Aperitivos da Guerra Política – II – A política, afinal

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Um dos críticos deste blog disse que eu falo demais em política. Mal sabia que toda vez que dizia isso ele era vítima de alguém fazendo política. Sim, pois sua rejeição à participação política era interessante para pessoas que venciam batalhas políticas sobre ele. Já passou do momento de abordar a concepção de política tratada neste blog. Esta concepção permite, enfim, que tratemos a política de uma forma mais ampla, permitindo-nos criar praticamente um corpo de conhecimento para a política como um todo.

A meu ver, isso permite a criação de uma verdadeira consciência política, pois deixamos de perceber a participação política como algo “que tem a ver com eleições”, mas como algo inerente à vida humana. É preciso, antes de tudo, compreender que não existe a chance de alguém deixar “a política de lado”.

Dizem que religião, política e futebol não se discutem. Porém, qualquer pessoa consegue limitar a influência de religião e futebol em suas vidas. Quer um exemplo? Eu não gosto de futebol e não sou obrigado a assistir jogos de futebol. Eu não sou religioso e não vou à missas. Claro que existem influências culturais em nosso meio, tanto do futebol como da religião, mas podemos ter uma certa liberdade para tomar decisões. Se decidimos rejeitar a política, não podemos limitar sua influência em nossa vida. Na verdade tende a ocorrer o contrário: aqueles que rejeitam a política são os mais vulneráveis a ela.

Enfim, vamos definir o que é a política: a capacidade do animal humano, de forma individual ou grupal em agir, a partir de ações sociais, em questões onde há conflitos de interesses, ou seja, em situações onde indivíduos ou grupos buscam obter vantagem sobre outros indivíduos ou grupos. Simples assim.

De forma isolada, observe os componentes que definem a política:

  • a capacidade intelectual do animal humano (incluindo a capacidade de arquitetar artimanhas complexas, através da linguagem)
  • ações individuais ou grupais em busca de benefício
  • interações sociais (ou seja, não diretamente coercitivas)
  • conflitos de interesses

Hora de exercitamos esse conceito, com exemplos.

Imagine que nas eras tribais um grupo de cinco forasteiros decida invadir uma aldeia para estuprar quatro garotas belíssimas que lá habitam. Para isso, eles precisarão massacrar todos que virem pela frente. Obviamente, esta não é uma ação política, pois é diretamente coercitiva. Suponha agora que esses cinco forasteiros resolvam se apresentar à tribo, vendendo-se como detentores de uma voz divina, que lhes daria o direito de escolher as mulheres com as quais dormirão. Em troca desse direito (que eles disseram ser divino), prometem que a tribo terá colheitas fartas nos próximos anos. Note que esta já é uma ação política, pois atende a todos os quesitos: é utilizada a capacidade intelectual do animal humano (na criação de uma argumentação ou ao menos da manipulação da percepção alheia), a ação envolve indivíduos ou grupos, a interação é completamente social (pois eles estão fazendo uma proposta de convencimento em direção aos anciãos), e há conflitos de interesses (as mulheres não estão muito satisfeitas em serem ofertadas aos forasteiros). Claro que os líderes da tribo podem usar a força para obrigar as mulheres a dormir com os forasteiros, e essa é uma ação coercitiva. Porém, o discurso que levou à implementação dessa coerção foi feito a partir de uma ação política, pois os líderes da tribo não foram obrigados a aceitá-los. Eles foram convencidos.

Em outro exemplo, imagine um vilarejo que esteja para ser inundado por que um dique prestes a estourar. Suponha agora que todos os habitantes façam um mutirão, em extrema urgência, para reforçar a barragem e evitar a destruição de suas casas. Essa é uma ação política? Muito provavelmente não, pois não temos aqui conflitos de interesses. Porém se existir alguém de outro vilarejo com segundas intenções, tentando convencer as pessoas a não investir seus esforços nessa obra de reforço, passamos a ter uma interação política, pois, de novo, temos todos os quesitos da política atendido: a capacidade intelectual do animal humano, ações individuais ou grupais em busca de benefício, interações sociais e conflitos de interesses.

Alguns cientistas políticos vivem tratando a política como “questão de estado”. Essa é uma visão limitada, pois não passa da política pública, onde indivíduos ou grupos buscam obtenção de benefícios a partir do estado. Ora, se o estado é uma instituição que garante muito poder, é claro que obter benefícios a partir dele iria se tornar um dos principais focos da ação política humana. Mas limitar a política à “questões do estado” é ignorar a natureza humana. O fato é que todo o comportamento político independe da existência de um estado moderno. É por isso que tomar a política como “discussões sobre em qual candidato votar” é ignorar o principal da política: um componente inerente à espécie humana, do qual não podemos fugir.

Se o animal humano possui conflitos de interesses, se une a outros para agir, além de buscar vantagens e possui tendência a agir socialmente, a política é, portanto, inevitável. Quando alguém ser apolítico, obviamente está tentando te fazer de trouxa. Quando alguém afirma ser apolítico está declarando estar acima “dos conflitos de interesses”.  Além de uma arrogância infinita (pois só estariam acima dos interesses humanos as divindades, como aquelas que viveriam no Olimpo) de quem faz este tipo de declaração, é preciso de uma ingenuidade infantil para que a plateia acredite em algo assim.

Mas entendendo a política como ela é (pela ótica da dinâmica social, sem meios tons) podemos perceber que quando alguém se declara apolítico, está querendo vender ao público a ideia de que “está acima dos conflitos de interesses” (mesmo sem estar acima destes conflitos, obviamente, pois ele é um ser humano como outro qualquer). Com isso, essa pessoa quer que suas ideias defendidas sejam aceitas com mais facilidade. A heurística que ele tenta implementar na patuleia é a seguinte: (1) Estou acima dos conflitos de interesses humanos, (2) Logo, as ideias que defendo refletem o bem comum, (3) Aceite aquilo que defendo. Assim, a declaração “apolítico” não passa de um sofisticado jogo político. O tal “apolítico” não existe. Existe o jogo político dizendo “sou apolítico”, que só serve, naturalmente, à obtenção de vantagens políticas.

Além do “apolítico”, existem aqueles que manifestam desinteresse pela política. Assim, entendem que podem levar suas vidas sem serem afetados pelas guerras políticas (principalmente aquelas da política pública). Mas na verdade ocorre o oposto: essas pessoas continuam sendo afetadas pela política. Imagine por exemplo um sujeito que não se interesse por qualquer assunto político, mas é vítima da violência urbana, a partir das mãos de um menor de idade, que poderia estar atrás das grades. Foi uma ação política (a criação da lei de impunidade ao menor) que permitiu que adolescentes tivessem licença para matar. Politicamente, em muitos casos, ele não tem interesse em ser vítima de violência, mas seus opositores políticos tem consciência de que isso vai ocorrer com ele, e já tomaram partido (em favor dos menores infratores). O que temos aqui? Falamos de alguém inconsciente, em termos políticos. Mas isso não muda a realidade. Imagine um sujeito amarrado à uma linha de trem, prestes a ser esmagado por um vagão em questão de segundos. Ele pode até estar inconsciente do que vai ocorrer com ele. Mas isso não muda o fato de que ele vai ser esmagado. Pelo mesmo princípio, a inconsciência política não livra ninguém dos efeitos da política.

Existe também a figura do ingênuo político: aquele que não percebe os jogos políticos de seus oponentes. Esse tipo de comportamento resulta de uma mania de visualizarmos nós mesmos nos outros. Com isso, nos tornamos incapazes de perceber os interesses conflitantes. O resultado disso é uma incapacidade total para a participação política efetiva, em qualquer instância (incluindo a política corporativa e a política pública). Uma das principais lutas internas do animal humano deveria ser a eliminação da ingenuidade política, mas sempre tendo em vista que ela nunca será eliminada por completo. Para que a ingenuidade política chegue a zero, seria preciso ter a capacidade de ler as mentes dos outros, o que, como sabemos, só existe na ficção científica. O que podemos fazer é reduzir a ingenuidade política a um nível aceitável, tendo a capacidade de perceber os diversos jogos praticados pelos nossos oponentes.

Diante desta nova visão de política, temos que reconhecer o óbvio: não adianta fugir da política, pois somos animais humanos. Se em conflitos de interesses, você age socialmente ou a partir da coerção, basta seguirmos a lógica para saber que não adianta ignorarmos a realidade. A esquerda entende a política há muito mais tempo que a direita. Resta a nós estarmos conscientes do óbvio. Porém, não adianta nada pensarmos em atuar politicamente se ainda cairmos na conversa dos “apolíticos”, se continuarmos valorizando a inconsciência política e não fazermos nada para eliminar, dia após dia, a ingenuidade política. E sempre tendo em mente, como motivação adicional, de que não temos outra opção.

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18 COMMENTS

  1. Me lembrou uma frase que li no livro “A Fogueira das Vaidades” de Tom Wolfe:
    você pode não estar interessado na guerra, mas a guerra está interessada em você!

  2. Em minha opinião, nunca é demais refletir sobre a excelente da explanação deste “post”, cujo tema trata daquilo que Nélson Rodrigues chamava de “óbvio ululante” e que, mesmo assim, é percebido apenas por uns poucos antenados com o golpe de estado que vem sendo tentado no Brasil pelos radicais de esquerda.

    A internalização na opinião pública brasileira da ideia de que “política não se discute” é a principal razão porque eu, pessoalmente, atribuo ao regime militar que governou o Brasil de 1964 a 1985, a responsabilidade por expor o povo brasileiro – intelectualmente totalmente indefeso – à doutrinação gramcista e por sua atual ignorância política, que garante a uma minoria inescrupulosa e patife de dirigir para Cuba e Venezuela nossos recursos e nossos ideais de justiça.

    No período do governo militar não se podia discutir política e, sequer, portar livros de autores comunistas ou com títulos suspeitos, mesmo que, na verdade, argumentassem contra as doutrinas marxistas. Já contei aqui o episódio envolvendo uma jovem que foi interpelada por agentes da repressão porque estava com um livro de capa vermelha na mão, livro esse que, depois, se constatou ser uma Bíblia. Este era o clima político que o brasileiro vivia naquele período. O que podia resultar disso, senão uma nação, composta na sua quase totalidade de completos analfabetos políticos, pronta para se tornar presa fácil de sociopatas comunistas?

    No meu caso, especificamente, foi por essa razão que, durante décadas, defendi causas e bandeiras que integram o amplo espectro de situações que consolidam a “doutrina do ódio” comunista, sem estar alinhado com essa ideologia. Acho que pode haver outras pessoas como eu, que ainda não perceberam que, ao se esquivar de questões políticas só estarão favorecendo aos agentes mal que, quais parasitas antropófagos, sugam o que ainda resta de vida em nossa Sociedade.

  3. “Além do “apolítico”, existem aqueles que manifestam desinteresse pela política. Assim, entendem que podem levar suas vidas sem serem afetados pelas guerras políticas (principalmente aquelas da política pública). Mas na verdade ocorre o oposto: essas pessoas continuam sendo afetadas pela política. Imagine por exemplo um sujeito que não se interesse por qualquer assunto político, mas é vítima da violência urbana, a partir das mãos de um menor de idade, que poderia estar atrás das grades. Foi uma ação política (a criação da lei de impunidade ao menor) que permitiu que adolescentes tivessem licença para matar. ”

    Essa é a história de muitos brasileiros, e dos parentes da vítimas mortas por menores e bandidos em geral.

  4. A primeira manifestação política humana é o choro de um recém nascido, esses aí que pregam a apolítica na verdade usam de engodo para tentar calar polidamente quem é do contra, é boa técnica já que dá um ar de desinteresse mas na verdade o indivíduo só deseja tirar o foco do oposicionista.

  5. Olá Luciano! De novo trazendo outro vídeo ^^. Acho que vale um post, sobre um pai que retira o filho de protesto black block.

    http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/06/rosto-tampado-nao-e-manifestacao-diz-pai-que-tirou-filho-de-protesto.html

    Sou jovem, 24 anos, e procuro entender o básico do básico do cenário político atual. Como fazer o jovem entender que precisa estudar para fazer mudanças reais e não cair no conto da juventude ”que vai mudar o país”? Gosto de história desde os 10 anos mas raramente deixei os livros escolares para buscar conhecimento, resultado: caia no conto do belo e do bonito e votei incrivelmente no PSOL(nem em candidato foi, foi no partido mesmo). Por favor trate deste tema.

    Abraços

  6. Em 4 de abril de 2010, você escreveu, dentro do texto “A Estratégia Gramsciana”:

    “Notemos, no entanto, que esse discurso agressivo não é a única forma de ataque à religião.
    Se a estratégia Gramsciana permitir predições, podemos até já ter uma sugestão de novos
    movimentos culturais no futuro. Como exemplo, que tal o surgimento de uma OPOSIÇÃO ecumênica ou ATEÍSTA ao neo-ateísmo? Lembrem-se de que falei da estratégia das tesouras.”

    Pois é, Luciano, parece que você estava falando sobre você mesmo 🙂

    • Acho que você não leu com cuidado.

      1 – Eu não sou ecumênico
      2 – Não faço parte de “movimento ateísta contra neo-ateísmo” (embora já tenha refutado as fraudes deles)

      E, alias, nesse texto, eu mencionava um “movimento light ateísta” que nem refutaria fraudes neo-ateístas, mas endossaria parte delas. Ou seja, algo que não desagradaria aos neo-ateus.

      Tudo o que eu escrevo DESAGRADA FORTEMENTE aos objetivos principais dos neo-ateus.

      Enfim, leia com mais atenção não só o que está neste texto, mas em outros que escrevi. 😉

      Abs,

      LH

      • ** DENÚNCIA TRAZIDA POR UM ANÔNIMO, CUJO NOME FOI PRESERVADO **

        Luciano, olha só o que esse tal de Nigo aí anda aprontando….

        https://www.facebook.com/nigo.zeroichi

        “Para mostrar o quanto o Luciano Ayan é um caso praticamente-perdido, indico a leitura (ou RE-leitura) de um artigo no blog do ateu empedernido Bruno Almeida. Descontando-se as baboseiras óbvias e típicas de um materialista irredutível, sobram as evidências de que o Luciano AINDA É UM TROLL (na melhor das hipóteses — caso contrário, ele é uma espécie de cavalo-de-Tróia (presente de grego) para os conservadores brasileiros). Assinei meus comentários com o pseudônimo “JMK” (de John Michael Kane, a identidade parisiense do Jason Bourne). Observem que os meus últimos posts indicam a minha devida mudança de atitude, diante do teste de realidade”

        http://blogdomensalao.wordpress.com/2012/08/14/luciano-ayan-uma-breve-biografia-de-troll-no-orkut-a-lider-conservador-fake/

        “Não resisti: tive uma “recaída”, e voltei a importunar o Luxianim :-)”

        http://forum.videohelp.com/attachments/25606-1402254956/alfinetada-no-ayan.png

        “Posso estar enganado, mas eu desconfio que o Luciano atualmente possui poucos seguidores DE-FATO, pois a grande maioria dos comentaristas no blog dele deve se constituir de sock-puppets do próprio Luciano 😀 — E se ele tem tempo de sobra para caçar notícias na Internet 24×7 e FINGIR que está escrevendo um livro (a ser lançado no dia 31 de fevereiro de um ano incerto), então criar centenas de perfis falsos no Facebook para inflar a própria popularidade é uma tarefa trivial.”

        E aí, vai deixar essa passar?

      • Olha a mente mágica do Nigo Zeroichi como funciona:

        (1) Eu acho que X e Y são fakes do Luciano. Logo são fakes.
        (2) Sendo assim ele tem tempo para criar centenas de perfis falsos no FB. Logo, ele criou centenas de perfis falsos e não tem ninguém que acesse o site dele.
        (3) Ele enrola a publicação de seu livro. Logo, finge que está escrevendo um livro.

        O fato é que o Nigo cria realidades que não tem absolutamente nada a ver. Note como ele concatena as relações de causa e efeito. Ele fantasia as realidades que quer na mente dele, exatamente igual faz o Bruno Almeida. Assim como o amiguinho neo-ateu dele, é praticamente um louco de sanatório. Não se conversa com loucos.

        A loucura dele ficou exacerbada por causa da psicologia evolutiva adicionada em meus textos. O importante é que ele NÃO REFUTOU esses textos. Então para ele basta xingar e elaborações relações de causação desconexas.

        Alias, ele é um ignorante até no assunto que defende, pois se tivesse lido o Michael Behe (e outros autores do design inteligente), saberia que o DI não renega a teoria da evolução, mas a contempla. O DI apenas explica a complexidade irredutível, que não poderia ser explicada pela teoria da evolução. Ou seja, até mesmo os cientistas teístas (que tentaram desafiar a TE) acreditam na teoria da evolução.

        Eu não acredito em DI. Mas o Nigo Zeroichi poderia passar sem essa vergonha. Mas ele pode continuar dizendo para si próprio que este blog não tem leitores para ler mais este papelão dele.

        Abs,

        LH

      • Luciano, ei li com cuidado sim, e inclusive, no texto original, você descreveu um exemplo da estratégia “ecumênica” (com o exemplo da estratégia “ateísta” ficando como lição-de-casa implícita para o leitor estudioso). Mas é claro, você aposta na ignorância do resto do pessoal, que não tem acesso às cópias dos teus artigos “auto-censurados”. Quando ao denunciante abaixo, está na cara que ele OU é você mesmo, OU então é um dos *trouxas* que ainda permanecem hipnotizados pela tua lábia.

        Saudações honestas,

        \ JMK.

      • Nigo,

        Assim como com qualquer texto sobre psicologia evolutiva, você leu e não entendeu o que eu escrevi naquele texto.

        Você usa dois estratagemas:

        1. Quem concorda com Luciano é fake dele OU
        2. Quem concorda com Luciano está hipnotizado por ele

        São os mesmos estratagemas do Bruno Almeida, o qual, como sabemos, é esquerdista até a medula. Olhem o nível dos “professores” de Nigo.

        O problema é que você não provou que há fakes meus aqui. (Fato: você não provou)

        E atacou de forma ridícula e patética a audiência deste blog, pois a maioria do que eu publico aqui SÃO MÉTODOS ou DISSECAÇÃO DE MÉTODOS OPONENTES.

        Se há erros nessa investigação, aponte. Isso sim seria uma atitude honesta, ao invés de atacar o público do blog, o que é uma baixaria diga de Lula ou Dilma.

        Abs,

        LH

        Luciano, ei li com cuidado sim, e inclusive, no texto original, você descreveu um exemplo da estratégia “ecumênica” (com o exemplo da estratégia “ateísta” ficando como lição-de-casa implícita para o leitor estudioso). Mas é claro, você aposta na ignorância do resto do pessoal, que não tem acesso às cópias dos teus artigos “auto-censurados”. Quando ao denunciante abaixo, está na cara que ele OU é você mesmo, OU então é um dos *trouxas* que ainda permanecem hipnotizados pela tua lábia.

        Saudações honestas,

        \ JMK.

  7. Essas pessoas só se dizem ´´apolíticas“ de boca pra fora pois seus discursos estão impregnados de relativismo, luta de classes, teoria de gênero……….Um exemplo disso foi um vídeo em outro post, onde o Black Block dizia que o movimento deles não tinha viés ideológico e sim uma tática, para logo em seguida dizer que não existe o Bem e o Mal, ou seja, eles acham que são muito originais e autênticos quando na verdade são meras prostitutas politicas que importam crenças irracionais de uma religião politica com raízes filosóficas há muito refutadas tempos atrás.

    Essas ´´filosofias“ do exterior possui um campo muito fácil em países de terceiro mundo e por isso somos REACIONÁRIOS, nós reagimos e nos opomos as influências nefastas do Estrangeiro. Deviriam nos pagar para fazer esse tipo de serviço. rsrs

  8. Ótimo artigo Luciano! Fiz questão de enviar seu artigo a pessoas que conheço e vejo como as pessoas são “despertadas” ao verem outras conversando sobre política de forma natural e racional (sem emocionalismo).

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