O senso de urgência como oposição ao direitismo depressivo

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Em 2004, Sam Harris lançou A Morte da Fé, dando o pontapé inicial no movimento neo-ateísta. Em 2006, Richard Dawkins lançou Deus, um Delírio, que se tornou um best seller mundial. Mas justiça seja feita: todo o framework já estava presente no livro de Harris.

O neo-ateísmo se tornou mais que a expressão de um grupo político (que, infelizmente, já começou apelando), mas simplesmente uma das mais completas aplicações de todos os frameworks presentes na guerra política, incluindo um extensivo uso de técnicas de propaganda, rotulagem e controle de frame.  Para além disso, quem leu as obras de David Horowitz, Saul Alinsky, Antonio Gramsci e George Lakoff pôde sacar logo de cara. Desde Sam Harris, eles utilizaram todas as técnicas possíveis de guerra política.

Como sou adepto da reconstrução (mais do que da desconstrução), entendo que o neo-ateísmo deve ser refeito e reaplicado sempre que necessário de acordo com os alvos necessários. Basta que um grupo oponente possua um conjunto de crenças contestáveis e que gerem consequências que podemos praticamente reaplicar o neo-ateísmo. A reconstrução do neo-ateísmo para a demolição do esquerdismo é o que chamo de neo-iluminismo. A religião política (esquerdismo) está para mim assim como a religião revelada está para Richard Dawkins.

O que me importa aqui, pelo momento, não é detalhar o neo-iluminismo, mas uma das lições fundamentais que os neo-ateus tinham a nos ensinar: a diferença entre o senso de urgência e o ativismo depressivo, assim como a preferência pelo primeiro.

No caso do direitismo depressivo, que devemos rejeitar como se fosse doença venérea, o discurso assume o formato da aplicação de técnica de propaganda chamada inevitabilidade. Com essa técnica, o adversário é sempre definido como um vencedor inexorável em todas as contendas possíveis. Essa proposta parte de uma visão basicamente depressiva de si próprio e de suas capacidades, assim como a uma superestimação indevida das capacidades do adversário.

Esse tipo de propaganda feita para o adversário deve ser substituída pelo senso de urgência, pelo qual demonstra-se ao público a urgência de aderirmos à opção sendo vendida. Aliás, segundo o papa da gestão de mudança, John Kotter, a criação de um senso de urgência é o primeiro passo fundamental para a implementação de qualquer mudança corporativa. Sem isso, as pessoas não “compram” a idéia.

A aplicação deste fundamento por Sam Harris começava com o seguinte raciocínio já nas primeiras páginas de A Morte da Fé:

  1. Hoje em dia, o ser humano possui poder de matança cada vez maior (armas químicas, bombas nucleares, etc.)
  2. Ao mesmo tempo, existem vários países onde temos teocracias (em que seus líderes tomam decisões irracionais, como, por exemplo, “invadir um país somente por que Deus disse”)
  3. A religião, portanto, pode causar o fim de nossa espécie se um desses teocratas decidir apertar o botão decisivo
  4. Desse jeito, a luta contra a religião não é apenas uma divergência metafísica, mas a luta pela sobrevivência de nossa espécie

Claro que há um erro grave no passo-a-passo acima. Não há indício algum de que guerras são causadas por crenças em Deus. Na verdade, participações em guerras são decisões econômicas tomadas estrategicamente. Pode até ser que algum líder político diga que faz uma ação “motivado por Deus”. Mas qualquer pessoa adulta acredita? Não seria uma tentativa de usar rótulos positivos (“decisão tomada por Deus”) para validar decisões tomadas por questões de auto-interesse? Enfim, a argumentação neo-ateísta é fraudulenta até dizer chega.

Não quero entrar nesse mérito aqui, pois defendo que ao reconstruirmos o neo-ateísmo para atacar a religião política devemos eliminar as fraudes intelectuais  propagadas por eles. Usemos apenas os recursos de guerra política (rotulagem, propaganda, assertividade, senso de urgência, controle de frame e as técnicas defendidas por Horowitz e Alinsky, dentre outros).

O importante é notar o quanto o recurso usado por Harris deu resultado. Ao invés de desanimar sua tropa, os animou para a luta. Isso por que ele os convenceu de que a luta era não só urgente como absolutamente necessária. Seus leitores saíam motivados não apenas para derrubar adversários políticos, como principalmente para salvar a espécie humana de sua extinção.

Sempre que chegamos em público e dizemos “que tudo está perdido” ajudamos a construir fracassos. Basicamente, motivamos nossos adversários e desmotivamos nosso exército. Ao usarmos o senso de urgência, definimos a necessidade de lutarmos até que os resultados venham. Os resultados precisam vir por que são urgentes, cabendo a nós conquistarmos esse resultado.

O que proponho aqui é aprendermos com os neo-ateus. O discurso do direitismo depressivo não tem serventia alguma, a não ser para nossos adversários. Tudo isso independente das racionalizações a serem usadas (como exemplo: “mas isso é apenas ser realista”). Na verdade, essas racionalizações sempre garantem vitória ao adversário. Por exemplo: será que se não tivéssemos tantas pessoas dizendo “nosso adversário sempre vai vencer” ele venceria com tanta facilidade suas batalhas? Claro que não.

Em 1994/5 o Palmeiras/Parmalat não parava de ganhar títulos. Na época me diziam: “Não adianta, vai chegar o dia em que só o Palmeiras vai ter títulos. Daqui a 10 anos, quando todos os títulos nacionais forem para ele, vocês verão. Melhor abandonar tudo.”. Resultado? O time caiu duas vezes para segunda divisão em dez anos. Claro que era difícil vencer o Palmeiras, mas o endeusamento de um adversário que venceu várias batalhas não era o melhor caminho. Na verdade, era o pior possível. Por sorte os torcedores dos outros times não caíram no discurso depressivo. Com certeza, o futebol ficou mais interessante com mais times disputados.

Se nosso adversário tem vencido muitas batalhas, é preciso apontar o senso de urgência em começarmos a vencer as nossas. Mas e a necessidade do realismo? Está no momento em que demonstramos ao público (e principalmente àqueles ao nosso lado) as consequências de não vencermos nossas batalhas.

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63 COMMENTS

  1. Acho que a importância das idéias é a sua colocação no mundo prático com a geração de uma transformação real ao redor de quem as propala, já vi direitistas depressivos altamente atuantes nos seus círculos de ação e já vi direitistas muito “otimistas” mas com baixíssimo potencial transformador. O caráter prático e objetivos das ações é que gera resultado, precisamos sair do casulo hermético das discussões fechadas e partir para uma atividade de “catequização” de indecisos e tolos que tiveram suas mentes manipuladas pelos esquerdistas, que por mais maquiavélicos que sejam tem uma enorme capacidade de gerar seguidores, claro que se utilizam da falta de estudo e ignorância de uma massa de pessoas assoladas por deficiências básicas do padrão de vida( prato feito para a manipulação com uso de assistencialismo).
    VAMOS À LUTA MEU POVO, NÃO PERCAMOS OPORTUNIDADES DE BOAS DISCUSSÕES COM LEIGOS NO ASSUNTO, SERÃO ELES OS PRÓXIMOS DIREITISTAS.

  2. Um reflexo desse pensamento da direita depressiva é a encheção de saco nas redes sociais da campanha para convencer o PP a lançar o Jair Bolsonaro à presidência. Pelo que pude observar, os saudosistas do desastre político que foi a Ditadura Militar, querem por querem vê-lo presidente como se ele resgatasse algo que foi perdido na idílica Ditadura e o vêem como única alternativa prioritária como se tudo estivesse perdido e o Foro de São Paulo estivesse caçando cabeças de cidadãos anônimos e os enviando para campos de trabalho forçado ou fazendo execuções sumárias. Isso não só é um erro estratégico colossal porque é uma estratégia política equivocada tomada por puro desespero e falta de visão política, como ainda mostra que Bolsonaro é um péssimo estrategista político que quer se lançar como candidato sendo que o mesmo não tem preparo político, emocional e administrativo para ocupar o cargo máximo da república, além de ser truculento e estatista como os milicos. Outro detalhe que deixam passar batido é que ele não tem noção de como resolver os problemas econômicos agravados pela gestão irresponsável do PT e cometeria os mesmos erros infantis de Dilma Houssef e sua equipe econômica de macacos estatistas amestrados, sendo que seria sistematicamente sabotado pelos partidos de esquerda, que possuem militância e os meios de ação política nas mãos, mesmo se estivessem fora do governo.

    Analisando-se esse exemplo do Bolsonaro e também outros como o fracassado retorno da Marcha da Família, as manifestações acéfalas de 2013 e outros eventos, percebe-se que a mentalidade do direitista depressivo tem dois elementos muito importantes que consegui notar até agora: a mentalidade de rebanho político, mentalidade protorrevolucionária a preguiça intelectual de se estudar e se fazer uma estratégia política. A mentalidade de rebanho ficou evidente nas manifestações de 2013, onde milhares de pessoas foram para as ruas defender pautas genéricas como fim da corrupção, aumento da intervenção estatal (que gera ainda mais corrupção), “educação padrão FIFA” (mais intervenção estatal) e serem contra as PECs 33/37/99 sem saber o que elas eram (e nem como funciona um estado democrático de direito). Já a incapacidade de fazer uma estratégia política eficiente reside na preguiça da leitura de livros típica do brasileiro (no geral), no analfabetismo funcional como resultado de uma péssima educação e na incapacidade tático-estratégica (sendo que nunca aprenderão a jogar xadrez ou go com essa mentalidade). Outro detalhe que sempre observo também, é que esse desespero sempre reflete uma mentalidade infantil, como se você pegasse uma criança saudável de um país desenvolvido e pedisse que ela resolvesse um problema político complexo, sendo que o resultado seria uma atitude muito semelhante à da direita depressiva. É como se eles fossem um “protorrevolucionário gramsciano com defeito de fábrica”, onde são capazes de compreender os perigos reais da esquerda no país, mas são incapazes de raciocinar de maneira eficiente, de modo a contribuir para com o jogo político de forma significativa. Essa incapacidade se mostra mais evidente na capacidade de avaliação das forças e fraquezas do adversário no jogo político e, então, partem logo para o desespero, não adotando uma estratégia definida e não mantendo suas metas ao longo do decorrer do tempo, fazendo exatamente, o que um idiota útil gramsciano faria. Estrategicamente, essa mentalidade cometerá sempre os erros básicos que são descritos nos ensinamentos de Sun Tzu no clássico “A arte da guerra”, quando ele menciona que a incapacidade de fazer planos, executá-los e manter uma meta definida em todo o período que dura a campanha são as condições que definem o lado perdedor. Acho que é mister ensiná-los a pensar por si só, primeiramente, para depois eles entrarem de forma eficiente no jogo político ou, então, serem usados como os idiotas úteis do lado de cá.

    Na situação brasileira atual, nossa guerra é essencialmente cultural e será lenta por natureza. A mentalidade imediatista e sem estratégia dos direitistas depressivos poderá atrapalhar a velocidade com que essa guerra cultural favoreça o lado da direita e dos liberais. Não que o uso da via judicial e de outros meios não sejam necessários, mas a guerra cultural é a mais essencial de todas e não deve ser negligenciada e sua meta de reverter a hegemonia cultural e intelectual esquerdista tem que ser mantida a todo custo.

  3. Interessante, já o Olavo acha que a estratégia melhor é o oposto, pensar no longo prazo.
    Não acho que dá pra fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Não dá pra correr uma maratona do mesmo jeito que se corre 100m rasos.

    • Slaine,

      Uma coisa é pensar no longo prazo. Outra coisa é estabelecer o SENSO DE URGÊNCIA PARA A AÇÃO.

      Suponha que você diga que implementar o CMMI nível 5 é uma ação de longo prazo. Você está certo.

      Ao mesmo tempo você pode dizer que implementar o CMMI é vital e é urgente começarmos a atuar nesse sentido. Isso é o senso de urgência.

      Ou seja, estabelecer um senso de urgência não determina ou deixa de determinar que as ações devem ser de curto prazo ou longo prazo.

      Abs,

      LH

  4. (permissão para mensagem não relativa ao teor da postagem)
    .
    Luciano, você é formado em/estudante de direito, certo?

    Encararia redigir uma notitia criminis contra esse jovem cidadão, no mesmo espírito da que o Flavio publicou contra o Sakamoto?

    http://www.tsavkko.com.br/2013/10/violencia-se-combate-com-rosas-nao-com.html

    Com certeza você já viu esse texto, mas acho interessante lembrar. Seu blog teria mais alcance do que um documento redigido por mim. =)

    Enfatizando, claro, que ele está em situação de crime permanente, pois o post continua no ar.
    Quer embarcar nessa?

    • Leo,

      Eu não sou formado em direito, mas em ciência da computação. Venho de uma família de advogados.

      Obrigado pela confiança, mas eu não me vejo como o mais adequado para a função.

      Mas eu sugiro que o texto seja mostrado a policiais ou até a uma associação deles, para que eles possam processar o energúmeno.

      Abs,

      LH

  5. Luciano, quer se divertir um pouco? Pois bem, Bruno Paes Manso oferece a diversão para nós, na forma de uma nova pesquisa do Ipea sobre estupros (acho que a entidade mais um pouco mudará seu nome para Instituto de Pesquisas sobre Estupro Aplicadas, de tanto que está falando nisso). Segundo essa pesquisa, o país teria um estupro por minuto, o que daria no fim do ano 525.600 e apenas 10% desses crimes seriam notificados. E, pelo que falam, a maioria desses estupros (70,1%) seriam contra menores de idade e praticados por padrastos (12,3%) ou pais (11,8%). Sim, estou achando isso muito marxista-humanista-neoateísta e no sentido de querer implantar o terror dentro dos lares contra homens, que passariam a ser vistos como estupradores em potencial.
    E a coisa toda vai escalando, pois na postagem fala-se de uma defensora pública agradecendo o erro da pesquisa anterior do instituto porque teria ajudado a identificar a “cultura machista” brasileira (e, como sabemos, “machismo” é uma palavra à qual os MHNs atribuem qualquer significado, desde que dê para extrair dividendos políticos da coisa). Pelo que ela diz, isso teria gerado protestos de mulheres e subsequente agressões de “machistas” (e aqui vou achar que possam ter considerado como agressão inclusive alguém que educadamente foi lá e expôs cada um dos erros da referida pesquisa). Para mim, esse lance de agradecer pelo erro de uma pesquisa muito lembra uma frase de Catherine Comins: “Homens acusados INJUSTAMENTE de ESTUPRO podem até acabar aprendendo algo com isso”.

    E já que se falou de Ipea e estupros, mais essa postagem que te falei, que data de hoje, tudo isso acaba na prática criando clima para que Nana Queiroz (aquela mesma que posou desnuda na Esplanada dizendo que não merecia se estuprada, isso antes da divulgação de todo o compêndio de erros que aquela pesquisa era) ganhasse mais visibilidade, como se pode ver quando ela avisa que entregou uma carta para Dilma Rousseff. E novamente perguntamos de onde surgiu essa tal Nana e o que está por trás dela, pois está muito estranho termos o Ipea novamente divulgando uma pesquisa que parece muito sob medida para o que a tal jornalista está dizendo, que está cheio daqueles clichês feministas que conhecemos. E como você pode observar, o Ninguém Merece Ser Estuprada virou um movimento que provavelmente fará tudo igualzinho ao que fazem as Marchas das Vadias, mas sendo uma nova pessoa jurídica prontinha para receber os “ativos” do que foi desmoralizado. Também há uma página do Facebook que ressalta inclusive ser a única oficial e tem, entre outras coisas, a entrega daquela carta para a ministra Eleonora Menicucci. A página foi criada em 18 de abril, o que novamente fica muito sob medida e está parecendo muito fakectivism.

    Fica muito com a seguinte cara:

    1) O governo precisava avançar alguma política anti-homem quaquer (afinal, o anti-homem é um dos motores principais do gramscismo por permitir que as pessoas aumentem sua dependência do governo);

    2) Tentou fazer isso com a Marcha das Vadias por dois anos, sem muito sucesso;

    3) A Marcha das Vadias carioca pôs tudo a perder com aquele homem e aquela mulher blasfemando a ponto de enfiarem crucifixo no ânus. Ganhou a Igreja Católica de goleada, seja pelo tamanho da Jornada Mundial da Juventude, seja pelo gol contra feito pelos MHNs;

    4) A coisa ficou calminha por alguns meses, enquanto arquitetavam algo;

    5) Esse algo surgiu na forma da primeira pesquisa do Ipea, que veio com o tal erro;

    6) Surge do nada a tal Nana Queiroz, que pode ser para o feminismo o que foi o Betinho para o todo do marxismo-humanismo-neoateísmo brasileiro há uns 20 anos;

    7) Divulgam o erro da pesquisa, mas a manipulação já havia sido feita e o clima, criado para que se tente dar esse salto (no sentido maoísta do termo);

    8) Nana Queiroz cria um movimento social e entrega anteontem a tal carta que já estava disponível no dia anterior no blog oficial do movimento;

    9) Agora vem o Bruno Paes Manso falar sobre a outra pesquisa do Ipea.

    Pelo visto todos devem ter visto a tentativa de fazer voltar um assunto que pôs na terra a credibilidade do Ipea.

  6. AVISO e ALERTA !!!

    “Todos aqueles que se recusam teimosamente a adorar O CRIADOR, terminam invariável e lastimavelmente, de modo até inconsciente, como pobres adoradores de falaciosas criaturas.”
    ———- Powered by Jack Sparrow – The Captain.

    Aos INGÊNUOS e DESLUMBRADOS crentes seguidores do vigarista e patife: David Horowitz.

    David Horowitz é, de fato, um comunista inveterado e agente de desinformação infiltrado na direita americana para destruir os Estados Unidos da América.

    David Horowitz foi desmascarado e devidamente empalado por Jeffrey Nyquist em excelente artigo publicado no site: http://midiasemmáscara.org

    Leiam o artigo e, usando seus próprios cérebros, concluam por si mesmos.

    http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/15161-em-defesa-de-diana-west.html

    Em defesa de Diana West

    Escrito por Jeffrey Nyquist | 30 Abril 2014
    Artigos – Cultura

    [ A Sra. West é uma das mais importantes escritoras sobre as consequências morais e estratégicas da infiltração comunista no governo americano. O livro dela é cheio de insights, corroborações de fatos e nuances psicológicas. ]

    Há muita confusão no discurso político hodierno. “Ex”-comunistas russos se parecem cada vez mais com os conservadores. O mesmo pode ser dito de “ex”-comunistas dos Estados Unidos. Todos eles apresentam um bom tom anticomunista, pois, afinal de contas, o comunismo está morto e existe apenas (conforme nos disseram) nas faculdades. A maioria das pessoas está focada em aquecimento global, multiculturalismo e direitos homossexuais. Ninguém parece notar que aquecimento global, multiculturalismo e direitos homossexuais são artefatos da religião supostamente “morta” (cujos acólitos se tornaram – com propósito enganoso – “conservadores”). Pois bem, há alguns de nós – uma minoria – que percebeu isso. Como membro dessa minoria, sinto como se um gélido deserto tivesse me sobrepujado. Não me sinto representado pelas grandes instituições ou pelos “bem-pensantes” conservadores. E assim, quando foi publicada a obra American Betrayal [A traição americana, tradução livre], cuja autoria é de Diana West, e ela recebeu atenção favorável, fiquei animado e esperançoso. Mas então eis que, previsivelmente, os críticos badalados da esquerda alternativa (i.e. a direita do Partido Republicano) começaram a atacar o livro de West, a começar por David Horowitz e Ronald Radosh. Passou então a existir um grande esquema que tenta matar o livro, afinal, ele estava recebendo muita atenção e só Deus sabe o que teria acontecido se alguém não tivesse intervindo.

    Tudo começou quando o Sr. Horowitz retirou do website da revista FrontPage uma resenha positiva feita por ele do livro de West e colocou outra no lugar de teor negativo intitulada McCarthy On Steroids [McCarthy anabolizado, tradução livre] de autoria de Ronald Radosh. Quando Radosh mostra a que veio, logo se vê que ele é uma espécie de leão de chácara da esquerda alternativa. Ele alega que o livro de West é cheio de “teorias conspiratórias típicas de meios sensacionalistas”. Quanto a própria Sra. West, ele a descreve como uma “herdeira” de Joseph McCarthy e, além disso, ataca o método de pesquisa dela. Enfim, não foi uma resenha. Foi uma fraca e desonesta tentativa de colocar o público contra a autora. Não é de se estranhar que Radosh tenha sido retoricamente empalado pelo historiador M. Stanton Evans na ocasião da resenha do livro Blacklisted by history, que dissertou acerca da “extensa ausência de conhecimento de Radosh [que] se evidenciou ainda mais pelas estranhas invenções que foram usadas para dourar o texto”. Evans cogitou sobre como é possível que um completo afetado poderia se colocar na posição de “juiz do Olimpo” em um assunto que pouco conhecia. Evans meditou: “é um grande enigma”. Embora o sujeito afetado e rancoroso tenha sido exposto como o incompetente sem noção que é, não houve qualquer pedido de desculpas ou reparação por parte do Sr. Horowitz. Quando foi oferecida a chance ao Sr. Horowitz para que ele revisse sua posição, ele se escondeu num buraco mais fundo ainda. Durante uma sessão de perguntas e respostas na Heritage Foundation, Horowitz foi desafiado nesse tópico pelo Dr. Sebastian Gorka. A seguir uma transcrição:

    Sebastian Gorka: Eu estou com a FDD – Foundation for Defense of Democracies [Fundação pela Defesa das Democracias, tradução livre]. Meu pai recebeu uma sentença de prisão perpétua dos comunistas […] e me é plausível a ideia de que os comunistas perderam nos anos 1960 mas venceram – e vêm vencendo – de maneira oculta desde então. Levando em conta sua apresentação, me parece claro que somos uma minúscula minoria quando se trata do entendimento profundo da história. Talvez as pessoas estejam mais preocupadas com seus planos de saúde alijando-as […] pois entender os bastidores da história atual, é coisa para poucos de nós. Dada a sua reputação, todas as suas conquistas e os dez volumes de artigos, me parece ser pouco estratégico atacar alguém que está do mesmo lado que você. Você poderia nos dizer por qual motivo bateu em alguém cujos escritos eu vejo, sendo um Ph.D. que leciona em universidades, como uma contribuição historicamente importante; ataque esse que, por sinal, voltou a dividir a direita. Se você tem problemas com a qualidade técnica de Diana West, você que dê uma bronca nela abordando esse ponto; agora, ataques ad hominem que destroem a unidade do nosso grupo não nos trará mais força em 2016.

    David Horowitz: […] Sou uma pessoa muito ocupada […] e, portanto, não monitoro a FrontPage[…] Tivemos um artigo resenhando a obra American Betrayal de Diana West. Foi visto como um endosso [do que eu penso]. Sabia que seria lido […] como um endosso. Eu dei uma olhada no livro – na verdade Ron Radosh me ligou e deu o alerta […] então eu peguei o livro para ler e, ao meu ver, é um livro demasiadamente ruim que vejo como uma ameaça a tudo que fizeram eu, Radosh e todos os conservadores que desenterraram informações de arquivo sobre a influência comunista. Mas eu não ataco as pessoas da direita. Então eu removi a resenha […]. Esse livro é uma completa reinterpretação da Segunda Guerra baseada na presença de agentes soviéticos, comunistas, […] simpatizantes e companheiros de viagem na administração Roosevelt. Então informei Diana que eu removera a resenha, pois não queria que me vissem como alguém que endossasse aquilo e que se ela quisesse uma réplica ela poderia ter quanto espaço quisesse. Eu esperava criar um debate entre ela e Radosh. Sou um grande entusiasta do diálogo e do debate intelectual. Ela rejeitou a oferta e partiu para o ataque. Ela me chamou de totalitário, comissário [do Partido] e queimador de livros. Então, se você tem algum problema com o que você chama de ‘guerra’, saiba que a agressão vem da parte dela…

    Se for para lembrar qualquer coisa dessa controvérsia, lembre pelo menos que Horowitz disse: “Mas eu não ataco as pessoas da direita”. Como, então, ele explica a publicação de um ataque total à reputação da Sra. West? Ele disse pessoalmente que o método da Sra. West é desleixado e que seu livro jamais deveria ter sido escrito. Ele disse que é “um livro demasiadamente ruim”. Todos reconhecem a necessidade e a obrigação que cada um tem de se defender. Por que, então, a Sra. West deveria ser obrigada – como insinuou o Sr. Horowitz – a se defender no website dele e nos termos dele? Que tipo de egomaníaco ataca a integridade de uma pessoa, denigre sua reputação, desdenha da sua obra e espera que ela produza uma resposta que só irá dar mais publicidade para o próprio ofensor? Naturalmente a Sra. West não poderia aceitar o convite de Horowitz para a FrontPage. Além do mais, temos olhos para ler a deselegante resenha do Sr. Radosh, o afetado desprovido de método que deu o primeiro tiro nessa dita “guerra”. (Ao meu ver, essa “guerra” não passou de um assalto mal feito em que o assaltante ficou gravemente ferido por golpes de bolsa da vítima). Ainda mais escandalosa é a resenha de Radosh que não foi nem um pouco cavalheira; em vez disso, foi um desfile de insultos gratuitos temperados com mais de vinte falsificações (conforme documentado pela resposta da Sra. West disponível na Amazon como The Rebuttal: Defending ‘American Betrayal’ From the Book-Burners [Réplica em defesa do livro ‘A traição americana’ contra os queimadores de livros, tradução livre]). Quanto à alegação de ad hominem na resposta da Sra. West ao Sr. Horowitz – se tem um focinho e grunhe, o codinome “porco” não é um ad hominem. Foi perfeitamente razoável por parte da Sra. West satirizar seus agressores como queimadores de livros e totalitários, pois eles usaram técnicas retóricas comunistas para cobrir rastros de comunistas subversivos – e para cobrir seus próprios rastros. Não importa se o Sr. Horowitz e o Sr. Radosh são anticomunistas, não importa que tipo de comunistas eles são. Na conversa supracitada, o Dr. Sebastian Gorka sugeriu que Horowitz estava sendo pouco estratégico por estar obstinadamente dividindo uma minoria já dividida e atenuada de anti-esquerdistas ao atacar a Sra. West. Todos sabemos que o Sr. Horowitz não é um idiota. Se ele não tinha intenção de dividir o já debilitado grupo, então por que ele atacou o livro de West? Bem, podemos então voltar à ideia de que ele é um idiota, mas antes façamos o papel de Advogado do Diabo por alguns parágrafos. Se o ataque a West foi empenhado inocentemente e sem qualquer intenção de dividir a direita conservadora, por que foi feito com tão pouca consideração pela verdade? Aha! Eis o x da questão. As palavras de M. Stanton Evans e a refutação da Sra. West revelam uma intenção após a outra do Professor Radosh, uma flagrante falsificação atrás da outra endossada pelo Sr. Horowitz. Qualquer um pode clicar nos links acima, ir até as fontes e ler.

    Continuando a fazer o papel de advogado do diabo, apelo agora à álgebra da estratégia soviética e da subversão comunista. Os comunistas sempre se infiltram entre seus opositores. Eles sempre tentam tomar o campo inimigo desde dentro. Naturalmente, portanto, há tempos atrás eles já alvejam os grupos conservadores americanos com o objetivos de tomá-los. Qualquer um que pense que não se fez isso está convidado a checar os livros de história. Isso é sempre feito: os comunistas sabotam ou induzem a oposição ao erro, dividem o inimigo para conquistá-lo, desviam o foco, difundem perigosos contra-movimentos e sempre plantam infiltrados.

    Conforme dito no livro da Sra. West, os expositores da verdade dessa infiltração estão entre as primeiras e maiores vítimas das informações mentirosas espalhadas pelos próprios infiltrados. De acordo com West, “[A história] nos mostra como […] ondas de informações falsas recobrem os fatos e deixam falsos rastros que reduzem o fato em si a escombros e dúvidas”. Devemos nos perguntar nessa controvérsia: Quem está reduzindo o edifício dos fatos em escombros e dúvidas? Estamos diante da repetitiva, consciente e deliberada caluniação do mais importante livro anticomunista da nossa época. As mentiras foram documentadas pela Sra. West e atestadas pelo Sr. Evans. Como disse antes, qualquer um pode checar os fatos. Mas eis como funciona a estratégia comunista: eles sempre contaram com a preguiça alheia. Eles sabem que os editores e resenhistas não checarão os fatos. Eles sabem que todo mundo está ocupado. Eles esperam que o falso rastro de escombros e dúvidas corroam a posição da vítima conforme passa o tempo. No final de tudo, a única coisa que lembraremos é que McCarthy é cruel e que Diana West foi a “herdeira” dele.

    Não há meio termo aqui. Atacar de maneira desonrada pode-se desculpar como lapso momentâneo. Repetir o ataque de novo e de novo não é um lapso. É uma política. E quando essa política corresponde ao uso do inimigo, e ela está em conformidade com os requisitos estratégicos desse mesmo inimigo, então você sabe quem está, em última análise, por trás dele. Não é falta de estratégia, é a própria estratégia. Veja como Horowitz culpa a vítima pela própria agressão dele. Veja como ele responde a Sebastian Gorka sobre o assunto de “dividir” a direita. Com efeito, Horowitz diz: “Eu não dividi a direita, ela dividiu”. Horowitz tenta distorcer Diana West, e quando ela se defende, ele a culpa por dar início a uma “guerra”.

    Certamente os leitores preguiçosos e os ouvintes incautos não lembrarão quem começou a guerra. Talvez culparão ambos os lados – o que é perfeitamente aceitável se a sua estratégia é “dividir e conquistar” a direita. Se você jogar lama o suficiente, alguma coisa no mínimo vai respingar. Os fatos e as notas de rodapé são irrelevantes para esse propósito. Tudo que precisa ser dito daí em diante é que American Betrayal é um livro “demasiadamente ruim”. Isso foi também, de acordo com Horowitz, “uma ameaça a tudo que fizeram eu, Radosh, e também a Harvey Klehr e John Ear Jones […] etc., etc.”. Não fique muito preso aos detalhes, aconselha Horowitz. Não se preocupe com a prova que veio de uma pesquisa. Ouça o árbitro do Olimpo. Ouça as distorções, o ataque ad hominem e tudo isso até que tudo se misture numa coisa só. Em breve, todo aspirante a crítico repetirá o mantra. Eis a nova arquitetura daquilo que West chama de “a câmara de ressonância da apologética comunista”. A única diferença é que agora se trata de uma câmara de ressonância “conservadora”, com Vladimir Putin como um dos ecos conservadores.

    West pergunta: “Quem roubou a história?”. Como advogado do diabo eu pergunto: “Quem roubou o conservadorismo?” e quem traiu a América? “A frase ‘trair a nação’ tem uma característica arcaica para muitos de nós”, disse West. “A própria palavra ‘traição’ é um ato de exagero de alguma forma inapropriado para qualquer conjunto de circunstâncias…” E assim, quando o movimento conservador é traído e dividido pela dúvida e pela acrimônia, o que diz o Sr. Horowitz? Ela que começou! E além disso, ele nos assegura: “Eu não ataco as pessoas da direita”. Na verdade ataca sim, Sr. Horowitz. E aqui você foi pego com a mão na massa. Sendo assim, para eles não importa mais se os ladrões estão no comando de tudo e se os mentirosos se tornaram guardiães da verdade. Eles têm grande reputação. Eles têm dinheiro. Chamar isso de “traição” é, conforme eles afirmam, um grosso exagero. Não há traições, há apenas “discordância”. Snowden discordou da NSA, isso é tudo. Alger Hiss apenas discordou de Whittaker Chambers. Acreditamos num debate saudável, certo? Afinal, estamos em um país livre (por pouco tempo). Nisso tudo nos privamos da palavra “traição” quando eliminamos do nosso dicionário as corolárias palavras “traidor” e “inimigo”. Talvez um dia todos conservadores aprenderão o que aprendeu a Sra. West: que quando você é atacado diretamente por um David Horowitz não há equívocos. É uma operação fria, sólida e implacável. Tão logo a guerra é declarada, acabam-se as trocas amigáveis. Outras pessoas dirão: “Oh, isso é apenas um mal entendido. É apenas um desacordo”. Mesmo que os inimigos se finjam de conservadores, cristãos ou democráticos, eles se mostrarão, no final das contas, como inimigos cujo jogo é fingir cada vez mais. Eles se fingem de capitalistas, cristãos, democráticos e amantes da liberdade. Eles fingem querer debater. Eles fingem ser pesquisadores.

    Como disse David Horowitz, “eu sou o único responsável pela decisão de remover a resenha positiva do livro [de Diana West] que apareceu originalmente na FrontPage e sobre a qual ela construiu sua contenda anti-FrontPage”. A desorientação lograda nessa sentença é uma construção curiosa. Diana não constrói nada sobre a mera remoção de uma resenha positiva. Artista da retórica da desorientação, Horowitz leva a situação para longe da ultrajante desventura de Radosh. Em vez disso, ele a leva para o terreno de uma inocente “remoção”. Ao fazer isso, ele empilha uma confusão em cima da outra. Os fatos podem ser ignorados e as razões simplificadas apenas se for com o objetivo de estupidificar e degradar o ouvinte. Uma sentença atrás da outra e um parágrafo atrás do outro podem deixar a mente do leitor desnorteada e transformar a realidade em algo estranho… Dê uma cochilada, assista uma série de TV e esqueça os detalhes.

    Eis uma lição estrategicamente importante: a linguagem honesta é preciosa. Ela torna possível a unidade e o acordo entre homens e mulheres de boa vontade. Contudo, o inimigo da unidade e do acordo coloca as palavras a serviço de um objetivo completamente diferente. O semeador de confusão, o assassino literário, usa palavras como armas. Em um tópico no fórum Gates of Viena, Marten Gantelius fez um comentário fascinante: “Eu não tenho que ler toda a resenha do Sr. Radosh para concluir que o livro da Sra. West é uma obra de grande importância e competência”. A razão para isso, explica Gantelius, é que ele foi um analista de linguagem profissional por vários anos. “Antes de considerar o contexto de um texto eu procuro nele aquilo que chamo de ‘A linguagem da violência’ e vejo quais métodos são usados”, continuou Gantelius. Ele detectou essa “linguagem de violência” e disse apropriadamente: “O Sr. Radosh usa todo seu poder, conhecimento, experiência e contatos com um único objetivo: degolar a Sra. West”.

    Usando a “linguagem da violência” os comunistas buscam dividir e conquistar. Eles dividem negros de brancos, ricos de pobres, mulheres de homens, filhos dos pais, etc. “O marxismo-leninismo é mais poderoso que uma metralhadora”, disse Mao Tsé-Tung. O marxismo-leninismo foi e é um letal coquetel de mentiras, distorções e confusões. É a matéria bruta do totalitarismo. Novamente digo a respeito da polêmica da Sra. West com o Sr. Horowitz: se tem um focinho e grunhe, o codinome “porco” não é um ad hominem.

    Tendo lido American Betrayal e tendo entrevistado Diana West antes dessa controvérsia (ouça aqui), fui tomado de surpresa pela perversidade de Horowitz e Radosh. Se você ainda lembra algo dessa controvérsia, como disse antes, lembre antes de tudo das palavras de Horowitz: “Mas eu não ataco as pessoas da direita”. Isso basicamente serve para ilustrar a sistemática desonestidade do Sr. Horowitz. Não há desculpas. Não há como mitigar. Não há explicação alternativa.

    Não sou um expert na “Linguagem da violência” de Gantelius, mas sou estudado em estratégia. Sei como detectar uma mentira, um subterfúgio ou um desonesto truque retórico. Tenha em mente que estamos falando da reputação de uma mulher. É sua obra, seu sustento e seus valores como pensadora e pesquisadora que foram contestados. Então permita-me apresentar um exemplo de truque retórico do ensaio agressivo de Radosh no qual ele alega que West usou uma falsa anedota sobre George Elsey que “achou arquivos confidenciais na Sala de Mapas (da Casa Branca) dizendo que o presidente Roosevelt ingenuamente acreditava que podia confiar em Stálin…”. Radosh escreveu que “[West] acredita que essa foi a prova cabal de que o presidente Roosevelt estava ‘em conluio com a NKVD’”. Radosh então prosseguiu com o intuito de corrigir a dita descaracterização que West fez do presidente. Ao fazer isso, ele supostamente expôs a competência acadêmica de West ao dizer que esta é “infundada, ou pior”.

    West desafiou essa alegação dizendo que a anedota de George Elsey não estava no livro dela. Para se certificar disso, West buscou na versão eletrônica do seu texto e não pôde achar a tal anedota em lugar algum (veja Se a FrontPage mentiu sobre isso, eles podem mentir sobre qualquer coisa). De maneira desavergonhada, a resposta de Radosh na FrontPage fez um contra-desafio intitulado Diana West’s Attempt to Respond (A tentativa de resposta de Diana West, tradução livre). “Talvez ela não tenha conseguido achar a anedota”, vocifera ele, “mas está lá em três lugares diferentes ela escrevendo como o presidente Roosevelt disse para Hopkins ir à cama de Molotov enquanto ele estava na Casa Branca para que assim ele pudesse se encontrar com o presidente…”. Radosh então diz as três páginas: 129, 268 e 296. Então Radosh faz uma confusa e bizarra admissão: “Ela esqueceu [as três páginas citadas] por causa de um erro trivial [cometido por mim] que era para associar a anedota […] à anedota sobre [Elsey]”.

    Então Radosh, tendo cometido um erro sobre a anedota de Elsey, amplificou sua acusação para mais três páginas. E então abri o livro de West nas três páginas citadas e não achei nada da cama de Molotov nem nada sobre a dita mancada acadêmica. Como West mesmo se explicou, “a anedota [sobre George Elsey ou sobre a cama de Molotov] não está em meu livro nem uma, tampouco três vezes”. E eu testemunho ao leitor neste momento que os humilhantes e amadores erros de Radosh ocorrem ao longo de todo o texto. Estude os textos e você verá o que Radosh fez e o que o Sr. Horowitz endossou. Toda essa situação, na verdade, desacredita os agressores de West, cuja maliciosa inépcia é tão desgraçada quanto desprezível. Toda essa situação também desacredita os “bravos” pesquisadores e editores que, temendo a marca de Caim a qual foi atribuída à Sra. West, passam longe do livro dela, recusando-se a tomar lados no que acabou por se tornar uma controvérsia de crucial importância.

    E por qual motivo ela é de crucial importância?

    Parafraseando (ou citando parcialmente) o livro de West (p. 178), o espetáculo “em si mesmo está corrompendo, iniciando, ou talvez consolidando uma revolução bem mais profunda que o detalhismo” sobre a questão acadêmica, porquanto para Radosh e Horowitz a verdade já foi relegada ao patamar da insignificância. O objetivo é enganar o leitor. A inépcia nos argumentos é transpassada como se fossem argumentos “conclusivos”. A história foi mutilada. Esses oblíquos (e ditos) anticomunistas espalham confusão e dúvida por todos os lados. Se essa polêmica prova algo, é que eles são da esquerda. Dar espaço a esses monstros no movimento conservador é “ceder a terra firme da moralidade objetiva e do juízo baseado na realidade”. É assim que eles distorcem os fundamentos conservadores e é assim que eles continuarão a distorcer. É uma política óbvia, como já disse. Um imperador “conservador” ersatz [N.T.: substituto de segunda mão] usurpou o trono do juízo. Ele acenou o polegar para baixo quanto à Diana West. O livro “jamais deveria ser escrito”, disse o imperador Horowitz. “É um livro demasiadamente ruim”. É o mesmo veredicto pronunciado contra o senador Joseph McCarthy pelo “tribunal canguru de opiniões da elite”. Para isso acontecer é necessário que a verdade objetiva e a integridade intelectual tenham morrido na América. Sem essa morte, a decência comum jamais poderia ser neutralizada. E veja só quem a está neutralizando agora.

    Diferente dos seus críticos, Diana West não fica na cadeia intelectual do carreirismo, da subserviência e da contemporização. Já Horowitz, por sua vez, tem se movido de um confinamento ideológico para outro. Um prisioneiro que guarda seu campo de respeitabilidade com um olho no prevalecente pensamento coletivo de centro-direita (que ele, como um deus, espera moldar). A pose moral dele é uma fraude. Ele está muito ocupado jogando o jogo e elevando sua carreira para ter tempo de sentar serenamente, pensar e repensar as questões que aparecem a ele. Ele está muito ocupado para descobrir o que encontrou Diana West, isto é, “uma infiltração comunista criminosa que passou despercebida e não foi sequer imaginada e, portanto, influenciou […] na formação da América nesse brilhante momento da situação mundial”. E esse momento brilhante foi a Segunda Guerra Mundial.

    No começo do seu livro, West pergunta por que os “bastiões da civilização ocidental” foram derrubados. Esses bastiões são o cristianismo, o patriarcado, a família e “todas as salvaguardas da nacionalidade da tradição cultural”. Ela rastreia as ideias que minaram esses bastiões e busca um fim em comum ao qual elas partilham. Evidentemente se tratava do mesmo “fim ao qual aspirava a defunta URSS”. A Sra. West é uma das mais importantes escritoras sobre as consequências morais e estratégicas da infiltração comunista no governo americano. O livro dela é cheio de insights, corroborações de fatos e nuances psicológicas. Como qualquer um pode ver, seus críticos se qualificam numa gama de deturpações recheadas de análises absurdas, referências distrativas e digressões irrelevantes.

    Há uma grande confusão no nosso discurso político hodierno. “Ex”-comunistas na Rússia têm se parecido cada vez mais com conservadores. O mesmo pode se dizer dos “ex”-comunistas dos Estados Unidos. Todos têm algo anticomunista interessante a dizer, mas algumas vezes uma “boa conversa” pode vir recheada de veneno.

    http://www.jrnyquist.com

    Tradução: Leonildo Trombela Junior

      • Onde no texto sequer se menciona as técnicas de guerra política de David Horowitz? Não há refutação ou corroboração, Luciano. O assunto é outro. De onde você tirou isso?
        O texto me deixou com a pulga atrás da orelha. Merece reflexão, sim!
        Que David já teria sido comunista ele mesmo afirma. Mas ainda é? O texto sugere que sim. E isso é muito sério.

      • Eu li o texto com mais calma e não consegui entender onde que haveria sugestão de David ser comunista hoje em dia. Me parece um exagero da autora do livro e de quem a defendeu (no texto).

      • Uma possível aplicação ao que está acontecendo no Bundy Ranch do que o texto afirma sobre David pode ser encontrada em:

      • Parece-me que o objetivo do artigo NÃO É “refutar Horowitz”, e sim alertar para a possibilidade de que ele e seus “colegas de ideário” sejam de-fato *lobos em pele de cordeiro*. A aparente “sintonia” entre ALGUNS reacionários e ALGUNS esquerdistas é realmente para ser vista com uma boa dose de desconfiança… se bem que os críticos ultra-direitistas do Olavo também têm lá sua dose de razão. E para sermos completamente justos, nem mesmo o Luciano Ayan se situa “acima de qualquer suspeita” 😉

      • Nigo,

        Se os métodos de Horowitz funcionam, então não faz diferença se ele é o que chamam de “lobo em pele de cordeiro”.

        Além do mais, a “sintonia” entre alguns direitistas e esquerdistas significa o que? Utilização de alguns métodos similares da guerra política?

        Mas isso é um erro lógico de associação.

        Exemplo: “Bandidos usam AK-47. A polícia passa a usar AK-47. Logo, a polícia deve ser vista com uma boa dose de desconfiança.”.

        Note que esse raciocínio só ajudaria o bandido. Ou não?

        Abs,

        LH

      • Vou discordar mais duas vezes, Luciano.
        Estrume pode ser usado como adubo nas melhores colheitas. Mas continua a ser estrume. Ignorar isso pode levar algum incauto a comê-lo pensando que é maná. Ou, como está na moda, banana.
        O que o texto do Jeffrey Nyquist afirma é que há “ex-esquerdistas” que são infiltrados entre os conservadores para serem fontes de desinformação, dissenção, conflito etc. Não me surpreende. E David dá pano para manga, dizendo sobre o livro em questão algo similar a “Não li e não gostei.” Pelasperucasdoivoncury! Que decepção!

      • Marcos,

        Eu entendo o lado do Horowitz e farei um texto a respeito. Eu vou comprar o livro dessa autora, mas pela sinopse parece que tem um tanto de teoria da conspiração. PARECE.. .eu disse.

        Se for isso, a tendência é que um pragmático em política rejeite a abordagem.

        Abs,

        LH

      • Você como estrategista é um zero à esquerda Luciano. Desculpe ai… Viu ???

        Você agiu exatamente do modo como eu previ. Hehe.
        Você é um moleque sub-intelectualisado e previsível. Hehe.

        Por pura vaidade juvenil você publicou o que eu queria, e não publicou o que eu sabia que não iria publicar. Ha! Ha! Ha!

        Leia La Fontaine: a fábula da raposa e o corvo.

        Será muito instrutivo e útil ao seu desenvolvimento pessoal.

        Aliás você com toda essa palinha de neo-iluminista (new kid on the town) é uma comédia, diga-se de passagem (no xadrez eu diria an passant) hehe.

        Vai tentando montar ai a sua igrejinha neo-iluminada, pois é bem possível que você encontre um bando de imbecis para entrarem no seu 171-tupiniquim-jabuticaba, e você será o grande sacerdote do neo-iluminismo da assertividade cética/acética da guerra política do seu jardim de infância particular. Grande guerreiro você é !

        Ha! Ha! Ha!

        Alias aquela sua lógica primária e deficiente do bandido e da polícia com AK-47 pode ser editada num blog humorístico…

        Ha! Ha! Ha!

        Bye Genius… He ! He! He!

      • Como mapear o copmortamento de Jack Sparrow…

        Você como estrategista é um zero à esquerda Luciano. Desculpe ai… Viu ???

        Será mesmo? 🙂

        Que tal testarmos?

        Você agiu exatamente do modo como eu previ. Hehe.

        Essa técnica que você usou é igual a dos médiuns. Dizer que previu algo que ocorreu posteriormente. Isso é fácil… Basta escrever: “Isso aconteceu exatamente do modo que eu previ”.

        Desculpa aí… mas essa técnica não cola aqui. 😉

        Você é um moleque sub-intelectualisado e previsível. Hehe.

        Extensão da técnica anterior.

        Por pura vaidade juvenil você publicou o que eu queria, e não publicou o que eu sabia que não iria publicar. Ha! Ha! Ha!

        Aqui é o mesmo truque do médium, mas com projeção de suas intenções. Algo como: “X agiu do jeito que eu queria que ele agisse”. É por isso que nenhum cético deixa passar este truque. Estranho você não ter estudado ceticismo antes de tentar seus truques diante de um cético. 😉

        Vaidade juvenil? 🙂

        Leia La Fontaine: a fábula da raposa e o corvo.

        Extensão do truque anterior *bocejos*

        Será muito instrutivo e útil ao seu desenvolvimento pessoal.

        Até aqui não vi nenhuma técnica nova. Quer fazer um desafio para melhorar meu desenvolvimento pessoal? Venha com truques novos 😉

        Aliás você com toda essa palinha de neo-iluminista (new kid on the town) é uma comédia, diga-se de passagem (no xadrez eu diria an passant) hehe.

        Com esses truques típicos de médium que você usou, tem todo motivo para não gostar 😉

        Vai tentando montar ai a sua igrejinha neo-iluminada, pois é bem possível que você encontre um bando de imbecis para entrarem no seu 171-tupiniquim-jabuticaba, e você será o grande sacerdote do neo-iluminismo da assertividade cética/acética da guerra política do seu jardim de infância particular. Grande guerreiro você é !

        Agora, são as técnicas de shaming tradicionais, que não enganam mais ninguém. Enquanto você não refuta o neo-iluminismo, pode chorar a vontade. O choro é livre 😉

        Ha! Ha! Ha!

        *bocejos*

        Alias aquela sua lógica primária e deficiente do bandido e da polícia com AK-47 pode ser editada num blog humorístico…

        Com certeza! Até por que sua tentativa foi uma comédia de fato hehehehe…

        Bye Genius… He ! He! He!

        Nada… para te refutar neste texto não é preciso de genialidade. Só ceticismo básico. 😉

        Hoje você aprendeu uma lição. Que não é bom tentar truques diante de um cético político 🙂

      • Luciano, o Foro de São Paulo também era considerado teoria de conspiração.
        Aguardarei seu texto sobre o assunto aqui discutido.

      • “Slaine
        1 de maio de 2014 • 12:13 am
        Midia sem máscara, Luciano. Nessa hora a gente devia estar se perguntando é se dá pra confiar nas coisas do Olavo.”

        “coisas do Olavo”, você provavelmente sabe que o Olavo não tem qualquer controle sobre o MSM atualmente, não seja desonesto.

    • Luciano, sei que voce é ‘fã’ do trabalho do Horowitz, mas proponho o seguinte pensamento. E se as orientações e ‘técnicas’ que o Horowitz propõem funcionem, mas também tragam, de forma escondida, elementos para a destruição da direita? Por exemplo, ele poderia estar introduzindo idéias revolucionárias no modo de lidar com esquerdistas.

      Além disso, será que o que Horowitz propõe não funcionaria a medida que esquerdistas não percebem que a direita adota as orientações de Horowitz? Se ele for alguém de esquerda infiltrado, então os esquerdistas percebem, e talvez só estejam engatilhando armadilhas retóricas para serem usadas contra as pessoas que sigam as orientações de Horowitz.

      Apesar da possibilidade de Horowitz ser um agente de esquerda infiltrado, não deu muito para saber, por falta de evidências, de que tudo que é relatado no texto realmente aconteceu como o Jeffrey relatou. O caso me lembrou o conflito entre uma parte da direita e os nacionalistas. De forma curiosa(e, por enquanto, acho que seja só isso mesmo), uma parte da direita que condenou nacionalistas absorveu algumas idéias de Horowitz(que podem serem criadas para produzir esse tipo de conflito interno). Jeffrey intitula seu site como ‘Um website para patriotas'(http://www.jrnyquist.com/) e acusa Horowitz de comunismo. Resumindo, conflitos entre Horowitz e Jeffrey(Patriota) acontecem em solo americano, conflitos entre pessoas orientadas por Horowitz e nacionalistas aconteceram em solo brasileiro.

      Sei que o que eu disse tem muito de especulação, mas acho que vale a pena investigar essas relações, e se é possível melhorar a forma de pensar, de agir e de se relacionar para nacionalistas e a direita que enfatiza outros valores.

      • Entender os princípios da guerra política não tem nada de revolucionário. Estudar métodos para vencer um adversário desonesto com métodos que sejam neutros em termos morais também não é revolucionário.

        Na verdade, as técnicas do Horowitz transcendem esquerda e direita. São técnicas de comunicação política, que a esquerda domina há mais tempo.

        É como o livro “Ponerologia Política”, que estou relendo. No livro, são ensinadas formas de pensar para lidarmos com uma cultura de psicopatas. Isso não é o mesmo que se tornar um deles.

        Outro ponto importante:

        Apesar da possibilidade de Horowitz ser um agente de esquerda infiltrado, não deu muito para saber, por falta de evidências, de que tudo que é relatado no texto realmente aconteceu como o Jeffrey relatou. O caso me lembrou o conflito entre uma parte da direita e os nacionalistas. De forma curiosa(e, por enquanto, acho que seja só isso mesmo), uma parte da direita que condenou nacionalistas absorveu algumas idéias de Horowitz(que podem serem criadas para produzir esse tipo de conflito interno).

        Mas o conflito interno é importante para o desenvolvimento da direita, e se há criação deste conflito, não há problemas. A trajetória de Gramsci é baseada nisso: ele criou um conflito com a ala comunista mais tradicional, que achava a guerra cultural uma bobagem.

      • Calma lá pessoal….em minha opinião o único problema que vejo, é a mania e desespero que algumas pessoas de direita demonstram em “dar uma cara” pra direita.

        Pessoas tem, e sempre terão agendas próprias, ou pior ainda — agendas de grupos a que pertencem.

        A ideal é NUNCA confiar completamente — nem em Olavos, fedelis, velascos, bolsonaros, horowitzes, Lucianos, Rachels, Constantinos, Reinaldos, entre tantos outros.

        sabe como é né?….estrelismo e protagonismo são doenças para as quais não existe prevenção, e ninguém está insento de demonstrá-las. Tem muita gente querendo vender livro por aí, do que antes era apenas mais uma “teoria da conspiração” — e digo isso tanto de Horowitz, como da moça, como de outros que também vão procurar a sua fatia do bolo — nada mais natural — se há quem compre, existe quem venda.

        Eu não me espanto com respeito à notícia acima que já havia lido no MSM, e acho interessante que Horowitz disse que a autora do livro era uma “ameaça” ao trabalho realizado por ele e outros “camaradas”. Mas se a moça apresenta evidências históricas (cabe ler o livro dela), não teria porque horowitz atuar de tal maneira — a não ser que as suspeitas sobre eles possam ser…… verdadeiras.

        Mas como eu não estou procurando um líder, DANE-SE a opinião de Horowitz a respeito do livro da moça, assim que tiver a oportunidade irei adquiri-lo.

        eu tenho um sério problema com “istas” e o tal do discipulado fanático de caras normais que aparecem por aí como as soluções intelectuais de qualquer coisa.
        Ninguém me representa, a não ser eu mesmo.

    • Não deixa de ser no mínimo oportuno, surgir agora, uma “teoria” questionando a lealdade de todos os ex-comunistas que hoje se colocam à direita do atual “pensamento único” esquerdista.

      Demorei para aprender a não falar sem ter o domínio, senão de todos, pelo menos de alguns fatos, por isso me abstenho de comentar a validade do texto apresentado no MSM. O melhor mesmo é ler o livro da tal senhora.

      Quanto a Horowitz, compartilho do comentário do Luciano, tanto faz o que ele seja. O que importa é que as táticas da Guerra Política por ele ensinadas funcionam – e estão funcionando, Isso é o que importa.

  7. Sem uma abordagem dos membros da massa acéfala de seguidores dos esquerdistas não conseguiremos abrir seus olhos para o panorama político real que assola esse país, seria como fazer um combate cultural contra as idéias primitivas dos esquerdistas, claro que o ideal realmente é fazer com que o indivíduo pense sozinho e tome suas próprias decisões ideológicas, para isso ele necessita de informações dos dois lados e de capacidade analítica para visualizar o estado de coisas de forma ampla, para isso amigos, são anos de mudança educacional, cultural, do senso comum e principalmente a coragem de ser contrário ao politicamente correto que infesta o pensamento da massa na atualidade. Os esquerdistas se encarregam com grande eficiência de impedir um desenvolvimento cultural do povo e o mantém no cabresto da esmola pública, mas independente disso vemos cada vez mais pessoas da massa falando sobre idéias bem conservadoras e liberais, mostrando que a ascensão do pensamento direitista é algo real e progressivo embora lento e trabalhoso.

  8. O Bolsonaro pode ser um bom- E NECESSÁRIO- “atirador de elite”, um soldado, não tem vocação pra estadista, pra assumir a Presidência de uma República em frangalhos. Lamento. O pior é que o Face tá cheio desses entusiastas pelo deputado.

    —–

    O_o… Mas como assim? Uma crise interna no Blog?…

    Que qui houve aí, capitão Sparrow? O rum acabou? |¬)… Ainda não li o artigo, assim que puder vou me interagir do assunto, já que passei por isso com o prof. Olavo e toda aquela encenação-choradeira dos Velascos.

    E eu não sei porque toda essa celeuma em cima do Horowitz agora. A esquerda TÁ EM RISCO, porque sabe que a máscara VAI CAIR (nesse aspecto, o Luciano realmente tá certo quando diz que essa guerra política-cultural pode ser vencida em poucos anos, graças a variável IMPREVISTA da internet e do Facebook (que daqui a pouco já serão outras plataformas de “combate”). A new-left, junto com toda essa extrema-esquerda, são como aqueles vilões de HQs que quando veem que estão sem saída, explodem tudo…”-Se o cubo cósmico de Asgar não for meu não será de mais NINGUÉM RÁRÁRÁ! GAME OVER! BUM!”.

    Eu não entendo BULHUFAS de computação (digito como um retardado, usando dois dedinhos, catando milho como diz meu paipai, mas já tô começando a me interagir desse universo de bites e bytes)… Se pudesse tava era fazendo minhas músicas e esculturas e pinturas, trabalhando com vendas & serviços de PET, me dedicando a Igreja, a História da Arte, à Fisica do Nicola Tesla, a jardinagem, Arquitetura, Cinema… Mas sou OBRIGADO a pesquisar, estudar e me preparar sobre algo (revolução cultural) que é de EXTREMA URGÊNCIA que está ME afetando pessoalmente (e àqueles que eu amo e prezo).

    E vamu-que-vamu minha gente. A desaprovação do governo Dilma já chega a 95% nas redes sociais. E não é 1º de abril hoje, é 1º de maio ainda… A Copa já perdeu sua força original… O PT tá TORRADO INTERNACIONALMENTE com o caso de Pasadena. O post do Felipe Moura Brasil sobre aquela palhaçada vitimista do ‘Esquenta’ já foi acessado por 8 MILHÕES de pessoas até agora… O Rodrigo Constantino tá preparando um segundo “rojão” contra-revolucionário com a editora Record… Os líderes evangélicos tão ficando mais espertos… Os melhores soldados católicos estão adquirindo mais coragem, força, inteligência e senso de sacrifício, causando com isso mais curiosidade nos incautos… Até o seu Sílvio Santos já botou-o-pau-na-mesa e não vai abrir mão mais da Sheherazade (breve teremos BOAS surpresas por aí)… E assim vai.

  9. Só relembrando…

    O nosso senso de urgência deveria se focar tb nesse frame da DESMILITARIZAÇÃO DA PM. Esse sim a situação mais perigosa e URGENTE que podemos enfrentar daqui pra frente, porque se o PT (o Poder Executivo) conseguir montar um exército particular (sua Guarda Pretoriana) ao mesmo tempo que desmantela o efetivo do que sobrou de nossas FFAA, aí sim teremos motivos pra soltar a frase “F*#$#@EU O C* DA CREUSA” (como a minha turminha aqui do Rio diz).

    • Esse PT esta envolvido em todo tipo de bandidagem, corrupção, canalhice e palhaçada que se pode imaginar; é uma rede de criminalidade interligada a todos os setores que envolvem dinheiro sujo, pode ser equiparado às maiores redes mafiosas do planeta na atualidade; para um país pode ser comparado com um câncer avançado ou um vírus que a tudo infecta, querem roubar e detonar tudo nesse país. POBRE BRASIL. POBRE POVO BRASILEIRO.

  10. Mais uma do racismo marxista-humanista-neoateísta com fins de criar ódio racial onde não existia e usar ditos oprimidos como inocentes úteis: a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou cotas para concurso público (20% das vagas). O texto já havia sido votado na Câmara e agora só falta o plenário do Senado votar, em regime de urgência (a exemplo do Marco Civil da Internet).
    Dizem que o prazo será de dez anos, mas qualquer um sabe que esse projeto não irá nem um pouco acabar com desigualdades e por populismo possivelmente será estendido por mais uma década, a exemplo do que ocorrem com cotas no mundo todo.

    Seria uma boa que este blog falasse um pouco dessa avalanche legislativa do governo Dilma e da legislatura atual do Congresso em sua reta final, ainda mais pensando que os petistas tiveram mais de dez anos para fazer as reformas essenciais (tributária, trabalhista, judiciária) de que tanto se falava e nada fizeram além de leis para favorecer a criação de inocentes úteis. Estou com a nítida impressão de que querem fazer essas coisas para propositadamente travar o governo posterior se ele não for petista ou do Foro de São Paulo (ainda mais que alguém que não fosse do Foro teria tendência a revogar as leis criadas pelos petistas).

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