O PMDB e seu papel estratégico na questão da hegemonia petista

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edcunha

Hoje em dia, todos tememos (com razão) a implementação de uma ditadura. Isso por que sabemos que todas as principais ações do PT são orientadas a isso. O PT, por ser de extrema-esquerda, tem como meta a implementação de um totalitarismo.

Uma parte da direita diz que “o jogo está perdido”, e, como alternativa, propõe uma intervenção militar. Já abordei o assunto em dois textos:

Não vou mais me estender no assunto, pois eu acho que os textos acima resumem bem minha posição quanto ao tema. Se o PT conseguir implementar o totalitarismo, o negócio é esperar o país quebrar (como ocorre com todos regimes socialistas da América Latina) e esperar que manifestações os coloquem sob pressão, como tem ocorrido na Venezuela. Simples assim.

Por outro lado, misturar a guerra cultural com a pressão em cima dos políticos atuais (incluindo aqueles que fazem aliança com o PT), pode ser muito mais produtivo. Eu vou além: muito melhor gastar tempo pressionando o PMDB, que está em crise com o PT, do que os militares.

Recentemente, o deputado Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara, foi entrevistado pela revista Época.

Todos sabem que o PMDB hoje é um partido meramente fisiológico, por causa, especialmente, de sua aliança com o PT. Cunha não gostou quando o entrevistador disse que eles estão apenas atrás de carguinhos:

Essa visão do PMDB como um partido meramente fisiológico, que vive mendigando cargos, tem muito de fantasia. É uma fantasia maniqueísta, que dá ao governo o falso argumento de que está, ao não respeitar a base aliada, apenas agindo eticamente, como arauto da moral, resistindo aos maus da política. Balela. Serve para justificar a incompetência do Planalto no diálogo com os parlamentares que deveriam, afinal, integrar um governo de coalizão. E para dizer: “O PMDB é assim mesmo, chantageia o governo até obter mais um ministério”. A gente não quer isso.

Mas essa é exatamente a ideia que os militantes do PT tem passado a respeito do PMDB, que jamais foi respeitado pelos militantes do partido. Eles sempre são claros ao dizer que, após ser usado, o PMDB deverá ser jogado fora, como se fosse um absorvente.

O que vemos de interessante aqui é que o PT, acostumado a jogar sujo na guerra política, mantém este comportamento até mesmo quando trata do PMDB.  É por isso que agora o partido tende a jogar as culpas dos fracassos no PMDB.

Veja agora o que ele nos diz sobre os projetos de hegemonia petista:

As eleições estão chegando, e os deputados perceberam que o PT, em coordenação com o Planalto, trabalha para conquistar uma hegemonia sem precedentes. Na ponta, o PT usa a máquina, explora programas do governo, como entrega de máquinas agrícolas e ônibus escolares. O deputado do PT tem informação privilegiada do governo e entregará a máquina no município de um deputado do PMDB. Isso produz enorme lucro político. Acontece em todos os ministérios, no país inteiro. O PT elegerá 130 deputados em 2014, saindo dos atuais 87 – o que daria ao partido um tempo de TV recorde nas eleições municipais de 2016. Se o PT aumentar a bancada, muita gente da base aliada percebeu que não voltará a Brasília no próximo ano. Se o partido tiver menos tempo de TV, nossos prefeitos correrão o mesmo risco em 2016. Bateu o desespero em todo mundo.

É engraçado que o PMDB não tenha pesquisado o histórico gramsciano do PT. Quando Cunha diz que o PT trabalha para “conquistar uma hegemonia sem precedentes” parece surpreso. Mas se ele tivesse lido Gramsci, saberia que este sempre foi o projeto do PT.

Quando os petistas reclamam que estão “querendo atrapalhar o projeto do PT”, é disso que estão falando. Quando o PT aparelha o estado, o faz pensando em um dia poder dar um sumiço no PMDB sem precisar dar satisfações a eles. Todos os projetos totalitários do PT (incluindo o marco governamental de Internet) são idealizados para eliminar a necessidade de estarem do lado do PMDB.

Ele dá mais explicações abaixo:

Há quatro anos, antes de fazer aliança com o PT, o PMDB era maior. Na verdade, a relação PMDB-PT ficará como ocorre com DEM e PSDB. Viraremos o DEM do PT. Um satélite do PT. É isso o que eles querem. O PT tem projeto hegemônico, de dominação completa do poder político. Por isso, sempre terá candidato a tudo, tenderá a ocupar todos os espaços. Isso já ficou claro. O PT não faz um projeto de parceria. É nesse contexto que surge o Blocão. O governo e o PT tratam os outros partidos da mesma maneira. Os deputados se revoltam contra isso.

Mas o que se deveria esperar de uma “parceria” com o PT? E com a máfia? Com as tríades chinesas? Ou mesmo com a Yakuza?

Não aprovaremos projetos que causem impacto negativo nas contas públicas. Isso está preservado. Buscamos uma ação política para escolher temas que a gente possa apreciar de maneira independente, que nos ajudem a mostrar serviço para os eleitores. Mas o movimento da aliança – repito – é em reação ao projeto hegemônico do PT.

Então eis o serviço que o PMDB deve fazer. Garantir que os seguintes projetos não sejam aprovados:

  • marco governamental da Internet
  • leis de mídia
  • reforma política (para dar financiamento de campanha ao PT  a partir de pessoas físicas) – até por que o PT já descobriu que se é ele que tem uma legião de fanáticos, então vai se dar bem com o financiamento de campanha somente por pessoas físicas ou pelo estado

Se o PMDB não vetar itens como esses, deve saber, conscientemente, que está ajudando o PT a extirpá-lo definitivamente dos círculos do poder. Simples assim.

A gente fez uma aliança achando que o PMDB estava entrando no governo. Engano. Não somos consultados a respeito de nada. O PMDB não participa de reuniões estratégicas. O Planalto só se lembrou da gente durante os protestos de junho, quando precisou de apoio. Ajudamos. Fomos leais. Mas eles não foram.

O PT seria ingênuo se convidasse o PMDB para reuniões estratégicas, já que nessas reuniões o papo com certeza é simples: quando e por quais meios será implementado o totalitarismo no Brasil. Se nessas discussões eles muito provavelmente dizem quando poderão atear fogo no PMDB, então não faz sentido que o PT os convoque para reuniões estratégicas mesmo.
Em relação ao marco governamental de Internet, fica claro que esta é uma prioridade do governo, exatamente para poder exercer seu totalitarismo. Cunha nos fala de como o PT está sendo sujo na tentativa de forçá-los a aprovar tal atrocidade:
Quando o governo optou por colocar projetos de urgência constitucional, vários deles, colocou com o objetivo de trancar a pauta. A pauta está paralisada desde outubro, por causa do marco civil da internet. O governo, ao trancar a pauta, impede que os parlamentares exerçam seu papel de legislar. A gente não conseguirá mostrar na eleição absolutamente nada, porque a pauta está trancada. Não temos nada para mostrar para a base. O governo age espertamente. Não quer que se vote nada. Apenas o que ele quer fazer, por medida provisória. É uma forma de tentar controlar o Congresso. Essa é a estratégia política do governo, equivocada. É uma estratégia de curto prazo. Agora, no Congresso não tem bobo. Todo mundo já percebeu. E isso aumenta a revolta.

A revolta, se é que ela existe, surge de uma reação típica do ser humano ao ter sido feito de trouxa. Mas, se tivessem estudado mais sobre o Foro de São Paulo, não ficariam revoltados. Talvez estivessem conformados, ou precavidos, no mínimo.

Se Cunha está protestando, obviamente é tratado como um inimigo. Veja agora como ele precisa se defender apenas por ter questionado o PT:

Não faltei com a lealdade em nenhum momento. Agora, você ser leal ou estar aliado não significa subserviência. Sou aliado, porém penso. Tenho opinião. Minha bancada pensa. Tenho de exercer o que a maioria de minha bancada pensa. É ela que me legitima. Tenho de ser respeitado por isso. O PT acha que pode tratar aliados com migalhas: dão as ordens, e os aliados têm de obedecer. Comigo, infelizmente, não é assim. Na visão deles, aliado que questiona ou debate vira adversário.

A situação é exatamente esta: o PT depende do PMDB para implementar o totalitarismo no Brasil, mas algumas pessoas do PMDB já perceberam que, se atrapalharem os planos do PT, serão atacadas da mesma maneira que se ataca um adversário político.

Claro que o PT vai tentar reverter a situação usando alguns de seus aliados mais fiéis do lado de lá, como Roberto Requião, que endossa absolutamente tudo que os petistas dizem.

Nesse momento, a única coisa a fazer é alimentar o auto-interesse de alguns políticos do PMDB, contatando-os e cobrando deles uma postura firme. O que importa é que está na mão do PMDB hoje definir se o PT será um partido totalitário tão cedo ou não. E, se forem totalitários, poderão eliminar mais rapidamente seus últimos aliados, pois estes tendem a ficar mais ressentidos. Hoje em dia, o ressentimento do PMDB é um problema para o PT.

A conclusão é de uma ironia cruel: cabe ao PMDB decidir se ele vai ser eliminado pelo totalitarismo petista. E cabe a nós pressioná-los para que em nome de seu auto-interesse (se manter no poder, mesmo que babando o ovo do PT) eles deixem de aprovar as leis que darão ao PT o poder de eliminá-los do jogo político.

Se na política não há mais idealismos respeitáveis (todos eles já desmascarados como instrumento de obtenção de poder), precisamos apelar a sentimentos como auto-interesse dos políticos, que, então, sob pressão, devem reagir. Não confiamos neles, em momento algum. Devemos confiar apenas em nosso poder de pressão, e nada mais.

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20 COMMENTS

  1. A realidade é a seguinte: a ÚNICA oposição eficiente que há no Brasil se chama PMDB, por incrível que pareça. As velhas raposas de lá provavelmente não querem saber de frescuras modernas como gramscismo. Sem eles o Brasil já estaria no nível da Venezuela faz tempo.
    O grande Nivaldo Cordeiro já defendeu uma tese parecida:

    “O PMDB consegue ser, ao mesmo tempo, sócio grande no condomínio de poder no plano federal e oposição eficaz, quando a ocasião se apresenta. Um grande paradoxo. É a única força que, de fato, tem segurado os arreganhos totalitários do PT.”
    http://www.nivaldocordeiro.net/ocongressosobopmdb

  2. Luciano lembrando da síndrome da direita derrotada, eu gostaria de lhe pedir se você concorda que vídeos como esse: watch?v=N0xdYGJ2d_Y – “O Comunismo no Brasil é Inevitável” do Olavo fazem parte justamente dessa síndrome? Apesar de concordar com pelo menos metade do que o Olavo diz e gostar do estilo confrontativo dele, muitas vezes tenho uma pulguinha atrás da orelha em relação à ele…. por essas e outras.

    Apesar de ser um defensor de uma Intervenção Militar (li seus dois artigos) acho que você acertou na mosca quando diz que a direita perdeu jogando o jogo político (por enquanto) e daí revoltada quer ‘burlar’ por assim dizer, as regras e convocar os militares. Acho que por enquanto, os militares não virão, a situação ainda, apesar de lastimável, não é crítica. Porém, eu acho bacana a direita se organizar para que se eventualmente nos tornarmos uma Venezuela, teremos grupos e pessoas já com mais experiência para se mobilizar e organizar protestos.

    Parabéns, pelos artigos, continue o belo trabalho. Gostaria de lembrar aos leitores que a divergência de opiniões desse lado do espectro político é uma coisa de qual devemos nos orgulhar, uma vez que não pensamos todos igualmente. Mas, que possamos aprender com a esquerda à fazer uma ‘frente unida’, uma vez que liberais, libertários e conservadores tem mais em comum do que com a esquerda. Abraço à todos!

  3. Excelente artigo. Apenas uma observação: Gramsci estava muito distante para ser ouvido. Poderiam ter tido a ombridade de ouvir alguém de perto que, a todo tempo, os desenhava os fatos presentes e futuros: Olavo de Carvalho.

  4. Off: não sei se poderia falar sobre isso, Luciano, mas lendo sobre a recente tragédia de avião do Vietnã que deve ter matado mais de 230 pessoas no G1, é comum ver vários comentários de neo ateus perguntando onde está Deus, ignorando que todos os dias centenas de aviões viajam pelo mundo afora e nada acontece e ignorando também as falhas humanas, péssimos pilotos, companhias aéreas que procuram economizar dinheiro e não dar manutenção direito, aeroportos e aviões mal planejados e com componentes ruins e que também muitas empresas de aviação e fábricas de aviões aprendem com os erros e procuram melhorar seus produtos, etc.

    Se lermos sobre tragédias da aviação, vemos que boa parte das tragédias foram devido a essas coisas citadas. Há também documentários sobre isso no Discovery, mostrando muito bem essas coisas.

    O curioso é que por ano morrem mais de 50 mil pessoas vítimas de homicídios no Brasil e centenas de pessoas nas mãos dos “dimenores”, o que é um número mais de 200 vezes maior do que essa tragédia da aviação, no entanto, os neo ateus já não podem vir com esse truque, pois no fundo, sabem que isso é devido aos direitos humanos dos bandidos, nosso frágil sistema penal que e vários outros esquerdismos que só mimam os bandidos que esses mesmos neo ateus apoiam.

    • AF,

      O potencial para esculachar os neo-ateus que se aproveitam da tragédia para capitalizar politicamente é infinito.

      Eles podem ser questionados moralmente de forma duríssima por esse comportamento.

      É o momento.

      Abs,

      LH

  5. A questão é a seguinte: a coisa anda tão feia, que o coitadismo, que é base de sustentação da esquerda, principalmente do PT, tem agora um novo aderente: o ateu. Não que eu concorde com esse grupo, mas, sujeitos que se identificam com uma linha de acreditar em si mesmo, sem recorrer a forças superiores, aderirem em grande parte à esquerda, que prega que o indivíduo deve ser tutelado pelo Estado-babá só mostra que estamos, mesmo, indo para o fundo do poço! Todo mundo nesse país é de esquerda, até os ateus. PMDB? Não dá para confiar em um partido que tem Sarney no meio.

  6. É uma oportunidade de retirar poder do PT com certeza. Porém fica o desafio: existe militância de direita ou algum grupo do tipo que já lute tentando fazer isso? Acho que o primordial é conhecer aqueles que possam se unir para fazer tal pressão. A esquerda tem grupos LGBT, feministas, “coletivos” de todos os tipos entre outros braços de militância. Há grupos fazendo algo parecido para a direita? Falo isso pois faz pouco tempo que tenho acompanhado essa linha de ideias e não conheço muitos que contestem essa hegemonia.

    • A participação de direitistas na Internet já é um exemplo de que a resistência JÁ EXISTE. Os cascos da hegemonia esquerdista já foram danificados, mas é claro que é apenas o começo.

      A questão dos “Coletivos” que eles possuem nem sequer são tão necessários, pois a direita não joga por esse jogo.

      Abs,

      LH

      • Entendo. Não seria o uso de “coletivos” ou coisas do gênero mas talvez a existência, por exemplo, de grupos de discussão sobre ideias liberais em universidades parecido com ligas acadêmicas de estudo não ligadas a estrutura universitária. É muito comum essas ligas de estudo principalmente para discussão de pessoas interessadas em um determinado assunto (ex: liga de pediatria, liga de astronomia, liga de botânica). Não sei se isso vai contra os princípios da direita, se for tem algum motivo?

        Abraço.

      • E que tipo de mobilização maciça e visível a direita poderia promover com eficácia?

        Se não temos mobilizações maciças e chamativas, com militância organizada e tempo livre, talvez pudéssemos contar com mais agentes qualificados de pressão. Lobbistas com trânsito no Congresso..

        O caso do Bené Barbosa. O MVB tem no máximo uns cinco funcionários, e veja a capacidade de influência política que alcançaram. O Bené vai conversar com parlamentares, participa de audiências, dá entrevistas… É uma dedicação enorme, com certeza, mas com apoio financeiro e espaço na internet, é sustentável.
        Se a gente ficasse por conta só de passeata, cartaz e manifestação, hoje não tinha um civil armado no país!! Já o MVB, conseguiu resultados!

        Vejo aí um caminho para a direita em outras demandas. A pressão com base no auto-interesse de partidos, tratada no texto, poderia ser muito bem trabalhada dessa forma.

        Onde estão os estudantes de direito, ciência política, economia, administração e etc da direita? Formem um núcleo conservador de três ou quatro parceiros, marquem visitas a gabinetes, façam contatos e divulguem essas idéias diretamente às excelências ora. Político não é bicho de outro mundo, o contato com assessores e ida a gabinetes não é difícil.
        Uma conversa dessas faria muito mais bem do que algum twitaço ou petição do avaaz…

        É por aí, Luciano?

  7. Luciano, estive pensando aqui com os meus botões. No começo estava em cima do muro em relação a intervenção militar, ora apoiava e ora eu ficava confuso. Quando você me mostrou os pontos do porque não apoiar a nova Marcha da Família, concordei contigo. Vai dar merda.

    Como é inevitável que essa marcha vai acontecer. Que tal ela ser reaproveitada para protestar contra a omissão da mídia em relação a Venezuela e o apoio do governo federal que está dando a Nicolás Maduro? A marcha vai acontecer, pode ter até mesmo nome, só podemos instruir a mudança do foco.

    Segue essa matéria para complemento.

    Abração!

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,vergonhoso-apoio-a-maduro,1138787,0.htm

  8. Também acredito que o que segura a nossa democracia é justamente o PMDB. Não que seja um partido casto e puro. Não é. Aliás no meio político, nenhum partido pode ser e esperar sobreviver. O PMDB é ganancioso. Tem muitos “coronéis” – empregando-se o termo no sentido que se dá aos antigos donos de engenho do nordeste, não aos coronéis militares – mas tem ajudado a segurar a nossa tantas vezes sangrada democracia.

    Acredito que vivemos um momento histórico sem precedentes, e esta matéria do Luciano me convenceu disso. A Democracia está passando por uma prova de fogo aqui na América Latina e, principalmente, no Brasil.

    Se ela sobreviver aos ditadores que pretendem usá-la para destruí-la, talvez se firme universalmente como a única forma viável de governo, Forma que é imune à tomada do poder por indivíduos psicopatas.

    Se for derrotada, com toda a probabilidade voltaremos á barbárie dos tempos pré-revolução industrial em que o saque dos mais fracos e indefesos era a única maneira de uma nação sobreviver e se impor às demais.

    Só não tenho a certeza se estou feliz que este teste esteja sendo feito aqui. 🙁

  9. Prezado Luciano brilhantes observações , Me cadastrei no blog e recebo seus textos, Cada vez aprecio mais. Este email aparece no blog ou é particular? Gostaria de me apresentar e conversar com você offline

    Abraço

    Roberto

    Enviado via iPhone

    >

  10. Luciano, mais uma série de notícias que podem render comentário:

    1) Lembra dos rolezinhos? Fazia um tempo que não se ouvir falar neles, mas voltaram a acontecer e terminaram em tumulto, furtos, vandalismo, espancamentos e outras coisas, tanto no Villa Lobos quanto no Ibirapuera. Antevejo que muitas pessoas, de todas as classes sociais, irão deixar de ir a esses parques por ver as cenas de selvageria. A coisa se volta contra os marxistas-humanistas-neoateístas quando se vê na foto um jovem espancado que aparentemente é de tão origem pobre e com ascendência africana quanto aqueles que o espancam. Logo, sequer os MHNs podem puxar a carta do racismo-elitismo e muito menos a ministra da Igualdade Racial poderá falar qualquer coisa querendo fazer racismo contra brancos ou elitismo contra quem não seja lúmpen-proletariado (que eles chamam de “classe média” mas na prática pode abranger até mesmo uma multidão de pobres ordeiros e odiadores de bagunça);

    2) Segue também hangout de Lobão com Percival Puggina (que foi avisado muito em cima e muitos não devem ter conseguido assistir ao vivo):

    http://www.youtube.com/watch?v=6WqVroKgGoA

    3) Luciano, seria uma boa falar sobre a reação dos MHNs quando vítimas dos “oprimidos” a quem supostamente defendem: desta vez a deputada federal Manuela D’Ávila foi vítima de assalto junto com seu namorado. Diz ela que foi vítima da sociedade violenta que há 15 anos combate. Ué, pensei que ela foi vítima de uma dupla de assaltantes que assim agem para evitar que os assaltados consigam escapar. Os MHNs ainda irão conseguir explicar como é que a sociedade violenta decide que vai assaltar a Manu e seu companheiro e, para conseguir isso, incorpora-se em duas pessoas primariamente boas e as obriga seus “cavalos” a fazer algo que não querem fazer. Se conseguirem explicar isso, seria a primeira vez na história que estaria comprovada a existência de espíritos imundos em uma sociedade laica, bem como o marxismo-humanismo-neoateísmo assumiria espaço de religião revelada, em vez de política.
    Muitas pessoas têm esperança de que MHNs de alto escalão e com poderes práticos maiores que os de um simples funcionalzinho ou propagador inconsciente de gramscismo, assim que sofrem os efeitos práticos daquilo que você já explicou em outras ocasiões, subitamente teriam uma reação parecida com a de Paul Kersey, personagem de Charles Bronson que tem sua esposa e filha mortas e parte para a vingança em cinco edições de Desejo de Matar, deixando para trás suas crenças de tipo lib. Como estamos vendo, isso não acontece e, pelo contrário, MHNs beneficiários em bom grau acabam usando o que ocorreu com eles para… continuar defendendo o que defendem e usar a situação de palanque. Para mostrar mais paralelismos e tirar de vez as esperanças nos anti-MHNs de que MHNs mudariam se vítimas de violência, veja o que Sakamoto falou do assalto de que seus pais foram vítimas;

    4) Para terminar, você viu que 100% dos norte-coreanos decidiram por Kim Jong-Un nas últimas eleições daquele país? E, como sabemos, são eleições limpas, proporcionais e nas quais o povo norte-coreano afirma sua vontade naquele momento. Se eles querem o Kim, quem somos nós para falar qualquer coisa?

  11. sou militante do PP ( 3 maior partido brasileiro e também da base aliada(?) do PT). para a retirada do PT do poder, basta um ” racha” do PMDB ( o que está acontecendo) e o PP ( que em minas gerais e no rio grande do sul já são contra o PT) se coligarem e juntos apoiarem um candidato não socialista/comunista ou lançarem um candidato à presidencia. simples assim. digo que o maior entrave de uma coligação assim é na verdade, os direitistas depressivos. grande abraço.

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