Aperitivos da guerra política – III – O princípio OZ

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o magico de oz

Eu defendo que devemos obter vários insights da política corporativa para estudarmos a política pública. Na política corporativa, temos disputas de poder. O mesmo ocorre na política pública. Na política corporativa, temos conflitos de interesses o tempo todo. Assim como na política pública. A política corporativa é praticamente um jogo de xadrez, e isso vale ainda mais para a política pública.

No texto anterior desta série, eu fiz a diferenciação entre  política corporativa e política pública, mas sempre lembrando que no fundo ambas são ramificações do mesmo fenômeno: a política, que significa a capacidade do animal humano, de forma individual ou grupal em agir, a partir de ações sociais, em questões onde há conflitos de interesses, ou seja, em situações onde indivíduos ou grupos buscam obter vantagem sobre outros indivíduos ou grupos. Assim, as regras que valem para a política corporativa devem valer, em muitos casos, para a política pública.

Um dos maiores desafios nas corporações é a obtenção de resultados. E se você lidera um grupo querendo conquistar determinados resultados (que em muitos casos vão de encontro aos interesses de seus adversários políticos), este é o seu maior desafio: obter resultados. O mesmo deve valer para a política pública. Se pensarmos assim, temos que considerar que não entramos em campo para fazer desabafos, obter conforto psicológico ou picuinhas do tipo. Entramos em campo para obter resultados.

No quesito obtenção de resultados, um dos melhores livros lançados para gerentes, diretores e demais executivos é The Oz Principle, escrito em 1994 por Roger Connors, Craig Hickman e Tom Smith. Em relação ao assunto accountability (responsabilização, em português), a obra se tornou praticamente uma bíblia. O detalhe é que o livro aborda uma visão de accountability diferente daquela tradicionalmente conhecida.

Nos velhos tempos, accountability significava apenas buscar culpados (e desculpas) por algo não ter acontecido. Na nova visão de accountability, buscamos definir responsáveis por resultados. Imagine, por exemplo, que um gerente de projetos é responsável pela atividade de obter a lista de riscos de projeto de tantas partes interessadas quanto possível. Essa é a responsabilização por uma atividade. Agora vamos modificar este objetivo, no qual o gerente de projetos se torna responsável pela obtenção da lista de riscos que represente o consenso dos stakeholders listados no projeto, os quais tem a obrigação de estarem disponíveis até a lista ser aprovada por consenso. Agora temos uma responsabilização por um resultado, não mais apenas por uma mera atividade. Na visão dos autores, isso muda tudo.

Inspirado na história do Mágico de Oz (onde haviam personagens como o Homem de Lata, o Leão Covarde e o Espantalho, que de início viviam dando desculpas para seus infortúnios), o livro de Connors, Hickman e Smith busca a essência da melhoria de resultados: a ideia é definir responsáveis por resultados, ao invés de meros responsáveis por atividades. Essa mera mudança leva a melhoria de resultados. Lembro que a tarefa não é fácil, diga-se de passagem, e não espere encontrar auto-ajuda no livro.

Os autores tomam por base indivíduos, grupos e até áreas organizacionais inteiras que podem ser avaliadas como “Acima da Linha” e “Abaixo da Linha”. Observe:

Oz-Principle-Diagram

 

Aqueles que funcionam “Acima da Linha”, buscam seguir os seguintes quatro passos:

  1. Visualizar: identificar os desafios de forma honesta, inclusive buscando corrigir seus próprios erros
  2. Tomar posse: aceitar a responsabilização por um resultado
  3. Encontrar Solução: ao invés de esperar que a solução caia do céu, tomar uma atitude nesta direção
  4. Agir: executar as ações para obter os resultados, com responsabilidades individuais e grupais

Os que funcionam “Abaixo da Linha”, possuem geralmente os comportamentos abaixo:

  • Esperar para ver
  • Confusão (aguardar sempre o comando de alguém)
  • Dizer “não é meu trabalho”
  • Ignorar/negar o problema
  • Apontar o dedo (para seus colegas, relacionados ao fracasso)
  • Cobrir o próprio rabo

O segredo, então, seria buscar incentivar e premiar os comportamentos 1 a 4 (“Acima da Linha”) e punir os comportamentos “Abaixo da Linha”. De novo que fique claro: isso não é tão fácil como parece, pois algumas organizações vivem operando “Abaixo da Linha” e ainda estão ganhando dinheiro com isso. Claro que a coisa complica quando um concorrente com poderio similar resolve operar “Acima da Linha”.

Atenção: como meu foco atualmente é na gestão de atividades de consultoria, minha esfera de aplicação deste princípio não é tão ampla, mas em todas as oportunidades em que testei o princípio, os resultados melhoraram significativamente.

Basicamente, paramos de dar atenção às desculpas que existem no dia a dia para não existirem os resultados, por transformarmos as pessoas, grupos e áreas inteiras em responsáveis por resultados.

O mesmo princípio pode ser aplicado para a política pública, mas começamos a fazer isso quando passamos a ser intolerantes em relação às desculpas esfarrapadas para a não obtenção de resultados. E antes que alguém fique com raiva disto que está escrito, lembro que o princípio vale para todos os que estão do lado da direita, incluindo a mim mesmo. Eu já fiz alguns posts neste blog retificando equívocos estratégicos que cometi no passado. E estou pronto a fazê-lo de novo. O importante é usarmos os erros do passado como aprendizado, mas jamais darmos espaço para a elaboração de desculpas esfarrapadas, que sempre funcionam como racionalizações para não lutarmos suficientemente por resultados. Ou seja, se eu errei, tenho que corrigir, ao invés de ficar contando historinhas que estimulam a inércia.

Eu já escrevi no passado sobre formas danosas de direitismo. Entre elas, incluo direitismo depressivo e direitismo purista. Na primeira, as ações são feitas com o intuito de causar desânimo interno em direitistas e fazer propaganda pró-esquerdista (dizendo que “a vitória deles está garantida”). Na segunda, as ações são feitas baseadas unicamente nos valores internos, sem um alinhamento estratégico-tático para busca de possíveis realizações efetivas. Essas duas formas de direitismo encerram um princípio fundamental: comprometimento total em relação às manias, sensações e hábitos, mas jamais a resultados efetivos.

Exemplos de resultados podem incluir:

  • vitória em um debate aberto em qualquer canal, incluindo redes sociais, onde indivíduos/grupos esquerdistas são desmoralizados por indivíduos/grupos de direitistas
  • aprovação de uma proposta relacionada ao estado que atenda mais aos interesses da direita do que da esquerda
  • perda de popularidade de candidatos da extrema-esquerda
  • desmoralização pública de iniciativas de candidatos da esquerda em geral, especialmente os da extrema-esquerda

Observem que os exemplos acima vão muito além de ações justificadas por “eu estou com vontade de fazer isso” ou “me deu na telha falar isso”. Viver fazendo “o que dá na telha” não requer estratégia. Mas também não serve, na quase totalidade das vezes, para gerar qualquer tipo de resultado.

A grande maioria dos direitistas depressivos e/ou puristas que tenho encontrado dificilmente consegue dar respostas convincentes para justificar seus comportamentos. Dia desses um direitista depressivo (com quem conversava no Facebook) disse que “as eleições com certeza serão fraudadas, como já ocorreu na Colômbia” (segundo ele, havia fraudes na eleição colombiana). Com isso, a mente dele já criou uma racionalização que tirava toda sua responsabilidade de lutar por resultados efetivos, e, além de tudo, lhe forneceu uma desculpa para seguir dizendo: “a única solução é intervenção militar”. Foi quando o questionei: “Me dê exemplos para ações de intervenção militar em países emergentes que tenham resultado em sucesso”. Note que eu foquei em um resultado. Não havia uma resposta, pois ele sequer pensou em resultados, mas em suas manias.

Em resumo, o princípio OZ significa identificar responsabilidades por resultados em indivíduos e grupos. No caso da politica pública, esses indivíduos e grupos somos nós. Veja o tipo de questionamento que devemos começar a fazer para observar se estamos “Acima da Linha”:

  • quando eu desmascaro esquerdistas em público, tenho causado impacto visualmente perceptível em nosso favor? (exemplo de impacto: aumento da participação de direitistas, maior motivação de direitistas, desânimo de esquerdistas)
  • algumas manifestações públicas de que tenho participado deram resultado positivo? (exemplo: recontratação de Paulo Martins pelo Jornal da Massa, Rachel Sheherazade ganhando novo contrato no SBT)

Enfim, quanto mais pessoas da direita assumirem responsabilidade por seus resultados na guerra política, mais chances teremos de obter resultados de fato em grande escala. Os leitores que assimilarem este princípio conseguirão absorver a essência de tudo que escrevo. Aqueles que optarem por fugir de sua responsabilização (por resultados) sempre encontrarão meios para não executar da melhor forma todos os métodos que busco trazer por aqui.

Busque sempre pensar: “Qual o resultado que esta ação política minha terá?”. Faça sempre uma auto-avaliação, buscando estudar sempre. E não deixe de ser duro consigo próprio, focando no questionamento em relação à obtenção de resultados ou não. A partir daí, deve-se buscar a melhoria contínua.

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26 COMMENTS

  1. Luciano, a última da petralhada: ressuscitaram uma página no Facebook incentivando enlouquecidamente o voto nulo (https://www.facebook.com/OGiganteEstaAcordandoMudancasJa). Essa página antes fazia uma constante campanha contra Aécio Neves. Considerando que as pesquisas indicam que 30% dos brasileiros estão indecisos ou determinados a anular, parece que nas hostes petistas há um temor generalizado de que uma parte desses 30% migre para os candidatos oposicionistas.

    De bônus, temos essa notícia: http://www.folhapolitica.org/2014/06/coronel-afirmou-um-mes-antes-de-ser.html

  2. BARBA-X9 APEDEUTA CANALHA CAFAJESTE (VULGO MOLUSCO LULA).

    O Barba-X9 Apedeuta Canalha Cafajeste é o maior INIMIGO e TRAIDOR do BRASIL.

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    Folha Política:

    Coronel Malhães afirmou, um mês antes de ser assassinado, que LULA MANDOU MATAR dois sindicalistas; veja vídeo.

    http://www.folhapolitica.org/2014/06/coronel-afirmou-um-mes-antes-de-ser.html#.U6JPonVXiE8.blogger

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    As Forças Armadas Americanas realizaram um ataque vigoroso (bombardeio) a Tóquio, o centro do poder do império japonês, após o ataque à base americana de Pearl Harbor na segunda guerra mundial, mostrando claramente ao inimigo sua INVULNERABILIDADE e ACESSIBILIDADE.

    Assim devemos mostrar ao povo brasileiro e principalmente aos psicopatas revolucionários a sua INVULNERABILIDADE e ACESSIBILIDADE nessa guerra política na qual estamos infelizmente engajados.

    O NOSSO ALVO É O CENTRO DO PODER DOS PSICOPATAS. Sim! Ele! O MOLUSCO TIRÂNICO:

    O BARBA-X9 APEDEUTA CANALHA CAFAJESTE é o maior INIMIGO e TRAIDOR do BRASIL.

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    • ATAQUE ABERTO.

      http://ataqueaberto.blogspot.com.br/2014/04/poeminha-da-rose.html

      Por Milton Pires:

      POEMINHA DA ROSE

      Oh musa dos sindicalistas
      Do Barba que chora e que sonha
      Contai-nos do teu paradeiro
      Cadê Rosemary Noronha?

      Na imprensa deixastes teu rastro
      Zombastes da nossa vergonha
      Silêncio não cala meus versos
      Cadê Rosemary Noronha?

      Gastastes no corporativo..
      Tudo que o meu povo sonha..
      Viajastes, fizestes sucesso
      Cadê Rosemary Noronha?

      Brincastes de primeira dama
      Do Lula mordestes a fronha
      Fugistes é mais do que certo..
      Cadê Rosemary Noronha?

      PORTO ALEGRE, 21 de abril de 2014.

      ———-

    • A estratégia esquerdista gramscista (tomar o poder por dentro) está se mostrando ineficiente para garantir a continuidade da governabilidade petista pela reeleição da Dilma. Isso está causando uma onda de pavor nas hostes petistas, e principalmente no Molusco Barba-X9, pois caso o PT não mantenha a governabilidade ele perderá sua blindagem e será finalmente assediado pela Justiça. O aumento da violência retórica do Molusco Apedeuta é o nosso melhor indicador de seu desespero, pois ele sabe que seu fim está próximo, e a Justiça o aguarda.

      O pavor dos caras é tanto que eles estão desesperadamente adotando como medida estratégica emergencial as antigas práticas leninistas de criação de caos e medo na população. Eles estão tão atordoados que estão atropelando o processo todo, e isso poderá ser o seu maior “tiro no pé”, mas a finalidade dos psicopatas é fazer uma guerra civil, para obterem o pretexto necessário ao “golpe”.

      Temos que nos preparar para aguentarmos com serenidade a bagunça e a violência a ser iniciada e disseminada após a Copa, e temos de lutar junto ao Congresso Nacional para derrubarmos o decreto soviete 8243/2014.

      O Homem forte é aquele que absorve conscientemente os golpes com serenidade e harmonia, tendo plena lucidez do real exato momento do contra ataque.

      O homem fraco é aquele que sai distribuindo porradas cegamente como vaca louca.

      ———-

  3. Bom texto. Talvez a definição de política fique melhor como se segue. A política significa a capacidade de o animal humano agir e reagir, individual ou coletivamente, em questões em que haja conflitos de interesses sociais, ou seja, em situações em que indivíduos ou grupos buscam angariar vantagens – capital político – sobre outros indivíduos ou grupos, com maior ou menos adesão às regras sociais vigentes.

  4. [OFF] Luciano, olha isto:

    https://www.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10152470167427192

    É esse tipo de treta que me deixa preocupado. Olha a treta entre o Olavo e o Francisco Razzo. Meu São Patrício! Será que o Razzo e até mesmo Olavo de Carvalho (principalmente por conta de seu pavio absurdamente curtíssimo) estão na infância política lembrando Bolsonaro, Sheherazade e Feliciano? Sendo verdade estamos mais do que fodidos, estamos bem próximos ao nadir da política brasileira.

    É a prova de que merecemos mesmo toda a corja PTralha pintando e bordando neste país.

    O que tem a dizer?

    • Acho que isso se encaixa direto com o post que fiz.

      Devemos perguntar a estas pessoas que ficam priorizando brigas entre si enquanto deviam dedicar todos seus esforços a atacar a esquerda:

      – quais os resultados obtidos?
      – quais os frutos esperados deste tipo de ação?

      A meu ver, quando um direitista busca priorizar as picuinhas com outros direitistas, está jogando no time adversário.

      Abs,

      LH

      • ———-

        Devemos perguntar a estas pessoas que ficam priorizando brigas entre si enquanto deviam dedicar todos seus esforços a atacar a esquerda:
        – quais os resultados obtidos?
        – quais os frutos esperados deste tipo de ação?

        ———-

        Pergunto então:

        Por que os dois, Olavo e Francisco, não podem debater entre si seus assuntos e/ou picuinhas de interesse pessoal ???

        “- quais os resultados obtidos?”
        Quais os resultados obtidos pelo Luciano ao perder seu tempo refutando o insignificante e “perigosíssimo” esquerdista “Rafa” em postagens anteriores ???

        “- quais os frutos esperados deste tipo de ação?”
        Quais os frutos esperados deste tipo de ação de refutação do insignificante e “perigosíssimo” esquerdista “Rafa” pelo Luciano ???

        Estaria o Luciano combatendo efetivamente contra a esquerda radical desperdiçando tempo com o “perigoso” e “poderoso” “Rafa” ???

        Fala Sério !!! Você só pode estar viajando um pouquinho na maionese né Luciano ???

        É compreensível! Afinal ninguém é perfeito.

        Abs.

        Apolo.

      • Apolo,

        Vantagens de ter refutado o Rafa:

        1. várias rotinas foram expostas
        2. ele foi ridicularizado
        3. a reação ao post foi muito positiva, como se pode notar

        Os resultados, a meu ver, foram muito bons e mais produtivos do que eu ficar gastando tempo com picuinha com OUTRA PESSOA DA DIREITA.

        Abs,

        LH

      • Francamente eu acho pitorescas todas essas múltiplas teorias organizacionais corporativas, que são enunciadoras de “maravilhas” na produtividade e nos resultados das corporações. Invariavelmente todas elas mirabolantes e “maravilhosas”, prometendo a solução final por excelência, são como as mulheres e as ondas do mar:

        “As novas vem enquanto as outras antigas se vão.”

        Mas os problemas continuam a proliferar e sem soluções, apesar da “genialidade” dos magnânimos teóricos. E assim caminha a humanidade…

        Considero imprópria e mesmo infeliz essa comparação de meros estratagemas de politicagem corporativa com a estratégia política ou geopolítica no mundo maior nas sociedades humanas.

        Numa corporação temos alguns milhares de funcionários, pessoas contratadas ou escolhidas pela corporação, que visam interesses meramente profissionais e financeiros. Uma politicagem de luta por um poder insignificante comparativamente ao mundo maior da sociedade humana. E esses contratados jamais escolhem pelo voto, democraticamente, os seus diretores, gerentes, coordenadores, etc. Portanto nesse ambiente prolifera apenas uma mera politicagem corporativa e jamais a POLÍTICA por excelência.

        Na sociedade temos algumas DEZENAS ou CENTENAS de MILHÕES de ELEITORES, não contratados, mas que escolhem seus representantes pelo voto democrático. E nesse cenário a política da luta pelo poder visa interesses de natureza muito mais ampla que os meros e diminutos interesses corporativos, pois estes são comparativamente ínfimos em relação à extensão e complexidade das sociedades humanas.

        Me parece bem ÓBVIO que os cenários e ambientes são totalmente HETEROGÊNEOS, e portanto os princípios em ambos os casos não podem ser tomados como universais.

        “Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa.”

        Abs.

        Apolo.

      • A estrutura de organização de uma empresa e de um estado são coisas bem diferentes. Eu não disse que são similares. Eu também não acredito que algumas teorias sejam universais, até pelos cenários e ambientes heterogêneos.

        Porém, eu entendo que a mensagem do princípio OZ se aplica perfeitamente ao cenário político: a partir do momento em que nos tornamos INTOLERANTES com o caudal de desculpas que damos para NÃO FAZER NADA, os resultados TENDEM melhorar. A fórmula para isso é nos responsabilizarmos pelos RESULTADOS de nossas ações, ao invés de nos responsabilizarmos apenas por atividades, manias, etc.

        Abs,

        LH

      • Gustavo Nogy disse:
        ‘VEJAM SÓ: Olavo de Carvalho acaba de me excluir de sua seleta lista de amigos, muito provavelmente por conta da minha participação indireta na polêmica com Francisco Razzo. E qual terá sido minha participação? Apenas atestar que Razzo, a quem conheço pessoalmente, de fato não sofreu influência marcante do Olavo de Carvalho’

        Pois é meus camaradas, vocês se surpreendem com isso porque querem, eu já notei e falei isso há muito tempo, o Olavo é um cretino desonesto com delírios de grandeza, acostumado a ser idolatrado pela sua seita de olavetes, idolatrado como aquele idiota do site da Veja faz.
        Agora, sim, até um sujeito desonesto pode falar algo certo às vezes, MAS, não era mais pra vocês se surpreenderem com a arrogância de um tipo assim.

        Quais os resultados obtidos? Nenhum, e quem disse que ele give a shit? O cara já ta lá na Virginia, no bem bom do tio sam.

      • Francisco Razzo:’Eu gostaria de agradecer as dezenas de mensagens de apoio que estou recebendo por causa da celeuma em ralação ao Olavo. Engraçado: eu não fiz nada para o filósofo. Só não mencionei ele como influência direta na minha trajetória intelectual. Mas vou agradecê-lo agora: de todo meu coração, obrigado Olavo por me revelar os teus frutos.’

        Ou seja, o ‘crime’ do cara foi não citar o astrólogo como influência, e por causa disso já foi xingado de tudo no mundo, e aí tome piroca, cu, filho da puta…esse palavreado típico exotérico-cristão-neocon,.. E QUE SÓ OS BURROS acreditaram naquela conversa dele de que isso era parte de um personagem inventado pro trueOutspeak.

        O Olavo é um merda arrogante: se ele manda o ‘aluno’ ler, sei lá, Aristóteles, o cara lê e aprende alguma coisa pra vida dele, o mérito disso é dele olavo e não do Aristóteles. E se vc descobre um autor antes do olavo, também é mérito dele? Sim é, leiam os comentários!

        O Olavo é ridículo, é uma caricatura bizarra de tudo que a esquerda quer que a direita brazuca seja. E aí VOCÊS que dão atenção a um merda desses é que tem que se perguntar qual o resultado dessa ação.

      • Luciano.

        Quero apenas deixar claro, a você e a todos aqui, que, sem dúvidas, eu também admito que a auto disciplina, a auto crítica, a severidade pra consigo mesmo e a consciência de responsabilidade com os resultados de nossas ações são pre supostos indispensáveis à boa conduta pessoal, profissional e cidadã.

        E fico contente por perceber que você reconheceu em minhas “críticas” (note as aspas) uma intensão positiva de esclarecimento mais amplo dos conceitos enunciados.

        Grato por sua atenção.

        Abs.

        Apolo.

    • Já faz algum tempo que acompanho a “militância” do Olavo e, baseado em certas contradições e atitudes do Prof, um pensamento vem se formando na minha cabeça: Olavo pode muito bem ser nosso O’Brien (1984).

  5. O pior é que um cara como o Olavo, que teve todo o trabalho de trazer um vasto e consistente material para destruir totalmente a credibilidade da esquerda, que influenciou positivamente muita gente, não usou de fogo amigo pela primeira vez. Fez o mesmo com o Julio Severo e apesar de terem feito as pazes, mostrou que às vezes perde a cabeça totalmente.

    O pior é que alguns dos alunos dele são seguidores cegos dele, que balançam a cabeça para tudo que ele fala. Não souberam aproveitar o conhecimento que ele transmitiu e acabaram que se tornaram papagaios Alguns terminam sendo até hipócritas, pois dizem seguir fielmente o cristianismo, mas são odiosos contra aqueles que discordam deles. São os chamados “conservermelhos” (ou “conservolucionários”), que são conservadores, mas se comportam autoritariamente e odiosamente (uma boa parte desses repete como papagaio o que ele fala, e detesto ver na direita esse hábito de repetir como papagaios, já que isto é um hábito típico da esquerda), de forma que você jura que eles se inspiraram nos marxistas e nos neoateus. Da mesma maneira existem os “libermelhos” (ou “libervolucionários”), que são autoritários e odiosos da mesma forma, só que do lado libertário.

    Em tempo, não estou defendendo o Razzo. Até porque não tenho como opinar se ele pisou na bola ou não.

    Em um momento tão tenebroso para o Brasil quanto agora, em que o PT está mais empenhado do que nunca para implantar uma ditadura bolivariana no Brasil, ver uma briga entre dois conservadores é realmente para se sentir bastante preocupado.

  6. OFF: Em vez de ficarem se preocupando com as picunhas dos ‘filosófos’….

    Olhe o que acontece com alguém que se manifesta em favor da verdade:

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=676311849109351&set=a.297292433677963.68199.138459719561236&type=1&relevant_count=1

    Essa moça, é empresária, e está no Brasil. Deu a cara pra bater.

    Teoria é boa e tal….mas não to vendo ninguém de “peso” fazer nada por essa moça, que está sendo esculhambada pelo esquerdopatas.

    É por isso já percebi que esse barco da direita, tá muito furado — é só gente mimimi, que quando perder os seus mestres (e olha que isso não é impossível de ocorrer), vão todos continuar como permaneceram a anos………..no mais profundo silêncio.

    Em campo prático, deveriam a maioria dos blogs, defenderem o manifesto da moça em questão, pois ele é simples, útil e principalmente verdadeiro. E ela está sendo apedrejada enquanto os vovozinhos, tiozinhos e molequinhos de direita brigam com seus próprios egos.

    Os blogs de direita dão mais vazão e assunto, a esquerdistas que levantam placas sobre qualquer outra coisa, e quando uma mulher direitista o faz, todo mundo finge que não vê.

    Reinaldo, Felipe Moura, e Constantino, bem ou mal, falaram à cerca daquela esquerdista feminista que levantou uma plaquiha para o IPEA……

    Falta falar da Isabela Raposeiras.
    Porque você não começa, Luciano?

      • Sou apaixonado por todas as mulheres bonitas e empreendedoras.
        Mas paixão é diferente de amor Apolo…..e tudo isso (amor e paixão) é diferente de cumprir com minha obrigação para com as pessoas que merecem minha atenção.

        Tanto, que o post a respeito da moça em questão foi feito.

        O amor é lindo, a verdade um conforto, e o pecado minha máscara.

        Abs.

  7. Só para dar mais uma demonstração da psicopatia e insânia que existe no pensamento dos esquerdistas e que comprovam, nos seus atos falhos, que eles usam as minorias( gays, negros,….) para formar seus exércitos de IU mas que na verdade são racistas e intolerantes ao extremo, vejam essa pérola vinda de um esquerdista no site abaixo:
    http://jornalggn.com.br/noticia/joaquim-barbosa-o-que-poderia-ter-sido-grande-mas-foi-apenas-mau#comment-352426
    Primeiro o papo de DNA africano:
    Ruy P F Neto

    Uma correção, Nassif, ao seu ainda por lapidar perfil psicológico de Joaniça (joaquim carniça). O conceito grego de dâimon é um conceito criativo, inteligente, não se liga a nenhum “ifrit” árabe ou íncubo perseguidor. Talvez o seu conceito de demônio se ligue àqueles diabinhos que os fazendeiros mineiros costumavam prender na garrafa e só soltar quando ficavam ricos. Joaquim sofre de alguma perturbação mental. Não controlar a própria cólera é um tipo de distúrbio, assim como é um distúrbio grave essa inflação egoica que ele tem. Por certo ele se sente um Deus, mas quando se olha no espelho só vê Joaquim, um pobre diabo joaquinstofélico. Eu ainda acho que esse destempero de Joaquim está na origem do seu DNA africano. Veja como se comporta alguns ditadores africanos, para quem a vida dos semelhantes não tem valor. Lady Macbeth quando viu a floresta de Dunsinane andar, chegou à conclusão de que a vida é somente alguns minutos de fama, mais nada. Mas Joaquim não chega à Lady Macbeth. No mínimo tem mania de perseguição. Não pode compatibilizar STF com Boteco.

    Depois de algumas críticas, o gênio justifica sua idéia com uma suposta memória genética psicológica:

    Não é racista, de jeito e qualidade, é antes comportamental. Vide a África de hoje com inúmeros ditadores. Longe de mim. Não quis me referir a um link biológico, mas antes a um link comportamental, pois sei que a mistura de material genético não preserva nenhum DNA aborígene puro. Quis falar de comportamento. Se você observar os negros baianos ligados ao candomblé vai ver quanto eles têm ainda de comportamento africano tribal. A memória psicológica tem uma base genética, embora não tenha sido demonstrado cientificamente. Aquilo que Jung mostrava. Repito, não é racismo, é comportamento. Todos temos um pé em nossa origem ancestral, qualquer que seja ela. Agora, sua reação é preconceituosa e tola.

  8. Estou lendo o livro “The Oz Principle”, e é impressionante ver como muitas pessoas se vitimizam exatamente como descrito no livro, tanto no meu trabalho quando dentre as pessoas que eu conheço fora do trabalho e parentes.

    Inclusive, essa mania que os brasileiros tem de, ao se reunirem para baterem papo ficarem reclamando como o Brasil é ruim, o governo do Brasil é ruim em relação à muitos outros países, e tudo o mais, é exatamente uma ação de vitimização.
    Pois essas pessoas nunca pensam na menor ação possível para melhorarem a situação do país em que elas mesmas vivem. Elas apenas reclamam e apontam culpados.

    É Impressionante!
    Instintivamente eu sempre considerei essas pessoas que vivem reclamando um bando de perdedores, por só reclamarem.
    Então agora vou passar à indagar esses reclamadores profissionais com perguntas do tipo:

    “Como você acha que esse problema pode ser resolvido?”.

    Daí, é claro que ela dirá que “o governo deve fazer isso e aquilo…”.

    Então argumentarei que ela sabe que isso não vai acontecer, e que eu gostaria de ouvir uma solução real, e não uma que dependa justamente da boa vontade dos atuais “culpados por tudo”.
    Acho que é uma boa linha argumentativa para fazer as pessoas acordarem para o fato de que se elas esperarem que os políticos resolvam tudo, nada vai melhorar.

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