Por que a apologia aos criminosos praticada pelos esquerdistas não passa de um grande negócio?

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Muitas vezes algumas pessoas me perguntam: “O que será que os esquerdistas tem na cabeça ao priorizarem a defesa de criminosos violentos em detrimento do cidadão comum?”. Esse tipo de pergunta muitas vezes advém da falta de um olhar clínico sobre o que realmente a esquerda sempre praticou em termos históricos, principalmente em suas vertentes socialistas.

Se quisermos entender o que ocorre hoje no Brasil, temos que estudar o cui bono por trás das crenças do esquerdismo socialista. Quer dizer, devemos deixar de perguntar o motivo para eles terem ideias tão insanas, mas qual o benefício recebido pelos mais espertos deles com o aceite popular de ideias patentemente insanas. Assim, deixamos de perguntar “como pode existir uma ideia igual a X?” e passamos a questionar “qual a paga para a proliferação da ideia X?”. Isto, em resumo, é buscar o cui bono das interações humanas. Análises assim são a essência da dinâmica social.

Em resumo, então, veja a dinâmica explicando por que defender criminosos é tão interessante para os esquerdistas em geral:

  1. Não há crença consciente que não seja sustentada por ao menos uma crença de suporte
  2. Pelo mesmo princípio, para existir a crença no estado inchado, é preciso de crenças de suporte que a sustentem
  3. A crença em que o ser humano é intrinsecamente bom e que pode ser “remodelado” pelo estado é uma das principais crenças de suporte para um estado inchado, em termos históricos
  4. O estado inchado é um grande negócio para poderosos
  5. Pelo processo vicário, o esquerdista funcional luta tanto (ou até mais) pelo esquerdismo em comparação ao beneficiário, mesmo que isso dê poder apenas para os beneficiários
  6. Toda a luta esquerdista priorizando o criminoso violento em detrimento do cidadão comum não passa de um baita de um negócio

Em relação ao item 1, temos o óbvio. Imagine qualquer comportamento consciente que você tenha adotado. É possível notar que esse comportamento prescinde de ao menos uma crença de suporte para ele. Por exemplo, se você for advogado, significa que escolheu essa profissão para você. É preciso, portanto, que você tenha acreditado, ao menos em um dado momento, que essa seria a sua vocação. Ou ao menos sua melhor opção. Em suma, é a isso que me refiro quando falo de crenças de suporte que sustentam outras crenças/comportamentos. Nada mais que o óbvio.

O item 2 não passa da aplicação do princípio visto anteriormente (e que não passava do óbvio) para a questão do esquerdismo, cuja crença principal é o culto ao estado inchado. E, como todas as crenças complexas, essa precisa de uma ou mais crenças de suporte.

Agora é que a coisa começa a ficar interessante: avaliaremos o item 3. Aqui basta irmos ao básico, estudando tudo que os ideólogos esquerdistas defenderam historicamente (desde Jean Jacques-Rousseau a Karl Marx). Tudo que eles fizeram sempre se baseou na venda de algumas ideias fixas, que, no fundo, não passavam de crenças de suporte para a crença fundamental do esquerdismo (o culto ao estado inchado). Uma dessas crenças é a do homem “inerentemente bom” (by Rousseau) racionalizada posteriormente por Marx (mas de maneira pseudo-científica, como sempre). O “homem bom, sempre pronto a ser remodelado” historicamente “colou” como uma das mais fundamentais crenças de suporte do esquerdismo, sendo não apenas uma crença de suporte, mas um pote de ouro no fim do arco íris – em síntese, é mais do que crença de suporte, beirando a propaganda de recall para a mente inconsciente. A crença em que o ser humano é bom, perfeitamente remodelável, serve, então, com um dos principais sustentáculos da crença no estado inchado.

Veja como funciona a dinâmica. Visualize a crença (que todo doutrinador marxista insere em suas vítimas) dizendo que todos os males do mundo existem por que o estado não intervém o suficiente no controle econômico e social. A partir disso, o criminoso não é mais visualizado como um criminoso, mas uma “vítima da sociedade”. Essa “vítima da sociedade” é percebida inconscientemente com aquela que não foi “salva” por um estado desprovido do poder que deveria ter, em sua ótica. Essa percepção distorcida da realidade tem um único fim: prover uma sensação de que “o estado precisa intervir mais” para que os crimes deixem de ocorrer, pois… o homem é inerentemente bom. O pensamento dos esquerdistas é formatado para operar nesse continuum não por que a ideia é insana, mas por que os beneficiários dessas ideias precisam que esse tipo de pensamento seja propagado, pois…

Chegamos ao item 4, quando falamos de outro aspecto óbvio: depois da popularização do termo esquerda caviar, qualquer pessoa em sã consciência sabe que o esquerdismo, especialmente aquele de tom socialista, só serve para dar poder a alguns poucos espertos. A maioria dos esquerdistas não leva nada com isso. Chega a dar pena dos esquerdistas funcionais, que precisam editar informações em sua mente para que sua mente não entre em colapso ao ver um beneficiário como Caetano Veloso viver em um apartamento de R$ 37 milhões de reais, enquanto muitos de seus fãs acham que ele luta pela “igualdade de classes”. Mas quem tem que lucrar com o esquerdismo são os espertos, não a massa seguidora. A expressão “o mundo é dos espertos” é vista de maneira mais cruelmente irônica na forma como os funcionais defendem as ideias esquerdistas, enquanto apenas uns poucos beneficiários lucram com isso.

Com isso em mente, tudo se decifra quando chegamos ao item 5, ao lembrarmos do processo vicário, que não passa de um fenômeno comportamental plenamente explicável em termos darwinistas. Basicamente, somos máquinas de lutar pela sobrevivência, e, por isso, desenvolvemos um instinto agressivo. Mas se esse instinto fosse usado de forma arbitrária, as manadas de animais se auto-destruiriam, por exemplo. Por isso, uma característica selecionada pela evolução é a capacidade de podermos “fazer as vezes do outro” enquanto controlamos nossos níveis de testosterona. Quer ver um exemplo absurdamente comum? Observe como um torcedor de futebol vibra pela vitória de seu time. Quem ganhou foi o jogador, que levou o prêmio e, em muitos casos, salários milionários. O torcedor ganhou uma parte desse valor? Claro que não. Mas ele torce mesmo assim. Eis o processo vicário em ação. Pelo mesmo fenômeno, o esquerdista torce pelo sucesso das implementações esquerdistas, mesmo que apenas uns poucos beneficiários lucrem com isso.

Por fim, o item 6 também é outro que simplesmente nos diz o óbvio. Se já sabemos que a predileção pelo criminoso violento não passa de uma crença de suporte para o culto ao estado inchado e que o estado inchado não passa de um grande negócio para alguns mais espertos, assim como sabemos que pelo processo vicário, os funcionais vão agir (as vezes de maneira inadvertida) apenas para que seus beneficiários lucrem, a cada vez que vemos um esquerdista torcendo para criminosos violentos (em detrimento dos civis), nada mais estamos vendo do que a ocorrência de uma propaganda viva em prol de um grande negócio. O negócio se baseia nos dividendos obtidos com o uso do estado inchado, e quem lucra, obviamente, são apenas os beneficiários. O detalhe é que simplesmente não importa se o esquerdista que faz a pregação de apologia ao crime violento é um funcional ou beneficiário. O que importa é o benefício destes últimos e só. É para beneficiar a estes que os funcionais servem. Estes não tem direito a escolhas.

Note que esses seis passos são apenas conclusões lógicas, sendo que quatro dos passos são apenas a constatação do óbvio. Os outros dois não passam do uso da lógica, junto com a análise do que o esquerdismo, especialmente o de tom socialista, tem representado historicamente. O mais importante é que essa avaliação pela ótica da dinâmica social explica muita coisa.

Por exemplo: por que Jandira Feghali, do PCdoB, gastou tanto esforço para censurar Rachel Sheherazade? Simples. Rachel divulgou em cadeia nacional uma ideia que neutraliza a crença de suporte esquerdista com base na apologia ao criminoso violento. Rachel prejudicou uma propaganda de suporte que sustenta o negócio de muita gente. Quanto mais pessoas deixarem de acreditar que o criminoso violento é uma “vítima da sociedade” (passando a crer que o inchaço estatal resolverá tudo), mais prejuízos aqueles que vivem de inchar o estado possuem. Estaria eu dizendo que Jandira é uma beneficiária? Não necessariamente. Ela pode ser beneficiária ou funcional. Mas seu restaurante vendendo Coca-Cola a R$ 8,90 nos faz suspeitar da primeira hipótese (ela ser beneficiária).

Além do mais, por que os esquerdistas beneficiários (especialmente aqueles que recebem verba estatal, como a turma do CQC, Fábio Porchat e Rafinha Bastos) passaram a atacar tanto Rachel Sheherazade, fazendo parte da campanha troglodita do estado para censurá-la no SBT? Por que gastaram tanto esforço? Por que se arriscaram a manchar suas reputações usando tantas fraudes intelectuais? Mais uma vez, a dinâmica aqui apresentada resolve tudo: eles estavam apenas defendendo seu negócio.

Enfim, a defesa de criminosos violentos pela esquerda não passa de um baita de um negócio, mesmo que apenas os beneficiários lucrem com isso. Alguém ainda poderá objetar: “ah, mas os criminosos violentos podem vitimar até esses beneficiários”. É verdade, até podem, mas a chance é muito menor. As vítimas de crimes violentos estão na periferia, em sua maior parte. Aqueles que moram em condomínios de luxo e andam somente com seguranças raramente se dão mal. E os beneficiários estão entre eles.

Se olharmos a defesa dos criminosos violentos pela esquerda pela ótica da dinâmica social (e não há análises mais eficientes e eficazes do que rastrear as intenções humanas pelo cui bono com base na teoria evolucionista), passaremos a fazer a pergunta certa. Ao invés de perguntarmos “o que diabos alguém tem na cabeça para tentar censurar Rachel Sheherazade” passaremos a questionar: “o que estão ganhando com a censura dela?”. Creio que ninguém mais tem motivos para errar na resposta: são os esquerdistas beneficiários, isto é, os donos do inchado inchado ou amigos dos donos.

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41 COMMENTS

  1. Acho que você só disse o óbvio, Luciano, mas de uma maneira extremamente detalhada e didática. Parabéns pela análise.

    Que os direitistas depressivos levantem as mãos para o céu e agradeçam o fato de termos tido ultimamente muitos esquerdistas caviar sendo assaltados. Foram boas oportunidades de expor a hipocrisia dessa gente (sempre com um toque de zoeira, claro)

      • Sim, claro, todo direitista deve agradecer. Apenas mostrei que até a sorte está dando uma ajudinha, então não tem por que ficar deprimido. Vamos à luta!

    • Já vi muitos esquerdistas colegas de faculdade serem assaltados, roubados e até tomando tapa na cara de assaltante, mas mesmo assim não mudam sua opinião, continuam a defender os criminosos.
      Acho que existe uma parcela de síndrome de estocolmo nessa historia, não é possível ser tao alienado.

  2. “A crença em que o ser humano é bom, perfeitamente remodelável” também serve à estratégias liberais e neoliberais de governo. Que o digam o mais recente avatar do capitalismo, o coaching/consultoria pessoal. As próprias empresas, ao longo de todo o século XX, também se conduziram nessa idéia, como fica explícito na transformação do antigo Departamento de Pessoal em Setor de Recursos Humanos e, mais atualmente, Setor de Gestão de Talentos. Um processo fortemente influenciado pelo Humanismo e pelo Behaviorismo em Psicologia e em suas derivações, como no já citado coaching e na Programação Neurolinguistica. No Humanismo é claro a pressuposição de uma natureza tanto boa quanto produtiva do homem, cuja expressão deveria ser facilitada. Já no Behaviorismo e suas derivações há a clara busca por aperfeiçoamento dos indivíduos por meios de técnicas de remodelagem. Seja a remodelagem de comportamentos específicos, seja a remodelagem da própria natureza ou matriz de aprendizado das pessoas.
    Portanto, se você ataca “a crença em que o ser humano é bom, perfeitamente remodelável”, também está atacando as bases das próprias racionalidades governamentais em que você parece acreditar.

    • Que o digam o mais recente avatar do capitalismo, o coaching/consultoria pessoal. As próprias empresas, ao longo de todo o século XX, também se conduziram nessa idéia, como fica explícito na transformação do antigo Departamento de Pessoal em Setor de Recursos Humanos e, mais atualmente, Setor de Gestão de Talentos.

      Ricardo, é o contrário. O coaching/consultoria pessoal é focado em melhorias individuais com FOCO NA NATUREZA HUMANA. Um bom coaching, por exemplo, terá necessariamente que ENTENDER A NATUREZA HUMANA, até para que recebedor do coaching consiga se desvencilhar das armadilhas que serão postas em seu caminho.

      Olhando bem, um bom coaching com foco em MELHORIA DE DESEMPENHO é o exato oposto da crença em que o ser humano é PLENAMENTE REMODELÁVEL, A PONTO DE REFREAR SUAS PAIXÕES, INSTINTOS, GREGARISMO E TERRITORIALISMO.

      Aperfeiçoamento individual não tem absolutamente nada a ver com REMODELAÇÃO DA NATUREZA HUMANA (o que, como sabemos, é picaretagem).

      Vou te dar um exemplo prático do que estou falando.

      Um bom coaching de desempenho irá te preparar para lidar com a natureza humana, os jogos corporativos e a comunicação problemática do dia-a-dia.

      A promessa de remodelagem da natureza humana irá te prometer que a natureza humana não é um problema, que os jogos corporativos serão superados e a comunicação de todos se aperfeiçoará SE VOCÊ DER PODER ABSOLUTO A ELE.

      Em suma, no caso do coaching foca-se na realidade como ela é para preparar as pessoas para ela. Na promessa de remodelagem absoluta do ser humano em geral, uma realidade é fantasiada APENAS PARA DAR PODER PARA QUEM FEZ A PROMESSA.

      São coisas opostas.

      É claro que esse jogo de fantasiar a SUPERAÇÃO DAS CONTINGENCIAS HUMANAS não tem serventia nenhuma para liberais e neoliberais. Só tem serventia para quem estiver vendendo uma falsa realidade prometida SOMENTE PARA OBTER PODER. 😉

      Abs,

      LH

    • Um bom coach nunca vai remodelar ninguém. Isso é manipulação. O coach respeita a autonomia do coachee e esse é um dos principais pilares do processo.

      • O processo de coaching pressupõe uma demanda de remodelação por parte do cliente.
        Por isso mesmo não se trata de uma manipulação maquiavélica do coach sobre o coachee, mas de um compromisso entre os dois de recomporem o modo como o coachee atua face aos desafios específicos que o incomodam.
        Atualmente o desejo por autonomia passa justamente por um desejo de superação das próprias perfomances convencionais. Não basta apenas ser “você mesmo”, somos constantemente chamados a ser mais, à ser melhores, mais rápidos, eficazes, eficientes, à trabalharmos melhor e inclusive à conseguirmos mais prazer de nós mesmos, por exemplo, à transarmos como atletas de desempenho.
        O modelo do atleta se confunde ao do empreender configurando o modelo-mor a ser seguido, um modelo que, por “natureza”, é uma versão aperfeiçoada do homem comum. Nesse sentido, o momento do capitalismo atual, e em seus projetos neoliberais, tornam algo necessário o trabalho de remodelação do homem.
        Não uma remodelação por parte de sistemas ditatorias e impessoais, mas uma remodelação contratada pelos próprios individuos, que buscam especialistas da subjetividade no mercado que possam os tornar “mais do que normais”.
        Esse é o neoliberalismo como política do desejo.

        Luciano Henrique, caso você leia esse comentário, desculpe-me mas sinceramente não consegui compreender lhufas do que você respondeu a mim.

      • Acho que você entendeu completamente errado o termo “remodelação da espécie humana em relação às suas contingências”.

        Todos os seus exemplos se baseiam em habilidades básicas que o ser humano já possui (em seu DNA), mas muitas vezes não exerce. O bom coaching se baseia em usar essas habilidades. Por exemplo, certa vez um coachee queria ser gerente funcional, mas ele não tinha um senso de organização e nem gostava disso. Mas ele era excelente em termos de criatividade e negociação. Como coach eu o questionei de modo que ele chegou à conclusão de que o foco dele era atuar como GP, e não como GO. A carreira dele fluiu melhor a partir disso.

        Eu “remodelei contingências da espécie humana”? Não, em de longe. Eu aproveitei as características que ele tinha para ajudá-lo.

        Até o termo “remodelação”, utilizado mais pelos coachings que usam os jargões da PNL, é mais a título de inspiração do que algo realmente efetivo.

        Dito isto, tudo isso que você falou não é o que defino como “remodelação da espécie humana”, e também não é “aperfeiçoamento do homem”.

        O projeto de remodelação esquerdista olha o ser humano e entende que ele tem vários atributos, como: competitividade, gregarismo, territorialismo, etc.

        Daí surge a promessa de, a partir da intervenção estatal, REMODELAR A ESPÉCIE HUMANA para criar uma sociedade sem classes. Claro que não passa de jogo de poder.

        É por isso que os aperfeiçoamentos feitos por coaches vão na direção contrária da “remodelação esquerdista”.

        Veja um exemplo.

        Na primeira, imagine uma mulher que queira conciliar sua carreira, mas não quer abandonar seu desejo por ter filhos. O coach pode entender como uma direção de carreira pode ir nesse sentido, atendendo aos desejos naturais de sua cliente.
        Na segunda, imagine a mesma mulher. O esquerdista dirá que na sociedade perfeita, a mulher deve tanto desejar ter um filho como um homem, e, portanto, se o homem pode ser um carreirista de forma absoluta, a mulher também pode. Isso é remodelação da espécie humana, pois os desejos naturais da espécie não são considerados, mas trata-se de uma espécie nova projetada.

        O primeiro caso é o aperfeiçoamento que você falou. O segundo é a remodelação esquerdista.

        Ambos caminham em direções exatamente opostas. O discurso neoliberal é útil para quem quiser se aperfeiçoar como ser humano. O discurso esquerdista é útil para obter poder, pois a promessa de remodelação das CONTINGÊNCIAS HUMANAS (ou seja, o que torna o animal humano… humano) é mais falsa que menstruação de travesti.

        Portanto, tudo que falo de remodelação esquerdista é exatamente o oposto daquilo que você defendeu neste post acima.

        Nada do que um coach faz se resume a ir contra os interesses dos indivíduos que dependem dele para vender falsas ideias de “remodelação das contingencias da espécie humana”.

        Abs,

        LH

        O processo de coaching pressupõe uma demanda de remodelação por parte do cliente.
        Por isso mesmo não se trata de uma manipulação maquiavélica do coach sobre o coachee, mas de um compromisso entre os dois de recomporem o modo como o coachee atua face aos desafios específicos que o incomodam.
        Atualmente o desejo por autonomia passa justamente por um desejo de superação das próprias perfomances convencionais. Não basta apenas ser “você mesmo”, somos constantemente chamados a ser mais, à ser melhores, mais rápidos, eficazes, eficientes, à trabalharmos melhor e inclusive à conseguirmos mais prazer de nós mesmos, por exemplo, à transarmos como atletas de desempenho.
        O modelo do atleta se confunde ao do empreender configurando o modelo-mor a ser seguido, um modelo que, por “natureza”, é uma versão aperfeiçoada do homem comum. Nesse sentido, o momento do capitalismo atual, e em seus projetos neoliberais, tornam algo necessário o trabalho de remodelação do homem.
        Não uma remodelação por parte de sistemas ditatorias e impessoais, mas uma remodelação contratada pelos próprios individuos, que buscam especialistas da subjetividade no mercado que possam os tornar “mais do que normais”.
        Esse é o neoliberalismo como política do desejo.

        Luciano Henrique, caso você leia esse comentário, desculpe-me mas sinceramente não consegui compreender lhufas do que você respondeu a mim.

  3. “Creio que ninguém mais tem motivos para errar na resposta: são os esquerdistas beneficiários, isto é, os donos do inchado inchado ou amigos dos donos.”

    Acho que isso também pode ser aplicado para todas as áreas onde a esquerda atua. O transporte é ruim logo se o estado pudesse contribuir mais seria melhor.O educação é ruim porque faltam recursos. A infra-estrutura é ruim porque faltam investimentos. O problema do estado nunca é a corrupção ou a ineficiência, mas sempre a falta de dinheiro. O mais vil da esquerda é uma vez que acabam as áreas onde o estado possa inchar, eles inventam novas. O que vale ser destacado é que para essa gente TUDO pode ser uma desculpa para inchar o estado, e eles sabem disso, portanto sempre haverá mais um motivo justificando o envolvimento do estado. Sendo assim, quando se debate um esquerdopata, temos que levar esse princípio em conta e sermos assertivos ao dizer que o esquerdista não quer oferecer algo gratuitamente por um interesse genuíno em ajudar as pessoas e sim por um interesse perverso de querer ter mais poder para ele ou seus líderes. É por aí né Luciano?

  4. Luciano,

    Esqueceu de levar em conta a própria história do comunismo, as pseudo racionalizações que mostrou são a posteriori, o comunismo vem da época em que a luta por poder dava-se entre estados, os únicos com capital e estrutura para financiar exércitos, os comunistas sequiosos por poder não tinham qualquer capital próprio, nem capacidade de manter exércitos, assim contornaram isso enganando a população e induzindo a guerrear por eles, propagando a mentira que combatem pela sua própria liberdade.

    Neste cenário o criminoso, principalmente o violento, é importantíssimo para o comunismo, pois é ele que despojado de qualquer humanidade é capaz de todos os crimes, necessários à tomada do poder pelos comunistas, o criminoso comum, por não ter capacidade e organização como os exércitos, nunca é capaz sozinho de lutar contra o estado, mas presta-se de maneira perfeita como ferramenta do comunismo.

    Uma vez o comunismo instalado, o bandido cumpre outra função, que é manter o povo aterrorizado e em estado de vulnerabilidade, para que os ditadores comunistas mantenham o poder sem desafios.

    Por mais que a justificativa um tanto pragmática do estado babá e inchado seja uma racionalização verdadeira, o ponto fundamental é o maquiavelismo raso dos ditadores comunistas. Pois o cidadão comum é um inútil aos olhos do comunismo, pois ele só quer viver a sua vida, eles necessitam dos bandidos, e os prezam, enquanto desprezam o povo comum, que na sua grande maioria quer viver em paz.

    O comunismo precisa dos bandidos! E ainda hoje, quem são os valentes dos black blocks? Bandidos instados a oprimir o povo em favor dos ditadores comunistas, não parece claro? Não fica evidente no desprezo que tem os black blocks que dizem que o povo não tem coragem? Os Psicopatas são a engrenagem necessária a todo regime comunista.

  5. É simples de se visualizar que em um País onde todos tem educação, todos tem emprego, a economia anda sozinha, todos ganham o suficiente para cuidarem de sua própria saúde e qualidade de vida, a criminalidade é baixíssima, o IDH alto, etc é um País onde o Estado não precisa ser inchado, um Estado mínimo já resolve os problemas externos e internos numa boa.
    Mas em um País cheio de pobres, analfabetos, desempregados, com a grande massa dependente do Estado para cuidar da saúde, educação e segurança, em um País cheio de conflitos entre pessoas e grupos, cheio de drogados, cheio de bandidos; esse é o País que exige um Estado inchado e cheio de tentáculos caros para satisfazer as necessidades do povo.
    É de extrema inteligência do governo estimular todo tipo de barbaridade para degradar o País e povo para que estes fiquem cada vez mais dependentes do Estado; eles estimulam o crime com leis descriminilizadoras e polícia ineficiente, estimulam o uso de drogas, estimulam minorias para criar conflito social, dificultam a vida dos empresários para dificultar a oferta de emprego, tentam desestabilizar a família para criar uma legião de vagabundos acéfalos; em resumo o Estado precisa de “DESGRAÇA SOCIAL” CONTÍNUA PARA PERMANECER NECESSÁRIO PARA O POVO; mas pra que ser tão necessário, com certeza para se locupletarem com dinheiro público desviado nas inúmeras obras e investimentos “necessários” ao bem estar do povo.

  6. Parabéns pelo excelente texto.

    Acho que há um errinho na última frase. O certo seria: “…os donos do estado inchado ou amigos dos donos.”

    Abraços.

  7. Eu não entendo assim. Se o ser humano fosse bom por natureza, ele não seria remodelável mas recuperável. Para ser modelado é preciso que ele seja nada, neutro, vazio, pronto a aceitar o que seja.
    Se, no entanto ele é bom por natureza, e esta pode ser ocultada, então o procedimento é no sentido de descobrir, revelar essa natureza.

    MARCO CIVIL DA INTERNET
    TEMOS POUCO TEMPO

    Hangout sobre o Marco Civil da Internet: Liberdade ou controle? Com Rodrigo Mezzomo – 05/04/2014www.youtube.com/watch?v=FddeTZP97Ew#t=18

    PETIÇÃO
    NÃO AO MARCO CIVIL DA INTERNET
    http://www.citizengo.org/pt-pt/5151-voce-quer-que-internet-no-brasil-seja-controlada-pelo-estado
    PROTESTO CONTRA O MARCO CIVIL
    http://www.brasilpelavida.org/bpv/acao/index.php?Apres=1&Camp=39
    http://www.brasilpelavida.org/bpv/acao/camp.php?Camp=39
    DEIXE SUA MENSAGEM PARA O SENADO:
    http://www.senado.gov.br/noticias/datasenado/comente_projeto.asp?enq=141
    NÃO AO MARCO CIVIL DA INTERNET – LINKS
    http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/03/nao-ao-marco-civil-da-internet-links.html

    • “Se o ser humano fosse bom por natureza, ele não seria remodelável mas recuperável. Para ser modelado é preciso que ele seja nada, neutro, vazio, pronto a aceitar o que seja.”

      Acho que eles costumam argumentar que o homem é corrompido pelo sistema opressor capitalista, não? Não é o que eles falam sobre os índios?

  8. Bem interessante essa ligação entre defesa de criminosos e o estado inchado. Só não consegui ver a ligação de fato entre a crença no homem e o esquerdismo. Já tentei ver essa crença da “restauração” do homem nos esquerdistas que conheço, em discussões na internet já tentei ver traços desse comportamento nos esquerdistas mas, não é aparente o traço da redenção do homem. Não seria somente uma tendência a existência de esquerdistas com essa conduta só que sem ser “absoluta”? Se não for o caso vc conhece livros que tratem do assunto ?

    • Olha… a coisa é tão evidente que não passa de um aspecto da realidade.

      Quer ver?

      1 – O ser humano superará características como gregarismo e territorialismo na sociedade sem classes prometida
      2 – Homens e mulheres superarão suas “características culturais” e serão identicos, sem influencias da biologia
      3 – Biologicamente, os heterossexuais verão o homossexualismo como um padrão igualmente normativo, sem distinção

      Essas coisas são declaradas pelos esquerdistas a todo momento.

      Esses são exemplos de remodelagem do ser humano sem limites MAS SEMPRE A PARTIR DO ESTADO. 😉

      Abs,

      LH

      • Entendo, já vi todos esses aspectos em esquerdistas “mais extremistas” mas e quanto aos “mais moderados”?
        No ponto 1 existem os que defendem um estado “razoavelmente” inchado mas não totalitário (ao menos não na teoria) para reduzir as diferenças mas depois de atenuadas o estado pode encolher. Quase igual o marxismo a tese mas, sem pedir uma ditadura do proletariado e supostamente continuando a existir diferenças, porém menores.
        No 2 há quem queira só reduzir as diferenças, não tocando em uma “superação” total. As leis só são para “evitar” discriminações contra as mulheres.
        Em 3 há a desculpa de só quererem respeito para os homossexuais. As leis como a anti homofobia serão apenas para evitar discriminações e intolerância, não para tornar idêntico ao padrão hétero. Preconceitos poderão existir mas depois das leis a “discriminação” tende a diminuir.

        Por que estou levantando isso? Muitas vezes são os esquerdistas moderados que protegem o discurso real da esquerda e permite que tais ideias possam ser implementadas (luta de classes, estado inchado e censura). É o velho argumento de esquerdista moderado de não acreditar no mundo ideal mas, aceitar ideias que irão tornar o mundo menos pior.

        Abs

  9. Que tal essa pérola aqui Luciano

    http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/04/todos-os-paises-que-reduziram-maioridade-penal-nao-diminuiram-violencia.html

    Todos os países que reduziram a maioridade penal não diminuíram a violência
    Nos 54 países que reduziram a maioridade penal não se registrou redução da violência. A Espanha e a Alemanha voltaram atrás na decisão de criminalizar menores de 18 anos. Hoje, 70% dos países estabelecem 18 anos como idade penal mínima

    Por Frei Betto
    Voltou à pauta do Congresso, por insistência do PSDB, a proposta de criminalizar menores de 18 anos via redução da maioridade penal.
    De que adianta? Nossa legislação já responsabiliza toda pessoa acima de 12 anos por atos ilegais. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, o menor infrator deve merecer medidas socioeducativas, como advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviço à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação. A medida é aplicada segundo a gravidade da infração.
    Leia também: Quatro razões para não reduzir a maioridade penal
    Nos 54 países que reduziram a maioridade penal não se registrou redução da violência. A Espanha e a Alemanha voltaram atrás na decisão de criminalizar menores de 18 anos. Hoje, 70% dos países estabelecem 18 anos como idade penal mínima.
    O índice de reincidência em nossas prisões é de 70%. Não existe, no Brasil, política penitenciária, nem intenção do Estado de recuperar os detentos. Uma reforma prisional seria tão necessária e urgente quanto a reforma política. As delegacias funcionam como escola de ensino fundamental para o crime; os cadeiões, como ensino médio; as penitenciárias, como universidades.
    O ingresso precoce de adolescentes em nosso sistema carcerário só faria aumentar o número de bandidos, pois tornaria muitos deles distantes de qualquer medida socioeducativa. Ficariam trancafiados como mortos-vivos, sujeitos à violência, inclusive sexual, das facções que reinam em nossas prisões.
    Já no sistema socioeducativo, o índice de reincidência é de 20%, o que indica que 80% dos menores infratores são recuperados.
    Nosso sistema prisional já não comporta mais presos. No Brasil, eles são, hoje, 500 mil, a quarta maior população carcerária do mundo. Perdemos apenas para os EUA (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil).
    Reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, e não a causa. Ninguém nasce delinquente ou criminoso. Um jovem ingressa no crime devido à falta de escolaridade, de afeto familiar, e por pressão consumista que o convence de que só terá seu valor reconhecido socialmente se portar determinados produtos de grife.
    Enfim, o menor infrator é resultado do descaso do Estado, que não garante a tantas crianças creches e educação de qualidade; áreas de esporte, arte e lazer; e a seus pais trabalho decente ou uma renda mínima para que possam subsistir com dignidade em caso de desemprego.
    Segundo o PNAD, o adolescente que opta pelo ensino médio, aliado ao curso técnico, ganha em média 12,5% a mais do que aquele que fez o ensino médio comum. No entanto, ainda são raros cursos técnicos no Brasil.
    Hoje, os adolescentes entre 14 e 17 anos são responsáveis por consumir 6% das bebidas vendidas em todo o território nacional. A quem caberia fiscalizar? Por que se permite que atletas e artistas de renome façam propaganda de cerveja na TV e na internet? A de cigarro está proibida, como se o tabaco fosse mais nocivo à saúde que o álcool. Alguém já viu um motorista matar um pedestre por dirigir sob o efeito do fumo?
    Pesquisas indicam que o primeiro gole de bebidas alcoólicas ocorre entre os 11 e os 13 anos. E que, nos últimos anos, o número de mortes de jovens cresceu 15 vezes mais do que o observado em outras faixas etárias. De 15 a 19 anos, a mortalidade aumentou 21,4%.
    Portanto, não basta reduzir a maioridade penal e instalar UPPs em áreas consideradas violentas. O traficante não espera que seu filho seja bandido, e sim doutor. Por que, junto com a polícia pacificadora, não ingressam, nas áreas dominadas por bandidos, escolas, oficinas de música, teatro, literatura e praças de esportes?
    Leia mais: Aécio Neves defende redução da maioridade penal
    Punidos deveriam ser aqueles que utilizam menores na prática de crimes. E eles costumam ser hóspedes do Estado que, cego, permite que dentro das cadeias as facções criminosas monitorem, por celulares, todo tipo de violência contra os cidadãos.
    Que tal criminalizar o poder público por conivência com o crime organizado? Bem dizia o filósofo Carlito Maia: “O problema do menor é o maior.”

  10. Luciano, mais uma para perguntarmos que vantagem Maria (ou, no caso, Frei Betto) leva: o dominicano em questão vem falar que nenhum país que reduziu a maioridade penal conseguiu reduzir a criminalidade e a violência (ele fala de 54 naçõese não passa nenhuma fonte que comprove essa tese que ele passa). E essa postagem da revista Fórum já está ficando popularzinha nas redes sociais.
    Se você for ler o texto, ele apenas e tão somente fica reciclando chavões marxistas-humanistas-neoateístas que já conhecemos de outros carnavais, como o de que reduzir a maioridade é combater o efeito e não a causa, que ninguém nasce delinquente (mas pode nascer psicopata, uma vez que essa é condição inata), que a culpa do menor infrator é do Estado (logo, mais Estado para combater o excesso de Estado) e outras bobagens que conhecemos.

    • Segundo o Reinaldo de Azevedo, o PT apoia a greve da Polícia na Bahia. Não poderia ser de outra maneira.

      A greve trouxe a escalada da violência e o aumento do crime. O povo, o Zé Povinho, não vai maldizer o PT, que sempre apoiou as greves, vai culpar a polícia pois acha que ela – por ter entrado em greve sem deixar nenhuma proteção para o cidadão comum – é que é responsável pela onda de violência que o povo está passando.

      Mas o PT já resolveu o problema: chamou as Forças Armadas! 😉

  11. Luciano, será que é bom usar a palavra NEGÓCIO pra descrever isso? Negócio pressupõe algo que ligado às empresas, e o governo não é empresa, é só um mal necessário. Fica parecendo que ‘negócio’ tem uma conotação negativa, quando é justamente o contrário

  12. Mais um ótimo post para os “direitistas depressivos”, destaco um trecho:

    “Com frequência, leitores da coluna afirmam que “tá tudo dominado”. Só estaria se a resistência democrática e o jornalismo independente tivessem capitulado. Há dias, uma reportagem de VEJA transferiu o deputado André Vargas para o noticiário policial, obrigou-o a renunciar à vice-presidência da Câmara e convidou-o a escolher entre a renúncia e a cassação. Agora, um fora da lei que se julgava condenado à impunidade perdeu o emprego e a pose de valentão por ter tropeçado no site de VEJA.

    Fonte:
    http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/o-miliciano-do-pt-que-insultou-joaquim-barbosa-culpa-veja-por-ter-acabado-de-perder-o-emprego-e-a-pose-de-valentao/

    Não podemos permitir que “não esquerdistas” caíam nesse truque!

    A conscientização e a batalha estão apenas começando . . .

    Divulgue e resgate um “direitista depressivo”.

    abs,

    • Beato, só para complementar o que você disse, até para as pessoas aqui se situarem direito sobre quem é o tal Rodrigo Grassi, vulgo Pilha, que primeiro as pessoas vejam este vídeo abaixo:

      http://www.youtube.com/watch?v=2nlSWAaQhN8

      Sim, exatamente isso: hostilidades a Joaquim Barbosa em um momento fora de seus afazeres no STF. Como sabemos, ele gosta de ir a bares, curtir um bom samba e ver amigos e isso não tem nada de mais, até porque ministro do STF é gente. E observe-se que ele tem um estilo de vida até modesto para o tanto de grana que ganha, uma vez que poupa metade de seu salário é de R$ 24 mil. Mesmo que Brasília seja cidade de custo de vida alto, com R$ 12 mil qualquer um vive bem mesmo se fizer fanfarronice com os ganhos. Logo, imaginando que todo mês caiam R$ 12 mil em seus investimentos e ele oriente bem a coisa, é bem provável que com esses ganhos, mais os de promotor que foi outrora, tenha conseguido juntar dinheiro suficiente para o tal apartamento em Miami de que tanto os marxistas-humanistas-neoateístas falam.
      Isso virou reportagem de Gabriel Castro, de Veja, que foi reproduzida por Reinaldo Azevedo e também foi fonte de inspiração para texto de Augusto Nunes versando sobre a denúncia de Aloysio Nunes Ferreira a esse tal Pilha. E o problema da coisa toda é que o tal Pilha é assessor parlamentar da deputada Erika Kokay, o que deixou a coisa bem feia. Mas o mesmo não parou por aí, pois antes de tal vídeo o tal cara já estava no vácuo do ministro:

      http://www.youtube.com/watch?v=J7gLogyKcOk

      Sim, meus caros, sempre que alguém chamar a outrem de “coxinha”, MHN provavelmente é e no mínimo será propagador inconsciente de gramscismo, o que não é o caso de alguém que é assessor de deputada do PT brasiliense. E isso foi noticiado por Augusto Nunes, que foi acusado pelo tal Pilha de não ouvir o outro lado após ele ter sido desligado de seu cargo no gabinete da deputada e recebeu esta resposta do jornalista em questão.
      O principal da coisa toda é que está aumentando o número de tensões internas no PT. Um Rodrigo Grassi é peixe pequeno, mas avisa que irá deixar o partido, e isso é sintoma tão importante quanto um André Vargas falando que se o partido não o amparar, irá jogar tudo no ventilador. Some-se a isso as tensões dentro do Foro de São Paulo (briga entre Lula e Eduardo Campos e, mais amplamente, entre PT e PSB, bem como PT, PSB e PPS sendo punidos com perda de tempo no horário eleitoral por não terem conseguido amealhar a porcentagem de mulheres obrigatória por uma lei aprovada por partidos MHNs) e realmente dá para ver novamente aquilo que sempre ilustro aqui com uma cena dos Thundercats:

      http://www.youtube.com/watch?v=ea7l_9EYpAk

      Obviamente entenda-se a forma decadente de vida como os MHNs antes do “salto qualitativo”, o “salto qualitativo” sendo o feitiço, o Mumm Rá sendo o marxismo-humanismo-neoateísmo após o salto, o Lion como o anti-MHN, o os raios acompanhados de “nada poderá deter a força vingadora de Mumm Rá” como o MHN fanfarroneando sobre uma oposição aparentemente inexistente, o “exceto, perverso Mumm Rá, o horror do reflexo da sua imagem” como a refutação ao MHN usando os próprios substratos que o MHN nos dá, a volta de Mumm Rá ao sarcófago e à forma decadente de vida como a obrigação de um MHN de sair de fininho após desmascarado e o lamento final de Lion de que mais uma vez fez algo que irá ter de fazer no futuro como aquele lance de que não se pode relaxar quando o assunto é lidar com MHNs. Entenda-se o Mumm Rá como MHN beneficiário e Escamoso, Chacal e Abutre como os funcionais e a coisa fica ainda mais fácil de ser entendida e metaforizada.

  13. Luciano, acaba de falecer Gabriel García Márquez aos 87 anos, após anos de luta contra a demência senil. Não nego que ele seja um bom autor, mas aqui temos de levar em conta o fato de que ele apoiou o regime cubano.
    Também fico aqui pensando se suas obras podem ter sido de alguma forma um veículo de propaganda marxista-humanista-neoateísta. De minha parte, não cheguei a notar nada que pudesse ser explicitamente considerado como tal (ao contrário do que ocorria em Saramago) e também não sei se podemos dizer que ele possa ter de alguma forma transbordado o marxismo-humanismo-neoateísmo pelo qual militava para o conteúdo de suas obras, mesmo que involuntariamente.

    Valeria a pena fazer algum comentário a respeito.

  14. Luciano, mais uma vez temos gente querendo sakamotear a escravidão dos médicos cubanos e com direito a entrevistar médicos cubanos dizendo que possuem privilégios que escravos não possuem, o que descaracterizaria a escravidão. O problema para que essa tese tenha sustentação é que existiam os escravos com algum privilégio, como os chamados “escravos de casa” no ambiente rural e os “escravos de ganho” no ambiente urbano. Com certeza era melhor ser “de casa” ou “de ganho” do que “de lavoura” ou “de construção”, mas mesmo assim não se deixa de ser escravo, estando portanto dessakamoteada a tese de que eles não seriam escravos. E como de costume, o simples fato de se ler os comentários já dessakamoteia a coisa ainda mais:

    Abraão Soares 2 horas atrás

    Ah, entendi, não são escravos. Então está tudo lindo! Se eles fizerem greve, por exemplo, o que acontece?

    André Lages 2 horas atrás

    Negros utilizados para trabalhos domésticos como cozinheira, arrumadeira e até mesmo como ama de leite também possuíam privilégios; nem por isso, deixavam de serem escravos. No passado, muitos escravos aceitavam sua condição por dominação psicológica articulada pelo Estado. Não parece ser diferente em tempos de Mais médicos.

    CWB 2 horas atrás

    Ah tá…Dois médicos cubanos dizem que está tudo OK. E os outros?

    jorgetadeu 39 minutos atrás

    Dois cubanos dão aval ao programa “Mais Médicos” em nome dos milhares que o governo brasileiro “importou”. Certo. A possibilidade de serem propagandistas do regime não conta, certo? Ah! Os número sobre a saúde cubana também são confiáveis, certo? Ok, Sakamoto. A cada artigo que escreve, mais desacreditado fica.

    Pois é, esse está sendo o problema para os marxistas-humanistas-neoateístas nos últimos tempos: cada vez que eles escreverem alguma coisa, estarão estimulando as pessoas a pensarem nas refutações para as teses deles, o que significa que as mesmas na prática vão sendo sepultadas.

  15. Não há hipocrisia que resista à invasão de seu lar por meliantes. Os caras pensam que ainda estão nos anos 80 quando o bandido ainda respeitava certas pessoas e desistiam de executar o crime. Acordem!!! Estamos em 2014. Ninguém é de ninguém. A coisa está fora de controle.

  16. Essa questão da maioridade penal é de uma complexidade tremenda, mas a punição penal do Estado tem várias funções: exemplo aos futuros criminosos, afastar elementos perigosos da sociedade, gerar sensação de justiça na sociedade, gerar temor às consequências da delinquência, recuperação social do delinquente, e muitas outras; mas posso dizer como uma pessoa que trabalha diariamente com menores delinquentes, eles nada temem, o impulso juvenil em fazer o que ser quer fazer associado com a impunidade relativa da sua idade os tornam monstros perigosíssimos para todo e qualquer ser humano que lhes cruzar o caminho, não se trata em uma discussão sobre o fato do elemento ter ou não noção do que está fazendo, trata-se de um direito da população de não ser morta ou estuprada por esses facínoras. Mas a discussão é mais profunda já que é próprio do esquerdismo populista a necessidade de um País caótico para que eles se posicionem em um ambiente fértil para divulgação de suas teorias maquiavélicas e manipulatórias.

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