Rachel Sheherazade faz um excelente discurso na Câmara Municipal de João Pessoa

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Na última quarta-feira (9), Rachel Sheherazade recebeu o Diploma de Honra do Mérito da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), honraria aprovada por unanimidade.

O vereador Helton Renê (PP) disse, tratando Rachel da forma mais justa possível, ou seja, como um símbolo da liberdade de expressão: “Não podemos nos refutar diante da postura que ela tem como profissional. É uma pessoense, uma paraibana que conquistou visibilidade nacional com um trabalho sério. Mesmo que todos não concordem com as opiniões da jornalista, sabemos que Sheherazade tem instigado o brasileiro a pensar, pois todos estão acostumados com a informação trabalhada sem nenhum viés crítico ou esclarecedor”.

Um pouco mais da descrição do vídeo do YouTube (que trarei logo abaixo):

Todos os vereadores que usaram da palavra citaram ser representados pela jornalista. Zezinho Botafogo (PSB), que secretariou os trabalhos, destacou a credibilidade no trabalho exercido pela homenageada. Eliza Virgínia (PSDB) falou que a verdade é algo que pode doer naqueles que são ofendidos, e que Rachel Sheherazade colocou em projeção a necessidade de se discutir o Brasil. “Aquele que pensa diferente de mim, me enriquece. João Pessoa tem nesta solenidade não só uma entrega de honraria, mas o exemplo de uma filha desta terra que nos traz à tona o ensino do respeito às diferenças, pois posso não concordar com o meu próximo, mas lhe devo, no mínimo, respeito”, comentou Raoni Mendes (PDT).

A presidente (licenciada) da Associação Paraibana de Imprensa (API), Marcela Sitônio, destacou o trabalho da homenageada, lembrando a censura imposta durante a Ditadura Militar no Brasil. “Defendo a liberdade de expressão para todas as pessoas e não apenas para aqueles que querem falar o que eu quero ou me agrada. Rachel é feliz ao defender o direito de se expressar”, frisou.

Entre os pronunciamentos, foram apresentados vídeos da apresentadora em diversos trabalhos, como o que a projetou nacionalmente e internacionalmente, no qual fez uma crítica ao Carnaval da Paraíba; um em que ela comentou um episódio sobre a Copa 2014; além de outro no qual teceu opinião sobre a discriminação contra os nordestinos.

Agora veja o vídeo. Em seguida lançarei meus comentários:

Auditores possuem um prazer especial em achar “gaps” que possam ser corrigidos. No entanto, em situações onde a atuação é feita apenas por amor à causa (como neste caso), também fico feliz em dizer que Rachel praticamente não cometeu erros e, melhor ainda, fez um discurso à beira da perfeição.

Se eu fosse achar pontos equivocados (apenas para ser chato) entendo que no momento em que ela falou que estava “contra algumas minorias” cometeu um erro de frame. Na verdade, deveria ter dito que “está contra embusteiros que fingem defender minorias”. Outro ponto é quando ela critica “a turma dos direitos humanos”, quando na verdade deveria dizer que “são grupos da extrema-esquerda que fingem defender direitos humanos”. Os equívocos se resumem a isso.

Agora vamos aos pontos positivos. Quer dizer, todo o resto.

Rachel já começa o discurso mencionando que fala o que vem de seu coração, em improviso, o que fica evidente na mensagem que ela quer transmitir. Ela diz que seu papel não é fácil, reforçando que é preciso ter coragem para incomodar o status quo. Esse frame é reforçado quando ela diz que os poderosos querem calá-la. Perfeito.

Quando ela reforça que, como cidadã, tem o direito de falar, reconhece que está apenas lutando por direitos humanos mais básicos. Para isso, ela lembra que paga seus impostos. Qualquer pessoa decente deverá notar o quanto é importante a mensagem transmitida: como pode um estado, alimentado pelos impostos de pessoas decentes, usar este dinheiro para impedir essas pessoas de falar?

Ao mencionar que sua luta pelo direito de se expressar é uma luta por todos (a luta pela liberdade de expressão), ela deixa bem claro que está do lado da população ao lutar por um direito básico. Ela não deixa dúvidas ao dizer que “a defesa do direito dela se expressar é de todos”.

Há um momento onde ela executa um ótimo frame que já havia sido indicado por um leitor deste blog (e eu não havia me apercebido disso): mostrar que a ditadura de 1964 cerceou o direito de liberdade de expressão e que não queremos esse cerceamento de novo. Ela diz, por exemplo, que “há 50 anos vivíamos amordaçados”.

Agora é o momento de termos coragem de usar esse direito de se expressar. É quando, em uma tacada de mestre, ela aponta o dedo para os “jornalistas” que estão se opondo ao direito dela se expressar. A mensagem que ela transmitiu foi mais ou menos essa:

Não temos coragem de usar esse direito e nossos amigos jornalistas estão se opondo ao direito de livre expressão. É um paradoxo sem tamanho. Isso [ter liberdade de se expressar] não é um privilégio. É um direito que vocês tem, e não sabem usar. A censura em um pleno estado democrático de direito é um absurdo. Há censores na classe de jornalistas que nunca se levantaram para me defender. Eu já fui até ameaçada de estupro e nunca nenhuma entidade ligada aos ‘direitos das mulheres’ veio me defender. Não vieram defender a minha honra como mulher. Nunca ‘direitos humanos’ vieram me defender. Como cidadã e como ser humano que sou. Por que? Não sou humana? Não tenho direito de ser defendida também?

Ao mencionar que muitas pessoas se sentem representadas por ela, Rachel reforça o frame de que está certamente do lado do povo.

Em seguida, ela diz: “O dia em que eu não puder falar mais, não é por que eu quis me calar, mas por que me calaram”. Esse é um reforço de que ela se coloca na linha de frente na luta contra a censura.

Ela não poderia deixar de concluir com a frase atribuída a Voltaire: “Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-lo”.

Quer queiram, quer não queiram os esquerdistas, não há como negar: frames como esses (reforçados pelo comportamento da esquerda no debate público) ajudam a nos colocar do lado da liberdade de expressão, contra a censura e definitivamente como os legítimos oponentes da tirania. Esse deveria ser uma das principais agendas da direita.

Quero salientar em especial um recurso que ela usou com muita justiça, que defino como apontamento da indignidade do oponente. Isso significa demonstrar alguns de seus oponentes como inacreditavelmente indignos e desonrados pelo que fazem. É como apontar o dedo para um advogado de defesa que recebe dinheiro para prejudicar seu cliente ou para um auditor que recebe verbas para prejudicar aqueles que esperam o resultado de suas auditorias. Jornalistas que lutam para censurar Rachel caem nesse mesmo nível de gente. É o nível do esgoto.

Quando Rachel aponta o dedo para essas pessoas, demonstra que elas deveriam sofrer rejeição social.

Esse tipo de postura combina com a excelente resposta que ela deu à Ana Paula Padrão, que chamou Rachel de “imatura. Rachel respondeu: “”Imaturidade não é perigo. Perigo é a desonestidade, a ausência de valores, de ideais, a subserviência cega ao poder… Imaturidade, o tempo resolve! Mas, o caráter, nem sempre”.

É com esse tipo de assertividade que devemos tratar esta nova classe de “jornalistas” que alcança o cúmulo da baixeza humana. Os jornalistas censores são dignos de ânsia de vômito. Devemos tratá-los da mesma maneira que o personagem Capitão Nascimento (não o ator Wagner Moura, que não é confiável) trata o cabo 02. Veja a partir de 6:01:

Para concluir, uma música da banda alemã Rage, intitulada “Shame on You”, que também é um líbelo contra tiranias:

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27 COMMENTS

  1. ”Imaturidade não é perigo. Perigo é a desonestidade, a ausência de valores, de ideais, a subserviência cega ao poder… Imaturidade, o tempo resolve! Mas, o caráter, nem sempre”.
    PQP!Matou a pau!!!!

  2. Quero salientar em especial um recurso que ela usou com muita justiça, que defino como apontamento da indignidade do oponente. Isso significa demonstrar alguns de seus oponentes como inacreditavelmente indignos e desonrados pelo que fazem.

    Gostaria de mostrar dois exemplos magistrais do uso desse recurso.

    Nigel Farage contra o impostor Herman van Rompuy:
    http://www.youtube.com/watch?v=blJUDR_k6C4

    Pat Condel sobre os assassinos covardes do Hamas:

  3. Eu não acho que a mídia está tendendo ao esquerdismo, acredito apenas no capitalismo mais puro e simples, a mídia está do lado de quem dá mais e quem é que tem mais hoje em dia?? os corruptos do governo que tem dinheiro aos montes vindos dos bolsos do povo; o suposto esquerdismo comuna é só uma fantasia ideológica que eles vestem para se perpetuar no poder, vejam que esses supostos comunas são os mais supercapitalistas que existem( vide filho do Lula e cia.), apenas usam as armas manipulatórias próprias do regime vermelho para domínio da oposição.
    Outra coisa idiota que existe é a completa desinformação e falta de estudo de alguns da classe jornalística e artística que ainda vinculam a imagem do direitista conservador com a imagem da ditadura militar, qualquer conservador hoje em dia é taxado de homofóbico, racista, fundamentalista religioso, pró-ditadura e outras aberrações. Precisamos urgentemente sair de nossos casulos teóricos e mostrar que os vermelhos não estão nadando de braçada. A Rachel é um exemplo de coragem, democracia e capacidade, parabéns Rachel.
    TENHO ORGULHO DE DIZER: SOU DA DIREITA CONSERVADORA.

  4. Luciano, já coloquei um vídeo dele aqui, mas colocarei mais um dele que me parece mais claro e explicado. É importante, pois ele parece ser parte da verdadeira elite intelectual(ou intelectual na medida do possíve) esquerdista do Brasil que está oculta pelos bobos da corte como o Saflate e Marilena Chauí:

  5. Algumas anotações que fiz:

    -Só a geografia salva o Brasil, só o Brasil salva o mundo.O problema não é economicoO pib não cresce por que não há o planejamento.O planejamento público depende do dinheiro privado e o privado despende do público.Modelo neoliberal excluiria a geografia da política e por isso não seria possível o planejamento da economia.É preciso politizar a geografia e geografizar a política.O caos territorial se daria a partir do afastamento entre política e geografia.
    -não se identifica um parâmetro para organizar a diplomacia brasileira(esse parâmetro seria geográfico).Brics não teria muito futuro pela discrepância grande entre os paises existentes. Autores não identificavam a contradição entre homogenização do mundo(globalização) e o surgimento do conflito norte-sul
    -A escala de valores teria visão íntima de como se enxerga o espaço geográfico(pq?)
    -Uma nova projeção descobre que o grande continente é a Asia e não a Europa. A eurásia seria o pivot mundial da política.(Mckinder)
    -Quem vive do mar, comerciantes(atlânticos), quem vive da terra, agricultores(continentais).Quem está no mar se satisfaz com o contato com outros continentes.O continental deveria ser coletivista, autoritário para defender suas fronteiras.O atlântico seria individualista e capitalista.
    -Ele não identifica o fim da guerra fria com o fim d a união soviética.A onu continua no existindo, mesmo com o fim da união soviética.
    -A guerra do Golfo começaria um processo de recolonização do sul pelo norte.(ocupação de terras por riquezas naturais e o petróleo.)O hemisfério do sul é o hemisfério da vida(biodiversidade, água, crescimento populacional).O sul ou adota novos valores e visão de mundo, ou isso vai implicar a submissão às potências do norte.Brasil não é um país do ocidente.(nossas elites querem o país no ocidente, as elites do ocidente, não aceitam o país no ocidente, por que os valores brasileiros seriam outros)

  6. Luciano, não seria uma boa falar do racha que estamos presenciando dentro do lado brasileiro do Foro de São Paulo? Temos agora o PT e o PSB trocando farpas a dar com pau, bem como temos o racha interno no próprio PT, seja com o André Vargas falando que vai jogar no ventilador, seja com o Zé de Abreu falando que sairá do PT se a referida agremiação não defender o xará Dirceu. Isso pode significar muito para as eleições e é de certa forma continuidade do clima de tensão que já havia na eleição municipal (vide terem dado cargo para Marta Suplicy para compensar o fato de ela não ter sido sequer pensada para a candidatura à prefeitura paulistana, fora o fato de em todas as cidades que não São Paulo, os “postes” do Lula terem perdido).

  7. Olá Lunciano Henrique,

    Conforme meu post anterior no tópico sobre a simbologia da Raquel contra-censura, e o FRAME anti-censura, sugiro diversos tipos de postagens que podem ser colocadas, de casos e pessoas comuns, com a seguinte frase em cima:

    Quero ver os esquerdistas-babacas CENSURAREM as palavras do Fulano de Tal, como fizeram com a Raquel Shererazade!!! Cadê as Jandira Feghali? Cadê Sakamoto? Cadê os Petistas?

    Veja os post principais:

    https://www.facebook.com/photo.php?v=761643097229003

    https://www.facebook.com/photo.php?v=594801077283523

    Essa é emblemática e deve ser bem colocada… o ataque do petista a repórter:

    https://www.youtube.com/watch?v=bawS3Od81zA

    Grande abraço, 😉

    Sergio Nauffal

  8. Muito bom esse discurso e vossa resenha a respeito dele, inclusive no equívoco que apontou.

    Vi um amiguinho tonto que se diz “centro-esquerda” dizendo “ela é responsável pelos linchamentos de bandidos que tão ocorrendo…”, caraca, mas que poder, hein? E que poder de burrice impera numa mente que acredita nesse boato esquerdista.

    Brasil precisa de Rachel Sheherazade. TAMO JUNTO!

  9. Luciano, falando em análise de frames, muito se acusa a Rachel Sheherazade de discurso de ódio, mas todos abanam a cabeça e concordam com o discurso de ódio recente do jornalista Ricardo Boechat. Segundo ele, os deputados envolvidos em corrupção deveriam “cometer suicídio coletivo”. Esse não seria uma apologia clara do discurso de ódio? Levando-se em conta que ninguém, por mais bom ou mau caráter que seja, tenha tendências suicidas, para os deputados cometerem tal ato eles teriam que ser forçados, como se fazia no Japão Feudal com os condenados ou que cometeram “atos de desonra”. Num estado democrático de direito, um discurso desses é claramente mais grave do que o da Rachel que defendeu que o cidadão de bem tenha o direito de se auto-proteger quando o Estado é omisso. Em minha opinião, parece mais um sutil discurso de apologia ao genocídio do que um comentário irônico.

    Mais informações:
    http://www.folhapolitica.org/2014/04/boechat-diz-que-deputados-deveriam.html

  10. No canal de Rachel Sheherazard deixei a seguinte mensagem:

    Rachel Sheherazade, embora eu seja um grande admirador de teu trabalho, não posso deixar de fazer algumas ponderações.
    Na câmara municipal de João Pessoa, a senhora citou o regime militar como uma ditadura brutal. Inclusive na emissora onde a senhora trabalha, houve a exibição daquela novelinha onde terroristas eram tratados como “heróis” na luta contra os “malvados ditadores” militares.
    Pois bem, os “heróis” da novela são os mesmos que hoje, além de tentarem te amordaçar, assaltam os cofres públicos, afundam e roubam a Petrobrás, criam leis para proteger criminosos, defendem a pedofilia, defendem a orgia infantil nas escolas, a liberação das drogas e tudo o que é decadente. E como se isso não fosse o suficiente, estes mesmos canalhas são grandes admiradores do ditador Fidel Castro e do Chavismo da Venezuela. Veja, em Cuba não houve uma ditadura militar como tivemos aqui no Brasil. Resultado: Até hoje o povo cubano vive sob a ditadura comunista, tão idolatrada pelos “heróis” da novela, que hoje te perseguem.
    Se temos democracia hoje, é graças aos “malvados ditadores militares” que, além nos livrarem da ditadura comunista, desenvolveram o país.
    No entanto, como o povo brasileiro ignora sua própria história, colocou no poder os mesmos bandidos comunistas que antes foram derrotados pelos militares. O resultado está aí e a senhora está sofrendo na pele.
    Repito: Tenho grande admiração por teu trabalho. Mas a perseguição a qual a senhora está sendo submetida é apenas o fruto de teu posicionamento ao se colocar do lado de falsos heróis.
    Espero sinceramente que leia esta mensagem e reflita.

  11. Luciano, ainda no Nordeste, mas indo dois estados a sul, você viu que a casa da ex-senadora e hoje vereadora Heloísa Helena foi assaltada e seu filho foi agredido pelos bandidos, com direito a ser internado? Olhando a nota que ela deixou na página oficial dela no Facebook, fica-me a impressão de que ela ficou com muita raiva da bandidagem, mas deu um tapa no texto para não mandar para o vinagre o marxismo-humanismo-neoateísmo:

    Aos amigos e familiares esclareço: (1) Minha casa (como a de muitos outros alagoanos) foi invadida por 04 homens encapuzados, dois deles armados com arma de fogo; (2) Meu filho ao me defender deles foi ferido com arma branca e coronhada de revolver, mas todas as providências foram tomadas e ele encontra-se fisicamente bem; (3) O aparato policial (civil e militar) esteve no local e promoveu todos os levantamentos necessários. A perícia criminal fez as coletas de amostra de sangue e demais providências cabíveis; (4) Como não temos arma em casa, nem jamais defenderemos justiça com as próprias mãos, esperamos que as providências para total esclarecimento do maldito episódio (e dos muitos outros mais que acontecem com muitas outras pessoas) sejam devidamente tomadas; (5) Estamos razoavelmente bem fisicamente, profundamente indignados e tristes (como sempre estivemos quando acontece com muitas outras pessoas), mas agradecidos a Deus por nossas vidas. Grande abraço!

    Como se pode observar, ela reconheceu que aconteceu com ela o que aconteceu com outros conterrâneos e não jogou a culpa em um ente abstrato (“a sociedade”, “a burguesia”, “a classe média” etc.). Deve ter machucado a alma ver o que aconteceu com o filho dela, assim como machucaria a alma de todos aqueles que têm parentes aos quais preza. Observe-se também que, pelo que ela diz, a polícia local trabalhou direitinho. Além disso, ela disse claramente “maldito episódio” e lembrou que isso ocorre também com outras pessoas, estendendo o termo para esses ocorridos. Como sabemos, Heloísa Helena pode fazer parte de um partido marxista-humanista-neoateísta, mas ao menos em nível pessoal não subscreve a parte “neoateísta” da coisa, uma vez que é católica (OK, do lado mais Teologia da Libertação da coisa, mas ainda assim não podendo ser jogada na mesma seara do N de MHN), o que podemos ver pelo agradecimento a Deus.
    Como já disse em relação ao assalto sofrido por Manuela D’Ávila, que não esperemos um “efeito Paul Kersey” na integrante do PSOL (obviamente aqui sem alusões a vigilantismo como o praticado pelo personagem de Charles Bronson após o episódio que muda a vida dele, mas no sentido de alguém que tinha certas convicções antes de um episódio violento ocorrido com gente querida e as muda após o mesmo), até porque ela investiu muito tempo e dinheiro de sua vida no MHN e está naquela posição de ponto sem retorno (em que precisa continuar MHNzando para que tenha relevância e se mudar de convicções, perde a projeção que tem). Porém, considero que sua reação foi bem mais franca do que a de Manuela D’Ávila, que pôs a culpa na “sociedade violenta”.

    Porém, o que estamos vendo é que os MHNs estão tendo de se deparar nos últimos tempos com a mesmíssima situação de terror enfrentada há tempos pelas pessoas comuns, aquelas a quem chamam de elitista-coxinha-racista-fascista-nazista-homofóbico-burguês quando simplesmente pedem mais policiamento e segurança pública. Não descartemos aqui que a criminalidade comum é importante elemento de subversão de uma sociedade (especialmente se turbinada pelo dueto entre polícia que prende e justiça que solta) justamente por gerar aquele sentimento que favoreça o brotar de um “salvador da pátria”. O que acabou chamando a atenção mesmo foi ver que a outrora senadora acabou ao menos ficando na descrição pura e simples em vez de guinar para a culpabilização do abstrato, como veríamos outros MHNs fazerem. Além disso, se formos ver os comentários da nota de Heloísa Helena no mesmo Face, vamos notar que o pessoal está falando basicamente aquilo que falaríamos quando vemos qualquer pessoa sendo vítima de um crime como esse.

  12. Rachel voltou ao S.B.T., mas censurada! Não pode mais emitir comentários pessoais. Retomemos a pancadaria cultural sobre o assunto.
    E, antes que eu me esqueça: EsquerTRALHAS, vão tomar Nofuleco!

    • Uma coisa tenho certeza, o quadro geral desse texto é uma bizarrice sem tamanho.

      Existe um foco, bem safado, de criar um termo chulo, o tal politicídio. Saul Leblon é um esquerdopata tipo “malandrinho”, esconde uma mão e dá o tapa com outra. Fora o crédito ao tal prêmio “K”. “K” quem? Técnica banal para legitimar o vazio. Até um muambeiro que trás coisinhas do Paraguai sabe usar essa!

      O texto é repleto de doutrinação estatizante tamanho Júpiter eclipsando a Lua. Com percentuais estatísticos e um economês que fazem chorar aos próprios números aritméticos.

      Texto para engambelar os incautos esquerdistas idiotas-úteis de uma suposta conspiração do Leviatã conservador doidão. É para eles vestirem o fardão-castrista e saírem as ruas, doutrinando compositores de funk e Wagners Mouras. É uma conclamação para tomar também o congresso legislativo.

      Outra demonstração doutrinária, apenas, um tipo de convocação e alerta para as massas de idiotas úteis e militantes, do tipo, vamos nos entrincheirar no governo conquistado no executivo pelo PT… Pois somos oprimidos. Mas o principal é, vamos inundar o legislativo com nossa gente, vamos tomar tudo.

      A justificativa dos crimes e corrupção, e tudo mais também está lá, limpando-lhes a consciência. E tudo que houve ou houver de ruim, será justificado com o novo termo bocó, fazendo mimimi, pois “nós” o PT somos outra vez ´vitima. Novidade, não, ele está sempre se dizendo vítima. E ser vítima é “a causa”.

      Será que logo logo aparecerão idiotas úteis de esquerda acusando-nos disso, poucas semanas para aparecer por aqui um raivoso com o tal “politicídio” no teclado.

  13. Luciano ou qualquer um dos frequentadores mais experientes do site: por acaso consiste em alguma rotina específica a afirmação de que ” os EUA, o capitalismo e o liberalismo mataram milhares de pessoas ao longo dos séculos” , usada normalmente por esquerdistas quando defrontados com as atrocidades cometidas em nome de sua ideologia?

    • X, Y e Z mataram milhares? A Gripe Espanhola também. Peste Negra idem. Sabe por que não se morre mais disso? Capitalismo! Que antibiótico foi inventado em um país comunista?
      Que estudo ou pesquisa neutra sustenta que o Capitalismo é culpado por “N” mortes? Já os comunistas matam aos bilhões, se contarmos as crianças aborto-assassinadas pelo mundo sinistro. Com documentos assinados e registrados.
      Alguém conhece algum capitalista que tenha feito algum discurso sequer semelhante ao que Guevara fez na U.N.? “Matamos e continuaremos matando!” Eita!
      Liberalismo, no mundo anglófono, é sinônimo de esquerTRALHA. Por isso, criaram o tal libertarian como uma opção mais à direita. Tal diferenciação está sendo adotada no Brasil.
      Capitalismo é um sistema econômico. Não é político, como comunismo. E o poder de matar ou mandar matar “dentro da lei” é o poder político definitivo. Como comunistas demonstraram aos bilhões. Exemplo: Tudo que os nazistas fizeram foi cumprindo leis. E nazismo é socialismo.
      Mas o Capitalismo, e apenas o Capitalismo, permitiu o surgimento da Penicilina. Do computador. Do Google. O que os canhotos fizeram que seja comparável?

  14. Gente vendida não é colega e nem amigo de ninguém. Não considero os jornalistas vendidos gente de bem. Não os considero nem jornalistas. São restolho da humanidade.

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