O que fazer diante de sindicatos, militâncias e ONG’s de esquerda? Conseguiremos fazer igual a eles?

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educafro

Diante do avanço esquerdista, uma pergunta muito comum que recebo é: “O que podemos fazer?”. Em seguida, muitas vezes vejo pessoas elaborando hipóteses que automaticamente são distantes do que a direita poderia fazer. Veja um exemplo:

A esquerda tem os sindicatos e movimentos sociais arrebanhados. Teremos que fazer a mesma coisa? Se não fizermos, não conseguiremos reverter a tomada de posição feita pela esquerda.

Esse tipo de questionamento, portanto, vem acompanhado de um derrotismo hardwired, contendo uma racionalização dizendo por que “não vai dar certo”. Essa racionalização é fornecida pela citação do que a esquerda faz junto à constatação de que não faremos o mesmo. Logo, estamos tão distantes da mesma ação que a opção seria uma inércia automática, ou mesmo o desespero.

Mas se relembrarmos as regras para táticas de Saul Alinsky, temos a regra 6, que diz “Uma boa tática é aquela que o seu grupo aprecia”. Ou seja, estipular uma ação na guerra política em muitos casos não significa fazer exatamente o que o outro faz, mas neutralizar ou ao menos conter as ações do outro, a partir de opções que sejam agradáveis ou mesmo desejáveis para você e o seu grupo.

Como eu sou adepto do uso do template do neo-ateísmo na guerra política, podemos citá-los como exemplo. Uma forma dos religiosos terem poder é a partir de congregações religiosas (que conhecemos como igrejas ou templos), onde as pessoas se reúnem, adentram a determinados estados de espírito e, então, sentem-se mais unidas como um bloco, em torno de um ideal (a união com Deus). O “problema” é que os neo-ateus são ateus, e, como tal, não possuem nenhum interesse em ir a missas, por exemplo.

Se os neo-ateus ignorassem a regra alinskyana da guerra política, poderiam automaticamente desanimar ao constatar que não tem interesse em ir à missa, como fazem os religiosos, e então poderiam lançar racionalizações como: “A religião tem as missas e os cultos. Será que conseguiremos organizar nossos grupos para ter o mesmo poder? Se não fizermos, eles continuarão vencendo”.

Eu não sei se os autores neo-ateus conheciam Alinsky (muito provavelmente sim), mas uma coisa é certa: eles usaram a regra 6 para táticas e, ao invés de montarem cultos e missas (embora um ou outro tenha feito isso, o que ficou na base da paródia e só), partiram para um ataque tão contundente à prática religiosa que causou abalos, em termos políticos, nos religiosos.

O que ocorreu neste caso? Enquanto os religiosos continuavam indo às missas, os neo-ateus prosseguiram lançando vídeos no YouTube, blogs, memes e outras coisas do tipo ridicularizando a prática religiosa. Assim, se eles não gostam de ter uma prática religiosa (até por serem ateus), não faz sentido eles tentarem copiar as ações do outro lado, mas usar uma outra tática (no caso, a ridicularização e o ataque contínuo) destas práticas.

Apliquemos agora o mesmo template ao caso dos movimentos sociais. Esquerdistas ganham poder através de ONG’s aparelhadas pelo estado, além de sindicatos, também aparelhados pelo estado. Essas ONG’s, na maior parte dos casos, são compostas por grupos que jogam o jogo da simulação de guerra de classes, como feministas, movimento LGBT, etc. Nós, da direita, rejeitamos esse tipo de vitimismo artificial.

Sendo assim, devemos deixar de pensar em criar grupos militantes deste tipo, mas transformar essa prática de esquerda em algo extremamente ridículo, torpe, indigno e imoral. E isso é muito fácil de fazer. Como exemplo, temos um post que publiquei dias atrás mostrando Strider Hien transformando o movimento feminista em pó.

Em outras palavras, se nós não gostamos de nos fingir de vítimas para criar lutas de classe artificiais, significa que essa opção tática não é adequada para nós, conforme dizia Alinsky. Mas nós gostamos de denunciar a podridão deste tipo de iniciativa, e, por isso, deveríamos focar nessa denunciação.

Podemos lutar pela criação, diante da opinião pública, da noção de ilegitimidade destes grupos. Qualquer grupo que receba dinheiro estatal para colocar pessoas umas contra outras deveria ser considerado algo tão desprezível quanto aquela substância que fica nos cantos da boca de alguns quando estão com muita sede e não tomam água há muito tempo. Devemos apontá-los para o público como gente do nível da lata do lixo.

As oportunidades para fazer essa denunciação são ilimitadas. Por exemplo, você pode conversar com um taxista (que tendem a multiplicar seus frames para outros passageiros), influenciar seus amigos (desde que exista a abertura para esse tipo de conversa, claro) e coisas do tipo. Claro que usar as redes sociais ao máximo é uma diretiva fundamental. A pressão sobre políticos, mesmo que da base aliada (mas não muito) do governo, é essencial, desde que, é claro, saibamos apelar ao auto-interesse deles.

Várias alternativas estão à nossa disposição, sem precisarmos “ser o adversário”. Na verdade, se fôssemos ter que fazer tudo igual a eles, não faria sentido em sermos adversários. Bastaria nos juntarmos a eles. Como não é o caso, devemos encontrar as formas de tomada de espaço a partir daquilo em que somos melhores.

Em suma, basta aplicarmos a regra 6 de Saul Alinsky na hora de reagir à algumas formas de tomada de posição feitas pela esquerda.

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20 COMMENTS

  1. Boa Noite Luciano,

    Ser ridicularizado não depende exatamente do que você é ou das suas atitudes, mas sim do que uma outra pessoa pensa de você ou de suas atitudes. Ou seja, depende dos valores e costumes daquela pessoa, e não propriamente dos seus valores, logo isso é subjetivo certo?

    Partindo desse raciocínio poderíamos tentar especificar o móvel de ação dos grupos citados. Os religiosos não se reúnem para cumprir uma agenda de dominação ideológica, pelo menos é o que eu penso, contudo uma ONG carrega o perfil de que está cumprindo uma agenda ideológica. Então eu pergunto como ridicularizar indivíduos que agem não pelo senso moral daquilo que almejam mas pela bandeira ideológica que visa dominar a estrutura de pensamento da população?

    • Ser ridicularizado não depende exatamente do que você é ou das suas atitudes, mas sim do que uma outra pessoa pensa de você ou de suas atitudes. Ou seja, depende dos valores e costumes daquela pessoa, e não propriamente dos seus valores, logo isso é subjetivo certo?

      Exato.

      Partindo desse raciocínio poderíamos tentar especificar o móvel de ação dos grupos citados. Os religiosos não se reúnem para cumprir uma agenda de dominação ideológica, pelo menos é o que eu penso, contudo uma ONG carrega o perfil de que está cumprindo uma agenda ideológica. Então eu pergunto como ridicularizar indivíduos que agem não pelo senso moral daquilo que almejam mas pela bandeira ideológica que visa dominar a estrutura de pensamento da população?

      É mais fácil ainda, pelo fato de que tratamos de grupos que estão usando o dinheiro público (as igrejas usam doações).

      Mas devemos levar a questão para a esfera do debate moral.

      Ex.:

      – como chamamos pessoas que usam dinheiro público para estipular FALSAS guerras de classes?
      – como tratamos grupos que tem com única meta sustentar socialismo, que é uma ideia abjeta?

      E daí por diante.

      Abs,

      LH

  2. POde postar as outras nove? São dez? Essa mania de achar quetudo são dez, dez mandamentos, dez maneiras de emagrecer, dez cantadas infalíveis, etc. Quantas são as regras de Saul Alinski, o cara de Lucifer

  3. Vejo uma grande dificuldade em boa parte da direita quando a questão é influenciar pessoas. Nisso a esquerda ainda ganha de lavada!

    Alguma dica de leitura para aumentar o poder de persuasão dos seus leitores? Ou até: você pensa em fazer um post sobre o assunto?

    Bom, como dizem: “Não basta ter um bom produto, é preciso saber vendê-lo”.

    • um exemplo excelente aqui. especialmente aos 1:50 – quando o autor simplesmente descarta o jogo esquerdista (“não importa o que você pense dessas pressões sociais…o fato é…”) de forma elegante, e apresenta os fatos.

  4. Luciano.

    Permita-me um “off context” necessário.

    Fim da suja e abjeta celeuma dos irmãos Velasco tentando destruir a reputação do Professor Olavo de Carvalho.

    Artigo escrito pelo Olavo e entrevista com o Olavo no site http:midiasemmascara.org

    Do diário filosófico de Olavo de Carvalho:
    a delinquência dos Velasco, Aleksandr Dugin e os tradicionalistas.

    http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/15020-do-diario-filosofico-de-olavo-de-carvalho-a-delinqueencia-dos-velasco-aleksandr-dugin-e-os-tradicionalistas.html

    Entrevista de Olavo de Carvalho a Thomas Giulliano.

    http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/15018-entrevista-de-olavo-de-carvalho-a-thomas-giulliano.html

    http://www.youtube.com/watch?v=VA2fufjEzjE

    Forte abraço Luciano.

  5. Como vencer a esquerda? Simples, doses maciças de verdade. Aqueles 30% que se dizem avessos à política, com os escândalos de Passadena, Mariel e o descarado apoio à ditadura de Maduro passam a temer o polituburo latino que nos governa de Cuba. É só ter uma oposição com coragem de mostrar essas cousas que o petralhismo evapora. Contra o gramscismo e marxismo cultural só há um antídoto, a reiteração exaustiva da verdade.

  6. E se mesmo depois de todos esses ataques, exposições ao ridículo esses grupos continuarem senão tão fortes, pelo menos ‘firmes’? Já que a esquerda tem um considerável controle da máquina estatal e haja visto que ainda somos uma minoria (a grande massa jaz sob um sono profundo). Tenho a impressão que os esquerdopatas simplesmente ignorarão como sempre fazem com sua cara-de-pausice e continuarão tocando o barco.

    Em outras palavras, é como se um indivíduo num dado bairro tivesse um vizinho insuportável. O incomodado começaria a fazer a caveira do fanfarrão e com sucesso toda a vizinhança estaria unida sob um mesmo ponto de vista. E difamação vaaai e veeem… mas além de insuportável o sujeito é ranheta, determinado, intocável no que diz respeito a moral. Lembrando que chamar a policia não é opção.

  7. Luciano, claro que concordo com o texto. Venho aqui para aprender, tenha certeza.

    No entanto, bem nesse como em texto anterior, percebo o que é, para mim, um exemplo ruim. Você cita a questão num dos textos da Marcha da Família que é o exemplo dos neo-ateus. Faz o mesmo aqui dizendo que eles tiveram uma vitória sobre os cristãos.

    Já naquele texto vi nisso um problema. Simplesmente porque o dia-a-dia não reflete vitória alguma. É como se, diante de um formigueiro que se espraia por toda a Terra, um ou outro tamanduá tivessem comido algumas milhares de formigas. Diante de trilhões isso sequer representa algo sendo apenas um movimento natural e de fortalecimento do próprio formigueiro.

    Penso isso por algumas razões: 1) as igrejas continuam cheias e suas doutrinas não se modificaram um centímetro; 2) seus principais líderes televisivos ou da net estão muito em alta (ex: Macedo, Malafaia, Waldomiro, Pe. Paulo Ricardo, Caio – para citar os mais conhecidos). E estes ignoram os neo-ateus. Ignoram, é a palavra; 3) o que permitiu o alcance dos neo-ateus dentro do cristianismo não foi o neo-ateísmo, mas sim o esquerdismo como a Missão Integral e sua irmã gêmea, a Teologia da Libertação. Isso posto os neo-ateus apenas usaram o que já existia dentro do próprio cristianismo a pelo menos 50 anos; 4) Para cada blog neo-ateu devem existir uns 200 cristãos (para citar um número baixo) cuja preocupação com aqueles é praticamente nula, salvo exceções.

    Para citar agora um exemplo pessoal, estive envolvido num movimento evangélico progressista. Tive um blog cristão por anos. Digo isso para afirmar que estava bem envolvido no mundo virtual. No entanto, apesar disso, somente agora e através de você teria ouvido sobre uma tal vitória. Mesmo assim, ainda agora enquanto escrevo, não tenho o menor interesse por eles, preferindo estudar o que lhes antecede. Ou seja: não os conheço. Nem sei seus nomes principais, tendo conhecido apenas os famosos internacionais. Pode-se alegar contra mim uma ignorância premeditada. Em minha defesa alego tédio.

    Por isso mesmo, nem sequer percebo vitória alguma deste movimento precisando aqui dos seus esclarecimentos para que a mesma seja conhecida. Ora, que vitória é essa que acontece na periferia inexpressiva? Como diz o Olavo de nada valem os melhores argumentos – claro que não estou sugerindo terem bons argumentos os neo-ateus. O que vale, nas palavras do filósofo – é o poder.

  8. Luciano, boa noite,
    Com sincero respeito por seu trabalho, minha observação principal é que essas derrotas aconteceram (e continuam acontecendo com triste frequência) porque a esquerda, digamos, cristã foi quem.fez isso. Os neo-ateus nada fizeram. Tudo foi construído pela tomada do castelo do cristianismo desde dentro. Quando os soldados rasos vieram os generais esquerdistas já estavam no poder. Logo esses venceram, não aqueles. Sem essa massa amorfa católica nas Casas Legislativas – que não sabem mesmo o que é ser Católico porque isso lhe foi negado – os neo-ateus poderiam espernear e chorar até diante do Cristo Redentor. Não haveria ninguém para ouvi-los.
    Abçs,

    • Evanderson,

      Discursos assertivos/agressivos (e fraudulentos) inseridos no DNA político de pessoas da mídia, como o que vimos abaixo, são claramente neo-ateus. Não se via tal forma assertiva/agressiva (com a revisão do estatuto ético da religião, como chamo) deste tipo antes dos neo-ateus.

      Se pessoas da mídia fazem este discurso a partir de slogans e rotinas de neo-ateus, é deste tipo de vitória que falo.

      Abs,

      LH

      • Prezado Luciano,

        Fiquei pasmo com esse vídeo. Acostumei-me a ver vídeos dele em outro nível. Quando começou achei mesmo que era trote. Que ele daria uma guinada. E que diria que apenas queria demonstrar uma argumentação usual. E que os tais que assim afirmam não entendem nada do que é a Igreja Católica ou mesmo a bíblia. Básico demais e por tal razão fiquei desapontado com a vergonha alheia.

        Meu prezado, antes de breves considerações saiba que estou comentando tendo todo o cuidado que devido com seu trabalho. Respeito-o, tenha certeza. Quando comento, portanto, é com isso em mente.

        Analisando o vídeo o que tenho a dizer é: nada há ali que não houvesse em Igreja: Carisma e Poder, de Boff. E, mais ainda, em tantas outras literaturas já existentes a muito tempo. Um pastor batista,da época em que fui evangélico, que nada aprendeu com neo-ateus, escreveu seu trabalho final num Seminário (chamado de hiper-tradicional) sobre a libertação da mulher. Isso a uns 20 anos atrás.

        Então sustento que o texto desse vídeo já há muito tempo está dentro da própria igreja, católica ou evangélica. É de dentro isso. E não de fora. E com literatura abundante.

        Fazendo uma paródia com um antigo cântico evangélico: “quando os neo-ateus chegaram o Frei Beto já estava lá”.

        Encerro minha participação a fim de não ocupar em demasiado seu blog.

        Abraços,

  9. Acho que o caso dos neo-ateus é diferente do apresentado, mas a mensagem é válida. Os neo-ateus podem não ter os cultos e missas, mas eles têm toda a Universidade ao lado deles. Ou seja: o discurso apelativo à autoridade está inteiramente ao lado deles e lhes dá até vantagem em relação ao isolamento que a Igreja tem tido da sociedade. Isso mudou com o tempo, é claro, pois já houve uma época em que o ateísmo era reduzido a uma minoria e foi aos poucos, ao longo de séculos, entrando em meios sociais e a causa foi adquirindo poder.
    Na verdade, toda tese popularmente influente funciona assim. Os neo-ateus, em especial, diferente dos ateus simples, se caracterizam pela agressividade – em vários casos até infantil – diante de valores cristãos e usam justamente certos ícones do Cristianismo para atacar esses valores. Sua preocupação é outra. Um ateu simples, está cagando um balde para a religiosidade das pessoas. Ele só entra em conflito em algumas questões que transbordam as escolhas pessoais e vão para o debate público. Um exemplo de ateu simples e resolvido quanto a essa questão é o Marcelo Gleiser. Enfim, quando um neo-ateu prega seu ódio colérico aos valores conservadores julgando estar lutando apenas contra o Cristianismo, está mostrando a lacuna – ignorância – quanto à política (não por acaso boa parte é declaradamente socialista sem saber o que é marxismo) e está usando o arcabouço já existente sobre questões cosmológicas. Ele até se apoia em premissas honestas e debatíveis, mas com intensões delinquentes. São crias de Dawkins e não de Hawking.

    Bom, toda política se faz conquistando corações e mentes. O poder nato é obtido assim. Se o discurso da esquerda ainda apela aquele “zelar pelos pobres”, precisamos mostrar que somos mais zeladores disso ainda. Só que zelamos, antes de mais nada, pela autonomia profissional dos pobres, e não por sua dependência do governo e das condições econômicas.
    É claro que falar isso em uma linguagem de botequim – como a esquerda faz – presume criar também alguns clichês do esquerdismo. É preciso criar as caricaturas deles, e a guerra cultural está aí pra isso.
    Ela é cansativa a nós, que lemos bastante, mas é necessária no âmbito popular.

    Eu acredito que um direitista são precisa acreditar em duas coisas: 1 – é preciso semear a luta política contra a esquerda sem o desespero de que, se não tiver resultados imediatos, tudo acabou; 2 – é preciso ter propostas construtivas que atentem às dúvidas e desconfianças dos leigos quanto ao que se convencionou colar à imagem da direita. Só o discurso destrutivo não garante o enfraquecimento da esquerda. Precisamos de mostrar ao público que existem propostas interessantes – concretas – de funcionamento da lógica liberal, que resultam nas bandeiras mais preteridas: emprego, renda, etc. A esquerda tem mantido o monopólio disso e é a razão pela qual tantos vêem qualquer direitista como um sujeito meramente egoísta e “cagando para os pobres”.

  10. Luciano, mais notícias para o dia:

    1) Já que os rolezinhos voltaram à pauta, fica o aviso de que haverá mais três no parque Villa Lobos, com o óbvio risco de termos mais crise a esse respeito e os participantes do rolezinho gerando aquele estado de conturbação social necessário para que o marxismo-humanismo-neoateísmo prospere. Diz um dos líderes de rolezinhos que faltou segurança no Ibirapuera, mas aí ficamos naquela tomada de refém feita por marxistas-humanistas-neoateístas, em que se a polícia age é chamada de truculenta e racista e se nada faz é chamada de omissa, isso sem falar dos epítetos em questão também serem atribuídos às pessoas comuns contrárias a isso;

    2) Viu o Sakamoto fazendo um desconstrucionismo frustrado? Ele fala sobre eufemismos sendo usados na sociedade em geral, como “colaborador” no lugar de “empregado” e “descontinuar” no lugar de demitir. Porém, é daqueles famosos textos em que o começo é o que menos importa e é no fim que ele joga o gramscismo na mesa:

    Poderia fazer uma lista gigante de casos – como chamar de “desentendimento de casal” uma porrada no rosto da namorada, de “corretivo” um espancamento, às vezes até a morte, de uma criança pelos adultos responsáveis, ou de “forçar a barra” as tantas tentativas de estupro que acontecem nas “famílias de bem”.

    Prefiro, contudo, ressaltar um em especial. A pessoa que defende que brancos tenham mais direitos efetivados que negros e indígenas, que homens ganhem mais do que mulheres, que gays, lésbicas, mulheres e homens trans tenham que se esconder, que ricos devem ser mais protegidos do que pobres, não está “exercendo seu direito à liberdade de expressão”. Não, não.

    Essa pessoa é simplesmente idiota. Tem cura, mas, até lá, vai continuar idiota.

    Já que ele ficou falando de uso de novos termos para suavizar o impacto de antigos, imagino que tenha notado o negrito proposital. O termo “direitos efetivados” é eufemismo dos bons para “direitos especiais” e tem praticamente a mesma lógica de “minoria não é numérica, mas em direitos efetivados”. Como já disse antes, essa é uma rotina excelente para ser desmontada.

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