Resenha de livro: “Mentiram (e muito) para mim”, de Flávio Quintela

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Sempre apontei um erro em muitos autores (e demais formadores de opiniões) da direita quando estes apontavam inconsistências no discurso da esquerda e reagiam com condescendência e as vezes até uma injustificada compaixão para com o oponente. Enquanto os esquerdistas ficavam criando mentiras para que seus líderes aumentassem ou mantivessem seu poder, a direita reagia dizendo coisas como “ah, eles não tem jeito” ou “mais uma vez eles se enganam”.

Não, não é assim que se reage a fraudadores contumazes. A assertividade deveria ser uma das principais característica de quem é de direita. No mundo corporativo, não se passa a mão na cabeça de fraudadores. Por que no mundo dialético a coisa deve ser diferente?

“Mentiram (e muito) para mim” é o primeiro livro de Flávio Quintela, do blog Maldade Destilada, E logo de cara o autor já mostra que é daqueles que há tempos superaram o comportamento conivente com a mais desonesta das doutrinas criadas pelo homem, o socialismo.

O livro traz 20 capítulos (em apenas 166 páginas, o que significa que tratamos de algo rápido e direto), dos quais 19 são focados no desmascaramento de mentiras que a esquerda tradicionalmente nos conta, ou mesmo na exposição de situações criadas para enganar não só os direitistas como também os neutros.

Por exemplo, a mentira dizendo que “não existe mais direita ou esquerda” é desmascarada no capítulo 5. Logo no seguinte, vemos o desmascaramento de outra mentira feita para confundir a audiência: “O PSDB é um partido de direita”. Em seguida, o próximo capítulo desmascara a mentira dizendo que a direita é inerentemente promotora das maiores maldades humanas. Mentira, aliás, muito propagada com base em outra mentira (“O nazismo é de direita”), demolida no capítulo 8.

Diz Quintela:

[…] para uma pessoa que não possua fatos e argumentos que possam, de forma lógica, justificar sua ideologia – caso de todos os esquerdistas – a ofensa injustificada é a única saída, e não há maior nível de ofensa injustificada do que atribuir a alguém inocente a cumplicidade na morte de mais de vinte milhões de pessoas e a associação ao regime mais repudiado da história do mundo. Isso é o que, na gíria, se chama de “apelar”.

Daí, com uma sóbria demonstração dos fatos, ele fornece argumentos para mostrar que todo aquele professorzinho esquerdista afirmando que Hitler “é de direita” não passa de um mentiroso que só merece um tipo de reação: a refutação assertiva. E com o dedo apontado na cara, de preferência.

A esquerda toma como um valor fundamental a mentira como um meio de chegar aos seus objetivos. A direita, por outro lado, preza a honestidade, a sinceridade e a busca pela verdade, como frisa Quintela logo no começo de sua obra.

Mas, politicamente, de nada adianta prezar pela verdade e a integridade moral se não tivermos a capacidade de exprimir nosso ponto de vista de maneira assertiva, assim como comunicarmos para nossos público a diferença entre quem entra em campo para dizer a verdade e quem toma a mentira como um método.

Sem essa dureza dialética, o que nos resta é assistir a contínuas vitórias esquerdistas, não por que eles possuem qualquer forma de conteúdo, mas por usarem uma quantidade tão grande de mentiras que nós desistiremos de contra-argumentar, pelo tanto de desmentidos que precisaremos fazer.

O único antídoto a isso é a refutação contínua das fraudes que eles divulgam. Mas essa refutação precisa ser feita nos termos mais fortes possíveis, pois também precisamos sub-comunicar para o público em geral que há um abismo ético entre a direita e esquerda, e que estes últimos possuem “argumentos” e comportamentos dignos de ânsia de vômito.

Por acertar tanto ao apresentar uma argumentação coesa e direta como ao usar a assertividade necessária para combater as fraudes intelectuais do oponente, o livro de Quintela é um dos mais recomendados no ano.

Em tempo: Para quem tem pressa, “Mentiram (e muito) para mim” pode ser adquirido também em formato Kindle, na Amazon. E também está disponível nas principais livrarias do Brasil no formato tradicional.

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14 COMMENTS

  1. Luciano,

    Você já leu também o livro “Life at Bottom de Theodore Dalrymple?

    Pelo que vi, em uma descrição no Mr. X, parece ser ótimo:

    Dalrymple observa como, ao dar casas gratuitas para “pessoas-problema” como mães solteiras, alcoólatras, violentos, criminosos e drogados, o Estado inglês está na verdade promovendo (e os números comprovam) o aumento de mães solteiras, de alcóolatras, de violentos, de criminosos e de drogados. Afinal, todas essas atividades compensam. Trabalhar ou ser um bom cidadão compensa bem menos, já que estes não recebem ajuda. Em muitas cidades da Inglaterra e algumas dos Estados Unidos, por exemplo, é mais conveniente viver do seguro-desemprego do que trabalhar. De fato, esforçar-se para procurar emprego e trabalhar resulta antieconômico, já que ganha-se a mesma coisa.

    Mas assim também acaba-se com a ambição e a conseqüente mobilidade social: para que estudar ou trabalhar se é melhor viver confortavelmente sustentado pelo Estado? O bolsa-família (que é ainda o menor dos problemas) e outros processos assistencialistas mais negativos (por não exigirem qualquer dever) e tão típicos da América Latina, geram um processo similar de dependência e imobilidade social. Melhor uma sociedade de classes com alta mobilidade, ou uma sociedade supostamente mais igualitária mas com castas imóveis das quais é praticamente impossível sair?

    Esse caso se aplica perfeitamente ao Brasil, com o bolsa-família e todo esse esquerdismo desses políticos e Theodore Dalrymple é um grande autor e não podemos também deixar de ler esse livro.

    • Um GRANDE PROBLEMA que percebo no comentário do blog (Mr.X), é colocar mães solteiras no mesmo balaio de gato de “alcoólotras, pessoas violentas, criminosos e drogados”, simplesmente porque estes últimos demonstram tendência a cometer crimes….. e também porque nem toda mãe solteira depende do estado…logo definir TODA E QUALQUER mãe solteira como “pessoa problema” além de ser BURRICE, é extremamente preconceituoso, no sentido de se definifr uma pessoa um “problema” só porque teve um filho, e por algum motivo desconhecido não possui marido, conjuge ou parceiro e também automaticamente rotulá-la como “dependente do estado”.

      E se ela trabalha????? Ela continuará sendo “mãe solteira”……mas deve ser encarada como “pessoa problema” (????)

      Essa tremenda obsessão com mães solteiras, ao meu ver é um ranço do masculinismo, e deveras um ranço da faceta mais burra deste movimento.
      Se vocês (meus caros leitores), sendo homens não desejam se envolver com uma mulher por ela ser mãe solteira por “n” motivos, isso é problema de vocês. Mas transformar toda e qualquer mãe solteira em um problema social é palhaçada, além de um discurso QUE AFASTA AS PESSOAS.

      É por isso que digo, que a esquerda SABE FALAR COM PESSOAS (mesmo que utilizem de subterfúgios ocultos e mentirosos), enquanto a direita não aprender a falar com pessoas, por mais que as pessoas sejam de direita em princípio, JAMAIS vão aderir um discurso que coloca mãe solteira no mesmo nível de criminosos.

      Eu prefiro depoimentos mais CONCRETOS, e dado por pessoas que REALMENTE VIVERAM a experiência…

      http://www.youtube.com/watch?v=NTx0B3PIW-E

      “Fogo amigo de cada dia, nos dai hoje”.

      • Pecador,

        Não vi o Mr. X generalizando e colocando todas as mães solteiras no mesmo saco, e o que foi falado lá foi baseado em dados da Inglaterra, um país em que o esquerdismo está indo mais a fundo e não no Brasil onde isso está começando a acontecer.

        Porém, não podemos deixar de esquecer algumas: muitos ex-presidiários não possuem pai, vivendo com uma mãe solteira e muitas dessas mães solteiras são mulheres que fizeram o que os homens tanto mostram e sabem: ficaram com cafajestes, bandidos e imbecis em geral, ao invés de um homem bom e depois ficam procurando um ‘bonzinho’ a qual teria rejeitado na hora em épocas passadas. Sem contar as coisas que elas costumam fazer depois que arrumam um homem como exigir que ele pague as coisas do filho dela e em alguns casos, até exigem e conseguem na justiça que um padrasto pague pensão a um filho que não é dele.

        Concordo que há um certo exagero no masculinismo em relação as mães solteiras, mas muitas das críticas faladas sobre elas não deixam de ser verdade também, no entanto discordo quando você falou que o maior ranço do masculinismo é a crítica às mães solteiras. O maior ranço do masculinismo é outro: dizer que a mulher não tem amor no coração, burras e que é programada para o mal, sendo somente o homem é que é bom.

        O nazismo é baseado na ideia de que os judeus são assim: pessoas programadas para o mal, burras sempre, e que os arianos é que são bons. Movimentos racistas brancos nos Estados Unidos também pensam assim a respeito dos negros: pessoas más e programadas para o mau e os brancos é que são bons (embora alguns movimentos racistas negros também pensam que os negros são bons e os brancos é que são ruins e atacam e matam os brancos). Movimentos neo-ateístas também dizem a mesma coisas dos cristãos, sempre os culpando por tudo. Com o feminazismo, nem precisa dizer o que elas pensam sobre os homens. A esquerda também age de forma semelhante, sempre protegendo e impedido de criticar minorias (negros, mulheres, homossexuais, neo-ateus, índios, etc.) e pregando que a maioria (cristã conservadora) é opressora e má (não é atôa que já estão dizendo que fazer piadas com minorias não pode nunca e com a maioria pode).

        Ora, dizer essas coisas sobre esses grupos mencionados, implica em dizer que mulheres, judeus, negros ou brancos, cristãos, homens e a maioria da população conservadora não são agentes morais. Isso é um tipo de nazismo repugnante, que sempre desemboca em coisas ruins, sem falha alguma.

        Isso também é algo extremamente desanimador: esse tipo de nazismo da esquerda que vivemos hoje em que não se pode criticar minorias e que a maioria da população conservadora cristã é que é má, e o masculinismo está seguindo pelo mesmo caminho.

        Por isso que sou mais o movimento da real, que é diferente do masculinismo, que mostra que as mulheres são pessoas normais, com o seu lado bom e seu lado mau também e desmente essas coisas apregoadas pela mídia de que mulheres são sempre seres angelicais e maravilhosos e que o homem é que é ruim.

        É claro que em certos casos, se há muitos de um certo grupo fazendo coisas ruins, não podemos deixar de mostrar. É o caso dos muçulmanos, feministas ou comunistas, mas não implicam que todos sejam maus e há sim minorias deles que são boas, mas não podemos deixar nunca de criticar para que eles não acabem com nossa Civilização Ocidental Conservadora. Só generalizar é que é um erro grotesco. O caso das mulheres é mais ou menos semelhante: muitas, mais muitas mesmo, infelizmente preferem cafajestes e não gostam dos bons, mas não significa que todas são assim.

        O amor feminino existe, embora muitas mulheres demonstrem o amor de forma diferente e boa parte (sem generalizar) estejam indo no mundo da vadiagem e esse lado mau da mulher precisa ser mostrado também ao invés de iludir muitos só mostrando que mulheres são boas e os homens são maus.

      • Não vi o Mr. X generalizando e colocando todas as mães solteiras no mesmo saco

        “Dalrymple observa como, ao dar casas gratuitas para “pessoas-problema” como mães solteiras, alcoólatras, violentos, criminosos e drogados”

        Cara, o trecho do texto é tão claro que é desnecessário que eu explique.
        —-

        Este aqui é um trecho do seu comentário, leia atentamente:

        “Trabalhar ou ser um bom cidadão compensa bem menos, já que estes não recebem ajuda”

        Mãe solteiras não são, ou não podem ser boas cidadãs?
        Nenhuma mãe solteira trabalha por lá na Inglaterra?

        Vou complementar com as outras perguntas que você não respondeu:

        E se ela trabalha????? Ela continuará sendo “mãe solteira”……mas deve ser encarada como “pessoa problema” (????)

        O FRAME é um FRACASSO. Pessoas que dependem de assistencialismo por vontade própria é uma coisa….dizer que mães solteiras (como uma categoria) dependem de assistencialismo — é GENERALIZAÇÂO APRESSADA E MENTIRA.
        Se “certas” mães solteiras dependem UNICA E EXCLUSIVAMENTE do assitencialismo, então são “algumas” mães solteiras, não todas.

        É por isso que o frame do vídeo que eu coloquei é muito melhor….PORQUE ELE NÃO DEMONIZA pessoas, como “pessoas problema”, mas demonstra que o verdadeiro problema é o governo que se utiliza dos problemas dessas pessoas (sejam eles quais foram).

        Você vê a mulher do vídeo que eu postei falar de pessoas problema, colocando na mesma linha mãe solteiras e drogrados??? Não…………… mas sabemos que ela foi drogada, e possivelmente é mãe solteira. É bem possível que se ela ouvisse o frame de que ela é uma “pessoa problema”, jamais teria se recuperado, muito menos se tornado de direita.
        Mas ela ouviu o frame certo…Daí a minha crítica, que sinceramente não é tão dificil de entender….o frame correto APROXIMA as pessoas ao invés de AFASTÁ-LAS.

        —-

        No seu comentário mais recente temos:

        “muitos ex-presidiários não possuem pai”

        Muitos empresários também não possuem pai. Não possuir pai implica que alguém será ex-presidiário ou empresário???

        Mais da metade das pessoas de periferia não possuem pai, é daí que se considera que muitas pessoas de periferia são bandidos??

        Se você aceitar um frame como esse (muitos ex-presidiários não possuem pai), terá que aceitar o frame de esquerda que (muitos presidiários são pobres)” porque ambos se baseiam supostamente na mesma premissa — se a pessoa apresenta algum tipo de comportamento ou é porque não teve pai, ou é pobre….mas NA REAL, a vida não é essa receitinha de bolo…é mais complexa que isso. Não ter pai, ou ser pobre NÃO TEM como consequência certa, o crime.

        —-

        “muitas dessas mães solteiras são mulheres que(…)ficaram com cafajestes, bandidos e imbecis em geral, ao invés de um homem bom e depois ficam procurando um ‘bonzinho’ a qual teria rejeitado na hora em épocas passadas”

        Se ela encontrou um trouxa, é porque trouxas existem. Podemos criticar o comportamento dela, mas a culpa não é somente dela que existam trouxas por aí. Há também uma diferença grande em ser “bozinho” e ser burro…..bozinho e burro não é uma boa combinação, em qualquer assunto.

        Mas eis aí uma incoerência….se o estado está mantendo essas mães solteiras maldosas…..o número de trouxas que são enganados para sustentá-las deveria diminuir…ou não? 🙂

        Todo o resto do seu comentário sobre isso, é o típico mimimi masculinista…..se você não quer pagar coisas para os filhos da mãe solteira, não namore mães solteiras OU deixe bem claro a elas, que você só quer comê-las, não sustentar seus filhos.
        Agora DEMONIZAR as mães solteiras como aproveitadoras, é um TIRO NO PÉ político — pois mãe solteiras (diferente dos bandidos) votam, e a esquerda sabe disso.
        —-
        “Concordo que há um certo exagero no masculinismo “
        Eufemismo e você, a gente vê por aqui.

        “no entanto discordo quando você falou que o maior ranço do masculinismo é a crítica às mães solteiras.”

        Eu não disse que é o MAIOR ranço. Olha o que eu disse:

        “ao meu ver é um ranço do masculinismo”

        Eu disse que a faceta é MAIS burra (em termos políticos), se bem que sinceramente não dá pra distinguir com facilidade o que é mais burro dentro do movimento masculinista. Ofender as mulheres somente por serem mulheres, nem chega a ser um frame….. mas é uma excelente receita pra afastar mulheres, sejam putas ou santas de você.
        —-

        O nazismo é baseado na ideia de que os judeus são assim: pessoas programadas para o mal, burras sempre, e que os arianos é que são bons(…)Movimentos neo-ateístas também dizem a mesma coisas dos cristãos (…)

        Cara….você fez uma comparação NON SENSE entre nazismo, neo ateísmo e esquerda.

        No primeiro (nazismo (1)) e segundo (neo ateísmo(2)), você diz que eles rotulam um grupo específico. No terceiro (o esquerdistas (3)) você diz que eles “protegem e impedem a crítica das minorias”.

        Isso não é semelhança, pois no (1) e (2) temos a rotulagem com base no preconceito….já no (3) temos uma ação de diminuição da liberdade de expressão…..ou seja, você tem o direito de dizer concordar que mães solteiras são “pessoas problema” e eu TENHO TOTAL LIBERDADE de dizer que isto é generalização apressada e mentira — e não estarei agindo nem como (1), (2) e (3).
        Acontece que se não for provado o frame de que mães solteiras são “pessoas problema” a afirmação disto é fruto de um preconceito comum encontrados em (1) e (2).
        Consegue compreender porque frames são importantes?

        ——-

        “esse tipo de nazismo da esquerda que vivemos hoje em que não se pode criticar minorias e que a maioria da população conservadora cristã é que é mádizer essas coisas sobre esses grupos mencionados, implica em dizer que mulheres, judeus, negros ou brancos, cristãos, homens e a maioria da população conservadora não são agentes morais.”

        Não vejo como um agente moral coloca mães solteiras na mesma linha que “alcoólatras, violentos, criminosos e drogados”.
        Os princípios conservadores, oriundos da bíblia, são agentes morais. Pessoas sejam conservadoras ou não, estão sujeitas à erro e hipocrisia, portanto eu jamais vou considerar uma pessoa um agente moral, SÓ POR SER, OU DIZER QUE É….. conservadora.
        Assim como não considero que uma “mãe solteira” é uma puta, manipuladora, falsa e aproveitadora, porque teve um filho e não tem (por razões que desconheço) um marido, conjuge ou nenhuma aproximação com pai da criança.

        Vamos a um exemplo prático: Uma pessoa diz que você além de não ser um agente moral, é uma péssima pessoa…será que você convencerá ela e os presente dizendo:

        “ao dar casas gratuitas para “pessoas-problema” como mães solteiras, alcoólatras, violentos, criminosos e drogados, o Estado inglês está na verdade promovendo (e os números comprovam) o aumento de mães solteiras, de alcóolatras, de violentos, de criminosos e de drogados. Afinal, todas essas atividades compensam.”(?????)

        A pessoa vai ler “mãe solteira”, “pessoa-problema” e “atividades compensam”….e isso vai tira a atenção dela para o verdadeiro problema — o comportamento do Estado.

        ——–

        “Por isso que sou mais o movimento da real, que é diferente do masculinismo”

        Masculinistas e os da “da real” exibem O MESMO COMPORTAMENTO e bebem da mesma fonte: N.A.

        Algumas coisas do MRAs ainda se salvam…qualquer coisa que você encontrar de positivo no masculinismo e “na real” é oriundo de uma parte teórica dos MRAS, que são na realidade uma crítica ao feminismo pela ótica DA DIREITA….e MUITO MAL APLICADOS pelos masculinistas da real.

        ———
        “É claro que em certos casos, se há muitos de um certo grupo fazendo coisas ruins, não podemos deixar de mostrar(…) Só generalizar é que é um erro grotesco”

        Essa é a idéia…e vou usar seu próprio texto pra mostrar, como a generalização ocorreu no caso das mães solteiras:

        “muitas, mais muitas mesmo, infelizmente preferem cafajestes e não gostam dos bons, mas não significa que todas são assim.”

        “pessoas-problema” como mães solteiras”

        No primeiro você demonstra que muitas, mas não todas tem uma determinada preferência. No segundo você define TODAS elas como um problema.

        “O amor feminino existe, embora muitas mulheres demonstrem o amor de forma diferente e boa parte (sem generalizar) estejam indo no mundo da vadiagem”
        Pode-se dizer exatamente o mesmo, de muitos homens, o fato é o mesmo para ambos, visto que se existe a putaria é porque homens a utilizam, e mulheres também

        e esse lado mau da mulher precisa ser mostrado também ao invés de iludir muitos só mostrando que mulheres são boas e os homens são maus.”
        Mostrar que mulheres são más, não demonstrará que homens são bons. Isso é wishful thinking, além de dar suporte para a “guerra de gênero”.

        Vou dar outro exemplo: Um cara que é um costumaz putanheiro, entra em um fórum pra reclamar que não encontra “mulheres honradas”, ele conta das diversas mulheres que comeu, e das putas famosas que pegou e das “novinhas” que gostaria de apertar…daí começa um chororo de dar pena dizendo que as mulheradas são todas umas cachorras, que ele não tem esperança de casar, e o negócio é só esvaziar o saco mesmo.

        Veja, que ele pode descrever o comportamento de algumas mulheres, e poderá estar até correto em uma ampliação de como outras mulheres podem manter o mesmo comportamento, mas isso de forma alguma o torna uma autoridade da santidade, do conservadorismo e tradição. Ao invés disso uma conservadora INTELIGENTE faria bem em correr pra longe de tal putanheiro reclamão,visto que ele reclama desta faceta do comportamento feminino, mas tira vantagem do mesmo.

        Apontar o comportamento é ideal, generalizar o grupo não. MELHOR AINDA é atacar os AGENTES da promoção da imoralidade e corrupção — no caso as ideologias.

      • Pecador, não concordo com esse cara (conheço, mas não lei muito o Mr. X) em colocar mães solteiras no mesmo nível de pessoas violentas e criminosos, MAS concordo sim com ele em colocar mães solteiras no mesmo nível de alcoólatras e drogados.
        Por quê? As drogas e o álcool não prejudicam e não matam ninguém COM EXCEÇÃO das pessoas que usam as drogas e o álcool.
        Mas há um porém óbvio, pessoas que consomem drogas e álcool são mais propensas a serem violentas e a destruírem a ordem social. Mas isso não quer dizer que TODOS alcoólatras e drogados são violentos e causam problemas à sociedade.

        Conseguiu traçar alguma semelhança com as mães solteiras?
        Se não conseguiu vou te ajudar:
        Mais de 90% dos presidiários no Brasil são filhos de mães solteiras. Isso ocorre porque a ausência da figura de autoridade do pai faz falta para pessoas em em desenvolvimento, principalmente para meninos.

        http://jornalvdd.com/brasil-mais-de-90-dos-criminosos-sao-filhos-de-maes-solteiras/

        Sobre a figura do pai:
        http://canal.bufalo.info/2012/08/uma-geracao-de-homens-criados-por-mulheres/

        http://eternalbachelor.wordpress.com/2007/07/08/single-mothers-blamed-by-mothers-for-decline-in-morals/

        Porque não me passa um estudo sobre mais de 90% dos empresários serem filhos de mães solteiras?
        Tenho certeza que um parte mínima dos empresários são de famílias desestruturadas.
        Não tente transformar a exceção (Steve Jobs) em regra.

        http://juliosevero.blogspot.com.br/2009/01/o-preo-da-desintegrao-do-casamento.html

        E perceba, isso não é nenhuma espécie de misoginia, é apenas percebendo e descrevendo a realidade de que mães solteiras SÃO SIM um problema social que foi incentivado (não inventado) pela esquerda frankfurtiana para aumentar o poder do Estado e para destruir a família. Além de provocar o aumento da criminalidade e depois usá-la como arma política de que criminosos são vítimas.

        http://www.brasilcontracorrupcao.com/2014/03/camara-analisa-lancar-o-bolsa-mae.html

        http://mais.uol.com.br/view/pj4p9vzv54s1/auxilio-para-maes-solteiras-e-previsto-em-projeto-de-lei-04020E993272D0C94326?types=V

        E lembre-se, dizer que “a maior parte das mães solteiras não depende do Estado” NÃO ANULA O FATO de que mães solteiras aumentam SIM o poder estatal.

        Abraços.

      • “concordo sim com ele em colocar mães solteiras no mesmo nível de alcoólatras e drogados. Por quê? As drogas e o álcool não prejudicam e não matam ninguém COM EXCEÇÃO das pessoas que usam as drogas e o álcool”

        Vou fazer apenas uma pergunta:
        Que relação de igualdade, há entre uma mulher que teve um filho, e que por motivos que desconhecemos não tem conjuge, e uma pessoa com um vício por um elemento químico?????

        http://jornalvdd.com/brasil-mais-de-90-dos-criminosos-sao-filhos-de-maes-solteiras/

        Ainda que isso possa ser verdade (eu duvido de ibge e ipea), isso apenas diz que eles são filhos de mãe solteiras….isso diz algo sobre ELES “os filhos de mãe solteira” não sobre as “mães solteiras”….. Para isso teríamos que fazer um levantamento de quantas mães solteiras possuem filhos presidiários.
        Aliás, algum masculinista poderia nos mostrar os dados dessa pesquisa, quais presídios foram pesquisados, os critérios das perguntas….tipo algo que seja diferente de um “canal do búfalo”….ou “o eterno solteiro”?
        Aliás é um pouco irônico falar de mãe solteira em um site que incentiva o cara a ser solteiro…..me diz aí o cara solteiro não vai esvaziar o saco em ninguém? logo ele contribui pra o problema de mães solteiras caso seja burro o suficiente…mas hey acidentes acontecem.

        Porque não me passa um estudo sobre mais de 90% dos empresários serem filhos de mães solteiras?
        Simplesmente porque até o momento aparentemente ninguém se interessou em demonstrar empresários que são filhos de mãe solteira.
        Porque você não passa um estudo de quantas mães solteiras possuem filhos presidiários??? Provavelmente não conseguirá pelo mesmo motivo.

        Tenho certeza que um parte mínima dos empresários são de famílias desestruturadas.
        O termo que estamos usando é “filho de mãe solteira”, porque usar mãe solteira pra falar de bandido, e pra falar de empresário usar “famílias desestruturadas”????

        http://juliosevero.blogspot.com.br/2009/01/o-preo-da-desintegrao-do-casamento.html — “Um estudo de 1990 do Instituto de Políticas Progressistas, de linha esquerdista, mostrou que, depois de avaliar o fator das mães solteiras, desaparecia a diferença criminal entre brancos e negros.”

        Peraí…peraí…..então uma pesquisa de “linha esquerdista” serve sem qualquer questionamento pra formalizar uma argumento masculinista, ou pró religioso, mas não serve pra formalizar argumento esquerdista??
        Que belo drama moral.
        Vamos serparar as coisas:

        1 – nem toda mãe solteira depende do governo.
        Logo, nem todas as mães solteiras são um problema social. Colocar o termo “mãe solteira” pura e simples como problema social é generalização apressada.

        2 – muitas mães solteiras dependem do governo.
        Logo, as mães solteiras que dependem do governo, são um problema social.

        3 -nem toda mãe solteira tem filho bandido.
        Logo nem toda mãe solteira terá um filho bandido, só por ser mãe solteira.

        4 – muitos presidiários são filhos de mãe de solteira.
        ??????????????
        Então todo presidiário, é filho de mãe solteira e mães solteira são um problema social.
        ??????? não tem nada errado aí???

        Qual a proporção entre mães solteiras que tem filho presidiários, e aquelas que não tem filho presidiário????

        No máximo a afirmação demonstra que há um relação entre um lar desestruturado e a violência, mas que de forma alguma é tão simples, como a soma de 2+2. A fórmula mágica do crime. Um ponto interessante que poderia se adicionar a pesquisa seria, qual o número de filhos de mãe solteira religiosas, são presidiários — já que você levou o assunto para a área religiosa sobre a estruturação da família.

        —-

        “E lembre-se, dizer que “a maior parte das mães solteiras não depende do Estado” NÃO ANULA O FATO de que mães solteiras aumentam SIM o poder estatal”

        cara, utilizar bilhete escolar, aumenta o tamanho do poder estatal. Mas sabemos que nem todo mundo utiliza bilhete escolar.
        O correto é afirmar que mãe solteiras que DEPENDEM do estado, aumentam o tamanho do poder estatal.

        Eu não levo nem a sério coisas como “Mulheres que não foram Capazes de segurar um Macho” e “Departamento Umanitário de Machos Brilhantes”
        será que o dinheiro do meu imposto tá indo parar nisso daí?

        Sobre o vídeo da psicanalista Claudia B de Souza Pacheco, digo exatamente a mesma coisa:
        Ela se baseia no comportamento de muitas mulheres, mas daí afirmar que TODAS as mulheres são assim vai uma distância muito grande. Sendo assim eu poderia dizer que homens tem propenção a ser bandidos, e isso seria um traço comportamental devido a suposta predileção das fêmeas por machos violentos. Logo é culpa da mulher que o homem é bandido, ou não?
        Mas é óbvio que você não sai por aí dando porrete na cabeça dos outros pra impressionar umas fêmeas, sai?
        Logo NEM TODOS os homens violentos o fazem pela suposta predileção de algumas mulheres ou pelo fato de suas mães serem solteiras.

        Mas tá blz.
        Vocês continuem aí com suas crenças e eu cá com a minhas.

      • Douglas…

        Á propósito, não consegui encontrar a informação de que 90% dos presidiários brasileiros são filhos de mãe solteira, além dos links referidos por você.

  2. Cada vez mais vejo a beleza e profundidade com que os direitistas, a exemplo do excelente site de discussões que estamos agora, vejo uma diferença enorme entre os direitistas e os esquerdistas comunas( além dos fundos ideológicos óbvios); os direitistas assumidos são mais intelectualizados, suas discussões são de uma profundidade maior, o fundo é que importa, a fumaça é soprada para longe, os conceitos são mais embasados; mas tem uma coisa que naturalmente afasta o povão do direitismo é justamente a distância intelectual que separa o direitista teórico das idéias mais simplistas e imediatistas da massa, falta o link entre as idéias e o pensamento popular, faltam líderes que tenham capacidade de fazer esse link; já os esquerdistas tem uma vantagem enorme sobre nós pelo fato de ter um plano de ação teórico muito reduzido e de fácil assimilação pelas pessoas, eles tem líderes que manipulam com discursos populistas e com margem intelectual muito simplista que é muito mais atrativa para a massa de pessoas que habita esse país; como exemplo: o esquerdista chega e nada fala mas dá esmolas para o povo, o direitista chega e teço volumosa explicação sobre o mal que gera a esmola ao país, a pergunta óbvia é em quem o povo colocará suas fichas? claro que no esquerdista. Na verdade os vermelhos são mafiosos mesmo, mantém o povo sob arreios curtos da ignorância educacional e política para que o discurso direitista não seja entendido ou mesmo seja repelido, a cura para esse país só virá com educação para todos e emergência de líderes direitistas com capacidade de agregar em volta de si os seguidores necessários para uma rela mudança ideológica, enquanto isso: POBRE BRASIL, POBRE POVO BRASILEIRO.

  3. “Antes tarde, do que mais tarde!”

    Alguem da TV aberta defendendo a Rachel e chamando as “coisas pelo nome que elas tem”.

    “Em 00:43 […] quer calar a boca da imprensa […] que ditatura é essa, disfarçada de democracia […] calaram a boca da moça lá do SBT cortando a publicidade do governo […]”

    Datena defende Rachel Sheherazade e desafia governo tirar publicidade (creditos TV Revolta)

  4. Oi adorei.. muito obrigado, amei a maneira que vc usou para descrever essa resenha…me fez se interessar pelo livro….mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei… se trata de um livro arrebatador…ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos…..e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história…..acesse o link da livraria cultura e digite reverso…a capa do livro é linda, Lea traz o universo de fundo..
    http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?
    http://www.buqui.com.br/ebook/reverso-604408.html

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