Presidente do IPEA ajuda a jogar o instituto no lixo e diz que os outros é que tentam fazê-lo

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Conforme já se sabe, a pesquisa do IPEA afirmando que 65% das pessoas diziam que mulheres com o corpo à mostra mereciam ser atacadas não apenas se baseou em uma fraude intelectual, como também inclui um suposto erro. Eu digo “suposto” pois existe também a tese de mais uma fraude.

Pois bem. Na verdade, apenas 26% das pessoas disseram achar que “mulheres com o corpo à mostra mereciam ser atacadas”. A desculpinha é que a planilha do IPEA teria sido trocada por engano. Então tá.

Vejam os dois pontos grotescos da pesquisa:

  1. Inicialmente a pesquisa confundiu “atacadas” com “estupradas”, conforme já denunciou muito bem Felipe Moura Brasil. Essa foi com certeza uma fraude intelectual.
  2. Depois vimos que as planilhas foram “trocadas”, e o número não era 65%, mas 26%. A turma do IPEA diz que é erro, mas também pode ser um caso de fraude intelectual.

Diante do reconhecimento dessa vergonha, o presidente do IPEA lançou um discurso com mais duas fraudes intelectuais tentando justificar o injustificável. Leia, conforme texto do Brasil247:

Marcelo Neri, presidente do Ipea, sai em defesa da instituição após erro de polêmica pesquisa que relaciona roupas que mulheres usam com casos de estupro.

Um levantamento que chocou o País ao mostrar que 65,1% dos brasileiros apoiavam que mulheres que usam roupa curta sejam violentadas foi corrigido posteriormente pelo Ipea. Em nota, o instituto esclareceu que o apoio vem, na verdade, de 26% dos brasileiros, enquanto 70% discordam total ou parcialmente e 3,4% se dizem neutros.

Neri justifica dizendo que foram erros de planilha e não de processamento. Segundo ele, a troca não muda as conclusões sobre o assunto. Ele ressalta que havia uma questão especifica sobre estupro (”Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupro”) que teve 58,5% de concordância total ou parcial. “Há pessoas tentando jogar essa instituição no lixo”, disse em entrevista ao Globo.

“Estamos no auge da turbulência, mas não acho que houve erro permanente”, acrescenta.

Como pode Marcelo Neri dizer que a troca não muda as “conclusões sobre o assunto”? Para endossar sua tese, ele pratica a seguinte fraude intelectual: fingir que a afirmação “se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupro” significa um endosso ao estupro. Nada mais falso.

Se alguém escrevesse que “se as crianças não aceitassem balas de estranhos, haveria menos risco delas usarem drogas indevidamente”, então, na lógica desse infeliz, estaria endossando o uso de drogas. Pelo mesmo raciocínio, se alguém dizer que “se as pessoas não clicarem em e-mails de phishing, reduz-se o risco de contaminação de seu computador com spywares e malwares”, estaria endossando a invasão do computador.

Enfim, é claro que apontar um risco causado pelo comportamento não implica em endosso à materialização do risco, e, portanto, a tentativa de usar a expressão “se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupro” como um endosso ao estupro é uma fraude intelectual das mais patéticas.

Na minha conta, então, já temos três fraudes intelectuais. Epa, esperem… são quatro.

Isso por que ele diz que sua fraude tomando a expressão “se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupro” como um endosso ao estupro serve para manter a pesquisa errada/fraudulenta como válida. Assim, na ótica de Neri, “a troca não muda as conclusões sobre o assunto”.

Fico imaginando um auditor de TI divulgando um relatório de incidentes dizendo que 65% dos incidentes foram atendidos fora do SLA. Em seguida, após o lançamento de multas em fornecedores, o auditor pede desculpas e diz “que foram só 26%”. Você consegue realizar o que aconteceria com um auditor dizendo que “a troca não muda as conclusões sobre o assunto” diante de um erro tão grotesco? Demissão ou cancelamento de contrato de auditoria na certa.

É fato que Neri toma a fraude intelectual como um método. Ele simplesmente não pára de fazer isso. Se lhe apresentarem essas refutações, esperem novas fraudes surgirem, em um continuum.

É esse tipo de caráter que ajudou a jogar o IPEA no lixo. O problema não são apenas os erros e fraudes do instituto na famosa “pesquisa do estupro”, como também as declarações de seu presidente, cometendo novas fraudes para defender o indefensável.

Diz-se que cada organização é a cara de seu presidente. Assim, fica claro que podemos confiar tanto no IPEA como no seu presidente. Ou seja, qualquer camelô paraguaio é mais confiável, com certeza.

Este é o IPEA hoje em dia. Mais uma instituição que perdeu toda sua credibilidade por causa do aparelhamento petista.

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15 COMMENTS

  1. Marcelo Neri tem cargo no Governo Federal (Secretaria de Assuntos Estratégicos) e já declarou que Lula é o Nelson Mandela brasileiro (imaginando que isso seja um elogio).
    Creio que essas credenciais falem por si.

    • Concordo! Esse Marcelo Neri é fac totum esquerTRALHA.
      É sorte dos brasileiros que os canhotos estão tão folgados que se entregam sozinhos.

  2. Para mim esta pesquisa do IPEA foi um balão de ensaio para o governo medir a mediocridade da sociedade brasileira em aceitar absurdos sem contestação e o quanto as falácias add hominem são replicadas pelas mídias como verdades absolutas. Qual o objetivo?: Assegurar quais novas políticas públicas, dentro do projeto de poder petista, poderão ser lançadas com maior ou menor grau de aceitação.

    • Eu já cheguei a pensar que a pesquisa ia ficar como foi divulgada até que alguém descobriu a fraude e ameaçou falar. Para não ficar mais desacreditado do que ficou, o IPEA não teve alternativa senão assumir o erro.

  3. Luciano, uma coisa que nao compreendi ainda, foi que os esquerdistas na quesito violência, jogam a culpa na vitima dizendo que o ladrão é fruto do meio, ou seja, justificam as atitudes do bandido tornando-as “compreensíveis” invertendo assim a culpa do ato criminoso, Mas no quesito estupro tentam provar que existe uma “Cultura do estupro” no pais, e nao fazem essa inversão do ato criminoso, nesse caso os esquerdistas protegem a vitima..por que isso, ou estou entendo errado esse jogo. Obrigado

  4. Pesquisa lixo, fraudulenta, manipuladora, incompetente, inconsequente, mal feita. Se houve erro mais cabeças deveriam ser cortadas por pura incompetência técnico-científica, se houve manipulação o MP e polícia deveriam entrar na jogada; sugestão de nome da operação da PF: “CIÊNCIA MANDRAKE”

  5. Se o IPEA errou ao dizer que o valor era de 65% o que garante que eles não continuam errando?
    O que garante que TODOS OS RESULTADOS não estão errados?
    Nada.

  6. “Presidente do IPEA ajuda a jogar o instituto no lixo e diz que os outros é que tentam fazê-lo”. Mas essa é a lógica da esquerda. Os outros é que são os culpados. Eles, nunca, pois são do “bem”, são sempre “bem intencionados”. Nós é que somos maldosos e reacionários.

  7. Luciano, sobre o assunto, mais duas notícias:

    1) Nana Queiroz estava surfando a onda do resultado distorcido e, tal qual um desenho animado, notou que a onda sumiu e a prancha ainda está voando, mas agora caindo. Segue o último attention whoring dela;

    2) Mais uma suspeita de que a tal pesquisa tenha sido feita mais sob medida que um terno de alfaiate dos bons: depois da divulgação do erro da pesquisa, caíram as denúncias contra sites tidos como machistas (sempre lembrando que no glossário marxista-humanista-neoateísta isso significa qualquer coisa, desde que possa ser usada para avanço de agenda). Tenho quase certeza que ao Safernet chegaram denúncias contra sites que pregam que os homens, a exemplo das mulheres, têm direitos pelo fato de humanos serem.

    E mudando um pouco de assunto, mas pegando parte do caminho da invenção de novas minorias, eis que temos em Limeira uma menina de 15 anos que foi espancada por suas colegas por ser bonita, espancamento esse que foi além dos chutes e pontapés e chegou a ter tesoura na jogada. Se formos pela lógica MHN, eles dirão que as barangas não oprimiram a beldade, mas sim estão rebelando-se de séculos de opressão que as mulheres bonitas lhes infligem, mulheres bonitas essas que se associam ao homem macho-heterossexual-branco-cristão e estuprador por princípio que precisa ser educado para não fazer isso (tal qual educamos um jumento a não sair dando coice) e, portanto, são marionetes do machismo (novamente, ponha aqui qualquer significado que seja utilizável para avanço do marxismo-humanismo-neoateísmo), machismo esse que inventou um padrão de beleza (mesmo que esteja exatamente na soma de simetria e proporções áureas que há em qualquer coisa considerada bela na natureza) e o inocula na mente das que são rascunho do inferno para que fiquem buscando o impossível em vez de se “libertarem”. E aí tome acusações de “gordofobia” e “feiofobia”, que já estão sendo repaginadas em termos que usem os radicais gregos (já vi “lipofobia” para definir o que supostamente a sociedade faria com as gordas e já estou esperando o “cacofobia” para dizerem o que a sociedade faria com as feias). De qualquer forma, que os anti-MHNs deem o beijinho no ombro pro recalque passar longe e tentarmos de alguma forma restabelecer um pouco de harmonia em uma sociedade que se acostumou a ver o outro como opressor ou oprimido.

    • E temos mais gente graúda do Ipea tentando justificar a pesquisa injusta e mais attention whoring de Nana Queiroz. Agora ela diz que brasileiro não sabe o que é estupro nem como lidar emocionalmente com isso, afirmação que caminha perigosamente para aquela falácia básica de que só saberia o que é algo alguém que fosse vítima daquele algo, o que significa que o brasileiro (aqui talvez podendo ser entendido como “o homem brasileiro” e caindo naquele ódio primordial das feministas) só poderia saber o que é estupro se estuprado o fosse. Por tabela, estar-se-ia dizendo que os legisladores brasileiros, por não terem sido estuprados, não estavam corretos ao definir o que é estupro conforme diz a lei. E se falarmos de “lidar emocionalmente”, poderíamos considerar que se “o brasileiro” (podendo aqui ser entendido como “o homem brasileiro”, mas também como o povo em geral) não está preparado emocionalmente para tal, o estariam as organizações feministas. Logo, na prática ela está dizendo que o poder estar nos tais grupos, e não no povo.
      Porém, o mais importante está na última frase da matéria:

      O grupo formado pela jornalista está preparando um documento para entregar a Dilma, sugerindo frentes para combater o machismo no país – pela educação, na polícia, na publicidade e com a realização de mais pesquisas sobre o assunto. Segundo ela, está sendo difícil escrever o documento pela falta de informações nacionais sobre estupro no país.

      E aqui ficamos naquela história de alguém que surge do nada (e pode ter sido do nada mesmo, mas na prática sendo o rosto que se deu a algo que já estava pré-engendrado) que já chega deitando o verbo para cima do povo em geral. “Machismo”, como sabemos, é uma daquelas palavras de marxista-humanista-neoateísta que significa tudo e ao mesmo tempo nada, podendo ser usado a bel-prazer para se desqualificar todo e qualquer discurso no campo da relação entre os sexos que não sirva para avançar a agenda. Se formos na etimologia da palavra e a compararmos com outros “ismos”, como “automobilismo” e “marxismo”, estamos nos referindo a práticas oriundas de machos, o que significaria toda e qualquer prática feita por um macho da espécie Homo sapiens, uma vez que as feministas vivem também dizendo que homens homossexuais são machistas. Logo, se há combate a machismo, podemos entender isso como “combate ao homem”. Como falaram em educação, logicamente temos aqui aquele lance de fazer lavagem cerebral em meninos, dizendo que estupro seria um cara simplesmente olhar para uma mulher. Sobre polícia, podemos entender que podem querer criminalizar ainda mais o simples ato de ser um homem e um hábito brasileiro como o de olhar para o traseiro de uma mulher que passa em sentido oposto acabe justificando prisão por assédio sexual (como vemos em alguns países que foram bem longe no gramscismo). Se falam de publicidade, aí caímos naquela visão MHN de usar os meios de comunicação para validar a construção da tal “nova sociedade” e “novo homem”, leia-se aí mais lavagem cerebral e complementado com a educação anteriormente dita. Já sobre pesquisas sobre o assunto, seriam novas pesquisas à Ipea dos novos tempos e servindo de trampolim para outras attwhores? Porém, que se note o quanto que para ela está sendo difícil achar dados para fazer o documento devido à ausência de informações nacionais sobre estupro. Mas, se o Ministério da Saúde detém a única base de pesquisas nacionais sobre o assunto, não é para lá que a referida Nana deveria ir? Ou será que os dados lá, que estão bem próximos à realidade por refletir a obrigação do médico de identificar casos de violência sexual, são insuficientes para se provar a tese de que a população brasileira seria conivente com o estupro?

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