornal! Olha o nível de preparo de nossos milicos!

    Olavo de Carvalho já disse que o comunismo no Brasil não é só certo, como inevitável. Concordo com ele. Creio que não teremos tempo suficiente para reverter o jogo a favor da direita antes que o PT implante o seu totalitarismo como Chavez e Maduro fizeram na Venezuela. Teremos que conviver com isso. O que teremos que fazer é ter paciência e, mesmo sob a perseguição totalitária, lutar para derrotar a esquerda na esfera cultural, vacinando os cérebros da galera mais jovem contra as fraudes intelectuais esquerdistas, cada vez mais sofisticadas. Nossa aposta deve ser nas gerações mais novas.

    Abraços e continue com seu ótimo trabalho.

  18. Ainda que reúna meia dúzia de gatos pingados, é preciso mostrar que existe gente que não concorda com O Foro se São Paulo e seus arautos bolivarianos. Poderia-se tirar a parte da “volta dos militares” (que compreendo, dado o estado de anomia em que já vivemos) e trocar por FORA DILMA, FORA LULA, FORA PT!
    Aí muito mais gente compareceria, eu inclusive.

  19. Concordo com o que escreveu, Luciano. Só senti falta de uma visão sobre o desenvolvimento de movimentos sociais de direita. Uma marcha da família atual provavelmente não daria certo e provavelmente até seria capitalizada pela esquerda para atacar a direita, como voce expôs muito bem. Existe, porém, esse aspecto do desenvolvimento de movimentos de direita. Se não houver movimentos de direita por medo da esquerda capitalizar(coisa que a esquerda sempre vai tentar fazer), corremos o risco de entrar em uma ‘espiral do silêncio social’. Acho importante não ter vergonha de ser de direita e de fazer movimentos de direita, por que esses tipo de ataque propagandístico sempre vai ser realizado pela esquerda, e se por um lado movimentos de direita não vão atingir seus objetivos atualmente, pode ser que eles atinjam no futuro se forem feitas manifestações públicas constantes e progressivamente juntar mais gente. Ainda, pode soar meio ridículo no futuro, depois de um movimento bem estabelecido, as tentativas de capitalizar sobre estes movimentos.

    Um exemplo disso podem ser as marchas do orgulho gay. Imagino que inicialmente eram pequenas, tímidas e ridicularizadas. Com o tempo elas foram crescendo, se espalhando e influenciando a cultura, de tal forma que qualquer crítica a ela ou ao comportamento sexual de gays é visto como moralismo homofóbico.

  20. Primeiramente parabéns pelo Blog, apesar de leitor assíduo é meu primeiro comentário. Vale a pena lembrar que para a esquerda obter uma ampla base de apoio cooptou todo o tipo de movimento social (mesmo os antagônicos) , todo do tipo de movimento sindical e mesmo os grandes empresários (mesmo em oposição ao fortalecimento dos sindicatos). Dividir a direita entre liberais e conservadores a enfraquece muito. No meu entender o foco deveria ser o combate ao estatismo (esquerda) subjugando as liberdades individuais por todos aqueles que presam estas liberdades. Isto seria no plano das ideias/cultural. Na prática o foco deve ser o PT em oposição a todo o resto da sociedade , pois isto incluiria muitas forças políticas que apesar de terem interesses próprios ajudariam a freiar o projeto ditatorial do PT.

  21. Acho Consistente o Texto, mas Discordo de alguns pontos.
    Um GENERAL Heleno Eleito Democraticamente para mim, seria por um pé no Paraíso político.
    Com Joaquim Negão Barbosa então, acho que teriam duas EVAS, uma Loira e uma Mulata Linda.

    A Marcha da Família e Liberdade, tem um EXCELENTE nome. É por aí mesmo, concordando que não se deve concentrar protesto em temas polêmicos divisionistas, tipo, Aborto, etc.

    Se o redator Luciano é a Favor da Marcha da Família, então que ESTIMULE mais a participação geral, porque Oposição se faz AOS TRANCOS e BARRANCOS, onde quase tudo é Válido, Menos perder Eleição. Percebo sua consistente observação quanto a Estratégias na guerra política, mas uma principal ao meu ver, é ir para a Rua.

    Nem Aborto, nem maioridade penal, apenas FORA PT.

    Outra boa estratégia é não Jogar o Jogo deles, entrando em Debates Desgastantes. Eles são Fundamentalistas Fajutos mas convincentes. RIDICULARIZÁ-LOS de todas as formas. Charges Fáceis de serem interpretadas, etc. Uma que gostei foi Lula sentado num monte de CoCô, e Dilma em Outro. CoCô Féde só de olhar.

    Te peço LUCIANO, que faltando poucos dias para a Marcha, Patrioticamente INCENTIVE, com seu profundo conhecimento do Marketing Eleitoral.

    Agora é hora da RUA. Devemos chamar o Povão.

    AS Fôrças Armadas, como nos Reinados, sempre estarão com o POVO.

    Obrigado.

  22. Luciano, concordo com você, e acrescento:

    1 – Quem DE FATO está organizando esta marcha? Se for uma armação da esquerda, pode crer que vai ter violência com os black blocs, e uma possível “redenção” destes últimos, tendo em vista que diriam estar lutando contra a instalação de uma ditadura de direita, justificando todos os seus atos de violência.
    2 – Ainda que esteja sendo organizada por conservadores, o simples fato de relembrar a ditadura militar (não esquecer que ainda domina a visão negativa da mesma) irá dar um forte estímulo “moral” àqueles “intelectuais” esquerdistas que estão totalmente perdidos com os acontecimentos recentes, qual sejam, ressurgimento do pensamento de direita, crise na Venezuela, etc. É tudo o que eles querem: jogar a pecha de ditadores em seus adversários.
    3 – Quem seriam os militares que promoveriam a intervenção? Culturalmente, o Brasil ainda sofre a hegemonia da esquerda, ou seja, a cosmovisão, o linguajar, quase tudo está corrompido. Portanto, será que os atuais militares estariam isentos disso? Não esquecendo que, tradicionalmente, as forças armadas são ideologicamente positivistas.
    4 – Qual o papel dos EUA no caso, sendo que a presidência desse país está ocupada por um esquerdista?

    Por tudo isso, entendo ser ridículo e inapropriado pedir intervenção militar. Imagine também como será a repercussão negativa se a marcha não atingir a quantidade de pessoas que a primeira marcha alcançou.

  23. Boa reflexão nesse texto. Acrescento ainda que já é um saco ouvir os conservas encherem o saco com nóias sobre uma Idade Média idealizada e ainda, com um chororô pedindo uma intervenção militar. É só lembrar daquela garota que apareceu na mídia querendo refundar o finado partido da Arena e foi muito mal recebida, inclusive até dentro dos conservadores. Os esquerdistas a utilizaram como bode expiatório para queimar, mais ainda, o filme dos conservas mais nacionalistas. Em vez de se chamar marcha, que tem uma conotação militar e lembra o Golpe de 64, deveriam serem usadas palavras como “passeata” ou “manifestação” contra a dominação esquerdista no Brasil.

    Um exemplo do lado liberal: criamos um grupo intitulado “MAV-LIB” para desesquerdizar postagens nas redes sociais e ainda atrair mais pessoas para o movimento liberal. Nos concentramos em debater idéias e derrubar mitos da esquerda. Quando aparece um tópico a ser “desesquerdizado”, alguém posta no grupo convocando os demais integrantes para apoiar e debater. A iniciativa surgiu quando vários liberais pediram ajuda (nos grupos e páginas liberais) para desesquerdizar comentários e enquetes de vários órgãos esquerdista como a Carta Capital. A paulada foi tão grande que a Carta Capetista bloqueou vários de nós na fan page dela e ainda fizeram uma reportagem chorando que estavam sendo atacados, pasmem, pela “direita organizada”. Luciano, você seria muito bem-vindo no nosso MAV liberal. Se quiser, posso adicioná-lo no grupo. Valeu.

    • Caro Emerson

      CORREÇÃO.

      Pelo que se sabe, através dos historiadores ainda sérios no Brasil, em 1964 NÃO HOUVE um GOLPE, mas SIM!!!, um CONTRA GOLPE!!!

      Abs.

    • Toda e qualquer reação que não implique necessariamente o uso de força militar é mera especulação retórica, e desprovida de qualquer possibilidade de sucesso na retomada do controle do país. Principalmente agora com o Poder Judiciário em franco derretimento.

      Lembre-se que o governo-PT está construindo seu exército particular (seu próprio militarismo), justamente por pura necessidade PRÁTICA de TOMADA do PODER.

      Podemos até não gostar de militares, mas no atual estágio de evolução da raça humana, o militarismo É, SIM!, um INSTRUMENTO NECESSÁRIO.

      QUEIRAMOS ou NÃO.


      You may say I am a dreamer, but I am not the only one.
      I hope some day you’ll join us, and the world will be as one.

      “EM CASA QUE FALTA PÃO, TODOS BRIGAM, E NINGUÉM TEM RAZÃO.”

      • Jack,

        Entendo sua opinião, mas ela é idealista demais e pouco realista, na verdade todo discurso dizendo “temos que ter intervenção militar” é propaganda petista. Sei que não é sua intenção, mas esse é o resultado.

        Abs,

        LH

      • Luciano.

        Não é idealismo, mas sim, pragmatismo, embora eu admito ser um pouco idealista, e até concordo com sua observação sobre o discuso ser idealista e pouco realista. Mas na verdade esse discurso advém de outros mares bravios:

        1.) Todo poder político é respaldado por um poder militar subjacente.

        2.) No atual estado desastroso de aparelhamento total de nossas instituições, não temos mais para onde correr, e desse modo é necessário um poderio militar para retomar o País, o Estado de Direito e a Democracia.

        3.) A via jurídica já se mostra ineficaz, pois o Poder Judiciário JÃ ERA, e o Estado de Direito já foi acintosamente estuprado.

        4.) Lembremo-nos que a esquerdalha psicopática está montando seu exército denominado Força de Segurança Nacional, a la Venezuela de Chávez.

        5.) Palavras não pararam Lenin.
        6.) Palavras não pararam Stalim.
        7.) Palavras não pararam Hitler.
        8.) Palavras não pararam Mao.
        9.) Palavras não pararam Fidel.

        PALAVRAS NÃO IRÃO PARAR o Foro de São Paulo.

        Eu acredito que ainda existam militares conscientes e honrados, que estão apenas esperando a DICA e SUPORTE da POPULAÇÃO para agirem legitima e corretamente no melhor interesse da Nação Brasileira. E eles necessitam dessa DICA e SUPORTE porque não podem se expor a mais um desgaste institucional, analogamente ao ocorrido em 1964.

        No texto abaixo o Gen. Paulo Chagas dá um toque sutil.

        Por favor leia, e diga-me sua opinião a esse respeito.

        Forte abraço.

        Publicado no site http://averdadesufocada.com

        02/03/14 – Na causa da democracia, quem está dispensado?

        Autor: Gen Bda Paulo Chagas
        Caros amigos

        A debacle da Suprema Corte, desmoralizada por arranjos tortuosos que transformaram criminosos em vítimas da própria justiça, compromete a crença dos brasileiros nas instituições republicanas e se soma às muitas razões que fazem com que, com frequência e veemência cada vez maior, os Generais sejam instados a intervir na vida nacional para dar outro rumo ao movimento que, cristalinamente, está comprometendo o futuro do Brasil.

        Os militares em reserva se têm somados aos civis que enxergam em uma atitude das Forças Armadas a tábua da salvação para a Pátria ameaçada, quando não são eles próprios os alvos do clamor daqueles que já identificam nas imagens dramáticas da capital venezuelana a cor fúnebre do nosso destino.

        Ao exercerem seu direito legal de opinar e criticar, os militares da reserva diferem entre si na forma, na intensidade e na oportunidade de uma eventual intervenção militar que venha a dissuadir as pretensões mais ousadas dos dissimulados adeptos da versão “bolivariana” do comunismo de sempre, todavia, são coincidentes e uníssonos no rebatimento de acusações mentirosas que, divulgadas de forma criminosa, visam a criar na sociedade o receio de ter os militares como fiadores da democracia.

        Entre os civis esclarecidos é fácil perceber a confiança no discernimento e no patriotismo dos soldados. Todos querem que os Generais “façam alguma coisa”, mas, ainda são poucos os que se dispõem a fazer o que está ao seu alcance. Poucos são os que adotam atitudes concretas e manifestam-se pública, individual e coletivamente, em defesa dos governos militares, escrevendo para os jornais ou protestando contra a hipocrisia e as más intensões das “comissões da verdade”.

        No momento atual, a causa da democracia não dispensa o concurso de ninguém. Seria portanto uma importante contribuição se todos os civis que têm as Forças Armadas como última razão da liberdade e a garantia dos fundamentos constitucionais pusessem suas opiniões a público, em artigos, manifestações, textos, “cartas do leitor” e outros recursos do gênero e não apenas em comentários restritos à leitura dos poucos profissionais da mídia que ainda ousam remar contra a correnteza ou dos escribas de mídias sociais que, mesmo comprometidos com a causa, têm apenas seu limitado e débil sopro para tentar enfunar as velas da embarcação.

        A opinião pública está dispersa, contudo não é difícil identificar o que rejeita. Também não é fácil definir com quem está e o que quer. Falta-lhe um “norte confiável”. As pessoas de bem, informadas, estão com medo do futuro, acuadas até para reagir e para manifestarem-se pacificamente. Não basta, portanto, pedir uma atitude dos militares, é preciso que os civis esclarecidos e convencidos do perigo ostentem massivamente suas posições e opiniões e que contribuam para magnetizar a agulha que definirá o novo rumo a ser tomado.

        As “Marchas da Família com Deus Pela Liberdade”, programadas para o mês que inicia, são um bom começo para esta soma de esforços e para reafirmar o que, há cinquenta anos, fez com que o Brasil fosse visto e admirado como a “Nação que salvou a si própria”!

  24. Parabéns, Luciano, isso é algo que sempre percebi também. Sou homossexual e a quantidade de homossexuais defensores do livre mercado é muito maior do que pensam. Infelizmente a integração destes com o movimento direitista é quase inexistente pois basta defender o casamento gay para ser chamado de comunista. Desta maneira a direita se isola e isso até facilita o discurso esquerdista, sendo eles os defensores da liberdade e os direitistas do autoritarismo. Até mesmo páginas como Libertários e Estudantes Pela Liberdade vez ou outra são chamadas de esquerdistas pelo simples fato de não serem conservadoras, assim fica complicado ir pra frente. Quanto aos que pedem a volta do regime militar, é propaganda descarada para a esquerda se aproveitar, está certíssimo o que você falou.

  25. Aprendo muito com o Luciano, sempre, mas confesso que no artigo de hoje fiquei meio sem uma grande certeza de que as táticas apregoadas sejam adequadas contra o projeto de dominação do país pela esquerda, dado o grau de contaminação a que chegamos.

    Há em A Verdade Sufocada um artigo do General Paulo Chagas em que ele declara: “No momento atual, a causa da democracia não dispensa o concurso de ninguém. Seria portanto uma importante contribuição se todos os civis que têm as Forças Armadas como última razão da liberdade e a garantia dos fundamentos constitucionais pusessem suas opiniões a público, em artigos, manifestações, textos, “cartas do leitor” e outros recursos do gênero e não apenas em comentários restritos à leitura dos poucos profissionais da mídia que ainda ousam remar contra a correnteza ou dos escribas de mídias sociais que, mesmo comprometidos com a causa, têm apenas seu limitado e débil sopro para tentar enfunar as velas da embarcação.” Quem quiser pode ler na íntegra: http://tinyurl.com/nw6tqx8

    Minha sensação, e creio que também de muitos outros, é que, depois da rendição do Judiciário ao esquema petista, estamos completamente à deriva. Não existem mais Instituições, apenas uma onipotente máquina governamental. Pretender que a revolução cultural alcance os milhões de eleitores analfabetos cabrestados, reverter o quadro doutrinário disseminado entre todas as minorias beneficiárias do apartheid socializante implantado pela esquerda, parecem coisas tão distantes quanto improváveis, mesmo com a celeridade dos atuais meios de comunicação. Penso que é Necessária e Urgente uma mobilização física da população e essa marcha pode ser o estopim para a recuperação da coragem e para o rompimento da letargia geral. Não se trata simplesmente de editar uma reprise do golpe militar de 64, mas de exigir junto com os guardiães da nação o fim do arbítrio e o retorno da legalidade e das garantias constitucionais. Estamos desarmados e à mercê de uma malta de sanguinários movidos pelo ódio aos contrários e dispostos a tudo a consolidação da sua tirania; mais do que o diálogo e a razão precisamos urgentemente de um braço forte.

    • Concordo com estes pontos.
      Acredito que um rompimento da espiral do silêncio pressupõe a possibilidade de se defender abertamente a justeza do movimento cívico-militar de 64.
      É preciso esclarecer que aquilo foi um período de exceção em reação a um inimigo, e que Ditadura mesmo é o Socialismo.

      Não é possível pensar em romper a hegemonia do discurso esquerdista se nos pautarmos pelo que eles vão dizer sobre ‘defendermos a ditadura’.

      Nesse sentido, acho justíssimo manifestar apoio e declarar que contamos com a proteção das FFAA frente à ameaça física concreta representada por MST e congêneres.

      • Edelberto, veja o que você disse: “acho justíssimo manifestar apoio e declarar que contamos com a proteção das FFAA “.

        Você ainda está buscando uma justificação MORAL para esse apoio (e, em determinadas circunstancias, eu concordaria com você), quando temos que julgar O RESULTADO POLÍTICO deste discurso.

        Abs,

        LH

      • Ora, mas se é moral e legítima a defesa do povo pelas FFAA contra a hostilidade de qualquer insurgência ou guerrilha (e aí se encaixam MST, FNL, LCP, etc), de que forma o resultado político deste discurso poderia ser negativo??

        A não ser que estejamos nos pautando pelo discurso esquerdista, que dirá se tratar de movimentos populares justos, e portanto a razão é deles contra a opressão do Estado burguês! Não podemos tolerar isso!

      • “de que forma o resultado político deste discurso poderia ser negativo??”

        Se eu fosse de esquerda, diria que você reconheceu em público
        – não acreditar na democracia
        – apoiar golpe

        Acho que ficou claro de que forma o resultado político deste discurso pode ser negativo, não?

      • Negativo Luciano! As FFAA estão aí para DEFENDER A DEMOCRACIA! Defender o país da agressão de um grupo insurgente ou terrorista que vem agredir princípios constitucionais básicos, é defender a Democracia!

        Porque você associa militares a ditadura?? Eu associo socialistas a ditaduras!

        Militares podem usar a força das armas para manter a ordem social, defender o país de grupos hostis à Democracia e salvaguardar a Constituição e a Ordem democrática. Militares não defendem o país obrigatoriamente assumindo o Governo e implantando ditaduras.

  26. Acho complicado as forças armadas serem capazes de fazer alguma coisa no atual cenário, a final se a questão da dita “terrível ditadura militar” está em jogo, a esquerda será capaz de capitalizar em cima disso. Nossos soldados se tornarão opressores (inimigos da democracia) e a esquerdalha se promoverá como defensores dos fracos e oprimidos – afinal a maior parte da mídia dará suporte a este embuste – e talvez peçam ajuda dos heróis militares cubanos como já vem acontecendo na Venezuela, isso pra não falar de China, Coreia do Norte e Russia. Honestamente acho sensato que as forças armadas não se manifestem ainda enquanto podemos seguramente travar essa luta no âmbito cultural.
    Ademais essa marcha pela família não afeta em nada nossos adversários, são como criancinhas esperneando porque um mulecão lhes tomou um pirulito. Concordo com o Luciano, onde os valores em questão não devem ser os nossos e sim os dos inimigos, valores duvidosos e sobretudo anti sociais, nesse contexto seria perfeitamente possível a união de toda a direita. Um ataque contundente e que poderia até mesmo alavancar a popularidade de possíveis candidatos políticos de direita.

  27. Concordo com a análise. A esquerda no Brasil se fortaleceu no vitimismo da ditadura militar, tudo que é preciso agora para a hegemonia do pensamento esquerdista se consolidar ferozmente e determinar uma “intervenção pela democracia” seria uma tentativa, mesmo que frustrada e patética, de intervenção militar. Seria jogar gasolina no discurso da esquerda e inflamar a população toda contra um “golpe na democracia”. Seria a justificativa perfeita para endurecer contra a “direita fascista” e justificaria toda sorte de medidas repressivas do governo petista. Temos que ganhar essa guerra mostrando que a direita não é um monstro fascista, pelo contrário, a direita acredita no indivíduo como senhor das suas decisões, e a esquerda, em oposição, não acredita no homem, a esquerda crê que o homem é ruim por natureza e a única solução seria um estado totalitário capaz de conter a fúria inerente à condição humana. O caminho para derrotar a esquerda é mostrar o quanto seus argumentos são fracos e destrutivos.

  28. Discordo bastante do texto, mas também sou contra pedir intervenção militar!

    Enfim, se há conservadores que não querem agregar à sua marcha causas que vão contra seus valores, ninguém pode obrigá-los. Então, mesmo discordando da padronização da direita feita pelos conservadores, os liberais e libertários deveriam olhar para o lado bom da coisa (disposição dos conservadores em ir para rua) e apoiá-los.

    Para isso, cito a sua própria observação sobre Gramsci: “Gramsci entendeu que não precisava nem sequer que todos aqueles ao seu lado se interessassem pelo marxismo original. Bastaria que estivessem contra “o capitalismo opressor”, e usassem qualquer configuração de conflitos e luta contra os valores ocidentais que já estaria valendo.”

    Portanto, se os liberais e libertários estão preocupados com a imagem conservadora que os religiosos irão transmitir da direita, então que saiam às ruas também para mostrar que a direita não é apenas conservadora, mas também liberal e libertária, ora!

    Ao invés de criticarem a Marcha da Família, que os liberais e libertários peguem o embalo e também saiam às ruas, “completando” aquilo que ficou faltando na marcha dos conservadores.

    Acho que seria muito mais produtivo do que apenas criticar e desestimular um movimento que já está disposto a ir para rua.

    Cada um faz do seu jeito! Poderiam até marcar um dia para juntar todos.

  29. Caro Luciano Ayan.

    Por favor, caso você ainda não tenha visto, então assista ao vídeo abaixo: um desabafo do ministro do STF Sr. Joaquim Brabosa.

    Estou te pedindo este favor porque a nossa ÚLTIMA INSTÂNCIA, para uma reação cívica e civilizada, que é o Poder Judiciário, esta (instância) já está comprometida.

    Estamos, a partir de agora, por NOSSA PRÓPRIA CONTA e RISCO.

    Eu entendo e compreendo suas críticas e divergências contra a “Marcha da Família” e o “Retorno dos Militares”.

    Porém, caro Luciano, as críticas e divergências não podem ser caracterizadas como AÇÕES positivas para solucionar um PROBLEMA CABULOSO, mas apenas podem ser úteis (as críticas) para esclarecer ALGUNS PONTOS, jamais TODOS os PONTOS do PROBLEMA.

    O conhecimento da VERDADE raramente é prazeiroso, porém NECESSÁRIO e FUNDAMENTAL.

    O Brasil está em STATUS de GUERRA CULTURAL e QUASE POLÍTICO-MILITAR.

    Eu respeito e valorizo suas críticas nessa temática, meu caro Luciano, mas ainda não tive o privilégio, como seu leitor, de receber de você uma PROPOSTA EFETIVA de SOLUÇÃO. Eu sei que as soluções, para casos como o nosso no Brasil, são difíceis, mas PROPOSTAS EFETIVAS de SOLUÇÃO TAMBÉM podem ser entendidas como CRÍTICAS SUBSTANTIVAMENTE MELHORES.

    Mas!!! Como Cidadão Brasileiro (sim! com “C” e “B” maiúsculos) eu te pergunto, meu caro Luciano:

    VOCÊ TRAZ A SOLUÇÃO ou FAZ PARTE DO PROBLEMA ???

    Assista ao vídeo, por favor!

    http://www.youtube.com/watch?v=_sZRjcB5RrE

    Forte abraço.

    • Caro Luciano.

      Desculpe-me pela pergunta ao final do post comment anterior, pois, caso possa parecer, não foi, de fato, minha intenção fazer, de algum modo, uma grosseria.

      Mas com o Poder Judiciário COMPROMETIDO e INSTRUMENTALIZADO, que outras possibilidades teremos nós Cidadãos Brasileiros de RESGATAR nossas LIBERDADES ???

      Está ficando CLARO que agora, sem a Justiça ao nosso lado, somente nos resta a TRISTE OPÇÃO de GUERRA CIVIL.

      DEVEMOS INICIAR URGENTEMENTE OS GRUPOS e REUNIÕES de TODOS os CIDADÃOS HONESTOS, para DELIBERAÇÕES de AÇÕES EFETIVAS.

      Nada de reuniões virtuais. mas SIM! reuniões PESSOAIS, REAIS e em TEMPO REAL.

      Assista a esse outro vídeo do Dr. Carlos Reis, no qual ele fornece uma possível SOLUÇÃO.

      https://www.youtube.com/watch?v=9uYombqr1wQ

      Forte abraço.


    • http://averdadesufocada.com/index.php/textos-de-terceiros-site-34/10300-030314-a-crescente-mare-vermelha-que-ameaca-cobrir-o-brasil

      03/03/14 – A CRESCENTE MARÉ VERMELHA QUE AMEAÇA COBRIR O BRASIL

      VAlte(Ref) Sergio Tasso Vásquez de Aquino
      Da Academia Brasileira de Defesa e do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil

      Diante da anestesia quase bovina das massas, de propósito mantidas ignorantes, desinformadas e com baixos índices de educação e saúde pelos desígnios dos péssimos governos federais que se vêm sucedendo desde 1990, e deslumbradas pelo “pão e circo” alienante por eles servido; da pervertida e diuturna desinformação despejada pela maioria da mídia e da cátedra, orientada por malévolos propósitos ideológicos de “revolução”ou por ignóbeis interesses subalternos por pecúnia; da miopia oportunista e suicida de amplos setores da elite civil, mormente os empresariais, que fecham os olhos aos avisos da tempestade que se aproxima e se curvam às facilidades e vantagens fornecidas pela irrestrita adesão aos desgovernos de turno; da inexistente oposição, basicamente do PSDB, que, à testa seu Kerensky (FHC), repete a atuação dos menchevistas que propiciaram o acesso dos bolchevistas ao poder, na transição da Rússia tsarista para a União Soviética; dos inéditos conformismo e passividade, em face da nossa altiva História, dos comandos militares que se sucedem, vai o querido, portentoso e maravilhoso Brasil, objeto da nossa paixão e da nossa devoção mais profundas, sendo inapelavelmente empurrado para o trágico, cruel, inaceitável destino de transformar-se em gigantesca Cuba. Que o Senhor Deus da Misericórdia nos salve da concretização de tal demoníaco projeto, tão diligentemente operacionalizado pelos servos do mal que, no governo, tomaram conta da direção dos destinos da Pátria e manipulam o Poder Nacional a seu favor.

      Para combater eficazmente os comunistas, é preciso conhecer sua maneira destorcida de pensar. O PT é um partido revolucionário marxista-leninista-maoista-castrista-trotzkysta-anarquista, de acordo com as diversas facções que o constituem. O fracasso que tem demonstrado no governo, no sentido de desenvolver e fortalecer o Brasil, nos períodos Lula e Dilma, é justamente seu sucesso, pois a ideologia vermelha orienta-se pelo princípio de “quanto pior, melhor”. A miséria, a ignorância, a injustiça generalizadas, os conflitos de classe e por motivo” racial” e todos os tipos de divisão e fragmentação da sociedade, a descrença e a desesperança a dominar a população são o caldo de cultura da destruição em marcha, as sempre buscadas “condições objetivas” favoráveis à implantação do jugo comunista.

      O sucateamento das escolas de todos os níveis, dos hospitais, centros e unidades de saúde, da infraestrutura de transporte marítimo, fluvial, lacustre, aéreo, ferroviário e rodoviário, de energia e de comunicações; o pouco caso devotado a ciência, tecnologia, cultura e saber; a insegurança pública fomentada e estimulada nas cidades e no campo; o incentivo às divisões e aos conflitos de classe, étnicos, regionais, de toda forma, enfim; a destruição da base ética e moral da população, pelo uso intensivo dos meios de comunicação social para difusão ampla de perversões, taras, conflitos de gerações, liberação sexual e do uso de drogas e demais substâncias prejudiciais à saúde; a dilapidação e o desvio dos recursos públicos em ambiente de inaceitáveis corrupção e impunidade são notáveis e comemorados e cultuados “avanços” no caminho da destruição de tudo de bom que logramos construir e da submissão e da escravização do País à não tão “nova ordem ” vermelha, de dolorosa e triste memória para os sofridos povos que dela conseguiram, a duras penas e com muito sangue derramado, finalmente libertar-se.

      As sucessivas e continuadas manifestações públicas de servis afagos a Fidel Castro por Lula da Silva e Dilma Rousseff, enquanto presidentes do Brasil; as repetidas visitas de beija-mão e de busca de orientação de conspícuos petistas e assemelhados de credo aos tiranos do Caribe, Raul e Fidel; a entrega sem qualquer reação, de Lula a Evo Morales, da bilionária refinaria da Petrobrás construída com dinheiro do Brasil em solo boliviano, depois de invadida por tropas armadas daquele país; os sucessivos perdões de dívidas milionárias, contraídas por tiranetes africanos com nosso país, por usurpada, indevida e surpreendentemente não contestada “magnanimidade” lulodílmica; os bilionários empréstimos de pai-para-filho, com recursos do BNDES, brasileiro, para construção do porto de Mariel e do aeroporto de Havana, Cuba e do metrô de Caracas, Venezuela, países governados por “companheiros e camaradas” de inclinação e projetos políticos afins, quando portos, aeroportos e sistemas de transporte de massa estão em frangalhos e impondo grandes sofrimentos ao povo, por sua desfunção, má conservação e obsolescência, em nossa terra; a importação de milhares de médicos cubanos, tratados pelo próprio governo como escravos modernos, em operação triplicemente favorável aos desígnios vermelhos (financiar com bilhões de dólares o combalido sistema cubano, dar uma resposta demagógica aos clamores do nosso povo por melhor assistência médica e, eventualmente, infiltrar agentes subversivos no País, para ajudar a fomentar a “revolução”, já que distribuídos por todos os quadrantes e, majoritariamente, no interior do Brasil); a amistosa recepção no Palácio do Planalto, pela presidente, aos baderneiros desocupados do MST, que querem incendiar os campos e, pouco antes, haviam tentado invadir a sede do governo, com violência que provocou ferimentos nos policiais que o guardavam, bem mostram onde estão os corações e o afeto mais íntimo dessa gente que, infelizmente, tomou conta das rédeas no Brasil e cujo projeto dourado é realizar o seu sonho – para os bons brasileiros, pesadelo – de fazer de nosso bendito País mais um morto-vivo “paraíso socialista”!

      Quando se pensava que todas as consciências estavam adormecidas e dominadas, eis que surgiu um fato novo, impactante, na realidade brasileira: a parcela boa e esclarecida do povo despertou do letargo e, de forma espontânea, invadiu e tomou as ruas e praças das cidades, cansada de ser explorada, desconsiderada em seus anseios mais elementares de cidadania, envolvida pela propaganda governamental mentirosa que diuturnamente alardeava, e alardeia, pelos custosos e amplíssimos meios de comunicação ao seu dispor, uma realidade nacional virtual completamente oposta à tristemente real, e de ver bilhões e bilhões de reais irem para a sarjeta, em suntuosas e faraônicas construções de estádios e obras complementares, sob as exigências impertinentes da FIFA, uma máfia internacional que domina o mais popular e difundido esporte do mundo. Enquanto isso, não havia e não há recursos para reconstruir dos escombros escolas, hospitais, estradas, ferrovias, portos, aeroportos… Em marchas pacíficas, das quais participavam famílias completas, idosos, adultos, jovens, crianças, homens e mulheres, exigiam-se mudanças drásticas na administração do Brasil, com menos demagogia, mentiras, desperdícios e corrupção e o enfrentamento firme das degradantes e degradadas situações vividas pelos cidadãos, na busca diária de atendimento aos anseios mais comezinhos de viver com dignidade. Tornaram-se palavras de ordem das multidões e motivos dos cartazes que portavam: “Queremos escolas (hospitais, trens ônibus, metrô, estradas…) padrão FIFA”, “Fora com os corruptos”,”Mensaleiros na cadeia”,etc.

      Eis que, nada mais que de repente, surgem em cena os arremedos brasileiros de “black- blocs”, vândalos arruaceiros treinados em técnicas e táticas de guerrilha urbana, de ampla expressão geográfica, nunca antes vista no Brasil, já que passaram a agir em todas as cidades em que ocorriam manifestações, de forma idêntica, uníssona, certamente porque obedientes a comando comum, único. Normalmente fantasiados de preto e mascarados, para dificultar a identificação, infiltraram-se nas passeatas até então ordeiras, e passaram a destruir com fúria selvagem o patrimônio público e privado, utilizando-se de tudo o que houvesse à mão e servisse para romper, quebrar, e mais os temidos, perigosos e eficazes coquetéis “molotov”, provocadores de incêndios em edifícios e veículos, entre eles, os tão necessários ônibus, como se tornou macabra rotina em nossa terra… Os alvos principais de sua ação foram as forças policiais, os prédios públicos e agências bancárias, lojas variadas do comércio e revendedoras de automóveis, símbolos capitalistas, por isso escolhidos para a torpe sanha destruidora daqueles que, também assim, revelavam claramente sua orientação e seu fanatismo vermelho.

      No primeiro momento, as forças policiais, como era de sua função e do seu dever, tentaram duramente reprimir a baderna. Logo em seguida, provavelmente por ordem dos governos “populares”, temerosos dos ataques em defesa dos marginais, que pululavam na mídia engajada e, possivelmente, em obediência a maquinações urdidas nas sombras, recuaram e se deixaram ficar, inativas e inertes, assistindo à livre ação predatória dos bandidos fantasiados. As cenas dantescas repetiam-se diante da Nação, que se perguntava, atônita, por que permitir tanta barbaridade, com milhões e milhões de reais em patrimônio sendo reduzidos a cinzas/escombros, vivendo na pele o aumento vertiginoso das sensações de insegurança e da inexorabilidade do primado da impunidade.

      As consequências imediatas da brutalidade desenfreada dos tresloucados vilões urbanos foram o esvaziamento das passeatas, porque as famílias passaram a temer os resultados de tal participação na integridade dos seus membros, a paulatina queda do apoio popular a qualquer manifestação de massa, pela certeza de que seriam desvirtuadas pela violência, a volta generalizada à apatia popular anterior ao levante de consciência de junho/julho de 2013. Quem foi o grande beneficiado? O governo federal e seus aliados, que já se sentiam acuados e obrigados a mudar de rumos: o gigante adormecido parecia ter despertado do sono profundo…mas, depois de um urro assustador, voltou ao berço esplêndido!

      As averiguações e investigações policiais e do Ministério Público prosseguem. Já se tem a convicção de que os chamados “black-blocs” foram recrutados e receberam pagamento para agir. Há indícios fortes de participação externa no treinamento e no comando da mazorca: FARC-Fuerzas Armadas Revolucionárias de Colombia? DGI – Dirección General de Inteligencia, de Cuba?

      Gilberto Carvalho, membro destacado do PT e funcionário de primeiro escalão do Palácio do Planalto desde o primeiro período Lula, havia claramente declarado: “Em 2013, o bicho vai pegar!” A maré vermelha está subindo firme e continuamente, e ameaça cobrir o Brasil e afogar nossas esperanças mais caras!

      O bicho pegou, e continua pegando. É assustador ver o quão naturalmente o governo federal assume e realiza seu projeto político de radical guinada do Brasil à esquerda, auxiliado por uma estrutura de Estado e empresas públicas tomada por dezenas de milhares de petistas, um congresso aliado a qualquer preço e a qualquer custo e corrupto em sua maioria e por um judiciário cada vez mais aparelhado por membros, correligionários e amigos do PT…

      Despertai, filhos diletos do Brasil, tementes a Deus e amantes da Pátria livre, de livres irmãos!

      O momento que vivemos é sumamente grave e exige a dedicação, a bravura, a coragem e o decidido empenho de todos os corações que refletem e guardam com amor nossa bela Bandeira verde-amarela-azul-e-branca! Somos a guarda altaneira do Brasil Soberano, Democrático, Senhor dos Seus Destinos e com Justiça para Todos, dentro do Primado do Direito. Não podemos fraquejar!

      TUDO PELA PÁTRIA!
      Rio de Janeiro, RJ, 26 de fevereiro de 2014.

  30. Luciano Ayan,

    Acho que, além de superestimar o poder do PT atualmente, você está entendendo errado a proposta da Marcha da Família.

    Antes de tudo, vale lembrar que a original, de 1964, também tinha apoio dos liberais. E a deste ano também deve tê-lo. A Marcha de 2014 coloca a palavra democracia em suas intenções, assim como há 50 anos – como se vê no próprio título completo da manifestação: “A Marcha da Família com Deus pela LIBERDADE CONTRA O COMUNISMO”. A Marcha pode trazer mais adeptos isentos para a direita, sendo a oportunidade para colocar uma militância nas ruas – algo necessário. Ao contrário do que você imagina, o PT não tem mais nada para citar ou usar como propaganda do partido e do governo – o povo simplesmente não engole mais. Converse com petistas que atuam ou já atuaram próximos ao governo. Enquanto cresce a repressão, a popularidade diminui a cada dia.

    Outro fato importante que você desconsidera é a própria população brasileira, que, como falei, é isenta no jogo político (apesar de ser em sua grande maioria conservadora) e não reconhece a briga como Direita X Esquerda. Sabe apenas que como está não deve ficar. Citar os Militares, instituição na qual os brasileiros demonstram total confiança, segundo pesquisas (não estou a fim de buscar fontes), como possíveis governantes, poderia fazer a população entender que realmente é melhor os militares no poder do que os políticos atuais.

    Não se fala em momento algum de ditadura, mas sim de Intervenção. Caso viesse uma Ditadura Militar, algo muito difícil de ocorrer, mesmo assim a direita poderia sair fortalecida, tendo inevitavelmente a hegemonia cultural futura. A esquerda não consegue mais se renovar, apesar do poder midiático que possui. A direita, pelo contrário, é o discurso diferente. É o discurso à favor do armamento, é o discurso à favor do império das leis, é também à favor da diminuição de impostos, entre outras pautas que o povo brasileiro não vê representadas nos debates políticos.

    Concordo quando você diz que a Intervenção Militar é difícil de ocorrer. Mas, da mesma forma, a manifestação é válida para colocar em debate as pautas que citei anteriormente. Como benefício, mais líderes políticos surgiriam, uma militância se sentiria encorajada para ir às ruas e o PT seria desmascarado perante a opinião pública, coisa que tenta a muito custo impedir na imprensa tradicional.

    Ser contrário à uma manifestação por motivos menores que a real intenção é ser contrário também ao crescimento de um movimento opositor nas ruas. Sou favorável a Marcha, por mais que a Intervenção Militar venha ou não.

  31. Se um gênio surgisse na minha frente e me concedesse três desejos, um deles seria a criação de uma DIREITA forte no Brasil, representativa e com poder político. E um direita sem aliança com liberais. Eu tenho medo do caminho que os liberais vêm tomando, um caminho que cada vez mais se emaranha no extremismo. Nutro a mesma ojeriza por estas besteiras de anarcocapitalismo do que o que guardo para o comunismo. Penso no livre mercado como plataforma mas NUNCA, sob hipótese nenhuma, como o arbitro em uma sociedade. São “dois” toques para legitimar barbárie se assim os humores do mercado desejarem. Cada vez mais damos um tiro no pé dissolvendo a inestimável herança judaica e católica nas nossas civilizações ocidentais. Infelizmente, os “novos” liberais também assim desejam, com este ateísmo militante retardado e esta “religiosidade” emprestada ao deus mercado. Eu sei que a união faz a força e somos todos minorias mas eu creio que, cada vez mais, há uma cisão de princípios e de ideias entre direitistas e liberais. Se os anarquistas burros brasileiros se juntam com a esquerda contra os “reaças” imaginários (sem saber que, dado um golpe, eles vão para o paredão também), acho que quem é de direita deve incentivar o conhecimento sobre a direita e não fazer essa suruba de liberalismo e conservadorismo.

  32. Achei o texto muito bem escrito, mas durante a leitura acho que não percebi onde está a solução, já que o STF está dominado, a próxima eleição com as urnas maravilhosas que temos, é provável que Dilma vença e tudo o que o PT precisa é de mais um ou dois mandatos pra acabar de implantar o sistema desgraçado de escravidão no Brasil… Se você tem alguma solução que seja rápida e eficiente, por favor, me aponte. Grata.

      • Luciano,você acha que os esquerdistas não hesitarão em eliminar qualquer elemento que se oponha a eles depois que tiverem implantado o seu regime,ainda que essa oposição seja meramente cultural? Afinal, essa estratégia foi criada por eles. Você acha que permitirão que algum opositor tenha a mínima chance de ter voz e formar uma militância contra eles nos próximos anos, ou o mais fácil será sufocá-los antes que tenham a mais ínfima oportunidade?

  33. Só para constar, já há uma tal de Marcha Antifascista marcada para o mesmo dia. Como podem ver pela imagem de capa, é algo anarcossocialista (bandeira preta e vermelha com as cores divididas por uma faixa diagonal), organizado por uma tal de Ação Antifascista Brasil e quem vir a página da tal entidade verá que eles só estão convocando grupos dos quais eles querem o maior número possível de inocentes úteis (índios, moradores de periferia, muçulmanos e outros) para fazer uma passeata que em tese sairá da Sé e irá até a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (que fica em frente ao Ibirapuera) em horário exatamente igual ao da Marcha da Família e Intervenção Militar, cujo lugar programado é a Praça da República (que vem sendo alvo sistemático de black blocs neste ano).
    A coisa aqui começou a ficar preocupante e cai em algo que venho comentando há tempos por aqui, que é o lance de os marxistas-humanistas-neoateístas comuns acabarem criando um tal movimento antifa que na prática seria nosso equivalente aos skinheads, com a diferença de “fascista” ser na prática qualquer coisa que um MHN desejar que o seja, significando aí que qualquer um poderia ser tido como tal e, portanto, podendo gerar violência indiscriminada. E aqui poderíamos considerar como uma possível transmutação dos black blocs e “transferência de ativos” para outra “firma”, uma vez que os encapuzados estão altamente desmoralizados depois da morte do cinegrafista da Bandeirantes. Aliás, sugiro ao Luciano que um dia faça comentário sobre essa ação comum de “transferência de ativos” que MHNs fazem quando um movimento está por baixo. A tal página da Ação Antifascista existe desde agosto do ano passado e pode ser que ganhe força a partir de agora, podendo considerar a tal Marcha Antifascista como seu “IPO”.

    Lembrando dos padrões de ações dos black blocs (em tese tão anarquistas quanto a tal Ação Antifascista), temos de considerar o risco de eles mudarem o trajeto programado para ir até a Praça da República (que não é tão longe assim da Sé), uma vez que nos protestos de junho era praxe a organização fazer isso para produzir mais vítimas e assim gerar mais assunto para criticar a polícia (mesmo que naquela época já tivéssemos black blocs soltando rojões na horizontal). Logo, é possível que tenhamos praça de guerra com desvantagem para o pessoal da Marcha da Família se contabilizarmos só o número de pessoas que confirmaram presença: 869, contra 1369 da tal Antifascista. Tudo bem que a Antifascista tem sido mais zoada que a da Família, mas ainda assim é algo a se considerar e se preocupar. Torçamos para que nenhum dos dois eventos dê certo e que reúnam no máximo uma meia dúzia de gatos-pingados (pense aí no fracasso do Toplessaço, cuja única função foi servir de trampolim para a cineasta que fazia parte da organização). Por que digo isso? Pelo fato de podermos ter os seguintes cenários:

    1) Ambos os eventos cheios de gente até um ponto em que se encontram e aí tendo porrada, com o risco de na tal Marcha da Família ter média de idade maior que a da Marcha Antifascista e nessa vermos antifas (que podem ser black blocs transmutados) batendo em velhinhos);

    2) Marcha Antifascista com bem mais gente que a da Família e aí os antifas aproveitarem sua vantagem numérica para fazer em maior escala o que MHNs desorganizados fizeram com o pessoal do Instituto Plínio Correia de Oliveira em Curitiba;

    3) Marcha da Família com bem mais gente que a Antifascista e aí poder haver ataques isolados dos antifas ou mesmo esses caras, conhecendo táticas, promoverem estouro da boiada para morrer gente pisoteada e depois dizer que “é isso que a direita faz”;

    4) Possibilidade de haver “white blocs casca grossa” na Marcha da Família e também termos enfrentamentos contra os black blocs.

    Enfim, levantei alguns cenários possíveis, todos eles com desdobramentos pra lá de trágicos. Observe-se que o lance de ser o anti-MHN que o marxismo-humanismo-neoateísmo deseja pode ir muito além do que levantamos aqui.

    • Mas aí no caso dos dois primeiros cenários, não daria para usá-los como forma de capitalização contra a esquerda, expondo a contradição no discurso deles de “serem os portadores das virtudes”?

  34. Luciano,

    O momento é de encarar a realidade. A esquerda domina a política, a cultura e a mídia brasileira, enquanto a maioria da população, de valores conservadores, não se sente representada politicamente.

    Os liberais formam uma minoria entre estes dois espectros e não vejo qualquer condição de uma configuração mais favorável ao liberalismo na atual conjuntura. A única chance do pensamento liberal tomar corpo na cultura e na política seria mantendo equilibrada as forças de direita e esquerda, e o momento é de fortalecimento da direita independentemente das divergencias de convicções. Não vejo qualquer perigo dos militares tomarem qualquer posição fora do atual Estado de Direito, pelo menos enquanto houver a alternativa de mudanças pela via democrática.

    Resumindo: O liberal é como um marisco lutando para sobreviver entre a rocha moralista(direita) e a onda subversiva(esquerda) que, principalmente neste mundinho subdesenvolvido da America do Sul, ainda predomina com certa virulência.
    Neste contexto atual, a melhor estratégia seria o liberalismo agir como contra peso, equilibrando estas duas forças, não permitindo que o predomínio de uma sobre a outra resulte num totalitarismo catastrófico.

    abçs,

  35. Seus pontos estão muitos claros pra mim, Luciano; todos mais do que anotados e refletidos. Serei eternamente grato por vc nos abrir mais ainda os nossos olhos e ampliar nossas inteligências por aqui.

    Só acho que há uma confusão dos diabos tanto em quem defende uma volta “triunfante” dos milicos quanto quem os descarta. Senão vejamos:

    -Não existe a mínima possibilidade de um CONTRA-GOLPE militar atualmente (a não ser que já tenham uma estratégia na manga e que tenham absorvido totalmente o contexto mundial atual), MAS, sim, existe a possibilidade (garantida na constituição) das FFAA entrarem como FORÇA DE APOIO (auxílio) aos movimentos civis de massa caso estes movimentos EXIJAM a sua presença e CASO nosso sistema judiciário pereça de vez, ou caso tb alguém que não seja o PT ganhe as eleições presidenciais (porque a pressão no dia seguinte será monstro e o novo governante da nação só conseguirá se mexer da cadeira presidencial com a retaguarda dos militares).

    -Outra coisa: o Brasil FÍSICO está se desmantelando já a algum tempo. Em TERMOS CONCRETOS (de mobilidade, infra-estrutura, abastecimento, aceso…) tá ficando INVIÁVEL. Em algumas regiões já não há estradas e pontes inteiras (aqui no Rio multidões já estão vivendo ISOLADAS nos seus bairros de origem porque trafegar livremente pela cidade é extremamente dificultoso, arriscado, perigoso); as reservas de água estão no limite e caso não haja uma INTERVENÇÃO DE FORA desse governo de acéfalos & psicopatas, haverá mesmo um apagão nacional e daí BABAU REAÇÃO (a não ser que exista internet a base de vela, geradores e rádio-amadores de sobra no mercado que a essa altura estará hiper-inflacionado). As FFAA tem a OBRIGAÇÃO de intervir aí (repetindo, caso sejam chamadas formalmente pela sociedade civil, que, claro!, precisará antes estar ORGANIZADA, isto é com seus LÍDERES definidos no cenário sócio-político-cultural). Mas parece que até as lideranças NÃO SABEM como funciona o regime presidencialista brasileiro.

    -Na guerra cultural TAMBÉM cabe a desmistificação da “Ditadura Militar”, não vejo contradição nenhuma aí. E o que aprendemos com os milicos sobre guerra cultural é que NÃO PRECISAMOS DELES nessa área, mas em OUTRAS ESFERAS (segurança pública, garantia de acesso aos mecanismos constitucionais do Estado democrático de direito, transporte, mobilidade urbana, reconstrução de postes, ruas, pontes & estradas, atendimento hospitalar…).

    -Guerra Cultural (guerra assimétrica, guerra de posição) é GUERRA INTELECTUAL… E o Luciano sabe o que está falando porque ele sabe que a extrema-esquerda intelectualmente e MORALMENTE está LIQUIDADA. É só uma questão de tempo (já que não dá para reaparelhar o Estado, as faculdades, os meios de comunicação e os espaços de produção de cultura do dia pra noite; fazer essa comunada sair do conforto gera choro e ranger-de-dentes em massa por toda a parte… Não tem jeito, quando se “mata” um zumbi-satisfeito ele grita |¬)). Eu, no meu face, sozinho, já consegui desmoralizar o PSOL (e mais uma meia-dúzia de MOVIMENTOS CULTURAIS ligados a esse pessoal de esquerda) para alguns da minha família e círculo social (é vero que alguns estão meio ressentidos comigo, confusos, mas, fazê o que, o remédio que cura é amargo mesmo)

    Enfim, acho que é isso.

    *PS: concordo totalmente que NÃO precisamos de marcha da família ou de qualquer outra coisa desse tipo nas ruas do país. Isso é desgaste de energia e fosfato. A VERDADEIRA MARCHA é PRA DENTRO das instituições brasileiras (incluso aí os sindicatos, empresas, faculdades, escolas, editoras, TV, rádio, produtoras musicais, grupos teatrais, jornais, partidos políticos, OAB, associação de moradores, reuniões de condomínio, forças armadas…).
    Fora que estou tb com o colega aí pra cima que falou da necessidade de nos unirmos em encontros pessoais casuais em vez de só ficarmos nessa lenga-lenga virtual isolada. Já passou da hora! Montar grupos de encontro e estudos na sua localidade seria uma forma bacana de manter o elo e a força para continuar essa reação contra as forças revolucionárias de esquerda. Isso tb ajuda a QUEBRAR O HYPE da militância esquerdista no dia-a-dia. não estamos sozinhos e somos MUITOS. Só precisamos nos encontrar, nos conhecer, trocar ideias, nos relacionar melhor, com mais confiança e solidariedade.
    Acho que tá faltando isso.

    • Anderson e Luciano , essa ideia de termos encontros fisicos e muito boa, encontros regionais , em cada estado do brasil. Nao sei se o Luciano tem como saber dos que te seguem aqui , de onde sao, qual estado, se for possivel saber isso ja e um comeco. Estou em manaus-am , se vc tem mais seguidores aqui podemos viabilizar essa acao. E assim em cada capital de cada estado poderemos fomentat esse debate fisicamente. Sei la , ate um chat online no momento agendado de todos os grupos ctg Luciano . O que achas??

  36. Luciano,

    Partindo do principio que poder não é o que você tem,mais aquilo que o seu inimigo pensa que você tem,nao seria valido essa manifestaçao para tornar visível a quebra da hegemonia esquerdista pelos direitistas?Nao seria interessante que eles pensassem que temos mais poder do que realmente temos?

    Nao concordo inteiramente com a manifestação pelo seus ”frames” negativos e sei que haverão represálias,mais alguma atitude por parte da direita e do povo é melhor que nenhuma atitude.

    O que voce acha?

    • Jhonny,

      Aí é que está. Tudo depende de como for usada a Marcha. Meu texto não foi nem tão crítico contra a Marcha, mas sim em como ela vinha sendo usada. Vi uns vídeos da Isabella Trevisani, uma das principais organizadoras da marcha, e ela é irredutível: quer intervenção militar. Aí ferrou rs.

      Abs,

      LH

  37. Eu li o seu texto, Luciano, eu tentei entender suas inquietações sobre a Marcha, mas acho que não se pode criar clima de negativismo. Alias, o que a esquerda mais gosta é de uma direita fracionada, que fica brigando nos blogs da vida. Eu acho muito curioso quem diz que a direita é dividida, mas não faz nada para ajudar, não demonstra iniciativa. É um povo que deveria mostrar atitude, ao invés de resmungar.

  38. Eu defendo a marcha da família , apesar de não participar e muito menos me simpatizar com a forma q vem sendo orquestrada , acho interessante quanto a forma de mensurar conservadorismo aplicado, como embate á esquerda coletiva (leiga) , fazendo uma breve analogia, vejo essa ação semelhante a um metal de sacrifício , termo bem comum na química, que deixará exposta tons melhores para a democracia do nosso pais , quem sabe abrirá espaço para os mais liberais posteriormente.

  39. Li o texto somente hoje, antes de ler a segunda parte hehe e concordo totalmente. Essa marcha da familia a intençao é boa, exceto a parte dos militares, mas isso vai realmente servir de gasolina para a esquerda de fato, nunca foi tao facil rotular a direita, como se ja nao bastasse o que fizeram rotulando a ditadura de direita. mas que da um cansaço da, estava discutindo com minha esposa a possibilidade de nos prepararmos para o pior, vamos fazer um planejamento para, se tudo der errado, sairmos do brasil

  40. Eu concordo em grande parte com o que todos colocaram,mas,acho que devemos ir com calma,e saber que somos (povo) em grande maioria massa de manobra,e…muito equivocados e sem esclarecimento do que ocorre,acho que a intenção é válida,dessa marcha,porém não concordo com essa colocação de ser a mesma marcha de anos atrás,até pq a sociedade hj é outra,e não deveria ser a marcha das famílias e sim de uma população consciente e cansada de ser explorada e escravizada.
    O povo brasileiro não têm mais aquele patriotismo,essa é a questão!roubalheira,falta de caráter virou bonito!Acho que está na hora das pessoas terem um pouco só de responsabilidade com o FUTURO,pq o tempo tá passando e nossos filhos ,netos,sobrinhos,ou melhor a nossa juventude ,o que vai restar?com esses exemplos de seus pais ,tios,tias,padrinhos,enfim todos nós:Omissos!

  41. lucianohenrique parabéns pelo site, é em si um insight de pura sanidade nesse caos moral impregnado de comunismo. Mas cara, o que acontece se esses fdp de esquerda implantarem por fim uma ditadura?(TRC)
    Como você sabe muito melhor do que eu isso é tão possível quanto inevitável.

  42. Com relação aos textos do Luciano Ayan vou lendo aqui e escrevendo o que eu penso.

    [quote]Há um sério problema na Marcha da Família atualmente. Primeiro, que essa marcha original foi um movimento conservador. E, hoje em dia, não há mais espaço para um movimento conservador, e sim para uma aliança entre liberais e conservadores.[/quote]

    E ele diz isso com base no quê?

    [quote]Caso contrário, vamos perder em volume. Segundo, quanto mais o frame “conservador” for propagado, menos atraente tudo vai se tornar para os liberais que também são contra a esquerda.[/quote]

    Fodam-se os liberais.

    [quote]É quando pegamos uma das lições principais de Gramsci e jogamos fora: no momento de se criar ações em guerra assimétrica, quanto mais díspares esses grupos lutando a nosso favor forem, melhor. Basta que tenham um objetivo em comum. Entretanto, se este grupo estipula restrições para a entrada no grupo (ex.: é preciso ser contra o aborto, é preciso ser contra o casamento gay, etc.), menos aderência teremos.[/quote]

    Mas os liberais são uns merdas mesmo.

    Além do mais,está provado que a maioria da população está entre centro-direita e direita,a maioria do povo é contra aborto e casamento gay.

    Liberotários são uma minoria.

    [quote]Por esse princípio, Gramsci entendeu que não precisava nem sequer que todos aqueles ao seu lado se interessassem pelo marxismo original. Bastaria que estivessem contra “o capitalismo opressor”, e usassem qualquer configuração de conflitos e luta contra os valores ocidentais que já estaria valendo. Pensando assim, ele retirou várias das restrições daqueles que lutariam ao seu lado, em prol de um ataque em larga escala ao senso comum de direita da população.[/quote]

    Ok.

    [quote]Hoje em dia, para ser um gramscista, basta comprar qualquer uma das lutas de classe arbitrárias e ser a favor do inchaço estatal que alguém já será parte do exército gramscista. Não é preciso nem ter lido Marx.

    A Marcha da Família, por outro lado, tenta dar uma visão unificada do que seria uma resposta ao pensamento de esquerda no Brasil. O problema é que a Marcha da Família é um movimento de “defesa de valores específicos”, enquanto na verdade o melhor, hoje em dia, seria um movimento de “ataque a valores específicos da esquerda”, independentemente de alguém ser ateu ou religioso, ou de alguém apoiar a família tradicional ou não. (Aliás, eu não vejo problemas na Marcha da Família em si. Acho que eles possuem valores interessantes, mesmo que eu não compartilhe de todos. Só não quero que eles posem como “a direita”. Eu não sou conservador, e sou de direita.)[/quote]

    Então ele é contra por causa do eguinho ferido dele.
    Ele não pode ir na marcha lutar contra o esquerdismo porque provavelmente é a favor dos zé-droguinhas,aborteiras e gayzistas.

    Ele fala em “causa comum” mas é o primeiro a vir com 7 pedras na mão.

    [i]Os conservadores não podem agir como conservadores porque senão os libertários não podem participar![/i]
    [img]http://1.bp.blogspot.com/-cQng6kFyXtQ/UPWhizzDKrI/AAAAAAAAEQI/zftYpOnzfCI/s1600/bi.jpg[/img]

    [quote]A Marcha da Família, neste sentido, é prejudicial por trazer, mais uma vez, aquela imagem de John Lithgow no filme “Footlose”, para a direita – para quem não se lembra deste filme, o papel de Lithgow era o de um reverendo que não queria que “ninguém se divertisse”, ou, ao menos, é assim que ele foi percebido. E neste momento não precisamos desta imagem. Precisamos de uma direita mais diversificada, que tenha conservadores, liberais e libertários, todos eles atacando sem dó os cânones da esquerda.
    [/quote]

    Uma coisa não anula a outra.

    A Marcha da Família é apenas uma parte dessa “pluralidade”.

    Se quiserem fazer uma Marcha dos Liberotários fique à vontade!

    [quote]Por exemplo, eu tenho visto alguns neo-ateus que debandaram para o liberalismo e hoje atacam a esquerda com uma assertividade e estratégia que os conservadores ainda precisam assimilar. Eu mesmo aprendi a atacar a esquerda de forma assertiva com os neo-ateus, dentre outros. O fato é que a esquerda possui alguns cânones que devem ser atacados, e não precisamos restringir nosso grupo para esmagar ideias como:

    vitimismos artificiais
    lutas de classe mais falsas que menstruação de travesti
    pedidos de inchaço estatal
    fascismo
    censura à imprensa e Internet
    Ao que parece a Marcha da Família pede muito mais do que luta contra esses itens acima, e, portanto, restringe a participação das pessoas e tenta vender uma imagem muito restrita da direita. Em termos de guerra política, no mínimo isso é contraprodutivo. [b](Em síntese, eu não tenho nada contra a Marcha da Família, mas temo pela forma como ela pode ser usada. E algo me diz que a esquerda vai se aproveitar muito bem disso. Portanto, tomem cuidado, pessoal da Marcha…)[/b][/quote]

    Ou seja…Não vamos combater a esquerda senão eles podem contra atacar!

    Que negócio absurdo…

    Com relação a “vender uma ideia da direita” e etc eu já comentei acima.

    [quote]Ao que parece a Marcha da Família pede muito mais do que luta contra esses itens acima, e, portanto, restringe a participação das pessoas e tenta vender uma imagem muito restrita da direita. Em termos de guerra política, no mínimo isso é contraprodutivo. (Em síntese, eu não tenho nada contra a Marcha da Família, mas temo pela forma como ela pode ser usada. E algo me diz que a esquerda vai se aproveitar muito bem disso. Portanto, tomem cuidado, pessoal da Marcha…)

    Como se isso não fosse o suficiente, ainda temos o fato da Marcha da Família ser associada normalmente à Revolução Militar de 1964, que resultou na implementação de uma ditadura. E nesse jogo, algumas das pessoas da direita caem, dizendo que “os militares precisam voltar”. Não, não precisam, e vou dizer o motivo.

    O regime militar de fato nos livrou de um bando de psicopatas com sede de sangue. Regimes marxistas conseguiram, no século XX, ceifar 100 milhões de vítimas. Em Cuba, mataram 100.000 pessoas. Dá para imaginar o que fariam no Brasil. Qualquer pessoa em sã consciência deve gratidão aos militares por terem nos livrado de um bando de psicopatas. Ponto.[/quote]

    Ok.

    [quote]Por outro lado, o regime militar falhou miseravelmente na guerra cultural. É explicado: aquele que investe seus esforços na luta armada direta tende a se desfocar quanto a guerra cultural. O resultado é que a esquerda marxista nadou de braçada durante o regime militar. Difícil imaginar um desempenho pior, em termos de guerra cultural, do que aquele do regime militar. Merece uma nota zero com louvor.[/quote]

    Eu concordo.

    Mas acho meio difícil pensar em “guerra cultural” quando não se tem nem o que comer ou é censurado pelo governo né?

    Pois é.

    É o que vai acontecer se ficarem nessa viadagem toda.

    [quote]É uma dura realidade reconhecermos que, se por um lado os militares nos livraram de marxistas sanguinários em 1964, por outro eles não nos agregaram valor algum em termos de guerra cultural e, por isso, não tem mais espaço no ambiente político atual.

    O novo ambiente é baseado naquele que consegue o poder a partir de derrubadas de hegemonia existentes e construção de novas hegemonias, a partir de guerras de posição, em termos culturais, e isso envolve a inserção de pessoas na academia, nos jornais e em diversos meios de comunicação. Envolve também aparelhamento e desaparelhamento de instituições ligadas ao estado. Tudo isso sem precisar usar a força. Apenas executar a guerra de posição adequadamente. Neste novo território, ganha quem conseguir ocupar os espaços da melhor forma possível.[/quote]

    Um novo golpe militar não impede que isso seja feito.

    Pelo contrário,é feito até com mais facilidade.

    Ou será que os militares irão censurar livros do Olavo de Carvalho,por exemplo?

    [quote]No debate público, onde deveríamos focar a maior parte de nossos esforços, ganha quem controlar o frame da melhor forma. É quando, na solicitação por “volta dos militares”, vejo alguns direitistas fazendo propaganda para a esquerda.

    É hora em que eu preciso ser duramente honesto, não importando com quem se magoe com o que vou dizer: o pedido por “volta dos militares” quase sempre beira a infantilidade.

    Explicarei o motivo, em alguns bullets:

    tudo o que o esquerdista quer é um governo totalitário, que controle todo e qualquer passo de nossas vidas, e garanta uma vida nababesca aos donos do estado inchado
    em prol deste ideal, ele dirá que luta pela “democracia”
    tudo o que o direitista quer é um governo que não controle cada passo de nossas vidas, ou seja, um governo que nos sirva, ao invés de sermos serviçais do governo
    em prol deste ideal, alguns da direita dizem que devemos “ter a volta dos militares”
    Quem quer que não perceba que há algo de gravemente errado nos discursos aí em cima simplesmente não prestou atenção em como funciona a guerra política ou realmente não entendeu a lição número 1 da política.

    O que podemos entender é que, com raiva pela situação atual, alguns direitistas jogam um “foda-se” e pedem “que venham os militares”. Ou seja, eles sentem algo e em seguida falam. Mas a fase em que sentimos e automaticamente falamos, especialmente em território aberto, é a infância.[b] É por isso que eu digo que esse comportamento não pode ser tolerável a quem tem mais de 12 anos de idade.[/b][/quote]

    Falácia [i]Ad Hominem[/i]

    [quote]No caso da esquerda, no entanto, eles sentem que precisam do poder totalitário, mas, em público, falam exatamente o oposto, pedindo “democracia”. Qual o motivo pelo qual fazem isso? Por que eles sabem que o frame “democracia” é poderoso, principalmente por que eles viveram sob um regime militar que acusam de ditatorial. Em outras palavras, não importa o quanto eles queiram de totalitarismo (por exemplo, eles apoiam as barbáries de Nicolas Maduro na Venezuela), eles sempre dirão “lutar pela democracia” por que isso dá a eles a autoridade moral necessária. Enquanto isso, alguns da direita dizem “que voltem os militares”, dando ao esquerdista a propaganda dos sonhos dele.

    Deixe-me explicar de forma mais didática.

    O esquerdista acorda e abre sua agendinha, antes de suas ações políticas, especialmente aquelas envolvendo lançamento de discursos em território aberto. Eis o que ele tem na agenda:

    Como esquerdista, não posso esquecer da meta de dar poder totalitário aos meus líderes
    Mas não posso esquecer de dizer que “quero democracia” enquanto faço isso
    É essencial para mim que alguns direitistas digam que querem “a volta dos militares”
    É importante que alguns deles façam isso, pois eu direi que eles querem “ditadura”
    Com isso, poderei vender a mim e aos meus como “lutadores da democracia” e eles como “adeptos da ditadura”
    Com alguns draminhas lembrando unhas arrancadas no regime militar, poderei me fingir de vítima e transformá-los em vilões[/quote]

    Ah sim,eu não posso pedir a volta do regime militar por quê os liberotários e esquerdistas vão chiar?

    Nem vou comentar…

    [quote]Essa é a verdade nua e crua. Sempre que alguém da direita pediu “volta dos militares”, principalmente depois dos anos 80, sempre terminou fazendo propaganda para os esquerdistas, que estão, a cada dia, obtendo cada vez mais poder totalitário. E quanto mais pessoas da direita pedirem “volta de militares” mais fácil o jogo fica para eles, pois tudo serve como propaganda gratuita para a esquerda.[/quote]

    Eles não precisam de propaganda PORRRA!!!

    Eles já detêm todos os meios de poder.

    [quote]Eu sei que eles querem o poder totalitário. Qualquer leitor sabe. Mas o que importa, para eles, é como se vendem ao público. E eles tem sido extremamente talentosos ao vender a imagem de “lutadores pela democracia”, e, para isso, precisam de um bando de direitistas “motivados” do outro lado dizendo que querem “a volta dos militares”. Claro que nestes últimos vemos uma ingenuidade absurda e inaceitável. E pior: esses direitistas que pedem “volta de militares” não recebem um centavo dos esquerdistas. Aí não dá. Ser um serviçal, em termos de propaganda para a esquerda, e não receber nada em troca é demais!

    Ao pessoal que pede a “volta dos militares”: comecem a cobrar alto dos esquerdistas pela propaganda feita para ajudá-los. Caso contrário, sugiro que deixem essa ideia para lá.

    Como alternativa à Marcha da Família e “pedido por volta de militares”, sugiro uma agenda:

    Apoiar a todos aqueles que sejam contra a agenda da esquerda, sejam eles: ateus ou teístas, heterossexuais ou homossexuais, puritanos ou “largados”, conservadores ou liberais, etc.
    Não precisamos dizer como os outros devem se comportar, mas definir valores dos quais as pessoas devem fugir, que são os valores da esquerda, como: moral psicopática, apologia a criminosos, cultura do vitimismo, culto ao estado, etc.
    Devemos rejeitar qualquer “volta de militares”, mas lutar para vencer a guerra cultural. Não há outra opção além dessa.
    Reconhecer que a esquerda jamais ganhou nada. Foi a direita que perdeu. Basta a direita reconhecer isso e investir em consciência política e estratégia política, que recuperamos o território perdido.
    Devemos causar rejeição social ao comportamento de esquerda, e saber que esquerdismo é uma falha de caráter, e, em muitos casos, uma doença mental.
    Devemos, em última instância, revisar o estatuto ético do esquerdismo. Ser esquerdista é moralmente errado.[/quote]

    Ou seja,se acabarmos “vencendo” os esquerdistas vamos acabar com uma Suíca ou Holanda da vida em termos de cultura.

    Casamento gay,aborto,liberalização das drogras,feminismo…

    Tudo o que os conversadores não querem!

    É inteligente pedir para os conservadores se calarem e apenas lutarem contra o esquerdismo,assim fica mais fácil para os liberotários….

    Conforme já demonstrei aqui,eles são uma minoria.

    Menor até mesmo que os esquerdistas.

    Se alguém não acredita eu posto uma pesquisa aqui depois.

    Eles (os liberotários) é que precisam de nós! (conservadores)

    [quote]Com uma agenda como essa (e olhe que nem coloquei todos os itens), podemos enfim gerar danos ao pensamento de esquerda, e eliminar, por parte deles, qualquer propaganda (ao menos aquelas que sejam feitas com base em nosso discurso) que queiram fazer.

    Alias, é por isso que esquerdistas dificilmente conseguem me atacar, pois minha agenda é não apenas assertiva, como amplamente amparada pelos princípios da guerra política. Lembremos: temos que falar para um eleitorado tão amplo quanto possível, e não apenas para aqueles que possuem todos os valores iguais ao nosso (ver o texto Política e Princípios, da Arte da Guerra Política, de David Horowitz).

    Os esquerdistas sabem que precisam temer meu discurso, pois eles não podem pegar nenhuma parte do que eu digo para usar em favor deles. Eu sou inclusivo, compassivo, tolerante, defensor da pluralidade e ao mesmo tempo ataco-os com uma contundência que poucos conseguem equiparar. Este é o tipo de adversário que devemos ser para a esquerda. Não como o pessoal do “Marcha da Família”, que restringe os que pertencem ao seu grupo, ou aqueles que pedem “volta dos militares”, e, no fundo, quebram o galho da esquerda.[/quote]

    Agora a MINHA conclusão:

    A volta dos militares,nada mais é do que a verdadeira [b]democracia*[/b],ou seja,dar voz à maioria!

    (do grego demos, “povo”, e kratos, “autoridade”)

  43. Eu concordo com você quando diz que a intervenção militar, infelizmente, nao ocorrera. Mas acho que a pouca força direitista que existe tem que se mobilizar contra o inevitável golpe comunista que esta iminente no pais. Pelo menos tentaremos uma forma de enxergar que nós existimos. Eu acho valido pois não acredito que os “vermeelhinhos” queiram e aceitem ser exterminados tao facilmente.

  44. “Apoiar a todos aqueles que sejam contra a agenda da esquerda”

    A agenda da esquerda inclui casamento gay e aborto, e são itens extremamente importantes para o movimento revolucionário INTERNACIONAL.

  45. Sou contra o atual governo, e sou liberal/libertário, embora eu aceite que por vezes, intelectualmente, o conservadorismo seja superior. Mas sou homossexual. E aí? É só entrar no Facebook e notar certa hostilidade contra pessoas que não veem em contratos privados e voluntários entre duas pessoas como algo que vai destruir toda a civilização ocidental. A direita perde muito nesse ponto.

  46. E por fim , esta sendo basicamente o q eu previa , grupos organizados de esquerdista se desgastando e a Marcha da Família desorganizada , descentralizada e pequena , cumprindo seu papel.

    Marcha anti-facista conseguiu a proeza de sair ridicularizada

      • Opnião pública ou opnião da esquerda? Em seus comentários vc está sempre com medo da opnião dos esquerdistas como se a opnião deles valessem um tostão…rs
        Quem precisa de inimigo tendo vc no meio de nós sabotando, zombando e debochando das iniciativas dos aliados (se é que somos aliados), cumprindo com zêlo e persistência o papel da esquerda, não é mesmo?
        É por isso que não há a menor chance da direita ganhar espaço.

      • Quem disse que estou com “medo” de opinião dos esquerdistas.

        Sou contra DAR DE BANDEJA um frame para eles. Sou contra FAZER PROPAGANDA DE GRAÇA para eles.

        Está bem óbvio que você, se ler este blog com cuidado, não tem mais o direito moral de dizer que “não acredita na democracia” ou que “precisamos fechar o Congresso”, ou coisas do tipo.

        Você JÁ SABE que este tipo de coisa se torna arma nas mãos do adversário.

        Em qualquer cenário de guerra, temos que nos cuidar para não deixar ARMAMENTO NOSSO na mão do adversário. Isso não é o mesmo que ter “medo da opinião” do adversário, mas estar preparado para tirar os argumentos deles.

        A esquerda vai ganhar a guerra política QUANDO SOUBER JOGAR O JOGO DE RÓTULOS E CONTROLAR O FRAME.

        Ou seja, falar sempre em nome da cidadania, dos direitos humanos, da luta contra os opressores (que estão no estado), e da democracia.

        Não fui eu quem escrevi essas regras, mas sim séculos de seleção natural que levaram o ser humano a VALORIZAR ESTES FRAMES.

        é por FRAMES assim que você será reconhecido como amigo ou inimigo do leitor.

        Se uma Marcha da Família serviu para trazer péssimos FRAMES, é minha obrigação moral mostrar que ela deve ser EXCLUÍDA do debate público. Assim como Gramsci propôs, ainda em 1920, que os comunistas fatalistas fossem EXCLUÍDOS do debate público.

        Ele sabia que um tipo de discurso comunista jamais chegaria ao poder, e portanto o remoldou.

        É hora da gente, da direita, fazer a mesma coisa. O discurso de (parte da) direita que só tem atrapalhado tem que ser jogado fora.

        Assim, enfim, tiraremos espaço da esquerda.

        Abs,

        LH

    • “Marcha anti-facista conseguiu a proeza de sair ridicularizada”

      Até porque quem ficou com fama de golpistas, conspiracionistas e lunáticos foram eles, não é mesmo? tsc, tsc…

      • A marcha da família ficou com fama de golpista depois do dia 22 ??? confesso q não vi isso ontem e nem hoje , talvez em algumas paginas pingadas como Carta Capital , 247 , pragmatismo politico e forum de conteúdo previsível e direcionado , no restante ( mídias maiores e mais dissociadas ) como Estadão , veja , globo , folha , G1 , houve uma enxurrada de gente defendendo a altura , não custa nada é só fazer uma pesquisa rápida sobre opinião publica.

        https://www.youtube.com/watch?v=rRWzlySlUQc

        Pra deixar mais claro eu prefiro o protesto ao não protesto , prefiro o apoio critico á critica gratuita , isso desgasta somente a imagem da esquerda em ano eleitoral, reflitam , essa direita preguiçosa de outrora já deu o q tinha q dar.

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