Que o fracasso da Marcha da Família sirva para ensinar algo em termos de consciência política para a direita

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Para o bem e para o mal, a Marcha da Família foi um fracasso monumental.

Em SP, a Marcha AntiFascista, organizada pela esquerda, chegou a levar mais pessoas. Não que isso significasse grande coisa, pois foram apenas 800 pessoas da esquerda, contra 700 da direita. Nesse show do bizarro, alguns manifestantes da Marcha da Família tomaram fãs do Metallica por black blocs e os xingaram de “lixo”.

Esse espetáculo deprimente, resultante de uma ingenuidade política monumental por parte de alguns direitistas, deve ter sido encarado pela esquerda como uma oportunidade inigualável. O rótulo “golpista” agora pode ser muito mais facilmente lançado sobre a direita.

Em suas racionalizações, os marchistas diziam: “Ah, mas a esquerda sempre ridiculariza a direita mesmo”. Mas mesmo assim era preciso facilitar? Outros poderiam dizer que “o grito estava entalado na garganta”. Sim, mas a fase em que nos limitamos a falar o que sentimos nos momentos de “desabafo” é a infância.

Eu dizia que a atual Marcha da Família é um tiro no pé de calibre tão alto que merecia até financiamento da esquerda. Em pleno 2014, tivemos pessoas (que alegam ser de direita, e eu acredito) dizendo “não queremos eleições, queremos intervenção” ou “deposição do governo eleito” sem receber um centavo sequer do PT. Ei, pessoal, errar de forma tão espetacular para ajudar o oponente mereceria alguma compensação. Comecem a cobrar financiamentos do PT para a próxima Marcha da Família. Fica a dica.

Esse show de horrores em termo de estratégia política é um sintoma de que ainda temos muito trabalho pela frente em termos de criar uma verdadeira consciência política na direita. Essa consciência política é formada pela aniquilação (na medida do possível) da ingenuidade política, e a construção de um pensamento focado em estratégia política. Em suma, não devemos entrar em campo para fazer ações estrategicamente ruins, mas para tentar obter resultados politicamente justificáveis e viáveis de acordo com o período em que vivemos.

Não é preciso ser muito investigador para chegar a conclusão de que hoje em dia quem usa os frames adequados consegue mais resultados. Da mesma forma, aquele que se mostra mais inclusivo, compassivo e tolerante em seus discursos obtém mais resultados – isso sem precisar ser nenhuma dessas coisas.

É por isso que a esquerda quer censurar o oponente mas fala “em nome da democracia’. Eles estão jogando o jogo político, cuja regras são claras. Horowitz, por parte da direita, e Alinsky, por parte da esquerda, já nos deixaram isso bem claro.

Enquanto a esquerda fala em democracia enquanto pede censura – ver o caso da inominável Jandira Feghali, do PCdoB, querendo censura sobre Rachel Sheherazade por ela ter dito algo que não agrada os criminosos violentos – por que a direita não faz uma manifestação em prol da liberdade de expressão (e, por isso, contra a esquerda) usando Rachel como símboloUma manifestação deste tipo iria posicionar os petistas e seus aliados como censores perante a opinião pública.

Em outras palavras, somos nós, da direita, que temos o direito moral de usar o frame “democracia”, enquanto a esquerda não tem moral para falar em seu nome, principalmente depois das tentativas de implementar o marco governamental da Internet, propor suas leis de mídia e executar ações coordenadas entre vários partidos aliados (PT, PCdoB e PSOL) para censurar a opinião divergente.

Em tempos onde a esquerda luta de forma hercúlea para implementar a ditadura no Brasil, mas sempre usando o frame “queremos aumentar a democracia”, algumas pessoas da direita fizeram uma marcha dizendo “não queremos democracia”. Se isso fosse um filme, com certeza seria um filme trash, que de tão ruim chega a ficar engraçado.

Espero que os marchistas tenham aprendido uma coisa ou duas com a vergonha que passaram.

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109 COMMENTS

  1. O pior de tudo, Luciano, é a não aceitação do erro. A esquerda age de maneira dialética, se não ganhar aqui, certamente ela ganhará acolá. Como um monstro com vários tentáculos, se perder um tem outros. E a direita? A direita simplesmente teima em permanecer no ERRO; é burrice atrás de burrice; é porrada atrás de porrada.

    Eu entendi o que tu disseste desde o começo, mas não entendo como tem gente que contraria o óbvio. Como diz a minha avó: “o conselho ou instrução entra por um ouvido e sai pelo outro”.

    Assim não tem condição, como poderemos ser vitoriosos deste jeito?!

    • Existem vários leitores que já entenderam. E percebo uma boa atuação de parte da direita.

      Essa turma da marcha é uma PARTE da direita que precisa sofrer rejeição social. A falta de consciência política é de doer, chega a ser infantil.

      Gramsci também enfrentou isso na Itália. Ele chama esses de comunistas fatalistas.

      Eram pessoas que tinham uma visão de que “o comunismo um dia vai acontecer, com certeza”, e daí relaxavam. Como viviam apenas com a projeção de futuro, tornavam-se caricaturas.

      Assim como Gramsci superou esses comunistas, precisamos superar essa direita.

      Abs,

      LH

      • Sabiam que em 2010, o Ministério da Educação, capitaneado por Fernando Haddad, distribuiu a todas as escolas públicas do país, fossem do governo federal, estadual ou municipal, uma coleção, em dezenas de volumes chamada “Grandes Educadores”, voltada para a formação contínua dos professores, cada uma referente a um pensador considerado referencial para a educação e para a prática pedagógica? Entre os grandes educadores do mundo de ontem e hoje, adivinhem quem consta da lista, tendo um livro dedicado a ele na coleção?

        http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me4660.pdf

        Realmente, os caras sabem o que fazem.
        Por outro lado, por sorte, na maioria das escolas pelas quais passei, a coleção empoeira nas estantes e nos depósitos, nas salas de coordenação pedagógica e nas bibliotecas, sem que ninguém dê a mínima. Como é feito com a maioria do material de formação e estudo recebido, aliás. Sejam bons ou ruins.

        Abçs.

  2. Não acredito que essa doutrinação feita pela esquerda há décadas possa ser revertida somente com ações de propaganda. Dominam a imprensa, a educação, a politica e a máquina publica.
    Estamos num caminho sem volta, até chegarmos no patamar da Venezuela. Quando a água bater no queixo é que haverá reação da maioria silenciosa e acomodada da população. Essa reação se dará como na Venezuela, com violência e com mortes.
    Não há o que fazer para deter essa vaca que está indo ao brejo, como diz a sabedoria popular: está tudo dominado.
    Voce imagina se eles conseguirem o governo de São Paulo, terão a melhor policia do Brasil nas mãos. As FFAA em mais uma ou duas trocas de comandantes terão uma maioria de esquerdistas como lideres.
    O Brasil já era, a América Latina já era. A saída é, sem nenhuma duvida, o aeroporto de Cumbica.

    • É isso que eu digo de FAZER PROPAGANDA PARA O ADVERSÁRIO.

      1 – Guerra cultural não é suficiente (FRAME SEU: “sou pró ditadura”, FRAME DELES: “sou pró democracia”)
      2 – A vitória deles é inexorável (FRAME TEU: “perderemos, com certeza”, FRAME DELES: “venceremos, com certeza”)
      3 – O Brasil já era (FRAME TEU: “o Brasil já acabou, é da esquerda”, FRAME DELES: “A direita acabou, estamos aqui por vocês”)

      O que mais me surpreende é que você faz isso de graça. Devia começar a cobrar uma boa grana do PT.

      Abs,

      LH

      • Luciano, a maior dificuldade para que eu faço parte da folha de pagamento do PT é que eles usam a mentira como arma. Eu não. Os fins não justificam os meios para mim.
        Reafirmo que na atual conjuntura querer combater a esquerda com discurso é perda de tempo. Eles dominam tranquilamente em todas as áreas.
        Essa “burrice” que você tanta divulga, de graça também e dando ideias para os petralhas, talvez sejam o último suspiro antes do golpe final. Quem sabe que esse tipo de manifestação deixe os petralhas pensando que ainda não é a hora. Talvez mostre que a resistência a um golpe direto seja suficiente para derrotar o golpe.
        O especialista no assunto aqui é você. Eu sou apenas um cidadão que viveu e combateu duas ditaduras. E sei como elas são difíceis de derrubar.

      • Não vejo a opinião do Sepulveda como propaganda. Em termos de guerra política, é claro que este realismo é bom para a esquerda. Mas há pessoas que se enquadram dentro do espectro “direita” e querem apenas viver sua vida em paz. Com esse distanciamento, essas mesmas pessoas (e esse é meu ponto de vista) entendem que a revolução no Brasil já ocorreu (pela via gramsciana).

        A dominação esquerdista no Brasil é tamanha que o homem mais lúcido no Brasil – a primeira figura pública a denunciar o Foro de São Paulo e a revolução cultural – cansou-se de Banânia e foi morar nos EUA.

        Já coloquei aqui em outra oportunidade e insisto novamente que, via de regra – o indivíduo que é de “direita” deseja apenas viver sua vida com tranquilidade, não se envolver em um sórdido game alinskyano. Se isto significar deixar de país de origem e ir para um outro onde há maior respeito à liberdade individual e menos impostos, que seja.

        Mas trata-se, a meu ver, de intransigência taxar essas pessoas de propagandeadores da esquerda.

        Att.

  3. luciano, se o protesto fosse melhor organizado, com uso das técnicas necessárias e contando com organizadores bem treinados, vc não crê q o protesto teria uma outra cara e q daria para beneficiar a direita?

    a esquerda já treina militância desde os anos 50. não seria a hora da direita estudar a arte da militância para também por em prática de maneira magistral?

    e já q os filhos das trevas são mais prudentes q os filhos da luz, porque não usar o seu método, luciano, de estudar os movimentos do inimigo e aprender com ele? ora, essa atitude é das mais sábias em tempos de guerra. e se fizéssemos uma analogia com artes marciais, o adversário q consegue entrar na sua mente, aumenta a própria chance de vitória.

    veja o material q olavo de carvalho recomenda:
    http://www.casagordita.com/tools.htm

    aqui é john connor.

    • Concordo plenamente com o “treinamento” de militância de direita. Não dá mais para ver meus colegas de direita postando pedidos pela volta dos militares e outras bobagens…
      Alguns métodos com certeza podem ser aproveitados, fazendo-os padecer pelas suas próprias regras… mas também divulgando mais o que realmente a direita quer e não esse besteirol de “defensores das elites” que é repetido por doutrinadores.

  4. Luciano e pessoal, vc sabe que acompanho , participo dos debates, concordo com algumas de suas posicoes, sei que vc esta sendo realista e nao fatalista mas acho que vc deve ser menos critico com as palavras usadas( sei que vc as usa) com boas intencoes, mas porque usar a frase : fracasso monumental?? As pessoas que ora participaram, foram imbuidas do mais alto senso de brasilidade( embora possam te-lo feito de maneira errada), creio que se moderarmos o tom e o uso das palavras, poderemos ter mais chances de os trazermos para aquilo que sabemos ser o melhor, para nos opormos ao que ai esta. Desculpe a grafia estou no tablet e nao sei usa-lo ainda.

  5. É o melhor artigo sobre a Marcha pela Família que vi até agora. A marcha original de 1964, conforme sei, foi apoiada por grandes líderes da Igreja Católica. Eles foram o motor principal do evento. Neste ano, nenhum líder católico, nenhum bispo esboçou apoio. Daí, não houve realmente um ressurgimento da marcha original. Do lado dos evangélicos, em 1964 o Pr. Enéas Tognini liderou uma campanha de oração para Deus salvar o Brasil do comunismo. Eu como evangélico prefiro a opção do Pr. Enéas. Sou totalmente contra uma marcha para derrubar Dilma e o PT, pois eles foram colocados ali pelo voto. Se o povo os quer fora, há sempre eleições. Eu não votei nela, mas fazer o que se a maioria assim escolheu. Participar de uma marcha para derrubar um governo que a maioria escolheu não me parece sábio e certo. Por mais que discordemos de Dilma e do PT (e eu discordo veementemente), temos de ser honestos: eles estão no poder pelas urnas. É nas urnas que o povo que se diz descontente deve vencê-los, não através de golpes.

    • ” Sou totalmente contra uma marcha para derrubar Dilma e o PT, pois eles foram colocados ali pelo voto.”

      Assim como Hugo Chávez e Nicolás Maduro. O PT vence eleições não pelo voto, mas pela demagogia e enganação. Vence por um sistema sofisticado de compra de votos, através de um sem número de bolsas, comprando os pobres, empresários, classe artística, etc… vence destruindo e aniquilando a oposição, através de um financiamento agressivo para jornalistas vendidos caluniarem e difamarem a oposição em blogs e sites chapa branca. Isso sem falar no aparelhamento do Estado.

      O Brasil está em vias de se tornar um simulacro de democracia, isso se já não se tornou. Enquanto houver possibilidade de se derrotar o PT pelas vias democráticas, essa deve ser a nossa opção. Mas essa possibilidade ainda existe? Para muitos sim, mas muito pequena. Se o PT continuar vencendo eleições e avançando em sua agenda bolivariana, qualquer chance de alternância de poder terminará e mesmo que esse país afunde numa crise sem precedentes, qualquer chance de uma oposição vencer as eleições será menor que zero. O PT ficará no poder por décadas. Essa é a realidade.

      E como ficaremos? Ficaremos desamparados como os venezuelanos, sem o apoio sequer dos países vizinhos, sendo obrigados a saírem pelas ruas sozinhos e se oporem contra um regime tirânico que assassina quem se lhe opõe?

      É por isso que mesmo sendo contra qualquer intervenção militar no momento, considero oportuno toda e qualquer iniciativa que tem por objetivo uma preparação para uma intervenção futura. Ou se deseja que o povo lute sozinho, sendo mortos por milicias petistas? A agenda avançando, nem mesmo uma imprensa independente teremos ao nosso lado para denunciar o governo… Se hoje isso quase não ocorre…

      E é preciso salientar que isso não se tratará de golpe. Pode-se, no mínimo, chamar de regime de exceção, que tem por regra toda e qualquer ação que impeça que os verdadeiros golpistas se perpetuem no poder. Quando os meios lícitos e honestos cessam, o mal menor sempre é o mais recomendado.

      Para mim os manifestantes da marcha da família tem todo o direito de se manifestarem. A desarticulação da direita está longe de poder cair no colo desses manifestantes e considerar que a marcha da família poderia prejudicar uma possível reação da direita ou ser-lhe causa de vergonha é de uma extrema insensatez. A questão dos esquerdistas se aproveitarem de uma situação criada para prejudicar a direita também não colhe. Isso seria algo muito pequeno se compararmos o que eles vem fazendo há décadas sem qualquer reação.

      A verdade é que se a direita fosse organizada e articulada essa marcha não produziria qualquer efeito adverso à sua imagem.

      Para finalizar, mais um comentário:

      “Eles foram o motor principal do evento. Neste ano, nenhum líder católico, nenhum bispo esboçou apoio”

      Porque também foram aparelhados. Simples assim… Na CNBB pode existir mais comunas que em cuba… Você bem deve conhecer algo chamado teologia da libertação.

      • Assim como Hugo Chávez e Nicolás Maduro. O PT vence eleições não pelo voto, mas pela demagogia e enganação.

        Então é seu papel desmascarar a demagogia e encenação deles, para fazê-los perder PELO VOTO.

        Vence por um sistema sofisticado de compra de votos, através de um sem número de bolsas, comprando os pobres, empresários, classe artística, etc… vence destruindo e aniquilando a oposição, através de um financiamento agressivo para jornalistas vendidos caluniarem e difamarem a oposição em blogs e sites chapa branca. Isso sem falar no aparelhamento do Estado.

        Eles só conseguiram aparelhar o estado por que FIZERAM A GUERRA CULTURAL ANTES. E nessa guerra cultural sempre falaram em democracia. E você, o que faz? Dá o frame “democracia” para eles ao pedir intervenção militar…

        O Brasil está em vias de se tornar um simulacro de democracia, isso se já não se tornou. Enquanto houver possibilidade de se derrotar o PT pelas vias democráticas, essa deve ser a nossa opção.

        E se não houver? Que se reconheça os méritos do oponente, simples assim. Ou então que se parta para a guerra civil de uma vez…

        Mas essa possibilidade ainda existe? Para muitos sim, mas muito pequena. Se o PT continuar vencendo eleições e avançando em sua agenda bolivariana, qualquer chance de alternância de poder terminará e mesmo que esse país afunde numa crise sem precedentes, qualquer chance de uma oposição vencer as eleições será menor que zero. O PT ficará no poder por décadas. Essa é a realidade.

        E o que você tem feito para impedir isso? Tem gastado um tempo nas redes sociais lutando a guerra política?

        E como ficaremos? Ficaremos desamparados como os venezuelanos, sem o apoio sequer dos países vizinhos, sendo obrigados a saírem pelas ruas sozinhos e se oporem contra um regime tirânico que assassina quem se lhe opõe?

        Sim, é isso que vai acontecer se a direita não for para a guerra cultural.

        É por isso que mesmo sendo contra qualquer intervenção militar no momento, considero oportuno toda e qualquer iniciativa que tem por objetivo uma preparação para uma intervenção futura.

        Toda e qualquer iniciativa neste sentido serve para o PT dizer: “Tá vendo, essa é a direita. Eles não querem democracia!”.

        Ou se deseja que o povo lute sozinho, sendo mortos por milicias petistas?

        É isso que o povo merece, se NÃO VENCER A GUERRA CULTURAL.

        E é preciso salientar que isso não se tratará de golpe. Pode-se, no mínimo, chamar de regime de exceção, que tem por regra toda e qualquer ação que impeça que os verdadeiros golpistas se perpetuem no poder. Quando os meios lícitos e honestos cessam, o mal menor sempre é o mais recomendado.

        Para mim isso é apenas racionalização do injustificável…

        Para mim os manifestantes da marcha da família tem todo o direito de se manifestarem.

        Eu sempre fui a favor desse direito. Mas eles também devem ser passíveis de crítica…

        A desarticulação da direita está longe de poder cair no colo desses manifestantes e considerar que a marcha da família poderia prejudicar uma possível reação da direita ou ser-lhe causa de vergonha é de uma extrema insensatez.

        Se alguém me perguntar “Ai, vc é de direita. Então defende a Marcha da Família?”

        Você acha que vou me orgulhar de um grupo que dá o frame “democracia” para a esquerda?

        Eu vou é me envergonhar mesmo, pois eu conheço o material de George Lakoff sobre o uso de frames.

        Para mim, a Marcha da Família é imperdoável em uma análise da guerra de frames.

        A questão dos esquerdistas se aproveitarem de uma situação criada para prejudicar a direita também não colhe. Isso seria algo muito pequeno se compararmos o que eles vem fazendo há décadas sem qualquer reação.

        É por isso que eu digo que não devemos facilitar a vida deles…

        A verdade é que se a direita fosse organizada e articulada essa marcha não produziria qualquer efeito adverso à sua imagem.

        Com essa mesma temática? Pedindo intervenção militar?

        Para finalizar, mais um comentário:

        “Eles foram o motor principal do evento. Neste ano, nenhum líder católico, nenhum bispo esboçou apoio”

        Porque também foram aparelhados. Simples assim… Na CNBB pode existir mais comunas que em cuba… Você bem deve conhecer algo chamado teologia da libertação.

        Sim, isso ocorreu por causa da guerra de posição, causada na GUERRA CULTURAL, conforme definido por Gramsci.

        E enquanto isso tem gente que fala em intervenção militar…

      • Só me resta afirmar a prática. A qualidade de vida que levo hoje de uns dez anos pra cá está sendo muito melhor do que as dos meus pais (in memoriam). E comparando a história e a vida de muitos que conheço, percebo esta melhora também nesses. Sempre fui do pensamento do viver o hoje sem estragá-lo procurando melhorar e não destruí-lo.
        O passado é uma roupa que não nos serve mais, porém, nunca devemos esquecê-lo.

      • ‘Ou se deseja que o povo lute sozinho, sendo mortos por milicias petistas?

        É isso que o povo merece, se NÃO VENCER A GUERRA CULTURAL.’

        Luciano, acho que você não pensou direito nessa resposta.Ninguém merece isso. Quando você vai pra uma guerra (no caso a cultural) você pode ganhar ou perder, caso perca (não porque os argumentos são ruins mas porque o povo não quer ser convencido, por ex) isso significa que você MERECE ser espoliado pelo bandido?
        Eu não devo nada pra esses vagabundos, nem que eu perca mil guerras não é legítimo dar nem um centavo pra eles.

      • Acho que o frame foi péssimo mesmo.

        O que eu quis dizer é que um povo tende a sofrer as consequências de seu erro.

        Isso é base de meu paradigma de pensamento: somos nós, os oponentes de uma ideia (no caso, o esquerdismo) que devemos expor ao público o quanto a ideia oponente é danosa. Mas, se não fizermos isso, devemos ser responsabilizados pelas consequências. Isso leva ao seguinte: devemos reconhecer que merecemos algumas derrotas, e, em seguida, lutar pelas vitórias.

        O sofrimento do povo venezuelano é resultante de uma incompetencia política de um grupo.

        Abs,

        LH

      • Há que distinguir perder uma batalha-cultural por falta de competência, experiência, maturidade etc. ou porque não nos envolvemos.
        No primeiro caso, aprendamos com os erros cometidos, luvas ao alto e aguardemos o gongo do próximo assalto. Afinal, a guerra-cultural continua. Eternamente.
        No segundo, que se agüente a trolha mortadelesca. Sem vaselina.

    • Saudações, Julio.
      Eu desprezo a marcha golpista. Ainda por cima para pedir golpe militar. É mais burrice por metro quadrado do que a estrutura do espaço suporta. A esquerda ri satisfeita.
      Mas a marcha venezuelana, por exemplo, como forma de pressão política popular é válida. Se apenas as eleições podem determinar o fim de um mandato, para que existe o Impeachment de um presidente ou cassação de um mandato parlamentar?
      Afinal, o poder deve emanar do povo. Ou não?

    • Julio, em 1964 o Brasil era majoritariamente católico fervoroso, protestantes no Brasil não deveria chegar talvez nem a 5% da população (não é uma critica que eu estou fazendo, acredite). Por isso que os movimentos esquerdistas tiveram como alvo principal a Igreja Católica. Ao ser minoria no Brasil, o protestantismo teve como prevenir a infiltração esquerdista no Brasil.

      A Igreja Católica era o principal obstáculo para uma massificação esquerdista na sociedade brasileira. Os principais jornais da época já em sua grande maioria eram simpatizantes dos ideias esquerdistas. Daí a idolatria da mídia (até hoje isso acontece!) as figuras de esquerdistas dentro do clero católico como Helder Câmara, Leonardo Boff e outros.

      O próprio “Frei” Betto em entrevista recente confirmou aquilo que todos já sabiam: O esquerdismo era minoria dentro da Igreja Católica, então eles tiveram que penetrar cada vez mais dentro dela.

      O gramscicismo foi esperto em fazer o católico perder primeiro a sua fé para depois transformá-los em futuros militantes.

    • Caro Julio Severo, não vou discutir com o Luciano ayan pois o esquerdismo dissimulado dele me enoja mas, você uma pessoa esclarecida que nós há anos apoiamos, vir aqui apoiar esse Esquerdismo Intelectual ligth? Ora veja, como conseguiremos derrubar estas pessoas se eles COMPROVAMDAMENTE determinam os resultados das eleições? E quem prova isso é o Professor Diego Aranha, especialista em Criptografia Computacional da UNB que testou e reprovou a segurança de tais urnas consideradas as piores do mundo que nem o Paraguai as quis. Lula por sua vez tem os Hackers Marcelo Branco, Richard Stallman, Kevin Mitnik que nas últimas eleições esteve aqui no Brasil por articulações de Fóruns de informática ligados ao PT, e denunciados pelo site Wikiliakes aqui: http://wikileaks-brasil.blogspot.com.br/2010/11/democracia-hackeada-como-o-pt-fraudou.html.

      Diante disso, qualquer que seja o candidato o resultado será sempre o que agrade aos Comunistas, tanto grosseiros como Lula quanto os ligth como FHC – E claro, Luciano Ayan! Desculpe, ia esquecendo -, Sendo assim, só nos resta a opção da Intervenção das Forças Armadas para permitirem eleições justas que definitivamente não são. E se irmos às ruas e conseguirmos ao menos isso, pressão para a mudança das urnas, particularmente, já me dou por satisfeito caso ocorram tais mudanças nesta próxima eleição. Do contrário, você terá muito argumento por um bom tempo em seu blog sobre Ativistas Gays e sua Agenda fomentada pelo PT. Acho que está faltando a devida visão de estratégia política nos senhores, com o devido respeito que lhes tenho. Vá desculpando Ayan, é que sua tapa esquerdista foi muito forte e provocou a Lei física de Newton.

      • Seu post revela algo muito interessante: o direitismo depressivo (“o comunismo sempre vai ganhar”) é uma RACIONALIZAÇÃO para que você justifique a opção de “intervenção militar já”.

        Não que sua estratégia tenha funcionado em qualquer lugar do mundo, mas você acredita nela.

      • A burrice anda de mãos dadas com a ignorância.

        Ora sr. Ricardo Ribeiro….

        1) Se as o governo atual está COMPROVADAMENTE determinando o resultado das eleições, e quem PROVOU foi o Professor Diego Aranha, porque vocês não realizaram “A MARCHA PELA INVESTIGAÇÃO DAS URNAS ELETRÔNICAS”?.

        2) Porque não realizaram denúncias coletivas e massiças ao ministério público

        3) Porque não levaram à marcha com as provas e o Professor Diego Aranha, ao ministério público, e disponibilizaram cópias dessas provas na internet para salvaguardar os dados?

        4) O sr. Acusa o Luciano Ayan de esquerdista moderado (e consequentemente faz o mesmo com aqueles que correspondem positivamente à opinião dele) MAS AO MESMO TEMPO o sr. apoia suas afirmações em informações do site Wikileaks — onde Julian Assange é conhecido por ser esquerdista moderado — tanto que já apanhou da esquerda.
        http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/mundo/noticia/2012/08/julian-assange-participa-de-reuniao-da-esquerda-radical-francesa-por-telefone-3864223.html

        Assim não dá…ser de direita tudo bem, mas apoiar intervenção militar nos moldes de uma ditadura e meter o pau no esquerdista moderado, usando informações de esquerdistas moderados…é pura………..FANFARRICE.

        Vocês tinham (e ainda tem assunto para diversas marchas):

        – A doutrinação marxista nas escolas

        – O aparelhamento de instuições de justiça por partidos políticos.

        – O FORO de São paulo

        – O Pedido pela adição do voto impresso JUNTO com a urna eletrônica (porque tirar a urna eletrônica para voltar o papel….só o papel….também é burrice). *** Muito embora eu acredite que não existe sistema à prova de fraude ***

        – O plano de censura midiática denominada: MARCO CIVIL E DEMOCRATIZAÇÃO de mídia.

        – O apoio à escravidão e envio de grana à ditaduras com o programa “mais médicos”.

        – O apoio político de nosso governo a ditaduras comunistas.

        – As leis de interesse do povo, que são vetadas no congresso, principalmente por políticos petistas.

        MASSSSSSS….
        De todas essas pautas — qual vocês foram escolher???

        INTERVENÇÃO MILITAR . PUUUUUTTAAAAAAA MERRRRRDAAAAA.

        Militares são uns caras que nunca educaram o país sobre o mal que eles mesmo combateram. Acreditaram em um final feliz, com a queda do muro em um outro país — e ainda de quebra permitiram a ampla propaganda ideológica que se verifica nos meios de comunicação atuais.

        Essa mesma ingenuidade é verificada em quem pede o “retorno dos militares”.

        A real é a seguinte:
        Vamos aguardar a intervenção militar nos próximos dias 🙂

        Desculpe aí pessoal….não vou nem mais falar sobre isso…porque minha arma argumentativa de “fogo amigo” tá se preparando para destruição em massa e temos que ter esperança que os direitistas que não gostam de estudar um dia ainda pensem políticamente, culturalmente, estratégicamente, assertivamente dentro do jogo — ao invés de pedir a um titio boina verde que retire seus adversários do jogo.

        Alguém poderia postar os vídeos, para observamos a aderência dos militares à marcha?

    • É o que penso também, Júlio Severo. A melhor marcha é o voto.
      Não precisa fazer nenhum outro movimento não.
      E, pelo amor de Deus, Ditadura Militar nunca mais!
      Por pior que seja, o povo escolher o governante é uma grande conquista!
      Errou? Espera mais quatro anos…

    • Democracia não é apenas voto.
      Se um governo trai a confiança dado pelo povo através do voto pode e deve ser retirado do poder.
      Caso contrário seria apenas a reedição de uma monarquia absolutista mesmo que temporária.
      Claro que existe meios constitucionais para que se faça isso de forma civilizada sem a necessidade da “forca”.

  6. Sempre disse desde 1986,que nós da direita tínhamos que fazer politica,deixamos nos colar a pecha de proto ditadores,não combatemos o lixo moral,não nos organizamos e o que queremos agora?uma ditadura?pois fiquem sabendo se vier um regime fechado este sera de esquerda pois quem conquistou a opinião publica?empresários?classe média?idiotas uteis?força de mobilização social?formadores de opinião publica?nós?não são eles ,hoje a minoria politica somos nós,e isto mesmo Luciano ou trabalhamos,ou sera sempre essa brasileirada querendo que outros façam por nós

  7. Eis a resposta da professora à deputada petista que mente sem parar em seu pronunciamento. São estes cretinos(as) jurássicos que devem ser ridicularizados ao extremo. Do tipo de escárnio que faz a pessoa pedir pizza em casa para não ouvir impropérios em restaurantes (caros, naturalmente)

    http://youtu.be/k_2s0Pr5Hj0

  8. Apesar de todos os pontos que voce tem trazido, Luciano, acho que a marcha teve alguns pontos positivos, como:

    -É uma das primeiras marchas de oposição que é divulgada pela imprensa de maneira ampla. Ok, a divulgação teve o interesse de denegrir a imagem da direita, mas muitos movimentos e manifestações tem seu início repudiado. Comparando com a manifestação em Brasília, convocada por cristãos, essa marcha apareceu mais na mídia, apesar de ter muito menos gente. Outro caso semelhante foi o do Bolsonaro, que ganhou publicidade com algumas polêmicas em que se envolveu. A mídia atacou muito ele, mas hoje ele é muito mais popular.

    -Os organizadores podem ter aprendido uma série de questões técnicas que podem ser empregadas em futuras manifestações.

    -Direitistas estão mais atentos e pensando mais sobre como fazer manifestações, incluíndo o seu blog que já deu umas orientações sobre formas de manifestação.

    -É possível que esteja se formando uma camada de direitistas militantes que antes não havia. Antes esses grupos apenas se restringiam a opinar na internet. Se é esse o caso, talvez seja interessante buscar aumentar a proximidade entre os militantes e aqueles que fazem o trabalho mais cultural

    • Concordo , temos que somar forcas e nao dividi-las, se pudermos aglutinar com aqueles que promoveram as marchas, mais o luciano com suas sabias colocacoes, teremos militancia fisica entrosada com a guerra cultural imprescindivel para obtermos a vitoria, porque ate a eleicao , podemos sim fazer diferenca, como exemplo: porque nao massificarmos a urgente necessidade de que as urnas fraudaveis do pleito, tambem implimam o comprovante de nosso voto? Porque se formos esperar ganhar no voto, corremos o risco de perdermos.

    • Não acho que precisamos de militantes, não agora. Atitudes como essas (dos marchistas) só servem para desmoralizar a direita e dar justificativas aos ataques inimigos e a toda visão distorcida da sociedade em relação as ideias consideradas conservadoras/liberais.

      Ganharam visibilidade sim, com a imagem de golpistas. Porque até mesmo alguém que não seja esquerdista vê na palavra intervenção militar um eufemismo para ditadura.

      • Sem negar os efeitos negativos apontados por Luciano, boa parte dos movimentos políticos ou sociais começam sem popularidade e são até ridicularizados, porém com o tempo ganha visibilidade e força, a medida que a sociedade os conhece e seus próprios organizadores ganham experiência e aprendem como levantar recursos para eles. Acredito que essa marcha possa servir para rediscutir diversos pontos sobre a história que a esquerda tem trabalhou para tornar consenso, através das escolas.

        Sobre precisar de militância, não vejo como um movimento político pode não se interessar por ela.

  9. A direita quer golpe e com que moral poderá falar em nome da democracia? Essa marcha estava fadada ao fracasso. O negócio é guerra cultural. Temos que mostrar as contradições da esquerda, como já vem sendo feito através do Livro Esquerda Caviar, ridicularizá-los como as páginas “MARX DA DEPRESSÃO” e “MEU PROFESSOR DE HISTÓRIA MENTIU PRA MIM”. Além de fazermos com que denúncias como o desmantelamento da PTbrás afetam o país, demonstrando os benefícios da privatização coisa que a esquerda é contra, por que quer aparelhar essas empresas públicas, fazendo-as de cabide de emprego deles. Imagine se esses canalhas da esquerda ainda tivessem a VALE, Embraer e o sistema Telebrás? Eles fariam uma festa regada a muito caviar.

    • Luciano, aposto que os marchistas não aprenderam nada com isso. No fundo, infelizmente, sinto que continuaram buscando soluções milagrosas para os problemas do país em vez do longo, porém eficiente, caminho da guerra cultural. Estão dispostos a jogar anos de trabalho duro em nome dessa “brincadeirinha” infantil.

  10. Prezado Luciano, muito considero suas observações. Mas devo dizer que reduzir tudo a uma guerra cultural e ainda afirmar que o povo merece a morte pelas armas das milicias do governo tirânico é um extremo disparate. Eu disse:

    “Ou se deseja que o povo lute sozinho, sendo mortos por milicias petistas?”

    E você rebateu:

    “É isso que o povo merece, se NÃO VENCER A GUERRA CULTURAL.”

    É bem verdade que a guerra cultural é a arma mais importante e o debate prioritário para se vencer esse esquerdismo dominante. Sem ela é impossível vencer qualquer eleição.

    Mas reduzir tudo apenas a isso é um enorme equivoco.

    E se a perdermos? Você disse que a guerra cultural foi feitas antes. Certo em parte… Antes eles aparelharam redações de jornais, universidades, igrejas, ongs e qualquer coisa que pudessem disseminar suas ideias. A guerra cultural foi feitas através do aparelhamento dessas instituições e a principal delas, as emissoras de tv. Nem é preciso demonstrar isso, que é de uma força evidente inquestionável.

    E isso tudo exigiu décadas para ser realizado. Qualquer guerra cultural que a direita pretenda fazer com a esquerda seria um estalinho em meio a uma bomba atômica. Não estou dizendo que não deva ser feita.

    E enquanto isso, quando eles chegaram ao poder ( a esquerda radical) através do lulo-petismo, eles vem destruindo a oposição, estatizando os pobres e artistas, comprando os empresários, aparelhando o stf e, em suma, avançando com uma agenda que vem impossibilitando qualquer possibilidade de alternância de poder.

    Isso é a realidade, meu caro. E qual é a sua solução?

    Guerra cultural. E caso não sirva para derrubar o regime tirânico e a ditadura se instale de fato e de direito, como ocorreu na Venezuela e Argentina, o povo tem mesmo é que levar bala por não ter vencido essa guerra…

    E aqui vem a parte mais importante: É você que me parece que deixou se enganar pela esquerda, achando que toda intervenção militar é golpista e que o regime militar brasileiro foi um golpe com apoio das elites, devendo todos aqueles que em circunstâncias especialíssimas a defendem, se envergonharem por dar ensejo à esquerda de ridicularizar os direitistas.

    Nada mais falso. O nosso regime militar teve amplo apoio da sociedade e impediu que o comunismo se instaurasse nessa nação, não permitindo que o Brasil se tornasse uma Cuba ou Coreia do Norte…

    Além do mais, eu não disse que era a favor da intervenção militar já. Mas para você, parece que não haveria nenhuma circunstância em que a guerra cultural não fosse a única solução. Vá dizer isso para o povo venezuelano.

    Para concluir eu afirmo que as forças militares não são um ‘agente’ alheio a sociedade. Ela é parte da própria sociedade, criada por essa para defesa de seu território e de seus cidadãos. Ela agir em benefício do povo quando as vias democráticas se tornam meros instrumentos de homologação de regimes tirânicos, não se trata de golpe, mas de algo legitimo. O que ocorre após isso também é matéria de debate, já que toda ação deve ser feita para restabelecer a legalidade e a liberdade democrática, não podendo cometer qualquer tipo de abuso enquanto o regime existir. Isso não é racionalização… Mas fatos… Pouco me importa o que os esquerdistas digam… e é sim preciso mostrar que os verdadeiros anti-democráticos são eles.

    PS. Eu não participo de nenhuma rede social.

    • Eu não disse que o povo “merece a morte”, mas sim que irá CONQUISTAR este resultado com sua passividade na luta democrática, de acordo com a guerra cultural.
      Se diz que o preço da liberdade é a eterna vigilância, e o sono profundo de um dos lados pode ter seu preço cobrado em rios de sangue.
      Se a esquerda “aparelhou” tudo é por ter vencido várias batalhas na guerra cultural. E, como eles sabem que essa é a estratégia que funciona, continuarão investindo nisso… até que não precisem mais gastar tanto esforço nisso, por terem conquistado a ditadura formal. Isso resume a estratégia gramsciana.
      Depois de Gramsci, não há outras opções, pois ir para a revolução ARMADA antes de vencer várias batalhas na guerra cultural significa construir um poder efêmero. É por isso que a ditadura militar conquistou o poder, mas não o segurou por muito tempo.
      Quando eu digo para ir buscando equiparar as ações (mesmo sem ter o poder que a esquerda conquistou) através da guerra cultural, é nisso que estou focando.
      Mas se a esquerda conseguir obter sucesso absoluto em seu empreendimento, aí não são as Forças Armadas que farão algo. Até por que elas tendem a estar aparelhadas pelo esquerdismo, que, ao contrário do que ocorreu em 1964, hoje investe em guerra cultural.
      É você que me parece que deixou se enganar pela esquerda, achando que toda intervenção militar é golpista e que o regime militar brasileiro foi um golpe com apoio das elites, devendo todos aqueles que em circunstâncias especialíssimas a defendem, se envergonharem por dar ensejo à esquerda de ridicularizar os direitistas.
      Toda intervenção militar irá tirar governantes eleitos do poder, sem o uso de recursos administrativos como impeachment. Ou seja, sempre esse tipo de intervenção dará autoridade moral para quem for tirado do poder.
      PS. Eu não participo de nenhuma rede social.
      Uma pena, pois é lá que podemos causar fortíssimos danos ao discurso de esquerda. Uma das partes mais importantes da guerra cultural ocorre hoje em dia por lá…

  11. Esse espetáculo deprimente, resultante de uma ingenuidade política monumental por parte de alguns direitistas, deve ter sido encarado pela esquerda como uma oportunidade inigualável.

    Deve ter sido mesmo! E será em outras oportunidades também. Afinal, esses direitistas ingênuos são os únicos que estão metendo a cara na rua…

    O rótulo “golpista” agora pode ser muito mais facilmente lançado sobre a direita.

    Por causa da ingenuidade dos corajosos e a bunda mole dos entendidos.

  12. Esses dados estão errados. Evidentemente tinha muito mais gente na Marcha da Família do que na Antifa, tem até fotos para provar. Alguns jornais divulgaram que foram 1000 na marcha conservadora e menos de 500 na vermelhinha. E no começo da marcha tiveram sites que divulgaram que tinha 1800…

  13. Vejo a marcha como um bom comeco. Quem diria que um so brasileiro tivesse a coragem e vontade de pedir intervencao militar. Pois milhares tiveram. Isso e muito importante. Alem do mais uma luta contra quase 20 anos de doutrinacao e programas assistenciais em prol do comunismo fosse vencida na primeira batalha seria querer um milagre. Os comunistas sao ardilosos tanto que compram imprensa e classe artisticas , que ja comecam a serem idiotizados nas universidades gratuitas pagas povao . Tipo usp. aonde a maioria de estudantes que entram e porque tiveram grana para fazerem cursinhos , pois sao filhos de capitalistas que tem dinheiro para sustentarem o comunistinha desde o primario ate o fim pos graduacao.. Mas devemos continuar.. Eles tambem nao tomaram o poder na primeira eleicao. AVANTE!!!

    • E precisa “ter coragem” para pedir intervenção militar?

      Agora é a sequencia do erro que estou vendo aqui: “Se a marcha não deu certo, façamos outras marchas, até dar certo”.

      Ou seja, se a estratégia é ruim, vamos executá-la de novo até fazê-la dar certo.

      Isso é dogmatismo político, que jamais funcionou em lugar algum.

  14. Desculpe-me, Luciano, mas você cometeu uma gigantesca bobagem neste artigo. Para começar, porque alimentar o “framing” da esquerda afirmando em letras garrafais que “foi um fracasso”? Não poderia simplesmente ignorar?

    Em segundo lugar, todo intelectual de direita que escreveu contra a marcha – inclusive você – mal conseguiram disfarçar o DESPEITO por não terem sido consultados.

    É, existem os estrategistas e os executivos. Estamos vendo no Brasil de hoje uma multidão de aspirantes a estrategistas sem experiência política, que só sabem fazer diagnósticos, mas nenhuma recomendação prática, sendo que nenhum deles se mostra disposto a arregaçar as mangas e testar na prática sua pretensa superioridade intelectual.

    Do outro lado, temos gente cheia de gás, cheia de disposição para agir, mas nenhuma orientação estratégica em suas ações.

    Ora, qual cenário você considera mais provável, o que acontece com mais frequência na vida real: um teórico se tornar executivo ou um executivo compensar sua lacuna teórica estudando?

    Você não pode negar que o segundo cenário é muito, mas muito mais frequente do que o primeiro!

    Terceiro, quem disse que é um “fracasso” uma manifestação com 800 pessoas? Só por escrever isso você já demonstra sua total falta de intimidade com a prática da política.

    Para seu governo, o PT NUNCA DEU A MÍNIMA para o número de militantes que conseguiam reunir em suas manifestações. Eles fazem manifestações com GATOS PINGADOS toda hora. E ninguém fica por aí dizendo que foi “um FRACASSO”.

    Manifestações, por menores que sejam, servem para “marcar posição”. Pergunte a um petista o que é “marcar posição”, caso não saiba.

    Também servem para criar um sentimento de unidade na militância. O sentimento de que não estamos sozinhos, somos um grupo, podemos crescer e vencer.

    A propósito, não, não fui à marcha, nem fiz parte da organização. Apenas acho que gente como você fez muito cavalo de batalha em torno de pouca coisa. 800 brasileiros foram às ruas exercer o seu direito de opinião e manifestação. Marcaram sua posição. Disseram o que querem. E voltaram para casa pacificamente.

    Nada mais nem nada menos do que isso.

    Sossegue aí, Luciano, e volte a bater no inimigo. Caso tenha algo de útil a dizer aos “executivos” da direita, aproxime-se deles e lidere-os em vez de ficar à distância falando mal, que isso é coisa de garoto, não de consultor de empresas que se preza.

    • ERRATA: Onde se lê: “Em segundo lugar, todo intelectual de direita que escreveu contra a marcha – inclusive você – mal conseguiram disfarçar o DESPEITO por não terem sido consultados.”

      Leia-se: “Em segundo lugar, todos os intelectuais de direita que escreveram contra a marcha – inclusive você – mal conseguiram disfarçar o DESPEITO por não terem sido consultados.”

      Concordância é bom e eu gosto!

    • O problema em seu argumento é que nem todos os executivos merecem apoio. Ao contrário. Alguns merecem puxões de orelha. Há vários outros “executivos” que merecem meu apoio, pois estão no caminho certo, e precisam de orientações estratégicas.
      Mas a distância entre a estratégia que defendo e a disposição destes “executivos” da Marcha é tão grande que só me resta apontar os erros, e usá-los, aí sim, como exemplo para “executivos” que estejam no caminho certo ou dispostos a isso.
      Este é o trabalho que faço aqui.

  15. As esquerdas buscam de modo objetivo e inequívoco o totalitarismo disfarçado ( já nem tanto), levantando a bandeira da democracia. O seu oposto a incipiente direita levanta a bandeira da democracia, expondo-se publicamente a favor da intervenção militar ( um paradoxo). Minha leitura: esquerda e direita objetivam a mesma coisa porém com finalidades diferentes. A primeira busca efetivar-se no poder e tê-lo sob total controle e a segunda busca a medida da força para derrubar a primeira. Isto é um equívoco! Depois de tantos anos de esquerdização no Brasil e na A.L, o surgimento de um embrião da direita é algo positivo, no entanto o caminho a ser percorrido até a fase adulta é longo e trabalhoso. Talvez este seja o início, uma humilde “festa” de inauguração. Neste aspecto, a coragem dos marchistas, se expondo ao ataque da mídia, dos “coletivos”(metaleiros, anti-fascistas, black-blocs, etc) governamentais ao risco de represálias físicas e à reprovação da população em geral, deve ser considerada como um ato de bravura, mais do que um ato risível. Dependendo da importância que a esquerda der para estas marchas, saberemos mais à frente o real significado delas. Por enquanto, aguardemos o futuro pois o tempo é o senhor da verdade… Sugestão aos direitistas: saiam de sua posição de conforto, de inércia e fundem um partido de direita, com um estatuto e um regimento interno claros, desvinculando esta nova direita daquela antiga, truculenta, autoritária, beligerante, oligárquica, coronelista e com objetivos bem definidos de fortalecimento da família, da economia de mercado, da liberdade individual e comum, da livre iniciativa e do Estado mínimo e eficiente! Façam o contraponto ao monstrengo esquerdista que ai está!

  16. Nossa marcha foi uma droga? Rendeu pontos para a esquerda? E a de vocês, tão sábios, desde 1985 até hoje quando ocorreu? Acham que com os parcos blogs que vocês tem se comparam à Mídia esquerdista? Eu na verdade só achei vocês porque estava buscando saber da repercussão midiática da “minha” marcha.

  17. ATENÇÃO LUCIANO:

    por que a direita não faz uma manifestação em prol da liberdade de expressão (e, por isso, contra a esquerda) usando Rachel como símbolo? Uma manifestação deste tipo iria posicionar os petistas e seus aliados como censores perante a opinião pública.

    Depois do fracasso da marcha da família em aderência numérica — seria melhor uma mobilização virtual — e sugiro algo um pouco diferente….

    Sugiro uma manifestação CONTRA a censura esquerdista nos meios de comunicação.

    simplesmente porque fazer uma manifestação em prol da liberdade de expressão é um frame fraco — explico o porque (e de quebra ainda podemos já fazer uma aplicação do que aprendemos na Marcha da família:

    1 – É um questão de rótulo positivo e rótulo negativo — lutar em prol da liberdade de expressão é um frame fraco porque o brasileiro mediano acha que temos “liberdade de expressão até demais”, e o esquerdista traveste esse liberdade como “a liberdade de oprimir”. Se nos manifestarmos em prol da liberdade de expressão, vamos ter que nos explicar demais por que a liberdade de expressão existe em diversos níveis e alguns deles o cidadão comum compreenderá como nocivos. Obteremos ridicularização no exato momento da proposta:

    FRAME
    – Lutamos em prol da liberdade de expressão!
    – É mesmo??? mas nós já possuímos liberdade de expressão.

    Nesse caso já começamos tendo que nos explicar em um viés de questionamento negativo.
    No final apresento uma proposta concernente a isto….

    2- A esquerda tem sucesso em suas manifestações porque eles nunca estão lutando a favor de algo, é SEMPRE CONTRA alguma ou pelo DIREITO DE alguma coisa:.

    Manifestação contra aumento do transporte coletivo.
    Manifestação contra a corrupção
    Manifestação contra a ditadura
    Manifestação contra o fascismo
    Manifestação pelo DIREITO de decidir (CONTRA a opressão da sociedade pró – vida e pelo DIREITO de matarem seus próprios filhos)
    Marcha da vadias (CONTRA o machismo e o pratiarcado opressor)
    Passeata LGBT (CONTRA HETENORMATIVIDADE e CONTRA a suposta homofobia nacional)

    E em todos essas manifestações temos sub – assuntos que obviamente (pra quem estudou) são as verdadeiras agendas.

    3 – A marcha da Família começou com um rótulo positivo, e um negativo:

    “EM PROL da intervenção militar” — Rótulo positivo
    “CONTRA o comunismo” — Rótulo negativo

    Acontece que o rótulo positivo (em prol da intervenção) é um rótulo de valor MORAL negativo (preciso me explicar?)
    E o rótulo negativo (contra o comunismo) possui uma valor HISTÓRICO de descrédito — dado o fato de que pensa-se que o comunismo morreu.

    Em resumo: o rótulo positivo (intervenção) da marcha é negativo / O rótulo negativo (comunismo) é desacreditado.

    Uma mobilização CONTRA O RETORNO DA CENSURA — é mais adequada pelo seguinte motivo:

    FRAME
    – Somos CONTRA o retorno da censura
    – Eu também sou contra censura, mas onde ela está ocorrendo?

    Nesse momento já começamos a apresentar fato em um viés positivo (a pessoa adere naturalmente a causa — ser contra censura — e abre espaço para apresentarmos os FATOS. (QUANDO, ONDE, COMO E QUEM está promovendo a censura).

    Tambem pode-se utilizar do próprio frame acerca da ditadura militar:

    “Você é contra a ditadura militar? eu também — é por isso que não apoio a censura aos meios de comunicação” — mostrando todos os vídeos dos deputados petistas, pesolistas e pcdobistas em suas claras admissões do plano de censura.

    sugiro por último que a campanha contra o retorno da censura não seja direcionado contra a esquerda na campanha –pois isso limita o pública aderente, principalmente aqueles que são de fato apartidários.

    O efeito da campanha será contra a esquerda porque eles SÃO OS ÚNICOS a favor do retorno da cesura aos meios de comunicação, visto em ditaduras.

  18. Luciano, será que como TESTE a “marcha” não foi válida? Vc não acha que o problema se encontra apenas na pauta, no discurso e no tempo de vida desse evento e não no evento em si? Eu ainda tô tentando entender algumas coisas; parece que entre entusiastas e críticos NÃO ESTÁ existindo o mínimo de diálogo e ninguém ao certo dos dois lados sabe REALMENTE o que está acontecendo em cada lado.

    “Fracasso monumental” é exagero, Luciano. Não vejo por aí (o delírio da turma que organizou a marcha com intuito de ser um “monumental evento patriótico histórico” NÃO ME SERVE de parâmetro pra concluir que uma manifestação de rua não serve de modo algum como ferramenta numa guerra cultural). Não sei se é isso que vc pensa.

    Eu cheguei a comentar lá no face da Isabela onde havia uma penca de comentários à base de KKK, cuspidas e ironias:

    “Engraçado é que as tropas esquerdistas das redes sociais e da Grande Mídia, antes do evento, aplicaram a estratégia do MEDO, do “ALERTA DE PERIGO IMINENTE”, da “VOLTA DA DITADURA” (pintaram o bicho como se fosse o ‘NOVO GODZILLA’)… Após a marcha, o discurso *PLIM!* ‘muda para o da RIDICULARIZAÇÃO pura e simples. E muitos na dita DIREITA LIBERAL E CONSERVADORA (que tinham receio ou alguma crítica sobre a eficácia do evento, e um desses SOU EU, admito numa boa) não perceberam algo de estranho nisso (e estão agora fazendo às vezes de IDIOTAS-ÚTEIS DA ESQUERDA). O evento OCORREU sem maiores transtornos, isso é o que importa PARA O MOMENTO; se houve pouca aderência, se não teve popularidade, não foi televisionado, não virou notícia nacional, isso NÃO É RELEVANTE e muito menos justifica piadas vindas do ‘fogo-amigo’ ou a defesa da sua extinção. É apenas um começo que pode ser promissor ou não, vai depender da percepção, inteligência, destreza, rapidez e CORAGEM de cada um pra JOGAR esse jogo político-ideológico contra as forças de esquerda que já estão em campo a muito mais tempo. Mas lembremos que O PONTO FRACO DAS ESQUERDAS é que elas estão jogando sozinhas, e quem joga sozinho só consegue driblar a própria sombra……… “-TIJOLO NÃO REVIDA!”

    Antes tarde do que nunca, vc não acha, Luciano?

    De um comentarista apoiador da marcha: “Começa com 50 pessoas, depois passa pra 100, 150, 2000, 50.000, 200.000, 1.000.000… os conservadores estavam a tanto tempo encurralados que os que vão sair nas ruas são aqueles que abrirão as portas!”

    Eu mesmo discordo do prof. Olavo quando ele diz que apoia o conteúdo moral da manifestação, e concordo logo a seguir sobre o equívoco na maneira de levar o evento às ruas. Vc aqui tem ESPECIFICADO sobre esse conteúdo moral; eu defendo a marcha apenas como MAIS UMA FERRAMENTA VÁLIDA nessa guerra política-cultural… Enfim. Eu acho que desse começo confuso, difuso, cético, ao mesmo tempo ingênuo e ousado até certo grau, pode sair algo bom e EFICAZ com o tempo. E o tempo (como eu tenho aprendido por aqui), numa guerra, estará a favor daqueles que tomarem a iniciativa num combate (adiando a vitória certa do inimigo e ganhando com isso mais tempo pra desarmá-lo) .

    Acho que não há motivos pra sentimentos de derrota, só cabe aqui seguir o que as esquerdas sempre fizeram: aprender com os seus próprios erros e reposicionar as peças no tabuleiro.

    De resto, tu é o cara certo, Luciano, pra fazer o papel de “general estrategista” nessa potroca toda. 😉

    Abs

    • Aí é o que se fala da PNL. “Não existe fracasso, existe feedback”.
      O fracasso que eu vejo é que os frames ficaram muito prontos para a esquerda:
      – como escreveram aqui, uma manifestação pedindo intervenção militar ocorreu em um ambiente democrático, onde eles puderam falar o que queriam.
      – o frame de “luta pela democracia” fica prejudicado com o pedido de volta dos mlitares
      – o frame do direitismo depressivo (“perdemos, então apelamos”) é reforçado
      Se há algo de positivo, é a motivação para uma manifestação, mas que deveria ser lançado sobre outras manifestações, como, conforme já disse, pela liberdade de expressão. Uma marcha contra a impunidade de criminosos violentos também seria uma ótima ideia.

  19. Uma dúvida: Algum dos organizadores da “marcha” (sem aspas não dá, esse nome é a primeira coisa que tem que ir pro lixo) pensou em cooptar os líderes evangélicos?

  20. Fadada ao fracasso ainda na fase de gestação. Pensaram o quê? Que ninguém iria notar a contradição ululante ao ver um grupo pedindo, desimpedidamente, livremente, sem nenhum empecilho, sem nenhum tipo de repressão, um golpe militar para derrubar o atual governo?

    Essa é a leitura que qualquer pessoa com dois neurônios funcionais faria: 1 – se estão nas ruas, tranquilos, protestando e metendo o pau no governo, não estão sofrendo nenhum tipo de censura ou repressão. 2 – se querem um golpe militar, são a favor, ao contrário do que pregam, da censura e repressão oficializadas.

    Ir para as ruas, numa manifestação democrática, pedir um golpe militar para evitar uma ditadura? Sério mesmo?

    Posaram de lunáticos completos para uma nação inteira. Viraram piada. Piada mesmo. No sentido mais pleno do termo. E ainda colaram na direita não só a pecha de antidemocrática e fascista, mas também de burra.

  21. Como a macha pode ter sido um fracasso!! ao contrario, apesar de toda oposição da mídia, e consciência que foram comprada, para difamar qualquer reação à esse aparelhamento do estado, em prol de regimes de esquerda, com absoluta hegemonia de espaço….considero uma vitória, para grupos que antes agiam no anonimato, e agora começam combater esse regime que avança cada vez mais em direção a uma ditadura,( ou alguém duvida que o socialismo terá exito, sem violência) “nunca houve na historia” a vitória está na união de pensamentos contrários!! que se uniram para um bem comum… – alguém duvida? essa data 31 março 64, vai ser comemorada todo ano, e a tendencia, é só aumentar o numero de adeptos…- pois, vcs não entenderam ainda que 70% da população são de conservadores, e esse discurso, que tem a macha!! está mais próximo da população atual!! que as ideologias de esquerda…..graças a mídia (sem intenção) estamos aparecendo abrindo mentes por muito tempo imbecilizada por essa cultura…………..

  22. Duas observações:

    1 – Pessoal tá aí falando que “a esquerda sempre ridicularizou a direita”. Ocorre que, dessa vez, a Direita APRENDEU A JOGAR. A hegemonia cultural da esquerda está sendo quebrada a cada dia. Fazer uma Marcha dessas a essa altura do campeonato, com uma nova militância cultural direitista surgindo, é um retrocesso tremendo na arte da guerra política.
    Eu compararia a um paciente de câncer de pulmão que, quando está quase curado, volta a fumar.

    2 – Prevejo que o insucesso da marcha vá gerar uma multiplicação de direitistas depressivos. Algo como Já que não conseguimos a intervenção militar [frame errado 01], então nós perdemos e o PT ganhou [frame errado 02]”. Ou seja, há potencial para um benefício DUPLO da esquerda.

    • Julio, você tem toda razão. Avançamos 2 passos para retroceder 3.

      Acho que os “direitistas depressivos” se multiplicarão mesmo. Não pelo insucesso da marcha, como você escreveu, mas por ideias tão inteligentes quanto essa. Pois com tamanha genialidade, nem eu consigo ter otimismo…

  23. Ola, Luciano. Parabens pela lucidez dos seus comentarios. De fato a marcha foi, sob todos os aspectos um grande desservico para a oposicao.
    Antes de mais nada gostaria de esclarecer que estamos em lados opostos do espectro politico, no entanto acredito que o livre debate de ideias engrandece ambas as partes.
    Dito isto, fiquei muito decepcionado com a ideia de uma reedicao da marcha. Nao por ela ser de direita e contra a esquerda mas por que eu realmente sinto falta de uma direita mais articulada. Com a direita que temos, se me permite dizer, um tanto raivosa e querendo dar um golpe, o debate fica extremamente enfraqucido.
    Temos tantas pautas importantes para discutir, tantos problemas ainda a resolver e me aparecem essa meia duzia de velilhos de pijama pedindo a volta do regime?
    tenho ate que discordar de voce, a esquerda nao tem nada a agradecer a isso. Com um debate tao rasteiro e arcaico nenhuma das duas posicoes pode evoluir.
    Aprendi com velhos videogames japoneses a filosofia de se apreciar muito mais um adversario formidavel a um mediocre. Nao se aprende nada em um debate contra um mentecapto.
    Temos figuras notorias na direita que mereciam mais espaco para discutir ideias mas ficam ofuscadas por atitudes como a desses dinossauros.
    Em fim, foi um desservico para ambas as partes.
    O trecho “temos muito trabalho pela frente em termos de criar uma verdadeira consciência política na direita. Essa consciência política é formada pela aniquilação (na medida do possível) da ingenuidade política, e a construção de um pensamento focado em estratégia política.” foi realmente belissimo. Na verdade, eu vejo muito disso na esquerda tambem. Precisamos todos evoluir mas precisamos todos tambem respeirarmos mais as posicoes e ideias alheias. Temos que aprender a debater. Termos como Tucanalha ou Petralha acabam apenas por reduzir uma boa discucao a ofencas de parte a parte e assim nos afunda mais na ignorancia politica.
    Soh me permita discordar sobre alguns pontos. A democracia deve ser defendida por TODOS, nao importando a orientacao politica. Nao eh privilegio da esquerda e tambem nao deve ser da direita. Ambas as partes lutaram por isso e todos devem defender.
    Tem uma ou outra coisinha mas no geral o parabenizo pela lucidez e elegancia do texto. Espero que continue assim, o Brasil realmente merece um debate politico mais amadurecido de ambas as partes.

  24. A principal lição que fica da Ditadura Militar é que não se pode salvar a democracia do totalitarismo usando outro totalitarismo.
    O lado bom do fracasso tanto da Marcha Pela Família quanto da Marcha Antifascista (cinismo esquerdista) é que a população está de saco cheio de ditaduras, sejam de direita ou esquerda, e querem liberdade. Falta é fazer a população entender que quanto mais estatismo, mais corrupção será gerada por causa da natural ineficiência do serviço público.

  25. Uma pergunta aos amigos e ao próprio Luciano: o que vocês sugerem? Acham que somente a divulgação na Internet para que mais e mais pessoas fiquem informadas e se eduquem a respeito da orientação política seja o suficiente, enquanto eles atacam covardemente com o marxismo cultural nas instituições de ensino, com o MAV e fazendo passetas com militantes o tempo todo? Qual seria a saída…? Não sei o que dizer.

    • A guerra cultural deve ser sem dúvida nenhuma a prioridade no momento. Os esquerdistas só fazem esse tipo de movimentação pois ainda são hegemonia nas escolas e na mídia.

      O problema central da marcha era seu objetivo: intervenção militar (eufemismo para Golpe de Estado, na visão de qualquer cidadão comum).

  26. E mais descida de lenha sobre os marchadores de ontem vinda da Carta Capital. Realmente esse pessoal que foi da Praça da República à da Sé está bem distante da realidade e deram uma excelente margem para que os marxistas-humanistas-neoateístas usem o que foi visto por lá como uma suposta prova de que os combatentes do marxismo-humanismo-neoateísmo são isso como um todo (sendo que estamos falando de menos de mil pessoas que não gostam de MHN em um universo de milhões em que a maioria nada tem a ver com isso).
    Segundo a revista do Mino, estavam na passeata homens de avental, que segundo Laura Capriglione seriam maçons golpistas, e skinheads (pelo texto, dá-se a entender que possam ser os tais “white blocs casca grossa”, pois menciona-se que havia caras musculosos carregando bandeiras azuis com mastros de cano, que poderiam servir de arma em caso de encontro com black blocs, e que usavam coturno, proteções de mão típicas de muay thai e anéis com cruz gamada, típica de nazismo). E, pelo que se fala, havia entre eles um cuja figura lembrava a de Hitler (“Comandava-os com gestos bruscos um fortão com o cabelo liso emplastrado de gumex, franjinha para o lado, escovinha atrás. E um bigode.”).

    E como havia skinheads na jogada, entraram na passeata punks (possivelmente black blocs disfarçados, uma vez que esse movimento é transmutação dos punks). Lá eles fizeram uma zoeira na marcha, ao abrir uam faixa preta com letras góticas (que pode ser considerado um disfarce, uma vez que letra gótica é típica de nazismo) em que estava escrito com letras invertidas “Esta imagem está invertida”, tendo sido postos para correr por um cara de umas tais Brigadas Integralistas. Quando a marcha chegou à Sé, uma garota punk pichou de vermelho a faixa em que estava escrito “O Brasil não é colônia de Cuba”.
    Para queimar ainda mais o filme, havia um ônibus velho e um trio elétrico, ambos pretos, que logo receberam o apelido de “caveirões”, com o complemento de uma faixa com uma caveira de boina atravessada por dois fuzis e os dizeres “Comando de Caça aos Corruptos”, que qualquer um sabe que dá a sigla CCC e houve associação proposital ao Comando de Caça aos Comunistas dos anos de chumbo.

    Pelo que se pôde ver, e pelo que já disse anteriormente, esses caras que marcharam pela Família na prática estão sendo eremitas com acesso à internet, de tão distantes da realidade que estão. Para piorar, quem for à página de Face Black Bloc SP verá isto, em que novamente chamam de “coxinha” aqueles que não forem MHNs e, pior, agora aproveitam o formato da coxinha para acrescentar um chapéu de Ku Klux Klan e chamam a coisa toda de “marcha zé coxinha”. Observe-se que esse pessoal já chama de “coxinha” todo mundo que não é igual a eles e agora irá também dizer que todo aquele que não é MHN não só é racista (uma vez que isso eles já têm como pressuposto de todos aqueles que não comungam do credo deles) como também perseguidor de negros.
    Querem ver a queimação de filme aumentar? Vejam este vídeo no canal do Eduardo Guimarães no YouTube com aquela mulher que entrou por engano na Marcha Antifascista quando queria ir à da Família (por lá estão dizendo que ela seria agente provocadora, em óbvia tentativa de ganho político):

    http://www.youtube.com/watch?v=BU_XiasBkAw

    Deu para observar o quão na prática estão alheios ao mundo aqueles que foram à tal Marcha da Família. No mesmo vídeo também dá para ver imagens da tal Marcha da Família e:

    1) Duas garotas com corte de cabelo esquisito, olhar meio estranho e uma faixa escrito “Salve o fascismo”.

    2) Um cara defendendo intervenção militar dizendo que a Constituição garante isso, mas sem saber ao certo;

    3) Uma mulher de meia-idade segurando um cartaz;

    4) Um senhor aparentemente sexagenário também defendendo intervenção militar;

    5) Dois seminaristas rezando e aparentemente achando que aquela marcha é mesmo algo de que se valha uma reza e também apoiando intervenção;

    6) Um cara atrás dos seminaristas com um cartaz que contém a letra grega sigma (símbolo do integralismo), mas em uma bandeira que contém um esquema de cores tipicamente nazista ou eurasianista (retângulo vermelho, círculo branco e símbolo em preto);

    7) Duas mulheres, uma delas de idade, aparentemente transeuntes comuns e curiosas com a Marcha, sendo perguntadas sobre o que acham de intervenção militar;

    8) Uma imagem com a tal faixa do Comando de Caça aos Corruptos;

    9) Fotos de organizadores da Marhca e suas frases.

    Segue também outro vídeo, esse da Marcha Antifascista:

    http://www.youtube.com/watch?v=V-aZYQiO_58

    Pelas bandeiras que estão nessa passeata, temos a presença de PCO, MST, anarquistas (no caso black blocs). Além disso, ficaram gritando “vem pra rua vem, contra o fascismo’, aqui querendo caracterizar todo aquele contrário ao MHN. Observe-se claramente que o cartaz abre-alas é um com o símbolo dos antifas (duas bandeiras, uma preta e uma vermelha, tremulando) e quem olhar esta postagem do Black Bloc SP notará que a coisa era uma ação mundial ocorrendo simultaneamente em vários lugares do mundo. Fica até meio com cara de “IPO” de uma transmutação dos black blocs em antifas (e, como já disse, eles na prática teriam o efeito deletério que skinheads teriam em países que viveram o fascismo de fato, uma vez que na cabeça dos MHNs, “fascista” poderia ser qualquer um e, como tal, justificando a porrada que tomam).
    Esse caldeirão todo pode reforçar a suspeita de alguns de ser falsa bandeira. Existem fascistas de verdade no Brasil (uso o termo “fascistas de verdade” para diferenciar do uso do termo “fascista” por parte dos MHNs), mas eles são muito poucos para que tenham uma relevância em um país como o nosso. Se for falsa bandeira mesmo, eles estariam sendo o pretexto de que precisava a Marcha Antifascista para ter uma justificativa de sua existência quase como uma contramarcha (afinal, iria ficar muito estranho para as pessoas vendo a Antifa andando sem algo para combater). E, como já vimos no vídeo do Eduardo Guimarães e no relato da Laura Capriglione, havia gente que apoiava o fascismo de fato. E mesmo aqui podemos ter nossas dúvidas sobre se foram conservadores caindo no canto de sereia do fascismo (como já caíram em outras ocasiões) ou se os tais fascistas na prática não estavam a serviço do MHN para gerar a tal confusão de que precisa tal ideologia para se projetar (vide aqui o que a Stasi fez com os neonazistas do outro lado do Muro). Observe-se que eles estavam lá em posições importantes (não teríamos bandeiras azuis por acaso e seguradas por caras fortões, com a gruz gamada e coturnos). Porém, ao vermos esses em uma marcha em que a maioria das pessoas não é fascista de fato (mas só mesmo aquele tal lance de estar bem alheio ao que ocorre no mundo em geral e à dinâmica social normal). A coisa parece muito sob medida para ridicularizar o combate ao MHN e associar tal ato a fascismo e nazismo, insinuando que o todo da coisa seria igual àquele pequeno grupo que estava ontem nas ruas brasileiras.

    E quem olhar na página Ação Antifascista Brasil verá que já está programada uma segunda Marcha Antifascista para 1º de abril, obviamente em alusão à real data do começo da ditadura militar. E o Dia da Mentira será uma terça-feira, dia útil da semana. E não há nenhuma marcha contrária programada para esse dia ou 31 de março. Fica parecendo algo como “tivemos uma marcha para combater em 22 de março e agora que eles estão desmoralizados, vamos combater sozinhos e eliminar o ‘fascismo’ da sociedade brasileira”. E aí é que entra o tal lance de que os antifas daqui poderão considerar todo e qualquer ato anti-MHN como fascista e esses terem para a sociedade brasileira um grau deletério equivalente ao dos skinheads para países europeus.

    • Luciano, segue vídeo da TV Folha durante a Marcha da Família:

      http://www.youtube.com/watch?v=x8uhYe49wc4

      Note os seguintes detalhes:

      1) No começo do vídeo, observe-se que tiram um cara usando regata vermelha, que aparentemente estava lá para fazer cobertura fotográfica, aos gritos de “comunista”. Aqui, novamente o mesmo grau de burrice que vimos em relação a tomarem por black blocs fãs do Metallica que estavam se reunindo em um ponto comum para irem ao Morumbi. Se esses caras são tão católicos assim, deveriam lembrar que cardeais usam vermelho e nem por isso são comunistas. Também poderiam lembrar que a cor dos republicanos americanos é vermelha. Logo, mais um gol contra para eles, ainda mais pensando que gramscistas podem muito bem não usar qualquer roupa vermelha;

      2) Também expulsaram um senhor mais idoso, que estava vestindo camiseta branca, por sabe-se lá que motivo (pelo vídeo não dá para saber);

      3) Tem um senhor com camiseta de estampa camuflada, chapéu de tropeiro e bandeira do Brasil falando que se alguém quer defender comunismo tem de fazê-lo em outro lugar. Também não dá para saber o que originou a coisa toda;

      4) Tem um cara dizendo-se federalista (quem sabe um dos integrantes daquele partido que estão tentando fundar), mas aqui também é aquela coisa de por que raios o cara quis entrar nessa passeata que já estava bem esvaziada. Parece-me um cara desinformado que foi de gaiato ao ponto de encontro;

      5) Vemos uma senhora idosa depois do federalista falando que o Brasil pode ser subdividido em muitos países, aludindo às reservas indígenas. Essa também está desinformada e não notou que não se pratica mais a criação de países, ainda mais em uma nação altamente coesa como a nossa (fala-se um só idioma sem dialetos significativos, há migrações internas tanto de nordestinos para o Sudeste quanto de gaúchos para o Norte e Nordeste, de maneira a tornar comum que pessoas tenham parentes em lugares geograficamente distantes, fora um sentimento de brasilidade que permeia a nação inteira, como se pode ver pelas comemorações no Brasil inteiro quando ganha uma Copa, por exemplo). As reservas indígenas suspeitas servem mais para o uso das ONGs e outras coisas, fazendo as coisas por via indireta;

      6) Vemos o trio elétrico (o tal caminhão com baú preto apelidado de “caveirão” como aquele ônibus velho igualmente na cor preta) tocando “Eu te Amo, Meu Brasil”, de Dom e Ravel e não posso deixar de pensar que isso está muitíssimo sob medida para que um marxista-humanista-neoateísta tenha algo sob medida para suas críticas;

      7) E eis que aparece o Sakamoto sendo entrevistado (e comprovando que de fato ele esteve lá e acompanhou tudo) e ele fala que a Marcha da Família “juntou menos gente que outra que foi criada reativamente a esta, em resposta a esta e com um discurso um pouco menos violento. Um pouco não, bem menos violento”. E é aí que o Black Bloc SP sente informar, mas já estava programada uma marcha antifascista ocorrendo simultaneamente em São Paulo, Christchurch (Nova Zelândia), Londres, Glasgow, Amsterdam, Copenhague, Lisboa, cidades importantes da França, Espanha, Grécia, Brasil, Turquia, mais cidades importantes do Brasil. Logo, não dá para dizer que foi organização espontânea, mas sim estava programado e quem estiver na hipótese de a Marcha da Família ser falsa bandeira acaba tendo a suspeita reforçada, como se fosse algo feito sob medida para dar pretextos às Marchas Antifa;

      8) O Antônio Carlos Silva, diretor do PCO, pareceu-me calmo demais em relação a uma coisa que normalmente faz MHNs espumarem. Esperava que ele falasse em um tom de voz mais raivoso. E, como já dito antes, a Marcha Antifascista no Brasil faz parte do calendário do evento ocorrido em 22 de março chamado International Antifascist Fight;

      9) E novamente vemos Sakamoto falando de pessoas reclamando de black blocs e violência contra o patrimônio e fala de grupos que adotam violência contra pessoas (referindo-se aos skinheads flagrados). Porém, ele obviamente esquece-se dos rojões lançados na horizontal por parte dos black blocs nas passeatas de junho do ano passado, bem como se esquece daquele rojão de vara lançado por black blocs e que matou o cinegrafista da Band, fora o fato de que os tais antifas no exterior entram em confronto com neonazistas (algo que aqui ocorre entre os skinheads e os punks, movimento do qual deriva o antifa);

      10) Foram flagrados os skinheads que estavam na Marcha, incluindo aquele um que faz cover estético de Hitler, bem como a pancadaria que eles provocaram, que foi contida pela PM (e se o PM que conteve isso for de origem nordestina ou africana, o fez com especial sorriso no rosto). Note-se que todos os skinheads vestiam branco, o que pode gerar suspeita de serem os “white blocs casca grossa”. E pensando no histórico do marxismo-humanismo-neoateísmo, não podemos descartar a hipótese de que eles estavam lá a mando de MHNs, uma vez que temos registro histórico da Stasi dando suporte financeiro a skinheads no lado ocidental do Muro de Berlim para que gerassem o estado de confusão que favorecia a difusão do MHN. E aqui a coisa fica mais estranha, pois diz o organizador da Marcha da Família que não conhece os ditos cujos. E aqui se soma novamente o Heitor de Paola falando que nunca viu nenhum desses organizadores da Marcha da Família, o que faz pensar o que raios está por trás de uma passeata que parece tão feita sob medida para dar argumentos aos MHNs. Também estranho quando o organizador em questão diz que não existem líderes, sendo que se ele é um dos organizadores, obviamente demonstra ter alguma liderança;

      11) Vê-se no fim que um skinhead é posto no camburão da viatura da PM. Caso ele seja libertado (ou se já o foi), seria interessante saber de onde veio a grana para fiança e advogado.

      Logo, como podem notar, há coisas esquisitas nessa história toda ainda mais depois do tal vídeo. Até mesmo a parte católica da tal Marcha da Família faz alguns estranharem, ainda mais depois que vi este anúncio do Conic falando de um compromisso em nome da democracia, o que significa que as igrejas cristãs como um todo em sua parte oficial não estão endossando a história de intervenção militar. Logo, o que fazia aquele cara segurando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, bem como os dois seminaristas, na Marcha?

      • Na verdade é pior ainda; o que esse print resume muito bem é que os militares NÃO eram tão de direita assim, no sentido de apoiar a liberdade econômica e o livre mercado. Então o marchista não somente é burro de pedir uma ditadura, mas é burro de de pedir uma ditadura de um pessoal que ele ACHA que vai ser pró livre mercado, mas não vai.

  27. Ayan, o que você pensa do frame da possível absolvição dos mensaleiros, via revisão criminal, como se especula por aí, quando da saída de Joaquim Barbosa?

  28. Lula e Dilma foram os maiores ladrões da historia deste país, e vocês preocupado com pessoas que não apoiam esse comportamento….só quem está contente com essa corja no poder, é quem está roubando muito dinheiro do estado(politico,empresários), quem se beneficia com o estado corrupto (imprensa, grande mídia) e os idiotas úteis que ganha 150,00 reais para infiltrar em movimentos, para esculhambar!! (militantes), e outros que servem para votar com medo de perder a bolsa voto…….

  29. E surge um vídeo do confronto que houve entre o pessoal da Marcha da Família com o da Antifa no Rio:

    http://www.youtube.com/watch?v=2JACHT6hsGI

    Não sei se vocês notaram, mas há um cara agitando bandeira integralista em esquema de cor original (fundo azul, círculo branco e letra sigma em preto, ao contrário daquela que se pôde ver em São Paulo, com fundo vermelho em um cartaz de papel). E, como sabemos, isso acaba caindo naqueles comentários do Heitor de Paola e tudo isso é uma queimação de filme daquelas para o combate ao marxismo-humanismo-neoateísmo, que poderá dizer algo como “os integralistas estão do lado deles, eles querem totalitarismo. Nós queremos democracia e isso não significa permitir qualquer tipo de discurso”.
    Acabou sendo algo de que os marxistas-humanistas-neoateístas irão se servir com fartura.

    PS: Comparem a fragilidade do cordão de isolamento da PM fluminense, que mete o pessoal do Choque no meio, com as duas camadas de policiais “envelopando” as manifestações paulistanas. Por aqui os pretextos só foram mesmo os morais, enquanto por lá deu-se pretextos quase físicos, como se pôde ver pelas hostilidades.

    • A respeito de sub-movimentos que iriam cooptar a marcha por dentro, eu já havia não só previsto, como avisado a alguns chegados.

      Aqui postei o seguinte:

      ” Os efeitos colaterais da Marcha ainda são imprevisíveis, e dependerão dos seguintes fatores –

      1 – Quantidade de pessoas presentes ( a aderência)

      2 – Divulgação do evento em tempo real.

      3 – sub-eventos que ocorrerão durante a marcha (por exemplo: um confronto entre políciais e os marchistas da marcha contra o “fascismo”, caso eles tentem uma infiltração DIRETA. Por outra perspectiva é possível que eles fiquem de longe, provocando ao microfone ou carro de som (pois eles tem apoio do partidos políticos) no intuito de fazer algum manifestante da marcha perder a cabeça.

      4 – O tipo de mensagem que será divulgada entre os manifestante da marcha da família — levando em consideração que outros movimentos como dos integralistas, tradicionalistas, Evolianos, Dunginianos entre outras bandeiras vão tentar cooptar a marcha por dentro, causando problemas entre os próprios marchistas.
      Se tiver, por exemplo cartaz, pra falar contra os bildebergs e os rotchilds, assim do nada, além de incompreensível para as pessoas, a coisa toda caíra no ridículo. A coisa deve focar no Brasil, com objetivos bem específicos que são as pautas que vão de encontro à agendas esquerdistas.

      5 – A divulgação posterior da marcha nos canais de comunicação.

      6 – por último o tipo de ação que a esquerda tomará dependerá dos fatores acima citados.

  30. Interessante observar a imprensa comprada inventou números falsos, diminuindo a quantidade de pessoas e deu ênfase apenas para a numeração, mas foi muito infeliz ao perceber que a imprensa internacional deu grande valor ao evento que ocorreu no país inteiro. A maior vitória nesse sentido é que a imprensa internacional não está valorizando o fato de ter “poucas pessoas”, mas a intenção real da marcha: FIM DA CORRUPÇÃO, IMPEACHMENT DE DILMA E INTERVENÇÃO MILITAR! Eis o real motivo do desespero! Acredito que sua suposta consciência política está enterrado em uma rede de esgoto e televisão, porque suas palavras é tem o fedor de um dejeto.

  31. Fica a impressão, Luciano que vocês está, implicitamente, gostando do tal “frame” a favor da esquerda, instado pela Marcha da Família.

    Uma contra-contra informação!

    O vídeo abaixo é um rebate a crítica feita pelo Heitor de Paola na Radiovox.

  32. Quando se fala em “chamar os militares”, vem o contexto de “as pessoas estão sempre esperando um herói”. Não é assim.

    Está parecendo história de faroeste: “os bandoleiros estão roubando nossas lavouras, mas não podemos pedir para o xerife intervir”. Ou “estamos sendo assaltados, mas não podemos contar com a polícia”.

    Sei que a guerra cultural é importante, mas também é importante não levantarmos a bandeira da esquerda, ridicularizando a marcha com tanto ardor. Isso também é trabalhar de graça para eles.

    Li seus argumentos do post anterior, e parei para pensar que contar com os militares, hoje em dia, talvez não seja a solução.

    Mas enfim, não é este o caso aqui.

    Não participo da marcha, mas não acho que ela foi um fracasso. Mesmo que de forma estabanada, serviu para dar mais visibilidade a um sentimento de que alguma coisa está errada nesse país.

    Afinal, a esquerda sempre tenta ridicularizar qualquer um que seja voz contrária a ela. Então, tanto faz o tema, né.

    Portanto, acho que é um dos passos. Se a forma é errada ou certa, é outra história. O que não pode é ficarmos com medo de fazer qualquer coisa, temendo uma ridicularização como resposta. É o que os esquerdinhas querem.

    – O Feliciano mostrou coragem para aguentar os histéricos na CDH. No fim das contas, ele ficou mais forte.

    – O Bolsonaro resiste à truculência esquerdista. Hoje as pessoas o estão conhecendo melhor, e vendo que a esquerda mente.

    – O Olavo está acordando um monte de gente. Afinal, basta a pessoa querer pesquisar, que fica com nojo de ser esquerdista.

    – Você também, Luciano. Está prestando um servição ao país, com diversos artigos seus.

    Quase concluindo. A marcha errou? Não sei.

    A esquerda é torpe, erra pra cacete, e mente, mente que dói. E temos que reconhecer, tem que ser artista pra mentir desse jeito, olhando no olho, e ainda querer posar de herói do povo.

    Já a direita, como objetivo final, está lutando por boas causas. Por que ela não teria que ter coragem de lutar, errar e corrigir a rota onde necessário?

    União. O inimigo é a esquerda. Depois, briguemos entre nós.

    • Jamais me unirei a pessoas insensatas que buscam soluções imediatas (e nada inteligentes) para problemas que estão profundamente enraigados na sociedade.

      Você, sinceramente, acha que os esquerdistas (em grande parte) não acreditam estar lutanto por boas causas? Não importam as intenções, o que importa são as ações. E pedir intervenção militar não é o que eu chamo de “boa ação”

  33. Caro Luciano, nao existiu fracasso. Acho um sucesso ter conseguido “encher mais do que um onibus” como esses esquerdistas falam. Pelo menos estamos tentando respirar um pouco neste mar de esquerdismo que se encontra o brasileiro. Outra coisa é que o senhor nao deve acreditar em midia ninja. Eu estava lá e com certeza havia mais de 700 pessoas, e a bagunça do outro grupo eu nao vi, mas teve gente que foi parar la sem querer e disse que la tinha meia duzia de gato pingado. Acho que foi muito louvavel, me senti emocionada nesse evento, mesmo que (infelizmente) nao acarretara numa intervençao militar.

    • É óbvio que não acarretaria em intervenção militar (FELIZMENTE), os marchistas apenas serviram como meio de legitimar o discurso já manjado da esquerda: “FASCISTAS, DITADORES, GOLPISTAS!”

  34. Luciano,

    NMHO esta “parte da direita” precisa urgentemente eliminar este desejo de vencer o adversário, no caso a esquerda, com apenas “um golpe milagroso” (fatality).

    Depois ir para casa festejar a vitória (caso tipico de 1964) e seremos felizes para sempre…

    Esse erro gravíssimo já foi cometido, repeti-lo é burrice!

    O trabalho deve ser intenso, todos os dias, em todos os locais que frequentamos, aproveitando, ou criando, situações para desmascarar as mentiras e manipulações da esquerda.

    É assim que a direita irá “sair das cordas” e derrubar o “hype” da esquerda.

    Não perdemos, e jamais perderemos, simplesmente porque a direita (de forma bem ampla) possui valores
    muito superiores aos da esquerda.

    Quais valores ?

    Ainda não sabe ? Cuidado! Aprenda antes de aderir a qualquer passeata, marcha, etc.

    Faça a sua parte, trabalhe no erro do adversário, alimente-se de informação e saia replicando.

    p.ex.

    https://pt-br.facebook.com/EMentiraDoPT
    https://twitter.com/mentiradopt

    Para os “direitistas depressivos” :

    . Vão entregar o jogo no primeiro tempo ?

    . A guerra politica é uma maratona, não uma corrida de 100 mts, ainda tem muita corrida pela frente!

    Abs,

  35. Neste caso específico, tendo a discordar, em parte, da sua análise. Achei a escolha do nome da marcha equivocado. Faz referência a uma manifestação gigantesca sem nenhum vínculo com ela. E, obviamente, discordo do pedido de Intervenção Militar. Não que eu ache que isso seria necessariamente ruim, mas acredito, com as informações que eu tenho, que é um delírio pensar em algum tipo de levante militar. O Exército, ao meu ver, não tem força e nem vontade para um ato desses.

    Entretanto, você há de convir, que a esquerda brasileira sempre vai chamar a direita de golpista, fascista, nazista e blá blá blá qualquer que seja o movimento realizado. Chamam até outros esquerdistas do PSDB desses nomes… Você somente está dando razão para eles agora por que fez uma análise racional do movimento e percebeu que havia um apelo golpista, que eu nem sei dizer se era da maioria dos “marchistas”. Mas isso não é feito pela esquerda que, como um calendário antigo, de vez em quando está certo. De modo que, como o pessoal da sinistra sempre chama os destros de todos os nomes ruins possíveis sem nenhum compromisso com o significado e a análise objetiva dos fatos, essas palavras já não querem dizer mais nada.

    Meu ponto é – sem querer ser “poliana”: houve uma passeata, sem organização nenhuma, com toda a ridicularização possível (inclusive da direita) contra o governo Dilma, contra o comunismo, contra o PT que levou 600 pessoas à rua! Você imaginaria uma manifestação nesses termos há dois anos? Isso deve servir de aprendizado. Os marchistas deveriam, depois desse primeiro movimento, ampliar a rede de contatos com instituições que comungam dos mesmos ideais, cedendo, evidentemente, nas negociações de pauta. Pode ter sido um movimento precipitado, desorganizado e não tenho dúvidas de que seria um desastre em um país onde a esquerda não fosse tão viciada em cacoetes verbais, mas aqui pode ter sido uma centelha para um movimento maior. Acho que foi a primeira manifestação que relaciona “tudo que está aí” com o PT e com a implantação de um regime político centralizador.

    Veremos os resultados de médio prazo, mas essa marcha pode ter sido o embrião de um movimento que leve os direitistas a perderem o medo de aparecer. A saírem do armário. Obviamente que um eventual crescimento do movimento expurgará (não no sentido stalinista, rsrs) os mais radicais e delirantes. Em suma, acho o efeito negativo irrisório e as possibilidades abertas interessantes.

    Grande abraço

  36. Luciano seu blog é excelente. Li a sua série sobre Alinsky e David Horowitz, acho fundamental pra entender seu ponto de vista.
    No vídeo do Silvio Medeiros ele fala sobre Alinsky que ao ver comunistas americanos se manifestando do lado de fora de uma convenção do partido Democrata nos EUA diz a eles que eles deveriam estar lá dentro e não lá fora.
    Os democratas não formavam um partido comunistas e junto com os republicanos eles formavam justamente o “sistema” que Alinsky e os manifestantes radicais queriam “queimar”. Alisnky percebeu que aquelas pessoas deveriam entrar no sistema para destruí-lo de dentro. Escolheu o partido Democrata que estava mais aberto a essas ideias e conseguiu trazer o centro deste partido mais para a esquerda.
    Esses marchistas são mais ou menos como os comunistas de Alinsky, estão fora do sistema, querendo queimá-lo.
    Alinsky foi muito realista em relação as peças que estavam disponíveis no tabuleiro para se jogar o jogo. Provavelmente os esquerdistas da época deviam acusar Alinsky de não ser realmente de esquerda.
    Sinto que estamos hoje no Brasil na mesma situação, estamos fora do “sistema”, gritando “abaixo o sistema”. Não temos um partido político que represente de fato nossas ideias, por isso pedimos a destruição desse sistema ( o sistema aqui é o Lulo-Petismo) . Alinsky nos ensina que devemos entrar no sistema para mudá-lo. Ele escolheu um partido e fez sua agenda poítica avançar por meio desse partido (Democrata) era a melhor peça que ele tinha no tabuleiro para jogar.
    Temos que deixar o “purismo” de lado e entrar no sistema, se não temos um partido de direita então temos que entrar em algum que possamos influenciar e fazer avançar nossa agenda política. Mudar o centro de algum partido ja existente mais para a direita.
    Gostei de algumas ideias sobre manifestações e é sempre bom saber que tem gente com coragem para ir as ruas e militar contra a situação em que o pais se encontra. Minha humilde sugestão seria por uma manifestação em apoio e solidariedade ao povo venezuelano e repúdio a Maduro e seus apoiadores (Dilma entre eles). Apoio as famílias dos que foram mortos ou presos por esse regime tirânico.
    Temos que olhar para a realidade e partir dela para mudarmos alguma coisa. Temos que olhar no tabuleiro e reconhecer as melhores jogadas dentro das regras do jogo, e com as peças que estão disponíveis. Não temos escolha enquanto nos recusarmos a jogar vamos perder.

  37. Tem um vídeo que mostra em tempo real na Marcha Antifascista a mulher que teria errado de marcha e foi pivô de uma confusão:

    http://www.youtube.com/watch?v=BjjaAbo5-tU

    Achei muito estranho ela, que estava no meio do burburinho todo, subitamente interromper o cara que discursa. Também não me parece que os marxistas-humanistas-neoateístas lá presentes tenham conseguido arrancar a bandeira do Brasil de suas mãos. Mas que se note que logo começam a surgir palavras de ordem (“fascistas, golpistas, não passarão”) e uma turba passa a ir para cima dela, ainda que esteja protegida por outros manifestantes que a encaminham para o bloqueio policial, fazendo-a ficar em segurança dentro da viatura.
    Observe-se que depois do episódio em questão surgem os discursos mais acalorados, em que falam de “fascistas” corrompendo a juventude e outras coisas, todos eles com gente falando em tom de voz exaltado.

    Novamente fico pensando se a possibilidade levantada pelo Heitor de Paola não tenha algo de verdadeiro e que de repente tudo foi feito estranhamente sob medida para que os MHNs pudessem aproveitar cada coisa e os anti-MHNs que tenham ido à Marcha da Família subitamente tenham dado um tiro de bazuca no pé do combate ao marxismo-humanismo-neoateísmo, sem notar que seria uma armadilha para queimar como um todo o filme do combate a tal corrente de pensamento.

  38. A marcha comprova que não existe direita golpista.
    De agora em diante a retórica “direita golpista” que a esquerda usa frequentemente será fácil refutar, “veja a marcha não existe golpista na direita é fraude sua.”.

  39. Notícias de hoje sobre o passado que em breve faz 50 anos: temos o coronel Malhães (aquele que sumiu com o corpo de Rubens Paiva) aqui, bem como acusando o também coronel Freddie Perdigão de matar o jornalista Alexandre Von Baumgarten (que tinha ligação com o SNI e queria ressuscitar O Cruzeiro como uma revista favorável aos militares), bem como voltando atrás em relação ao destino do corpo do deputado a quem sua história está associada. Temos também Jarbas Passarinho tentando amaciar o lado de Médici e esta coluna de Elio Gaspari. E tudo isso é mais um motivo para que quem combate o marxismo-humanismo-neoateísmo tente distanciar seu combate o máximo possível da ditadura militar (recomendo a leitura do livro Ditadura à Brasileira, de Marco Antônio Villa).

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