O que é pior? Pedir intervenção militar hoje ou esperar que um castrado aja como um “pegador”? Difícil saber…

29
112

map_animais-castrados

Imagine que um sujeito tenha uma fama de pegador e 10 anos atrás fez o serviço de conquistar uma mulher da qual você queria se livrar. Você contratou esse pegador pois queria tirar fotos dessa mulher, uma vigarista, e não queria que ela se desse bem na partilha de bens.  (Sim, eu sei que essa história hipotética é maquiavélica, mas é vital para minhas ilustrações)

Agora imagine que hoje em dia você viva o mesmo problema. Novamente, sei que nesta história estou propondo que você tenha um baita azar para mulheres, e sempre acaba se metendo com alguma que tende a lhe fazer de trouxa.

Você decide contratar o mesmo pegador. Mas aí você se defronta com um problema: ele se converteu em uma doutrina estilo harekrishna e agora acha que usar as técnicas de sedução que ele usava algo extremamente imoral. Tanto que ele editou tais técnicas de sua mente, tornando-se um completo inepto nessas técnicas. Para piorar, ele se castrou fisicamente, o que tornaria qualquer flagrante inviável, pois um castrado jamais iria seduzir uma mulher para levá-la pra cama.

Simplificando: o pegador que poderia seduzir sua mulher já não é mais um pegador, e nem sequer tem condições físicas se resolvesse voltar a se tornar um. Moral da história: se a sua única alternativa para resolver o problema é essa pessoa (até por que você não tem outros contatos), desista dessa ilusão.

O que isso tem a ver com os direitistas que ainda nutrem esperanças de uma “intervenção militar”? Absolutamente tudo.

Eu não era nascido em 1964, mas a história nos diz que as Forças Armadas eram uma instituição respeitável. Por causa disso, eles se sentiam imbuídos de um senso de retribuição para com larga parte da população. Ainda que eu seja contra intervenção militar hoje e achasse que eles deveriam ter feito a guerra cultural em 1964 (ao invés da intervenção armada), entendo que eles tinham um respaldo popular para fazê-lo. E muito mais do que isso, tinham uma aura de respeito (e auto-respeito) que os motivava a reagir, assim como lhes dava tal possibilidade.

Hoje em dia, a situação é praticamente a inversa. A Comissão da Verdade foi uma ofensa deliberada, especialmente ao propor tratar apenas a questão dos militares, mas exonerar os terroristas. Ao mesmo tempo, as indenizações para os ex-presos políticos e o desrespeito para com os militares fazem parte de uma campanha que se tornou um padrão. O mesmo desrespeito é dado às vítimas dos terroristas, que jamais receberam indenizações. Hoje em dia, uma escola chamada Médici tem seu nome alterado para Marighella, um dos líderes terroristas da época. Quando um militante aparelhado cospe no rosto de um militar octogenário,  nada acontece com o agressor.

Eu não estou dizendo que os militares deveriam reagir com ações armadas, mas com uma ação política contundente, uma guerra de processos e uma conscientização popular com base em controle de frame. Ao contrário, décadas de ausência de reação às maiores infâmias possíveis tem simplesmente aniquilado a fibra de nossos militares. Hoje em dia, por causa disso, muitos se envergonham de serem militares.

Quem levou à essa ação de constrangimento dos militares? A responsabilidade é compartilhada. Primeiro, a esquerda, que elaborou táticas para a guerra cultural eficientíssimas. Segundo, a direita, que se recusou durante décadas a obter conscientização política, algo que tem mudado somente nos últimos anos.

Em suma, se muitos militares hoje perderam as bolas, isso ocorreu por diversos fatores, mas o principal deles foi a sucessão de humilhações que eles tem sofrido ao longo das últimas décadas. Humilhação esta promovida pela esquerda, com a conivência da direita, especialmente pela ausência de consciência política desta última.

Ao invés de olhar para os fatos, os adeptos da Marcha da Família ignoram tudo isso que a direita deixou acontecer com os militares ao longo dos anos. Agora idealiza em sua mente que hoje eles possuem a mesma condição e autoestima que os militares de 50 anos atrás. Doce ilusão.

Hoje em dia, qualquer coisa relacionada aos militares é motivo de denúncia. A PM deve deixar de existir por qual motivo? Por que não faz sentido uma polícia ser “militarizada”, na concepção dos esquerdistas. A campanha contra os militares é incessante e feita de diversas formas. O mais irônico de tudo: essa campanha é feita exclusivamente via guerra cultural, não via luta armada.

Por terem vencido várias batalhas na guerra cultural, a esquerda hoje tirou toda a autoridade moral dos militares, assim como a autoestima de muitos deles. Hoje, vários deles pedem desculpas por serem militares. E se for Policial Militar então nem se fala. Aí a morte deles deve ser comemorada, como quando Carlos Latuff disse que o garoto que teria matado os pais, policiais militares, merecia uma medalha. Enfim, não há autoestima de uma categoria profissional que resista com isso.

Sendo assim, é vital o reconhecimento do óbvio por esse pessoal da Marcha da Família: quem aniquilou a autoestima dos militares não foram nem os próprios militares, mas principalmente grande parte da direita que não disputou a guerra cultural em seu devido tempo. É exatamente por isso que hoje em dia “apelar aos militares” (além de ser um erro em termos democráticos e éticos), é uma aposta tão absurda como tentar contratar um castrado, ex-pegador, para levar para a cama uma mulher vigarista.

Além de tudo, essa mera proposição é uma ofensa, que deveria ser respondida pelos militares dessa forma: “Vocês não fizeram nada pela gente em décadas de guerra cultural da esquerda e agora vem pedir ajuda? Tomem vergonha, no mínimo! Vocês realmente não percebem o quanto é indigno o que vocês estão fazendo?”.

Em síntese. Os militares não são tão burros para fazer uma intervenção militar. Mas mesmo que a intervenção militar fosse legítima ou viável politicamente (e não é, que fique bem claro), eles também não tem sequer a autoestima e nem mesmo o prestígio perante a população para fazer qualquer tipo de intervenção. Eles não tem nem sequer condições técnicas, pois o sucateamento das Forças Armadas foi intencional. Os méritos dessa aniquilação moral dos militares vão em grande parte para a direita que se omitiu da guerra cultural.

Por isso mesmo, a direita deveria fazer um único investimento: guerra cultural em retorno, contra a esquerda. Isso seria o mínimo para pagar em retorno o tanto de danos que a omissão da direita causou aos militares. E que se esqueça o discurso de “intervenção militar” de uma vez por todas.

Anúncios

29 COMMENTS

  1. Luciano, você pode citar alguns nomes dessa “direita” que não participou da guerra-cultural durante o regime militar?

    • Marcos,

      Eu falo de todos que eram de direita e tinham potencial para serem formadores de opinião e foram omissos. Se tiver uma ou outra exceção, que tenha acertado estrategicamente em termos de guerra política, reconheço. Mas vejo que a consciência política da direita no Brasil adquiriu “corpo” somente a partir do Olavo.

      ABs,

      LH

      • Luciano, Olavão é bastante específico e estrito sobre este tema. Ele afirma (e eu concordo) que os militares destruíram a (pouca) direita que havia na época da contra-revolução de 64. Cassados, exilados, emudecidos etc. E sufocaram toda e qualquer possível renovação dos quadros políticos destros.
        Foram tão efetivos e a esquerda colaborou com sua <expertise de tal modo que até hoje não existe um único direitista disputando poder político. Zero. Nenhum.
        Ainda segundo Olavo de Carvalho, o único expoente conservador que sobrou ao cortar de cabeças promovido pelos militares positivistas foi Gustavo Corção, que foi sendo silenciado e destruído aos poucos, numa demonstração do quão sádicos são os esquerTRALHAS e os positivistas. Tanto fizeram que o coitado morreu de desgosto.
        Voltando ao seu texto, Luciano, não havia qualquer direita que pudesse ser omissa naqueles idos. Não havia destro algum ativo ou vivo.
        Olavo foi, de fato, o primeiro a ter papel fundamental e refundador no campo cultural depois do grande vácuo.
        Aqui já aparece algo muito interessante e que merece um texto seu sobre o tema. Tanto Olavo quanto os poucos que o seguiram tem a mesma origem de David Horowitz. Todos começaram sua atividade política e/ou cultural na esquerda.

  2. “Ao invés de olhar para os fatos, os adeptos da Marcha da Família ignoram tudo isso que a direita deixou acontecer com os militares ao longo dos anos.”

    Você já disse que existem várias sub-correntes na Direita. Essa “direita” que você aponta ter sido conivente com a humilhação aos militares (começando por se aliar ao PMDB a fazer oposição em 85) NÃO É NEM NUNCA FOI CONSERVADORA. E a que era (ARENA), se fragmentou (em PDS e PFL) justamente porque não queria mais ser conservadora. A UDN há muito tinha sido desmontada.

    Quando dizemos que a Marcha da Família foi apartidária, vocês malham o pau, por acharem que um movimento não pode ser apolítico. Ora, se defendemos princípios políticos conservadores e nos declaramos ATUALMENTE apartidários, é porque não há partidos conservadores que nos representem. E não adiante vir com conversinha mole: não negociamos nossos princípios! Quiçá, de movimentos assim, futuramente mais organizados, possam surgir lideranças que possam nos ajudar a formar um partido conservador.

    E quanto ao “aniquilamento moral” das FFAA, lembre-se que os libertários também são de direita e tiveram, juntos com os liberais, parte nessa trama toda de “ditadura nunca mais” para afastar os militares da Política. Então, não me venha querer fazer dos libertários bons moços, não!

  3. Um sujeito que era general em 64 teve uma educação do começo do séc XX. Tempo em que homem era homem e o mundo tinha vergonha na cara. Um cara assim não vai ter tempo pra frescuras de guerra cultural, comunista tem que pegar, matar e ponto final.

  4. Sou filho de ex-militar da ROTA já falecido e tive muito orgulho de te-lo como Pai. Analisando seu texto, concordo que é difícil acontecer tal intervenção, mas suponhamos que o país entre numa guerra civil como vem acontecendo na Venezuela, qual seu ponto de vista? PS: parabéns pelo blog.

  5. OFF-TOPIC: Luciano, o que você acha dessa tática do Aécio de dizer que Dilma é uma pessoa “de bem”, que é “refém de alas do PT”, que “há gente de bem no PT” etc? Não estaria ele incorrendo no mesmo erro apontado por Ben Shapiro no vídeo a seguir?

  6. Foi disponibilizada a palestra do Gen. Augusto Heleno com o Tema: O Movimento de 1964
    http://www.youtube.com/watch?v=jNPGKZQcdVM#t=629

    O cenário de 1964 era bem diferente do atual, inclusive com esquerdistas agindo internamente nas FA’s para tentar desestabiliza-las “jogando uns contra outros”.

    Este e outros “N” fatores são colocados pelo General nesta palestra.

    Devemos ficar atentos ao efeito psicologico de presenciarmos o jornalismo constragendo as forças de segurança para não acreditarmos que isso é voz corrente da sociedade.

    Não é.

    Com todo este lixamento sistemático, a falta de um “gerenciamento de imagem ativo” e contando apenas com uma “assessoria de imprensa apaga incêndio”, a sociedade ainda está do lado das forças de segurança.

    Sem divulgação +400k
    https://pt-br.facebook.com/pages/Admiradores-Rota/142467302540084

    E se esta imagem fosse divulgada na mesma proporção das criticas (da pagina acima)
    http://goo.gl/6RNtvF

    Com a maior conscientização e divulgação dos pensamentos da direita maior será o abismo entre o jornalismo brasileiro é a realidade.

    Demora, é lento, mas estamos no caminho certo . . .

    Um abs,

  7. “… quem aniquilou a autoestima dos militares não foram nem os próprios militares, mas principalmente grande parte da direita que não disputou a guerra cultural em seu devido tempo. É exatamente por isso que hoje em dia “apelar aos militares” (além de ser um erro em termos democráticos e éticos), é uma aposta tão absurda como tentar contratar um castrado, ex-pegador, para levar para a cama uma mulher vigarista.”

    R: Olá Luciano, creio que uma intervenção seria inviável hoje por vários motivos, entre eles o sucateamento e a autoestima, que você bem citou. Contudo, quem impediu que a direita disputasse a guerra cultural nessas duas últimas décadas foi a Constituição de 1988, elaborada por parasitas que estão até hoje aí no poder fazendo de tudo para se perpetuarem. Essas pessoas (não todas!), que participaram na criação da Constituição, pensaram direitinho em como fazer para calar opiniões da direita – ou pelo menos sufocá-las – com leis absurdas que limitam sobremaneira a liberdade de expressão. Quando perceberam que parte da direita começou a questionar e a criticar as ações do governo, especialmente na Internet, eles trataram rapidinho de aparelhar o Estado, a fim de limitar cada vez mais as liberdades dos indivíduos. É só ver a quantidade de leis insensatas que nos deparamos nesses últimos anos. A direita vem sendo difamada e associada a tudo o que é ruim ou a “crimes”, como uma forma de intimidar e de calar o maior número de pessoas que tenham esse tipo de pensamento.
    Abraços.

  8. Vendo o discurso de Jandira Feghali — inimiga ferrenha da liberdade de expressão — contra a Rachel Sheherazade, fica claro que até se os comunistas costurarem a boca dos que pensam diferente deles, dirão que estão costurando em nome da democracia. Ou seja, por mais doentia que seja a mentalidade esquerdista, eles sabem usar os frames certos para enganar a população que, em sua maioria, ainda carece de conhecimento a respeito da arquitetura destes truques.

    Por outro lado, a Marcha da Família, que luta por um país livre, clama em alto e bom tom (ou som, como preferir) por uma ação antidemocrática por parte dos militares.

    Então fica assim:
    Inimigos da liberdade: “Quero democracia”
    Amantes da liberdade: “Não quero democracia”

    Isso não parece conversa de gente louca?

    “Odeio liberdade, quero democracia”
    “Amo liberdade, não quero democracia”
    “Sou corintiano, torço para o Palmeiras”
    “Sou Palmeirense, torço para o Corinthians”

    Deve ter muito disso no hospício…

    Se quisermos de fato criar uma conscientização popular a respeito da moral psicopática dos esquerdistas, temos que nos aproximar daqueles que nós almejamos conscientizar, usando os frames certos que associem sensações positivas no ouvinte. Mas, infelizmente alguns conservadores pedem a volta dos militares (o que é péssimo, pois a maioria da população repudia o período em que os militares ficaram no poder) e alguns liberais de direita zombam da crença das pessoas. Sinceramente, não sei qual dos dois grupos é o mais burro.

  9. Mais notícias:

    1) Voltamos à Ucrânia e agora começam as acusações pelas mortes dos manifestantes, seja acusando o ex-presidente, seja prendendo policiais;

    2) Jair Bolsonaro escreve artigo para a Folha e Reinaldo Azevedo comenta;

    3) Silas Malafaia está por baixo nos últimos tempos, ainda mais após as suspeitas de que irá apoiar Lindbergh Farias para o governo fluminense, mas vale a pena ver a entrevista dele para Danilo Gentili:

    http://www.youtube.com/watch?v=TTm7tFNarF8

    4) Segue a versão em português do artigo de Nicolás Maduro originalmente publicado no NYT. Enquanto isso, Mario Vargas Llosa vai à Venezuela apoiar os rebeldes.

    • Luciano, enquanto os alienados de plantão ficavam falando “eu não mereço ser estuprada” para tentar desviar a atenção que estava concentrada na Petrobras, ontem “voou por baixo do radar” a aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado da inclusão do crime de feminicídio no Código Penal. Tal crime constituiria no assassinato de uma mulher por razão de seu gênero e seria uma forma agravada de homicídio. Logo, na prática estão dizendo que a vida de uma mulher é mais importante que a de um homem e por isso merece punição pior. Logo, estão querendo jogar no lixo a igualdade perante a Constituição independente de cor, sexo, religião e outras variáveis para transformar mulheres em uma classe privilegiada, mesmo sendo elas nove vezes menos vítimas de assassinato que os homens.
      E se pensarmos na teoria do pé na porta, poderíamos imaginar outros “XXXcídios” vindo por aí.

  10. Vcs viram a cagada do Ron Paul no FB, reclamando da intervenção ianque (wtf?) no governo democraticamente eleito da Venezuela?
    Claro que deve ter sido um empregado dele, mas mesmo assim é uma falta de noção imensa.

  11. ”Amo os valentes; mas não basta ser espadachim – deve-se saber, também, contra quem sacar a espada!” (Friedrich Nietzsche). Bom, eu não sou nietzschiano, muito pelo contrário. Já para a esquerda é questão de quando sacar a espada – ou a foice. Gostei do maquiavelismo e do bichano capão, mas do pegador converso em harekrishna, ou mal converso, há nas FFAA muita divergência ao governo – como o G.al Heleno -, embora as FFAA não sirvam para governar uma nação. O exército não daria outro golpe, e em vista de que os militares não são burros, não vejo como os vermelhos corromperem-nos porque são nacionalistas acima de tudo. Aí seria uma tragédia, como na Venezuela. Mas tudo é possível. Se houve aquela guerra campal de PMs e civis em são Paulo, o que esperar da Força de Segurança Nacional? Essa suspeita sempre reacende a questão. Mas não acho provável. É preciso pôr panos quentes, dialogar com esse pessoal organizador da marcha. Olavo de Carvalho, que teve o nome usado na marcha, não apoiou-a pois sequer soube o que era. Não o consultaram. É preciso coordenar esse pessoal para que haja assertividade, para que se saiba sacar a espada – ou no caso, guardá-la. O tempo nunca foi tão propício para guinar à direita. A esquerda é meticulosa, mas se fraciona rapidamente e cai pelo próprio fracasso ou pelo levante popular; a direita está fracionada, mas quando unida, e conhecendo o inimigo mais do que ele conhece a si próprio, é mais sólida em nome dos valores. A esquerda é negacionista, então é preciso acusá-la do que ela é, detratá-la com a verdade: http://direitasja.com.br/vitimas-do-terrorismo-esquerdista-no-brasil/ Nesse ano do 50º aniversário de 31 de março de 1964 não se viu programas desse tipo: http://www.youtube.com/watch?v=jguhH-QwBgY&list=UUl2HptoHv6PjZMQAwTdA–Q

  12. Esta é uma das 3 páginas da Internet que não deixo e consultar diariamente. As outras são o Mídia Sem Máscara, da família do Olavo de Carvalho, e a do Reinaldo de Azevedo. portanto sou um fã incondicional de tudo que é escrito aqui.

    Porém, com relação a esta matéria especificamente, embora tenha achado muito boa a sutileza do título que por si só, se lido por algum representante das Forças Armadas (não acredito que eles andem por aqui), poderia ser uma excelente dica para eles de fato perceberem o que o governo petista está fazendo e reagir à altura, dentro da legalidade, naturalmente.

    Por outro lado, não concordo muito que as Forças Armadas tenham perdido o respeito da população. Isto porque, quando a coisa fica preta MESMO a quem se apela (mesmo os terroristas do governo)? Para as Forças Armadas! Como foi no PAN, como será na Copa e como foi, recentemente, aqui no Rio de Janeiro, para proteger as UPPs da Maré.

    O que acredito que exista é um receio das pessoas que, ao tomar partido ao lado das Forças Armadas, venham a ser tachadas de coniventes com a repressão dos porões do governo militar, como no caso do “bullying” sofrido pelo professor da USP comentado em matéria anterior. Mas, em minha opinão, quando esse medo impede que contra-ataquemos o “bullying” esquerdista, estamos, na verdade, escancarando as portas do país aos saqueadores que já se instalaram no poder.

  13. Você fala em omissão da população em relação aos militares. Eu mandei muitas cartas para os grandes jornais de São Paulo defendendo os militares. Sabe quantas foram publicadas? Zero!

  14. Eu era jovem quando aconteceu o golpe militar. Era voz corrente, inclusive nos livros e folhetos distribuídos pelas embaixadas, que “A marcha do comunismo para a América do Sul era inexorável e que
    a porta de entrada seria Cuba. Por isto a União Soviética ajudava Cuba, não por gostar de rum ou de rumba. A intervenção militar pode não acontecer já, mas acontecerá quando os brasileiros sentirem na pele o que é o comunismo na prática. Sou “Prêmio Lietuva 1988”, porque lutei pela libertação dos lituanos.
    Hoje em dia esse poboestá bloqueando canais russos na internet, para acabar com os sonhos de Putim.
    Vai haver um tempo, não muito distante, em que até índio vai pedir auxílio militar, nem que venha de outros países, como já veio um dia. O comunismo é balela, uma pataquada que só favorece os maiorais, é um
    regime impiedoso e ladrão. Por enquanto, combina com a petralhada, mas não por muito tempo. Militares humilhados? Botem uma bandeira vermelha com foice e martelo na frente deles, para as devidas continências, pra ver o que acontece.

Deixe uma resposta