Aperitivos da guerra política – I – O discurso básico

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As eleições estão chegando e com isso aumenta a importância de nossa participação política. Como estamos em um blog, creio que boa parte da ação dos leitores daqui (que queiram atuar politicamente, é claro) ocorrerá nas redes sociais. É um lugar onde ótimos resultados podem ser colhidos.

Porém, vemos o advento do MAV e um investimento cada vez maior do PT em militância virtual custeada com uma baita grana vinda dos aparelhos do partido.

Seja lá como for, assim como ocorre com qualquer organização, eles podem ser vencidos, principalmente quando suas “receitas” são descobertas. E sabemos que os petistas do MAV possuem um grande arcabouço de técnicas da guerra política. Gramsci, Chomsky, Lakoff e Alinsky estão entre seus tutores.

Como fazemos para reverter o quadro? Uma forma básica envolve conhecermos as técnicas que eles usam, e, desde que essas técnicas não se digladiem com nossos princípios morais, utilizá-las, sem moderação.

Muitos se perguntam: quanto tempo eu preciso para me “transformar” em uma pessoa plenamente apta para a guerra política? Bem, claro que não é algo que ocorre do dia para a noite, pois precisamos mudar nosso mindset nesse processo. Mas também não será preciso que você adquira muitos livros. O fato é que resolvi atender pedidos de vários leitores e criar alguns “tutoriais” rápidos, de fácil digestão, com foco nesse aprendizado.

Esse é o objetivo da série “Aperitivos da guerra política”, que começa aqui. Espero ao menos uma vez por semana lançar um novo texto dessa série, com foco no compartilhamento do máximo possível de conhecimento e dicas de guerra política aos leitores.

Para começar, falarei de algumas características básicas do discurso de alguém que queira participar do debate público. Sempre lembrando que tomo por princípio que seu adversário principal, para o momento, é a extrema-esquerda, representada pelo PT, PCdoB e PSOL.

Hora de começar…

Sempre demonstre estar do lado do povo

O que isso quer dizer? Simplesmente que na política o romance de maior sucesso é o romance dos oprimidos. Não há outra obra que faça mais sucesso do que essa. Exatamente por isso a esquerda moldou seu discurso para atender à este princípio, mesmo que eles sempre estejam mentindo enquanto fazem isso.

Quer exemplos de suas propostas direcionadas ao povo? Para começar, podemos mostrar que o livre mercado em uma democracia liberal ou conservadora fornece um melhor nível de vida para o cidadão pobre. Em qualquer país em que a vida do cidadão pobre é mais digna, todos ganham. O sistema da extrema-esquerda tornou a vida de cidadãos pobres um inferno em países como Cuba e Venezuela, por exemplo. Explique isso para a audiência. E quanto à violência? Mostre-se como adepto de ideias como redução da maioridade penal e demonstre que a turma do PT e PCdoB se opõe a melhorias como essa. Aí é só lembrar à plateia que as maiores vítimas de bestas humanas que cometem estupros e latrocínios são cidadãos pobres, que não tem condições de dirigir carros blindados ou morar em condomínios fechados.

Nunca se esqueça de mencionar o povo (especialmente o mais humilde) como um beneficiário de suas ideias.

Seja inclusivo e pragmático

Qualquer proposta que você fizer deve atender a uma boa parte do eleitorado, muito mais do que apenas às suas convicções. Isso não quer dizer que você deve fugir de seus princípios, mas entender que elaborar uma proposta política vai muito além de traduzir seus princípios em propostas. Se fazer política fosse apenas declarar seus princípios, a guerra política seria uma moleza. Mas a realidade é bem diferente.

Lembre-se que a esquerda faz isso para conquistar o poder. Veja quantas das propostas do PT são uma cópia dos parâmetros do Manifesto Comunista. Simplesmente nenhuma. Mesmo assim, pouco a pouco, a implementação das propostas deles vai pendendo a balança para o socialismo.

Isso ocorre por que eles pensam muito além dos princípios que possuem, mas em propostas que incluam mais pessoas do que os puristas do lado deles, e que, na medida do possível, em implementações sucessivas, fazem a balança ir pendendo para o objetivo final. Fazer isso, em política, é praticamente uma arte.

Seja combativo e demonstre confiança na vitória

Sempre demonstre “gana” de vencer, e, muito mais importante do que isso, deixe bem claro para o público sua confiança na vitória.

Para quem usa o direitismo depressivo, sei que este é um aspecto particularmente crítico, mas não podemos ignorar os fatos: ninguém que não tem compromisso particular com você está interessado em seguir as ideias políticas de alguém que não confia em sua vitória. Ou mesmo em sua capacidade de vencer.

Gosto sempre de lembrar da cena inicial do filme “Resgate do Soldado Ryan”. Visualize-se por um momento como um soldado naqueles barcos cujas tampas são abertas em plena Praia de Omaha, na Normandia, enquanto rajadas de metralhadoras nazistas são lançadas em sua direção. Quem você acha que é capaz de liderar um grupo para uma possibilidade de vitória? Aquele que disser “vamos para cima desses nazistas” ou aquele que choramingar “vamos todos rezar e morrer juntos”?

Parece um tanto óbvio que o eleitor não está interessado em dar atenção àquele que busca a última opção.

Demonstre senso de urgência

Demonstrar senso de urgência significa ser capaz de exprimir a importância da implementação de suas ideias, o quanto antes. Se formos comparar com o direitismo depressivo, o resultado da implementação do senso de urgência é praticamente o oposto. Enquanto o primeiro destrói resultados e faz praticamente propaganda para o adversário, o segundo motiva as pessoas a ir para seu lado e, melhor ainda, consegue aumentar seu exército, em alguns casos.

Esteja do lado da mudança, praticamente como um guerreiro contra “o que está aí”

A expressão “mudança” deve ser uma constante em seu discurso, por uma dinâmica básica: como Schopenhauer muito sabiamente descobriu, a vida humana é um amealhar de sofrimento, permeado por algumas pitadas de felicidade. Isso é ainda mais verdadeiro para o cidadão comum.

Muitos não sabem como vai ser o dia de amanhã, ficam aflitos enquanto os filhos não voltam para casa de noite e vivem inseguros. É, não é fácil. Por isso mesmo, quem é enfático ao se exibir como alguém em prol de mudança tende a ser ouvido com muito mais facilidade.

Seja um provedor de esperança, sem esquecer dos símbolos do medo

Horowitz disse que a política é definida pela exploração adequada dos símbolos de medo e esperança. Isso significa apresentar seu oponente como alguém a ser temido, e aqueles a quem você defende (você próprio incluído) como provedores da esperança em relação a dias melhores, e também como neutralizadores do motivo para você ter medo do adversário.

Um exemplo claro de como os neo-ateus fazem isso brilhantemente (embora desonestamente) é quando eles afirmam que a espécie humana pode se extinguir por causa da religião. Logo, o símbolo “medo” é usado para apresentar os religiosos como pessoas a serem temidas. A partir daí, eles se posicionam do lado da “ciência” (em oposição aos religiosos, segundo eles) e dizem que isso irá criar um mundo próspero. Esta é a tônica do provedor de esperança que também usa os símbolos do medo.

Dica: combine ambos. Não use apenas medo, mas também esperança. Isso por que o uso da simbologia do medo em excesso pode levar ao desânimo e ao desespero, ou seja, o oposto do objetivo da comunicação política, que deve ser feita para gerar ação e motivar pessoas a apoiarem sua ideia e em alguns casos até lutarem ao seu lado.

“Venda” tolerância

“Vender” tolerância não é o mesmo que ser tolerante. Você pode ser absolutamente intolerante a ideias inaceitáveis e amorais, mas, ao mesmo tempo, sempre defender a tolerância.

Mas como funciona isso, perguntaria o aprendiz político? Simples. Basta que nos momentos em que você se torna intolerante a ideias abusivas, demonstre estar apenas executando um imperativo moral. Mas, ao mesmo tempo, afirme que seu discurso defende a tolerância, ao contrário dos seus oponentes.

É importante ver isso funcionando na prática. Neste blog, por exemplo, eu sempre uso de tolerância e raramente ofendo os meus adversários políticos. Mas tenho um imperativo moral de ser intolerante com as ideias mais abjetas defendidas pela turma do PT e PCdoB, como por exemplo escravidão e censura.

Minha tolerância natural durante o debate de ideias não me impede de reagir ferrenhamente à monstruosidades morais. Ou seja, eu sou intolerante em relação à monstruosidades morais, executando nesse aspecto apenas a obrigação de qualquer pessoa moralmente sadia. Mas, no curso de meus debates, defendo a postura tolerante e denuncio meus adversários quando são intolerantes e incapazes de dialogar.

Quando possível, seja engraçado/sarcástico

Essa é uma regra a ser usada com moderação. Quando você está fazendo piadas e usando de sarcasmo sobre o seu oponente, está sub-comunicando para a plateia aspectos ridículos do adversário. Daí basta concluirmos o óbvio: todo mundo que é representado como ridículo ou digno de riso está perdendo pontos politicamente.

Segundo Saul Alinsky, o ridículo é a arma mais poderosa do ser humano, pois quem foi ridicularizado não encontra uma resposta adequada com facilidade.

Posicione-se acima dos partidos (e lados políticos), e amparado pelos fatos

Parece que aqui eu estaria entrando em contradição com algo que sempre refutei: o mito da superação da direita e esquerda. Nada disso. É fato que não dá para superarmos esquerda e direita, e nem mesmo superar os partidos.

O que proponho aqui é bem diferente: demonstrar suas ideias como óbvias, sendo bem claro ao dizer que elas devem ser aceitas por qualquer pessoa de bom senso, independentemente de sua posição política. Ou seja, você fala para todos os cidadãos de boa consciência. Em seguida, basta dizer que os fatos mostram que você está certo, e os fatos estão acima de qualquer divergência política.

Tome a democracia como um princípio que não está sob discussão

Sempre, em toda e qualquer ocasião, apresente a vontade do povo como soberana. Isso significa usar e abusar da defesa da democracia. E não há motivos para que você não acredite nisso, além do fato de que historicamente seus adversários estão relacionados às ditaduras mais sangrentas da humanidade.

O frame “democracia” é poderoso pois comunica à audiência que a opinião deles vale alguma coisa e nada é imposto sobre eles. Quer dizer, você diz que os outros devem aderir à sua ideia não por imposição, mas por que você tem melhores argumentos e um ideal mais nobre. Mas a partir do momento em que alguém diz que “não acredita na democracia”, sub-comunica exatamente o oposto para o eleitor, tornando-se alguém que quer impor suas ideias sobre os outros.

Alguém já viu aquele aparelhinho chamado “Radarcan”, usado para espantar baratas? O discurso proclamando “perda de fé na democracia” funciona exatamente da mesma forma, só que para espantar eleitores e partidários.

Tenha uma causa (além de metas)

Quem assistiu o filme “O Mensageiro”, de Kevin Costner, provavelmente se lembra de uma cena final onde o vilão do filme, o General Bethlehem, luta contra o personagem Carteiro, interpretado por Kevin Costner. Bethlehem diz o seguinte: “Você não luta por nada, você não acredita em nada…”. No que o Carteiro responde: “Eu acredito nos Estados Unidos da América!”. É uma cena para levantar a plateia.

Pessoas que acreditam em um ideal são muito mais bem vistas do que aquelas apenas focadas em destruir ideais dos outros. Claro que você deve ter como missão esmagar as ideias ruins de seu oponente, mas sempre mostrando que há uma causa mais nobre acima de tudo.

Os esquerdistas dizem lutar por “igualdade”. A direita deveria sempre mostrar lutar por “liberdade, justiça e igualdade de direitos”.

A partir disso, você pode (e deve) defender metas, todas elas alinhadas com essa causa. Por exemplo, a derrubada de uma lei de mídia está alinhada com a causa da liberdade. Da mesma forma, o fim (ou limitação) da doutrinação marxista está alinhada com a mesma causa.

Posicione-se como representante dos mais altos valores morais

Como uma extensão do ponto anterior, acostume-se a mostrar a diferença moral entre você e seus oponentes. Acho que esse ponto é um dos mais fáceis: é muito fácil mostrar que estamos diante de monstros morais, e que nossos ideais são muito mais elevados que os deles.

Nos vários itens que trouxe aqui, falei de valores morais, como democracia, liberdade, compaixão, justiça e assim por diante. Nunca se esqueça de comunicar isso, sempre que tiver oportunidade. Ao mesmo tempo, mostre seu adversário como seu oposto nesses valores morais.

Aqui a regra é similar àquela falando do uso dos símbolos de esperança e medo. A diferença é que aqui você mostra-se como portador dos mais altos valores morais, e seu adversário como um dos manifestantes das profundezas da depravação humana.

P.S.: A próxima parte dessa série, muito provavelmente na semana que vem, falará dos principais recursos que você deverá usar, incluindo controle de frame, uso de frases de efeito, rotulagem e propaganda. Também haverá uma parte 2 para elementos do discurso básico. Mas deixarei isso um pouco mais a frente, pois a ideia é exatamente essa: ir servindo aperitivos, para não empanturrar ninguém. Aqui já existe uma parte bem utilizável do conteúdo para a prática na interação política nas redes sociais. 

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39 COMMENTS

  1. Há uma tendência, especialmente nos dias de hoje, em reduzir toda a análise política a uma fórmula ideológica e julgar tudo de acordo com essa mesma fórmula. Tal reducionismo é usualmente errôneo – e até mesmo perigoso – quando aplicado em um mundo complicado como este. Evidentemente é muito mais fácil simplificar tudo em nome da compreensibilidade, mas o mundo não se tornará mais simples se recorrermos ao reducionismo ideológico. Quem se tornará mais simples seremos nós – ao ponto de tornarmo-nos estúpidos.

    Muitos recorrem ao reducionismo ideológico por estarem distraídos ou por não terem tempo para estudos políticos ou históricos, e então eles adotam um modelo ideológico pronto. Isso possibilita a eles categorizar imediatamente todos os fenômenos políticos em duas categorias: (1) aqueles que concordam com aquele modelo ideológico pronto que se adotou; (2) aqueles que discordam daquele modelo ideológico pronto que se adotou. Essa nefasta prática serve para dizer se um fenômeno discordante à ideologia adotada é errado ou mau; Se o fenômeno for concordante, ele é justo e apropriado. Em outras palavras, sob o manto da simplificação ideológica não podemos julgar nada honestamente, pois quando julgamos pela régua ideológica nós nos esquecemos que a ideologia não é a realidade.

    Hoje em dia é incontestável que todos têm uma ideologia. Até mesmo a negação da ideologia é tomada como uma ideologia. As pessoas se concebem como pertencentes à Direita ou à Esquerda. A divisão em cada um dos lados é também fragmentada em facções ou grupos. Alguém recentemente me perguntou quais as minhas crenças políticas. A resposta será dada em alguns dos próximos parágrafos.

    James Burnham disse que a política trata-se de três coisas: (1) poder; (2) poder; (3) poder. Em outras palavras, a política trata de quem possui o poder político e se esse poder é concentrado ou separado, legítimo ou ilegítimo. Evidentemente pode-se perguntar o que significa a palavra “poder”. O grande historiador cultural, Jacob Burckhardt, disse que “o poder é o mal”. Ao meu ver, essa verdade é a fundação de toda a sabedoria política. Já o lorde Acton é famoso pelo dito “O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente”. Ele também disse: “Grandes homens são quase sempre homens maus”. Essa sombria verdade é engolida com grande dificuldade pelos entusiastas da política, pois os homens querem acreditar em heróis políticos e também querem acreditar em salvação política. Contudo, não há salvação como comumente se acredita, salvo no caso da limitação do poder. Burckhardt estava certo em dizer que o poder é mau, e o lorde Acton estava certo em dizer que o poder tende a corromper. A lição que fica, portanto, é aquela dos Pais Fundadores da América (Founding Fathers): limitar o poder do Estado e a corrupção que flui no poder estatal.

    Esse princípio de poder que foi aplicado ao Estado também se aplica ao indivíduo. Olhar para si e dizer “farei tudo aquilo que quiser” é entrar no caminho da autodestruição e da desmoralização. Esse dito, entretanto, é o que anima nossa era (tanto o governo quando o indivíduo). Imagina-se, de alguma forma, que a propriedade é uma forma de opressão a qual o indivíduo deve ser libertado; e assim, por todos os lados, deu-se início a um processo de libertação. Mas no final das contas isso é apenas um processo corruptor em que o indivíduo dito libertado se torna cada vez mais degradado – às vezes até mais brutalizado e decadente.

    Governos que desfrutam de poder ilimitado sobre seu povo também se tornam degradados e brutais. Considere o exemplo de Hitler, cuja brutalidade pode ser vista quando ele culpa o povo alemão pelo fracasso das suas políticas militares agressivas; ou considere Mao Tsé-Tung, o ditador da China comunista, que dormiu com diferentes garotas em diferentes noites, desejando dar a elas quaisquer doenças venéreas que ele possuía à época.

    Se a política trata-se de poder, como disse Burnham, e o poder é mau, como disse Burckhardt, então um sistema político relativamente bom deve ser baseado em freios e contrapesos. Já um sistema político pernicioso provavelmente idealizará a concentração de poder (i.e., como se dá na ideia comunista do “centralismo democrático” ou no “Führerprinzip” de Hitler). Projetos utópicos também são perigosos: o socialismo igualitário porque seus partidários precisam de poder ilimitado para trazer a igualdade universal; o comunismo porque para se ter um controle absoluto sobre a economia é necessário um poderoso estado policial; o nacional-Socialismo porque todo poder está concentrado na mão de um homem, Adolf Hitler. A concentração de poder no século XX nos trouxe guerras catastróficas, escravização generalizada em campos de concentração e perdas econômicas.

    Aqueles que pedem poder total em nome de uma causa (seja ela qual for), ou são tolos perigosos ou criminosos. Não se deve confiar o poder a eles porque eles irão usá-lo para obter mais poder, e assim continuarão a acumulá-lo sem levar em conta os danos que possam causar ou as pessoas que possam vir a machucar. As únicas pessoas que se deve confiar o poder são aquelas que não o querem por saber que o poder é mau e aqueles que sentem que o poder é um fardo e não uma vantagem.

    Há, todavia, uma ressalva nisso tudo que não pode ser facilmente conciliada. Quando uma comunidade é ameaçada pela guerra, o poder deve ser concentrado nas mãos do comandante-em-chefe. Isso não pode ser evitado, pois é necessário aplicar o princípio da unidade de comando. Guerras não podem ser vencidas sem estratégia, e estratégia requer um comandante que dá a última palavra em todas as coisas. Aqui podemos vislumbrar porque um sistema bélico coincide com as aspirações totalitárias. A guerra ajuda a justificar o ditador, enquanto a paz o faz parecer supérfluo. Assim temos a base para duas formas de sociedade: sociedade livre e sociedade totalitária.

    Aplicar esses preceitos delineados acima em uma dada situação política não é sempre tarefa fácil.

    • Oi Apolo,

      Ótimo texto, muito bem observada a tendência dos debates ideológicos achatarem a compreensão, mas é importante notar a diferente força e penetração das ideologias, no caso a esquerda está tão arraigada no aparelho cultural que seus dogmas ficam camuflados, já a direita, mesmo sem ser demonizada não congrega grupos afins, e é difícil um ponto de vista comum entre conservadores e liberais, e há aí muito mais diferenças. Acho que o ponto unificante é que todos são contra a mentira deslavada usada pela esquerda e sua necessidade de criar um inimigo a justificar o poder do estado, assim eles precisam enquadrar o cidadão que lhe é contra em um dos inimigos e aí uniformizam o discurso usando das técnicas que o Luciano bem demonstrou. Se observar os debates por aí, verá que quem é contra a esquerda tem discurso próprio, independente, mas invariavelmente os esquerdistas usam o mesmo argumento, absolutamente todos, não há qualquer diversidade, o discurso é sempre o mesmo, assim é muito fácil contrapor-se a eles, um bom argumento e a evidência dos truques os desmonta. Ao outro lado eles não tem como lidar com o discurso diverso sem enquadrar o opositor nos seus inimigos padrão, é uma vantagem.

      Isso evidencia a diferença entre o cidadão com voz individual que manifesta-se de forma espontânea e os exércitos comandados com pensamento único, demonstradas as falácias, eles não tem como lidar com o pensamento individual, é a briga entre verdade e mentira, pensamento versus ideologia. O Estado inchado, ditatorial, precisa do pensamento único, pois ele sempre está em guerra contra o cidadão independente. O cidadão de verdade quer viver sua vida, tem uma vida para ser vivida, enquanto as esquerdas invejosas precisam tirar dos outros, nada tem, não por uma condição econômica, mas por uma falta de capacidade, é a política que alimenta-se de todos os sentimentos baixos, inveja, rancor, mentira, indolência e ressentimento.

      Um exemplo de como a esquerda está corrompendo a cultura é a existência dos tais estudos feministas, negros, gays, etc… são muito comuns nos EUA e aqui simplesmente camuflam-se da própria ciência social, são ideológicos até a alma pois visam apenas a enquadrar as práticas em o que está de acordo com os princípios marxistas e o que não está e tentam travestir-se de ciência, não há nada parecido no lado oposto.

      O mais importante é a defesa das liberdades individuais, pois são elas que garantem o cidadão contra o Estado, mas hoje precisamos ser mais vigilantes pois há mais ferramentas nas mãos do Estado totalitário contra o cidadão, enquanto o sistema de freios e contrapesos foi um princípio válido, hoje a permissividade entre os vários poderes o torna retórico. É preciso respeitar os fundamentos, mas como provar que um juiz, um legislador e um membro do executivo agem em conjunto? Veja o caso do mensalão, exemplifica bem a falência do modelo, por princípio é um acinte, mas como provar, ninguém lá fez um contrato escrito, e pior é quando a ideologia permeia todos os poderes fazendo eles agiram em conjunto e não em policiamento mútuo. Só os direitos individuais e suas garantias podem combater o governo contra o indivíduo.

      • Gutenberg.

        O texto acima não é meu, mas sim de Jeffrey Nyquist.

        http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/15186-ideologia-vs-verdade.html

        O Jeffrey é, atualmente, uma leitura obrigatória sobre geopolítica, pois ele é um dos melhores especialistas em estratégia geopolítica e militar da atualidade.

        [
        Jeffrey Nyquist ( http://www.jrnyquist.com )
        — É formado em sociologia política na Universidade da Califórnia,
        — É expert em geopolítica.
        — Escreve artigos semanais para o Financial Sense.
        — É autor do livro “The Origins of The Fourth World War”.
        ]

        Mas isso não invalida seus excelentes argumentos, que alias apreciei muito, parabéns.

        Os cidadãos comuns são os verdadeiros heróis que devotam seus tempos e suas vidas à família e ao trabalho honesto, para seu sustento e progresso, buscando viver bem, em harmonia e feliz.

        Infelizmente esses cidadãos são vistos pelos tiranos psicopatas como… “escravizáveis”, do ponto de vista de suas ambições dinásticas.

        Estou convencido que essa dialética “esquerda x direita” foi astutamente engendrada a partir do método dialético Hegeliano (tese – antítese – síntese), para manipular os cidadãos comuns e envolvê-los num circo maquiavélico de pseudo democracia (democracia ilusória), organizada em partidos políticos aparentemente “opostos”, porém controlados, por dentro, pelos mesmos agentes tirânicos nefastos.

        Pergunta: Qual o objetivo desse plano estratégico maligno?

        Resposta: A Nova Ordem Mundial. O Novo Sistema Cesariano. O Novo Império Romano.

        O Brasil geográfico é apenas um importante reservatório de recursos naturais para suprir e manter o “paraíso” terrestre das auto proclamadas “Dinastias Cesarianas” do “Admirável Mundo Novo” da Nova Roma, que eles querem instaurar no planeta.

        O povo brasileiro é inútil para eles, e portanto descartável…

        O buraco é bem mais em baixo e o abismo é bem mais profundo.

        Estamos frente a uma guerra terrível: “Como nunca antes na história dezte-planeta.”

      • Apolo,

        A dicotomia direita esquerda empobrece o debate, e se quiser pode ser colocada na conta do pensamento hegeliano, mais do que isso, empobrece o debate pois impede que outras idéias ou pensamentos surjam e assim emburrece o cidadão,uma vez que nem uma ou outra tem boa resposta, apenas um viés ideológico; há muito mais que direita e esquerda, e tudo isso é ignorado. Eu tendo a ver Hegel como relativismo 2.0 dos sofistas, pois no fundo há a mesma negação de uma verdade ou da procura dela, mesmo que paradigmática, e é só esta busca que nos faz crescer.

        Não duvido que existam grandes planos dos arquitetos sociais, alheios às nossas vidas, mas se conseguirão colocar em prática, somos nós que decidimos; no momento que o cidadão não pensa por si, não é educado, não tem controle e consciência sobre a própria vida, melhor para os arquitetos, mas a partir do momento que o sujeito pensa por si e deixa de agir como manada, a coisa acabou, precisamos pensar mais nas nossas próprias vidas e nos dar conta de tudo que perdemos nos últimos trinta anos, ver onde este progressismo acéfalo nos leva, e já podemos obsevar que nada aí há de bom.

        Se há uma chance para o cidadão esta é a educação de verdade, consciente e crítica e a luta por direitos individuais que nos permitam governar nossas próprias vidas, e assim não há conspiração ou arquitetura social que de conta do indivíduo consciente.

      • Parabéns Jonatas.

        Você está certíssimo!

        Você foi o único aqui a notar isso.

        Fiz isso para avaliar o nível de conhecimentos gerais em geopolítica deste blog.

        O Jeffrey é, atualmente, uma leitura obrigatória sobre geopolítica, pois ele é um dos melhores especialistas em estratégia geopolítica e militar da atualidade.

        [
        Jeffrey Nyquist ( http://www.jrnyquist.com )
        — É formado em sociologia política na Universidade da Califórnia,
        — É expert em geopolítica.
        — Escreve artigos semanais para o Financial Sense.
        — É autor do livro “The Origins of The Fourth World War”.
        ]

        Parabéns Jonatas.

  2. Ótimo texto Luciano, e como a colega já disse lá em cima: serviço de utilidade pública! Conheci seu blog há uns meses, e estou aprendendo bastante com seus textos!.. Há quase um mês tive um debate com um comuna, na caixa de comentários de um video do Yuri Grecco, dá uma olhada no link da discussão: https://plus.google.com/103452249456846461228/posts/JgCQSjvrbPZ
    Continue assim cara, abraços
    PS: Tô até hoje aguardando uma resposta do pilantra kkkkkk

    • Arthur, me diverti bastante com o debate. Sou do tipo que acredita que sim, no mundo do proletariado há muita desumanidade, mas o problema é justamente esse grito do proletariado de EU TENHO DIREITO, assustando os ricos, os chefões, tornando-os mais mesquinhos, frios e exploradores.

    • Boa resposta, se me permite uma ressalva, quando ele ataca a meritocracia afirmando que a bíblia não prega isso, ele mente, eu mostraria que ele nada sabe da bíblia com um simples versículo:

      Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também. 2 Tessalonicenses 3:10

  3. Tenho um grande obstáculo nessa luta virtual, que é a rejeição e criação de cisma entre conhecidos próximos (nenhum deles esquerdista ‘assumido’, mas muitos contaminados pelo gramscismo). Até mesmo um amigo de longa data me acusou de fazer parte de uma direita hidrofóbica nas redes sociais. Gostaria de saber como lutar a guerra política sem perder amizades pelo caminho.

    • Note que seu amigo (por ser de esquerda) sabe jogar o jogo, de acordo com o texto que postei. Se ele te chama de “direita hidrofóbica”, está posicionando você como o intolerante, e ele como TOLERANTE. Basta usar o mesmo jogo, chamando-o de “hidrofóbico”, “intolerante” e ver no que dá.

    • É um pouco complicado de dar alguma orientação, pois não sei qual é o seu grau de amizade e como seus amigos que estão mais agressivos pensam, mas tem algumas sugestões que podem ajudar, como:

      1) Pelo que voce descreve de seu amigo, parece que ele está tendo uma reação emocional e sem muita racionalidade, está agindo apenas preconceituosamente. Se é este o caso, levar ele a pensar na própria atitude pode funcionar, mas cuidado! Para fazer isso, voce tem que levar em consideração a maturidade que ele tem para receber críticas, além disso, voce deve evitar o máximo um tom acusatório. Algo que pode ajudar, é quando ele agir agressivamente perguntar algo como: “O que eu fiz/falei para voce acreditar que eu sou (homofóbico/racista/direitista hidrófobo etc)?” e, complementar(ou dizer isto já do princípio) com “Então, voce está dizendo que eu sou direitista hidrófobo(substitua por um dos xingamentos anteriores) só por discordar de voce?”.Pode ajudar também comentar que voce têm respeitado ele apesar de ter opinião diferente, apesar dele não te respeitar( e deixá-lo sentir um pouco de vergonha, se for uma pessoa minimamente decente. Se não for, pode ser que ele passe vergonha, por que a discursão pode ser vista por outras pessoas. Assim fica claro quem está perdendo a razão e quem está sendo intolerante. ).Tomar esse caminho depende do grau de paciência e capacidade de expor ao máximo a diferença de nobreza entre sua atitude e a atitude dele.

      2)Se ele for um militante, alguém que já escreveu algo defendendo a esquerda em algum tipo de mídia, se ele for ou foi membro de partido durante um longo tempo ou se ele tem militado durante um bom tempo, é difícil que voce vá convencê-lo de se tornar de direita, mas é possível que consiga amenizar a atitude agressiva dele, principalmente se ele perceber que essa atitude não está sendo útil para ele. Isso vai depender se ele tem uma platéia curtindo seus comentários agressivos ou não, se há muitas pessoas que iriam curtir seus comentários que buscam conciliar ou não e do tempo e grau de amizade de voces(para avaliar grau de amizade, se pergunte se alguma vez ele já te ajudou. Se ele ajudou, ele precisou abrir mão de alguma coisa? Essa coisa era importante? Voce acha que ele te ajudaria no futuro?). Se a amizade de voces for instável, e voce quer mesmo mantê-la ou pelo menos manter algum contato(pode ser que ele seja o namorado(a) de alguma irmã(ão) ou pessoa que vai ter que lidar ou outras razões) sugiro evitar publicar coisas políticas que ele possa ver. Voce pode fazer isso selecionando quem pode e quem não pode ver suas publicações no facebook. Voce pode também ignorar seus comentários, quando eles forem agressivos em relação a sua posição política; isto vai frustrá-lo um pouco, mas seria pior se voce batesse de frente.

      Essas orientações são relativas a administração das relações sociais com pessoas de esquerda que voce faz alguma questão de manter laços. Não serve para debates públicos, nem enfentamentos virtuais ou de militância. Também não se deve ter tanto medo de perder amizades por conta da política, pois se alguém considera válido te agredir ou perder a amizade simplesmente por voce ter uma opinião diferente(que não seja absurdar, como defender o nazismo), então talvez ela já não seja tão sua amiga quanto voce pensa.

    • Acho difícil! Experimente falar mal da religião de um amigo seu. Ele ou deixará de ser seu amigo ou falará que “política e religião não se discute”. Se discute, sim, mas o preço pode ser a perda da “amizade” que, se fosse mesmo verdadeira, nunca deveria ser abalada e, se foi abalada, é porque não era verdadeira.

      Minha sugestão: não se deixe calar, defenda o que pensa e coloque sua consciência acima de falsas amizades.

    • Este amigo é daqueles que não se diz nem de direita nem de esquerda (portanto, é de esquerda). Diz transitar em ambos os grupos, o que acredito ser verdade, pois é alguém bastante amigável, apesar dessa aparente neutralidade não ser corroborada por suas leituras de Pragmatismo Político (eita nome horrível) e demonização da Veja e do Olavo de Carvalho. Creio que não haja de má-fé, pois já expliquei muitos de meus pontos a ele, que pareceu compreendê-los. É só mais uma pessoa de boa-fé contaminada pelas ‘mensagens edificantes’ do universo acadêmico.

  4. Muito bom, Luciano. Estamos precisando mesmo disso, porque quando falo para amigos pararem com a postura depressiva, sempre me perguntam “ah é? o que fazer então?”. Recomendarei esse material, e quem ainda assim não quiser agir que carregue a vergonha de estar colaborando com o inimigo.

    Abraço!

  5. “O nível de tensão no Ministério das Relações Exteriores é altíssimo hoje. Embaixadas brasileiras na Europa, entre elas a de Paris, avisaram ao Itamaraty terem informações de que amanhã haverá uma série orquestrada de ataques aos postos do governo brasileiro em capitais europeias, a exemplo do que ocorreu em Berlim.”

    http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/internacional/embaixadas-informaram-itamaraty-sobre-risco-de-atentados-em-postos-do-governo-brasileiro-nas-capitais-europeias/

  6. A conclusão que cheguei é que as batalhas políticas fora de qualquer assembléia ligada aos três poderes é ainda mais importante. Na minha cidade por exemplo, alguns professores estão indo pra cima de vereadores na câmara, eles têm comentado muito nas redes sociais e todo esse atrito parece estar gerando bons resultados.
    Parabéns Luciano! Tamo junto na guerra.

  7. Olha só quantos erros grotescos tem nesse post esquerdista:

    1) Ignora que atuação política é um processo. Sendo um processo, políticos atuam para que o Estado e a sociedade gradativamente fique de acordo com seus objetivos políticos. Não há pensamento sério sobre a atuação política que pense Em formas absolutas. Mesmo o socialismo real pode ser mais ou menos socialista, dependendo do país e período que se observa.

    2)Neo-liberalismo não existe

    3)Uma proposta política não é definida pelas pessoas que estão na elite, mas como funciona o Estado e a sociedade. Introduzir o socialismo, mantendo as mesmas elites é uma de usar as elites para dissimular a introdução do socialismo.

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=475325909267951&set=a.361349177332292.1073741828.361291767338033&type=1&theater

  8. Fiz uma coisa que me gerou uma bruta indigestão mental, estava em uma roda de emcimadomuristas na maioria jovens sem base alguma política, totalmente guiados por sentimentos infantis como revolta e senso de manada mas com leve tendência direitista ou pelo menos antipetistas, a conversa de prolongou e quando li este post percebi que usei à exaustão as técnicas de lavagem cerebral à lá MKUltra e ao término vi na minha frente um monte de gente recheado de sentimentos que antes não possuíam, no início me senti bem propagando e angariando seguidores mas depois fui me sentindo mal e cada vez pior por começar a me sentir um manipulador parecido com esses esquerdistas, me senti como um criador de idiotas úteis direitistas já que eles não foram expostos a muito mais do que informações direcionadas e bem trabalhadas com fins de mudança de pensamento, sinto que não dei a eles nenhum subsídio para um diálogo interno psíquico que os levassem a uma análise profunda de suas escolhas futuras, me senti mal com tudo isso pois dentro de mim o que nos diferencia desses canalhas esquerdistas e justamente a moral dos nossos atos, usar armas tão poderosas será que valem a pena nessa luta?? Será que para um bem maior( na nossa concepção) vale criar um exército de idiotas úteis??Como achar um meio termo entre o ético e o necessário??

    • Alex.

      Conscientize-se que estamos em uma guerra com psicopatas por nossa liberdade.
      Então responda à seguinte pergunta a si mesmo:
      O soldado em guerra pela defesa de sua família e sua nação deve ter considerações morais e éticas para com o inimigo psicopata assassino?

      Leia o texto de Jeffrey Nyquist que postei acima.

      “Há, todavia, uma ressalva nisso tudo que não pode ser facilmente conciliada. Quando uma comunidade é ameaçada pela guerra, o poder deve ser concentrado nas mãos do comandante-em-chefe. Isso não pode ser evitado, pois é necessário aplicar o princípio da unidade de comando. Guerras não podem ser vencidas sem estratégia, e estratégia requer um comandante que dá a última palavra em todas as coisas. Aqui podemos vislumbrar porque um sistema bélico coincide com as aspirações totalitárias. A guerra ajuda a justificar o ditador, enquanto a paz o faz parecer supérfluo. Assim temos a base para duas formas de sociedade: sociedade livre e sociedade totalitária.
      Aplicar esses preceitos delineados acima em uma dada situação política não é sempre tarefa fácil.”

      — Jeffrey Nyquist.

      http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/15186-ideologia-vs-verdade.html

      Infelizmente o status de guerra é um status de exceção existencial.

      É necessário estar vivo a priori, para poder considerar a posteriori: “Ser ou não ser ?”

  9. Muito bom, Luciano! Estava esperando a um tempão por uma postagem como essa. Tenho 16 anos e quero muito aprender a forma perspicaz e minuciosa que você fala sobre “A Guerra Politica”. Parabéns pelo blog, companheiro! Só com o que li até agora no seu blogue sobre as rotinas esquerdistas, já consegui mostrar a dois amigos como os esquerdistas fazem um mal enorme ao nosso amado Brasil, e transformei-os em pessoas da Direita Brasileira! 😀

  10. Luciano, você viu esta postagem acusando os ucranianos de terem dado golpe de estado para depor um presidente pró-Rússia e evocando Honduras? Foi reproduzido no Sul21 e também tem um vídeo disso:

    http://www.youtube.com/watch?v=XVlM24KJ0po

    Acho que dá para debulhar bem essa história, pois no caso de Honduras o Zelaya foi deposto após tentar bolivarianizar a coisa toda e inclusive ir contra a Constituição local, enquanto o Yanokovitch quis se aproximar da Rússia em um país que quer ver o vizinho fronteiriço bem longe (ainda mais após os eventos recentes). Fica-me a impressão de que os marxistas-humanistas-neoateístas estão muito baratas tontas com a popularização das táticas de Gene Sharp, mesmo que as referidas possam sossegadamente ser aplicadas também para se favorecer o marxismo-humanismo-neoateísmo, ainda que boa parte delas dê ao povo uma luz de que eles podem derrubar regimes de bastante força, com os MHNs.

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